sexta-feira, 12 de abril de 2019

MUNDO MATERIAL COM EQUILÍBRIO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT METZORÁ 5779

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MUNDO MATERIAL COM EQUILÍBRIO - PARASHAT METZORÁ 5779 (12 de abril de 2019)


"O mestre encarregou seu discípulo de cuidar do campo de arroz. No primeiro ano, o discípulo foi cuidadoso para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte e a colheita foi boa. No segundo ano, o discípulo teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rápido e a colheita foi maior. No terceiro ano, empolgado com o sucesso do ano anterior, ele colocou ainda mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho. O mestre então ensinou ao discípulo:


- Se você continuar aumentando a quantidade de fertilizante, não terá nada de valor para colher no ano que vem. Pois se você não cuida do arroz, você não terá nada para colher. Mas se você cuida demais, também acabará prejudicando a produção."


Assim funciona o mundo material. Temos que investir, fazer o nosso esforço, mas de forma equilibrada, pois quando fazemos esforço demais, então o resultado final acaba sendo negativo.

Nesta semana lemos a Parashat Metzorá, que continua descrevendo a doença espiritual chamada Tzaráat, cuja manifestação física era o aparecimento de manchas. A Tzaráat começava atingindo as paredes de casa, em especial por causa do egoísmo. Se a pessoa falhava em aprender a lição transmitida pela Tzaráat em sua casa, seu egoísmo evoluía para um nível de arrogância. Então suas roupas, que representam a honra da pessoa, também eram atingidas pela Tzaráat. Se mesmo assim a pessoa não prestasse atenção às advertências de D'us e continuasse caindo espiritualmente, ela chegaria ao nível de total desprezo por qualquer outro ser humano. Isto é a causa principal de uma terrível atitude: falar Lashon Hará, isto é, usar a fala para denegrir e desprezar outras pessoas. Como castigo, o próprio corpo do transgressor era atingido com Tzaráat.

 

Enquanto a Tzaráat da pele e das roupas já atingia o povo judeu mesmo quando eles ainda estavam no deserto, a Tzaráat que atingia as paredes das casas só começou a se manifestar quando o povo judeu entrou na Terra de Israel. O Midrash (parte da Torá Oral) traz uma explicação de por que isto ocorria. Os Emorim, antigos habitantes da Terra de Israel, haviam escondido seus objetos de valor nas paredes de suas casas, para evitar que caíssem nas mãos dos judeus quando eles chegaram para conquistar a terra. Parte do conserto espiritual da Tzaráat que atingia as paredes era retirar e substituir as pedras dos locais onde as manchas apareciam. Quando as pedras eram removidas, os tesouros escondidos pelos Emorim eram descobertos pelo dono da casa.


Porém, este ensinamento é extremamente confuso. Se a Tzaráat aparecia nas casas por causa do egoísmo, por que D'us recompensava com tesouros esta atitude tão negativa?

 

Quando uma casa era declarada impura pelo Cohen por estar com Tzaráat, tudo o que estivesse dentro dela também se impurificava. Por isso, antes do Cohen inspecionar as manchas da casa para determinar se era Tzaráat ou não, todos os móveis e utensílios deveriam ser removidos para que não se impurificassem. De acordo com o Midrash, esta era uma medida corretiva para o egoísmo. Pessoas egoístas fingem ter menos do que realmente têm para evitar ter que emprestar seus bens aos outros ou para se esquivar de dar Tzedaká. Ser obrigado a colocar todos os bens do lado de fora da casa, em um local público onde todos podiam ver, causava vergonha no transgressor e ajudava a expiar e corrigir seu traço de egoísmo.


A Mishná (Negaim 12:5) traz outro motivo para a remoção dos bens de dentro da casa. Isto era uma mensagem muito forte de D'us ao transgressor. Quando um objeto se impurificava, ele podia ser purificado através da imersão em uma Mikve. Uma das exceções eram utensílios feitos de barro, relativamente baratos, que não podiam ser purificados. Portanto, os únicos objetos que realmente seriam perdidos caso permanecessem dentro de casa seriam os mais simples e baratos utensílios de barro. Apesar disso, D'us se preocupou mesmo com as perdas pequenas e permitiu a remoção de todos os utensílios de dentro da casa antes dela ser declarada impura. D'us assim demonstrava ao transgressor o quanto Ele valoriza os bens de cada judeu.


Porém, se a intenção era curar o egoísmo, não seria mais adequado uma lição sobre a falta de importância das posses materiais? Por que foi transmitida a mensagem de dar valor mesmo para objetos de pouco valor?

 

Outro detalhe interessante é que, em relação às leis de pureza e impureza espiritual, os utensílios de barro têm uma característica única: eles se impurificam apenas através da exposição de sua parte interna à fonte de impureza, mas não através do contato com as paredes externas do utensílio. Por que esta diferença? Pois o valor de um utensílio pode ser medido de duas formas: em termos do valor intrínseco do material com o qual ele é feito e em termos do seu valor funcional. Utensílios de barro têm pouco valor intrínseco, sendo somente a utilidade que dá a eles o seu valor. Para que algo contraia impureza espiritual, ele deve ter algum valor. Por isso, um utensílio de barro somente se torna impuro através do contato da fonte de impureza com a sua parte funcional, a parte interna, e não através do contato com o material da parede externa.


A palavra egoísmo, em hebraico, é "Tzarut Ain", literalmente "olho estreito". Isto significa que o egoísmo é resultado de não apreciarmos o verdadeiro valor das nossas posses materiais e olharmos para elas através de uma perspectiva estreita. O Talmud (Chulin 91a) ensina que os Tzadikim (justos) valorizam suas posses materiais mais do que seus próprios corpos. A fonte deste ensinamento é o ato de Yaacov Avinu, que arriscou sua vida ao voltar sozinho, no meio da noite, para recuperar alguns utensílios de barro de pouco valor monetário. Mas o que significa que um Tzadik valoriza mais seus bens do que seu próprio corpo?

 

Um Tzadik vê suas posses materiais como se fossem utensílios de barro, isto é, sem dar a eles nenhum valor intrínseco, ao contrário, eles dão importância apenas à sua função. De acordo com este ponto de vista, as posses materiais se transformam em ferramentas no serviço a D'us. Elas podem ser usadas, por exemplo, para fazer bondade e ajudar os outros. Tanto o nosso corpo quanto as nossas posses materiais são meios para servir a D'us. A única diferença é que nosso corpo é adquirido como um "presente de nascimento", enquanto a aquisição das nossas posses materiais exige esforços. É por isso que o Talmud afirma que os Tzadikim valorizam suas posses até mais do que valorizam seu corpo, pois a aquisição de suas posses exigiu mais esforço. A perspectiva do Tzadik em relação às suas posses materiais contrasta com a perspectiva "estreita" do egoísta, que vê somente os benefícios pessoais que suas posses podem trazer para ele.


Quando a pessoa cuja casa havia sido contaminada com Tzaráat ficava ciente da preocupação de D'us com as posses de cada judeu, sua visão egoísta era colocada em questão e o processo de correção começava. A vergonha de ser exposto ao exame minucioso dos vizinhos era outro aspecto do mesmo processo de conserto. A remoção dos utensílios para o domínio público também era uma dica de que o propósito daqueles utensílios não era servir apenas a si mesmo, mas também ajudar a todos os que necessitavam deles.


Os objetos de valor escondidos pelos Emorim, antigos moradores da Terra de Israel, estavam manchados pelo intenso egoísmo. Os Emorim os esconderam para privar os judeus de terem benefício deles. Nas mãos de pessoas com tendência egoístas, estas riquezas seriam terrivelmente prejudiciais. Portanto, D'us utilizou a Tzaráat como veículo para prover as riquezas de uma maneira projetada para corrigir o mal do egoísmo presente nelas. A pessoa que contraía Tzaráat era forçada a reformular suas atitudes em relação aos seus bens materiais antes de receber esta nova recompensa.


Isto ajuda a explicar uma aparente contradição em relação a uma das maiores tragédias da história do povo judeu: a morte de 24 mil alunos do Rabi Akiva. De acordo com o Talmud (Yevamot 62b), eles morreram por não terem tratado com o devido respeito uns aos outros. Porém, há um Midrash que ensina que eles morreram por apresentarem um traço de caráter muito negativo, o "Tzarut Ain" (egoísmo), em relação ao seu conhecimento de Torá, isto é, eles não dividiam seus conhecimentos uns com os outros. Afinal, qual foi o motivo da morte deles, o egoísmo ou a falta de respeito?


A Torá é uma das nossas posses mais preciosas, mas ela não pode se transformar em um meio para atingir engrandecimento pessoal. Quando alguém aprecia de verdade seu companheiro e o honra, deseja dividir com ele suas ferramentas para o Serviço Divino. Neste sentido, dividir os conhecimentos de Torá é uma expressão suprema de honra pelo companheiro. Portanto, as duas descrições de qual foi a falha dos alunos do Rabi Akiva são, na realidade, uma só. Ao se comportarem de maneira egoísta e não compartilharem seus conhecimentos de Torá, os alunos estavam demonstrando que não honravam seus companheiros no nível em que deveriam.


A Parashat nos ensina a importância do equilíbrio na utilização do mundo material. D'us nos presenteou com o nosso corpo e com as nossas posses para que possamos também utilizar em prol dos outros. Alguém que se conecta tanto às suas posses a ponto de se tornar egoísta perdeu o propósito de sua existência neste mundo. A dica é o equilíbrio, isto é, saber utilizar o que nós temos para o nosso benefício, mas sem nunca se esquecer dos outros.
 

SHABAT SHALOM              

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 5 de abril de 2019

O PREÇO DA AMIZADE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TAZRIA 5779

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O PREÇO DA AMIZADE - PARASHAT TAZRIA 5779 (05 de março de 2019)

 
Eduardo e Pedro eram amigos de infância. Era uma incrível amizade, que já durava muitos anos. Faziam muitas atividades juntos e curtiam as mesmas festas e eventos. Na época de faculdade, como os dois gostavam muito do contato com a natureza, decidiram passar as férias em um local montanhoso, onde havia uma linda floresta e uma vista encantadora.
 
Certa manhã, decidiram sair para explorar a floresta. Porém, no meio do caminho, começaram a escutar barulhos de galhos quebrando. Provavelmente não estavam sozinhos. Ficaram preocupados com a possibilidade de estarem próximos de algum animal selvagem, mas tentaram se acalmar, imaginando que provavelmente era apenas um bando de pássaros. Porém, o barulho foi se aproximando e os amigos foram ficando cada vez com mais medo. De repente, um enorme urso saiu do meio das árvores e começou a se aproximar, de forma ameaçadora. Os dois ficaram tão apavorados que não sabiam o que fazer.
 
Eduardo, que desde criança gostava muito de subir em árvores, conseguiu rapidamente escalar uma delas, se escondendo com segurança. Porém, Eduardo nem pensou no seu amigo, que não tinha a mínima ideia de como subir em uma árvore.Enquanto Eduardo estava tranquilamente sentado em um galho bem alto, Pedro tentava desesperadamente subir no primeiro galho, mas o nervosismo o fazia cair. O urso continuava vindo e a situação ficou desesperadora.
 
De repente, Pedro teve uma ideia salvadora. Ele lembrou-se de ter escutado, quando era pequeno, que os ursos não atacavam pessoas mortas. Sem outra opção para se salvar, ele se jogou no chão e prendeu a respiração. O urso se aproximou, desconfiado. Cheirou por alguns instantes Pedro, mas como achou que o rapaz estava morto, foi embora. Pedro, apesar do susto, estava salvo.
 
Somente depois de ver que o urso havia se afastado e que tudo estava tranquilo foi que Eduardo desceu da árvore. Curioso com a cena que havia visto, do urso cheirando o amigo, perguntou a ele:
 
- O que houve, Pedro? Parecia que o urso estava sussurrando algo em seu ouvido. O que foi que ele te disse?
 
Pedro, muito irritado com a falta de companheirismo do seu amigo, respondeu:
 
- O urso, na verdade, veio me dar um valioso conselho. Ele pediu para que eu me afastasse de maus amigos como você..."
 
Amigo de verdade não é aquele que está junto apenas nos momentos de alegria e diversão. Amigo é aquele que está junto também nos momentos de necessidade. É aquele que está lá, do seu lado, mesmo quando todas as outras pessoas já foram embora.

Nesta semana lemos a Parashat Tazria (literalmente "Concebe"), que começa a falar sobre o conceito de pureza e impureza nos seres humanos, em especial em uma mulher que acabou de dar à luz um bebê. Na sequência, a Parashat descreve uma doença espiritual, a Tzaráat, normalmente contraída pelas pessoas que falavam Lashon Hará, isto é, que denegriam a honra de outras pessoas através do mau uso da fala.
 
Apesar de ser uma doença espiritual, a Tzaráat tinha uma manifestação física: o aparecimento de manchas na pele. Um dos motivos desta manifestação é que, da mesma maneira que a pessoa quis manchar a honra de seu companheiro, denegrindo-o diante de outras pessoas, assim também ela ficava manchada diante de todos. Isto nos ensina o conceito de que as punições de D'us são "Midá Kenegued Midá" (medida por medida), isto é, da forma como nós erramos, assim nós somos castigados. Isto é uma enorme bondade de D'us, que quer nos ajudar a enxergarmos os nossos erros para consertá-los.
 
Além disso, o Metzorá (pessoa que contraiu Tzaráat) tinha que passar por um longo e difícil processo de purificação. Parte deste processo era ficar por algum tempo completamente isolado, fora do acampamento, como está escrito: "Durante os dias em que a Tzaráat o afligir, ele permanecerá impuro. Ele está impuro e deve ficar isolado. Ele deve morar fora do acampamento" (Vaikrá 13:46). Mas por que justamente este tipo de castigo era aplicado ao Metzorá?
 
O Talmud (Erchin 16b) diz que esta parte do processo de purificação também era um castigo "Midá Kenegued Midá". Quando falamos mal de alguém, nossa intenção é que as pessoas que escutam se afastem daquele sobre quem estamos falando. Portanto, da mesma maneira que o Metzorá havia causado a separação entre as pessoas ao falar mal delas, ele também deveria ficar, por algum tempo, completamente separado das pessoas, sentindo na pele a solidão que ele quis causar aos outros.
 
Percebemos deste castigo infligido pela Torá que, da mesma forma que ter manchas na pele é algo que incomoda muito e nos faz parar para refletir, estar sozinho também é algo bastante perturbador, quase desesperador. Somos seres sociais, precisamos de outras pessoas à nossa volta, para interagir, conversar e desabafar sobre nossos problemas e dificuldades. Algumas pessoas têm uma necessidade maior, enquanto outras têm uma necessidade menor, porém todos precisam de companhia. É por isto que o castigo de estar isolado, principalmente em um momento de grande dificuldade, no qual o Metzorá precisava muito de um "ombro amigo", causava muito sofrimento. Isto ajudava o Metzorá em seu processo de introspecção e conserto de seus maus atos.
 
Isto significa que ter amigos é algo muito importante para o ser humano, conforme afirmam os nossos sábios: "Qual é o caminho reto no qual uma pessoa deve se apegar?... Rabi Yehoshua diz: Um bom amigo". (Pirkei Avót 2:9). Porém, em relação à amizade, há outro ensinamento interessante: "Adquira para você um amigo" (Pirkei Avót 1:6). Por que a linguagem "adquira"? Será que precisamos pagar para ter bons amigos?
 
Para compreender este ensinamento, antes precisamos entender o que é um "amigo" de acordo com a Torá. Normalmente estamos cercados de pessoas. Atualmente a moda é termos "amigos" e "seguidores" no Facebook e Instagram, além de participar de dezenas de grupos no Whatsapp. Mas será que estes são os amigos aos quais a Torá se refere? Certamente que não. Amigo é aquele que está junto em todos os momentos, nas alegrias e nas dificuldades. Amigo é aquele que está junto para o que der e vier, não importa se está tarde ou se ele está cansado. Porém, acima de tudo, amigo é aquele que se importa tanto com você que te dá uma bronca quando te vê fazendo algo errado, pelo seu bem. Portanto, ter um amigo de verdade é tão difícil e, ao mesmo tempo, tão importante, que valeria a pena até mesmo pagar por isto se fosse necessário.
 
A maioria das pessoas que temos à nossa volta não são realmente amigos, como ensinam nossos sábios: "Estes fingem ser amigos de alguém somente para seu próprio benefício. Eles agem amigavelmente quando isso lhes convém, mas não apóiam a pessoa em uma hora de necessidade". (Pirkei Avót 2:3). Estas palavras do Pirkei Avót foram ensinadas em relação ao comportamento dos governantes, mas certamente se aplicam a todos os "maus amigos", isto é, aqueles que são apenas aproveitadores, que não se importam de verdade com você e, portanto, devem ser evitados, como está escrito: "Qual é o caminho do mal do qual um homem deve manter distância? Rabi Eliezer disse: Um mau amigo" (PirkeiAvót 2:9).
 
O R' Zelig Pliskin traz outra resposta para esta linguagem do Pirkei Avót, de "adquirir um amigo". Ter pessoas ao nosso redor é certamente a fonte de muitos benefícios. Portanto, precisamos estar cercados de amigos e pessoas que se importam conosco. Porém, também há um preço a ser pago por isto. Muitas vezes nossos amigos acabam fazendo coisas que nos incomodam. Nem sempre as pessoas são agradáveis, principalmente quando elas nos criticam. A Torá está nos ensinando que vale a pena pagar este "preço". Quando internalizamos que a alternativa a este tipo de incômodo é o isolamento e a solidão, percebemos que os inconvenientes que podem surgir nos relacionamentos com os amigos de verdade é um preço que vale a pena pagar.
 
Há um exemplo prático de como fazer esta "conta". Quando adquirimos um produto, apesar de termos um benefício, nós também temos uma perda, pois pagamos por ele. Porém, nós sempre focamos no que estamos ganhando, não no quanto gastamos. Da mesma maneira, em relação aos nossos amigos de verdade, devemos manter o foco no quanto ganhamos ao estarmos perto de pessoas que se importam conosco. Assim, deixaremos de focar nos pontos que nos incomodam.
 
Finalmente, precisamos nos lembrar da importância de não apenas termos bons amigos, mas também de sermos bons amigos. Devemos nos preocupar de verdade com os outros, buscando sempre o bem deles e ajudando, com elogios e, quando necessário, com críticas, para que todos possam cumprir seus objetivos espirituais.

 

SHABAT SHALOM              

R' Efraim Birbojm

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