quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

FAÇA O QUE TEM QUE SER FEITO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KI TISSÁ 5784

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PARASHÁ KI TISSÁ 5784



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FAÇA O QUE TEM QUE SER FEITO - PARASHÁ KI TISSÁ 5784 (01/mar/24)

Esta história foi contada pelo Rav Israel Spira zt"l (Polônia, 1889 - EUA, 1989), o Rebe de Bluzhov, que a testemunhou no Campo de Concentração de Janowska:
 
"Todos os dias, ao amanhecer, os alemães nos levavam para fora do acampamento, para um dia de trabalho pesado que só terminava ao anoitecer. Cada dupla de trabalhadores recebia uma enorme serra e deveria cortar sua cota de toras. Por causa das condições terríveis e da fome, a maioria de nós mal conseguia ficar de pé. Mas nós serrávamos, sabendo que nossas vidas dependiam daquilo. Qualquer um que desmaiasse no trabalho ou deixasse de cumprir sua cota diária era morto na hora.
 
Um dia, enquanto eu puxava e empurrava a serra pesada com meu parceiro, fui abordado por uma jovem da nossa equipe de trabalho. A palidez em seu rosto mostrava que ela estava extremamente fraca.
 
- Rebe - sussurrou ela para mim - você tem uma faca?
 
Imediatamente entendi sua intenção e senti a grande responsabilidade que recaiu sobre mim.
 
- Minha filha - implorei, concentrando todo o amor e convicção em meu coração, no esforço de dissuadi-la de sua ação pretendida - Não tire sua própria vida. Eu sei que a vida agora é um inferno, do qual a morte parece uma libertação abençoada. Mas nunca devemos perder a esperança. Com a ajuda de D'us, sobreviveremos a esta provação e veremos dias melhores.
 
Mas a mulher parecia alheia às minhas palavras. "Uma faca", ela repetiu. "Eu preciso de uma faca agora".
 
Naquele momento, um dos guardas alemães percebeu nossa conversa sussurrada e se aproximou de nós. Ele exigiu saber o que estávamos conversando. Nós dois congelamos. Conversar durante o trabalho era uma transgressão grave. Muitos prisioneiros do campo haviam sido mortos por crimes muito menores. A mulher foi a primeira a se recuperar. "Eu pedi a ele uma faca", disse ela. Para meu horror, ela então dirigiu seu pedido ao guarda: "Me dê uma faca!". O alemão também adivinhou sua intenção, e um sorriso diabólico surgiu em seu rosto. Sem dúvida ele tinha visto os corpos daqueles que, em desespero, tiravam suas próprias vidas se jogando durante a noite na cerca eletrificada que cercava o acampamento. Mas aquela seria uma visão nova para ele. Ainda sorrindo, ele enfiou a mão no bolso e entregou-lhe uma pequena faca.
 
Pegando a faca, ela correu de volta para seu local de trabalho e se curvou sobre um pequeno pacote de trapos que havia colocado sobre um pequeno tronco. Desfazendo o embrulho rapidamente, ela tirou de lá um pequeno bebê. Diante dos nossos olhos espantados, de forma rápida e hábil, ela fez o Brit Milá no bebê. Logo em seguida ela recitou: "Baruch Atá Hashem... que nos ordenou que o inseríssemos no pacto de Avraham Avinu"
 
Embalando o bebê nos braços, ela acalmou seu choro. Então, ela olhou para o céu e disse: "D'us, oito dias atrás você me deu um filho. Eu sei que nem eu nem ele sobreviveremos por muito tempo neste lugar maldito. Mas agora, quando Você o levar de volta, Você o receberá como um judeu completo". Olhando sem medo para o guarda alemão, ela estendeu a faca sagrada e disse: "Sua faca. Obrigado"."
 
Não sabemos se esta mulher e seu bebê sobreviveram. Porém, ela fez o que tinha que ser feito.

Na Parashá desta semana, Ki Tissá (literalmente "Quando você fizer a contagem"), a Torá nos apresenta pela primeira vez Betzalel, o "arquiteto-chefe" do Mishkan, como está escrito: "Veja, Eu chamei pelo nome Betzalel, filho de Uri, filho de Chur, da Tribo de Yehudá. Eu o enchi com um espírito Divino, com sabedoria, discernimento e conhecimento, e com todo ofício" (Shemot 31:2,3). Naquele momento Betzalel tinha apenas treze anos de idade. Certamente foi uma grande surpresa quando Moshé reuniu o povo e apresentou um jovem rapaz como o responsável pela construção do Mishkan. Mas Betzalel não decepcionou. Ele seguiu exatamente as instruções de Moshé e conseguiu construir com sucesso o Mishkan, mesmo com todos os seus complexos detalhes.
 
A maneira como a Torá apresentou Betzalel chama a atenção. Normalmente, ao apresentar pessoas pelo nome, a Torá menciona o nome da pessoa e o nome de seu pai, como Kalev ben Yefune e Yehoshua bin Nun, entre muitos outros exemplos. Por que com Betzalel foi diferente, já que o nome do seu avô também foi mencionado? E isto não ocorre apenas na primeira vez em que ele é apresentado, na Parashá Ki Tissá, mas também se repete quando ele é mencionado na Parashá Vayakel (Shemot 35:30) e na Parashá Pekudei (Shemot 38:22).
 
Outro detalhe interessante que chama a atenção é o fato de Rashi (Shemot 35:30) identifica Chur como sendo "o filho de Miriam". Por que é importante sabermos este detalhe?
 
Responde o Midrash que foi pelo mérito de Chur que Betzalel recebeu a oportunidade e o privilégio de ser o encarregado de construir o Mishkan. Betzalel recebeu mais do que apenas essa oportunidade. D'us o presenteou com o conhecimento e a habilidade para construir o Mishkan. Tudo isso foi mérito de seu avô, Chur.
 
Quem era Chur? Além de ser filho de Miriam, ele desempenhou um papel central quando o povo judeu estava pretendendo fazer o "Bezerro de Ouro". Desesperados pela demora de Moshé em descer do Monte Sinai, uma multidão desejou construir um bezerro de ouro para substituir seu líder desaparecido. Chur se opôs à multidão. Ele insistiu em dizer que eles estavam tomando uma atitude equivocada. Tragicamente, Chur pagou com sua própria vida por este protesto. Em sua obstinação, o povo acabou assassinando Chur. Talvez este seja um dos motivos pelos quais Aharon tentou apenas ganhar tempo, ao invés de também enfrentar a multidão.
 
Mas será que Chur estava certo? Foi correto Chur ter se levantado contra o povo, ou ele deveria ter feito como Aharon e somente tentar ganhar tempo? Poderíamos pensar que foi um erro de Chur, pois aparentemente ele morreu em vão, já que o bezerro foi construído. No entanto, D'us fez questão de mostrar que não foi um erro. D'us apreciou tanto o que Chur fez que acabou escolhendo seu neto, Betzalel, como arquiteto-chefe do Mishkan.
 
Chur adotou uma postura impopular. Porém, às vezes, para fazer o que é certo, é necessário adotar uma postura impopular, apesar da possibilidade de os esforços não terem resultado. Chur não necessariamente pensou que seria bem-sucedido em dissuadir as pessoas do plano de construir um bezerro de ouro. Mas Chur sentiu que isso era a coisa certa a se fazer e se levantou contra o povo. Muitas vezes na vida a pessoa deve assumir a postura de fazer o que é certo, e não de ser popular, independente das chances de sucesso.
 
De onde Chur tirou esse traço de caráter? De onde ele aprendeu a lição de que uma pessoa deve às vezes fazer o seu melhor, dar o seu melhor, mesmo quando o sucesso é improvável? A resposta está no detalhe que Rashi forneceu ao dizer que Chur era filho de Miriam. Esta também era a forma de viver que Miriam escolheu.
 
Nossos sábios ensinam que quando o Faraó decretou que todos os bebês meninos fossem jogados no Nilo, Amram se divorciou de sua esposa. Por quê? Ele concluiu: "Por que trazer bebês ao mundo? Para serem jogados no Nilo?". Como Amram era o líder da geração, todos seguiram o seu exemplo e se divorciaram de suas esposas. Então veio a pequena Miriam, com apenas cinco anos de idade, e disse ao pai, com toda a educação do mundo: "Pai, não acho que você está certo. O Faraó só decretou em relação à morte dos meninos neste mundo, mas você está impedindo que meninos e meninas sejam concebidos, e que tenham um Mundo Vindouro!". Miriam não tinha certeza de que iria conseguir convencer seu pai. Se a filhinha do Rav Moshe Feinstein zt"l discordasse de uma Halachá de seu pai e dissesse: "Pai, eu não acho que isso está certo", ela seria escutada?
 
Além disso, quando o cesto de Moshe foi colocado no Nilo, Miriam o acompanhou. Para que? Parecia um esforço em vão! O que Miriam esperava conseguir? E quando Batia, a filha do Faraó, encontrou o bebê no cesto, Miriam se aproximou dela e oferece um conselho. Miriam era tola? Como uma escrava vai até a princesa do Egito e começa a lhe dar conselhos sobre o que fazer com aquele bebê? Parecia ser um esforço em vão!
 
Por que Miriam tentou fazer coisas que pareciam impossíveis? Ela sentiu que era a coisa certa a se fazer. Esta era a filosofia de vida dela. Se teria sucesso ou não, ela sabia que isso não dependia dela.
 
Explica o Rav Yssocher Frand que percebemos aqui um padrão: Miriam nunca desistia de fazer o que era correto. Ela fazia sempre o seu melhor, mesmo sem saber se chegaria ao sucesso. Miriam fazia o que podia em cada situação. O Rav Israel Salanter zt"l (Lituânia, 1810 - Prússia, 1883) dava aos seus alunos três conselhos: "Vocês não precisamos imitar as pessoas; Nunca façam apenas um esforço mínimo e superficial; Saibam que nem sempre é necessário ter sucesso, o que é necessário é fazer a nossa parte".
 
O que D'us espera de nós é o esforço, fazer o que é certo, independente das circunstâncias. Essa era filosofia de vida que Miriam transmitiu ao seu filho Chur. Quando Chur foi confrontado com uma situação que parecia sem esperança, mesmo assim ele se levantou para fazer algo, pois sabia que era a coisa certa a se fazer. Chur era "filho de Miriam", aquela que fazia as coisas apenas porque era o certo a se fazer. Em recompensa por essa dedicação, Betzalel acabou tendo o mérito de construir a Casa de Hashem.

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

UM MUNDO MELHOR DEPENDE DE VOCÊ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TETSAVÊ 5784

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  • Óleo para Menorá.
  • As 8 Vestes do Cohen Gadol:
  • 1) Efod ("Avental") e os Engastes.
    2) Choshen Mishpat ("Peitoral").
    3) Meil ("Manto").
    4) Tsits ("Tiara", Placa para a cabeça).
    5) Avnet ("Cinto").
    6) Ktonet ("Túnica").
    7) Mitsnefet ("Turbante").
    8) Michnassaim ("Calças").
  • As 4 Vestes dos Cohanim simples.
  • 1) Ktonet ("Túnica").
    2) Avnet ("Cinto").
    3) Migbaat ("Turbante").
    4) Michnassaim ("Calças").
  • Consagração dos Cohanim.
  • Consagração do Altar.
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UM MUNDO MELHOR DEPENDE DE VOCÊ - PARASHÁ TETSAVÊ 5784 (22/fev/24)

Uma famosa universidade americana decidiu pesquisar qual era a receita mais eficaz para que alguém ficasse milionário. Cem milionários foram selecionados e acompanhados por alguns alunos, que observavam seu dia-a-dia e tentavam descobrir o motivo do sucesso deles. Os alunos anotaram a rotina diária dos milionários durante meses. Ao final, os estudantes reuniram seus relatórios para análise. Eles perceberam que os dados recolhidos eram bem semelhantes, à exceção de um, que destoou completamente. A pesquisa apontou que noventa e nove milionários entrevistados dedicavam bastante tempo "guerreando" com seus concorrentes. Somente um dos milionários não "lutava", não processava ninguém e não tinha inimigos. Os pesquisadores decidiram investigar o caso e pediram ao milionário, proprietário de uma grande rede de farmácias, que concedesse uma entrevista.

- Por que você não briga com seus concorrentes, nunca os processa e não tem inimigos, ao contrário de todos os outros milionários? - perguntaram os pesquisadores.

- Vou lhes contar uma história - respondeu o milionário - No princípio da minha carreira profissional, eu seguia a filosofia do meu falecido pai, que sempre dizia: "Estabeleça objetivos e os alcance a qualquer custo". De fato, eu sempre agi dessa forma. Porém, há alguns anos, decidi viajar com alguns diretores da minha empresa para observar o funcionamento das farmácias em diversas partes do mundo, para conhecer as características de cada mercado. Um dos países que eu visitei foi Israel. Passeamos por todo o país e foi muito proveitoso. No último dia, o nosso guia disse que iria nos levar a um lugar impressionante. Aguardamos ansiosos, imaginando que iríamos a um sítio arqueológico ou algo do tipo. Porém, nosso micro-ônibus entrou em um bairro antigo de Jerusalém, de ruas estreitas, e parou diante de um prédio grande e movimentado. O guia então nos perguntou: "Qual deve ser o tamanho de um local de estudos para comportar cerca de quatro mil alunos?". Começamos a fazer as contas: auditórios, salas de computação, salas de estudos, dormitórios dos estudantes, refeitório, escritórios para os funcionários, etc., e chegamos à conclusão de que seria necessária uma área construída de 130 mil metros quadrados. O guia então perguntou novamente: "E para este lugar funcionar seria necessário um quadro de quantos funcionários?". Chegamos à conta de trezentas e cinquenta pessoas.

- O guia então nos disse algo que não podíamos acreditar - continuou o milionário, empolgado - Ele falou: "Esta é a Yeshivá de Mir. Aqui estudam cerca de quatro mil alunos, em uma área de somente três mil metros quadrados. O quadro de funcionários da Yeshivá é composto por vinte pessoas e possui apenas um diretor, que é responsável por tudo". Ficamos mudos. O guia nos levou para conhecer a Yeshivá. Os salões de estudo estavam lotados. Os estudantes estavam tão concentrados que nem perceberam nossa presença. Fomos de andar em andar, e em cada canto possível havia pessoas estudando. Era uma visão incrível, que nos deixou sem palavras. De todos os lugares do mundo que havíamos visitado, aquele foi o que mais nos impressionou.

- Ao final do passeio, o guia agendou um encontro com o Rosh Yeshivá - seguiu contando o milionário - Entramos em uma casa muito simples, mobiliada com apenas o estritamente necessário. Na sala estava sentado o Rosh Yeshivá, o Rav Natan Tzvi Finkel zt"l (EUA, 1943 - Israel, 2011). Ele tinha muita dificuldade para falar, por ter a doença de Parkisson em um estágio avançado, porém nos recebeu com uma face radiante. Um dos diretores perguntou: "Prezado rabino, nós administramos grandes negócios e não conseguimos entender como uma instituição tão gigantesca como esta pode ser tão bem dirigida com tão poucas pessoas. Qual é o segredo?". O Rosh Yeshivá sorriu e respondeu com uma pergunta: "Vocês sabem a diferença entre um homem e um animal? Quando um animal deseja algo, ele tenta alcançá-lo mesmo que tenha que pisar nos que estiverem em seu caminho. O homem, por sua vez, consegue abdicar de seus desejos para que não venha a causar danos ao seu companheiro. Mais ainda, o homem pode deixar de ter proveito em determinada situação para que seu companheiro o tenha. Aqui na nossa Yeshivá vivem homens, e quando cada um deles se preocupa com seu companheiro, em como fazer o bem ao próximo, não há problemas para ninguém.

- As palavras do sábio rabino entraram como uma faca no meu coração - concluiu o milionário - A partir daquele dia, decidi mudar minha conduta. Naquele momento decidi me comportar como um ser humano...

Nesta semana lemos a Parashá Tetsavê (literalmente "Ordene"), que começa a descrever as roupas do Cohen Gadol e dos outros Cohanim. Logo após a Torá ter descrito os detalhes construtivos do Mishkan, na Parashá Terumá, a Torá logo em seguida descreve as roupas dos Cohanim, que deveriam ser usadas durante os Serviços feitos no Mishkan. Era roupas esplendorosas, feitas de materiais caros e preciosos, como ouro e pedras preciosas.

As roupas do Cohen Gadol também traziam consigo mensagens e efeitos espirituais, que afetavam todo o povo judeu. Por exemplo, nossos sábios explicam que cada uma das oito roupas do Cohen Gadol servia para trazer expiação de algum erro específico do povo.

Uma das roupas que mais chama a nossa atenção é o "Meil", uma roupa longa, feita de lã tingida de azul celeste, cuja borda inferior era repleta de sinos de ouro. Com esta roupa o Cohen Gadol podia ser ouvido sempre que caminhava, como está escrito: "O som (dos sinos) será ouvido quando ele entrar no Santuário diante de D'us e quando sair, para que ele não morra" (Shemot 28:35). Mas por que D'us queria que o Cohen Gadol andasse com uma roupa que fazia barulho? Que mensagem isso nos transmite?

O Rav Mordechai Gifter zt"l (EUA, 1915 - 2001) oferece duas reflexões interessantes sobre este versículo. A primeira reflexão é que cada vez que o Cohen Gadol dava um passo, ele percebia seu passo, e todas as outras pessoas em volta também percebiam. Isso carrega uma mensagem muito importante: cada passo que damos tem um impacto, sobre nós mesmos e sobre os outros em volta. Obviamente que isto se aplica principalmente ao Cohen Gadol, nosso maior líder espiritual, alguém cujas ações, mesmo cada pequeno passo, causavam um profundo impacto em todo o povo. Mas certamente esta é uma lição que também deve ser aplicada a cada um de nós. Quanto maior é uma pessoa, maior é o seu impacto em todos em volta. Todos nós devemos nos esforçar para maximizar os efeitos positivos de cada uma de nossas ações.

A outra reflexão é baseada em um ensinamento do Talmud (Pessachim 112a), que diz que Rabi Akiva ensinou ao seu filho, Rabi Yochanan, a sempre bater na porta entes de entrar em uma casa. O Midrash diz que a fonte desse costume é o versículo da nossa Parashá, sobre o Cohen Gadol sempre ser escutado através dos sinos quando entrava no Santuário. Rabi Akiva aprendeu uma lei de "Derech Eretz", bons modos, do Cohen Gadol. É impróprio simplesmente "invadir" a casa de alguém. Não devemos entrar na casa de um estranho, e nem mesmo na casa de conhecidos, sem bater primeiro na porta, anunciando nossa entrada. Na verdade, não devemos entrar nem mesmo em nossas próprias casas sem antes bater na porta. Muitas pessoas têm essa sensibilidade e delicadeza, e sempre batem na porta antes de entrar, para que sua chegada não seja totalmente inesperada.

O Talmud Yerushalmi (Yomá 7:3:4) nos ensina: "Para duas coisas não havia expiação (através de sacrifícios obrigatórios), mas a Torá estabeleceu expiação para elas. São elas: aquele que fala Lashon Hará (espalha calúnias) e o homicídio não intencional. Para aquele que espalha calúnia não havia expiação, mas a Torá fixou expiação para ele: os sinos do "Meil". Para o homicídio não intencional não havia expiação, mas a Torá estabeleceu expiação para ele: a morte do Cohen Gadol". Mas por que a Torá juntou estas duas transgressões? Qual é a conexão entre o Lashon Hará e a morte acidental?
 
Explica o Rav Gifter que a ideia de não entrar sem anúncio está diretamente relacionado com Derech Eretz, isto é, a sensibilidade de não invadir a privacidade de alguém. O "anúncio" da chegada do Cohen Gadol ao Santuário era uma demonstração meticulosa do atributo de Derech Eretz. Portanto, esse som das roupas expiava o ato que é causado, em última instância, pela indiferença com o Derech Eretz, já que a raiz do Lashon Hará é o descaso com a honra e a vida do próximo. E, no final das contas, a raiz do assassinato também deriva da falta de reconhecimento do que é um ser humano. Alguém que deseja matar outro ser humano obviamente não vê essa pessoa como alguém criado "à imagem e semelhança de D'us" (Bereshit 9:6). A base do Derech Eretz, de tratar alguém com respeito, é reconhecer que essa pessoa é um ser humano, criado à imagem de D'us. Mesmo o assassinato não intencional também envolve certa negligência, pois se a pessoa soubesse o valor de uma vida certamente teria tomado mais cuidados.

O aumento da violência em uma sociedade está relacionado com a falta de civilidade. Em uma sociedade, quando um não trata o outro com dignidade, então, nos níveis mais baixos, as pessoas se matam por um celular ou um par de tênis. Se não tivermos reverência pela "imagem de D'us" que há em cada pessoa, então o fruto amargo desse comportamento é "a voz do sangue de seu irmão clama por Mim no campo" (Bereshit 4:10).

Por outro lado, quando alguém é meticuloso até mesmo em bater na porta quando não é obrigado, quando nos esforçamos para segurar a porta para uma pessoa que está com as mãos ocupadas ou quando deixamos a pessoa que está com muita pressa passar na frente na fila, isso restaura a noção de que somos criados "à imagem de D'us", e a sociedade se torna um lugar muito melhor para se viver. Este é o segredo da harmonia na vida. Para que a vida em sociedade melhore, isso depende de cada um de nós. 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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