sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O CANSATIVO, MAS PRAZEROSO, CAMINHO ATÉ O TOPO - SHABAT SHALOM M@IL - SUCÓT 5787

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Yeshayahu Eliezer ben Chaia
Esther Chava bat Sarah
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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O CANSATIVO, MAS PRAZEROSO, CAMINHO ATÉ O TOPO - SUCÓT 5787 (25/set/26)
 
Fábio, um homem que gostava de aventuras na natureza, certa vez quis levar junto seu pequeno filho Michoel para fazer uma trilha pela primeira vez. No começo, tudo era novidade e Michoel estava animado. Corria na frente do pai, observava as árvores, as pedras e tudo o que encontrava pelo caminho. De vez em quando, olhava para trás para ter certeza de que seu pai estava por perto.
 
Depois de algum tempo, porém, a subida começou a ficar mais íngreme e difícil. As pernas de Michoel começaram a cansar e ele diminuiu o passo. Até que ele parou e perguntou ao pai se ainda faltava muito. Fábio respondeu que ainda faltava um pouco. Michoel abaixou a cabeça. Achou que não conseguiria chegar ao topo. Estava cansado. Percebendo o desânimo no rosto do filho, Mordechai sorriu e disse:
 
- Filho, sabe por que você desanimou? Pois está olhando para o quanto ainda falta para chegar ao topo. Por que, ao invés disso, você não olha para o caminho que já percorreu?
 
Michoel olhou para trás. Foi então que ele percebeu que já havia deixado para trás uma grande parte da montanha. O lugar do início da caminhada parecia agora muito distante.
 
- Você já percorreu todo esse caminho - continuou Mordechai. - E eu estive com você durante cada passo.
 
- Mas, e se o caminho ficar muito difícil? - perguntou Michoel, preocupado.
 
- Eu estarei aqui – respondeu Mordechai, com um sorriso. - Você não precisa ter medo da distância que ainda falta. Enquanto estiver caminhando comigo na direção certa, você pode ter a certeza de que vai chegar lá.
 
Michoel respirou fundo, sorriu e continuou caminhando, junto com seu pai, confiante e tranquilo”.
 
Talvez essa seja uma das grandes mensagens de Sucót. Em Yom Kipur, olhamos para dentro de nós mesmos e reconhecemos aquilo que precisamos melhorar. Percebemos fraquezas, erros e tudo aquilo que ainda precisamos conquistar. Porém, podemos olhar para tudo isso e pensar: “Como vou conseguir mudar tanta coisa?”. Então chega Sucót. Saímos da nossa casa confortável e entramos na Sucá, uma estrutura temporária e frágil. E, justamente ali, somos convidados a sentir segurança. A mensagem é: você não precisa já ter chegado ao seu destino; precisa apenas estar caminhando na direção certa. Talvez ainda haja muito caminho pela frente, talvez leve tempo, mas D’us estará conosco.

 

Mal saímos das Grandes Festas e já estamos chegando novamente a mais uma importante parada no Calendário Judaico. Coincidindo com o próximo Shabat, começaremos a reviver a Festa de Sucót, também conhecida como “Zman Simchateinu”, a “Época da nossa alegria”.
 
Porém, a proximidade de Sucót com Rosh Hashaná e Yom Kipur naturalmente desperta um grande questionamento. Rosh Hashaná é o dia no qual o ser humano foi criado e, todos os anos, a vida é recriada neste dia. Recebemos neste dia vida e oportunidades. Já Yom Kipur representa uma segunda oportunidade, o dia em que recebemos Kapará (expiação) pelo pecado do Bezerro de Ouro, quando recebemos de volta as Tábuas que havíamos perdido. Da mesma forma que nós recuperamos a Torá, Yom Kipur é um dia para, através da Teshuvá, recuperar oportunidades perdidas. Mas o que aconteceu em Sucót? O que recebemos em Sucót? O que estamos comemorando nesta Festa? E por que justamente Sucót está associada à alegria?
 
A resposta começa no entendimento do motivo pelo qual durante a Festa de Sucót nós habitamos em uma Sucá, uma cabana provisória. Explica o Rav Ytzchak Berkovits shlita que a fonte na Torá para a Sucá é o versículo “Para que as futuras gerações saibam que Eu fiz os filhos de Israel habitar em “Sucót” quando os tirei da terra do Egito” (Vayikrá 23:43). Há uma discussão no Talmud (Sucá 11b) se realmente habitamos em cabanas ou se o versículo se refere às “Ananei Hakavod”, as Nuvens que protegiam o povo dos perigos.
 
Esta discussão parece ser filosófica. Porém, o Shulchan Aruch determina que devemos nos sentar na Sucá como uma lembrança das Nuvens. Se isso aparece na Halachá, significa que deve haver uma diferença prática entre as duas opiniões. O que isso transmite? Além disso, se as Sucót são um lembrete das Ananei Hakavod, elas existiram todos os dias, durante os 40 anos em que o povo judeu esteve no deserto. Então, o que aconteceu de especial no dia 15 de Tishrei, para que ficasse marcado como “o dia das Ananei Hakavod”?
 
O Gaon MiVilna zt”l (Lituânia, 1720 - 1797) explica que, quando saímos do Egito, tínhamos proteção Divina por todos os lados. As Ananei Hakavod aplainavam montanhas, protegiam-nos dos inimigos e eliminavam animais selvagens, além de lavarem e passarem as nossas roupas. Após recebermos os 10 Mandamentos, Moshé subiu no Har Sinai para receber a Torá. Quando ele desceu, havíamos feito o Bezerro de Ouro. Então Moshé quebrou as Tábuas. Com isso, além de perdermos a Torá, as Ananei Hakavod partiram. Moshé passou mais 40 dias no Har Sinai, suplicando, e outros 40 dias, quando subiu novamente para receber as segundas Tábuas e a Torá novamente. Ele desceu em Yom Kipur, que se tornou “o dia do perdão”. Cinco dias depois, 15 de Tishrei, começamos a construir o Mishkan. E, então, o que aconteceu? As Ananei Hakavod retornaram.
 
Quando fizemos o Bezerro de Ouro, perdemos a proteção Divina. Ela retornou depois que fizemos Teshuvá. Então, o que recebemos em Sucót? As “novas” Ananei Hakavod, a renovação da proteção Divina. Sucót tem o poder espiritual de nos proporcionar proteção Divina depois da Teshuvá. Uma Sucá não precisa nem ter quatro paredes. Sua cobertura não pode ser sólida demais e deve ser feita de materiais relativamente frágeis. Em Sucót, saímos da segurança das nossas casas e entramos nesta moradia temporária, uma habitação que fisicamente não é tão impressionante, mas que é espiritualmente iluminada. Em Sucót devemos tentar sentir a proteção Divina. Pode haver chuva e vento, mas não há nada a temer. Confiamos que estamos sob a proteção Divina. Qual é a fonte dessa confiança? A Teshuvá de Yom Kipur. As transgressões nos afastaram de D’us, mas a Teshuvá nos reaproximou Dele. De estranhos, passamos a convidados em Sua casa.
 
Porém, o que acontece se chegamos a Sucót sentindo que não conseguimos realmente alcançar aquilo que poderíamos? E se sentimos que não aproveitamos Yom Kipur como deveríamos? Será que Sucót não nos ajuda em nada? Explica o Rav Berkovitz que a proteção não vem apenas da Teshuvá na prática. Vem também da consciência de que podemos fazer Teshuvá, de que isso depende de nós, de que está em nossas mãos. Precisamos saber que D’us não está nos colocando diante de uma tarefa impossível. Teshuvá significa o entendimento de que, independentemente do nível em que estejamos, sempre podemos crescer. D’us nos dá a capacidade de fazer isso. Podemos confiar Nele e nos sentir confortáveis e seguros na Sua presença. Em Sucót, nós comemoramos, e devemos fazer isso com um verdadeiro sentimento de felicidade.
 
Sucót deve criar dentro de nós um sentimento de segurança. Sei que posso confiar em D’us. Sei que Ele me ama. E sei que a tarefa que Ele me deu é possível. Pode até levar tempo, mas podemos chegar lá. E isso nos dá uma sensação de paz interior. Ficamos felizes por saber que podemos chegar àquilo que precisamos alcançar, que é possível alcançar a grandeza. É hora de ser feliz. Isso é Sucót, Zman Simchateinu.
 
Do que eram feitas as Ananei Hakavod? Uma nuvem é apenas vapor d’água. Você olha de longe e ela parece sólida. Mas, quando entra nela, não consegue sequer vê-la; é como se não estivesse ali. É um material sutil. O que nos protegia era algo muito fino, não era algo material. Essa é toda a ideia de Sucót. A proteção Divina é consequência de nos tornarmos mais sutis, mais refinados, mais espirituais e menos físicos.
 
Sucót significa entrar nesse mundo de Kedushá, um mundo que é real, mas não material. É o mundo de nos aperfeiçoarmos, superando nosso apego ao mundo material. Temos medo de crescer, porque é um território desconhecido. Em Sucót deixamos isso de lado e entramos em um estado mais refinado. Nos alegramos diante de D’us. Deixamos para trás aquele mundo material, com seus problemas, preocupações e tudo aquilo que nos derruba, e entramos em uma esfera diferente, de crescimento, de superação das limitações, de proximidade com D’us. Uma esfera tão sutil e, ao mesmo tempo, tão forte. São as Ananei Hakavod nos protegendo.
 
Então, na Sucá, devemos sentir que essa moradia temporária, essa estrutura frágil, é uma Mitzvá e está nos protegendo. Estamos vivendo na casa de D’us, sob proteção Divina. E o próximo passo depois da Teshuvá é compreender a nós mesmos, onde precisamos chegar, e realmente começar um processo, mesmo que seja de longo prazo. Se começarmos o processo de Teshuvá, entraremos nessa esfera da proteção de D’us.
 
A Sucá nos ensina que nossa segurança não depende de termos tudo sob controle. Ela vem da confiança de que estamos caminhando com D’us. E é essa confiança que nos permite sentir alegria, pois a alegria de Sucót não vem de pensar “Já sou perfeito”. É a alegria de quem sabe que “Ainda tenho muito para crescer, mas posso crescer. O caminho é possível, pois D’us está comigo. E, enquanto eu estiver caminhando na direção certa, tenho a certeza de que chegarei lá”.

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso sogro, Sr. Nissim ben Luna zt"l (Nelson ben Luiza) 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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