sexta-feira, 1 de maio de 2026

APENAS INTERMEDIÁRIOS DE D’US - SHABATSHALOM M@IL - PARASHAT EMOR 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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APENAS INTERMEDIÁRIOS DE D’US - PARASHAT EMOR 5786 (01/mai/26)

“Há uma história interessante sobre o Sr. Moses Montefiore, um dos maiores benfeitores que o povo judeu já conheceu. Sua fortuna era imensa e seu nome era reverenciado em comunidades judaicas do mundo inteiro. Escolas, hospitais, Yeshivot e incontáveis famílias haviam sido beneficiados por sua generosidade. Certa vez, quando ele já estava em uma idade avançada, alguém lhe perguntou:
 
- Sr. Montefiore, em quanto sua fortuna está avaliada?
 
O Sr. Montefiore, após refletir por alguns instantes, mencionou uma quantia bem alta, mas muito inferior àquela que todos imaginavam que ele possuía. O homem, surpreso, questionou:
 
- Desculpe, mas este valor não pode estar certo! Todos sabem que a fortuna que o senhor possui é muito maior do que isso!
 
O Sr. Montefiore sorriu. Seu olhar revelava a serenidade de quem entendia perfeitamente o verdadeiro valor das coisas. Então ele respondeu:
 
- Você perguntou quanto eu tenho. Considerei apenas aquilo que já dei em Tzedaká durante minha vida para Tzedaká. O restante está em minhas mãos, mas não sei se algum dia realmente será meu...”
 
Que perspectiva extraordinária. Dinheiro guardado pode desaparecer. Pode ser perdido em um investimento ruim, consumido pelas circunstâncias ou simplesmente passar para outras mãos. Mas aquilo que uma pessoa utiliza para cumprir a vontade de D’us torna-se parte permanente de seu legado. O Sr. Montefiore compreendia que riqueza não é medida pelas posses que uma pessoa tem, mas pelo bem que realiza com elas.
 

Nesta semana lemos a Parashat Emor (literalmente “Diga”), que traz diversos assuntos importantes, tais como a santidade e as responsabilidades especiais dos Cohanim e do Cohen Gadol, além de algumas leis sobre os Korbanót, Chaguim, acendimento da Menorá e os Lechem HaPanim, pães que ficavam a semana toda sobre a Shulchan de ouro no Mishkan e eram posteriormente substituídos por pães novos.
 
Há algo que chama a atenção na nossa Parashá. No meio da descrição dos Chaguim que comemoramos ao longo do ano, a Torá introduz um assunto aparentemente fora de contexto: a obrigação de deixar “Peá” e “Léket” para os necessitados, como está escrito: “Quando fizerem a colheita de sua terra, não colherá completamente os cantos de seu campo, nem recolherá as espigas caídas de sua colheita; para o pobre e para o estrangeiro as deixará. Eu sou Hashem, seu D’us” (Vayikrá 23:22). Mas por que a Torá interrompeu o assunto dos Chaguim para falar destes presentes aos pobres e necessitados? Além disso, por que o versículo termina com as palavras “Eu sou Hashem, seu D’us”?
 
Nos Chaguim o povo judeu oferecia, tanto individualmente quanto coletivamente, diversos Korbanót especiais no Beit Hamikdash, como o Korban Mussaf, coletivo, e o Korban Chaguigá, individual. Rashi explica que aquele que deixa o Leket, Shichechá e Peá para os pobres, cumprindo a Mitzvá da maneira como deve ser, é considerado como se tivesse reconstruído o Beit HaMikdash e oferecido nele os seus Korbanót. Isso demonstra o quão querido é para D’us ajudar os pobres.
 
Estas são Mitzvót associadas aos campos da terra de Israel. O proprietário deveria deixar uma parte de sua produção para os pobres e para os estrangeiros, pessoas com mais dificuldades de conseguir seu sustento. Leket, Shichechá e Peá são três presentes que a Torá ordenou ao agricultor deixar para os necessitados. Leket são as espigas que caem durante a colheita e não podem mais ser recolhidas pelo proprietário; Shichechá são os feixes que o agricultor esquece no campo no momento em que reúne sua colheita. Ao lembrar-se, não deve voltar novamente para recolher, pois já não lhe pertence mais. Peá é a extremidade do campo, que deve ser deixada sem ser colhida para que os pobres possam entrar e recolhê-la. Através destas Mitzvót a Torá nos ensina a desenvolvermos a nossa sensibilidade, a sentirmos a dificuldade do próximo e a desenvolvermos nossa misericórdia. Os feixes esquecidos, as espigas que caem durante a colheita e os cantos do campo pertencem aos necessitados.
 
Inclusive, este conceito nos conecta com a próxima Festa do Calendário judaico, a Festa de Shavuot, na qual lemos a “Meguilat Ruth”, a descrição da vida de Ruth, uma princesa de Moav que se converteu ao judaísmo, se casou com um grande Tzadik chamado Boaz e se tornou a bisavó de David Hamelech. Quando Ruth e sua sogra Naomi voltaram de Moav para Eretz Israel, elas estavam desamparadas e sem recursos, não tinham nem mesmo o que comer. Ruth, que era muito bondosa, se prontificou a ir atrás de comida para alimentar também sua sogra. Como Ruth conheceu Boaz, união da qual futuramente descenderá o Mashiach? Justamente nos campos de Boaz, onde Ruth foi recolher Leket, Shichechá e Peá, os presentes que a Torá reservou aos necessitados.
 
Mas há um detalhe muito interessante. Rashi comenta que as palavras do versículo “as deixará” nos ensinam que devemos deixar que os próprios necessitados recolham a colheita. Isso significa que o dono do campo não tem a permissão de ajudá-los. À primeira vista, isso parece surpreendente. Qualquer pessoa diria que o proprietário deveria ajudar os pobres, oferecendo ferramentas ou até mesmo recolhendo as espigas de trigo para eles. Afinal, isso pareceria mais bondoso do que deixar que eles façam a colheita sozinhos. Mas a Torá diz exatamente o contrário e nos ordena a não ajudá-los. Por quê?
 
Em primeiro lugar, a Torá está nos ensinando um importante fundamento psicológico. Quando um pobre recebe uma doação sem ter se esforçado nada, a doação vem com um gosto amargo, acompanhada de um sentimento de vergonha. Normalmente a pessoa tem muito mais prazer ao usufruir de algo pelo qual se esforçou. Assim nos ensina o Talmud (Baba Metsia 38a): “A pessoa prefere um Kav (medida de volume) dele do que nove Kabim do seu companheiro”. Fazer esforço com as próprias mãos traz dignidade para a pessoa e faz com que ela dê valor para as coisas que recebe. O valor pode ser o mesmo, mas ele vem com honra, não com vergonha.
 
Explica o Rav Yssocher Frand que a Torá ter ordenado que o pobre faça sozinho o seu esforço traz outro benefício. Quando o proprietário se apressa em ajudar o pobre, ele pode, ainda que inconscientemente, transmitir a seguinte mensagem: “Veja, eu estou lhe dando um presente”. Mas isso não é verdade! Leket, Shichechá e Peá não são presentes do proprietário aos necessitados. Desde o momento em que caem ou são deixados no campo, já pertencem ao pobre. O dono do campo não está doando nada, ele está apenas reconhecendo que aquilo nunca foi realmente seu. Se ele participar da coleta, estará agindo como se fosse o proprietário daqueles bens, e o necessitado pode sentir-se em dívida, como se estivesse recebendo um favor pessoal. A Torá quer exatamente o oposto. Por isso a Torá enfatiza: “Deixa-os para eles”, isto é, permita que eles recolham sozinhos, com dignidade, sem constrangimento e sem a sensação de dependência.
 
Essa mensagem não é apenas para o necessitado, mas também para o dono do campo. A Torá está nos ensinando que aquele trigo não vem da mão do proprietário, ele vem diretamente da mão de D’us. A pessoa não deve sentir nenhum tipo de orgulho por estar doando, como se tivesse feito um ato grandioso. Ele deve doar com humildade, com a certeza de que foi D’us quem lhe concedeu a oportunidade de praticar bondade com os necessitados. Por isso o versículo conclui: “Eu sou Hashem, seu D’us”. Rashi explica que é como se D’us estivesse dizendo ao dono do campo: “Se você deixar os necessitados recolherem por si mesmos, Eu sou o D’us fiel que vou te recompensar”. D’us quer que o agricultor lembre que Ele é o verdadeiro dono de tudo, e da mesma forma que deu ao dono do campo sua colheita, foi Ele que também deu uma parte aos necessitados.
 
Essa lição não é apenas sobre Leket, Shichechá e Peá. É uma lição sobre toda a Tzedaká e o Chessed que fazemos com os outros. Quando ajudamos alguém, não devemos pensar: “Estou dando do meu dinheiro”. Na realidade, D’us nos nomeou administradores de recursos que, em última instância, pertencem a Ele. É como o bancário, em cujas mãos passam milhares de reais todos os dias, mas nada daquele dinheiro é realmente dele. Somos como pessoas responsáveis por um fundo beneficente. O dinheiro não é nosso, fomos encarregados apenas de distribuí-lo corretamente.
 
Essa perspectiva transforma completamente a Mitsvá de Tsedaká. Não somos benfeitores magnânimos, somos apenas mensageiros, intermediários do Criador do mundo. O pobre não está recebendo alimentos da nossa mesa, e sim, da mesa de D’us. Não há por que sentir orgulho pelo nosso desprendimento e muito menos esperar algo em troca dos pobres.
 
O agricultor, ao deixar Leket, Shichechá e Peá, não está fazendo um favor ao pobre. Aquela porção da colheita nunca lhe pertenceu por completo. D’us apenas a colocou sob seus cuidados, para que chegasse ao destinatário correto. Somos administradores, não proprietários absolutos. E talvez essa seja a verdadeira definição de riqueza: não aquilo que está em nossas contas bancárias, mas aquilo que, através da caridade, já enviamos para a eternidade. 

SHABAT SHALOM 

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, 
R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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