sexta-feira, 20 de março de 2026

A HUMILDADE E A ARROGÂNCIA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYIKRÁ 5786

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PARASHAT VAYIKRÁ 5786



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ASSUNTOS DA PARASHAT VAYIKRÁ
  • D'us chama Moshé
  • D'us ensina a Moshé as regras gerais dos Korbanót
  • Korban de gado, rebanho e pássaros (Olá)
  • Oferenda de farinha - Oblação (Minchá).
  • Oferenda cozida, da frigideira, frita na panela.
  • Pacto de sal
  • Oferenda dos primeiros grãos (Bikurim).
  • Oferendas de Pazes de gado, rebanho e cabras (Shelamim).
  • Oferendas de Pecado para o Cohen Gadol, Comunidade, Rei, Indivíduos comuns (Chatat).
  • Cordeiros como Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Oferenda de Culpa Ajustável (Ole VeIored).
  • Oblação por Culpa (Chatat).
  • Sacrifício da Malversação.
  • Oferenda por Culpa Questionável (Asham Talui).
  • Oferendas por Desonestidade.
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A HUMILDADE E A ARROGÂNCIA - PARASHAT VAYIKRÁ 5786 (20/mar/26) 

Um Talmid Chacham que estudava na Yeshivá de Radin costumava discutir Torá com os alunos. Entretanto, no fundo, sua verdadeira motivação era receber elogios e reconhecimento. Mas, apesar dos seus esforços, algo incrível acontecia: seu valor diminuía aos olhos dos alunos e, ao invés de honra, passou a receber desprezo.
 
O Talmid Chacham, ao perceber isso, ficou profundamente angustiado. O pior foi entender que isso acontecia apenas com ele, pois em relação ao Rav Israel Meir HaCohen zt"l (Bielorússi, 1838 - Polônia, 1933),
 mais conhecido como Chafetz Chaim, os alunos tinham um crescente respeito e admiração. Inconformado, ele foi até o Chafetz Chaim e disse:
 
- Somos ambos estudiosos de Torá. Por que eu recebo desprezo, enquanto você recebe honra dos alunos?
 
O Chafetz Chaim, com muita suavidade e entendimento, respondeu:
 
- Nossos sábios disseram: "Quem persegue a grandeza, a grandeza foge dele; mas quem foge da grandeza, a grandeza o persegue". O mais incrível deste ensinamento é que não se trata apenas de alguém realmente digno de honra, pois nesse caso seria óbvio que a honra o perseguiria. A novidade é que até alguém que não é digno de honra, se ele fugir dela, será perseguido por ela.
 
- Mas o oposto também é verdadeiro - concluiu o Chafetz Chaim - Mesmo alguém que é digno de honra, se ele a buscar constantemente, ela fugirá dele. Você me perguntou qual é a diferença entre nós. A resposta é que você, por seu conhecimento de Torá, é digno de honra. Mas, como você a busca, ela foge e você nunca a alcança. Eu, por outro lado, não me considero digno. Mas como odeio a honra, ela me persegue contra a minha vontade."
 
Aqueles que vivem correndo atrás da honra acabam se cansando, e ela se afasta. Mas os que fogem dela, quando se cansam, acabam sendo alcançados.

Nesta semana começamos o terceiro Livro da Torá, Vayikrá, que foca no Serviço espiritual e em assuntos de pureza e impureza. No final do Sefer Shemot, a Torá descreveu a construção do Mishkan, o Templo Móvel, onde a Presença de D'us repousaria e o povo judeu poderia, através dos Cohanim, fazer seus Serviços espirituais. A Parashat desta semana, Vayikrá (literalmente "E chamou"), vem justamente descrever em detalhes um dos principais Serviços espirituais do povo judeu, considerado um dos pilares que sustenta o mundo: os Korbanót.
 
Quando D'us quis começar a transmitir a Moshé as leis dos Korbanót, o convocou para que entrasse no Ohel Moed, como está escrito: "E Ele chamou a Moshé, e D'us falou com ele do Ohel Moed" (Vayikrá 1:1). Este versículo inicial da Parashá, apesar de parecer trivial, contém informações importantes sobre o valor de Moshé.
 
O Midrash nos ensina a diferença entre os profetas do povo judeu e os profetas das nações. D'us não se revela às nações do mundo a não ser por meio de uma fala incompleta, como está escrito: "E D'us apareceu para Bilaam" (Bamidbar 23:4). O versículo utiliza a expressão "Vayikar", da mesma raiz da palavra "Mikrê", que significa um encontro casual. Mas para os profetas do povo judeu, D'us se revela com uma fala completa, como está dito: "E Ele chamou a Moshé", utilizando a expressão "Vayikrá". Além disso, a linguagem "Vayikar", como os profetas das nações eram convocados, está associada à impureza, como em "Mikrá Laila", uma impureza noturna (Devarim 23:11). Mas os profetas do povo judeu são convocados por D'us com uma linguagem de santidade, pureza e claridade, a mesma linguagem com a qual os anjos louvam D'us, como descrito pelo profeta: "E chamou um ao outro e disse" (Yeshayahu 6:3), onde é utilizada a linguagem "Vekará".
 
Além disso, nossos sábios aprofundam ainda mais as diferenças entre Moshé e os profetas das nações. Enquanto os profetas tinham visões limitadas, através de nove "espelhos" (Aspaklariót), como se fossem filtros, que exigiam que a mensagem fosse decifrada e interpretada, Moshé tinha suas visões através de um único "espelho". Enquanto os profetas tinham suas visões através de um espelho turvo, Moshé via através de um espelho límpido, como está dito: "Não é assim com o Meu servo Moshé... Com ele Eu falo boca a boca; de forma clara, sem enigmas, e ele contempla a imagem de D'us" (Bamidbar 12:7,8).
 
Percebemos quantas fontes da Torá demonstram a grandeza de Moshé, mesmo comparado aos maiores profetas das nações do mundo. Normalmente as pessoas muito grandes permitem que o sucesso suba à cabeça e se tornam arrogantes, olhando para os outros com desdém. Isso é muito comum ocorrer com artistas ou esportistas que se destacam em suas profissões. Mesmo pessoas sem grande valor social podem se comportar com extrema arrogância após alguns poucos momentos de fama.
 
A Torá nos ensina que a grandeza verdadeira é justamente o contrário, é uma grandeza que vem junto com a humildade, como é o caso de Moshé. Ao lado da inigualável grandeza de Moshé, como descrita anteriormente, encontramos também sua humildade excepcional. O Midrash nos ensina que quando D'us se revelou a Moshé na sarça ardente, Moshé escondeu o rosto. D'us lhe disse: "E agora, vai; Eu te enviarei ao Faraó, e você tirará o Meu povo, os filhos de Israel, do Egito" (Shemot 3:10). D'us queria dizer que se ele não os salvasse, ninguém mais os salvaria. No Mar Vermelho, Moshé permaneceu de lado, até que D'us lhe disse: "Você, estenda a sua vara sobre o mar, e dividam-se as águas, e entrem os Filhos de Israel pelo meio do mar em terra seca" (Shemot 14:16). Novamente D'us quis dizer que se Moshé não abrisse o mar, ninguém o abriria. No Monte Sinai, Moshé também ficou de lado, até que foi chamado: "Suba a D'us" (Shemot 24:1), o que significava que se ele não subisse, ninguém mais subiria. Também no Ohel Moed ele permaneceu afastado até que D'us lhe disse: "Até quando você se rebaixará? Este momento espera apenas por você!". E de todo o povo judeu, apenas Moshé foi chamado de forma explícita: "E Ele chamou a Moshé, e D'us falou com ele do Ohel Moed" (Vayikrá 1:1).
 
Também no Midrash encontramos sobre a humildade de Moshé: "Está escrito: 'A arrogância do homem o rebaixa, mas o humilde alcança honra' (Mishlei 29:23). Todo aquele que foge da honra, a honra o persegue. Moshé fugiu da honra quando disse: 'Quem sou eu para ir ao Faraó?' (Shemot 3:11), 'Por favor, envia por meio de outro' (Shemot 4:13), 'Não sou homem de palavras' (Shemot 4:10). D'us lhe disse: "Eu te garanto que será você que irá". Depois de cumprir sua missão, Moshé pensou que havia terminado seu trabalho, mas D'us continuou enviando-o repetidamente para outras missões. No final, foi ele que tirou o povo de Israel do Egito, abriu o mar, trouxe o Man, fez subir a água do poço, trouxe as codornizes para alimentar o povo, envolveu-os com as Nuvens de Glória e construiu o Mishkan. Mesmo assim, ele pensou: "Agora não há mais nada para eu fazer", e sentou-se. D'us lhe disse: "Você ainda tem uma grande missão: ensinar as leis de pureza e impureza, e como oferecer os Korbanót". Assim se cumpriram as palavras: 'O humilde será sustentado pela honra', isto se refere a Moshé, sobre quem está escrito: 'Você o coroou com honra e glória' (Tehilim 8:6)".
 
Há um detalhe interessante na palavra "Vaikrá". A última letra, o "Alef", está escrita um pouco menor que as outras letras. Por que esta diferença? Explica o Rav Yaakov ben Asher zt"l (Alemanha, 1269 - Espanha, 1343), mais conhecido como Baal HaTurim, que Moshé queria escrever "וַיִּקָּר" (Vayikar), como no caso de Bilaam, indicando apenas um encontro casual, como se D'us não tivesse aparecido para ele de forma especial. Porém, D'us não concordou com Moshé e ordenou explicitamente que ele escrevesse a palavra completa, "Vayikrá", demonstrando que era um chamado único e especial. Ainda assim, Moshé encontrou uma forma de diminuir sua própria honra, escrevendo o Alef pequeno.
 
Explica o Rav Meir Rubman zt"l (Lituânia - Israel, 1967) que o comportamento de Moshé era algo extraordinário. Sua profecia era superior à de todos os outros profetas, e ainda assim ele quis se apresentar como se estivesse no nível de Bilaam! A grandeza de Moshé não era apenas aos olhos das pessoas, mas também aos olhos de D'us, e ainda assim ele conseguia se manter humilde.
 
Quão tolos são os que correm atrás da honra e da arrogância. Quanto mais tentam se engrandecer, mais se rebaixam, como está escrito: "A arrogância do homem o rebaixa" (Mishlei 29:23). Este foi também o fim de Bilaam. No início, ele se exaltava, como está escrito: "Ele ergueu sua parábola e disse: 'A palavra de Bilaam, filho de Beor, a palavra de um homem de olhos abertos. A palavra daquele que ouve os ditos de D'us e percebe os pensamentos do Altíssimo; que vê a visão do Todo-Poderoso" (Bamidbar 24:15,16). Mas, no final, caiu tanto que disse: "Que a minha alma morra a morte dos justos, e que o meu fim seja como o deles" (Bamidbar 23:10). O Targum Yerushalmi explica que Bilaam quis dizer "mesmo como o menor entre eles".
 
Às vezes pensamos que pessoas são grandes por seus atos exteriores, mas logo a verdade vem à tona e o verdadeiro nível da pessoa é revelado. Bilaam se considerava um pilar do mundo e exigia que todos o honrassem, mas foi humilhado publicamente por um burro falante. Já Moshé fugia de qualquer tipo de honraria. Se rebaixava perante D'us e perante as pessoas. Quando era humilhado publicamente, como aconteceu com Korach e seus seguidores, ainda assim ele buscava a paz e o diálogo. Moshé fugiu da honra, mas a honra o alcançou. Os arrogantes podem ter seus quinze minutos de fama, mas é dos humildes a fama e o reconhecimento eternos.  

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 13 de março de 2026

O PODER DA RENOVAÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5786

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ASSUNTOS DA PARASHAT VAYAKEL
  • O Shabat.
  • Contribuição de Materiais para o Mishkan.
  • Os construtores do Mishkan.
  • Indicação dos "Arquitetos".
  • Construindo o Mishkan.
  • Construindo as cortinas do Ohel Moed.
  • Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
  • Construindo a Parochet e a Tela de entrada
  • Construindo o Aron (Arca Sagrada) e a Kaporet.
  • Construindo a Shulchan (Mesa).
  • Construindo a Menorá.
  • Construindo a Altar de Incenso.
  • Construindo o Mizbeach (Altar de Sacrifícios).
  • Construindo o Kior (Lavatório).
  • Construindo o Pátio e a Tela de entrada.
ASSUNTOS DA PARASHAT PEKUDEI
  • A Contabilidade das doações.
  • Os Materiais doados.
  • Fazendo as roupas do Cohen Gadol.
  • Fazendo o Éfod (Avental).
  • Fazendo o Choshen Mishpat (Peitoral).
  • Fazendo o Meil (Manto).
  • Fazendo o Tsits (Placa para a cabeça).
  • O Mishkan é completado.
  • Moshé aprova o Mishkan e seus utensílios.
  • Ordens para erguer o Mishkan.
  • O Mishkan é erguido e os utensílios são posicionados.
  • A Presença de D'us preenche o Mishkan.









 
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O PODER DA RENOVAÇÃO - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5786 (13/mar/26)

"Durante os anos do Holocausto, quando os nazistas estavam tentando exterminar o povo judeu, muitas famílias viviam com muito medo. Em várias comunidades da Europa, parecia não haver mais futuro. Mas a mãe do Rav Ezriel Tauber zt"l (Hungria, 1938 - Israel, 2019) tinha uma visão completamente diferente. Mesmo naquele período terrível, ela confiava em D'us e acreditava que o povo judeu iria sobreviver. Por isso, enquanto muitos tinham receio de trazer crianças ao mundo naquela situação, ela continuou tendo filhos. Muitas mulheres a criticavam, mas para ela, cada nascimento era uma declaração de Emuná: o povo judeu não iria desaparecer.
 
Durante a guerra, a família do Rav Tauber foi capturada e deportada. Em determinado momento, a mãe do Rav Tauber foi enviada para o Campo de Concentração de Auschwitz. Ela estava grávida, e mulheres grávidas não eram consideradas aptas para trabalhos forçados e, por isso, eram enviadas imediatamente para a morte. Porém, naquele momento os nazistas estavam conduzindo diferentes tipos de experimentos médicos no campo. Por causa da gravidez, ela foi selecionada para permanecer em uma unidade ligada aos experimentos médicos. As condições eram extremamente perigosas e desumanas, mas isso significou que ela não seria enviada diretamente para a câmara de gás, como aconteceu com muitas outras mulheres.
 
Certo dia, os nazistas fizeram experiências cruéis com ela. Deixaram-na deitada na maca com dores terríveis, mas esqueceram de amarrá-la. De noite, ela conseguiu fugir. Assim, de maneira paradoxal, justamente a gravidez acabou sendo a fonte da sua salvação. No final, infelizmente o bebê faleceu, mas ela conseguiu sobreviver. Depois da libertação, ela se reencontrou com sua família e descobriu que um milagre ainda maior havia acontecido: enquanto a maioria das famílias havia sido rasgada para sempre, todos os seus filhos estavam vivos."
 
O Rav Tauber contava repetidamente a história de sua mãe. Ele não enfatizava apenas o fato de ela ter sobrevivido. O ponto central para ele era a atitude dela durante aqueles anos. Enquanto o mundo em volta estava mergulhado em destruição e escuridão, ela continuava acreditando que o povo judeu teria futuro. Mesmo quando tudo parecia perdido, ela continuou acreditando na vida. Ele resumia a atitude de sua mãe com uma ideia muito forte: "Hitler tentou destruir o povo judeu. Minha mãe respondeu trazendo mais judeus ao mundo".

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"), e com elas encerramos o segundo Livro da Torá, Shemót. As duas Parashiót falam sobre a construção de todas as partes do Mishkan e da confecção das roupas do Cohen Gadol. Tudo ficou exatamente como D'us havia ordenado. Finalmente, todas as partes construídas foram levadas para Moshé e ele montou o Mishkan.
 
Tanto a doação de materiais quanto a participação na mão-de-obra foram voluntários, como está escrito: "E todo homem cujo coração o inspirou veio, e todo aquele cujo espírito era generoso trouxe sua oferta" (Shemot 35:21). Depois que Moshé reuniu o povo e os incentivou a doar para o Mishkan, o povo começou a trazer os materiais. O versículo diz: "E vieram os homens sobre as mulheres" (35:22). Rashi interpreta essa frase, com uma linguagem incomum, como significando que os homens vieram junto com as mulheres.
 
Já um comentário sobre a Torá conhecido como "Daat Zkeinim miBaalei HaTossafot" oferece uma interpretação diferente. Entre os itens doados estavam incluídos vários tipos de joias. Mesmo precisando de desfazer de suas joias, algo muito querido para as mulheres, ainda assim elas participaram com alegria e entusiasmo, e contribuíram fartamente para a construção do Mishkan. O versículo diz "homens sobre as mulheres" pois os homens pensaram que as mulheres hesitariam em doar, por isso as forçaram. No entanto, na realidade, as mulheres doaram voluntariamente e com muita vontade. Por isso, o Daat Zkeinim acrescenta que elas receberam uma recompensa: foram dispensadas de realizar trabalhos em Rosh Chodesh. Esse costume é citado no Shulchan Aruch, que afirma que as mulheres não realizam trabalhos em Rosh Chodesh (Orach Chaim 417:1). Este foi um presente por sua disposição em doar suas joias para o Serviço Divino.
 
O Daat Zkeinim explica ainda o motivo pelo qual os homens suspeitaram que as mulheres não doariam suas joias. No episódio do Bezerro de Ouro, os homens tomaram à força as joias de suas esposas, pois as mulheres haviam se recusado a contribuir. Em contraste, na construção do Mishkan, as mulheres queriam doar suas joias. Segundo o Midrash, a diferença é ainda mais marcante: em relação ao Mishkan, houve muitos homens que relutaram em dar seu dinheiro, enquanto as mulheres estavam muito entusiasmadas. Como explicar esta diferença?
 
Além disso, por que justamente o Rosh Chodesh foi dado para as mulheres como um prêmio por sua doação ao Mishkan? Explica o Daat Zkeinim que, como o Mishkan foi erguido em Rosh Chodesh Nissan, originalmente foi especificamente esse Rosh Chodesh que foi dado às mulheres como um dia festivo sem trabalho. O costume de abster-se de trabalho em todos os Rosh Chodesh deriva desse "feriado" original. Mas qual é o significado especial de Rosh Chodesh, para que fosse considerado uma data apropriada para ser dada às mulheres?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que a resposta está na continuação da nossa Parashá, no versículo: "E ele fez o Kiór de cobre, e sua base de cobre, a partir dos espelhos das mulheres" (Shemot 38:8). O Kiór era um utensílio que continha água, e era utilizado para purificar as mãos e os pés dos Cohanim que faziam os Serviços no Mishkan. Rashi traz uma linda explicação sobre este utensílio. As mulheres judias usavam seus espelhos para se embelezar. Por isso, Moshé inicialmente se recusou a aceitar os espelhos para uso no Mishkan, um lugar sagrado, argumentando que eram instrumentos do Yetzer Hará. D'us, porém, contrariou Moshé e ordenou que ele os aceitasse: "Eles são mais preciosos para Mim do que qualquer outra coisa". Mas por que realmente eles eram tão preciosos aos olhos de D'us?
 
Rashi explica que quando os judeus estavam escravizados no Egito, os homens perderam as esperanças. Eles já não queriam mais viver com suas esposas, pois não queriam mais ter filhos. A ideia de gerar crianças que nasceriam, viveriam e morreriam na escravidão era profundamente deprimente. O Midrash descreve que, diante desta situação de desânimo dos homens, as mulheres iam aos campos, se embelezavam diante de seus espelhos e persuadiam seus maridos a voltar a viver com elas e ter filhos. Esses espelhos, portanto, representavam a continuidade do povo judeu. Se não fosse por aqueles espelhos, pelos esforços das mulheres em se embelezar, não haveria mais povo judeu. Por isso, D'us insistiu que aqueles espelhos preciosos fossem incluídos no Mishkan.
 
Vemos, portanto, que aquelas mulheres demonstraram Emuná na redenção. Quando tudo parecia sombrio e cheio de desespero, quando parecia não haver futuro, quando parecia não haver sentido em ter filhos, as mulheres mantiveram a esperança. As mulheres mantiveram vivo o sonho de um renascimento. Quando os homens estavam abatidos e prontos para desistir, foram as mulheres que insistiram: "Precisamos continuar".
 
Quando chegou o momento de construir o Mishkan, que ocorreu, de acordo com muitas opiniões, após o pecado do Bezerro de Ouro, os homens disseram: "Não queremos um Mishkan". O Mishkan representava uma grande queda espiritual. Se não tivesse havido o pecado do Bezerro de Ouro, não haveria a necessidade de um Mishkan. A Presença Divina teria permeado todo o acampamento e não haveria divisões, como "Machané Shechiná" (Acampamento da Presença Divina), "Machané Leviá" (Acampamento dos Leviim) e "Machaná Israel" (Acampamento de Israel). Todo o acampamento teria sido um único "Machané Shechiná". Estaríamos em um nível espiritual tão elevado que D'us não precisaria "limitar-Se" a um único Mishkan. Porém, depois do pecado do Bezerro de Ouro, D'us disse que já não poderia habitar em todo o acampamento. Era necessário um lugar específico, o Mishkan. Por isso, para os homens, o Mishkan não representava um auge espiritual, mas sim uma queda espiritual. Eles perderam o entusiasmo em contribuir para o Mishkan e relutaram em doar suas joias.
 
As mulheres, no entanto, mais uma vez prevaleceram. Elas vieram com entusiasmo e disseram: "Precisamos continuar. Não se desesperem. Não se detenham no negativo. Deve haver um futuro. Deve haver renascimento. Deve haver renovação". As mulheres simbolizam, portanto, o poder da renovação
 
Esse é um atributo único das mulheres. Elas demonstraram essa qualidade no Egito. Demonstraram no episódio do Bezerro de Ouro. E demonstraram novamente na construção do Mishkan. Esse espírito é apropriadamente recompensado através da festividade de Rosh Chodesh, pois Rosh Chodesh também representa o renascimento, a renovação, o recomeço. No versículo que ensina sobre a Mitzvá de santificação do novo mês está escrito: "Este mês será para vocês o início dos meses" (Shemot 12:2). A palavra "HaChodesh", que significa "Este mês", está relacionada à palavra "Chidush", que significa "Renovação".
 
Quando a lua entra em sua fase minguante, ela se afasta cada vez mais do sol, tornando-se menor a cada dia, até que parece ter desaparecido. E, ainda assim, ela retorna, renovada e revigorada. Nossas mulheres Tzadikot simbolizam esse poder de renovação dentro do povo judeu. Por isso era apropriado que as mulheres recebessem Rosh Chodesh como seu próprio feriado especial.
 
O mundo comemorou nesta semana o "Dia da mulher". Dentro do judaísmo elas não precisam de um único dia. Todos os dias do ano são apropriados para valorizarmos e agradecermos às mulheres que fazem parte da nossa vida. Que possamos nos inspirar nelas para melhorar a nossa Emuná.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

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