quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

FALANDO BEM DE D’US - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5786

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PARASHAT TETSAVÊ 5786



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  • Óleo para Menorá.
  • As 8 Vestes do Cohen Gadol: 
    1) Efod ("Avental") e os Engastes.
    2) Choshen Mishpat ("Peitoral").
    3) Meil ("Manto").
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    7) Mitsnefet ("Turbante").
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  • As 4 Vestes dos Cohanim simples.
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    2) Avnet ("Cinto").
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FALANDO BEM DE D'US - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5786 (27/fev/26)

Em 1940, a guerra já havia explodido na Europa. Milhares de judeus que haviam fugido da Polônia encontravam-se presos na Lituânia, encurralados entre o avanço nazista e o domínio soviético. Sem vistos, sem passaportes válidos e sem um país que os aceitasse, estavam sem saída. A única possibilidade era obter um visto de trânsito pelo Japão, que lhes permitiria atravessar a União Soviética e, a partir dali, buscar refúgio em outro lugar.
 
O homem que tinha poder para conceder esse visto chamava-se Chiune Sugihara, o vice-cônsul do Japão na Lituânia. Quando os primeiros refugiados bateram à porta do consulado, Sugihara fez o que um diplomata deveria fazer: enviou um pedido formal a Tóquio, solicitando autorização para emitir vistos humanitários. A resposta foi negativa. Ele pediu novamente, explicando a situação desesperadora daquelas famílias. Outra negativa. Pela terceira vez tentou sensibilizar o governo japonês. Mais uma vez, recebeu ordem para não conceder os vistos.
 
Pela lógica profissional, a história deveria terminar ali. Um diplomata não desobedece a instruções diretas do seu governo. Sua carreira, reputação e sustento dependiam disso. Mas Sugihara olhou para as filas que se formavam do lado de fora do consulado, com centenas de homens, mulheres e crianças, e tomou uma decisão silenciosa. Passou a escrever vistos e, quando os formulários acabaram, os escrevia manualmente, um por um. Trabalhava sem parar, quase não dormia e mal descansava. Quando recebeu ordem para deixar o país, continuou escrevendo vistos até o último momento, inclusive dentro do trem que o levava embora, entregando documentos pela janela.
 
Após a guerra, Sugihara foi chamado de volta ao Japão. Pouco depois, perdeu sua posição no serviço diplomático. Durante muitos anos viveu no anonimato, trabalhando em empregos simples. Não houve homenagens imediatas. Não houve reconhecimento público. Parecia que sua escolha moral custara sua carreira. Mesmo assim, ele nunca fez discursos dramáticos nem demonstrou amargura. Anos mais tarde, quando perguntado por que havia desobedecido às ordens do governo japonês, ele respondeu de maneira simples: "Eu fiz o que era correto".
 
Décadas depois, sobreviventes começaram a procurá-lo. Histórias começaram a vir à tona. Em 1985, pouco antes de sua morte, ele foi reconhecido pelo Yad Vashem como "Justo entre as Nações". O mundo finalmente entendeu o alcance daquele gesto silencioso. O que parecia uma perda profissional irreversível revelou-se a salvação de milhares de vidas e a continuidade de gerações inteiras. A decisão que parecia trazer apenas prejuízo pessoal tornou-se fonte de luz para incontáveis famílias. Ao todo, cerca de seis mil judeus receberam vistos graças a ele. Aqueles papéis permitiram que eles atravessassem a Rússia, chegassem ao Japão e, posteriormente, encontrassem refúgio seguro. Hoje, estima-se que existam dezenas de milhares de descendentes dessas pessoas.
 
Muitas vezes, só no final o enredo se revela. O que parecia queda transforma-se em elevação. Aquela escolha, que à primeira vista parecia trazer apenas prejuízo pessoal, tornou-se fonte de luz para milhares de famílias. Às vezes leva tempo para enxergarmos que aquilo que parecia negativo fazia parte de um bem muito maior.

Nesta semana lemos a Parashat Tetsavê (literalmente "Ordene"), que descreve as oito e esplendorosas roupas do Cohen Gadol, utilizadas no momento em que ele fazia os Serviços Divinos no Mishkan. As roupas eram feitas de materiais valiosos, algumas até mesmo de ouro e pedras preciosas.
 
Porém, além da beleza, as roupas do Cohen Gadol também tinham uma grande importância: cada uma era responsável pela expiação de uma transgressão específica do povo judeu. Por exemplo, o "Meil", uma túnica azul celeste com sinos de ouro e romãs feitas de lã, expiava a transgressão de Lashon Hará. O sino representa justamente o ruído da nossa língua dentro da boca, enquanto a lã representa o silêncio. Muitas vezes falamos Lashon Hará por não termos nada a dizer. Neste caso, o melhor é ficarmos em silêncio.
 
O Lashon Hará também é normalmente fruto de julgarmos as pessoas para o mal, de estarmos sempre reclamando, de não darmos o benefício da dúvida. E uma das piores consequências de quem não trabalha este traço de caráter é que aquele que fala mal das pessoas, que as julga para o mal, terminará fazendo o mesmo em relação a D'us. Muitos preferem reclamar dos problemas e dificuldades, deixando de perceber as bondades que Ele faz.
 
Isso se conecta com a nossa próxima parada no Calendário Judaico, Purim, na próxima 2ª feira de noite (2/mar), quando começaremos a reviver o grande milagre da salvação do povo judeu na época do exílio persa. Uma das Mitzvót de Purim é escutarmos, tanto de noite quanto de manhã, a leitura da Meguilat Ester, que conta detalhes da salvação do povo judeu. Na Meguilá aparecem alguns personagens centrais, tais como Ester, Mordechai e o rei Achashverosh, mas também alguns personagens secundários, como Charvona. Quantas vezes Charvona é mencionado em toda a Meguilá? Apenas duas vezes. A primeira, no início do primeiro capítulo (Ester 1:10), quando ele é mencionado como um dos sete serviçais de Achashverosh. A segunda vez que Charvona aparece é quando Haman finalmente encontrou sua queda: "Então Charvona, um dos serviçais diante do rei, disse: 'Além disso, eis que a forca que Haman preparou para Mordechai, que falou bem do rei, está de pé na casa de Haman, com cinquenta côvados de altura'. E o rei disse: 'Enforquem-no nela'" (Ester 7:9). Mas o que desperta a nossa curiosidade é perceber que, mesmo parecendo ser um personagem completamente secundário em toda a história de Purim, Charvona é mencionado no poema "Shoshanat Yaakov", que recitamos após a leitura da Meguilá. Lá dizemos: "VeGam Charvona Zachur Latov" (E que também Charvona seja lembrado para o bem). Por que nossos sábios consideraram importante mencionar Charvona neste poema?
 
O Midrash observa um detalhe interessante. Na primeira vez em que aparece na Meguilá, o nome Charvona é escrito com a letra "Alef" no final, enquanto na segunda vez ele é escrito com a letra "Hei". Com base nisso, o Midrash afirma que não se trata da mesma pessoa. O verdadeiro Charvona é aquele que foi mencionado no primeiro capítulo. Já o "segundo Charvona" era, na realidade, Eliahu HaNavi disfarçado como Charvona. É interessantemente perceber que no poema "Shoshanat Yaakov", o nome Charvona é seguido da expressão "Zachur Latov". O Talmud (Eruvin 43a) nos ensina que esta expressão é utilizada normalmente quando se refere justamente a Eliahu HaNavi.
 
Parece um detalhe sem importância. Porém, na verdade, o versículo que traz o "segundo Charvona" carrega uma mensagem que nos ensina como e por que a redenção do povo judeu ocorreu. Está escrito "E Charvona, um dos serviçais diante do rei, disse: 'Também eis aqui a forca que Haman fez para Mordechai, que falou bem do Rei, está erguida no pátio de Haman'". A explicação mais simples do versículo é que Charvona quis incriminar ainda mais Haman ao denunciar a forca construída para matar Mordechai, justamente aquele que no passado havia salvado a vida do rei, ao denunciar um complô de assassinato.
 
Mas há uma forma mais profunda de entender este versículo. O Midrash afirma que "Todo lugar em que está dito nesta Meguilá "rei Achashverosh", o versículo está se referindo ao rei Achashverosh. E todo lugar em que está dito apenas "rei" de forma simples, serve tanto para o sagrado (D'us) quanto para o profano (Achashverosh)". Lendo o versículo desta forma ensinada pelo Midrash, aprenderíamos que Mordechai foi elogiado por Eliahu Hanavi por ser aquele que falava bem de D'us. O que isto significa?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que Haman estava prestes a executar seu plano de exterminar, em um único dia, todos os judeus. A data, inclusive, já estava marcada, e o decreto havia sido espalhado por todo o reino. Os judeus estavam tão apavorados que alguns caíram espiritualmente e começaram a questionar: "O que D'us está fazendo conosco?". Era perfeitamente compreensível, pela dificuldade da situação, que eles se desesperassem e começassem a questionar a Justiça Divina. Era comum escutar nas conversas entre os judeus frases como "O que fizemos? Por que merecemos isso?". Queixas contra D'us certamente estavam sendo sussurradas em todos os cantos. Mas Mordechai era aquele que falou bem do Rei, isto é, que nunca reclamou e nunca questionou a Justiça Divina. Ele jamais duvidou que tudo o que estava acontecendo era justo. Ele viveu na prática o princípio: "Tudo o que o Misericordioso faz é para o bem" (Brachót 60b).
 
A mensagem é que Purim, a grande salvação do povo judeu, é o modelo da nossa esperança na Redenção Final. Portanto, este versículo é um ensinamento de como a redenção ocorreu e um prenúncio de como acontecerá novamente. Para assegurar a vinda rápida da redenção, devemos sempre "falar bem do Rei". Isso nem sempre é fácil, após milhares de anos de história judaica cheia de sofrimentos, tanto em escala nacional quanto pessoal. Não questionar D'us é extremamente difícil, especialmente para aqueles que viveram tragédias como a Inquisição e o Holocausto. Mas, apesar de se tratarem de grandes testes, Eliahu HaNavi, aquele mesmo profeta que virá anunciar a Redenção Final, nos ensina que a chave é agir como Mordechai, "aquele que falou bem do Rei".
 
Isso é consistente com o que ensinam nossos sábios. O nosso Templo Sagrado foi destruído pelo Lashon Hará e o ódio gratuito. Ambos são consequência de não julgarmos as pessoas para o bem. A partir do momento em que mudarmos esta característica, chegaremos não apenas ao nível de "falou bem do Rei", mas "falou bem de todas as pessoas". Então, certamente a Redenção Final chegará e teremos o mérito de ver o nosso Templo reconstruído.
 
"Para os judeus houve luz, alegria, regozijo e honra" (Ester 8:16). Que assim também seja conosco. 

SHABAT SHALOM E PURIM KASHER VE SAMEACH 

R' Efraim Birbojm

 

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

NÃO CUSTA NADA SONHAR - SHABAT SHAOM M@IL - PARASHAT TERUMÁ 5786

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  • Doações para a construção do Mishkan.
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NÃO CUSTA NADA SONHAR - PARASHAT TERUMÁ 5786 (20/fev/26)

"Kalman Samuels nasceu no Canadá e, ainda jovem, aproximou-se muito do judaísmo observante. Inspirado pelo ideal de construir uma vida dedicada à Torá, mudou-se para Israel e estabeleceu-se em Jerusalém. Ali formou família e iniciou uma vida simples, sustentada pelo estudo da Torá, idealismo e Emuná.
 
Porém, sua vida simples foi sacudida por um grave acontecimento. Pouco depois do nascimento de seu filho Yossi, um episódio transformou sua existência. O bebê recebeu a vacina tríplice (DTP), então aplicada rotineiramente. Entretanto, por algum motivo, o bebê desenvolveu uma reação neurológica grave. O quadro evoluiu para danos cerebrais severos, que deixaram Yossi cego, surdo e com comprometimento motor profundo. O impacto foi devastador. O jovem pai, que havia estruturado sua vida sobre convicções espirituais firmes, viu-se confrontado com um sofrimento inexplicável e permanente. Ele enfrentou um período intenso de crise espiritual. Não foi uma história romantizada de Emuná imediata, mas uma luta interior real. Ele passou por momentos de raiva, frustração e questionamentos profundos. Durante esse processo, tomou uma decisão que marcaria o rumo de sua vida: se conseguisse manter sua Emuná, dedicaria seus esforços para ajudar outras crianças com deficiência e suas famílias.
 
Nos anos seguintes, enquanto cuidava do próprio filho, algo que exigia atenção constante e cuidados complexos, Kalman começou a perceber algo adicional: além das dificuldades médicas, havia um enorme vazio social. Famílias com filhos deficientes em Israel enfrentavam isolamento, falta de serviços adequados e pouca inclusão. Muitas mães não tinham sequer algumas horas de descanso no dia. Havia escassez de programas estruturados que oferecessem terapias, suporte educacional e apoio emocional integrado. Uma visão então começou a se formar em sua cabeça: criar uma estrutura que não fosse apenas clínica, mas humana; que por um lado oferecesse tratamento profissional, mas também dignidade, inclusão e alegria. Assim nascia, em 1990, a organização "Shalva" (Israel Association for the Care and Inclusion of Persons with Disabilities), em Jerusalém. No início, funcionava de maneira extremamente modesta. Os recursos eram limitados, a equipe era pequena e a credibilidade ainda precisava ser construída. Samuels não vinha do mundo da gestão institucional e nem da filantropia internacional. Ele teve que aprender tudo, como captação de recursos, administração, relacionamento com doadores e articulação com autoridades públicas. Ele passou anos viajando, apresentando a visão da organização, contando a história de Yossi e explicando a necessidade urgente de um centro abrangente em Israel.
 
Sua causa não era muito popular no início. Deficiência ainda era um tema socialmente invisível. Convencer doadores exigia perseverança contínua. Mas, com o tempo, a estrutura foi crescendo. Programas terapêuticos foram ampliados. Serviços de reabilitação, apoio educacional, atividades recreativas e programas noturnos para aliviar a carga das famílias foram implementados. A organização passou a atender crianças de todos os setores da sociedade israelense, tanto religiosos quanto seculares, judeus e não judeus.
 
Décadas depois, essa visão culminou na construção do Shalva National Center em Jerusalém, um complexo de última geração, inaugurado em 2016, com dezenas de milhares de metros quadrados dedicados a terapias, educação, inclusão social e apoio familiar. O centro tornou-se referência internacional em atendimento multidisciplinar a pessoas com deficiência, e hoje atende milhares de famílias."
 

O aspecto mais notável da trajetória de Kalman Samuels não é o sucesso institucional, mas sua visão original, de transformar sofrimento pessoal em bondade coletiva. Ele construiu um modelo sustentável de inclusão social, com excelência profissional e respeito à dignidade humana. A organização nunca foi um projeto abstrato, pois foi construída a partir da experiência concreta de um pai diante da vulnerabilidade do próprio filho.

Nesta semana lemos a Parashát Terumá (literalmente "Porção"), que traz as instruções de D`us para Moshé sobre a construção do Mishkan, o Templo Móvel, tanto em relação à sua estrutura quanto aos seus utensílios sagrados. A Parashat descreve todos os detalhes construtivos e ressalta a utilização de materiais preciosos, resultando em uma construção magnífica.
 
Um dos utensílios sagrados mais impressionantes era a Menorá. Ela era composta de uma estrutura central e seis braços, com sete lamparinas no seu topo. Além de ser feita de uma única peça de ouro, que precisa ser martelada até atingir o formato desejado, ela também tinha muitos enfeites, em formato de botão, cálice e flor. No final da descrição da Menorá, o versículo diz: "E veja, e faça segundo o padrão que te foi mostrado no Monte" (Shemot 25:40). O Rav Yaacov ben Asher zt"l (Alemanha, 1269 - Espanha, 1343), mais conhecido como Baal HaTurim, faz um comentário enigmático sobre esse versículo. Ele diz que existem apenas três vezes em todo o Tanach em que um versículo começa com a palavra "Ureê" (E veja). As outras duas ocorrências estão no livro de Tehilim: "E veja filhos (nascidos) aos teus filhos, paz sobre Israel" (128:6) e "E veja se há em mim algum caminho mau; e guia-me pelo caminho da eternidade" (139:24). O Baal HaTurim explica que isso obviamente não é uma coincidência. Então qual é a conexão entre os três versículos?
 
Rashi (França, 1040 - França, 1105), quando comenta sobre o comando de construção da Menorá, explica que Moshé entendeu como construir todos os detalhes do Mishkan e de seus utensílios. Porém, a descrição da Menorá e todos os seus detalhes era tão complexa que Moshé ficou confuso. Para ajudar, D'us então lhe mostrou um modelo de fogo de como a Menorá deveria ser construída. No entanto, isso não foi suficiente, pois mesmo depois que Moshé viu a imagem da Menorá, ainda assim ele ainda não conseguiu construí-la. Finalmente, D'us instruiu Moshé a fazer com que Betzalel jogasse o ouro no fogo, e a Menorá milagrosamente se criou sozinha.
 
A pergunta que surge deste ensinamento é: D'us conhecia as capacidades de Moshé. Ele sabia, portanto, que no fim das contas, Moshé não seria capaz de construir a Menorá sozinho. Então por que D'us lhe pediu para fazer algo que ele não podia fazer? E, além disso, por que lhe mostrou uma visão da Menorá de fogo, se sabia que mesmo isso não seria suficiente para ajudá-lo a realizar sua missão de construir a Menorá?
 
O Rav Yssocher Frand shlita responde que era importante para Moshé ver o formato da Menorá, mesmo que ele não pudesse reproduzi-la, pois a pessoa precisa ter uma visão do que é requerido e esperado dela. Se não tem a visão, não se pode sequer começar. Ele traz esse conceito para a nossa realidade: a pessoa deve ter um sonho, mesmo que esse sonho não possa ser realizado. O mínimo necessário é a percepção de uma direção e de um objetivo na vida. A imagem inicial que D'us mostrou a Moshé foi a visão da Menorá. Moshé então estava ao menos ciente do "sonho", isto é, do objetivo final. Se mais tarde Moshé não pudesse construir a Menorá, então D'us o ajudaria, mas pelo menos Moshé sabia o que estava tentando alcançar.
 
De acordo com o livro Tomer Dvorá, tudo o que acontece no mundo depende de D'us. Uma pessoa não consegue nem mesmo levantar um dedo se D'us não estiver naquele momento fornecendo energia vital para ela. Existem algumas forças que D'us colocou na nossa natureza, que nos possibilita alcançar certos objetivos. Porém, existem muitas coisas na vida que estão além das nossas capacidades naturais e, nestes casos, precisamos de uma ajuda extra de D'us para alcançá-las. Contudo, para poder invocar esta ajuda extra, de forma a atingir esses sonhos, primeiro devemos possuir o sonho e a visão. Isso é o que aprendemos do versículo: "E veja, e faça segundo o padrão que te foi mostrado no Monte".
 
Nossos sábios nos dizem que filhos, vida e sustento dependem muito do Mazal, isto é, dos decretos de D'us. Por mais que pensemos diferente, na prática podemos fazer muito pouco em relação a quantos filhos teremos, que tipo de pessoas eles se tornarão no futuro, como será nossa vida e o nosso sustento. Essas são coisas para as quais fazemos nossos esforços, mas elas pertencem a D'us. Porém, precisamos ter o sonho por conta própria.
 
É isso o que David HaMelech está dizendo no Tehilim: "E veja se há em mim algum caminho mau; e guia-me pelo caminho da eternidade" (139:24). É como se ele estivesse dizendo a D'us: "Eu não sei o que Você tem reservado para mim, mas se não for o tipo de vida produtiva que eu sonho, isto é, se o caminho que Você preparou não for exatamente como eu imagino, então peço que esse caminho seja preenchido de conteúdo produtivo, de sentido e de realização, alinhado com o ideal que eu cultivo. Por favor, preencha-o de acordo com meus sonhos. Os sonhos são meus, isto é, a responsabilidade de sonhar é humana. O ideal de grandeza, produtividade e propósito não é delegado ao Céu, já que a iniciativa espiritual começa no ser humano.
 
Esta é a conexão que o Baal HaTurim está fazendo também com o versículo: "E veja filhos aos teus filhos; paz sobre Israel". Não sabemos o que veremos dos nossos filhos. Quem sabe o que será deles? Podemos tentar, nos esforçar, rezar, fazer tudo o que está ao nosso alcance, mas ninguém sabe o que acontecerá, pois existem muitos fatores que moldam e afetam uma criança. Mas devemos ter sonhos para os nossos filhos. Queremos ver os filhos dos nossos filhos. Queremos ver nossos netos compartilhando nossos valores. Queremos ver nossos filhos comprometidos com a Torá. Queremos que eles sejam tementes a D'us e honestos. Queremos ver que eles tenham filhos que compartilhem esses valores também. Isso é a definição de "paz sobre Israel."
 
Essas coisas nem sempre estão sob nosso controle para realizar, mas devemos ao menos ter os sonhos e os desejos, que nos levam às direções corretas e aos objetivos. Sonhar não custa nada, e é o começo de cada realização.

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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