sexta-feira, 2 de outubro de 2026

MANUAL DE INSTRUÇÕES - SHABAT SHALOM M@IL - SHEMINI ATSÉRET E PARASHAT VEZÓT HABRACHÁ 5787

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Yeshayahu Eliezer ben Chaia
Esther Chava bat Sarah
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS


SHABAT E SHEMINI ATSÉRET (1o DIA)



         São Paulo: 17h46                 Rio de Janeiro: 17h32

Belo Horizonte: 17h34                  Jerusalém: 17h43
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS


SHEMINI ATSÉRET E SIMCHAT TORÁ (2o DIA)

Acender, a partir de um fogo já aceso, após 


         São Paulo: 18h40                 Rio de Janeiro: 18h26 

Belo Horizonte: 18h27
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

MANUAL DE INSTRUÇÕES - SHEMINI ATSERET E PARASHAT VEZÓT HABRACHÁ 5787 (02/out/26)

“Em 19 de maio de 2012, Nadav Ben-Yehuda, um israelense de 24 anos, estava escalando o Monte Everest. Seu grande objetivo era chegar ao cume, a quase 8.850 metros de altitude, e tornar-se o israelense mais jovem a alcançar o topo da montanha. Porém, quando estava a aproximadamente 300 metros do cume, Nadav encontrou Aydin Irmak, um alpinista de 46 anos, que ele havia conhecido anteriormente no acampamento. Irmak estava voltando do cume quando passou mal e ficou caído na montanha, em condições extremas. Segundo o relato de Nadav, ele estava inconsciente, sem oxigênio, sem luvas e sem outros equipamentos essenciais. Nadav também contou que havia passado por dois corpos de alpinistas mortos antes de encontrar Irmak.
 
Nadav sabia que estava muito perto de realizar seu sonho. Mesmo assim, decidiu interromper sua própria subida e ajudar Irmak. Ele próprio descreveu sua decisão como “automática”. Disse que, naquele momento, não pensou na nacionalidade de Irmak, nem na glória de alcançar o cume. Pensou apenas que poderia salvar uma vida.
 
Nadav iniciou então a descida com Irmak. Segundo seu relato, ele prendeu o alpinista ao seu próprio equipamento e passou horas ajudando-o a descer até um acampamento em uma altitude mais baixa. A descida levou aproximadamente nove horas e, durante o percurso, Irmak alternava momentos de consciência e inconsciência. Durante a descida, Nadav ainda encontrou outro alpinista, da Malásia, em estado crítico, e conseguiu chamar a atenção de um grupo que subia para que lhe fornecessem oxigênio.
 
Nadav sofreu graves queimaduras causadas pelo frio, com vários dedos das mãos e dos pés afetados, e quase foi necessário amputá-los. Irmak também sofreu congelamento, mas ambos se recuperaram.
 
Nadav não chegou ao cume naquele dia. Ele abriu mão da possibilidade de realizar seu grande sonho para salvar uma pessoa em perigo. Irmak, por sua vez, declarou que, sem Nadav, teria morrido na montanha, e os dois passaram a se referir um ao outro como “irmãos”. Meses depois, Nadav foi homenageado pelo presidente de Israel, Shimon Peres, recebendo uma importante condecoração por sua atuação no resgate.
 
No Everest, a montanha mais alta do mundo, Nadav estava a poucos minutos de realizar um sonho que havia perseguido por anos. Mas, naquele momento, diante de uma vida humana em perigo, decidiu que havia algo mais importante do que chegar ao topo. Naquele dia, gigante de verdade não foi a montanha, foi Nadav”.
 
É isso o que D’us espera de nós, e é isso o que a Torá nos ensina: devemos ser capazes de colocar o que é correto acima dos interesses pessoais, o dever acima do conforto e o bem do próximo acima da nossa própria fama.

 

Nesta semana o Shabat coincide novamente com mais uma Festa do Calendário Judaico: Shemini Atseret, literalmente “O oitavo, dia da parada”. Apesar de Shemini Atseret vir logo depois de Sucót, sendo considerado o “oitavo dia de Sucót”, esta é uma Festa independente, com seus próprios simbolismos e significados. A prova disso é que em Shemini Atseret já não temos mais as Mitsvót da Sucá e dos Arbaat Haminim. Em Erets Israel, também neste dia comemoramos Simchat Torá, data na qual nossos sábios decidiram terminar o ciclo de leitura anual da Torá. Fora de Erets Israel, Simchat Torá é comemorado no dia seguinte (Yom Tov Sheni Shel Galuiot).
 
Em Simchat Torá nós lemos a última Parashá da Torá, Vezót HaBrachá, que traz as Brachót de Moshé Rabeinu para cada uma das Tribos, em seu último dia de vida. É uma Parashá que normalmente não é muito explorada, justamente por ser lida em um dia de danças e alegrias. Mas há ensinamentos muito preciosos, versículos que escondem mensagens muito profundas, verdadeiras joias que não podemos desperdiçar.
 
Por exemplo, Moshé elogiou a Tribo de Levi: “Que disse a respeito de seu pai e de sua mãe: “Não os vejo”; não reconheceu seus irmãos, nem conheceu seus filhos, pois eles observaram a Sua palavra e guardaram o Seu pacto” (Devarim 33:9). Mas o que nos ensinam estas palavras tão enigmáticas? Levi não era justamente a Tribo das pessoas mais elevadas espiritualmente, que se dedicavam ao estudo da Torá e ao autoaprimoramento? Então o que significa que eles “ignoraram seus pais, irmãos e filhos”?
 
O Rav Yochanan Zweig shlita explica que este versículo talvez possa nos ajudar a responder outro questionamento interessante. Nossos sábios (Avót 5:3) ensinam que Avraham Avinu foi submetido a dez testes de Emuná, e que teve sucesso em todos eles. De acordo com a maioria dos comentaristas, o último e mais difícil desses testes foi a Akeidá, quando Avraham foi ordenado por D’us a oferecer seu amado filho Yitzchak como um Korban. Mas surge um questionamento quando consideramos que este foi o teste mais difícil de Avraham. Embora, sem sombra de dúvidas, suas ações tenham representado uma expressão monumental de Emuná, elas não foram, de forma alguma, algo sem precedentes. Ao longo da história, até os dias atuais, muitas religiões exigiram de seus seguidores que provassem sua fé sacrificando seus próprios familiares. Inclusive, uma das idolatrias da época de Avraham Avinu, chamada “Molech”, consistia justamente em passar o próprio filho por uma fogueira. Então o que foi considerado tão especial e único no ato de Avraham?
 
O questionamento aumenta ainda mais quando entendemos as palavras de Moshé sobre a Tribo de Levi. De acordo com Rashi, a Tribo de Levi ter “ignorado” seus pais, irmãos e filhos demonstra que eles não demonstraram nenhum favoritismo. Isso se refere à resposta demonstrada pela Tribo de Levi quando Moshé convocou ajuda para eliminar aqueles que haviam adorado o Bezerro de Ouro. Sem levar em consideração os laços familiares, a Tribo de Levi matou todos aqueles que haviam cometido idolatria. Isso significa que também os homens de Levi tiveram a força de “sacrificar” seus próprios familiares. Então, qual foi a façanha incomparável realizada pelo nosso Patriarca Avraham?
 
A continuação das palavras de Moshé talvez traga uma resposta. O versículo afirma que a Tribo de Levi guardou o pacto de D’us. Rashi explica que isso se refere ao Brit Milá de seus filhos. O Talmud (Yevamot 71b) ensina que, durante todo o período em que permaneceram no deserto, os judeus deixaram de realizar o Brit Milá, pois temiam que o cansaço das viagens e as condições climáticas do deserto não permitissem que os ferimentos cicatrizassem, considerando que, portanto, a situação era de Pikuach Nefesh, ou seja, risco de vida. A única Tribo que continuou fazendo o Brit Milá em seus filhos foi a dos Leviim. Portanto, eles mantiveram o pacto.
 
Logo em seguida, o versículo ensina: “Eles ensinarão Teus julgamentos a Yaakov e Teu ensinamento a Israel” (Devarim 33:10). Isso significa que os Leviim seriam futuramente os juízes e professores de Torá do povo judeu. Mas qual foi o mérito dos homens da Tribo de Levi para terem sido os escolhidos para cargos de tanta importância e responsabilidade? Rashi explica que isso ocorreu “pois eles demonstraram sua dignidade”. O que significam estas palavras de Rashi? E qual é a conexão entre os três conceitos mencionados por Moshé na Brachá para a Tribo de Levi: as ações de aplicação da justiça após o Bezerro de Ouro, seu compromisso de fazer o Brit Milá em seus filhos mesmo no deserto e o fato de se tornarem professores e juízes do povo judeu?
 
O Rav Chaim ben Atar zt”l (Marrocos, 1696 - Israel, 1743), mais conhecido como Ohr HaChaim HaKadosh, explica que, ao demonstrarem firmeza e objetividade no cumprimento de seu dever, sem qualquer parcialidade, eles provaram ser dignos de se tornarem professores e juízes do povo judeu. A Torá está elogiando Levi por sua capacidade de se desconectar das fragilidades emocionais que obscurecem a capacidade de uma pessoa de tomar decisões imparciais e objetivas. Foi essa mesma qualidade que lhes permitiu superar o medo natural que um pai sente quando seu filho é submetido ao Brit Milá, principalmente quando isso precisa ser feito em condições adversas. Ao se “desligarem” emocionalmente de seus filhos, eles conseguiram agir de uma maneira que, de outra forma, seria impossível para um pai tomar esta atitude. Essa é justamente a técnica psicológica empregada pelos seguidores de outras religiões ao sacrificarem seus filhos em nome de uma “causa maior”: promover a desconexão emocional da pessoa com sua família.
 
Porém, com Avraham foi diferente. A Torá enfatiza que, quando Avraham foi ordenado a sacrificar seu filho, sua obediência não foi acompanhada por qualquer sinal de rompimento desse relacionamento; pelo contrário, ele demonstrou seu grande amor por Yitzchak. O Midrash, inclusive, relata que lágrimas escorriam de seu rosto enquanto ele preparava a faca para realizar o sacrifício. A grandeza do nosso Patriarca se manifesta em sua capacidade de realizar um ato que contrariava a própria natureza de uma relação entre pai e filho, mas sem se desligar emocionalmente de seu filho. A capacidade de cumprir a vontade de seu Criador sem qualquer conflito interior é o que torna as ações de Avraham incomparáveis.
 
Logo após terminarmos o ciclo de leitura da Torá em Simchat Torá, imediatamente recomeçamos a leitura do Sefer Bereshit, demonstrando o amor por todos os ensinamentos Divinos contidos na Torá. Com paixão, recomeçamos a leitura da Torá, para voltarmos mais uma vez ao início, à Criação do mundo e à formação do povo judeu por meio dos incríveis atos dos nossos Patriarcas. A Torá é a nossa vida, a nossa fonte de conhecimento, o que pode nos levar à perfeição. É por isso que em Simchat Torá dançamos abraçados à Torá. Quando estudamos sobre os Patriarcas, não são apenas histórias bonitas para contarmos aos nossos filhos. São ensinamentos de vida, de como devemos conduzir nossas vidas. Somente com estes ensinamentos conseguiremos, diante dos testes da vida, tomar as decisões corretas, racionalmente, e não emocionalmente.

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso sogro, Sr. Nissim ben Luna zt"l (Nelson ben Luiza) 
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O CANSATIVO, MAS PRAZEROSO, CAMINHO ATÉ O TOPO - SHABAT SHALOM M@IL - SUCÓT 5787

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Yeshayahu Eliezer ben Chaia
Esther Chava bat Sarah
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS


SHABAT E SUCÓT (1o DIA)



         São Paulo: 17h44                 Rio de Janeiro: 17h30

Belo Horizonte: 17h32                  Jerusalém: 17h52
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS


SUCÓT - 2o DIA

Acender, a partir de um fogo já aceso, após 


         São Paulo: 18h38                 Rio de Janeiro: 18h24 

Belo Horizonte: 18h25
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

O CANSATIVO, MAS PRAZEROSO, CAMINHO ATÉ O TOPO - SUCÓT 5787 (25/set/26)
 
Fábio, um homem que gostava de aventuras na natureza, certa vez quis levar junto seu pequeno filho Michoel para fazer uma trilha pela primeira vez. No começo, tudo era novidade e Michoel estava animado. Corria na frente do pai, observava as árvores, as pedras e tudo o que encontrava pelo caminho. De vez em quando, olhava para trás para ter certeza de que seu pai estava por perto.
 
Depois de algum tempo, porém, a subida começou a ficar mais íngreme e difícil. As pernas de Michoel começaram a cansar e ele diminuiu o passo. Até que ele parou e perguntou ao pai se ainda faltava muito. Fábio respondeu que ainda faltava um pouco. Michoel abaixou a cabeça. Achou que não conseguiria chegar ao topo. Estava cansado. Percebendo o desânimo no rosto do filho, Mordechai sorriu e disse:
 
- Filho, sabe por que você desanimou? Pois está olhando para o quanto ainda falta para chegar ao topo. Por que, ao invés disso, você não olha para o caminho que já percorreu?
 
Michoel olhou para trás. Foi então que ele percebeu que já havia deixado para trás uma grande parte da montanha. O lugar do início da caminhada parecia agora muito distante.
 
- Você já percorreu todo esse caminho - continuou Mordechai. - E eu estive com você durante cada passo.
 
- Mas, e se o caminho ficar muito difícil? - perguntou Michoel, preocupado.
 
- Eu estarei aqui – respondeu Mordechai, com um sorriso. - Você não precisa ter medo da distância que ainda falta. Enquanto estiver caminhando comigo na direção certa, você pode ter a certeza de que vai chegar lá.
 
Michoel respirou fundo, sorriu e continuou caminhando, junto com seu pai, confiante e tranquilo”.
 
Talvez essa seja uma das grandes mensagens de Sucót. Em Yom Kipur, olhamos para dentro de nós mesmos e reconhecemos aquilo que precisamos melhorar. Percebemos fraquezas, erros e tudo aquilo que ainda precisamos conquistar. Porém, podemos olhar para tudo isso e pensar: “Como vou conseguir mudar tanta coisa?”. Então chega Sucót. Saímos da nossa casa confortável e entramos na Sucá, uma estrutura temporária e frágil. E, justamente ali, somos convidados a sentir segurança. A mensagem é: você não precisa já ter chegado ao seu destino; precisa apenas estar caminhando na direção certa. Talvez ainda haja muito caminho pela frente, talvez leve tempo, mas D’us estará conosco.

 

Mal saímos das Grandes Festas e já estamos chegando novamente a mais uma importante parada no Calendário Judaico. Coincidindo com o próximo Shabat, começaremos a reviver a Festa de Sucót, também conhecida como “Zman Simchateinu”, a “Época da nossa alegria”.
 
Porém, a proximidade de Sucót com Rosh Hashaná e Yom Kipur naturalmente desperta um grande questionamento. Rosh Hashaná é o dia no qual o ser humano foi criado e, todos os anos, a vida é recriada neste dia. Recebemos neste dia vida e oportunidades. Já Yom Kipur representa uma segunda oportunidade, o dia em que recebemos Kapará (expiação) pelo pecado do Bezerro de Ouro, quando recebemos de volta as Tábuas que havíamos perdido. Da mesma forma que nós recuperamos a Torá, Yom Kipur é um dia para, através da Teshuvá, recuperar oportunidades perdidas. Mas o que aconteceu em Sucót? O que recebemos em Sucót? O que estamos comemorando nesta Festa? E por que justamente Sucót está associada à alegria?
 
A resposta começa no entendimento do motivo pelo qual durante a Festa de Sucót nós habitamos em uma Sucá, uma cabana provisória. Explica o Rav Ytzchak Berkovits shlita que a fonte na Torá para a Sucá é o versículo “Para que as futuras gerações saibam que Eu fiz os filhos de Israel habitar em “Sucót” quando os tirei da terra do Egito” (Vayikrá 23:43). Há uma discussão no Talmud (Sucá 11b) se realmente habitamos em cabanas ou se o versículo se refere às “Ananei Hakavod”, as Nuvens que protegiam o povo dos perigos.
 
Esta discussão parece ser filosófica. Porém, o Shulchan Aruch determina que devemos nos sentar na Sucá como uma lembrança das Nuvens. Se isso aparece na Halachá, significa que deve haver uma diferença prática entre as duas opiniões. O que isso transmite? Além disso, se as Sucót são um lembrete das Ananei Hakavod, elas existiram todos os dias, durante os 40 anos em que o povo judeu esteve no deserto. Então, o que aconteceu de especial no dia 15 de Tishrei, para que ficasse marcado como “o dia das Ananei Hakavod”?
 
O Gaon MiVilna zt”l (Lituânia, 1720 - 1797) explica que, quando saímos do Egito, tínhamos proteção Divina por todos os lados. As Ananei Hakavod aplainavam montanhas, protegiam-nos dos inimigos e eliminavam animais selvagens, além de lavarem e passarem as nossas roupas. Após recebermos os 10 Mandamentos, Moshé subiu no Har Sinai para receber a Torá. Quando ele desceu, havíamos feito o Bezerro de Ouro. Então Moshé quebrou as Tábuas. Com isso, além de perdermos a Torá, as Ananei Hakavod partiram. Moshé passou mais 40 dias no Har Sinai, suplicando, e outros 40 dias, quando subiu novamente para receber as segundas Tábuas e a Torá novamente. Ele desceu em Yom Kipur, que se tornou “o dia do perdão”. Cinco dias depois, 15 de Tishrei, começamos a construir o Mishkan. E, então, o que aconteceu? As Ananei Hakavod retornaram.
 
Quando fizemos o Bezerro de Ouro, perdemos a proteção Divina. Ela retornou depois que fizemos Teshuvá. Então, o que recebemos em Sucót? As “novas” Ananei Hakavod, a renovação da proteção Divina. Sucót tem o poder espiritual de nos proporcionar proteção Divina depois da Teshuvá. Uma Sucá não precisa nem ter quatro paredes. Sua cobertura não pode ser sólida demais e deve ser feita de materiais relativamente frágeis. Em Sucót, saímos da segurança das nossas casas e entramos nesta moradia temporária, uma habitação que fisicamente não é tão impressionante, mas que é espiritualmente iluminada. Em Sucót devemos tentar sentir a proteção Divina. Pode haver chuva e vento, mas não há nada a temer. Confiamos que estamos sob a proteção Divina. Qual é a fonte dessa confiança? A Teshuvá de Yom Kipur. As transgressões nos afastaram de D’us, mas a Teshuvá nos reaproximou Dele. De estranhos, passamos a convidados em Sua casa.
 
Porém, o que acontece se chegamos a Sucót sentindo que não conseguimos realmente alcançar aquilo que poderíamos? E se sentimos que não aproveitamos Yom Kipur como deveríamos? Será que Sucót não nos ajuda em nada? Explica o Rav Berkovitz que a proteção não vem apenas da Teshuvá na prática. Vem também da consciência de que podemos fazer Teshuvá, de que isso depende de nós, de que está em nossas mãos. Precisamos saber que D’us não está nos colocando diante de uma tarefa impossível. Teshuvá significa o entendimento de que, independentemente do nível em que estejamos, sempre podemos crescer. D’us nos dá a capacidade de fazer isso. Podemos confiar Nele e nos sentir confortáveis e seguros na Sua presença. Em Sucót, nós comemoramos, e devemos fazer isso com um verdadeiro sentimento de felicidade.
 
Sucót deve criar dentro de nós um sentimento de segurança. Sei que posso confiar em D’us. Sei que Ele me ama. E sei que a tarefa que Ele me deu é possível. Pode até levar tempo, mas podemos chegar lá. E isso nos dá uma sensação de paz interior. Ficamos felizes por saber que podemos chegar àquilo que precisamos alcançar, que é possível alcançar a grandeza. É hora de ser feliz. Isso é Sucót, Zman Simchateinu.
 
Do que eram feitas as Ananei Hakavod? Uma nuvem é apenas vapor d’água. Você olha de longe e ela parece sólida. Mas, quando entra nela, não consegue sequer vê-la; é como se não estivesse ali. É um material sutil. O que nos protegia era algo muito fino, não era algo material. Essa é toda a ideia de Sucót. A proteção Divina é consequência de nos tornarmos mais sutis, mais refinados, mais espirituais e menos físicos.
 
Sucót significa entrar nesse mundo de Kedushá, um mundo que é real, mas não material. É o mundo de nos aperfeiçoarmos, superando nosso apego ao mundo material. Temos medo de crescer, porque é um território desconhecido. Em Sucót deixamos isso de lado e entramos em um estado mais refinado. Nos alegramos diante de D’us. Deixamos para trás aquele mundo material, com seus problemas, preocupações e tudo aquilo que nos derruba, e entramos em uma esfera diferente, de crescimento, de superação das limitações, de proximidade com D’us. Uma esfera tão sutil e, ao mesmo tempo, tão forte. São as Ananei Hakavod nos protegendo.
 
Então, na Sucá, devemos sentir que essa moradia temporária, essa estrutura frágil, é uma Mitzvá e está nos protegendo. Estamos vivendo na casa de D’us, sob proteção Divina. E o próximo passo depois da Teshuvá é compreender a nós mesmos, onde precisamos chegar, e realmente começar um processo, mesmo que seja de longo prazo. Se começarmos o processo de Teshuvá, entraremos nessa esfera da proteção de D’us.
 
A Sucá nos ensina que nossa segurança não depende de termos tudo sob controle. Ela vem da confiança de que estamos caminhando com D’us. E é essa confiança que nos permite sentir alegria, pois a alegria de Sucót não vem de pensar “Já sou perfeito”. É a alegria de quem sabe que “Ainda tenho muito para crescer, mas posso crescer. O caminho é possível, pois D’us está comigo. E, enquanto eu estiver caminhando na direção certa, tenho a certeza de que chegarei lá”.

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso sogro, Sr. Nissim ben Luna zt"l (Nelson ben Luiza) 
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp