sexta-feira, 7 de agosto de 2026

REMÉDIO MILAGROSO OU VENENO POTENTE? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT REÊ 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Esther Chava bat Sarah

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHAT REÊ 5786


         São Paulo: 17h27                 Rio de Janeiro: 17h14 

Belo Horizonte: 17h21                  Jerusalém: 18h51
ASSUNTOS DA PARASHAT REÊ
  • A Brachá e a Klalá.
  • Santidade da Terra de Israel / Destruição das idolatrias.
  • Altares particulares.
  • Permissão de comer oferendas redimidas.
  • Comidas sagradas consumidas apenas em Jerusalém.
  • Permissão de comer comidas não consagradas.
  • Princípios gerais.
  • Proibição de copiar os rituais dos Knaanim.
  • O falso Profeta.
  • “Missionários” idólatras.
  • A Cidade Apóstata.
  • Responsabilidade do “Povo Escolhido”.
  • Animais proibidos para o consumo: Criaturas aquáticas e Pássaros.
  • O Segundo Dízimo.
  • Dízimos para o pobre.
  • O Ano de Shmitá.
  • Emprestando dinheiro.
  • O Escravo judeu.
  • Animais primogênitos.
  • Shalosh Regalim: Pessach, Shavuót e Sucót.
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REMÉDIO MILAGROSO OU VENENO POTENTE? - PARASHAT REÊ 5786 (07/ago/26)

“O Rav Yaakov Kranz zt”l (Vilna, 1740 - Polônia, 1804), mais conhecido como Maguid MiDuvno, passou muitos anos frequentando a casa do Rav Eliahu zt”l (Lituânia, 1720 - 1797), mais conhecido como Gaon MiVilna. Entre ambos havia profunda admiração mútua, pois enquanto o Gaon MiVilna reconhecia o extraordinário talento do Maguid MiDuvno para transmitir ensinamentos através de Mashalim (parábolas) geniais, o Maguid Miduvno via no Gaon MiVilna o maior sábio de Torá de sua geração.
 
Quando chegou o momento de se despedirem, o Maguid pediu ao Gaon uma última orientação que pudesse acompanhá-lo pelo resto da vida. O conselho foi surpreendentemente breve: “Nunca deixe de estudar Mussar”.
 
A resposta causou espanto ao Maguid. Afinal, ele era um dos maiores palestrantes da época, dominava vastas áreas do conhecimento da Torá e dedicava sua vida a despertar o povo judeu para o Serviço Divino. Por que, então, o Gaon havia considerado indispensável adverti-lo justamente sobre o estudo constante de Mussar? Percebendo a perplexidade estampada no rosto do Maguid, o Gaon explicou:
 
- A Torá é comparada à chuva. A chuva, por si mesma, não escolhe o que fará brotar. Se a terra estiver semeada de trigo, ela fará crescer trigo; se estiver tomada por ervas daninhas, fará crescer ervas daninhas. A chuva apenas potencializa aquilo que já existe.
 
- Assim também acontece com a nossa Torá - continuou o Gaon - Seu poder é imenso. Quando a pessoa trabalha continuamente seu caráter, purifica suas intenções e refina suas Midót, a Torá a eleva cada vez mais. Porém, se ela negligencia esse trabalho interior, o próprio crescimento em Torá pode acabar fortalecendo defeitos já existentes, como orgulho, vaidade e arrogância.
 
- Por isso - concluiu o Gaon - o estudo de Mussar deve sempre acompanhar o estudo da Torá. Somente assim a Torá produzirá o efeito para o qual ela nos foi entregue: transformar o ser humano e aproximá-lo de D’us.”
 
Poucas pessoas na história dedicaram tanto tempo ao estudo da Torá quanto o Gaon MiVilna. E, ainda assim, ele sabia que tão importante quanto o estudo da Torá é o aprimoramento constante das nossas Midót.

 

Nesta semana lemos a Parashat Reê (literalmente “Veja”), na qual Moshé novamente adverte o povo sobre os perigos do contato com os povos da Terra de Israel que, por serem idólatras e imorais, poderiam nos afastar dos caminhos de D’us. A Parashá começa com a reiteração de Moshé sobre a diferença entre seguir a vontade de D’us e se desviar dela: “Veja, coloco hoje diante de vocês a Brachá e a maldição” (Devarim 11:26).
 
Porém, há algo na linguagem do versículo que nos chama a atenção. Se a Torá está nos mostrando os dois caminhos que temos na vida, deveria estar escrito “a Brachá ou a maldição”, isto é, um ou outro. Então por que está escrito “a Brachá e a maldição”, como se fizessem parte de uma mesma realidade.
 
A resposta está nas palavras de um interessante Midrash: “Disse o Rabi Elazar: a espada e o livro desceram unidos dos Céus”. O Rav Yerucham Halevi Leibovitz zt”l (Bielorússia, 1873 - 1936) explica que nossos sábios nos revelaram aqui um segredo extraordinário a respeito do fundamento e da essência da Torá: ela é, ao mesmo tempo, um livro e uma espada. Mas o que isso significa?
 
A explicação é a seguinte: o castigo aplicado àquele que se desvia do caminho da Torá não é algo secundário, e o mesmo vale para a recompensa. Ambos estão contidos na própria essência da Torá. A mesma Torá, que é um “livro” para quem segue seus caminhos, transforma-se, em um instante, em uma “espada” caso a pessoa se desvie, ainda que minimamente, de seu caminho. Isso ocorre porque a Torá nos foi entregue com um equilíbrio extremamente preciso. É como alguém que manuseia um explosivo muito sensível, de modo que o menor contato inadequado pode provocar uma enorme explosão. Conforme diz o profeta: “Se estiverem dispostos e obedecerem, comerão o melhor da terra; mas, se recusarem e se rebelarem, serão devorados pela espada” (Yeshayahu 1:19,20). Isto ensina que nossa situação é como alguém que está suspenso por um fio: de um lado “comerão o melhor da terra” e, ao mesmo tempo, do outro lado “serão devorados pela espada”.
 
Em seu livro Chovot HaLevavot, o Rav Bahya ibn Paquda zt”l (Espanha, 1050 - 1120) ensina: “Pode-se dizer que a sabedoria, quando é conduzida por seu caminho correto, torna-se a cura para toda enfermidade. Porém, quando dele se desvia, transforma-se em uma enfermidade abrangente, que não possui cura nem remédio”. Por que a Torá foi comparada ao fogo, como está escrito: “’Por acaso Minha palavra não é como fogo?’ - diz D’us” (Yirmiyahu 23:29)? Pois, por um lado, a Torá ilumina nossos olhos com sua luz, mas, ao mesmo tempo, queima aquele que se desvia de seu caminho. A Torá é o segredo da vida, a cura para toda enfermidade. Porém, no instante em que a pessoa se desvia, ela se transforma em uma enfermidade para a qual não há cura.
 
Podemos encontrar um exemplo disso na vida cotidiana. A temperatura natural do corpo humano é indispensável e necessária para nossa sobrevivência. Sem o calor do corpo não há vida. Porém, esse mesmo calor, que é justamente o segredo da vida física do homem, caso ultrapasse a medida adequada, pode provocar a morte. Isso significa que o mesmo calor que dá vida também pode acabar sendo a causa da morte. Assim também acontece com a Torá, que foi comparada ao fogo. Quando está na medida correta, ela concede vida. Quando essa medida deixa de existir, ou seja, quando a pessoa não segue o seu caminho, ela passa a queimar.
 
Compreende-se, portanto, a conclusão do Chovot HaLevavot: “Por isso, tome cuidado para não desviar seus passos do caminho dos patriarcas e da trilha dos primeiros...”. É uma advertência para que jamais brinquemos com fogo. Da mesma forma que se adverte alguém que segura um explosivo para que jamais brinque com ele, pois corre enorme perigo, assim também somos advertidos para sermos cuidadosos em nossas escolhas.
 
O Rav Moshe Chaim Luzzato zt”l (Itália, 1707 - Israel, 1746), mais conhecido como Ramchal, escreve: “Aquele que caminha pelo mundo sem refletir... é como um cego que anda à beira de um rio, cujo perigo é certamente muito grande...”. “À beira do rio” significa que basta um pequeno desvio para que a pessoa caia. Da mesma forma, quem trilha o caminho da Torá sem reflexão corre o risco de um pequeno desvio produzir enormes consequências.
 
O Midrash nos acrescenta: “Veja, eu coloco hoje diante de vocês a Brachá e a maldição’. Disse Rabi Elazar: desde o momento em que D’us pronunciou estas palavras no Monte Sinai, naquele mesmo instante se cumpriu o versículo: ‘Da boca do Altíssimo não procedem nem os males nem os bens’ (Eichá 3:38). Pelo contrário, o mal vem por si mesmo sobre quem pratica o mal, e o bem vem por si mesmo sobre quem pratica o bem”. Assim funciona a Torá: quando a pessoa guarda o seu caminho, ela restaura a alma, alegra o coração e ilumina os olhos. Porém, quando a pessoa se desvia do seu caminho, a própria Torá transforma-se em uma grande chama que queima e consome até as fundações. E isso está explicitamente dito nas palavras do Talmud (Yoma 72b): “Se for merecedor, a Torá se torna para ele um elixir da vida; se não for merecedor, a Torá torna-se para ele um veneno mortal”.
 
Portanto, tão importante quanto o estudo da Torá e o cumprimento das Mitzvót é o nosso trabalho de Midót, o nosso aprimoramento pessoal. Talvez pareça um exagero falar que a Torá sem o equilíbrio necessário é um veneno, mas a história nos deu dois exemplos marcantes do quanto isto é verdadeiro. Há dois personagens centrais na vida dos dois primeiros reis de Israel: Shaul Hamelech e David Hamelech. Eles tinham dois conselheiros muito sábios, entre os maiores do Sanhedrin, o Grande Tribunal, chamados respectivamente Doeg e Achitofel. Apesar do seu profundo nível de conhecimento da Torá, Doeg acabou se tornando um assassino, matando pessoalmente quase todos os Cohanim da cidade de Nov, incluindo o Cohen Gadol. Ele morreu jovem, aos 34 anos, cumprindo as palavras de David Hamelech: “Homens sanguinários e enganadores não chegarão à metade de seus dias” (Tehilim 55:24). Já Achitofel, cujos conselhos geniais eram comparáveis às respostas Divinas do Urim VeTumim, acabou apoiando o príncipe Avshalom em sua rebelião contra seu pai, David Hamelech. Achitofel aconselhou Avshalom a ter relações com as concubinas de seu pai, um ato gravíssimo de imoralidade, e a matar seu próprio pai. No final, Achitofel acabou se matando enforcado.
 
O ponto em comum entre Doeg e Achitofel é que eram pessoas extraordinariamente sábias, gigantes no estudo da Torá, mas que perderam sua parte no Mundo Vindouro por causa de seu caráter, que os levou a cometer atos abomináveis. Eles demonstram que mesmo a genialidade no estudo da Torá não é suficiente para garantir que a pessoa terá um comportamento adequado. Obviamente que não é possível cumprir a vontade de D’us sem o estudo da Torá, sem conhecer as Mitzvót e seus detalhes. Porém, o trabalho de Midót é um complemento fundamental ao estudo de Torá. É a nossa garantia de que a Torá não será apenas um estudo, mas uma aplicação na prática da Vontade Divina, que nos levará à perfeição em todas as áreas da vida.

SHABAT SHALOM

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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