Mostrando postagens com marcador Foco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Foco. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

RECLAMAÇÕES E FOCO CORRETO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TERUMÁ 5779






BS"D

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF

BLOG
BLOG

INSCREVA-SE
INSCREVA-SE

VÍDEO DA PARASHAT TERUMÁ

RECLAMAÇÕES E FOCO CORRETO - PARASHAT TERUMÁ 5779 (08 de fevereiro de 2019)
"Era uma vez um rei que viveu há muito tempo, em uma época na qual as pessoas ainda não usavam sapatos. Certo dia, o rei saiu em viagem para algumas áreas bem distantes no seu reinado. Quando retornou ao palácio, reclamou que seus pés estavam terrivelmente doloridos, porque era a primeira vez que fazia uma viagem tão longa e havia muitos pedregulhos na áspera estrada. Ele não parava de reclamar, inconformado com as condições das estradas. Ele também estava inconformado que nunca ninguém tinha pensado nisso e tomado nenhuma atitude. Em um momento de impaciência, exigiu que algo fosse feito. Ordenou aos seus servos que cobrissem todas as estradas do reino com couro. Assim, quando caminhasse, não machucaria os pés.

Porém, os servos do rei fizeram as contas e perceberam que, para colocar esta ideia em prática, seria necessário matar milhares de vacas. Além disso, custaria uma quantia enorme de dinheiro e seria necessária uma manutenção constante, pois com as chuvas e o calor extremo, o couro começaria a se deteriorar rapidamente. Então, um dos mais sábios entre os servos do rei levantou-se e ousou falar:

- Rei, me perdoe pela intromissão, mas por que temos que gastar essa quantia enorme de dinheiro? Tenho uma ideia melhor. Por que não mandamos cortar um pequeno pedaço de couro, suficiente para cobrir seus pés?"

Esta ideia "genial" se aplica a cada um de nós. Ao invés de tentarmos resolver todos os defeitos de todas as pessoas do mundo, ao invés de passarmos o tempo inteiro reclamando de tudo e de todos, por que não começamos resolvendo os nossos próprios problemas e defeitos?

Nesta semana lemos a Parashat Terumá (literalmente "Porção"), que descreve as ordens de D'us para Moshé em relação à construção do Mishkan, o Templo Móvel. Além de uma estrutura desmontável, o Mishkan também continha muitos utensílios utilizados no Serviço a D'us, como o Aron HaKodesh (Arca Sagrada), o Mizbeach (Altar) e a Menorá. A Parashat se alonga em todos os detalhes de cada uma das partes que compunham o Mishkan.

Explica o Rav Simcha Zissel Ziv Broida zt"l (Lituânia, 1824 - 1898), mais conhecido como Alter MiKelm, que há muitos paralelos entre o Mishkan e o povo judeu. Por exemplo, a parte mais importante do Mishkan era o Aron HaKodesh. Isto é comprovado pelo fato de D'us ter começado a descrição da construção do Mishkan justamente pelo Aron HaKodesh. Além disso, havia também vários outros elementos do Serviço a D'us, como a Shulchan (uma mesa de madeira revestida de ouro), o Mizbeach (altar de cobre, onde eram queimados os Korbanót), o Ketoret (incenso, que deixava um cheiro agradável) e o sal (usado nos Korbanót). Porém, todos estes elementos, inclusive a própria estrutura do Mishkan, eram secundários diante do Aron HaKodesh, que ficava no local mais sagrado, o Kodesh HaKodashim, e dentro dele ficava a Torá.

De maneira semelhante, a parte mais importante do povo judeu deve ser sempre a nossa Torá. Ela deve ser o centro de nossas vidas. Mesmo que existem muitos elementos que compõem nossa vida, como o trabalho, a alimentação e os momentos de lazer, tudo deve ser considerado secundário perante a Torá. E, da mesma forma que o Aron HaKodesh se revestia de Kedushá (santidade) e cumpria seu propósito quando a Torá era colocada dentro dele, assim também o judeu se santifica e cumpre seu objetivo quando se preenche com Torá.

Há outro detalhe interessante do Aron HaKodesh no qual há um paralelo com o ser humano. O Aron HaKodesh era feito de madeira, porém ele era revestido de ouro por dentro e por fora, conforme está escrito: "Por dentro e por fora o revestirá" (Shemot 25:11). Entendemos que o Aron HaKodesh deveria ser revestido de ouro por fora, para que fosse um utensílio bonito, que trazia honra para D'us. Porém, por que era necessário revestir de ouro por dentro também?

Explica o Talmud (Yomá 72b) que este versículo está nos ensinando algo importante para as nossas vidas. Muitas vezes nos comportamos de certa maneira "por fora", mas por dentro não mantemos a mesma convicção. Cumprimos as Mitzvót com todas as rigorosidades quando as pessoas estão olhando, mas quando estamos sozinhos somos mais lenientes. O Talmud vai ainda mais longe e afirma que "todo Talmid Chacham (estudante de Torá) cujo interior não é como seu exterior não é considerado Talmid Chacham". O Talmud chega a afirmar que a pessoa que por dentro não é como o que aparenta por fora é uma abominação aos olhos de D'us. Porém, o que significa alguém cujo interior não é igual ao exterior? É alguém que se ocupa do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót, porém não tem temor a D'us em seu coração. Isto significa que toda a sua ocupação com a Torá e as Mitzvót são apenas atitudes externas, quase um "teatro", pois as motivações da pessoa são equivocadas.

Em relação a este assunto, o Talmud (Brachót 28a) conta uma interessante história da época em que Raban Gamliel era o líder do povo judeu. Ele então fez um anúncio público: "Todo estudante de Torá que não tem seu interior como seu exterior não deve entrar no Beit Midrash (Centro de estudos de Torá)". Inclusive, um guardião foi colocado na porta, para que as pessoas inaptas não pudessem entrar. Somente após algum tempo, quando o Rabi Elazar ben Azaria se tornou o líder do povo judeu, então o guardião das portas do Beit Midrash foi retirado e foi dada a permissão para que todos aqueles que desejassem pudessem entrar no Beit Midrash e estudar Torá. O Talmud ainda acrescenta que naquele dia foram colocados muitos bancos no Beit Midrash, para que os novos estudantes pudessem se sentar. De acordo com uma opinião foram acrescentados mais 400 bancos, enquanto de acordo com outra opinião foram 700 bancos.

Porém, quando lemos este acontecimento no Talmud, inevitavelmente surge um questionamento: quem era este incrível guardião, que ficava na porta do Beit Midrash e era capaz de discernir, em cada estudante de Torá que pretendia entrar, se seu interior era igual ao seu exterior, isto é, se ele realmente tinha temor a D'us e estava estudando Torá com as motivações corretas? Quem tinha o incrível dom de ler os pensamentos de cada um?

Responde o Rav Alexander Zusia Friedman zt"l (Polônia, 1897 - 1943) que, na verdade, este "guardião" não era uma pessoa de carne e osso, e sim a própria porta do Beit Midrash. Ela ficava trancada, com diversos tipos de trancas, e sua abertura era extremamente difícil. A única forma de entrar era através de muitos esforços e tentativas. Portanto, somente aqueles que vinham estudar com a máxima vontade e seriedade conseguiam ter a perseverança e a paciência para entrar, como ensinam os nossos sábios: "Nada pode impedir alguém que tem força de vontade". Um dos exemplos disto é o caso do grande sábio Hilel, que no dia em que não conseguiu entrar no Beit Midrash, subiu no telhado e assistiu a aula de Torá através de uma claraboia no teto da sinagoga, apesar do frio congelante que fazia lá fora.

Porém, há ainda um ponto difícil de ser entendido. Quando o Talmud quis mostrar a diferença que ocorreu após o Rabi Elazar ben Azaria ter assumido a liderança do povo judeu, por que foi ressaltado o número de bancos acrescentados ao Beit Midrash, ao invés de ter sido ressaltado o número de novos alunos que começaram a frequentar o Beit Midrash a partir daquele dia?

Responde o Rav Guedalia Aizman shlita que possivelmente o Talmud está nos ensinando uma lição muito profunda sobre a psicologia do ser humano. Talvez o aumento do número de bancos no Beit Midrash não está relacionado com o aumento do número de alunos, e sim com a mudança do tipo de alunos que passaram a frequentar o Beit Midrash. Até aquele momento, como havia um "guardião" na porta do Beit Midrash, somente entravam as pessoas que estavam realmente motivadas "Leshem Shamaim" (em nome de D'us, isto é, com intenções puras), cujo interior era igual ao exterior. Eles estavam tão motivados que poderiam, com alegria, sentar no chão do Beit Midrash e passar horas estudando. A vontade deles de estudar Torá era tão pura que isso dava a eles a força para estudar em qualquer situação, mesmo se faltassem bancos. Portanto, até aquele momento não havia nenhuma reclamação em relação às condições físicas do local de estudo. Porém, a partir do momento em que começaram a entrar no Beit Midrash pessoas cujo interior não era como o exterior, apesar de também estarem vindo com a vontade de estudar, de qualquer maneira não fariam isto "a qualquer custo". Quando entraram no Beit Midrash e perceberam que não havia bancos para todos se sentarem, começaram a reclamar. Foi neste momento que surgiu, portanto, a necessidade de serem trazidos mais bancos.

Ao ressaltar os bancos e não os novos alunos, o Talmud está nos transmitindo uma mensagem incrível. A pessoa que está no mundo pelos motivos corretos, isto é, a pessoa que sabe com claridade que tem um objetivo espiritual a cumprir e entende que a Torá deve ser o centro de sua vida, ela não se incomoda muito com o que acontece à sua volta e, por isso, não reclama. Ela sabe identificar bem o que é o principal e o que é o secundário e, por isso, ajusta sempre o seu foco e seus esforços na direção correta. Portanto, quando vemos uma pessoa que está sempre reclamando muito, de tudo e de todos, é um sinal de que ela não está conseguindo viver "Leshem Shamaim", isto é, ela não tem claridade do que veio fazer no mundo. Estas pessoas, ao invés de quererem consertar todos os erros e problemas que enxergam nos outros, deveriam começar consertando a si mesmas. Pois, com o foco correto, elas perceberiam que a vida é bem melhor do que parece.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
***********************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHAT TERUMÁ 5779:

São Paulo: 19h30  Rio de Janeiro: 19h16  Belo Horizonte: 19h14  Jerusalém: 16h44
*****************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Chana Mirel bat Feigue, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 15 de junho de 2017

FOCO CORRETO NA VIDA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5777 





BS"D

Este e-mail foi carinhosamente dedicado pela Família Lerner, em elevação da alma de Miriam Iocheved bat Mordechai Tzvi z"l

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF

BLOG
BLOG

INSCREVA-SE
INSCREVA-SE

VÍDEO PARASHÁ 1
VÍDEO PARASHÁ 1

VÍDEO PARASHÁ 2
VÍDEO PARASHÁ 2


FOCO CORRETO NA VIDA - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5777 (16 de junho de 2017)
"Uma empresa brasileira e outra japonesa decidiram enfrentar-se em uma corrida de canoas de oito homens. As duas equipes treinaram durante meses e no dia da corrida estavam em sua melhor forma. No entanto, os japoneses venceram com mais de um quilômetro de vantagem.

Depois da derrota esmagadora, a equipe brasileira ficou desanimada. O diretor geral propôs uma nova corrida para o ano seguinte e criou um grupo de trabalho para investigar os motivos da derrota. Após vários estudos, o grupo descobriu que os japoneses tinham sete remadores e um capitão, enquanto a equipe brasileira tinha um remador e sete capitães. Diante disso, o diretor geral teve a brilhante idéia de contratar uma empresa de consultoria para analisar a estrutura da equipe. Depois de longos meses de trabalho, os consultores chegaram à conclusão de que a equipe tinha capitães demais e remadores de menos. Com base no relatório dos consultores, a empresa decidiu mudar a estrutura da equipe. A equipe seria agora composta por quatro comandantes, dois supervisores, um chefe de supervisores e um remador. Uma atenção especial seria dada ao remador, que deveria ser muito bem qualificado, motivado e consciente de suas responsabilidades.

No ano seguinte os japoneses venceram com dois quilômetros de vantagem. Os dirigentes da empresa despediram o remador por causa do seu mau desempenho. O diretor geral preparou um relatório da situação, no qual ficou demonstrado que foi escolhida a melhor tática e a motivação era boa, mas o material precisaria ser melhorado. No momento estão pensando em substituir a canoa..."

Nas suas decisões, caminhe sempre para um "norte". Porém, antes se certifique de que é o "norte" certo.

Nesta semana lemos a Parashá Shelach Lechá (literalmente "Envie para você"), que nos descreve o trágico episódio dos "Meraglim" (espiões). O povo judeu, ao se aproximar da Terra de Israel, exigiu que fossem mandados espiões para observar a terra. O que deveria ter sido apenas um levantamento de informações para organizar a iminente conquista militar se transformou em uma das maiores tragédias da nossa história. Os espiões, apesar de serem pessoas espiritualmente muito elevadas, voltaram trazendo um péssimo relato da terra, desanimando o povo e fazendo com que todos chorassem de desespero. Esta demonstração de falta de Emuná (fé) irritou profundamente a D'us, que já havia garantido que a terra era boa e que os judeus a conquistariam sem grandes dificuldades, pois Ele estaria junto com o povo nas guerras. D'us então decretou que toda aquela geração, cerca de 600 mil homens, deveria vagar pelo deserto por 40 anos e não entraria mais na Terra de Israel. Este episódio foi uma terrível perda de oportunidade de crescimento espiritual do povo judeu. Mas como isto pôde ocorrer com pessoas tão elevadas? Como os espiões cometeram este erro tão grave?

Explica o Rav Simcha Barnett que a resposta está em um dos assuntos finais da Parashá, quando a Torá nos ensina a Mitzvá de Tzitzit, segundo a qual todo homem judeu deve colocar fios nos cantos de suas roupas. O motivo explícito pelo qual nós colocamos estes fios nos cantos das roupas é para que não nos desviemos atrás do nosso coração e atrás dos nossos olhos, nos esquecendo de D'us. Este é inclusive um dos trechos que compõe o "Shemá Israel", que recitamos duas vezes ao dia.

Assim diz o versículo que descreve a Mitzvá de Tzitzit: "Não sigam seus corações e seus olhos, atrás dos quais vocês se desviam" (Bamidbar 15:39). É interessante perceber que a expressão "Não sigam" é "Ló Taturu", exatamente a mesma linguagem utilizada na missão dos espiões, como está escrito: "Estes são os nomes das pessoas que enviou Moshé para espionar a Terra" (Bamidbar 13:16). "Espionar a Terra" é, em hebraico, "Latur et Haaretz". Rashi, comentarista da Torá, conecta os dois eventos ao explicar que, da mesma forma que os espiões desviaram seus corações e seus olhos quando foram espionar a Terra de Israel, nós também devemos ter muito cuidado para não nos desviarmos atrás dos nossos "espiões", o nosso coração e os nossos olhos, atrás dos quais nós estamos propensos a nos desviar e esquecer D'us. Mas qual foi o desvio dos espiões, que se conecta com o desvio dos nossos olhos e do nosso coração e que pode nos fazer esquecer D'us? E como o Tzitzit pode evitar este desvio?

No mundo antigo, dominado pelo politeísmo, os deuses representavam as diferentes forças existentes no mundo. Quando as pessoas precisavam de uma força em particular, clamavam pelo deus correspondente e traziam a ele oferendas. O povo judeu ensinou ao mundo, através do conceito do Monoteísmo, que todas estas forças existentes refletem a personalidade de um único Criador. Da mesma maneira que a mobília em uma residência reflete os valores e a personalidade do dono da casa, o mundo também reflete a personalidade de D'us, seu Dono. Nosso trabalho na vida é estudar a "mobília" do mundo para que possamos descobrir e desenvolver um relacionamento com o "Dono da casa". A chave para encontrar harmonia e equilíbrio em nossa caminhada neste mundo, que parece estar cheio de forças, ideias e objetivos contraditórios, é fazer da busca por D'us o centro de todos os nossos esforços.

Infelizmente, por nossa falta de claridade, acabamos nos afundando nas "idolatrias modernas". Temos a tendência de transformar os meios em objetivos e acabamos idolatrando-os da mesma maneira que as pessoas antigamente idolatravam suas estátuas de barro. É o que ocorre, por exemplo, com as pessoas que dedicam suas vidas a acumular dinheiro e riquezas. O dinheiro, que deveria ser apenas um meio, tornou-se o objetivo de vida das pessoas. Nas moedas de dólar encontramos a inscrição "In G-d we trust" (Nós confiamos em D'us), mas a inscrição correta deveria ser "In gold we trust" (Nós confiamos no ouro).

Quando entramos em um relacionamento verdadeiro, buscamos uma conexão total e completa com a outra pessoa. Não nos conectamos apenas com o seu dinheiro, sua aparência física ou o seu senso de humor. O mesmo devemos aplicar nas outras áreas da vida. Se o nosso objetivo é criar um relacionamento com D'us, nos assemelhando aos atos Dele e nos tornando pessoas melhores a cada dia, devemos fazer isso de maneira completa e focada. Desta forma, todos os outros aspectos da vida acabam se encaixando em seus devidos lugares. Quando nos conectamos a D'us de forma verdadeira, adquirimos a claridade de saber o que é o principal e o que é secundário, o que é um objetivo e o que é apenas um meio. Portanto, quanto mais completo o nosso relacionamento com D'us, o resultado será um relacionamento com a vida também mais completo. Quando o foco espiritual está correto, mesmo os pequenos detalhes do cotidiano recebem uma nova dimensão.

Esta falta de claridade foi a fonte do erro dos espiões. Quando eles entraram na Terra de Israel, foram afetados pela visão limitada do "novo empreendimento" que estava diante deles. Após tanto tempo sob as "asas de D'us", como um bebê que está na incubadora, com todas as suas necessidades saciadas, eles não conseguiram enxergar uma maneira não milagrosa de ter sucesso na vida. Isto não se aplicava apenas em como eles conseguiriam conquistar a Terra de Israel, diante de tantos gigantes e muralhas intransponíveis, mas também em como eles conseguiriam satisfazer as suas necessidades e objetivos do cotidiano. Eles não conseguiram ver seus objetivos espirituais engrenados com a dura realidade da vida normal e cotidiana. Isto ocorreu porque eles ampliaram de maneira desproporcional os vários detalhes do quebra-cabeça da vida, sem perceber que a Torá entregue por D'us era o meio necessário para navegar com sucesso em mundo cheio de desafios.

É isso que a Torá está nos ensinando ao conectar o erro dos espiões com a Mitzvá de Tzitzit. O valor numérico da palavra "Tzitzit" é 600. Cada canto da roupa contém 8 fios e 5 nós, que somados ao valor numérico de "Tzitzit" resulta em 613, o número equivalente às Mitzvót da Torá. O fio do Tzitzit é comparado com a corda que o capitão do navio atira para um passageiro que escorregou e caiu na água. Enquanto a pessoa está segurando a corda, mesmo que está no meio do mar revolto, ainda assim pode vencer as dificuldades e se salvar. Porém, no momento em que a pessoa solta a corda, ela deixa para trás qualquer chance de sobreviver. Assim também ocorre com o povo judeu. Se nos conectamos com a Torá e suas Mitzvót, podemos ter uma vida mais harmônica e com sucesso, mesmo navegando em águas turbulentas. Mas se nos desconectamos da nossa Torá, acabamos sendo "sugados" pelas preocupações secundárias e somos consumidos por elas. A falta de foco correto nos faz investir nosso tempo e esforços em coisas que não agregam nada em nossas vidas, enquanto o principal, que é a nossa espiritualidade, acaba ficando de lado. Sem a Torá acabamos perdendo o nosso "norte", isto é, o nosso referencial de qual é a direção correta na qual devemos caminhar. Isto resulta em decisões de vida completamente equivocadas, como no caso da competição de canoas. E o pior de tudo é achar que estamos indo na direção correta quando, na verdade, estamos cada vez mais nos afastando do nosso objetivo verdadeiro.

Esta conexão espiritual verdadeira não precisa ser alcançada abandonando a nossa vida material e se isolando em uma montanha, ao contrário, ela deve ser feita através dos pequenos atos do cotidiano. Quando falamos o "Shemá Israel" duas vezes ao dia, não estamos apenas demonstrando nossa fidelidade a D'us. O "Shemá Israel" é um lembrete constante de que o caminho do sucesso é descobrir a realidade de D'us em tudo o que nós fazemos, mesmo os atos mais simples. "D'us é um" significa que pode haver um fluxo de espiritualidade em tudo o que fazemos vida. Este reconhecimento, e a alegria que ele desperta em nossos corações, é o único caminho duradouro de autoaperfeiçoamento e de paz interna. Se quisermos encontrar o "norte" certo, vale a pena investir nisto.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm
************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5777:

                   São Paulo: 17h08  Rio de Janeiro: 16h57                    Belo Horizonte: 17h05  Jerusalém: 19h11
***********************************************************************

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).


Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp