quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

PENSANDO NOS OUTROS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BESHALACH 5783

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Sr. Gabriel David ben Rachel
Haim David ben Esther
Chaim Michael ben Matania

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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós 
         Shandla bat Hersh Mendel  z"l 
           Bentsion ben Yehoshua z"l 

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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Haviva Bina bat Moshe z"l  

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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MENSAGEM DA PARASHÁ BESHALACH

 
ASSUNTOS DA PARASHÁ BESHALACH
  • Desvio da terra dos Plishtim.
  • O Faraó se arrepende e persegue os judeus.
  • A abertura do Mar.
  • A morte dos egípcios.
  • O Cântico do mar.
  • O Cântico das mulheres.
  • As águas amargas.
  • Reclamação por comida.
  • Man.
  • Shabat.
  • Água da Rocha.
  • Amalek e a batalha eterna.
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PENSANDO NOS OUTROS - PARASHÁ BESHALACH 5783 (03/fev/23)

"Henry Heimlich nasceu em 1920, em Cincinnati, nos Estados Unidos. Ele cresceu em uma família judia rica e conseguiu estudar medicina em uma das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos. Tornou-se cirurgião e dedicou sua vida à pesquisa. Ele realmente tinha a motivação de fazer o bem à humanidade.

Em 1974, Henry estava um dia em casa, ouvindo as notícias, como sempre fazia. Porém, naquele dia, uma das notícias chamou sua atenção. Uma menina de seis anos havia falecido, engasgada com um pedaço de alimento enquanto estava sentada à mesa com seus pais. Henry ficou extremamente perturbado ao escutar aquela notícia. Uma tragédia daquelas poderia acontecer com seus filhos, ou com os filhos de qualquer um! Ele sentiu que precisava fazer algo a respeito.

Henry Heimlich não deixou aquele pensamento ficar apenas em "boas intenções". A partir daquele dia ele começou a fazer pesquisas, e descobriu que a asfixia era a sexta principal causa de morte nos Estados Unidos. Mas Henry não se resignou a aceitar aquela situação. Como médico e pai, ele não aguentou saber daquela triste realidade. Ele juntou todos os seus estudos de anatomia, pegou um manequim de borracha e ficou ensaiando com a esposa formas de desengasgar uma pessoa. Ele tentou, e tentou novamente, até que encontrou uma manobra antiasfixia eficaz. A principal vantagem era que tratava-se de gestos simples, que poderiam ser executados por qualquer pessoa, não apenas médicos.

Uma semana depois de descobrir esta manobra e ensinar algumas pessoas, ele ficou sabendo que uma mulher afogada havia sido salva daquela maneira. Henry ficou encantado. Ele escreveu artigos e deu muitas demonstrações práticas, tentando fazer com que a manobra fosse dominada pelo máximo número de pessoas. Atualmente, esta manobra, conhecida como "Manobra de Heimlich", em homenagem a ele, já salvou milhares de pessoas em todo o mundo.

Em 2016, Henry já tinha 96 anos e estava morando em uma casa de repouso. Certo dia, ele estava sentado à mesa, comendo e conversando com Paty, sua fiel companheira no jogo de cartas. De repente, Henry ouviu um ruído estranho. Ele virou-se e viu uma cena assustadora. A boca de Paty estava aberta, seus olhos saltando das órbitas, seu rosto tinha uma aparência estranha. Os velhinhos da casa de repouso estavam petrificados, ninguém sabia o que fazer. Henry deu um salto, levantou-se rapidamente, segurou-a por trás e pressionou seu diafragma. Ele repetiu a manobra, pressionando sem parar. Foram segundos que pareciam intermináveis. Então, finalmente, a mulher cuspiu um pedaço de carne que estava entalado em sua garganta. Ela tossiu, ainda paralisada, em estado de choque, mas graças a D'us estava viva.

Todos aplaudiram o ato heroico de Henry. Ele ficou parado, como se não acreditasse no que havia acabado de acontecer. Ele olhou para suas mãos, olhou para sua amiga e começou a chorar como um bebê. Ele havia inventado aquela manobra havia quarenta anos. Sabia que ela tinha salvado inúmeras vidas no mundo inteiro, mas era a primeira vez que ele a usava pessoalmente para salvar alguém.

Foi uma emoção incrível. Quando Henry foi para a cama naquela noite, não conseguia dormir. Ele pensou naquela mulher e, apesar de ainda estar um pouco assustado, a lembrança de que ele havia salvado uma vida o fez se sentir um pouco melhor. Finalmente ele fechou os olhos e adormeceu. Ele faleceu uma semana depois."

Quando as pessoas deixam de pensar apenas em si mesmas e começam a pensar em como podem contribuir para a humanidade, coisas incríveis acontecem.

 

Nesta semana lemos a Parashá Beshalach (literalmente "Quando enviou"), que nos conta sobre a triunfal saída do povo judeu do Egito, após 210 anos de uma brutal escravidão. D'us havia mandado sobre os egípcios dez Pragas, castigando-os por toda a maldade com a qual haviam tratado o povo judeu, mas isso ainda não era suficiente. Os egípcios ainda precisavam pagar pela morte dos bebês recém-nascidos que foram atirados no rio Nilo, e o castigo seria medida por medida.

Os judeus, apesar de estarem felizes e confiantes, ainda não estavam recuperados das cicatrizes de séculos de sofrimento e torturas. Por isso, ao invés de levar os judeus por um caminho mais curto, através da terra dos Plishtim, onde poderia haver uma guerra e causaria pânico aos judeus, D'us preferiu guiá-los através de um caminho muito mais longo, mas que passava pelo deserto, em locais inabitados, como está escrito: "E D'us fez com que o povo circundasse o caminho do deserto do Mar Vermelho, e os filhos de Israel saíram "chamushim" da terra do Egito" (Shemot 13:18).

O que significa a palavra "chamushim" neste versículo? Nossos sábios trazem diferentes opiniões. Por exemplo, Rashi nos traz duas interpretações diferentes. A primeira é que a palavra "chamushim" significa "armados". O povo judeu sabia que estava indo para um lugar inóspito, com muitos perigos, e que poderia ser inclusive perseguido pelos egípcios, como realmente aconteceu. Eles confiavam em D'us, mas estavam fazendo a sua parte para garantir sua segurança.

A segunda interpretação trazida por Rashi é que a palavra "chamushim" é uma derivação da palavra "chomesh", que significa "um quinto". Isso nos ensina algo muito triste. Por causa da terrível assimilação, falta de Emuná e comodismo, somente um quinto do povo judeu, isto é, vinte por cento, saiu do Egito. O que aconteceu com os outros quatro quintos? Eles morreram durante a Praga da Escuridão, para que os egípcios não vissem suas mortes e pensassem que as Pragas também estavam atingindo os judeus.

Já o Targum Yonathan ben Uziel explica que a linguagem "chamushim" pode ser entendida como uma derivação da palavra "chamishá", que significa "cinco". Isso nos ensina que cada família saiu do Egito levando cinco filhos. Mas esta explicação é difícil de ser entendida. Como pode ser que cada família saiu do Egito com exatamente cinco filhos?

Outra interpretação é encontrada no Targum Yerushalmi, que diz que "chamushim" significa "armados com bons atos". Diferente da explicação de Rashi, que opina que os judeus saíram realmente portando armas, o Targum Yerushalmi explica que a arma deles era espiritual: os méritos de bons atos. Porém, esta opinião também carrega sua dificuldade. Nossos sábios explicam algo aparentemente contraditório com esta opinião. Antes de o povo judeu sair do Egito, faltava a eles bons atos. Infelizmente, após 210 anos de escravidão e sofrimentos, os judeus já estavam assimilados, e haviam chegado ao nível 49 de impureza, em uma gradação que vai até 50. Se tivessem permanecido mais um pouco naquele ambiente espiritualmente tão negativo, teriam chegado ao nível 50 e não teriam nunca mais o mérito para sair. D'us precisou dar ao povo duas Mitzvót especiais, o Korban Pessach e o Brit-Milá, para que os judeus pudessem ser poupados da Praga da Morte do Primogênito e tivessem méritos para sair do Egito. Como pode ser que, alguns dias antes de saírem do Egito eles estavam tão carentes de Mitzvót e bons atos, mas agora, logo após terem saído, estavam armados com bons atos? Quais eram estes bons atos e como eles os haviam acumulado tão rapidamente?

O Rav Yossef Tzvi Salant zt"l (Lituânia, 1786 - Israel, 1866) diz que essas diferentes explicações não são contraditórias, e sim complementares. O que surge analisando todas elas é o entendimento completo do cenário que ocorreu na saída do Egito. Infelizmente oitenta por cento dos judeus morreram no Egito, deixando para trás filhos órfãos. Os judeus que sobreviveram, em um ato de extrema bondade e empatia, os adotaram. Desta maneira, cada judeu que sobreviveu ficou responsável pela sua própria família e mais outras quatro famílias de crianças. É isto o que o Targum Yonathan estava transmitindo ao mencionar que cada judeu saiu do Egito com cinco crianças. "Chamushim" não significa literalmente cinco crianças, e sim cinco famílias de crianças, isto é, seus próprios filhos e os filhos dos quatro quintos que morreram no Egito.

Explica o Rav Issachar Frand que, com este cenário, é possível entender o Targum Yerushalmi, que fala dos bons atos que acompanharam o povo judeu na saída do Egito. O simples fato de adotar um órfão já é um incrível ato de Chessed. Porém, quando alguém está prestes a embarcar em uma jornada difícil, na qual ele não sabe o que acontecerá e de onde conseguirá comida para a sua própria família, e ainda assim leva mais quatro famílias de órfãos junto neste caminho de tanta incerteza, isso eleva o Chessed a um nível espetacular. É uma demonstração maravilhosa de empatia, de se importar com a dor e o sofrimento dos outros, mesmo quando você também está passando por dificuldades. O povo judeu fez exatamente isso, e é por este motivo que a Torá considera que eles saíram armados com bons atos.

Bondades que fazemos aos outros sempre voltam para nós mesmos. O povo judeu realmente estava carente de Mitzvót, mas o Chessed, a empatia, a preocupação com a dor do próximo deram a eles muitos méritos. Não é fácil pensar nos outros quando nós mesmos estamos passando por dificuldades. Porém, quando despertamos a bondade aqui embaixo, D'us desperta a Sua bondade lá de cima. Quanto mais difícil for a bondade, maior será o nosso mérito, tanto para este mundo quanto para o Mundo Vindouro.

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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