Mostrando postagens com marcador Julgar positivamente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Julgar positivamente. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

FALANDO BEM DE D’US - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHAT TETSAVÊ 5786



         São Paulo: 18h17                 Rio de Janeiro: 18h03 

Belo Horizonte: 18h04                  Jerusalém: 16h55
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ASSUNTOS DA PARASHAT TETSAVÊ
  • Óleo para Menorá.
  • As 8 Vestes do Cohen Gadol: 
    1) Efod ("Avental") e os Engastes.
    2) Choshen Mishpat ("Peitoral").
    3) Meil ("Manto").
    4) Tsits ("Tiara", Placa para a cabeça).
    5) Avnet ("Cinto").
    6) Ktonet ("Túnica").
    7) Mitsnefet ("Turbante").
    8) Michnassaim ("Calças").
  • As 4 Vestes dos Cohanim simples.
    1) Ktonet ("Túnica").
    2) Avnet ("Cinto").
    3) Migbaat ("Turbante").
    4) Michnassaim ("Calças").
  • Consagração dos Cohanim.
  • Consagração do Altar.
  • Korban Tamid.
  • Mizbeach (Altar) de Incenso.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

FALANDO BEM DE D'US - PARASHAT TETSAVÊ E PURIM 5786 (27/fev/26)

Em 1940, a guerra já havia explodido na Europa. Milhares de judeus que haviam fugido da Polônia encontravam-se presos na Lituânia, encurralados entre o avanço nazista e o domínio soviético. Sem vistos, sem passaportes válidos e sem um país que os aceitasse, estavam sem saída. A única possibilidade era obter um visto de trânsito pelo Japão, que lhes permitiria atravessar a União Soviética e, a partir dali, buscar refúgio em outro lugar.
 
O homem que tinha poder para conceder esse visto chamava-se Chiune Sugihara, o vice-cônsul do Japão na Lituânia. Quando os primeiros refugiados bateram à porta do consulado, Sugihara fez o que um diplomata deveria fazer: enviou um pedido formal a Tóquio, solicitando autorização para emitir vistos humanitários. A resposta foi negativa. Ele pediu novamente, explicando a situação desesperadora daquelas famílias. Outra negativa. Pela terceira vez tentou sensibilizar o governo japonês. Mais uma vez, recebeu ordem para não conceder os vistos.
 
Pela lógica profissional, a história deveria terminar ali. Um diplomata não desobedece a instruções diretas do seu governo. Sua carreira, reputação e sustento dependiam disso. Mas Sugihara olhou para as filas que se formavam do lado de fora do consulado, com centenas de homens, mulheres e crianças, e tomou uma decisão silenciosa. Passou a escrever vistos e, quando os formulários acabaram, os escrevia manualmente, um por um. Trabalhava sem parar, quase não dormia e mal descansava. Quando recebeu ordem para deixar o país, continuou escrevendo vistos até o último momento, inclusive dentro do trem que o levava embora, entregando documentos pela janela.
 
Após a guerra, Sugihara foi chamado de volta ao Japão. Pouco depois, perdeu sua posição no serviço diplomático. Durante muitos anos viveu no anonimato, trabalhando em empregos simples. Não houve homenagens imediatas. Não houve reconhecimento público. Parecia que sua escolha moral custara sua carreira. Mesmo assim, ele nunca fez discursos dramáticos nem demonstrou amargura. Anos mais tarde, quando perguntado por que havia desobedecido às ordens do governo japonês, ele respondeu de maneira simples: "Eu fiz o que era correto".
 
Décadas depois, sobreviventes começaram a procurá-lo. Histórias começaram a vir à tona. Em 1985, pouco antes de sua morte, ele foi reconhecido pelo Yad Vashem como "Justo entre as Nações". O mundo finalmente entendeu o alcance daquele gesto silencioso. O que parecia uma perda profissional irreversível revelou-se a salvação de milhares de vidas e a continuidade de gerações inteiras. A decisão que parecia trazer apenas prejuízo pessoal tornou-se fonte de luz para incontáveis famílias. Ao todo, cerca de seis mil judeus receberam vistos graças a ele. Aqueles papéis permitiram que eles atravessassem a Rússia, chegassem ao Japão e, posteriormente, encontrassem refúgio seguro. Hoje, estima-se que existam dezenas de milhares de descendentes dessas pessoas.
 
Muitas vezes, só no final o enredo se revela. O que parecia queda transforma-se em elevação. Aquela escolha, que à primeira vista parecia trazer apenas prejuízo pessoal, tornou-se fonte de luz para milhares de famílias. Às vezes leva tempo para enxergarmos que aquilo que parecia negativo fazia parte de um bem muito maior.

Nesta semana lemos a Parashat Tetsavê (literalmente "Ordene"), que descreve as oito e esplendorosas roupas do Cohen Gadol, utilizadas no momento em que ele fazia os Serviços Divinos no Mishkan. As roupas eram feitas de materiais valiosos, algumas até mesmo de ouro e pedras preciosas.
 
Porém, além da beleza, as roupas do Cohen Gadol também tinham uma grande importância: cada uma era responsável pela expiação de uma transgressão específica do povo judeu. Por exemplo, o "Meil", uma túnica azul celeste com sinos de ouro e romãs feitas de lã, expiava a transgressão de Lashon Hará. O sino representa justamente o ruído da nossa língua dentro da boca, enquanto a lã representa o silêncio. Muitas vezes falamos Lashon Hará por não termos nada a dizer. Neste caso, o melhor é ficarmos em silêncio.
 
O Lashon Hará também é normalmente fruto de julgarmos as pessoas para o mal, de estarmos sempre reclamando, de não darmos o benefício da dúvida. E uma das piores consequências de quem não trabalha este traço de caráter é que aquele que fala mal das pessoas, que as julga para o mal, terminará fazendo o mesmo em relação a D'us. Muitos preferem reclamar dos problemas e dificuldades, deixando de perceber as bondades que Ele faz.
 
Isso se conecta com a nossa próxima parada no Calendário Judaico, Purim, na próxima 2ª feira de noite (2/mar), quando começaremos a reviver o grande milagre da salvação do povo judeu na época do exílio persa. Uma das Mitzvót de Purim é escutarmos, tanto de noite quanto de manhã, a leitura da Meguilat Ester, que conta detalhes da salvação do povo judeu. Na Meguilá aparecem alguns personagens centrais, tais como Ester, Mordechai e o rei Achashverosh, mas também alguns personagens secundários, como Charvona. Quantas vezes Charvona é mencionado em toda a Meguilá? Apenas duas vezes. A primeira, no início do primeiro capítulo (Ester 1:10), quando ele é mencionado como um dos sete serviçais de Achashverosh. A segunda vez que Charvona aparece é quando Haman finalmente encontrou sua queda: "Então Charvona, um dos serviçais diante do rei, disse: 'Além disso, eis que a forca que Haman preparou para Mordechai, que falou bem do rei, está de pé na casa de Haman, com cinquenta côvados de altura'. E o rei disse: 'Enforquem-no nela'" (Ester 7:9). Mas o que desperta a nossa curiosidade é perceber que, mesmo parecendo ser um personagem completamente secundário em toda a história de Purim, Charvona é mencionado no poema "Shoshanat Yaakov", que recitamos após a leitura da Meguilá. Lá dizemos: "VeGam Charvona Zachur Latov" (E que também Charvona seja lembrado para o bem). Por que nossos sábios consideraram importante mencionar Charvona neste poema?
 
O Midrash observa um detalhe interessante. Na primeira vez em que aparece na Meguilá, o nome Charvona é escrito com a letra "Alef" no final, enquanto na segunda vez ele é escrito com a letra "Hei". Com base nisso, o Midrash afirma que não se trata da mesma pessoa. O verdadeiro Charvona é aquele que foi mencionado no primeiro capítulo. Já o "segundo Charvona" era, na realidade, Eliahu HaNavi disfarçado como Charvona. É interessantemente perceber que no poema "Shoshanat Yaakov", o nome Charvona é seguido da expressão "Zachur Latov". O Talmud (Eruvin 43a) nos ensina que esta expressão é utilizada normalmente quando se refere justamente a Eliahu HaNavi.
 
Parece um detalhe sem importância. Porém, na verdade, o versículo que traz o "segundo Charvona" carrega uma mensagem que nos ensina como e por que a redenção do povo judeu ocorreu. Está escrito "E Charvona, um dos serviçais diante do rei, disse: 'Também eis aqui a forca que Haman fez para Mordechai, que falou bem do Rei, está erguida no pátio de Haman'". A explicação mais simples do versículo é que Charvona quis incriminar ainda mais Haman ao denunciar a forca construída para matar Mordechai, justamente aquele que no passado havia salvado a vida do rei, ao denunciar um complô de assassinato.
 
Mas há uma forma mais profunda de entender este versículo. O Midrash afirma que "Todo lugar em que está dito nesta Meguilá "rei Achashverosh", o versículo está se referindo ao rei Achashverosh. E todo lugar em que está dito apenas "rei" de forma simples, serve tanto para o sagrado (D'us) quanto para o profano (Achashverosh)". Lendo o versículo desta forma ensinada pelo Midrash, aprenderíamos que Mordechai foi elogiado por Eliahu Hanavi por ser aquele que falava bem de D'us. O que isto significa?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que Haman estava prestes a executar seu plano de exterminar, em um único dia, todos os judeus. A data, inclusive, já estava marcada, e o decreto havia sido espalhado por todo o reino. Os judeus estavam tão apavorados que alguns caíram espiritualmente e começaram a questionar: "O que D'us está fazendo conosco?". Era perfeitamente compreensível, pela dificuldade da situação, que eles se desesperassem e começassem a questionar a Justiça Divina. Era comum escutar nas conversas entre os judeus frases como "O que fizemos? Por que merecemos isso?". Queixas contra D'us certamente estavam sendo sussurradas em todos os cantos. Mas Mordechai era aquele que falou bem do Rei, isto é, que nunca reclamou e nunca questionou a Justiça Divina. Ele jamais duvidou que tudo o que estava acontecendo era justo. Ele viveu na prática o princípio: "Tudo o que o Misericordioso faz é para o bem" (Brachót 60b).
 
A mensagem é que Purim, a grande salvação do povo judeu, é o modelo da nossa esperança na Redenção Final. Portanto, este versículo é um ensinamento de como a redenção ocorreu e um prenúncio de como acontecerá novamente. Para assegurar a vinda rápida da redenção, devemos sempre "falar bem do Rei". Isso nem sempre é fácil, após milhares de anos de história judaica cheia de sofrimentos, tanto em escala nacional quanto pessoal. Não questionar D'us é extremamente difícil, especialmente para aqueles que viveram tragédias como a Inquisição e o Holocausto. Mas, apesar de se tratarem de grandes testes, Eliahu HaNavi, aquele mesmo profeta que virá anunciar a Redenção Final, nos ensina que a chave é agir como Mordechai, "aquele que falou bem do Rei".
 
Isso é consistente com o que ensinam nossos sábios. O nosso Templo Sagrado foi destruído pelo Lashon Hará e o ódio gratuito. Ambos são consequência de não julgarmos as pessoas para o bem. A partir do momento em que mudarmos esta característica, chegaremos não apenas ao nível de "falou bem do Rei", mas "falou bem de todas as pessoas". Então, certamente a Redenção Final chegará e teremos o mérito de ver o nosso Templo reconstruído.
 
"Para os judeus houve luz, alegria, regozijo e honra" (Ester 8:16). Que assim também seja conosco. 

SHABAT SHALOM E PURIM KASHER VE SAMEACH 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, 
R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 2 de maio de 2025

FALE BEM E NÃO FALE MAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5785

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de

Sr. Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 
Camille bat Renée z"l    
Sr. Avraham ben Rivka Goldberg z"l    

--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5785



         São Paulo: 17h19                  Rio de Janeiro: 17h06 

Belo Horizonte: 17h11                  Jerusalém: 18h40
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
Ayn Tová
Ayn Tová
VÍDEO DAS PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5785
ASSUNTOS DAS PARASHIÓT
TAZRIA
  • Impureza ao dar à Luz.
  • A Tzaráat.
  • Carne viva numa mancha.
  • Tzaráat numa infecção.
  • Tzaráat na queimadura.
  • Pedaço de calva.
  • Manchas brancas turvas.
  • Calvície.
  • Isolamento do Metsorá.
  • Descoloração das Roupas.
METSORÁ
  • Processo de purificação de um Metsorá.
  • Oferenda do Metsorá pobre.
  • Descoloração em casas.
  • Fluxo Masculino.
  • Descargas Seminais.
  • Menstruação.
  • Fluxos Femininos.



 
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

FALE BEM E NÃO FALE MAL - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5785 (02/mai/25)

O Rav Shlomo Zalman Auerbach zt"l (Israel, 1910 - 1995) foi um dos mais respeitados líderes espirituais do povo judeu, conhecido por sua profunda sabedoria e compaixão. Ele também era muito conhecido pela sua simpatia e maneira amável de tratar as pessoas, o que é facilmente identificado através de seu incrível sorriso em todas as fotos nas quais ele aparece.
 
Certa vez, o Rav Shlomo Zalman estava em um ônibus, em uma viagem para uma cidade distante. Durante o trajeto, o ônibus ficou preso em um enorme engarrafamento devido a um acidente. Enquanto muitos dos outros passageiros estavam visivelmente irritados e reclamando da demora, o Rav Shlomo Zalman, com um sorriso no rosto, não reclamou e não disse nada que fosse negativo. Ao contrário, ele começou a conversar com as pessoas ao seu redor e até ofereceu palavras de consolo a um homem que estava muito ansioso e frustrado com a situação. O Rav Shlomo disse para aquele homem aflito:
 
- Tudo o que acontece é para o bem. Este engarrafamento, que parece ser uma perda de tempo, pode ser a oportunidade para refletirmos, para conversarmos com alguém ou até mesmo para aumentarmos nossa conexão com D'us.
 
Depois de um enorme atraso, o ônibus finalmente chegou ao seu destino. Mesmo assim, o rabino não se apressou em sair. Ele permaneceu em silêncio por mais alguns instantes, pensando, e quando desceu do ônibus, disse:
 
- Eu acredito que cada momento tem algo bom para nos ensinar. Às vezes, o que parece ser um obstáculo pode ser uma Brachá disfarçada.
 
A história rapidamente se espalhou, e muitas pessoas que estavam no ônibus relataram como o sorriso e a calma do Rav Shlomo Zalman impactaram profundamente em suas visões sobre como lidar com as dificuldades da vida. Ele não apenas evitava reclamar, mas também ensinava aos outros que até os momentos mais frustrantes podem ser transformados em oportunidades de aprendizado e crescimento espiritual. Além disso, ele demonstrou que nossa atitude positiva diante das adversidades não apenas afeta nossa própria experiência, mas também pode impactar positivamente nos outros ao redor.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Tazria (literalmente "Concebe") e Metsorá (literalmente "Pessoa atingida pela doença espiritual Tzaraat"). As duas Parashiót falam de muitos tipos de impurezas que podem atingir as pessoas, mas o foco principal é a Tsaraat, uma doença espiritual com manifestações físicas que atingia as pessoas como consequência de alguns tipos específicos de transgressões.
 
Nossos sábios ensinam que a palavra "Metsorá" é uma contração das palavras "Motzi" e "Rá", que significa literalmente "aquele que emite o mal". A Tzaraat vem principalmente como punição pelo mau uso da fala, em especial a transgressão do Lashon Hará, denegrir pessoas, causando perdas ou sofrimento. O Lashon Hará é uma das transgressões mais graves que um judeu pode fazer, e está associado à destruição do nosso Segundo Beit Hamikdash, há quase dois mil anos. Por continuarmos falando Lashon Hará, ainda não tivemos o mérito de reconstruí-lo.
 
Um dos maiores indicadores da gravidade dos erros que causavam a Tzaraat está na complexidade do processo de cura e purificação, que envolve, entre outras coisas, o isolamento fora do acampamento ou fora da cidade, a oferenda de Korbanot, raspar todos os pelos do corpo e mergulhar na Mikve. Há mais uma parte muito interessante neste processo, que é descrito pelo versículo: "E o Cohen ordenará, e pegará aquele que se purifica (da aflição de Tzaraat) dois pássaros vivos e puros" (Vayikrá 14:4). O Zohar comenta, de forma enigmática, que um dos pássaros expia pelo mau uso da fala e o outro expia pelo bom uso da fala. Mas o que isso significa? É fácil entender que o mau uso da fala cria a necessidade de uma expiação espiritual, já que toda transgressão causa uma "mancha" em nossa alma que precisa ser removida. Porém, por que é necessário um pássaro para expiar o bom uso da fala? Há algo de errado em usar a nossa fala para o bem?
 
O Rav Yssocher Frand shlita explica que há dois motivos pelos quais uma pessoa pode ser afligida com Tzaraat: por falar mal de alguém e por usar de maneira imprópria um dos nossos maiores dons, a fala, que diferencia os seres humanos de todo o resto da criação. Usar de maneira imprópria o dom da fala significa abster-se de pronunciar boas palavras quando isso é necessário. E por que isso é tão grave? Pois assim como fofocas podem destruir um casamento, uma sociedade ou uma amizade, palavras de encorajamento e amizade podem trazer de volta à vida uma pessoa deprimida, solitária e desanimada. Às vezes, simplesmente deixar de dizer aquele pequeno elogio, um simples "bom dia", "como você está?", "obrigado" e "bom trabalho" pode destruir uma pessoa. Todos nós conhecemos os terríveis efeitos do mau uso da fala. Mas a grande novidade trazida pelo Zohar é que a transgressão de Lashon Hará inclui tanto o "falar mal" quanto a omissão do "falar bem". Às vezes, deixar de oferecer uma palavra de elogio, apoio ou incentivo pode ser tão destrutivo quanto falar mal de alguém.
 
Talvez possamos expandir essa ideia ao entender que essas duas transgressões, isto é, falar mal e deixar de falar bem, na verdade vêm da mesma raiz. Se analisarmos a natureza profunda da transgressão do Lashon Hará, descobriremos que são, na verdade, duas faces da mesma moeda.
 
Quando queremos descobrir a raiz de algo na Torá, uma possível abordagem é procurar onde isso aparece pela primeira vez. Ao examinar o que aconteceu na primeira menção de algo, encontramos a chave para entender o que tal Mitzvá ou transgressão realmente significa. E a primeira vez que encontramos o conceito de "falar mal" na Torá é com a Serpente que estava no Gan Éden. Chavá recusou a sugestão da Serpente de comer o fruto da Árvore do Conhecimento do bem e do mal, explicando que D'us os havia proibido de comer. A Serpente rejeitou a proibição de D'us, apresentando-a como uma trama sinistra: "D'us sabe que no dia em que comerem desse fruto, seus olhos se abrirão e vocês se tornarão como D'us" (Bereshit 3:5). Rashi explica que o argumento da Serpente foi: "Todo profissional odeia concorrência. D'us comeu dessa árvore e somente então adquiriu o conhecimento para criar o mundo. Ele é invejoso e não quer que vocês tenham a mesma capacidade. Foi por isso que Ele proibiu vocês de comer".
 
Adam estava na melhor situação possível e imaginável. Estava no Gan Éden, sendo servido por anjos. Nada poderia ser melhor. Mas então veio a Serpente e argumentou: "Não é tão perfeito assim. Você não tem o fruto da Árvore do Conhecimento do bem e do mal, você não é como D'us!". A Serpente olhou para uma situação quase perfeita e encontrou uma falha. Ela focou apenas no defeito.
 
Esta é a essência do Lashon Hará. Não é tanto uma transgressão da boca, trata-se muito mais de uma falha na forma de perceber as coisas. Pode-se olhar para outra pessoa e ver um bom sujeito, com talentos e realizações, ou pode-se olhar para a mesma pessoa e enxergar apenas suas falhas. A pessoa que faz Lashon Hará é justamente aquela que tem uma visão distorcida do mundo. A raiz dessa transgressão é sempre procurar o mal, o negativo, a falha, ao invés de enxergar o bem, o positivo, a qualidade. O copo daquele que costuma fazer Lashon Hará está sempre meio vazio, nunca meio cheio.
 
Outro exemplo clássico de Lashon Hará na Torá envolve os homens que foram escolhidos para espionar a Terra de Israel. Os frutos da terra eram enormes e deliciosos. D'us havia ocupado os habitantes locais com funerais para que os espiões não fossem notados. Mas o que os espiões viram? "Uma terra que consome seus habitantes" (Bamidbar 13:32). É preciso um talento perverso para encontrar maldade em uma situação com tantos indicadores de perfeição. E se alguém questionar que era quase impossível julgar aquelas situações de forma positiva, dois dos doze espiões, Calev e Yehoshua, conseguiram. Eles demonstraram que sempre é possível procurar algo positivo e bom em cada situação.
 
Portanto, a referência do Zohar às transgressões de "falar bem" e "falar mal" são, na realidade, referências ao mesmo conceito. A razão pela qual falamos mal de alguém é porque não conseguimos enxergar o bem nos outros, por focarmos apenas no negativo. Da mesma forma, quando alguém faz algo bom e um simples elogio poderia fazê-lo se sentir valorizado, somos incapazes de oferecer esse elogio. Isso também provém da mesma visão distorcida, a incapacidade de ver e apreciar o bem nos outros. Lashon Hará se resume à mesquinhez de percepção.
 
O Rabeinu Yoná zt"l (Espanha, 1200 - 1263), ao explicar o versículo "O tolo zomba da culpa, mas entre os retos há boa vontade" (Mishlei 14:9), cita uma parábola: "Dois homens passaram por uma carcaça que estava podre. Um deles disse: 'Que cheiro horrível!', enquanto o outro disse: 'Veja como os dentes são brancos'". O primeiro é chamado de tolo e o segundo de reto. O fato de o primeiro ter notado algo negativo não significa que ele seja mau, mas sim tolo, pois alguém que foca apenas no negativo torna-se uma pessoa negativa, destrutiva e amarga. Aquele que fala Lashon Hará causa, acima de tudo, um impacto negativo sobre si mesmo. Precisamos nos esforçar para ver sempre o bem, o positivo. Além de não causar dano, podemos dar vida para as pessoas. Para sermos completos, devemos seguir a fórmula de David Hamelech: "Se afaste do mal e faça o bem" (Tehilim 34:15).

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp