sexta-feira, 2 de outubro de 2026

MANUAL DE INSTRUÇÕES - SHABAT SHALOM M@IL - SHEMINI ATSÉRET E PARASHAT VEZÓT HABRACHÁ 5787

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Yeshayahu Eliezer ben Chaia
Esther Chava bat Sarah
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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SHABAT E SHEMINI ATSÉRET (1o DIA)



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SHEMINI ATSÉRET E SIMCHAT TORÁ (2o DIA)

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MANUAL DE INSTRUÇÕES - SHEMINI ATSERET E PARASHAT VEZÓT HABRACHÁ 5787 (02/out/26)

“Em 19 de maio de 2012, Nadav Ben-Yehuda, um israelense de 24 anos, estava escalando o Monte Everest. Seu grande objetivo era chegar ao cume, a quase 8.850 metros de altitude, e tornar-se o israelense mais jovem a alcançar o topo da montanha. Porém, quando estava a aproximadamente 300 metros do cume, Nadav encontrou Aydin Irmak, um alpinista de 46 anos, que ele havia conhecido anteriormente no acampamento. Irmak estava voltando do cume quando passou mal e ficou caído na montanha, em condições extremas. Segundo o relato de Nadav, ele estava inconsciente, sem oxigênio, sem luvas e sem outros equipamentos essenciais. Nadav também contou que havia passado por dois corpos de alpinistas mortos antes de encontrar Irmak.
 
Nadav sabia que estava muito perto de realizar seu sonho. Mesmo assim, decidiu interromper sua própria subida e ajudar Irmak. Ele próprio descreveu sua decisão como “automática”. Disse que, naquele momento, não pensou na nacionalidade de Irmak, nem na glória de alcançar o cume. Pensou apenas que poderia salvar uma vida.
 
Nadav iniciou então a descida com Irmak. Segundo seu relato, ele prendeu o alpinista ao seu próprio equipamento e passou horas ajudando-o a descer até um acampamento em uma altitude mais baixa. A descida levou aproximadamente nove horas e, durante o percurso, Irmak alternava momentos de consciência e inconsciência. Durante a descida, Nadav ainda encontrou outro alpinista, da Malásia, em estado crítico, e conseguiu chamar a atenção de um grupo que subia para que lhe fornecessem oxigênio.
 
Nadav sofreu graves queimaduras causadas pelo frio, com vários dedos das mãos e dos pés afetados, e quase foi necessário amputá-los. Irmak também sofreu congelamento, mas ambos se recuperaram.
 
Nadav não chegou ao cume naquele dia. Ele abriu mão da possibilidade de realizar seu grande sonho para salvar uma pessoa em perigo. Irmak, por sua vez, declarou que, sem Nadav, teria morrido na montanha, e os dois passaram a se referir um ao outro como “irmãos”. Meses depois, Nadav foi homenageado pelo presidente de Israel, Shimon Peres, recebendo uma importante condecoração por sua atuação no resgate.
 
No Everest, a montanha mais alta do mundo, Nadav estava a poucos minutos de realizar um sonho que havia perseguido por anos. Mas, naquele momento, diante de uma vida humana em perigo, decidiu que havia algo mais importante do que chegar ao topo. Naquele dia, gigante de verdade não foi a montanha, foi Nadav”.
 
É isso o que D’us espera de nós, e é isso o que a Torá nos ensina: devemos ser capazes de colocar o que é correto acima dos interesses pessoais, o dever acima do conforto e o bem do próximo acima da nossa própria fama.

 

Nesta semana o Shabat coincide novamente com mais uma Festa do Calendário Judaico: Shemini Atseret, literalmente “O oitavo, dia da parada”. Apesar de Shemini Atseret vir logo depois de Sucót, sendo considerado o “oitavo dia de Sucót”, esta é uma Festa independente, com seus próprios simbolismos e significados. A prova disso é que em Shemini Atseret já não temos mais as Mitsvót da Sucá e dos Arbaat Haminim. Em Erets Israel, também neste dia comemoramos Simchat Torá, data na qual nossos sábios decidiram terminar o ciclo de leitura anual da Torá. Fora de Erets Israel, Simchat Torá é comemorado no dia seguinte (Yom Tov Sheni Shel Galuiot).
 
Em Simchat Torá nós lemos a última Parashá da Torá, Vezót HaBrachá, que traz as Brachót de Moshé Rabeinu para cada uma das Tribos, em seu último dia de vida. É uma Parashá que normalmente não é muito explorada, justamente por ser lida em um dia de danças e alegrias. Mas há ensinamentos muito preciosos, versículos que escondem mensagens muito profundas, verdadeiras joias que não podemos desperdiçar.
 
Por exemplo, Moshé elogiou a Tribo de Levi: “Que disse a respeito de seu pai e de sua mãe: “Não os vejo”; não reconheceu seus irmãos, nem conheceu seus filhos, pois eles observaram a Sua palavra e guardaram o Seu pacto” (Devarim 33:9). Mas o que nos ensinam estas palavras tão enigmáticas? Levi não era justamente a Tribo das pessoas mais elevadas espiritualmente, que se dedicavam ao estudo da Torá e ao autoaprimoramento? Então o que significa que eles “ignoraram seus pais, irmãos e filhos”?
 
O Rav Yochanan Zweig shlita explica que este versículo talvez possa nos ajudar a responder outro questionamento interessante. Nossos sábios (Avót 5:3) ensinam que Avraham Avinu foi submetido a dez testes de Emuná, e que teve sucesso em todos eles. De acordo com a maioria dos comentaristas, o último e mais difícil desses testes foi a Akeidá, quando Avraham foi ordenado por D’us a oferecer seu amado filho Yitzchak como um Korban. Mas surge um questionamento quando consideramos que este foi o teste mais difícil de Avraham. Embora, sem sombra de dúvidas, suas ações tenham representado uma expressão monumental de Emuná, elas não foram, de forma alguma, algo sem precedentes. Ao longo da história, até os dias atuais, muitas religiões exigiram de seus seguidores que provassem sua fé sacrificando seus próprios familiares. Inclusive, uma das idolatrias da época de Avraham Avinu, chamada “Molech”, consistia justamente em passar o próprio filho por uma fogueira. Então o que foi considerado tão especial e único no ato de Avraham?
 
O questionamento aumenta ainda mais quando entendemos as palavras de Moshé sobre a Tribo de Levi. De acordo com Rashi, a Tribo de Levi ter “ignorado” seus pais, irmãos e filhos demonstra que eles não demonstraram nenhum favoritismo. Isso se refere à resposta demonstrada pela Tribo de Levi quando Moshé convocou ajuda para eliminar aqueles que haviam adorado o Bezerro de Ouro. Sem levar em consideração os laços familiares, a Tribo de Levi matou todos aqueles que haviam cometido idolatria. Isso significa que também os homens de Levi tiveram a força de “sacrificar” seus próprios familiares. Então, qual foi a façanha incomparável realizada pelo nosso Patriarca Avraham?
 
A continuação das palavras de Moshé talvez traga uma resposta. O versículo afirma que a Tribo de Levi guardou o pacto de D’us. Rashi explica que isso se refere ao Brit Milá de seus filhos. O Talmud (Yevamot 71b) ensina que, durante todo o período em que permaneceram no deserto, os judeus deixaram de realizar o Brit Milá, pois temiam que o cansaço das viagens e as condições climáticas do deserto não permitissem que os ferimentos cicatrizassem, considerando que, portanto, a situação era de Pikuach Nefesh, ou seja, risco de vida. A única Tribo que continuou fazendo o Brit Milá em seus filhos foi a dos Leviim. Portanto, eles mantiveram o pacto.
 
Logo em seguida, o versículo ensina: “Eles ensinarão Teus julgamentos a Yaakov e Teu ensinamento a Israel” (Devarim 33:10). Isso significa que os Leviim seriam futuramente os juízes e professores de Torá do povo judeu. Mas qual foi o mérito dos homens da Tribo de Levi para terem sido os escolhidos para cargos de tanta importância e responsabilidade? Rashi explica que isso ocorreu “pois eles demonstraram sua dignidade”. O que significam estas palavras de Rashi? E qual é a conexão entre os três conceitos mencionados por Moshé na Brachá para a Tribo de Levi: as ações de aplicação da justiça após o Bezerro de Ouro, seu compromisso de fazer o Brit Milá em seus filhos mesmo no deserto e o fato de se tornarem professores e juízes do povo judeu?
 
O Rav Chaim ben Atar zt”l (Marrocos, 1696 - Israel, 1743), mais conhecido como Ohr HaChaim HaKadosh, explica que, ao demonstrarem firmeza e objetividade no cumprimento de seu dever, sem qualquer parcialidade, eles provaram ser dignos de se tornarem professores e juízes do povo judeu. A Torá está elogiando Levi por sua capacidade de se desconectar das fragilidades emocionais que obscurecem a capacidade de uma pessoa de tomar decisões imparciais e objetivas. Foi essa mesma qualidade que lhes permitiu superar o medo natural que um pai sente quando seu filho é submetido ao Brit Milá, principalmente quando isso precisa ser feito em condições adversas. Ao se “desligarem” emocionalmente de seus filhos, eles conseguiram agir de uma maneira que, de outra forma, seria impossível para um pai tomar esta atitude. Essa é justamente a técnica psicológica empregada pelos seguidores de outras religiões ao sacrificarem seus filhos em nome de uma “causa maior”: promover a desconexão emocional da pessoa com sua família.
 
Porém, com Avraham foi diferente. A Torá enfatiza que, quando Avraham foi ordenado a sacrificar seu filho, sua obediência não foi acompanhada por qualquer sinal de rompimento desse relacionamento; pelo contrário, ele demonstrou seu grande amor por Yitzchak. O Midrash, inclusive, relata que lágrimas escorriam de seu rosto enquanto ele preparava a faca para realizar o sacrifício. A grandeza do nosso Patriarca se manifesta em sua capacidade de realizar um ato que contrariava a própria natureza de uma relação entre pai e filho, mas sem se desligar emocionalmente de seu filho. A capacidade de cumprir a vontade de seu Criador sem qualquer conflito interior é o que torna as ações de Avraham incomparáveis.
 
Logo após terminarmos o ciclo de leitura da Torá em Simchat Torá, imediatamente recomeçamos a leitura do Sefer Bereshit, demonstrando o amor por todos os ensinamentos Divinos contidos na Torá. Com paixão, recomeçamos a leitura da Torá, para voltarmos mais uma vez ao início, à Criação do mundo e à formação do povo judeu por meio dos incríveis atos dos nossos Patriarcas. A Torá é a nossa vida, a nossa fonte de conhecimento, o que pode nos levar à perfeição. É por isso que em Simchat Torá dançamos abraçados à Torá. Quando estudamos sobre os Patriarcas, não são apenas histórias bonitas para contarmos aos nossos filhos. São ensinamentos de vida, de como devemos conduzir nossas vidas. Somente com estes ensinamentos conseguiremos, diante dos testes da vida, tomar as decisões corretas, racionalmente, e não emocionalmente.

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso sogro, Sr. Nissim ben Luna zt"l (Nelson ben Luiza) 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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