quinta-feira, 17 de setembro de 2026

NÃO É HIPOCRISIA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT HAAZINU E YOM KIPUR 5787

BS"D

O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (cura completa) de:

Iochanan Moshe ben Elke

Simcha bat Pessel Miriam
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Yeshayahu Eliezer ben Chaia
Esther Chava bat Sarah
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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NÃO É HIPOCRISIA - PARASHAT HAAZINU E YOM KIPUR 5787 (18/set/26)

“Quando o Rav Tzvi Pesach Frank zt”l (Lituânia, 1873 - Israel, 1960) era ainda menino, ele vivia em Kovno. Certa vez, em um Shabat, logo após o início de Elul, o Rav Israel Salanter zt”l (Lituânia, 1810 - Prússia, 1883) iria proferir um Shiur na sinagoga. A sinagoga estava lotada. O jovem Tzvi Pesach não encontrou lugar para sentar e acabou se acomodando nos degraus próximos ao Aron Hakodesh. O Rav Salanter entrou e começou a falar. Em determinado momento, ele chamou a atenção para o fato de que Elul já havia começado. Ele disse, muito emocionado: “Senhores, já começamos o mês de Elul. Façam Teshuvá!”
 
Ao terminar de pronunciar esta frase, o Rav Salanter ficou tão tomado pela emoção daquele momento que desmaiou. Ele caiu próximo ao jovem Tzvi Pesach, e as pessoas imediatamente correram para ajudá-lo.
 
Anos mais tarde, já como o renomado Rav de Yerushalaim, o Rav Tzvi Pesach Frank ainda costumava contar aquela experiência. A lembrança ficou gravada em sua memória por toda a vida. Ele dizia que, embora tivesse apenas oito anos quando aquilo aconteceu, desde aquele dia sentiu o peso de Elul”.
 
O Rav Tzvi Pesach Frank era criança quando viu o Rav Salanter pronunciar “Elul” e desmaiar de emoção. Ele nunca mais esqueceu aquela cena. Essa deve ser a verdadeira força desta época: não apenas mudanças temporárias em algumas práticas, mas permitir que marcas permanentes fiquem para o resto da vida.

 

Nesta semana lemos a Parashat Haazinu (literalmente “Escutem”). Trata-se essencialmente de um Cântico de despedida de Moshé antes de sua morte, que contém também profecias. É uma espécie de “última grande mensagem de Moshé para o povo judeu”. A estrutura da Parashá é muito interessante: inicialmente Moshé chama os Céus e a Terra como testemunhas. Ele relembra as bondades de D’us no deserto e como Ele protegeu, cuidou e conduziu o povo judeu. Ele descreve então a futura ingratidão do povo. Depois de receberem todas aquelas bondades, o povo se afastaria de D’us e buscaria outras divindades. Moshé então anuncia as consequências: o afastamento de D’us traria sofrimento, exílio e dificuldades. Mas a Parashá não termina no desespero. Moshé conclui que D’us finalmente terá misericórdia. Quando o povo estiver em uma situação extremamente difícil, D’us se lembrará de Seu pacto e fará justiça aos inimigos de Israel.
 
Este ciclo de bondade Divina, ingratidão e transgressão por parte do povo, arrependimento e misericórdia Divina nos conecta com a nossa próxima parada do Calendário Judaico, Yom Kipur (início no pôr-do-sol de domingo, 20/set/26), o Dia do Perdão, que encerra um período de imensa conexão com D’us. Assim nos ensina o Kitsur Shulchan Aruch: “Os dias que vão desde Rosh Chodesh Elul até Yom Kipur são dias de aceitação. Embora durante todo o ano D’us aceite a Teshuvá daqueles que retornam a Ele com o coração sincero, ainda assim estes dias são mais especiais e particularmente propícios para a Teshuvá, por serem dias de misericórdia e dias de aceitação”. Mas por que esta época é tão especial e marcada por tanta proximidade com D’us? As datas judaicas são cíclicas. Os quarenta dias desde o início de Elul até Yom Kipur correspondem aos quarenta dias durante os quais Moshé implorou a D’us que perdoasse o povo judeu pelo pecado do Bezerro de Ouro. Como Moshé foi atendido favoravelmente e desceu do Monte Sinai no Yom Kipur com as novas Tábuas, esse período é conhecido como “Yemei Ratzon”, literalmente “dias de aceitação”, um período em que, mesmo que tenhamos nos afastado de D’us durante o ano, é possível reavivar nosso relacionamento com o Criador.
 
Durante esse período, a pessoa deve assumir sobre si Chumrót, isto é, “rigores” ou “maiores precauções” na observância das Mitsvót. Um exemplo trazido pelo Shulchan Aruch é que, mesmo pessoas que durante todo o ano comem pães preparados por não judeus, sem nenhuma supervisão, apoiando-se no fato de os ingredientes serem Kasher, devem ser mais rigorosos durante os Asseret Yemei Teshuvá. Mas o que causa perplexidade é o fato de que não encontramos nenhuma exigência de continuarmos com essas práticas mais rigorosas após os Asseret Yemei Teshuvá. Adotar práticas mais rigorosas somente durante esse período não é uma hipocrisia? A quem estamos tentando enganar? Que mensagem estamos transmitindo a D’us?
 
Talvez a resposta mais simples seja a ensinada pelo Talmud (Pessachim 50b): “A pessoa deve se ocupar sempre com a Torá e as Mitsvót, mesmo que seja ‘Não Lishmá’, pois, a partir do ‘Não Lishmá’ ela chegará ao ‘Lishmá’”. “Não Lishmá” significa cumprir as Mitsvót por motivações incorretas. Por exemplo, quando cumprimos apenas esperando recompensas. Porém, o Talmud está nos ensinando que ainda assim devemos cumprir as Mitsvót, pois, se começarmos, com o tempo acabaremos cumprindo com as motivações corretas. O mesmo se aplica no nosso caso. A pessoa que nesta época do ano assume sobre si Chumrót não está sendo hipócrita. Mesmo que ela não mantenha durante todo o ano todas as melhorias que assumiu sobre si, se ela levar ao menos uma parte, já é válido, pois aumentou sua conexão com o Criador.
 
Já o Rav Yohanan Zweig shlita se aprofunda e traz uma explicação brilhante para esta mudança de comportamento nesta época do ano. Ele explica que a palavra “Elul” é um acrônimo de “Ani Ledodi Vedodi Li” (Eu sou do meu amado e meu amado é meu). Esses dias são destinados a concentrarmos nossa atenção em nosso relacionamento com D’us. Se um homem dá flores à sua esposa todos os dias do ano e faz o mesmo no aniversário de casamento, ele não está expressando seu amor por ela naquela data especial. Em momentos destinados a expressar nossos sentimentos por aqueles que amamos, é necessária uma forma de expressão diferente daquela que utilizamos durante o resto do ano. Da mesma forma, quando queremos expressar a D’us nosso amor e nosso compromisso com Ele, precisamos ir além da nossa observância habitual para transmitir verdadeiramente nossos sentimentos. Por isso, assumimos compromissos adicionais somente nessa época do ano. Isso não é uma hipocrisia. É uma demonstração especial de amor e desejo de conexão.
 
Talvez esse seja o significado de assumir mais Chumrót nestes 40 dias de “Yemei Ratson”. A intenção é mostrar que este período de maior proximidade com D’us não é uma época qualquer. Queremos demonstrar a D’us que este período é diferente, que nosso relacionamento com Ele é importante para nós e que estamos dispostos a fazer algo além do habitual para nos aproximarmos Dele. As Chumrót podem até terminar depois de Yom Kipur, mas a mensagem que elas deixaram em nós não termina. O “Ani Ledodi” é uma iniciativa que deve partir de nós. Somos nós que precisamos dar o primeiro passo para nos aproximarmos de D’us, e somente então vem o “Vedodi Li”, a resposta de D’us. Agimos além do habitual justamente para comunicar algo que queremos que D’us perceba: nós queremos de verdade estar mais pertos Dele.
 
Finalmente, estas Chumrót também carregam um aspecto de Teshuvá, arrependimento por nosso comportamento muitas vezes displicente no cumprimento das Mitsvót durante o ano. O Talmud (Meguila 17b) ensina que existem duas formas de “Refuá” (cura): a cura de uma doença e a cura que vem depois da Teshuvá, como está escrito: “ele retornará e será curado” (Yeshayahu 6:10). A primeira é a cura que D’us concede ao corpo quando está doente. A segunda é uma cura mais profunda: a cura que vem depois que a pessoa reconhece seu erro e faz Teshuvá. Quando uma pessoa peca, sua alma é afetada, e a Teshuvá permite que ela se recupere e volte a se aproximar de D’us.
 
Mas existe uma outra dimensão nessa ideia. Às vezes, o pecado é apenas o sintoma de algo mais profundo. Existem hábitos, inclinações, fraquezas e circunstâncias internas que tornam determinada transgressão mais provável. A pessoa pode conseguir se arrepender sinceramente de um ato, mas ainda permanecer com as mesmas forças internas negativas que a levaram àquela transgressão. É justamente aqui que podemos entender uma segunda dimensão da “Refuá” proporcionada pela Teshuvá: D’us pode não apenas perdoar o pecado, mas também nos ajudar a tratar aquilo que estava por trás daquele pecado. É como uma pessoa que procura um médico por causa de uma febre. O médico pode baixar a febre, mas a verdadeira cura exige descobrir e tratar a causa da doença. Da mesma forma, a Teshuvá começa quando reconhecemos o pecado, mas pode chegar muito mais fundo: D’us pode nos ajudar a remover ou enfraquecer as raízes que nos conduziram àquele comportamento. Durante os Asseret Yemei Teshuvá, essa possibilidade se torna ainda mais concreta. Mas existe uma condição fundamental: precisamos assumir plena responsabilidade por nossas ações. A Teshuvá começa quando conseguimos dizer: “Eu fiz isso. Eu errei. A responsabilidade é minha”.
 
É justamente depois desse reconhecimento que podemos pedir algo ainda maior: “D’us, por favor, me ajude a mudar o que me levou a cometer estes erros”. Essa é a segunda “Refuá”: não apenas a cura do pecado cometido, mas a cura daquilo que pode nos levar a cometer novamente o pecado no futuro. Por isso, os Asseret Yemei Teshuvá não são apenas dias para olhar para trás e lamentar o que fizemos. São também uma oportunidade para olhar para dentro e perguntar: “O que precisa ser curado dentro de mim?”.
 
D’us é o nosso “Médico”. Não apenas Ele perdoa quem retorna, mas também pode nos ajudar a nos tornarmos pessoas melhores. Talvez essa seja justamente uma das maiores mensagens das Chumrót dos Asseret Yemei Teshuvá: não apenas pedir perdão pelo passado, mas permitir que D’us nos ajude a construir um futuro melhor. 

SHABAT SHALOM E TSOM KAL - GMAR CHATIMÁ TOVÁ

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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