sexta-feira, 5 de julho de 2024

HORA DE MISERICÓRDIA E HORA DE JUSTIÇA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ KORACH 5784

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Sr. Gabriel David ben Rachel zt"l 
--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ KORACH 5784



         São Paulo: 17h14                  Rio de Janeiro: 17h03 

Belo Horizonte: 17h10                  Jerusalém: 19h12
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ASSUNTOS DA PARASHÁ KORACH
  • A Rebelião de Korach, Datan, Aviram e On ben Pelet.
  • Moshé intercede por Israel.
  • Os Incensários e a morte dos 250 seguidores.
  • A Punição de Korach, Datan e Aviram.
  • Temor e Queixa.
  • Epidemia mortal.
  • Aharon salva o povo com incenso.
  • O Teste dos cajados.
  • O cajado de Aharon.
  • Temor do Santuário.
  • Deveres dos Cohanim e Leviim.
  • Presentes dos Cohanim
  • Pidion Haben.
  • Presentes dos Leviim.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
HORA DE MISERICÓRDIA E HORA DE JUSTIÇA - PARASHÁ KORACH 5784 (05/Jul/24)
 
"Um determinado homem foi fazer uma pergunta para o Rav Chaim Soloveitchik zt"l (Bielorrússia, 1853 - Polônia, 1918). Ele tinha escutado que seu pai havia adoecido e sentia-se na obrigação de visitá-lo pessoalmente para cumprir a Mitzvá de honrar os pais. Mas ele fez uma pergunta ao rabino:
 
- Sei que a lei judaica ensina que, apesar de um filho estar obrigado a honrar seus pais, se há gastos na realização desta Mitzvá e o pai tem dinheiro, o filho está isento de gastar do seu próprio bolso. Portanto, neste caso, faz sentido pensar que eu estou isento de viajar para visitar meu pai, já que a viagem de trem custa dinheiro?
 
O Rav Chaim escutou atentamente a pergunta. Após pensar por alguns instantes, ele respondeu:
 
- Você tem razão. A lei judaica diz que você está isento de pagar pela viagem de trem. Portanto, sugiro que você vá a pé até a casa do seu pai. Assim, você poderá cumprir a Mitzvá sem precisar gastar nada..."
 
O Rav Chaim precisou ser duro para que o homem entendesse o absurdo de sua pergunta. Às vezes a pessoa está tão imersa em seus próprios interesses que é necessário uma boa chacoalhada para despertá-lo.

Nesta semana lemos a Parashá Korach, que traz um triste incidente que terminou de maneira trágica, com muitas mortes. Korach, o primo de Moshé, se sentiu injustiçado quando Elitzafan, seu primo mais novo, recebeu um cargo de liderança que ele esperava ser seu. Korach era um grande e respeitado Tzadik. Ele começou uma campanha para tentar deslegitimar a liderança de Moshé e o sacerdócio de Aharon, através de zombarias com importantes Mitzvót, tais como o Tsitsit e a Mezuzá. Korach também começou a descrever Aharon, o Cohen Gadol, como um homem perverso, que roubava bens de pobres viúvas e órfãos. Infelizmente Korach conseguiu juntar outros líderes, além de um grande número de seguidores e apoiadores dentro do povo judeu.
 
Moshé ficou arrasado com as alegações de Korach de que as escolhas das lideranças não partiam de D'us, e sim eram escolhas pessoais suas, e que ele praticava nepotismo ao indicar seus familiares para os cargos mais importantes. Apesar das humilhações, Moshé ainda tentou conversar com os líderes da rebelião, mas sem sucesso. Finalmente, Moshé tomou uma atitude drástica. Ele foi ao encontro de Korach e os outros líderes, e disse que brevemente eles morreriam de formas não naturais, como está escrito: "Com isto vocês saberão que D'us me enviou para fazer todas essas ações, pois não fui eu que as planejei. Se estes homens morrerem como todos os homens morrem... então D'us não me enviou. Mas se D'us fizer uma criação, e a terra abrir a boca e engolir tudo o que é deles... vocês saberão que esses homens provocaram D'us" (Bamidbar 16:28-30). E assim aconteceu, os líderes, suas famílias e seus pertences foram engolidos pela terra, diante dos olhos de todo o povo judeu.
 
Mas é difícil entender a reação de Moshé. Aparentemente Moshé tratou Korach com crueldade, como se fosse um estranho, de fora do povo. Nas transgressões que o povo judeu fez durante os 40 anos em que permaneceram no deserto, algumas extremamente graves, tais como o Bezerro de ouro, Moshé se sentia na obrigação de intervir. Ele rezava pelo povo e implorava pela Misericórdia Celestial, acalmando a fúria Divina. Porém, no caso de Korach, não apenas Moshé não pediu misericórdia, mas, ao contrário, virou um acusador! Por que esta diferença?
 
Explica o Rav Moshé Alshich zt"l (Império Otomano, 1508 - Israel, 1593) que a resposta está em uma interessante parábola. Existem alguns tipos de doenças que surgem nas extremidades das mãos ou dos pés e que tendem a se espalhar até o coração, causando a morte do doente. Quando um médico especialista diagnostica esta doença, ele rapidamente ordena que a mão ou o pé onde está a ferida sejam amputados, antes que a doença se espalhe. E mesmo se já se espalhou até o joelho ou o braço, ele também os corta, antes que chegue ao coração. Este ato do médico seria considerado uma crueldade? Obviamente que não, é um enorme ato de misericórdia e bondade. Ao cortar a mão ou o pé, o médico pode salvar o resto do corpo do enfermo.
 
O mesmo conceito pode se aplicar ao nosso caso. A doença da heresia em relação a Moshé e sua profecia, além da negação da ideia central do judaísmo de que a Torá vem do Céu, começou a se espalhar dentro do povo. Se isso se espalhasse, seria a destruição do povo judeu. Portanto, Moshé disse: "Não há misericórdia maior do que cortar do mundo Korach e seus companheiros, pois a morte deles é o que manterá vivo todo o povo judeu". Korach era uma doença, e era necessários cortá-lo imediatamente, antes que a ferida chegasse ao coração.
 
Esta era, portanto, a mensagem de Moshé para todo o povo judeu: "Que não seja pesado aos olhos de vocês que eu estou prestes a cortar essas pessoas do mundo, pois isso é para salvar a vida do resto do povo. Desta maneira vocês entenderão que foi D'us que me enviou para fazer isso, para certificar que o sacerdócio pertence a Aharon, porque toda a Emuná do povo e a transmissão da Torá dependem disso. E como vocês vão se beneficiar de tudo isso, a morte de Korach e dos outros líderes será, em última instância, para o bem de vocês".
 
Mas não seria possível D'us escolher outra maneira de mostrar que as escolhas de Moshé e Aharon eram Divinas, sem precisar envolver a morte de pessoas? A resposta é que este milagre aberto, vindo a partir da boca de Moshé, daria veracidade a todas as outras profecias de Moshé, que são a essência da Torá. Aquele milagre era uma demonstração de que D'us acompanhava cada detalhe do cotidiano do povo judeu. Foi necessário inclusive uma morte "anormal" para que todos tivessem certeza de que era D'us que havia mandado o castigo. O mesmo D'us Misericordioso, que havia recompensado os cachorros por não terem latido na saída do Egito, o que teria amedrontado o povo e os teria feito sofrer. D'us demonstrou a misericórdia que sente pelo povo judeu os salvando até mesmo do susto com o latido dos cães. Moshé estava ressaltando ao povo que a morte daqueles perversos não era por falta de misericórdia. Era um ato que parecia cruel, mas cujo intuito era trazer o bem para o povo inteiro. O mesmo D'us, tão Misericordioso, também sabia ser rigoroso quando era necessário para um bem maior.
 
O livro Orchot Tzadikim explica nossos traços de caráter. Há traços de caráter que são predominantemente bons, como a humildade, a misericórdia e o recato, enquanto outros são predominantemente ruins, como a arrogância, a crueldade e o descaramento. Apesar disso, mesmo os melhores traços de caráter podem acabar sendo utilizados de forma negativa, enquanto os piores traços de caráter podem ser canalizados e utilizados de forma positiva.
 
Por exemplo, um dos traços mais detestáveis aos olhos de D'us é a crueldade, que é o oposto da misericórdia. Este é um traço de caráter encontrado somente em pessoas perversas. Em muitas Mitzvót a Torá exige que sejamos misericordiosos, como na ajuda aos pobres e no cuidado para não causarmos danos aos outros. Porém, o Orchot Tzadikim ensina que há lugares onde é necessário comportar-se com crueldade, em especial contra os perversos, como está escrito: "E quebrei as mandíbulas do injusto e arranquei a presa de seus dentes" (Yov 29:17). Assim também disseram nossos sábios no Talmud (Ketubot 86a): "Aquele que não quiser construir uma Sucá, nem fazer Tsitsiót para seu Talit... nem fixar uma Mezuzá no umbral de sua porta, merece ser chicoteado". E tudo isso requer uma certa dose de crueldade, para que possamos perseguir os malvados e pressioná-los de forma dura, a fim de trazê-los de volta à boa conduta. É uma crueldade com intenções boas, visando o bem geral.
 
Também é preciso ser cruel no julgamento, no sentido de não favorecer parentes, amigos e pobres. As decisões judiciais devem ser tomadas de acordo com a lei, sem desvios. Também às vezes é necessário ser duro com os filhos, beirando a crueldade, para que eles sejam educados nos caminhos da Torá. Por exemplo, um pai não pode ser conivente caso o filho esteja ganhando dinheiro de forma ilícita. Neste caso, a crueldade precisa ser utilizada, para vencer o amor de um pai por seus filhos, que o cega de fazer uma avaliação honesta da situação.
 
Nossos rabinos disseram: "Todo aquele que se torna misericordioso quando a crueldade é necessária, no final se tornará cruel quando a misericórdia for necessária". Foi o que aconteceu no caso de Shaul HaMelech, que teve misericórdia de Agag, o rei de Amalek. Ele não matou Amalek junto com o resto do seu povo, e esta misericórdia custou muito caro ao povo judeu, pois permitiu que Agag tivesse descendentes, entre eles um homem cruel chamado Haman, que se tornou um opressor do povo judeu e quase conseguiu seu intento de exterminá-los.
 
Há também no Talmud (Makot 7a) uma interessante discussão dos nossos sábios em relação à aplicação da pena de morte prevista pela Torá. O Talmud afirma que o Sanhedrin que executa mais de um transgressor no período de sete anos é caracterizado como um "Tribunal assassino". O Rabi Elazar ben Azaria discorda e afirma que esta caracterização se aplicaria a um Sanhedrin que executasse mais do que um transgressor a cada setenta anos. Rabi Tarfon e Rabi Akiva afirmam que se eles fossem membros do Sanhedrin, teríamos conduzido julgamentos de maneira que nenhuma pessoa jamais teria sido executada. Porém, ao escutar esta última opinião, o Raban Shimon ben Gamliel reagiu e disse: "Ao adotarem essa abordagem, vocês aumentariam o número de assassinos dentro do povo judeu". A misericórdia fora de hora faria com que a pena de morte perdesse o seu valor dissuasor, pois os potenciais assassinos saberiam que ninguém nunca é morto e praticariam tranquilamente seus crimes. Como diz o ditado: "Quem poupa o lobo, condena as ovelhas à morte".
 
Todo este conceito nos ajuda a entender que tudo o que D'us faz é para o nosso bem. Mesmo quando Seus decretos parecem duros e cruéis, devemos saber que tudo é para o melhor, tudo têm propósitos bons e construtivos. Como um pai que ama seu filho e quer educá-lo, assim também D'us nos ama e quer apenas que possamos, no final das contas, aprender e crescer com tudo o que ocorre nas nossas vidas.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 28 de junho de 2024

ATITUDES VITORIOSAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5784

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Sr. Gabriel David ben Rachel zt"l 
--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5784



         São Paulo: 17h12                  Rio de Janeiro: 17h00 

Belo Horizonte: 17h08                  Jerusalém: 19h13
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify

MENSAGEM DA PARASHÁ SHELACH LECHÁ

ASSUNTOS DA PARASHÁ SHELACH LECHÁ
  • Explorando a Terra de Israel.
  • Moshé reza por Yehoshua, seu Talmid.
  • Calev vai para Hevron.
  • 10 espiões voltam falando mal da Terra de Israel.
  • Histeria e choro do povo.
  • Ameaça de Destruição.
  • O Decreto dos 40 Anos no deserto.
  • Parte do povo tenta entrar "à força"
  • Oblações para Sacrifícios.
  • A Oferenda da Massa (Chalá).
  • Oferendas de Pecado Comunal por Idolatria (não intencional).
  • Oferendas de Pecado Individual por Idolatria (não intencional).
  • Idolatria intencional.
  • Mekoshesh: O homem juntando lenha no Shabat.
  • A Penalidade por violação do Shabat.
  • Shemá Israel.
  • Tzitzit.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
ATITUDES VITORIOSAS - PARASHÁ SHELACH LECHÁ 5784 (28/jun/24)
 
Uma fêmea de pardal fez seu ninho em um campo de milho. Logo depois ela botou ali seus ovos e, após alguns dias, belos e fortes filhotes de pardal nasceram. Certo dia, um dos filhotes ouviu o fazendeiro dizer:
 
- Vou chamar meus vizinhos para me ajudarem a colher este campo.
 
Ele ficou desesperado ao ouvir isto, pois o ninho da família seria destruído, e contou tudo o que ouviu à sua mãe.
 
- Não se preocupe - disse a mãe passarinho - garanto que nada vai acontecer.
 
E, realmente, nada aconteceu. Alguns dias depois, o filhote escutou o fazendeiro novamente dizer:
 
- Vou chamar meus parentes para colher este campo.
 
O filhote novamente ficou com muito medo e correu para avisar a mãe.
 
- Não tenha medo - disse novamente sua mãe - tenho certeza de que nada vai acontecer.
 
E ela estava certa. Porém, alguns dias depois, o agricultor chegou no campo com seu filho pequeno e disse:
 
- Eu mesmo vou começar a colher este campo amanhã cedo.
 
Desta vez, quando o filhote contou para a mãe, a reação dela foi diferente. Com o rosto preocupado, ela disse:
 
- Recolha rápido suas coisas, nós vamos embora. Precisamos reconstruir nosso ninho em outro lugar.
 
- Mãe, por que desta vez você ficou tão preocupada? - perguntou o filhote - das outras vezes você nem se importou, e realmente nada aconteceu!
 
- Agora é diferente, filho - disse a mãe passarinho - Enquanto o agricultor apenas dizia "chamarei alguém para fazer", sabia que nada seria feito. Mas quando ele tomou a atitude de dizer "eu farei o que precisa ser feito no meu campo", então entendi que certamente o trabalho será feito.
 
Assim acontece na prática. Quando temos uma atitude vitoriosa, quando nos comportamos como alguém que assume as rédeas da vida, então o sucesso realmente aparece.

Nesta semana lemos a Parashá Shelach Lechá (literalmente "Envie para você"), que traz o evento trágico que mudou a história do povo judeu. Após D'us ter diversas vezes afirmado que a Terra de Israel era boa e fértil, além de ter garantido que milagres aconteceriam na sua conquista, diante de inimigos maiores e mais numerosos, o povo insistiu com Moshé que queriam que espiões fossem enviados para verificar as condições da terra, em uma tremenda demonstração de falta de Emuná. Doze espiões foram enviados, um de cada Tribo, e dez voltaram falando mal da terra, dizendo ser impossível conquistá-la. Isso causou uma enorme histeria e um choro coletivo, causando com que D'us ficasse furioso e decretasse que toda aquela geração não poderia entrar na Terra de Israel. Eles tiveram que permanecer por 40 anos no deserto, até que toda aquela geração morresse e apenas uma nova geração tivesse o mérito de herdar a terra.
 
A Parashá ensina que os espiões escolhidos eram pessoas especiais, espiritualmente muito elevadas, como Calev ben Yefune e Yehoshua Bin Nun, que originalmente se chamava Hoshea. Antes de Moshé enviar os espiões, ele mudou o nome de "Hoshea" para "Yehoshua". A letra "Yud", que foi adicionada no início do nome dele, simbolizava D'us, como se Moshé estivesse desejando que D'us salvasse Yehoshua do plano dos espiões. Nossos sábios explicam que este "Yud" era o mesmo que foi retirado do nome de Sara, esposa de Avraham Avinu, que originalmente chamava-se "Sarai", e depois seu nome foi mudado para "Sara".
 
Muitos comentaristas questionam o motivo pelo qual este "Yud" precisou vir justamente de Sara. O que havia no nome de Sara que poderia ajudar Yehoshua, em especial naquele momento tão difícil, com tantas más influências à sua volta?
 
O Rav Yssocher Frand sugere que Yehoshua precisava de uma força especial para evitar cair nas más influências dos outros espiões. Sara representava tal força. Quando Yitzchak era criança, Sara percebeu que ele estava correndo o risco de cair espiritualmente sob a péssima influência de Ishmael, que fazia as piores transgressões. Ela insistiu para que Hagar e Ishmael fossem expulsos de casa, pois sabia as influências que as más companhias podem ter sobre uma pessoa. Por mais cruel que possa ter parecido na época o ato de forçar um pai a mandar embora de casa seu próprio filho, Sara percebeu que isso era fundamental para a continuidade do povo judeu. Sara representava, portanto, a força contra as más influências, justamente o que Yehoshua mais precisava naquele momento. Por isso, quando Moshé sentiu que Yehoshua precisaria de uma força interior e da coragem de se levantar contra a multidão, ele colocou em Yehoshua uma parte do nome de Sara, para que ele ganhasse esse aspecto da força de personalidade dela.
 
Porém, há outras duas grandes dificuldades neste assunto do envio de espiões. Quando Moshé os enviou, deu-lhes uma série de instruções. Primeiro, pediu-lhes que fizessem uma avaliação militar dos habitantes e das cidades da Terra de Israel. Além disso, Moshé pediu-lhes que avaliassem a terra em si, em termos de sua fertilidade e se era intrinsicamente boa. Quando espiões são enviados em uma missão, geralmente são enviados como uma ferramenta estratégica. Podemos entender as instruções para avaliar o potencial militar, mas as instruções para investigar a terra em termos da qualidade do seus frutos e de sua fertilidade parecem fora de contexto em uma missão de espionagem. Por que Moshé pediu para que os espiões observassem estes aspectos?
 
Finalmente, D'us avisou explicitamente para Moshé que não concordava com a missão dos espiões, o que aprendemos das palavras "Shelach Lechá", que literalmente significam "envie para você". Segundo Rashi (França, 1040 - 1105), D'us estava dizendo para Moshé: "Não estou ordenando a você, mas se desejar, você pode enviar espiões". Como o povo pressionou Moshé, ele aconselhou-se com D'us, que avisou: "Eu disse ao povo que a terra é boa. Agora juro que lhes darei a oportunidade de tropeçar nas palavras dos espiões, para que não herdem a terra". Então por que Moshé decidiu mesmo assim enviar os espiões? O que ele pretendia ganhar com esta missão, que vinha de um lado tão negativo do povo, baseado em falta de Emuná?
 
A resposta é que Moshé não estava apenas enviando-os como espiões estratégicos. Moshé também estava tentando injetar neles uma atitude, a atitude de que "esta é a minha terra". Moshé não queria que eles fossem para a Terra de Israel como meros espiões, mas sim que se comportassem como "donos da terra". Moshé pediu para que vissem vários pontos, tais como a fertilidade da terra e a qualidade dos frutos, como se estivesse dizendo aos espiões: "Vão verificar a terra de vocês, onde futuramente suas casas estarão localizadas. Verifiquem o mercado imobiliário, verifiquem a agricultura, verifiquem a produtividade, pois esta será a sua terra. Vocês devem olhar para ela como se já fosse sua".
 
Aproximar-se da Terra de Israel com a atitude de "esta é minha terra" é totalmente diferente do que a atitude de entrar como um espião estratégico. Um espião pensa em termos de "será que seremos capazes de ter sucesso?". Já o proprietário pensa apenas em termos de "como, que método devo usar?". Esse é o espírito que Moshé queria colocar nos espiões, de que a verdadeira questão não era "se", e sim "como".
 
Moshé considerou vital que Yehoshua entendesse essa ideia. Ele não poderia ter dúvidas se a terra era realmente nossa. Quem, na Torá, sentiu de verdade que a Terra de Israel era nossa? Sara. Quando ela pediu para que Avraham expulsassse seu filho Ishmael, ela disse: "Este não herdará com meu filho" (Bereshit 21:10). Ela se referia ao fato de que Ishmael não teria uma porção na Terra de Israel. Esta terra pertence completamente a Yitzchak, sem parcerias. A Terra de Israel pertence à nação judaica, não aos Ishmaelim. Ela é nossa. Portanto, Moshé pegou o "Yud" de Sara e deu a Yehoshua, para que ele entrasse na Terra de Israel levando consigo a atitude de Sara.
 
Esta é a atitude que devemos ter em relação à verdadeira posse da Terra de Israel. É nossa porque D'us nos deu. Esta é a atitude que os espiões precisavam ter ao entrar na terra. Moshé estava dizendo a eles: "Examinem seu imóvel. É seu, e não pertence a mais ninguém". Essa era a única maneira de conquistar a Terra de Israel.
 
Isso não se aplica apenas a sentir que a Terra de Israel é nossa por direito. Isso se aplica a qualquer outra área da vida na qual precisamos ter uma atitude de sermos "donos da casa". Quando uma pessoa tem uma atitude vencedora, quando ela assume a responsabilidade, então as coisas dão certo. Isso também vale para áreas como o casamento e a educação dos filhos. Toda vez que não nos sentimos "donos da casa", nos esquivamos das nossas verdadeiras responsabilidades. Já o sentimento de "é minha responsabilidade" nos faz corrermos atrás do sucesso. Tudo na vida é uma questão de atitude, e era isso que Moshé tentou injetar nos espiões, em especial em seu querido aluno Yehoshua. Este era o "Yud" de Sara.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp