quinta-feira, 29 de outubro de 2026

A FONTE DO NOSSO SUSTENTO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAIERÁ 5787

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Iochanan Moshe Ben Elke
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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PARASHAT VAIERÁ 5787



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A FONTE DO NOSSO SUSTENTO - PARASHAT VAIERÁ 5787 (30/out/26)

“Havia um vilarejo onde viviam duas famílias judias, em casas uma em frente à outra. O dono de uma das casas era um homem bondoso e hospitaleiro, enquanto o dono da outra era um homem malvado e mesquinho. Certa vez, Berale, um judeu muito pobre, chegou ao vilarejo. Desesperado de fome, dirigiu-se à casa do homem mesquinho e implorou por um prato de comida. O homem respondeu com escárnio:
 
- Comida? Não está escrito na Torá: “Com o suor do seu rosto comerá pão”? Trabalhe, e eu lhe darei comida.
 
Sem outra opção, o pobre começou a trabalhar. O homem cruel o obrigou a trabalhar em jejum, cortando uma enorme pilha de lenha. Após um dia duro de trabalho, quando o pobre mal conseguia ficar de pé, de fome e cansaço, o homem mesquinho finalmente lhe disse:
 
- Muito bom o serviço. Uma refeição o espera na casa do outro lado da rua. É só entrar e comer. Você merece.
 
Na casa da frente, o dono bondoso e hospitaleiro oferecia aos necessitados uma mesa farta e uma cama confortável para repousar. Berale comeu, satisfeito, e passou a noite ali. Na manhã seguinte, seguiu seu caminho. Algum tempo depois, encontrou outros pobres e, durante a conversa, contou-lhes o que havia acontecido.
 
- Valeu todo o esforço só para comer aquela comida deliciosa - disse Berale.
 
- Você é um tolo! - disseram os outros pobres, dando gargalhada. - Você foi enganado! Se tivesse ido diretamente à segunda casa, teria recebido a mesma comida, sem precisar trabalhar tanto!”
 
O Rav Yaakov Kranz zt”l (Lituânia, 1740 - Polônia, 1804), mais conhecido como o Maguid MiDubno, explica que, às vezes, trabalhamos demais para conseguir um pouco mais de dinheiro, esquecendo que o nosso sustento vem de D’us e que Ele pode enviá-lo das formas mais inesperadas. Se nos voltássemos diretamente a D’us, com Tefilá e Emuná, talvez encontrássemos a solução muito antes, sem tanto esforço desgastante e sofrimento.

Nesta semana lemos a Parashat Vaierá (literalmente “E apareceu”), que começa descrevendo o incrível nível de segurança do nosso patriarca Avraham, cuja tenda era conhecida por estar aberta em todas as direções, oferecendo a todos os viajantes a comida, a água e uma sombra para descansar. Herdamos de Avraham Avinu a hospitalidade e a preocupação com os necessitados.
 
A vontade de Avraham de ajudar era tão grande que superava as dores do seu Brit-Milá, feito aos 99 anos. D'us então os invejosos beduínos, que eram anjos disfarçados, para que Avraham pudesse fazer hold com eles, algo que o preenchia. Antes de irem embora, um dos beduínos profetizou a Avraham: "E ele disse: 'Certamente voltarei a você nesta mesma época, no ano que vem, e é que Sara, sua esposa, terá um filho'. E Sara estava ouvindo à entrada da tenda, que ficou atrás dele" (Bereshit 18:10). Qual foi a ocorrência de Sara ao escutar que seria mãe aos 90 anos? "E Sara riu consigo a mesma, dizendo: 'Depois de eu ter envelhecido, terei novamente a juventude? E, além disso, meu marido é velho!'" (Bereshit 18:1 2).
 
Porém, D'us não gostou da ocorrência de Sara, como está escrito: "E D'us disse a Avraham: 'Por que Sara riu, dizendo: 'Será que realmente darei à luz, sendo que já estou velha?'. Será que existe algo impossível para D'us?'" (Bereshit 18:13,14). Rashi explica que ela olhou para o próprio ventre e disse: “É possível que estas entranhas possam carregar um filho?”. Mas por que D'us ficou bravo?
 
O Midrash explica que isso pode ser comparado a alguém que tinha em suas mãos duas peças desgastadas de metal. Ele as levou a um ferreiro e perguntou: “Você consegue consertá-las?”. O ferreiro respondeu: “Se eu consigo criá-las desde o início, como não conseguiria consertá-las?”. Assim também aqui, D'us disse: “Se fui capaz de criar o ser humano desde o início, como não seria capaz de fazê-lo retornar aos dias de sua juventude?”.
 
O ponto principal é que Sara e Avraham já eram idosos, e a possibilidade de terem um filho parecia naturalmente impossível. Foi o caráter praticamente impossível situação que levou Sara a dar risada. Porém, o Midrash ensina que, para D'us, restaurar a juventude não é mais difícil do que criar a vida.
 
Mas ainda assim é difícil entender por que Sara foi repreendida. Ela olhou para o próprio corpo e disse: “É possível que estas entranhas possam carregar um filho?”. Afinal, ela não sabia que aqueles visitantes eram anjos e que aquelas palavras eram proféticas! Por isso, aos olhos dela, aqueles homens estavam apenas dando um Brachá, em agradecimento pela hospitalidade. Ela simplesmente não acreditou na Brachá que eles queriam parecer algo impossível de acontecer. Por que, então,  ela foi repreendida por ter dado risada? Não seria um acontecimento natural de qualquer pessoa que escutasse uma notícia “absurda” como esta?
 
O Ramban zt"l (
Espanha, 1194 - Israel, 1270) explica que D'us a repreendeu por ela ter considerado algo como sendo impossível de acontecer. Você pode tudo. Ele criou o ventre e, se essa for à Sua vontade, Ele pode rejuvenescer o ventre envelhecido. Sara deveria ter acreditado e aqui: "Amén! Que D'us faça assim!".
 
O Rav Yechezkel Levenstein zt”l (Polônia, 1895 - Israel, 1974) aprofunda as palavras do Ramban. Ele explica que as obrigações de quem possui uma Emuná plena é acreditar que tudo acontece pela vontade de D'us, e que todas as leis da natureza existentes na Criação nada mais são do que a manifestação da Mão Divina. Portanto, mesmo que Sara achou que estava ouvindo apenas uma Brachá comum, proferida por pessoas comuns, ela deveria ter dito: "Amém! Que D'us faça assim!”.
 
É isso que significa a expressão: “Acaso existe algo impossível para D'us?”. Assim como D'us criou o mundo e, com humildade ilimitada, renova continuamente a obra da Criação, Ele também pode alterar todas as leis da natureza. A cada instante, uma nova Criação se revela diante de nossos olhos. O fato de D'us não se altera constantemente as leis da natureza decorre de não sermos merecedores de que esses protetores leis sejam selecionados por nossa causa. Por isso, é dizer “Amén, que D’us faça assim!” diante de qualquer situação, mesmo diante daquela situação que parece impossível de acontecer. Ao dizer essas palavras, a pessoa pede a D'us que a torne merecedora de que a própria ordem da Criação seja alterada em seu favor.
 
Concluímos, portanto, que a Emuná exige que não nos desesperemos em nenhuma situação. Mesmo uma pessoa gravemente doente não deve perder a esperança, como ensina o Talmud (Brachót 10a): “Mesmo que uma espada afiada esteja encostada no pescoço de uma pessoa, ela não deve desistir da misericórdia Divina”. Isso significa que, para sair de uma situação como essa, devemos intensificar nossos Tefilót, para que realmente mereçamos uma fartura de misericórdia Divina. As palavras do Midrash sobre o versículo “Acaso existe algo impossível para D'us?” devem ser entendidas como se D'us estivesse afirmando: “Criar o ventre como ele é originalmente Eu consigo, mas devolvê-lo aos dias da juventude Eu não consigo?!”.
 
Devemos refletir sobre nossa própria situação e considerar o quanto estamos distantes daquele nível de Emuná pelo qual Sara foi repreendida. Quando a salvação ainda não aparece no horizonte, nossa Emuná se mostra insuficiente. A Emuná plena consiste em acreditar que, mesmo quando aparentemente toda esperança se esgotou, convidamos confiar em D'us e dizer: “Que Ele faça assim!”. Isso não é apenas uma demonstração de devoção excepcional, algo além do esperado, mas um princípio básico entre os fundamentos da Emuná, pelo que cada um de nós é responsabilizado. Nenhum de nós pode se esquivar dessas obrigações alegando “como podemos alcançar o nível de Sara?”,pois esse é o nível exigido de cada um de nós.
 
À luz dessas ideias, podemos compreender também as palavras dos nossos sábios: “Diante de Quem você terá de prestar contas e apresentar seu julgamento? Diante do Rei dos reis” (Avot 3:1). Nossas sabedorias estão ensinando que, até mesmo nas situações nas quais, aos olhos humanos, não parece haver nenhuma esperança ou possibilidade de salvação, D'us poderá nos cobrar em Seu julgamento, questionando: “Por que vocês não acreditaram na Minha salvação?”. Afinal, estamos diante do Rei dos reis, e, para Ele, não existe diferença entre uma situação em que há causas e possibilidades naturais de salvação e outra na qual elas estão ausentes.
 
Na verdade, nossa situação é ainda pior: mesmo quando enxergamos causas e possibilidades de salvação, não atribuímos nossa esperança de sermos salvos a D'us, mas a outros fatores. Tudo isso está incluído nas palavras do profeta: “E o justo viverá pela sua Emuná” (Chabakuk 2:4).
 
É evidente que a Emuná é algo integrado, sem divisões nem abordagens. Quando uma pessoa não acredita na possibilidade de D'us de alterar as leis da natureza, ela acaba limitando, aos seus olhos, a capacidade Dele, que é Todo-Poderoso. Nesse caso, sua Emuná deixa de ser uma Emuná verdadeira.
 
Devemos saber e acreditar que o poder de D'us não possui quaisquer limitações e que Ele é capaz, em um único instante, de criar uma perna para uma pessoa que nasceu sem ela ou uma mão para alguém que a perdeu. O único impedimento é uma pessoa não ser merecedora de que D'us realize milagres abertos em seu favor. Que sejamos sempre merecedores dos milagres Divinos, através dos nossos bons atos, da nossa Emuná e da nossa Tefilá.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso sogro, Sr. Nissim ben Luna zt"l (Nelson ben Luiza) 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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