sexta-feira, 4 de setembro de 2026

UM SÓ HOMEM, UM SÓ CORAÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIOT NITSAVIM E VAYELECH 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Yeshayahu Eliezer ben Chaia
Esther Chava bat Sarah
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHIÓT NITSAVIM E VAYELECH 5786


         São Paulo: 17h37                 Rio de Janeiro: 17h24 

Belo Horizonte: 17h28                  Jerusalém: 18h20
ASSUNTOS DAS PARASHIÓT
NITSAVIM
  • Renovação do Pacto.
  • Advertência contra idolatria.
  • Arrependimento e Redenção.
  • A Torá é acessível a todos.
  • Livre-Arbítrio.



 
VAYELECH
  • Preparação para nova liderança.
  • Yehoshua.
  • Hakel e a leitura do Sefer Devarim pelo Rei de Israel.
  • Preparativos finais de Moshé.
  • A Torá é colocada como testemunha.

 
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UM SÓ HOMEM, UM SÓ CORAÇÃO - PARASHIOT NITSAVIM E VAYELECH 5786 (04/set/26)

“O ano era 1911. Uma notícia se espalhou pelas comunidades judaicas da Rússia: Mendel Beilis, um judeu comum de Kiev, havia sido preso e acusado de um crime hediondo: assassinar uma criança cristã para usar seu sangue na preparação de Matsót. Era o velho “libelo de sangue”, ressuscitado com toda a força. Mas todos sabiam que não se tratava apenas do destino de um homem. O destino de todo o povo judeu estava em jogo.
 
Em meio à angústia geral, o Rav Meir Shapiro de Lublin zt”l (Império Austro-húngaro, 1887 - Polônia, 1933) não ficou parado. Ele entrou em contato com o rabino-chefe de Moscou, o Rav Yaacov Mazeh zt”l (Bielorrússia, 1859 - Rússia, 1924), fornecendo elementos para desmontar os argumentos da acusação, que apontavam o próprio Talmud como incitador ao ódio. A “prova” central da acusação era um ensinamento do Rabi Shimon bar Yochai (Yevamot 61a): “os judeus são chamados de ‘Adam’ (ser humano), mas as nações do mundo não”. Os promotores a liam como uma suposta declaração de superioridade racial, como se apenas os judeus fossem seres humanos, enquanto as nações fossem uma categoria inferior. Porém, o Rav Shapiro tinha uma leitura bem diferente. Ele pediu ao Rav Mazeh que levasse essa interpretação ao tribunal e ao júri.
 
- Existe entre nós um princípio, ensinada pelo Talmud (Shevuot 39a) - explicou o Rav Mazeh, diante dos juízes - de que “todos os judeus são fiadores uns dos outros”. Por isso, o destino de um único Mendel Beilis não pertence só a ele. Pertence a todo o povo judeu, que se levanta, se preocupa e não descansa até vê-lo livre.
 
Ele lançou, então, a pergunta que desarmaria a acusação:
 
- Se um gentio, em algum país distante, fosse julgado sob uma falsa acusação parecida, o que aconteceria? Quem se importaria? Talvez os vizinhos de sua própria cidade. O resto do país sentiria, no máximo, uma pontada de curiosidade. Fora das fronteiras do país, haveria um silêncio absoluto.
 
- Essa diferença é exatamente o que o Talmud nos ensina. - concluiu o rabino - Os judeus são chamados “Adam”, um homem, no singular, pois quando um único Beilis é julgado, o povo inteiro se levanta como um só homem, um só coração, um único “Adam”. As nações, ao contrário, não são chamadas “Adam”, no singular, e sim “pessoas”, no plural, pois a dor de um não é automaticamente a dor de todos.
 
O julgamento se arrastou por muito tempo. Finalmente, em outubro de 1913, depois de dezenas de audiências acompanhadas pela imprensa do mundo inteiro, os jurados consideraram que o crime tinha marcas de assassinato ritual, mas aceitaram as provas apresentadas pela defesa, de que Beilis estava em outro lugar no momento do assassinato, e o inocentaram.”
 
Ainda que Mendel Beilis tenha sido libertado, o veneno do “libelo do sangue” não foi eliminado. Mas, para o povo judeu, ficou a lição da força da união. Milhares de pessoas que, do outro lado do mundo, sem jamais tê-lo conhecido, sentiram a prisão de um único homem como se fosse sua própria prisão. Essa união, que incluiu Tefilót em sinagogas, advogados e comunidades inteiras mobilizados por um homem que a maioria jamais chegaria a conhecer, era a materialização da explicação do Rav Shapiro. O princípio de que “todos os judeus são fiadores uns dos outros” se cumpriu aos olhos do mundo inteiro: quando um judeu sofre, todo o povo judeu se levanta, unidos como um único “Adam”. Esta é a nossa realidade espiritual. Mesmo com nossas diferenças, o povo judeu é uma unidade. Isso faz de nós um povo: a preocupação de um pelo outro.

 

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Nitsavim (literalmente “De pé”) e Vayelech (literalmente “E foi”), que trazem os discursos finais de Moshé Rabeinu em seu último dia de vida. Ele aproveitou para relembrar o pacto que haviam firmado com D’us e, em especial, os cuidados para não se aproximarem das idolatrias.
 
E assim está escrito no início da Parashat Nitsavim: “Vocês estão todos hoje de pé diante de D’us: os chefes de suas Tribos, seus anciãos e oficiais, cada homem de Israel; seus filhos, esposas e até o estrangeiro que está dentro do seu acampamento, do lenhador até o carregador de água; para entrar no pacto que D’us está estabelecendo com você hoje... para estabelecer você hoje como o povo de D’us e para que Ele seja seu D’us... Eu estabeleço este pacto... não somente com vocês, mas tanto com aqueles que estão aqui conosco hoje, diante do Eterno, nosso D’us, quanto com aqueles que não estão aqui conosco hoje.” (Devarim 29:9-14).
 
Ao examinarmos com cuidado esses versículos, surge uma questão intrigante. Os versículos começam no plural (“Vocês estão aqui”), passam para o singular (“estabelecendo com você hoje”) e voltam ao plural (“E não somente com vocês”). Por que esta alternância entre a linguagem no plural e no singular?
 
Explica o Rav Yitzchak Pinchas Goldwasser shlita que a finalidade do pacto firmado naquele momento estava explicada nas palavras: “para te estabelecer hoje como Seu povo”. A formação de um “povo” consiste na transformação de muitas individualidades em uma única unidade. Quando D’us firmou um pacto com uma multidão, e não com cada indivíduo, isso os transformou em uma unidade.
 
Agora podemos entender os versículos. No início, quando está escrito “vocês estão todos hoje”, a Torá lista uma série de categorias, enfatizando que eram pessoas bem diferentes. Nisso se expressa a condição deles antes do pacto, quando ainda não eram “o povo de Israel”, mas ainda “cada homem de Israel”, uma reunião de indivíduos. Moshé continua e diz que firmou o pacto com eles, mas não como uma multiplicidade de indivíduos, e sim como uma única unidade. Por meio disso, passariam a ser chamados de “povo”. Por isso há várias expressões escritas no singular, tais como “estabelecendo com você”, “para estabelecer você”, pois o pacto foi firmado com o povo como uma unidade.
 
E quanto ao versículo voltar ao plural, isso se explica da seguinte forma: um dos significados principais de os Filhos de Israel serem um “povo” é que, por meio disso, recaem automaticamente, sobre sua descendência e sobre os que se agregam a eles, as obrigações de cumprir a Torá e as Mitsvót. Pois, se apenas os indivíduos estivessem no pacto, seria correto argumentar que quem aceitou a Torá sobre si está obrigado a cumpri-la, mas quem não a aceitou não está obrigado. Porém, uma vez que o pacto foi firmado com o conjunto, e o povo aceitou a obrigação do cumprimento da Torá, todo aquele que pertencer ao conjunto do povo judeu torna-se automaticamente obrigada, mesmo sem seu consentimento pessoal. A responsabilidade recai sobre todos nós.
 
Como este ensinamento se aplica na prática? Explica o Rav Elimelech Biderman shlita, com base no Zohar, que quando o versículo diz “Vocês estão todos hoje de pé diante de D’us”, a palavra “hoje” se refere a Rosh Hashaná. O versículo está nos dando um conselho para sermos julgados favoravelmente em Rosh Hashaná através das palavras “vocês todos”. Significa que, se houver união entre os judeus, haverá Brachót. Pois, quando há união entre os judeus, D’us lhes concede Sua bondade. Quando há união entre os judeus, há vida. O povo de Israel será redimido quando estiver unido, em um só coração, conforme está escrito “Naqueles dias e naquele tempo - diz D’us - virão os filhos de Israel, eles e os filhos de Yehudá, juntos...” (Yirmiyahu 50:4). O Midrash então conclui: “Quando estiverem unidos, eles receberão a face da Presença Divina sobre eles”.
 
Nos ensina Shlomo Hamelech: “Aquele que busca a justiça e a bondade encontrará vida, justiça e honra” (Mishlei 21:21).  Mais uma vez vemos que, quando procuramos oportunidades para praticar Tzedaká e fazer Chessed, teremos vida, justiça e honra no dia do julgamento. Em outras palavras, a união e a ajuda mútua são uma “Segulá”, uma prática propícia para sermos julgados favoravelmente.
                                                               
O Rav Chaim Meir Hager zt”l  (Império Austro-húngaro, 1887 - Israel, 1972), mais conhecido como “Imrei Chaim”, explica o versículo: “Eu estabeleço este pacto... não somente com vocês” (Devarim 29:13) como se D’us estivesse dizendo: “Este pacto não acontecerá quando vocês estiverem sozinhos. Ele só existe quando vocês estão unidos”. Em Rosh Hashaná, devemos rezar por todos os judeus do mundo, para que seus sofrimentos do ano passado terminem e que o próximo ano seja repleto de bondade.
 
O Talmud (Rosh Hashaná 34a) discute como devemos tocar o Shofar. Há uma Tekiá (toque longo) antes, uma Tekiá depois, e o som do meio deve ser quebrado, podendo ser “Shevarim” (três sons médios, quebrados), “Teruá” (sequência de sons curtos e rápidos), ou “Shevarim-Teruá” (combinação dos dois). O Talmud explica que as pessoas choram dessas três formas. Além disso, alguns comentaristas explicam que pessoas de diferentes lugares choram de maneiras diferentes. Nossos sábios não definiram que cada lugar tocasse o Shofar de acordo com a maneira como as pessoas daquele lugar choram, e sim que todos tocassem o Shofar com todos os tipos de choro, para levarmos em consideração todos os judeus, de todos os lugares do mundo.
 
Em Rosh Hashaná, não queremos que D’us responda somente às nossas lágrimas, mas sim às lágrimas e gritos de todo o povo judeu. Onde quer que haja um judeu chorando, nos unimos à sua dor. Com o Shofar, lembramos das lágrimas deles e pedimos por eles. Somente assim garantiremos um ano bom para todos nós.

SHABAT SHALOM – QUE SEJAMOS INSCRITOS E SELADOS NO LIVRO DA VIDA 

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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