quinta-feira, 23 de abril de 2026

NÃO SÃO APENAS PALAVRAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5786



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ASSUNTOS DAS PARASHIÓT
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NÃO SÃO APENAS PALAVRAS - PARASHIÓT TAZRIA E METSORÁ 5786 (17/abr/26)

Don Alfonso trabalhava no palácio do rei como escriba oficial. Sua função era de enorme responsabilidade, pois ele redigia os decretos reais, documentos que podiam determinar o destino de uma pessoa, inclusive decisões de vida ou morte. Cada palavra que ele escrevia carregava um grande peso. Cada assinatura representava autoridade, pois, ao final de cada documento, vinha o selo do rei, o símbolo máximo de poder.
 
No início, Don Alfonso exercia sua função com temor e responsabilidade. Suas mãos até tremiam quando escrevia, consciente de que não estava lidando simplesmente com tinta e papel, mas com o destino de muitas vidas. Porém, com o passar do tempo, a rotina tornou tudo comum e ele começou a negligenciar sua responsabilidade. E aquilo que antes lhe inspirava reverência passou a parecer sem importância.
 
Em certos momentos de tédio, quando o palácio estava silencioso e não havia nada para fazer, Don Alfonso começou a brincar com sua própria função. Pegava folhas em branco, redigia decretos fictícios e escrevia ordens como se tivessem sido ordenadas pelo rei. E então, com um sorriso leve, como uma criança levada, caminhava até a janela alta do palácio e lançava os papéis ao vento. As folhas voavam, giravam no ar e desapareciam entre as ruas da cidade. Ele pensava consigo mesmo: “Que mal isso pode fazer? São apenas palavras vazias. Não têm consequência alguma”.
 
Dia após dia, ele repetia esse comportamento, sempre com a mesma leviandade, com a certeza de que nada daquilo teria consequências negativas. Até que, algum tempo depois, coisas estranhas começaram a acontecer no reino. Primeiro, de forma sutil. Um homem foi preso sem explicações claras. Depois, outro teve suas propriedades confiscadas sem justificativas. Mais adiante, surgiram relatos ainda mais graves, de punições severas sendo executadas com base em ordens oficiais. O clima na cidade mudou. Medo e insegurança começaram a se espalhar. Ninguém entendia de onde vinham aquelas decisões. Os oficiais, quando questionados, respondiam com convicção: “Estamos apenas cumprindo decretos do rei”.
 
O rei, preocupado, pediu que fosse iniciada uma investigação, até que a verdade veio à tona: alguns daqueles papéis lançados ao vento por Don Alfonso haviam sido encontrados por pessoas da cidade. Pensando que se tratavam de documentos verdadeiros, entregaram aos oficiais. Ao recebê-los, os oficiais consideraram que eram ordens autênticas e as executaram com total seriedade, pois carregavam a autoridade da assinatura real.
 
Don Alfonso foi imediatamente levado diante do rei. Agora, não havia mais aquele sorriso infantil em seu rosto. Ele tremia e gaguejava: “Eu... eu nunca quis que isso acontecesse... eu só estava brincando... eram apenas palavras...”. O rei o olhou fixamente, demonstrando a gravidade da situação, e disse:
 
- Você escreve com a minha assinatura, e ainda assim acha que suas palavras são apenas vento?”
 
O mesmo ocorre quando usamos uma das ferramentas mais importantes que D’us nos deu - a fala - de forma leviana, sem nos importarmos com as consequências, pensando: “Que mal pode fazer? São apenas palavras...”. A fala é como uma “assinatura de D’us”, algo que Ele deu apenas ao ser humano. Utilize-a de forma consciente.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Tazria (literalmente “Concebe”) e Metsorá (literalmente “Pessoa acometida por Tsaráat”). Ambas falam sobre a Tsaráat, uma doença espiritual cujo sintoma eram manchas brancas que apareciam na pele, e era causado por diferentes transgressões. Quando as manchas apareciam, a pessoa deveria procurar um Cohen para que ele diagnosticasse se realmente era Tsaráat ou não.
 
Uma das principais causas da Tsaráat era o Lashon Hará, difamar outra pessoa e, através disso, causar-lhe danos, que podem ser monetários, psicológicos, físicos e até mesmo espirituais. Infelizmente, o Lashon Hará é algo muito “natural” em nossa sociedade. Jornalistas não se importam em expor pessoas sem investigar se as informações são verdadeiras e sem medir as consequências de suas revelações. O pior é que este tipo de jornal e programa de televisão sensacionalista é extremamente bem-sucedido em atrair público. Afinal, quem não gosta de uma boa fofoca? Por isso, estamos tão acostumados com o Lashon Hará que já não temos nenhum “freio” em nossa boca. Tratamos com leviandade algo que é muito sério e que pode ter consequências negativas graves.
 
Por exemplo, o Midrash ensina algo impactante em relação ao Lashon Hará: “Há aqueles que pecam na terra, mas não pecam nos Céus; há aqueles que pecam nos Céus, mas não pecam na terra; porém, aquele que fala Lashon Hará peca tanto nos Céus quanto na terra, como está escrito: ‘Eles colocam sua boca nos Céus, e sua língua percorre a terra’ (Tehilim 73:9)”. O Midrash revela a gravidade extraordinária do pecado de Lashon Hará: quem o transgride causa danos tanto nos mundos superiores quanto nos mundos inferiores. Mas o que significa pecar nos Céus e pecar na terra?
 
O Rav Yossef Dov Soloveitchik zt”l (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis HaLevi, explica que na geração do Dilúvio, a corrupção moral da humanidade foi tão intensa que influenciou até os animais e a própria terra. Isso ocorre porque a raiz do ser humano está ligada à terra, como está escrito “E D’us formou o homem do pó da terra” (Bereshit 2:7). Portanto, há uma interação entre o homem e o mundo físico. Pecados físicos, como imoralidade, cuja raiz está no corpo, afetam o mundo material. 
 
Por outro lado, os pecados que têm origem na mente e no intelecto, cuja raiz está na alma, causam destruição nos mundos superiores. O Talmud (Sanhedrin 96b) traz um ensinamento interessante sobre a destruição do nosso Templo Sagrado: “Uma Voz Celestial disse a Nevuchadnetzar: ‘Você queimou uma casa já queimada e moeu farinha já moída’”. Tanto Nevuchadnetar quanto Tito apenas destruíram a parte física do Beit Hamikdash. Porém, a parte espiritual, que é a verdadeira fonte de sustentação, já havia sido destruída. Explica o Rav Chaim Vologziner zt”l (Lituânia, 1749 - 1821) que Nevuchadnetzar e Tito, que não tinham acesso às fontes espirituais elevadas, não conseguiriam causar danos nos mundos superiores. Portanto, quem destruiu o Beit Hamikdash celestial foi o próprio povo judeu, através do Lashon Hará.
 
O poder da fala é único, pois ele representa a conexão direta entre o corpo e a alma. A Torá diz: “E D’us formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas uma alma de vida, e o homem tornou-se um ser vivo” (Bereshit 2:7). Unkelos, em sua tradução da Torá para o aramaico, traduziu o versículo como: “E o homem tornou-se um espírito falante”. Ou seja, a fala é a expressão da alma através das ferramentas do corpo.
 
O Rav Yitzchk Hutner zt”l (Polônia, 1906 – Estados Unidos,1980) explica que a fala é chamada de “Haflaá”, que significa “maravilha”, pois nela reside o fenômeno extraordinário da união entre o espiritual e o físico. Por isso, justamente na fala, o campo de escolha é tão intenso: “A vida e a morte estão nas mãos da língua” (Mishlei 18:21). O ser humano é composto de corpo e alma, e através das suas escolhas ele pode subir ou cair.
 
Com base nisso, o Midrash pode ser entendido de forma clara: “Há quem peque na terra” refere-se a pecados do corpo, tais como desejos, etc., que afetam os mundos inferiores; “há quem peque nos Céus” refere-se a pecados do pensamento, que afetam os mundos superiores; “mas quem fala Lashon Hará peca nos Céus e na terra”, pois a fala envolve simultaneamente o corpo e a alma.
 
O Rav Yitzchak Pinchas Goldwasser shlita vai além e diz que as manchas de Tsaráat vêm principalmente como consequência dos pecados da fala. O Midrash lista vários exemplos: prometer Tsedaká publicamente e não cumprir, falar Lashon Hará, fazer promessas e não cumprir, mentir, testemunhar falsamente, causar discórdia entre as pessoas (Rechilut) e zombaria. Por que justamente os pecados da fala recebem esse tipo de punição?
 
A singularidade do ser humano como “ser falante” é tão fundamental que o Talmud (Sanhedrin 99b) sugere que todo o propósito da criação do homem pode ser o uso da fala. A própria palavra “Medaber” (falante) é sinônimo de “ser humano”. Isso ocorre porque a fala deriva diretamente da “alma de vida” que D’us soprou no homem, algo que os animais não possuem. Portanto, quando alguém usa mal sua fala, isso revela desprezo pela própria essência espiritual que lhe foi concedida. Em outras palavras, em vez de ver sua alma como o essencial e a fala como a expressão da sua alma, a pessoa passa a enxergar o corpo como o principal, banalizando o seu potencial espiritual. Por isso, a correção é fazer com que o corpo se torne secundário aos olhos da pessoa.
 
As manchas de Tsaráat não tinham como objetivo principal causar dor física, mas sim quebrar o orgulho do corpo. O Midrash descreve que o aspecto do Metsorá se tornava repulsivo, tanto para os outros quanto para a própria pessoa acometida pela doença. Naquele estado deplorável, a pessoa era forçada a voltar-se para o seu interior. Ela começa a perceber que o corpo é apenas uma “roupa” temporária, que a aparência externa é passageira, e que o essencial é a alma, que permanece pura e intocada pela Tsaráat.
 
Essa é a verdadeira cura para o pecado da fala: quando o homem passa a se identificar com sua Neshamá, a “alma de vida”, ele automaticamente passa a valorizar e santificar o seu poder da fala. Em uma geração com tanta escuridão, até a menor luz se torna extremamente significativa. Que possamos santificar nossa fala, algo que carrega a “assinatura de D’us”, e possamos sempre falar com a responsabilidade que esta atividade exige.

SHABAT SHALOM

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, 
R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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