quinta-feira, 23 de abril de 2026

DOIS BODES E DOIS DESTINOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT ACHAREI MOT E KEDOSHIM 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHIÓT ACHAREI MÓT E KEDOSHIM



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ASSUNTOS DAS PARASHIÓT
PARASHAT ACHAREI MÓT
  • Lembrança da morte dos filhos de Aharon, Nadav e Avihu.
  • O Serviço de Yom Kipur.
  • Sacrifício de animais fora do Mishkan.
  • Proibição de comer sangue.
  • Mitzvá de cobrir o sangue derramado na Shechitá.
  • Viva pelas Mitzvót
  • Não viver como os outros povos
  • Relacionamentos proibidos.
  • Idolatria de Molech
  • Outras Relações Proibidas.
  • Santidade de Eretz Israel.
 
PARASHAT KEDOSHIM
  • Leis de Santidade.
  • Honrar os pais.
  • Shabat.
  • Proibição de Idolatria.
  • Leis de Korbanót.
  • Ajuda aos necessitados (Leket, Shichechá e Peá).
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  • Não desviar a justiça.
  • Ame ao próximo como a si mesmo.
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  • Proibição de fazer tatuagem.
  • Não envergonhar os estrangeiros.
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DOIS BODES E DOIS DESTINOS - PARASHIÓT ACHAREI MOT E KEDOSHIM 5786 (24/abr/26)

“Yossef e Simcha eram dois amigos aventureiros que partiram juntos em uma longa jornada. No início, caminhavam lado a lado, conversando e compartilhando expectativas. Após algum tempo, porém, chegaram a uma bifurcação. Um caminho era largo, bem pavimentado e agradável aos olhos. O terreno era regular, como se convidasse as pessoas a seguirem por ali sem esforço. O outro caminho, porém, era estreito, íngreme, cheio de pedras e curvas. Já de longe parecia exigir esforço, paciência e resistência.
 
Yossef não gostava muito de se esforçar. Sem hesitar, escolheu o caminho fácil. Virando-se para Simcha, sorriu com ironia e disse: “Para que complicar? Veja como este caminho é melhor. É muito mais fácil e agradável”.
 
Simcha não estava assim tão convencido. O caminho difícil realmente não era atraente, mas havia algo nele que parecia mais verdadeiro. Acabou escolhendo o segundo caminho, e os amigos se separaram. 
 
No início, parecia claro quem havia feito a escolha certa. Yossef avançava rapidamente. O caminho era confortável, quase prazeroso. Ele caminhava com leveza, sem obstáculos, sem esforço. De vez em quando, olhava para o outro caminho e, ao ver Simcha subindo com dificuldade, gritava: “Seu tolo! Você escolheu sofrer à toa!”.
 
No outro caminho, Simcha realmente avançava devagar e às vezes até escorregava. Como cada passo exigia esforço, precisava parar para recuperar o fôlego. O caminho parecia piorar. Mesmo assim, ele continuava.
 
O tempo passou. A estrada fácil de Yossef começou, quase imperceptivelmente, a descer. No início, isso parecia até uma vantagem, pois envolvia ainda menos esforço e mais velocidade. Mas a descida foi se tornando cada vez mais acentuada, mais rápida, mais difícil de controlar. Até que, de repente, o caminho simplesmente terminou. Sem aviso, sem saídas. Um abismo profundo se abriu diante dele.
 
Já o caminho de Simcha, embora difícil, continuava subindo. Curva após curva, pedra após pedra, ele levava Simcha cada vez mais alto. Até que, finalmente, após muito esforço, o caminho se abriu. Diante dele havia uma cidade, linda, segura, iluminada. Um lugar de estabilidade e propósito. Naquele momento, ficou claro que não era questão de quem avançava mais rápido ou de forma mais confortável, e sim para onde cada caminho levava.”
 
Nem todo caminho fácil leva a um bom destino, e nem todo caminho difícil representa uma perda.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Acharei Mót (literalmente “Depois da morte”) e Kedoshim (literalmente “Sagrados”). A Parashá Acharei Mót descreve os Serviços do Cohen Gadol no dia mais solene e sagrado do ano: Yom Kipur, o Dia do Perdão, no qual podemos nos arrepender dos nossos erros e receber expiação. Já a Parashá Kedoshim traz dezenas de Mitzvót, principalmente “Bein Adam Lechaveiro”, nos ensinando que a santidade verdadeira não está nos grandes atos, e sim nos pequenos detalhes do cotidiano.
 
Na Parashat Acharei Mót, a Torá descreve uma cerimônia muito enigmática. Dois bodes eram trazidos diante do Cohen Gadol e sorteados. Um seria escolhido “Para Hashem” e o outro “Para Azazel”. Após este sorteio, cada um dos bodes tomava um rumo diferente. Enquanto um era oferecido no Mizbeach, o outro era atirado do alto de um penhasco. Mas o que esta cerimônia nos ensina? Qual é a mensagem que D’us está transmitindo também para as futuras gerações que já não podem mais cumprir esta Mitzvá na prática?
 
O Rav Shimshon Refael Hirsch zt”l (França, 1808 - Alemanha, 1888) nos ensina que, a partir da descrição da Mitzvá realizada com os dois bodes e todos os seus detalhes, é possível extrair um conceito profundo. Ambos os bodes deveriam ser iguais na aparência, na altura, no valor e deveriam ser adquiridos juntos. Porém, a sorte determinava o destino dos dois bodes e, a partir daquele momento, seus caminhos se separavam.
 
O bode sobre o qual caia a sorte “Para Hashem” era oferecido como um Korban. Ele era abatido com santidade e pureza. Seu sangue era recolhido em um recipiente e levado ao interior do Kodesh Hakodashim, onde era aspergido entre as barras do Aron Hakodesh. Depois, o sangue era aspergido também sobre a Parochet, a cortina que ficava diante do Kodesh Hakodashim, e sobre o Mizbeach de ouro. Sua carne era queimada fora do acampamento, em um lugar puro.
 
O segundo bode, porém, não era oferecido como Korban, e “permanecia vivo”. Se esse bode tivesse pensamentos, provavelmente se alegraria por ter recebido a sorte de permanecer vivo e não ser abatido e queimado. Comparando sua situação com a de seu companheiro, ele se sentiria orgulhoso. Ele olharia para o outro e diria: “Vejam a diferença entre nós dois: ele subiu ao Mizbeach sagrado, mas perdeu a vida, enquanto eu estou vivo!”. E quando o conduzissem em direção às montanhas fora de Jerusalém, aumentaria ainda mais seu orgulho, enchendo-se de alegria por “merecer” sair do espaço restrito do Beit Hamikdash e caminhar, acompanhado de pessoas importantes, no “mundo livre” do deserto. O auge de sua realização seria quando o levassem até o topo do penhasco. Lá de cima, com o nariz empinado, lançaria mais um olhar de desprezo e até de “dó” por seu companheiro já abatido.
 
É claro que, se esse bode soubesse a verdadeira razão pela qual havia sido levado até ali e se percebesse o que estava prestes a lhe acontecer, não se entregaria a esses pensamentos ilusórios. Um empurrão desde a encosta íngreme o faria cair e, ao chocar-se com a montanha, suas ilusões e seus membros se despedaçariam e se espalhariam por toda parte. Somente então todos entenderiam quem era o verdadeiramente afortunado.
 
Essa descrição da Torá sobre os dois bodes representa a dinâmica do livre-arbítrio. Dois caminhos iguais estão abertos diante de cada judeu. Um é o caminho da Torá e das Mitzvót, que conduz aqueles que o seguem a se aproximarem de D’us. O segundo é o caminho daqueles que vivem uma vida vazia, cheia de desejos e materialismo, distantes do estudo da Torá e do cumprimento das Mitzvót. O primeiro caminho exige, às vezes, sacrifícios: abrir mão de certos desejos e aceitar limitações impostas pelas leis da Torá. Mas tudo vale a pena quando considerado à luz do nosso verdadeiro objetivo: nos aproximar de D’us. De fato, aqueles que seguem o caminho de D’us alcançam a verdadeira felicidade, neste mundo e no Mundo Vindouro. Mas aqueles que escolhem o caminho da libertinagem e do desejo, embora pareça que vivem uma vida livre e cheia de prazeres, seu fim é ruim e amargo. Às vezes, parece que eles estão certos e que suas vidas são mais belas e agradáveis. Mas, assim como o “sucesso” do bode “Para Azazel” desaparece rapidamente ao rolar do alto do penhasco, também a prosperidade dos perversos é passageira.
 
Trazer esses dois bodes em Yom Kipur nos lembra da luta eterna que ocorre dentro de cada um de nós. O Yetzer Hará tenta conduzir o homem pelo caminho do bode “Para Azazel”, enquanto o Yetzer Hatov o incentiva a subir pelo caminho que leva à Casa de D’us. A lição que devemos extrair dessa imagem é a clara compreensão de que o florescimento dos perversos é apenas momentâneo, mas seu fim é extremamente amargo. Já o Tzadik “florescerá como a tamareira” (Tehilim 92:13), pois mesmo que seus frutos demorem a surgir, ainda assim se cumprirá nele as palavras: “Ainda produzirão frutos na velhice, serão viçosos e vigorosos” (Tehilim 92:15)
 
O tema dos dois bodes também pode servir para nós como um exemplo de como nosso comportamento durante Yom Kipur pode mudar completamente a nossa eternidade. Segundo o Rav Yossef Tzvi Salant zt”l (Lituânia, 1786 - Israel, 1866), a Torá ordena que ambos os bodes fossem iguais no início, mas no final tornavam-se completamente diferentes. Um deles se elevava ao nível mais alto possível para um Korban. Em contraste, o segundo era enviado a um local desolado e seu fim era o despedaçamento de seus membros contra as rochas, um destino desonroso que jamais seria dado a um Korban.
 
Uma situação semelhante pode ocorrer também entre duas pessoas que estão no mesmo nível e são semelhantes em todos os aspectos. Um deles aproveita o dia sagrado de Yom Kipur e faz Teshuvá completa, se arrependendo de seus pecados com todo o coração. Se sua Teshuvá é por amor, seus pecados intencionais tornam-se méritos. A esse tipo de pessoa alude o bode “Para Hashem”, que entra no Kodesh Hakodashim, o centro da Presença Divina. Seu companheiro, por outro lado, não desperta para fazer Teshuvá nem mesmo em Yom Kipur. Embora o cálculo de seus pecados e méritos seja exatamente igual ao do primeiro, a perda dessa oportunidade extraordinária de fazer Teshuvá em Yom Kipur inclina a balança para o lado negativo, e ele é inscrito entre os perversos. Como uma transgressão leva a outra, ele vai se afastando de D’us e de Sua Torá, até que seu fim será a destruição. A isso alude o bode enviado “Para Azazel”, uma terra de desolação.
 
Da Mitzvá dos bodes devemos refletir e extrair um importante ensinamento de vida: assim como inicialmente não era possível distinguir qual bode seria “Para Hashem” e qual seria “Para Azazel”, assim também ocorre com as pessoas que estão lado a lado em Yom Kipur. Não é possível perceber quem viverá e quem morrerá, quem será destinado para D’us e quem para Azazel. Somente D’us conhece nossos pensamentos e intenções. Ele conhece os segredos de cada ser e recebe todo aquele que retorna de coração, que se aproxima e se conecta a Ele. E, através disso, essa pessoa merece vida verdadeira e uma existência voltada a fazer o bem, todos os seus dias.
 

SHABAT SHALOM

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, 
R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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