sexta-feira, 31 de julho de 2026

CONSTRUINDO UMA EMUNÁ PALPÁVEL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAETCHANAN 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Esther Chava bat Sarah

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHAT VAETCHANAN 5786


         São Paulo: 17h21                 Rio de Janeiro: 17h08 

Belo Horizonte: 17h16                  Jerusalém: 19h01
ASSUNTOS DA PARASHAT VAETCHANAN
  • Moshé implora para entrar na Terra de Israel.
  • Fundamentos da Emuná.
  • Obediência a D’us.
  • Exílio e Retorno.
  • Cidades de Refúgio.
  • Repetição dos Dez Mandamentos.
  • Shemá Israel.
  • Mitzvá da Mezuzá.
  • Perigos da Prosperidade.
  • Recordando o Êxodo e transmitindo para as futuras gerações.
  • Advertência contra a assimilação quando entrarem na Terra de Israel.
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CONSTRUINDO UMA EMUNÁ PALPÁVEL - PARASHAT VAETCHANAN 5786 (23/jul/26)

“O Rav Aryeh Levin zt”l (Império Russo, 1885 - Israel, 1969) vivia com sua família em extrema pobreza. Seu salário na Yeshivá Etz Chaim mal cobria as despesas básicas, e frequentemente faltava dinheiro até mesmo para comprar alimentos. Apesar disso, quem convivia com ele testemunhava que ele jamais demonstrava desespero. Quando surgia uma dificuldade financeira, sua primeira reação era fazer Tefilá. Para ele, recorrer a D’us em Tefilá não era um recurso depois que todas as soluções humanas falhavam; era o caminho natural.
 
Quando sua esposa comentava que a casa estava praticamente sem recursos, o Rav Aryeh respondia com tranquilidade que o sustento pertence a D’us e que Ele enviaria o necessário. Em inúmeras ocasiões, exatamente quando a situação parecia chegar ao limite, alguém batia à porta trazendo uma doação ou um pagamento inesperado. O Rav Aryeh nunca descrevia isso como “coincidência”. Dizia simplesmente que D’us havia enviado o que a família precisava. Ele vivia com a mesma certeza com que uma criança confia que seu pai cuidará dela. Essa postura marcou profundamente todos os que viveram ao seu redor.
 
Todo Shabat, o Rav Aryeh Levin visitava os prisioneiros judeus na prisão central de Jerusalém, muitos deles presos por lutar contra o Mandato Britânico. Ele lia a Torá com eles, dava apoio espiritual e servia de elo entre os presos e suas famílias. Durante uma dessas visitas, enquanto o Rav Aryeh estava lendo a Torá para os prisioneiros, um dos guardas entrou na sala e fez-lhe um sinal de que precisava falar com ele urgentemente. Ele percebeu que algo grave havia acontecido. Do lado de fora, seu genro o esperava. Sua filha havia sido acometida por uma paralisia repentina. Segundo os médicos, levaria anos para que ela pudesse se recuperar.
 
Naquela noite, após o término do Shabat, o mesmo guarda bateu à porta do rabino. Os prisioneiros, tomados pela curiosidade, haviam subornado o guarda para descobrir o motivo da saída repentina do rabino. O Rav Aryeh contou o que havia acontecido e pediu para transmitir que eles não se preocupassem. No Shabat seguinte, os prisioneiros o cercaram perguntando pela saúde da filha. Ele respondeu, emocionado, que ela estava “o melhor possível, dadas as circunstâncias”. Durante a leitura da Torá daquele Shabat, aconteceu algo extraordinário: ao recitar o “Mi Sheberach” para o primeiro homem chamado na Torá, o rabino ficou surpreso ao ouvir o preso anunciar que queria doar um dia de sua própria vida pela recuperação da filha do rabino. O segundo homem chamado doou uma semana de vida. O terceiro, um mês. E assim foi seguindo, até que o sétimo homem declarou: “O que vale a nossa vida na prisão comparada à angústia do rabino? Dedico todos os dias que me restam para a recuperação completa da filha do rabino!”. O Rav Aryeh chorou, comovido pelo carinho daqueles homens.
 
Naquela mesma noite, após o Shabat, a filha milagrosamente começou a mostrar sinais de melhora, movendo alguns membros. Em poucos dias, ela se recuperou completamente, contrariando o prognóstico médico inicial. Porém, para o Rav Aryeh Levin não foi uma surpresa. Ele nunca demonstrava preocupação, pois, para ele, a Tefilá não era apenas uma obrigação religiosa, mas uma conversa real com D’us. Depois de fazer sua Hishtadlut e se voltar a D’us em Tefilá, ele sentia que a questão estava nas mãos de Quem realmente dirige o mundo.”
 
Para pessoas como o Rav Aryeh Levin, a Emuná deixa de ser apenas um conceito intelectual e passa a ser uma percepção concreta da realidade. A pessoa faz sua parte, mas vive com a convicção de que a solução vem de D’us. E essa convicção produz uma tranquilidade que quem observa de fora dificilmente consegue explicar.

 

Nesta semana lemos a Parashat Vaetchanan (literalmente “E eu implorei”), na qual Moshé continua com seus discursos de despedida, tentando implantar no coração do povo judeu a Emuná necessária para vencer os desafios que encontrariam na Terra de Israel.
 
A Parashá começa nos ensinando sobre a força da Tefilá. Moshé relembra quantas vezes implorou para que D’us o deixasse entrar na Terra de Israel. Moshé sabia que tudo depende somente da vontade de D’us, e a nossa Tefilá é um mecanismo que tem o incrível poder de influenciar os mundos espirituais e mudar decretos. E assim também Moshé ensinou: “Pois que grande nação existe que tenha um D’us tão próximo dela como Hashem, nosso D’us, sempre que O invocamos?” (Devarim 4:7). Moshé estava nos ensinando: qual é o povo que tem o privilégio de ter D’us tão perto quanto nós? Sempre que O chamamos com sinceridade, Ele está próximo e escuta as Tefilót.
 
O Rav Israel Meir HaCohen zt”l 
(Bielorússia, 1838 - Polônia, 1933), mais conhecido como Chafetz Chaim, nos ensina que a pessoa deve se acostumar a não pedir para D’us as coisas que necessita apenas na hora da Tefilá, mas sim em todos os momentos que precisar de algo, em qualquer língua que ela conheça.
 
Diz o Talmud (Brachot 63a): “Ensinou Bar Kapará: Qual é a pequena porção da qual dependem todos os fundamentos da Torá? ‘Em todos os seus caminhos, conhece-O, e Ele endireitará seus trajetos’ (Mishlei 3:6)”. O Rabeinu Yoná zt”l (Espanha, século 12) explica que “Em todos os seus caminhos, conhece-O” nos ensina que em tudo o que fizermos, devemos nos voltar a D’us, e assim Ele endireitará nossos caminhos.
 
Qual é a aplicação prática deste ensinamento? O Yetser Hará nos engana e diz que, para assuntos de grande importância, de fato é preciso a ajuda de D’us, mas que para uma coisa simples, não é apropriado incomodá-Lo. Porém, “em todos os seus caminhos” significa inclusive nas coisas pequenas. Se uma pessoa não acredita nisso, já é considerado um certo nível de Kefirá (heresia), pois é uma limitação do poder infinito de D’us. Ainda que o que precisamos seja algo pequeno, a recompensa pela confiança em D’us será muito grande.
 
O Talmud (Brachót 63a) nos ensina algo inacreditável: “Disse o Rav Papa: O ladrão, à entrada do túnel (do assalto), invoca o Misericordioso”. Como podemos entender isso? Significa que, embora o Yetser Hará do ladrão tenha prevalecido sobre ele e ele transgrida a proibição de roubo, esta é apenas uma transgressão pontual. Sua ligação com D’us ainda não foi rompida. Certamente é preferível que ele pare de roubar, mas, enquanto o faz, é bom que ao menos ele compreenda que tudo o que faz é com a ajuda de D’us. A partir disso, sua ligação com D’us pode se fortalecer e, ao pedir coisas erradas e recebê-las através de sua Tefilá, ele acabará sentindo vergonha diante de D’us e passará a pedir coisas permitidas, pois entenderá que se D’us dá até mesmo quando pedimos algo errado, quanto mais nos dará quando pedirmos coisas boas. Através disso, retornará do seu mau caminho.
 
Não devemos ter vergonha de pedir a D’us por nenhum tipo de necessidade material, e muito menos por um assunto espiritual. É verdade que, no início, o pedido será apenas um ato externo, não criará nenhum vínculo. Porém, com o tempo, quando a pessoa perceber que seus pedidos estão sendo atendidos, ela se elevará e se aproximará de D’us através disso. Assim ensina o Rabeinu Yoná: “E, através desse hábito, a alma desejosa alcançará a confiança em D’us”. A busca por D’us se encontra naturalmente nas profundezas da nossa alma. A prova disso é a Tefilá daqueles que negam D’us quando eles, ou um de seus parentes, se encontram em grande angústia. Como se costuma dizer: “Não há ateus em aviões caindo”.
 
Esta forte experiência, de se sentir completamente dependente de D’us, despertada naquele que é descrente quando ele é abalado pela força da aflição, também pode ser atingida por aqueles que já têm Emuná. Para isso, a pessoa deve repetir a si mesma constantemente, em tudo o que fizer: “Se eu vou conseguir ou não, se terei sucesso ou fracassarei, tudo depende da vontade de D’us. E, como desejo ter sucesso, peço a Ele”. O Rav Avraham Yeshayahu Karelitz zt”l (Bielorússia, 1878 - Israel, 1953), mais conhecido como Chazon Ish, ensina a fórmula para chegar à Emuná palpável: “Qualquer coisa que a pessoa precise, que peça a D’us. Se precisa de sapatos novos, que fique de pé no canto do quarto e diga: ‘Dono do Mundo, veja meus sapatos rasgados. Por favor, me providencie dinheiro para que eu possa comprar sapatos novos’. E assim deve fazer com tudo. Através disso, a pessoa se acostumará a reconhecer e sentir que é Ele quem dá tudo”.
 
Se uma pessoa quiser examinar se sua Tefilá é correta ou não, ela deve observar a si mesma e ver como reage quando percebe que sua Tefilá ainda não foi atendida como esperava. Se sua conclusão for que ela não rezou como devia e por isso não foi atendida, isso é um sinal de que sua Tefilá ainda não chegou ao nível apropriado para ser chamada de “súplica”. Mas, se ela disser em seu coração: “Eu fiz a minha parte, isto é, rezei, e D’us me dará conforme e quando Ele entender que é o correto, e eu confio e tenho certeza de que, mesmo que Ele não me dê, isso é apenas para o meu bem”, este é um sinal de que ela rezou como devia. Além disso, para verificar se sua Tefilá é correta ou não, a pessoa deve checar se ela se sente tranquila, realmente acreditando que fez a sua parte e que D’us fará o que for bom aos Seus olhos.
 
Outro passo importante para desenvolver a nossa Emuná é que, quando a pessoa perceber que sua Tefilá foi atendida, ela deve voltar a se dirigir a D’us para Lhe agradecer, em qualquer momento e em qualquer língua. Assim, ela vivencia novamente a experiência da conexão com Ele. Se fizer isso com constância, alcançará a Emuná palpável. Este é o caminho para alcançar a Emuná com a qual vivia o Rav Aryeh Levin.
 
O Chazon Ish zt”l ensinava que devemos colocar em nossos corações a Emuná na Hashgachá Pratit, a Providência Divina, de que não há nada abandonado ao acaso no mundo, tudo é conduzido pela Providência e, portanto, por tudo se pode rezar. Através desse entendimento, a pessoa se transforma. O essencial é viver com aquela pequena porção da qual dependem todos os fundamentos da Torá: ‘Em todos os seus caminhos, conhece-O’”.

SHABAT SHALOM

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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