terça-feira, 14 de abril de 2020

RECONHECER O QUE RECEBEMOS - SHABAT SHALOM M@IL - SHEVII DE PESSACH E PARASHAT SHEMINI 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
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PARASHAT SHEMINI 5780:

São Paulo: 17h30                   Rio de Janeiro: 17h18 
Belo Horizonte: 17h22                  Jerusalém: 18h24
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ASSUNTOS DA PARASHAT
 
- O Oitavo Dia - Inauguração do Mishkan.
- Consagração dos Cohanim.
- A morte dos filhos de Aharon.
- Advertência de embriaguez no Serviço Divino.
- Completando o Serviço.
- Leis alimentares.
- Animais pequenos.
- Outras leis envolvendo animais.

RECONHECER O QUE RECEBEMOS - SHEVII DE PESSACH E PARASHAT SHEMINI 5780 (17 de abril de 2020)


"Um senhor de 80 anos estava se sentindo mal, com muita falta de ar. Seus filhos, muito preocupados, o levaram para um dos melhores hospitais da cidade, para que recebesse o melhor atendimento. Ainda sem nenhum diagnóstico, ele foi internado para que os médicos pudessem fazer diversos exames. Enquanto aguardavam, passou a noite recebendo oxigênio puro, para melhorar sua falta de ar.
 
No dia seguinte, quando os resultados ficaram prontos, o médico ficou aliviado. Não era nada grave, apenas o início de uma pneumonia, algo que seria resolvido com alguns dias de descanso em casa e antibiótico. O médico então deu alta ao paciente. Quando o velhinho estava saindo, recebeu a conta do hospital: R$ 10 mil. Ao olhar para o papel, o velhinho começou a chorar. O médico se comoveu e tentou consolá-lo. Disse ao velhinho que o mais importante era que ele estava bem de saúde. O velhinho, enxugando as lágrimas, disse:

- Eu não estou chorando pelos R$ 10 mil. Estou chorando pois há 80 anos recebo oxigênio constantemente de D'us e nunca paguei nada. Se por uma noite no hospital eu preciso pagar R$ 10 mil, quanto eu devo para D'us?
 
O médico, ao escutar aquelas palavras, levantou-se e chorou junto com o velhinho..."
 
Quantas coisas boas recebemos na vida e não agradecemos a D'us. Será que sabemos dar valor para as coisas pequenas do cotidiano, como o ar que respiramos? Sabemos dar valor para a Torá e suas Mitzvót, que nos conectam com a espiritualidade e nos permitem crescer um pouco mais a cada dia?

Nesta semana continuamos comemorando a Festa de Pessach, na qual revivemos a libertação do povo judeu da terrível escravidão egípcia, após 210 anos de muito sofrimento. Mas apenas sair do Egito não foi suficiente, pois o povo ainda se sentia escravizado por saber que seus opressores ainda poderiam persegui-los no deserto e reconduzi-los à escravidão. E o medo do povo estava correto, pois o Faraó, arrependido de ter libertado seus escravos, reuniu seu exército mais uma vez e partiu em perseguição ao povo judeu. No sétimo dia após a saída do Egito, os judeus foram alcançados, justamente quando se encontravam diante do Mar Vermelho, intransponível. O povo ficou desesperado e gritou para D'us. Então mais um enorme milagre aconteceu: diante dos olhos de todo o povo, mais de três milhões de pessoas, o mar se abriu.
 
É por isto que o sétimo dia de Pessach (que começa na 3ª feira de noite, 14/maio) também é um Yom Tov, um dia sagrado, em agradecimento e reconhecimento pelo imenso milagre que ocorreu. Se fosse apenas a simples abertura do mar, já seria o suficiente para agradecermos para sempre. Porém, de acordo com o Meam Loez (obra escrita por volta de 1730, por vários autores), não foi apenas um único milagre, mas 50 milagres incríveis que ocorreram. Por exemplo, o piso do mar se elevou e ficou completamente seco, formando um lindo mosaico. Árvores frutíferas cresceram, do chão brotou pasto para os animais e das paredes fluía água doce potável. As paredes do mar se abriram e formaram 12 túneis cristalinos, através dos quais as Tribos podiam se ver. Mesmo as crianças e os velhinhos puderam se mover com rapidez, sem atrasar o resto do povo. Por isso, devemos agradecer muito a D'us e reconhecer as infinitas bondades que Ele nos fez e continua fazendo até hoje.

E no próximo Shabat lemos a Parashat Shemini (literalmente "Oitavo"), que começa descrevendo a inauguração do Mishkan, dia no qual os Cohanim assumiram seu papel de líderes espirituais do povo judeu. Porém, este dia de alegria foi manchado por uma terrível tragédia: a morte dos dois filhos mais velhos de Aharon, Nadav e Avihu, que foram queimados por um fogo celestial. Há muitas explicações sobre qual foi o motivo pelo qual eles tivessem uma morte tão prematura e terrível, na frente de todo o povo. Um dos motivos apontados é que eles não respeitaram seu rabino, Moshé Rabeinu, e ensinaram uma Halachá sem se aconselhar com ele, o que resultou na oferenda de um incenso que D'us não havia comandado. Porém, apesar da transgressão, que resultou em uma decisão errada, ainda assim o castigo parece desproporcional ao erro cometido. Por que eles foram castigados de maneira tão dura?

A resposta está nos versículos que aparecem no final da Parashat: "Você não deve se tornar abominável com qualquer criatura rastejante, nem se contaminar com elas... Pois Eu sou D'us, e vocês se santificarão e serão sagrados, pois Eu sou Sagrado... Pois eu sou D'us, que te trouxe da terra do Egito para ser seu D'us" (Vayikrá 11:43-45). Nestes versículos a Torá está nos proibindo de nos alimentarmos com qualquer tipo de animal rastejante, algo que nos "contamina" espiritualmente.
 
Porém, há algo na linguagem deste versículo que nos chama a atenção. Sempre que a Torá se refere à saída do Egito, a linguagem utilizada é "Hotseti", que significa "Eu tirei vocês". Porém, nestes versículos a linguagem utilizada é "Hamaalê", que significa "Eu elevei vocês". Por que a linguagem normal foi alterada justamente neste versículo que fala sobre a proibição de comer répteis? Rashi (França, 1040 - 1105) explica que se D'us tivesse nos tirado do Egito apenas para não nos impurificarmos com os répteis, isto já seria suficiente. Porém, o que significam estas palavras de Rashi? O que há de tão especial em deixar de comer répteis que valeria a pena D'us ter nos libertado do Egito apenas para nos entregar esta Mitzvá?

Além disso, se a Torá veio neste momento nos proibir de comer répteis, isto significa que até aquele momento o povo judeu se alimentava de répteis, e deixou de fazê-lo apenas após a saída do Egito. Se comer répteis é algo tão repugnante e nos faz tão mal espiritualmente, por que D'us não nos ordenou a pararmos de comer répteis enquanto ainda estávamos no Egito? Por que Ele esperou até sairmos do Egito para nos dar esta Mitzvá?

Explica o Rav Simcha Zissel zt"l (Lituânia, 1824 - 1898), o Saba MiKelem, que estes versículos são uma prova de um importante fundamento espiritual: todos os castigos da Torá referentes às transgressões que cometemos são, na realidade, uma consequência direta da própria transgressão cometida. Isto significa que, da mesma forma que uma pessoa que come carne estragada vai passar mal por causa desta carne, isto é, é a própria carne estragada que causa na pessoa o mau estar, como consequência da natureza do mundo material, assim também é a própria transgressão que nos "castiga" e nos causa consequências amargas, como consequência da natureza do mundo espiritual.

Porém, há outro paralelo interessante entre as transgressões e a carne estragada. O efeito da carne estragada não é o mesmo em um animal e em um ser humano. Como o sistema digestivo do ser humano é mais refinado, o efeito negativo que a carne estragada tem sobre o nosso corpo é muito mais acentuado do que o efeito sobre o corpo de um cachorro, que já está acostumado a comer comidas mais grosseiras. O mesmo ocorre em termos espirituais. Quando uma pessoa está em um nível muito baixo espiritual, então as transgressões já não a atingem tanto quanto alguém que está em um nível espiritual mais elevado.

Com este conceito podemos entender porque D'us esperou a saída do Egito para nos ordenar a evitarmos a contaminação espiritual através dos répteis. Enquanto estávamos no Egito, nosso nível espiritual era tão baixo que comer répteis já não nos causava mais praticamente nenhum estrago espiritual. Porém, quando saímos do Egito, passamos por um processo de purificação espiritual. Neste novo nível, nossa alma já não podia mais suportar a contaminação através da impureza dos répteis.

Este é o entendimento do que Rashi explicou. Valeu a pena D'us ter nos tirado do Egito apenas pela elevação espiritual que alcançamos, suficiente para que não pudéssemos mais suportar a contaminação espiritual dos répteis. Se fosse só por esta elevação, por esta nova sensibilidade espiritual, já teria valido a pena sair do Egito. As Mitzvót nos purificaram e nos elevam, nos deixando mais sensíveis a qualquer tipo de transgressão.

Porém, a elevação espiritual atingida por cada judeu não é igual e, portanto, o dano causado pelas transgressões também não é igual para todos. Assim podemos entender o terrível castigo recebido pelos filhos de Aharon. Para pessoas que não estão em um nível espiritual elevado, a transgressão de ensinar uma Halachá sem se aconselhar com seu rabino não tem efeitos tão negativos sobre suas almas. Mas este não era o caso dos filhos de Aharon. Eles tinham refinado tanto as suas almas que não suportavam mais este tipo de transgressão, para eles era algo completamente abominável. A prova do incrível nível espiritual atingido pelos filhos de Aharon está em um comentário de Rashi, que explica que Moshé veio consolar seu irmão após a terrível perda de seus filhos. Moshé falou para Aharon: "Eu sabia que o Nome de D'us seria santificado através da morte de pessoas especiais. Eu achei que seria através de mim ou de você. Agora eu vejo que seus filhos eram maiores do que eu e você". Moshé aprendeu, através do terrível castigo que os filhos de Aharon receberam, o enorme nível espiritual que eles tinham atingido, de purificação de suas almas, a ponto de suas almas não suportarem mais nenhum tipo de transgressão, nem mesmo um pequeno desvio. O nome de D'us foi santificado, pois o povo pôde refletir que, se aquele era o castigo dos Tzadikim, certamente muito maior seria o castigo dos Reshaim (perversos), e com isto se afastaram das transgressões.
 
A Mitzvá de não comer répteis é realmente especial, pois ela nos ensina o nosso verdadeiro potencial, nos ensina que nossa sensibilidade espiritual pode ser elevada através das Mitzvót, que recebemos após a saída do Egito. A verdadeira liberdade não foi a saída física do Egito, e sim a saída espiritual. Precisamos agradecer a D'us todos os dias pela nossa liberdade espiritual, pela possibilidade de nos elevarmos, de nos refinarmos. As Mitzvót são o nosso maior presente, e por elas valeu a pena D'us ter nos tirado do Egito.
 

PESSACH KASHER VÊ SAMEACH E SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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