sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

SOFRIMENTOS COM SIGNIFICADO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BÔ 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 
Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHAT BÔ 5786



         São Paulo: 18h37                 Rio de Janeiro: 18h23

Belo Horizonte: 18h21                  Jerusalém: 16h25
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ASSUNTOS DA PARASHAT BÔ
  • Gafanhotos: A 8ª Praga.
  • Escuridão: A 9ª Praga.
  • Preparativos para a Praga Final.
  • Rosh Chodesh.
  • Preparação do Cordeiro.
  • A Festa de Pessach.
  • Korban Pessach.
  • Morte dos Primogênitos: A Praga Final.
  • O Êxodo.
  • As Leis do Korban Pessach.
  • Deixando o Egito.
  • Relembrando o Êxodo.
  • A Consagração do Primogênito.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

SOFRIMENTOS COM SIGNIFICADO - PARASHAT BÔ 5786 (23/jan/26)

Mark Borovitz nasceu em 1951, nos Estados Unidos, em uma família judia secular. Ele cresceu sem saber o que eram Mitzvót e nunca na vida havia estudado Torá nem participado da vida comunitária judaica. Quando era adolescente, sofreu uma perda marcante: a morte do pai, o "ponto de ruptura" que o deixou sem direção nem propósito. Com isso, ele se envolveu com a marginalidade urbana: roubos, golpes, fraudes e um ciclo de comportamento autodestrutivo que culminou em prisões repetidas e dependência de álcool e drogas.
 
No início da década de 1980, Borovitz estava preso no sistema penitenciário da Califórnia por utilizar cheques sem fundos e outros crimes. Foi nesse período que ele teve seu primeiro contato significativo com o judaísmo. Um dos prisioneiros que estava em sua cela, também judeu, apresentou-lhe ensinamentos da Torá que começaram a retratar sua própria situação: histórias de pessoas que erraram profundamente e depois se transformaram.
 
Quando foi libertado em 1988, Borovitz estava completamente transformado. Ele não havia desenvolvido apenas um interesse intelectual pelas tradições judaicas, mas a Torá passou a guiar suas decisões e sua identidade. Ele começou a trabalhar na "Beit T'Shuvah", um centro de reabilitação para dependentes químicos que combinava recuperação clínica com valores espirituais judaicos. Ele foi contratado para transmitir ensinamentos de Torá aos residentes do centro, pois sabia quanto esses conhecimentos haviam mudado sua vida. Agora ele queria oferecer a outros um caminho para superar os sofrimentos e a dependência por meio de valores espirituais. Ele iniciou serviços de Shabat, ensinava Torá e aplicava analogias das histórias da Torá à realidade dos participantes da reabilitação. As pessoas se identificavam com sua história pessoal, porque ele falava com honestidade sobre seus próprios erros e sofrimentos, e como isso o guiou ao encontro de um propósito espiritual.
 
Ele passou as décadas seguintes trabalhando não apenas com os residentes da "Beit T'Shuvah", mas também em contextos comunitários mais amplos, ajudando pessoas a encontrar sentido e sustentação espiritual em suas próprias lutas. Sua Teshuvá foi uma mudança interior profunda, ligada a um sofrimento real e à busca por significado que o conduziu a um compromisso de vida baseado na Torá. Sua trajetória demonstra que um sofrimento pessoal profundo pode ser um catalisador para reflexão, encontro de significado e transformação espiritual duradoura, levando não apenas à reconexão com práticas religiosas, mas também a uma vida dedicada a ajudar outros a superar suas próprias dores por meio de valores judaicos.

Nesta semana lemos a Parashat Bô (literalmente "Venha"), que traz as últimas três pragas que D'us mandou sobre os egípcios, quebrando completamente a resistência deles e culminando com a libertação do povo judeu. Há uma informação interessante, que não apareceu nas primeiras pragas, mas que se repete a partir da sexta praga: o endurecimento do coração do Faraó após ele não aguentar o sofrimento das pragas e decidir libertar o povo judeu. D'us aparentemente estava tirando o livre arbítrio do Faraó, como está escrito: "Pois Eu endureci o seu coração" (Shemot 10:1). Muitos comentaristas questionam: por que D'us endureceu o coração do Faraó, se isso tirou dele a possibilidade de libertar o povo judeu?
 
Podemos responder através de uma parábola. Um judeu estava em litígio com um vizinho não-judeu, e o caso chegou diante de um juiz antissemita. O judeu enviou secretamente ao juiz um belo presente. O juiz lhe perguntou: "Como você ousa me enviar suborno, se na sua Torá está escrito que é proibido subornar um juiz?". O judeu respondeu: "Se você fosse judeu e dois judeus viessem para um julgamento, sua opinião em relação a ambos seria equilibrada e, assim, o julgamento seria verdadeiro. Neste caso, se uma das partes desse um suborno, estaria inclinando o coração do juiz a seu favor e o julgamento penderia em seu benefício. Mas quando um judeu e um não-judeu estão diante de um juiz antissemita, a opinião do juiz não é equilibrada, pois o coração do juiz já está inclinado para o lado do não-judeu. Neste caso, o suborno fará a balança da justiça voltar a ficar equilibrada".
 
Esta parábola esclarece a questão do endurecimento do coração do Faraó. O verdadeiro desejo do Faraó era não libertar o povo judeu. Contudo, em razão do grande sofrimento que ele e seu povo experimentavam por causa das pragas, ele estava prestes a agir contra a sua própria vontade. Nessas condições, a libertação do povo judeu não seria considerada para o Faraó um arrependimento sincero, pois teria sido feito por coerção. Quando D'us endurecia o coração do Faraó, estava dando-lhe forças novamente. Desse modo, endurecer seu coração não foi para retirar o seu livre-arbítrio, ao contrário, foi para remover o temor das pragas, que desequilibrava suas decisões. Através do endurecimento do seu coração, o Faraó retornou à sua vontade própria, que era não libertar o povo judeu. Para que fosse considerado que o Faraó se arrependeu, isso deveria ser feito por sua escolha. Se ele fizesse apenas pelo temor das pragas, não seria eficaz para lhe trazer méritos e terminar com as pragas.
 
Ainda assim resta um grande questionamento. Nossos sábios explicam que o arrependimento é eficaz mesmo quando vem por força dos sofrimentos. Assim nos ensina o Talmud (Menachot 53b): "No momento em que o Templo foi destruído, D'us encontrou Avraham, que estava de pé no Templo, e disse para ele: "O que faz o Meu amado em Minha Casa?". Avraham respondeu: "Vim por causa dos assuntos dos meus filhos". D'us disse: "Seus filhos pecaram e foram exilados". Avraham tentou argumentar: "Talvez tenham pecado por engano", mas D'us respondeu que foi intencional. Avraham ainda tentou de novo: "Talvez apenas uma minoria tenha pecado?", mas D'us respondeu que foi a maioria. Em certo momento, Avraham colocou as mãos na cabeça, começou a gritar e chorar, e disse: "Será que Seus filhos não têm conserto?". Saiu então uma Voz Celestial e disse: "D'us chamou o teu nome 'oliveira verdejante', bela de fruto formoso". Assim como a oliveira, cujo objetivo final está no seu fim, isto é, quando o fruto é colhido, assim também o povo judeu, o seu objetivo final está no seu fim, isto é, quando se arrependerem e voltarem". Mas como entender esta conversa de Avraham com D'us? O que estava afligindo tanto Avraham? E como D'us o consolou e o tranquilizou?
 
A explicação é que Avraham teve medo que talvez o povo judeu não teria mais possibilidade de reparação, pois mesmo que retornassem em arrependimento, o fariam por causa dos sofrimentos do exílio. Em resposta, saiu uma Voz Celestial e o tranquilizou, garantindo que o arrependimento deles seria aceito, mesmo que viesse por causa dos sofrimentos. Na continuação do Talmud, o Rabi Yochanan questionou: "Por que Israel foi comparado à oliveira?". A resposta é que, da mesma forma que o azeite da azeitona é extraído por meio da prensagem, também o povo judeu retorna em arrependimento por meio da pressão dos sofrimentos. Assim como a prensagem não acrescenta azeite, mas apenas extrai o azeite que já existia dentro da azeitona, assim também o povo judeu, por meio dos sofrimentos, revela a sua vontade interior de fazer o que é correto, que até então estava oculta dentro deles. Além disso, a própria oliveira é amarga, e ela se adoça por meio do fogo. O fogo não acrescenta doçura, mas apenas remove a amargura que estava impregnada na oliveira, ficando a doçura do fruto que já existia antes. Assim também o povo judeu retorna em arrependimento por meio dos sofrimentos.
 
Portanto, o arrependimento por causa dos sofrimentos não é a forma ideal, não é a maneira mais completa de arrependimento, mas funciona. Na realidade, um dos principais propósitos de D'us ao nos mandar sofrimentos é justamente despertar o nosso arrependimento pelos erros cometidos. Então, por que caso o Faraó tivesse libertado o povo judeu por causa dos sofrimentos, isso não seria considerado um arrependimento verdadeiro?
 
Responde o Rav Yossef Dov Soloveitchik zt"l (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis Halevi, que o arrependimento proveniente do sofrimento só é eficaz quando os sofrimentos despertam a pessoa de sua sonolência e ela compreende, com seu intelecto, o erro que cometeu, arrependendo-se plenamente do que fez. A prova se a pessoa realmente se arrependeu está no seu comportamento depois que o temor do sofrimento se afasta. Se mesmo então a pessoa não retorna mais à transgressão, pode-se dizer que realmente se arrependeu.
 
Esse tipo de arrependimento verdadeiro proveniente do sofrimento é encontrado apenas nas pessoas que, em sua vontade interior, desejam seguir um caminho reto, e são apenas causas externas e seduções da má inclinação que as levam às transgressões. Essa é a natureza do povo judeu, um povo comprometido com a sua conexão espiritual. Por isso, o exílio e os sofrimentos removem a causa que os levou a pecar, os deixam com sua vontade interior pura. Por isso, não constituem para eles um impedimento para um arrependimento verdadeiro. Não é assim com os egípcios, como vimos no caso do Faraó, cuja vontade verdadeira era pecar. Deste modo, os sofrimentos que os atingiram não tinham força para revelar a vontade interior, ao contrário, levam a atos que não eram parte da sua natureza. A prova disso era o comportamento do Faraó depois que o terror dos sofrimentos passava, ele imediatamente voltava a proibir os judeus de sair. Este era o verdadeiro Faraó.
 
Portanto, se os egípcios retornassem em arrependimento por causa dos sofrimentos, se assemelhariam àquele que adoça algo amargo ao lhe acrescentar algo doce de forma superficial. Mesmo que a doçura acrescentada prevaleça sobre a amargura, a ponto de ela já não ser mais percebida, ainda assim a amargura que existia não se alterou. Do mesmo modo, o arrependimento dos egípcios, quando ocorria por meio dos sofrimentos, não vinha de uma busca interior da verdade, mas decorria de uma força externa. Por isso, não era considerado arrependimento verdadeiro.
 
Em vez de reclamar dos sofrimentos, devemos utilizar as dificuldades que surgem na vida como oportunidades para reflexão, crescimento e mudanças. D'us nos ama muito mais do que nós O amamos. Ele nos manda sofrimentos para consertarmos os nossos erros e melhorarmos como pessoas. São oportunidades de ouro para colocarmos para fora quem nós somos de verdade.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, deixe aqui a sua pergunta ou comentário sobre o texto da Parashá da semana. Retornarei o mais rápido possível.