quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

HONESTIDADE ACIMA DE TUDO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIETSE 5777

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HONESTIDADE ACIMA DE TUDO - PARASHÁ VAIETSE 5777 (09 de dezembro de 2016)

Três estudantes universitários não queriam fazer a prova final do curso de engenharia, pois haviam passado o final de semana curtindo e não tinham estudado nada. Mas como poderiam convencer o professor a deixá-los fazer a prova depois? Eles elaboraram um plano incrível. Sujaram suas roupas com graxa, óleo e gasolina e foram falar com o professor nos minutos finais da prova.

- Professor, pedimos desculpas, não conseguimos chegar a tempo para fazer a prova. Estávamos em um casamento no Rio de Janeiro e na volta o carro quebrou. Passamos muito tempo tentando consertar o carro, por isso estamos assim sujos. Não temos condições psicológicas de fazer a prova agora. Por favor, podemos fazer em outro dia?
 
O professor pensou por alguns instantes e, de maneira muito compreensiva, marcou a prova para três dias depois. Os amigos ficaram muito felizes com o sucesso de sua malandragem, pois haviam aproveitado o fim de semana e ainda fariam a prova em outro dia, com bastante tempo para estudar. Depois de três dias eles foram fazer a prova confiantes, pois haviam estudado muito e estavam bem preparados. Para a surpresa deles, o professor colocou-os em salas separadas. Quando receberam a prova, quase desmaiaram. A prova tinha apenas quatro perguntas:

1. De quem era o casamento no Rio de Janeiro?
2. Que horas o carro quebrou?
3. Aproximadamente em que trecho da estrada o carro quebrou?
4. Qual é o modelo do carro?
 
Embaixo das perguntas estava escrita a seguinte frase: "Caros alunos, ser honesto significa escolher não mentir, não roubar, não enganar e não trapacear de modo algum, mesmo quando parece justificável. Quando somos honestos, desenvolvemos a força de caráter que nos permite melhorar nosso relacionamento com D'us e com o próximo. Sendo honestos, alcançamos a paz de espírito, além do respeito e a confiança do próximo. Boa prova" 

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A Parashá desta semana, Vaietse (literalmente "E saiu"), descreve a viagem de Yaacov para a casa de seu tio Lavan, para fugir da fúria de seu irmão Essav e para procurar uma esposa. Yaacov conheceu a filha de Lavan, Rachel, e percebeu que com ela construiria o povo judeu. Mas como Yaacov não tinha dinheiro para o dote, Lavan cobrou dele sete anos de trabalho. Após trabalhar os sete anos, Yaacov foi enganado e acabou casando-se com a outra filha de Lavan, Leá. Teve então que trabalhar outros sete anos por Rachel. Depois disso, ainda trabalhou mais seis anos para Lavan com o intuito de juntar um pouco de dinheiro e bens para sua própria família. Quando decidiu voltar para casa, ainda foi perseguido por Lavan, que quis checar nos utensílios de Yaacov se ele havia roubado algo.
 
No total, Yaacov trabalhou por 20 anos para seu tio Lavan. Apesar do tempo tão longo e das péssimas condições de trabalho, a Torá atesta que durante todos estes anos ele foi completamente honesto, como está escrito em relação aos sete anos adicionais que Yaacov teve que trabalhar por Rachel: "E (Yaacov) trabalhou com ele (Lavan) outros sete anos" (Bereshit 29:30). Rashi aprende deste versículo que a Torá quis conectar os sete anos finais com os sete anos iniciais, para nos ensinar que, da mesma forma que os sete anos iniciais foram com honestidade completa, assim também os sete anos finais foram com honestidade completa.
 
Mas deste comentário de Rashi surge uma grande pergunta. Por acaso teríamos alguma desconfiança da honestidade de Yaacov? Nossos patriarcas eram incríveis exemplos de retidão. Yaacov era uma pessoa tão correta, tão íntegra, tinha tanto temor a D'us, que certamente nunca faria um ato de desonestidade. Então, por que neste momento a Torá precisou reforçar a sua honestidade?
 
Explica o Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936) que a resposta está em um interessante Midrash: "Diz Rabi Akiva: "Ame ao próximo como a você mesmo" (Vayikrá 19:18), esta é uma grande regra da Torá. Ben Azay diz: "Esta é a narração das gerações" (Bereshit 5:1) é uma regra ainda maior. Não diga: "Pelo fato de ter sido desprezado (pelo meu companheiro), desprezarei meu companheiro junto comigo". Se você fez isto, saiba quem você está desprezando: "À imagem de D'us o fez (o ser humano)" (Bereshit 5:1). Mas o que significa este Midrash?
 
De acordo com o Rav Yerucham, este Midrash traz uma discussão entre Rabi Akiva e Ben Azay, dois grandes sábios da época do Talmud, em relação a como deve ser o nosso relacionamento com o próximo. De acordo com o Rabi Akiva, nosso relacionamento com o próximo é baseado no versículo "Ame ao próximo como a você mesmo". Temos que tomar cuidado com a honra dos outros e nunca fazer ao próximo o que não gostamos que façam conosco. Porém, na prática, caso nosso companheiro nos despreze, também seria permitido desprezá-lo, pois não temos obrigação de amar o próximo mais do que amamos a nós mesmos. Já de acordo com Ben Azay, o comportamento exigido de cada ser humano vem do seguinte versículo "Esta é a narração das gerações do ser humano. No dia em que D'us criou o ser humano, à imagem de D'us o fez"". O final do versículo, "à imagem de D'us o fez", impede a pessoa de dizer "como fui envergonhado pelo meu companheiro, então envergonharei meu companheiro comigo", pois como o ser humano foi criado à imagem e semelhança de D'us, então aquele que despreza seu companheiro está, em última instância, desprezando D'us.
 
Com esta explicação do Midrash, podemos entender as palavras do versículo que ressaltam a honestidade de Yaacov. Ele tinha muito motivos e justificativas para não continuar a trabalhar para Lavan de maneira honesta. Ele tinha feito um trato com Lavan, com as condições muito claras. Sabendo da má índole de Lavan, Yaacov havia especificado que queria casar-se com a sua filha mais nova, Rachel. Yaacov havia tentado se proteger de todas as formas de uma enganação de Lavan. Porém, após trabalhar sete anos por Rachel, Yaacov foi enganado. A reação normal de uma pessoa enganada é revidar, tentando diminuir seu prejuízo. Por dentro, Yaacov devia estar querendo "dar o troco" em Lavan. Ele poderia facilmente retirar animais do rebanho de Lavan ou ficar descansando ao invés de ir trabalhar. Mas ele conseguiu passar por este teste de honestidade e, apesar de saber que os sete anos adicionais eram injustos, mesmo assim ele continuou fazendo seu trabalho de forma honesta. Ele foi tão íntegro e correto em seu trabalho como pastor dos animais de Lavan que seu comportamento se transformou em Halachá (Lei judaica) em relação à responsabilidade exigida dos "Shomrim" (pessoas que guardam objetos dos outros).
 
Há um Midrash que ressalta ainda mais a honestidade de Yaacov, demonstrando que ele tinha um comportamento impecável. Normalmente somos rigorosos em relação a objetos de maior valor, mas acabamos sendo descuidados com objetos de pequeno valor. Ninguém roubaria uma caneta Mont Blanc, mas quase ninguém se importa de levar para casa a caneta Bic do escritório ou de fazer cópias de documentos pessoais na impressora do escritório. Isto é ainda mais frequente quando se trata de pessoas próximas. É normal, quando um genro mora com seu sogro, que ele acabe tendo proveitos não permitidos dos bens do seu sogro. Porém, também em relação a isso a Torá atesta a honestidade de Yaacov. Por que Lavan perseguiu Yaacov? Pois desconfiou que ele havia pegado objetos seus de maneira desonesta. Mas após Lavan procurar em todos os utensílios de Yaacov, não encontrou nada. Yaacov então desabafou: "Pois quando você revirou os meus utensílios, o que você encontrou?" (Bereshit 31:37). O Midrash afirma que Lavan não encontrou nos pertences de Yaacov nem mesmo uma agulha sua. Yaacov, em 20 anos de trabalho, foi honesto, não apenas com objetos mais caros, mas também com os objetos mais simples.
 
A honestidade é um traço de caráter difícil de ser adquirido. O Rav Moshe Chaim Luzzato zt"l, em seu livro Messilat Yesharim (Caminho dos Justos), ressalta o quanto devemos ser extremamente cuidadosos em situações onde é muito fácil encontrar desculpas e justificativas para sermos desonestos. Nosso modelo de verdade e honestidade é Yaacov. Por 20 anos ele viveu na casa de Lavan e diversas vezes foi trapaceado e enganado, e mesmo assim Yaacov manteve-se íntegro e não procurou justificativas para se comportar de maneira desonesta. Nestes 20 anos, nem mesmo uma agulha ele pegou sem autorização.
 
Ensinam os nossos sábios que todos os dias devemos nos questionar: "Quando meus atos chegarão ao nível dos atos dos meus antepassados, Avraham, Ytzchak e Yaacov?". Precisamos refletir: como reagiríamos caso estivéssemos fazendo negócios com alguém que não age conosco de forma honesta? Como lidaríamos com o fato de saber que estamos sendo enganados? O que faríamos caso esta enganação não fosse algo passageiro, e sim uma trapaça que se estende por muitos anos? Certamente sentiríamos que todas as leis da Torá não se aplicam mais neste caso e que estamos isentos de nossas obrigações e responsabilidades com a outra pessoa. Em alguns casos acharíamos que é até mesmo Mitzvá causar perdas àquele que nos enganou.
 
Mas não foi assim que Yaacov se comportou. Apesar de todas as trapaças e enganações de Lavan durante 20 anos, Yaacov não mudou absolutamente nada em suas responsabilidades e obrigações. Os maus atos de Lavan não causaram mudanças nos atos de Yaacov. A mesma integridade que ele tinha antes das trapaças, ele manteve depois das trapaças. Com isto, Yaacov estava cumprindo na prática o ensinamento trazido por Ben Azay, de que cada ser humano é criado à imagem e semelhança de D'us. Apesar de Lavan não merecer nenhum tipo de respeito, Yaacov sabia que devia respeitá-lo por sua semelhança com D'us.
 
Infelizmente todos acabam tendo contato na vida com pessoas desonestas e trapaceiras. Não devemos mudar nossos atos por causa delas nem deixar de ser corretos somente porque há pessoas à nossa volta que não são íntegras. Devemos cuidar das nossas obrigações e responsabilidades, tanto quando se trata de valores altos quanto quando se trata de valores pequenos. Não devemos fazer justiça com as próprias mãos, pois caso nossa escolha seja trapacear o trapaceiro, em última instância estaremos trapaceando D'us, o verdadeiro Dono do julgamento.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ACREDITANDO EM MILAGRES - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TOLDOT 5777

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ACREDITANDO EM MILAGRES - PARASHÁ TOLDOT 5777 (02 de dezembro de 2016)

"Uma pobre senhora, com visível ar de tristeza no rosto, entrou em um armazém. Aproximou-se do proprietário, um homem conhecido pelo seu jeito grosseiro, e pediu-lhe alguns mantimentos. Ela explicou que seu marido estava muito doente e não podia trabalhar, e que tinha sete filhos para alimentar, mas se comprometia a pagar assim que pudesse por todos os produtos. O dono do armazém deu risada dela e pediu que ela se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família, ela não se importou em se humilhar e implorar mais uma vez. Ele lhe respondeu rispidamente que não vendia nada a crédito em sua loja e, se ela quisesse algo, que arrumasse o dinheiro em outro lugar e voltasse para comprar o que precisava. Em pé no balcão ao lado, um freguês que escutou a conversa se aproximou do dono do armazém e lhe disse:
 
- Por favor, dê para esta mulher o que ela necessita, eu pago.
 
Mas o comerciante ainda não estava satisfeito com a humilhação que havia causado à mulher. Ele perguntou se ela tinha a lista de mantimentos que necessitava. A mulher, visivelmente envergonhada, balançou afirmativamente a cabeça. O comerciante então quis fazer uma piada:
 
- Vamos fazer o seguinte. Não é necessário este senhor pagar nada. Coloque a sua lista na balança e, de acordo com o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos.
 
Por dentro, o dono do armazém ria, pois sabia que o peso da lista nem mexeria a balança. A pobre mulher hesitou por alguns instantes. Com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu algo e colocou o papel suavemente na balança. Para a admiração dos três, o prato da balança com o papel desceu como se um enorme peso tivesse sido colocado. A mulher começou a colocar mantimentos no outro prato da balança, mas a balança não se equilibrava. Ela continuou colocando mais e mais mantimentos, até que não havia mais nenhum espaço na balança. Somente então a balança se equilibrou. O dono do armazém ficou parado por alguns instantes, olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido. Finalmente, ele tomou coragem, pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado. Não era uma lista de compras, e sim uma súplica daquela pobre mulher, que dizia: "D'us, Você conhece as minhas necessidades. Eu deixo tudo em Suas mãos". A mulher recolheu suas compras no mais completo silêncio, agradeceu e foi embora."
 
Só D'us sabe o quanto pesa uma Tefilá (reza) vinda do coração. Não existe nada impossível para D'us. Ele pode fazer qualquer milagre, pois pode quebrar as leis da natureza que Ele mesmo criou. Jamais desista. 

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A Parashá desta semana, Toldot (literalmente "Gerações"), começa descrevendo a milagrosa gravidez da nossa matriarca Rivka. Por 20 anos ela não conseguia engravidar, até que Rivka e Ytzchak rezaram muito para D'us e pediram um filho, como está escrito: "E suplicou Ytzchak para D'us, em frente à sua esposa, pois ela era estéril. E D'us aceitou sua súplica, e sua esposa Rivka engravidou" (Bereshit 25:21). De acordo com Rashi (França, 1040 - 1105) a linguagem da Torá demonstra que, embora ambos tenham rezado pelo nascimento de um filho, apenas a Tefilá (reza) de Ytzchak foi atendida, enquanto a Tefilá de Rivka foi rejeitada. Rashi explica que não se compara a Tefilá de um Tzadik (Justo) filho de um Tzadik, como Ytzchak filho de Avraham, com a Tefilá de um Tzadik filho de um Rashá (malvado), como Rivka filha de Betuel, um homem de péssima índole. Desta gravidez nasceram gêmeos, Yaacov e Essav.
 
Mas de acordo com o Rav Yohanan Zweig, este ensinamento da Torá desperta um enorme questionamento. Provavelmente Ytzchak e Rivka pediram em suas Tefilót exatamente a mesma coisa, isto é, que pudessem ter um filho. Portanto, por que a Torá ressalta que apenas a Tefilá de Ytzchak foi escutada? Qual é a implicação prática de D'us ter escutado apenas Ytzchak e não Rivka?
 
Os detalhes da gravidez de Rivka também despertam questionamentos. A Torá nos ensina que Rivka passou por uma gravidez muito conturbada, como está escrito: "E os filhos se agitaram dentro dela" (Bereshit 25:22). Rashi explica que a linguagem "Vaitrotzatzu", que significa "se agitaram", vem da palavra "Ritza", que significa "corrida". Sempre que Rivka passava pelo Centro de Estudos de Torá comandado por Shem e Ever, descendentes de Noach, Yaacov corria para sair da sua barriga, e sempre que ela passava por um centro de idolatrias, Essav corria para sair da sua barriga. Mas sabemos que nos primeiros estágios de formação, o feto não tem nem mesmo os membros formados! O que a Torá quer nos ensinar quando utiliza a linguagem "correr" ao se referir a fetos no útero de sua mãe?
 
Outro questionamento é o fato que Rivka, incomodada e preocupada com as sensações fisiológicas experimentadas em sua gravidez, foi até o Centro de Torá se aconselhar com Shem, buscando uma resposta de D'us. Porém, o Rav Avraham ben Meir zt"l (Espanha, 1092 - 1167), mais conhecido como Ibn Ezra, explica que antes de buscar aconselhamento Divino, Rivka conversou com outras mulheres para saber se as sensações que ela estava experimentando eram normais em mulheres grávidas. Quando ela foi informada por todas as mulheres com quem conversou que seus sintomas não eram normais, somente então ela procurou o conselho de D'us. Mas que desconforto era este, diferente do que todas as outras mulheres grávidas sentiam? Não é normal a mulher sentir o bebê se mexendo no útero, como Rivka sentiu?
 
Além disso, não encontramos nesta Parashá nenhuma menção de que D'us abriu o útero de Rivka, como aconteceu com Leá e Rachel, como está escrito: "E D'us viu que Leá era desprezada, então Ele abriu seu útero" (Bereshit 29:31) e "E D'us lembrou-se de Rachel, e D'us a escutou, e Ele abriu seu útero" (Bereshit 30:22). Por que a gravidez de Rivka foi tão diferente de qualquer outra gravidez descrita na Torá? E, finalmente, por que depois desta gravidez Rivka não teve mais nenhum filho?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que realmente Rivka não teve uma gravidez normal. Citando o Rabeinu Bechaye zt"l (Espanha, 1255 - 1340), ele ensina que o que mais incomodou Rivka foi que a sensação dos bebês se mexendo dentro dela ocorreu desde o início da gravidez. Isto era algo completamente fora do normal, pois no início da gravidez as mulheres não sentem absolutamente nenhum movimento dos bebês dentro delas. Portanto, de acordo com esta explicação, a gravidez de Rivka não envolveu desenvolvimento fetal no útero. Logo após a concepção, D'us fez um enorme milagre e criou dentro de Rivka dois seres humanos já completamente desenvolvidos, com todos os seus órgãos e membros já prontos, mas em tamanho miniatura. Este conceito é reforçado pelas palavras do versículo "E disse D'us para ela: 'Duas nações estão na sua barriga'" (Bereshit 25:23). A palavra utilizada não foi "Rechem", que significa "útero", e sim "Bitná", que literalmente significa "sua barriga". Isto indica que os bebês não necessitaram de um útero para se desenvolver.
 
O Talmud (Yevamot 64a) afirma que Rivka era incapaz de dar à luz uma criança. Em termos biológicos, não havia nenhuma possibilidade de Rivka ter um bebê. Por isso eles tentaram por 20 anos que Rivka engravidasse, sem nenhum sucesso. Porém, houve uma diferença muito grande entre a Tefilá de Rivka e a Tefilá de Ytzchak. Enquanto Rivka rezou para que se desenvolvessem os processos e componentes biológicos necessários para ela poder ter um filho, Ytzchak rezou apenas para que ela desse à luz uma criança. É por isso que a Torá enfatiza que as Tefilót de Ytzchak foram escutadas, mas não as Tefilót de Rivka, pois na realidade o corpo dela não se desenvolveu, em termos biológicos, para que pudesse ter filhos. Não foi um milagre oculto sob as forças da natureza, foi um milagre aberto. Tecnicamente Rivka permaneceu estéril, mesmo depois de dar à luz. É por isso que depois disso Rivka nunca mais teve filhos.
 
A Parashá está nos ensinando algo incrível. Precisamos saber que não existe natureza, tudo é a "Mão de D'us". Algumas vezes Ele faz milagres ocultos, encobertos pelas leis da natureza. Porém, quando é Sua vontade, Ele também pode fazer milagres abertos, que quebram as leis da natureza. Não podemos nunca desanimar, em nenhuma situação, mesmo quando tudo parece perdido, pois foi Ele quem criou as leis, e Ele pode quebrá-las quando bem entender. Temos a obrigação de viver de acordo com as leis da natureza, para não nos apoiarmos em milagres. Temos que fazer sempre a nossa parte, para que não seja necessário D'us intervir de uma maneira mais explícita, quebrando as leis da natureza. Porém, temos que saber que nós estamos limitados pelas leis da natureza, mas não D'us. E Ele justamente nos deu a força da Tefilá para nos conectarmos diretamente a Ele. D'us é Misericordioso, Ele diariamente aguarda nossos pedidos e escuta nossas Tefilót. A natureza é apenas uma capa encobrindo a Mão de D'us. Na verdade, tudo o que ocorre é um grande milagre. Por isso, nunca desista, sempre há esperança.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ENSINANDO COM EXEMPLOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHAIEI SARÁ 5777

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ENSINANDO COM EXEMPLOS - PARASHÁ CHAIEI SARÁ 5777 (25 de novembro de 2016)

"O Rav Shalom Schwadron zt"l (Israel, 1912-1997) estudou em sua juventude na Yeshivá de Chevron. Infelizmente muitos judeus naquela época estavam afastados da Torá e cometiam transgressões por desconhecimento. Como na época ainda não havia máquinas de barbear, as pessoas iam até a barbearia para fazer a barba com navalha, uma grave transgressão da Torá. Os alunos da Yeshivá de Chevron decidiram fazer um revezamento, de forma que todos os dias algum estudante de Torá ficava na porta da barbearia orientando os judeus que não sabiam da proibição.
 
Certa vez era o turno do Rav Shalom. Ele estava na porta da barbearia quando viu um senhor judeu entrando. O Rav Shalom chamou-o e, educadamente, explicou a gravidade de fazer a barba com navalha, comparável à transgressão de comer cinco vezes carne de porco. O senhor ficou muito agradecido pelos esclarecimentos, aceitou não entrar na barbearia e foi embora. Porém, quando foi novamente turno do Rav Shalom, ele viu aquele mesmo senhor novamente entrando na barbearia. Curioso, o Rav Shalom questionou delicadamente se não havia ficado clara a explicação sobre a gravidade de fazer a barba com navalha. O senhor então respondeu para ele:
 
- A verdade é que ficou bem claro quando conversamos. Porém, no primeiro Shabat após a nossa conversa, quando eu fui à sinagoga, percebi que haviam afixado uma folha explicando sobre a proibição de fazer a barba com navalha. Ao lado desta folha havia outro papel afixado, ressaltando a grave proibição de conversar durante a Tefilá (reza). Mas eu percebi, durante toda a Tefilá, que muitas pessoas conversavam despreocupadamente. Então entendi que, se conversar durante a Tefilá não é algo tão grave, então fazer a barba com navalha também não deve ser tão grave..."
 
Explica o Rav Shlomo Levenstein Shlita que através de cada ato que fazemos estamos sendo exemplos para os outros. Pessoas corretas se tornam bons modelos e aproximam os outros do caminho correto, mas pessoas não corretas se tornam péssimos modelos e podem desviar pessoas do caminho correto. 

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Um dos pontos centrais da Parashá desta semana, Chaiei Sará (literalmente "A vida de Sara"), é o casamento de Ytzchak com Rivka. Após quase ter sacrificado Ytzchak, Avraham se preocupou que seu filho ainda não havia se casado e poderia ter deixado o mundo sem nenhum descendente. Avraham então decidiu procurar para Ytzchak uma esposa, mas como eles viviam entre os Knanim, um povo que havia sido amaldiçoado desde a época de Noach (Noé), Avraham não queria casar seu filho com uma mulher de lá. Por outro lado, após Ytzchak ter sido elevado sobre o altar como um Korban (sacrifício) para D'us, ele ganhou um novo status de santidade e não podia mais sair de Israel, uma terra que também tem mais santidade. Então como ele se casaria? Avraham mandou seu fiel escravo Eliezer para sua terra natal, para a casa de seus parentes, com a missão de trazer de lá uma esposa para seu filho.
 
Eliezer sentiu o peso da responsabilidade de sua importante missão. Procurar uma esposa adequada a alguém em um nível tão elevado quanto Ytzchak não era algo simples. Mas ele aceitou o desafio e rezou muito para ter sucesso em sua missão. D'us escutou suas rezas e o guiou, com Hashgachá Pratid (Supervisão Particular), até ele encontrar Rivka, uma Tzadeket (mulher justa) com excelentes traços de caráter. Eliezer sentou-se para conversar com os pais e com o irmão de Rivka e, para convencê-los a deixá-la partir para se casar com Ytzchak, descreveu todos os detalhes que deixavam claro que a "mão de D'us" estava por trás dos acontecimentos. A família de Rivka concordou e ela foi para a terra de Israel casar-se com Ytzchak e transformar-se em uma das nossas matriarcas.
 
Normalmente a Torá é muito sucinta. Inclusive, muitos ensinamentos são aprendidos de maneira indireta, apenas através de indicações na Torá. Mas prestando atenção nesta Parashá, percebemos que a Torá se alongou de maneira incomum quando descreveu cada detalhe dos atos de Eliezer. Além disso, ao invés da Torá simplesmente dizer que Eliezer contou tudo o que aconteceu para a família de Rivka, a Torá se alonga escrevendo toda a conversa e repetindo todos os detalhes. Entenderíamos se a Torá se alongasse assim para descrever os atos dos patriarcas, mas por que se alongar tanto nos atos de Eliezer, um simples escravo de Avraham?
 
Segundo Rashi (França, 1040 - 1105), a repetição e o detalhamento da história de Eliezer, algo que foge da forma compacta da Torá, são para nos ensinar que, aos olhos de D'us, é melhor a conversa de um escravo dos patriarcas do que a Torá dos seus descendentes. Mas o que Rashi quis dizer com isso? O há de tão especial para aprendermos de Eliezer que justificaria estas "palavras a mais" da Parashá?
 
Explica o Rav Aharon Kotler zt"l (Bielorússia, 1891 - EUA 1962) que no Monte Sinai foram entregues a Moshé, e posteriormente transmitidas aos sábios do povo judeu, muitas leis e regras de como estudar cada palavra da Torá, além de muitos segredos contidos nela. Na realidade, para ensinar Halachót (Leis judaicas), em geral não há necessidade de se alongar muito. Porém, o mesmo não acontece em relação às nossas Midót (traços de caráter) e o Derech Eretz (comportamento), que não são tão fixos e bem definidos como as Halachót, e muitas vezes dependem da situação, do momento e de sentimentos do coração envolvidos. Então como fazer para aprender sobre Midót e Derech Eretz? A melhor maneira é estarmos próximos dos sábios e aprender diretamente observando os atos deles. Apesar de ser muito importante o estudo de livros que nos ensinam sobre Midót e Derech Eretz, além de um direcionamento e acompanhamento constantes de um rabino que possa nos orientar, nestas áreas o melhor aprendizado é através dos exemplos.
 
Se prestarmos atenção no livro de Bereshit, o primeiro dos cinco livros da Torá, praticamente não encontraremos ensinamentos de Mitzvót. Na Parashá Bereshit, D'us nos deu a primeira Mitzvá, de "Pru Urvu" (crescer e multiplicar); na Parashá Noach, D'us nos ensinou a Mitzvá de Brit-Milá (circuncisão); e na Parashá Vayerá, D'us nos ensinou a Mitzvá de "Guid Hanashê" (proibição de comer o nervo ciático). Isto significa que, das 613 Mitzvót da Torá, o Livro de Bereshit inteiro nos ensina apenas três Mitzvót! Então por que este livro é tão importante? Justamente por nos ensinar os fundamentos das Midót e do Derech Eretz através do exemplo prático dos patriarcas.
 
Com este ensinamento podemos entender o motivo da Parashá se alongar tanto. Apesar de Eliezer ser um escravo, ele não era uma pessoa simples. Era um homem extremamente sábio e íntegro, e sua convivência com Avraham transformou-o em um "Mentch" (ser humano descente). Portanto, do comportamento de Eliezer, e de todos os detalhes de como ele procurou e encontrou Rivka, podemos aprender muito. Por exemplo, quando Eliezer foi procurar uma esposa para Ytzchak, ele focou nos traços de caráter, procurando alguém com boas Midót e com bondade no coração, ao invés de se preocupar se a moça vinha de alguma família importante e influente. Além disso, também aprendemos muito da incrível confiança de Eliezer na Providência Divina e a certeza de que todo sucesso está apenas nas mãos de D'us. Porém, talvez o que mais nos chama a atenção no comportamento de Eliezer é a forma como ele se apresentou à família de Rivka. Ele poderia ter dito que era o "camareiro chefe" de Avraham, um posto comum entre os reis e pessoas importantes da época. Ele poderia ter contado que era o homem de confiança de Avraham, a pessoa a quem Avraham confiava sua casa e seus bens. Ele poderia ter contado que, por sua integridade e sabedoria, D'us havia feito um milagre e o longo caminho de viagem à casa dos parentes de Avraham havia sido encurtado. Mas Eliezer preferiu se apresentar como "Eu sou o escravo de Avraham" (Bereshit 24:34). Não por medo que depois as pessoas descobririam que ele era um escravo, e sim por sua incrível humildade.
 
Também prestando atenção nos atos de Rivka aprendemos muito sobre Midót e Derech Eretz. Quando Eliezer foi escolher uma esposa para Ytzchak, ele parou ao lado de um poço de água e fez uma condição para escolher a mulher que estaria apta a se casar com alguém no nível de Ytzchak: "E será, a jovem para quem eu disser 'baixe o seu jarro e eu beberei', e ela disser 'beba, e eu também darei de beber aos seus camelos', esta Você terá designado para Seu servo, para Ytzchak" (Bereshit 24:14). Porém, Rivka fez ainda mais bondade do que Eliezer tinha imaginado. Ela primeiro ofereceu água a Eliezer, mas somente quando ele havia terminado de beber foi que ela também ofereceu água aos camelos. Por que? Em primeiro lugar, pois os Tzadikim falam pouco e fazem muito. Portanto, não era apropriado prometer muitas coisas antes de fazê-las. Além disso, às vezes a pessoa se sente desconfortável ao receber muitas bondades. Rivka foi oferecendo a bondade aos poucos, uma bondade de cada vez, para que Eliezer não se sentisse desconfortável. Todos estes detalhes, que deixam a Parashá longa e "fora dos padrões", foram planejados e escritos por D'us justamente para nos ensinar as Halachót de Derech Eretz.
 
É muito importante aprender sobre Midót e Derech Eretz, pois através desta sabedoria podemos fazer muito Kidush Hashem (Santificar o Nome de D'us), enquanto a falta desta sabedoria pode causar muito Chilul Hashem (Denegrir o Nome de D'us). Estamos sempre na "vitrine", sendo observados e analisados pelas outras pessoas. Somos exemplos de conduta e podemos influenciar, positivamente ou negativamente, o comportamento dos outros. Uma pessoa que chega pontualmente na Tefilá incentiva os outros a também chegarem pontualmente, mas alguém que sempre chega atrasado incentiva os outros a também atrasarem. Uma pessoa que se cuida de não falar Lashon Hará (falar de forma negativa sobre os outros) influencia outras pessoas a não falarem Lashon Hará, mas a pessoa que não se cuida e frequentemente fala Lashon Hará influencia outros a seguirem seus maus atos.
 
De acordo com o Rav Aharon Kotler, se a pessoa não se educa a ter Derech Eretz, se não se ocupa constantemente com o estudo da Torá para aprender a como se comportar, se não se incomoda com o impacto negativo de seus maus comportamentos, provavelmente está constantemente fazendo Chilul Hashem. Mas aquele que aprende com os exemplos dos nossos sábios, que sempre se esforça para ser uma pessoa melhor, que estuda Torá e utiliza na prática os conhecimentos adquiridos, certamente se tornará, como Eliezer, um modelo positivo para as futuras gerações.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHÁ LECH LECHÁ:

                   São Paulo: 19h16  Rio de Janeiro: 19h02                     Belo Horizonte: 18h59  Jerusalém: 16h00
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Sara Ite bat Michle, Ben Tsion ben Chaya Ruchel, Yaacov Baruch ben Chaya Lib, Masha Fratke bat Chaya Lib, Tinok ben Simcha.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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