quinta-feira, 27 de março de 2025

ENTUSIASMO EM TUDO O QUE FAZEMOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ PEKUDEI 5785

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Avraham Yaacov ben Miriam Chava

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Sr. Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 
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PARASHÁ PEKUDEI 5785



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ENTUSIASMOS EM TUDO O QUE FAZEMOS - PARASHÁ PEKUDEI 5785 (28/mar/25)

"Certa vez, o Rebe Zushia e seu irmão, o Rebe Elimelech de Lizhensk, foram falsamente acusados e presos. A cela era suja e apertada. Para piorar, no centro havia um balde cheio de fezes, que servia como banheiro para os prisioneiros. O Rebe Elimelech estava profundamente triste e começou a chorar. Ele lamentou:
 
- Zushia, como podemos ficar aqui com esse cheiro horrível? É proibido rezar em um lugar imundo, com este cheiro! O que faremos se não pudermos rezar? 
 
Mas o Rebe Zushia, ao contrário, estava sorrindo e feliz. Ele respondeu ao irmão: 
 
- Elimelech, por que você está triste? A mesma Torá que nos ordenou a rezar também nos ensina que não devemos rezar em um local sujo. Se não podemos rezar aqui, então podemos servir a D'us justamente ao não rezarmos!
 
- Antes, servíamos a D'us rezando - continuou ele - Agora, podemos servi-Lo aceitando Sua vontade com alegria!
 
O Rebe Elimelech, inspirado pelo irmão, começou a sorrir também. Os dois começaram a dançar e a dar voltas em torno do balde de fezes, cantando com alegria por poderem cumprir essa nova "Mitzvá". Os outros prisioneiros, vendo a cena, ficaram intrigados e perguntaram por que eles estavam tão felizes. Os irmãos responderam que estavam felizes por poderem cumprir a vontade de D'us. 
 
A dança ficou tão animada que os guardas ouviram o barulho e entraram na cela. Quando viram os dois rabinos dançando em volta do balde de fezes, acharam que aqueles judeus haviam enlouquecido! Ficaram tão incomodados com aquela alegria que pegaram o balde e o retiraram da cela. E assim que o balde foi retirado, o Rebe Zushia e o Rebe Elimelech puderam finalmente rezar." 
 
Não importa as circunstâncias, sempre há uma maneira de servir a D'us com alegria e viver com inspiração e empolgação. O Rebe Zushia tinha esse dom especial, de ver cada situação como uma oportunidade de conexão com D'us. Ao invés de reclamar ou se desesperar, ele transformou uma prisão fedorenta em um momento de alegria e conexão espiritual.

 

Nesta semana lemos a Parashá Pekudei (literalmente "Contas"). Esta é a última das cinco Parashiót do Sefer Shemot que contém os detalhes de como o Mishkan foi construído. Além disso, é a Parashá que fecha o Sefer Shemot, também conhecido como "Sefer HaGalut VeHaGueulá" (o Livro do Exílio e da Redenção). Apesar de a redenção física do povo judeu ter ocorrido com a saída do Egito, a redenção espiritual somente ocorreu com o recebimento da Torá no Monte Sinai e a construção do Mishkan, o local de "moradia" do Criador do mundo.
 
Sentimos uma sensação de realização ao estudarmos essas cinco Parashiót, como se tivéssemos de certa maneira participado da construção do Mishkan. Podemos imaginar, portanto, quão grande foi a alegria que o povo experimentou na ocasião monumental descrita na Parashá Pekudei, quando o Mishkan foi concluído e finalmente montado pela primeira vez por Moshé Rabeinu. Quão incrível deve ter sido o momento em que, diante dos olhares de mais de três milhões de pessoas, a Presença Divina repousou pela primeira vez sobre o Mishkan recém construído.
 
Há um detalhe interessante registrado na nossa Parashá. Quando o trabalho do Mishkan finalmente foi completado, Moshé deu uma Brachá ao povo, como está escrito: "Moshé viu todo o trabalho, e eis que o haviam feito. Como D'us havia ordenado, assim o fizeram. E Moshé os abençoou" (Shemot 39:43). Mas que Brachá foi essa que Moshé deu? Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a Brachá foi: "Que a Presença Divina repouse sobre a obra das mãos de vocês". Agora que tudo havia sido feito da maneira correta, a Brachá era para que D'us repousasse Sua Presença sobre o povo e sobre o Mishkan.
 
Porém, o lugar mais lógico para dar essa Brachá ao povo judeu não seria no início da construção do Mishkan? O versículo no começo da Parashá Terumá diz: "Façam para Mim um Santuário, e Eu habitarei dentro deles" (Shemot 25:8). Essa Brachá, de "Que a Presença Divina repouse sobre a obra das mãos de vocês", não teria sido mais apropriada para se dizer naquele momento? Então por que Moshé a guardou para o final do processo?
 
O Rav Yssocher Frand shlita responde através de um famoso ensinamento de David HaMelech: "Quem subirá ao monte de D'us, e quem se manterá em Seu lugar sagrado?" 
(Tehilim 24:3). Os comentaristas explicam que esse versículo alude ao fato de que há dois desafios diferentes na vida. Há o "Quem subirá ao monte de D'us?", ou seja, o desafio de ter a força de vontade e a determinação necessárias para subir no "monte de D'us". Mas há um segundo desafio, que é ainda maior do que o primeiro. O maior desafio é, uma vez já estando no topo da montanha, conseguir permanecer lá.
 
Entendemos a dificuldade de subir para níveis mais elevados. Mas qual é a dificuldade de se manter lá em cima? O grande desafio é que a repetição cotidiana faz com que o tédio se instale. Por exemplo, repetimos todos os dias, três vezes por dia, a mesma Tefilá. No dia a dia, a monotonia se instala. Permanecer no "monte de D'us" é uma tarefa muito mais difícil do que inicialmente subir até lá.
 
Um exemplo bem palpável é o que sentimos durante Elul, Rosh Hashaná e Yom Kipur. Nestes dias tão sagrados todos estão entusiasmados. Recebemos sobre nós comportamentos mais elevados. Nos comprometemos a subir de nível, a cumprir a Torá com mais rigorosidade, a nos cuidarmos das transgressões mais graves. Mas quando chegamos ao final de Adar, o que acontece? Apenas os mais elevados ainda estão de pé no topo do "monte de D'us". A grande maioria já abandonou seus compromissos de crescimento e voltou ao que era antes.
 
Esse conceito se aplica a muitas áreas da vida. Por exemplo, quando chegamos à idade de Bar Mitzvá, começamos a colocar Tefilin, um ritual que normalmente envolve uma grande empolgação. Porém, quando alguém já coloca Tefilin há 20 ou 30 anos, parte daquela empolgação se perde. Isso também acontece na maioria dos casamentos. O "Shaná Rishoná", primeiro ano de casamento, é maravilhoso. É o período da lua de mel. Tudo parece perfeito, o amor está no ar. Mas quando alguém está casado há 20 ou 30 anos, a empolgação daquele primeiro ano não parece persistir. A quantidade de divórcios é um forte indicador de como muitos realmente não conseguem se manter lá em cima do "monte de D'us".
 
Mas não podemos permitir que isso aconteça. O desafio não é apenas "Quem subirá ao monte de D'us?", isto é, quem alcançará o topo da montanha. O desafio é ainda maior, o "Quem se manterá em Seu lugar sagrado?". É esta mensagem que D'us está nos transmitindo em relação ao Mishkan. No começo da construção, todos estavam entusiasmados, principalmente se nos lembrarmos do contexto no qual a construção aconteceu. Após a transgressão do Bezerro de Ouro, D'us ameaçou destruir todo o povo. Moshé rezou por eles e, finalmente, em Yom Kipur, ele desceu novamente do Monte Sinai com as Segundas Tábuas. Eles começaram a construir o Mishkan no dia seguinte a Yom Kipur. Todos participaram com empolgação e emoção. Mesmo que eram materiais caros e preciosos, as doações foram tão fartas que Moshé teve que pedir para que as pessoas parassem de doar. Aquela era a fase do "Quem subirá ao Monte de D'us?".
 
No entanto, a partir do momento em que o Mishkan estava pronto, a empolgação se dissipou. Agora começava o cotidiano repetitivo, o "dia após dia". Manhã e tarde, manhã e tarde, trazendo sempre o mesmo "Korban Tamid". Portanto, a Brachá de Moshé para eles foi: "Que a Presença Divina repouse sobre a obra das mãos de vocês", isto é, que o entusiasmo inicial seja mantido ao longo da fase contínua dos Serviços diários do Mishkan.
 
É a isso que David HaMelech se referiu quando nos ensinou: "Uma coisa peço a D'us e a procuro: que eu possa morar na Casa de D'us todos os dias da minha vida, para ver a bondade de D'us e visitar o Seu templo todas as manhãs" (Tehilim 27:4). Há uma aparente contradição em suas palavras, pois em um primeiro momento ele pede a D'us para ser um morador em Sua casa, mas logo que seguida pede para ser um visitante. Afinal, ele queria ser um morador definitivo ou apenas um visitante passageiro da Casa de D'us?
 
A resposta é que obviamente David HaMelech queria ser um morador definitivo na Casa de D'us. Porém, ele sabia que um morador definitivo aos poucos vai se acostumando e, algo que no início era deslumbrante e encantador, torna-se normal. Já no caso de um visitante, tudo para ele é mágico, pois tudo é novidade. Portanto, foi isso o que David HaMeleh pediu, que ele vivesse de forma definitiva na Casa de D'us, mas com o frescor e a empolgação de quem está apenas visitando o lugar.
 
Nosso problema é que não sabemos dar valor às pequenas oportunidades do dia a dia. Vivemos apenas em busca de grandes momentos e realizações. Esquecemos que o principal da vida não está nos raros grandes momentos, e sim na esmagadora maioria dos pequenos momentos comuns do cotidiano. E, por esta falta de percepção do verdadeiro valor dos pequenos momentos, acabamos perdendo grandes oportunidades. Este é o grande desafio da vida, e é justamente onde está escondida a verdadeira alegria da nossa existência.                   
                           

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 20 de março de 2025

SABEDORIA DO CORAÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYAKEL 5785

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  • Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
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SABEDORIA DO CORAÇÃO - PARASHÁ VAYAKEL 5785 (21/mar/25) 

"O Rav Israel Salanter zt"l (Lituânia, 1810 - Prússia, 1883), um dos maiores rabinos de sua geração, estava certa vez em um lugar distante, onde as pessoas não o conheciam. Um judeu muito simples, ao ver o distinto rabino, pensou tratar-se de um Shochet e pediu para que ele fizesse a Shechitá de sua galinha. O Rav Salanter educadamente recusou, explicando que gostaria muito de ajudar, mas que não era Shochet. O Rav Salanter então virou-se ao judeu simples e disse: 

- Será que você poderia me emprestar a quantia de $1.000,00 por uma semana?
 
O judeu simples se espantou com o pedido. Ele respondeu com firmeza:
 
- Escute aqui, eu nem te conheço! Acabamos de nos encontrar agora pela primeira vez! Como você ousa me pedir emprestado uma quantia tão alta? Como posso confiar que você vai realmente me devolver o dinheiro?
 
O Rav Salanter abriu um sorriso e disse:
 
- Se você realmente não me conhece, e não sabe se eu sou alguém confiável para devolver seu dinheiro, então como é que você confiou em mim para realizar a Shechitá da sua galinha, algo que é muito mais complexo? Você tem medo de perder dinheiro, mas não tem medo de perder Mitzvót?"
 
O temor a D'us de uma pessoa é medido nos pequenos atos do cotidiano, nas pequenas demonstrações de que a pessoa realmente se importa com as Mitzvót e com a Vontade de D'us.

 

Nesta semana lemos a Parashá Vayakel (literalmente "E reuniu"), que começa a descrever a construção do Mishkan na prática, já que nas Parashiot anteriores a Torá havia trazido apenas os comandos de D'us. Os materiais foram doados de forma voluntária e aqueles que se ofereceram de coração para os trabalhos foram escolhidos.
 
É interessante perceber que na Parashá, em relação aos construtores do Mishkan, há uma repetição da expressão "sábio de coração". Por exemplo, está escrito "E todo homem sábio de coração dentre vocês virá e fará" (Shemot 35:10). Também em relação ao trabalho das mulheres a mesma expressão é utilizada: "E toda mulher sábia de coração fiava com as mãos" (Shemot 35:25). E em outros lugares da Parashá isso se repete, como em "Encheu-os de sabedoria de coração" (Shemot 35:35), "E todo homem sábio de coração" (Shemot 36:1) e "E fizeram todos os sábios de coração" (Shemot 36:8).
 
Mas o que significa esta expressão? Não é algo equivocado associar a sabedoria com o coração? Afinal, o lugar da sabedoria não é o cérebro? Explica o Rav Yehuda Leib Chasman zt"l (Lituânia,1869 - Israel, 1935) que essa associação da sabedoria com o cérebro, tida como certa por muitas pessoas, é completamente equivocada. Costumamos chamar de "sábio" todo aquele que possui intelecto, mesmo que seu coração não esteja com ele, isto é, mesmo que sua conduta de vida e seu comportamento cotidiano não estejam de acordo com sua sabedoria. Consideramos uma pessoa como sendo sábia apenas por ela falar palavras inteligentes. É comum inclusive ouvir as pessoas dizendo: "O que importa são as ideias dele, não suas ações. O principal é podermos usufruir de sua grande sabedoria e compreensão". Mas esse pensamento é profundamente equivocado, pois não distingue entre alguém que apenas carrega sabedoria e alguém que vive com entendimento e discernimento verdadeiros, que é o verdadeiro sábio.
 
Mas por que a sabedoria precisa estar presente também nos atos? Para entendermos este conceito, vamos trazer um exemplo prático. Como reagiríamos se nos deparássemos com um grande especialista em botânica, que sabe identificar cada planta e discernir quais são comestíveis e saudáveis e quais são venenosas e perigosas? Em um primeiro momento o trataríamos com a máxima reverência, em respeito aos seus muitos conhecimentos. Nos aconselharíamos com ele e respeitaríamos muito suas opiniões. Porém, o que aconteceria se ele publicamente escolhesse comer justamente as plantas que contêm veneno? Há alguma dúvida que tal pessoa seria imediatamente desqualificada para ser médica ou conselheira? Não duvidaríamos da validade de sua sabedoria? Certamente que sim, pois seus atos não estão de acordo com sua sabedoria intelectual. De que adianta toda a sua sabedoria se ele não a aplica na prática, nem mesmo em prol de seu próprio bem estar?
 
O mesmo se aplica a nós. Aquele cujas ações contradizem seu conhecimento se comporta como um jumento carregando livros de sabedoria nas costas. O peso dos livros não lhe acrescenta nenhuma sabedoria. Portanto, podemos definir que sábio não é aquele que "carrega" sabedoria intelectual, e sim aquele que a aplica para o bem, como diz o versículo: "O sábio teme e se afasta do mal" (Mishlei 14:16). E onde está o temor? No coração, que sente e coloca na prática a força do intelecto. Por isso, a Torá vincula a sabedoria ao coração.
 
O Talmud (Shabat 31b) explica que temor e sabedoria são uma coisa só. Assim como a sabedoria só nasce do temor, o temor só pode surgir da sabedoria, pois eles são uma só entidade, como ensinam nossos sábios: "O temor a D'us é sabedoria" (Yov 28:28) e "O início da sabedoria é o temor a D'us" (Mishlei 1:7). E como o lugar do temor é o coração, não faz sentido dizer que o cérebro é sábio. É por isso que a Torá repete tantas vezes na Parashá a expressão "sábio de coração".
 
Mas qual é a conexão na prática entre o temor e a sabedoria? Por exemplo, aquele que tem temor não interrompe seu estudo com assuntos vãos. Também o seu medo de cometer transgressões vai levá-lo a estudar mais, para garantir que não cometerá erros na Halachá. Também, por temer a D'us, esta pessoa nunca desprezará a sabedoria infinita do Criador. E, finalmente, a pessoa com temor a D'us também respeita os sábios de Torá, pois sabe que precisa deles para aprender os ensinamentos de Torá que o conectarão a D'us.
 
Shlomo Hamelech vai mais longe e ensina: "No final, tudo tendo sido ouvido, tema a D'us e guarde Seus mandamentos, pois isso é todo o homem" (Kohelet 12:13). Shlomo Hamelech está nos ensinando que somente aquele que teme a D'us é digno de ser chamado de "homem". É evidente que uma pessoa cujo coração está vazio de sabedoria, mesmo que ela esteja toda concentrada em sua mente, não tem vantagem sobre um animal.
 
Mas será que não é um exagero comparar uma pessoa sem sabedoria no coração a um animal? Infelizmente, não. Tomemos como exemplo o famoso profeta Bilaam. Por um lado, ele possuía tanta sabedoria que, de acordo com o Talmud (Brachot 7a), era comparável com a de Moshé. Por outro, ele era extremamente perverso, dominado pelos desejos e prazeres do mundo material, e por isso se comportava pior do que um animal. Onde estava, portanto, sua sabedoria? Era apenas sabedoria da mente, mas não do coração.
 
O problema é que o ser humano, por natureza, distorce e corrompe a verdade. Ele diz a si mesmo: "É óbvio que sou um grande sábio, portanto, certamente também sou temente a D'us". Esse raciocínio por si só já é prova da falta de sabedoria, pois se a base da sabedoria é o temor a D'us, o verdadeiro temor se expressa em um temor real e uma reverência profunda, e quem de fato teme a D'us não confia em sua própria sabedoria. É justamente esse medo que leva o temente a alcançar a sabedoria, como está escrito: "O princípio da sabedoria é o temor a D'us; bom entendimento para todos os que a praticam" (Tehilim 111:10).
 
O Rav Meir Rubman zt"l (Israel, século 20) explica que, portanto, para cumprir tudo o que D'us ordenou, não basta ter sabedoria intelectual, é necessário ser "sábio de coração". Isso significa que ele deve ser sábio em sua essência interior, em seus sentimentos. Isso se assemelha a alguém que possui um depósito cheio de remédios. Essa posse, por si só, não garante sua cura. Para se curar, ele precisa ingerir os remédios, e só então eles terão efeito. O mesmo ocorre com a Torá, que é o remédio contra o Yetzer Hará, como afirma o Talmud (Kidushin 30b): "Eu Criei o Yetzer Hará, e Eu criei a Torá como antídoto para ele". Mas apesar de a Torá ser uma cura, ela é como um medicamento, isto é, apenas cura a alma quando o homem a "ingere", isto é, a internaliza profundamente, em seus sentimentos e em seu coração.
 
Portanto, quem deseja avaliar seu próprio nível de sabedoria deve primeiro medir seu nível de temor a D'us. Se uma pessoa quiser saber se a sabedoria da Torá penetrou de fato em seu coração ou se ainda permanece apenas na sua mente, ela deve observar o quanto teme cometer transgressões. Por exemplo, um verdadeiro temente a D'us evita alimentos com possível proibição de Kashrut com a mesma força que teria evitado uma comida potencialmente contaminada com veneno. O medo do veneno nos faz tremer. Se esse mesmo temor não estiver presente diante de uma transgressão, então é sinal de que o temor ainda não está enraizado em nosso coração, está apenas em nossa mente. Este teste é ainda mais real quando a pessoa está sozinha, apenas ela e D'us. Neste momento ela demonstrará se realmente tem temor a D'us, ou apenas medo de manchar publicamente sua honra.
 
O estudo de Mussar é o meio mais adequado para incutir o temor no nosso coração. Pedimos diariamente na nossa Tefilá: "Coloca em nosso coração o entendimento, a sabedoria, para ouvir, aprender, ensinar, guardar, cumprir e realizar todas as palavras da Sua Torá". Pedimos a D'us que coloque sabedoria em nosso coração, não apenas em nossa mente, para que um dia possamos ser sábios de verdade.                        
                           

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

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