quinta-feira, 16 de julho de 2026

BRONCAS COM AMOR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT DEVARIM E TISHÁ BE AV 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Esther Chava bat Sarah

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
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ASSUNTOS DA PARASHAT DEVARIM
  • Moshé começa a relembrar os principais acontecimentos.
  • Bronca “encoberta” de Moshé.
  • Apontando juízes sobre o povo.
  • Episódio dos espiões.
  • Encontro com Essav (Terra de Seir).
  • Encontro com Moav.
  • Encontro com Amon.
  • A conquista de Og.
  • A herança de Reuven, Gad e metade de Menashe.
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV


PARASHAT DEVARIM 5786


         São Paulo: 17h18                 Rio de Janeiro: 17h05 

Belo Horizonte: 17h14                  Jerusalém: 19h05
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BRONCAS COM AMOR - PARASHAT DEVARIM E TISHÁ BE AV 5786 (17/jul/26)

“O Rav Israel MiVizhnitz zt”l (Império Austríaco, 1860 - Romênia, 1936) costumava sair todas as tardes para caminhar. Certa vez, durante esse passeio, ele foi à casa do diretor do banco local, um homem instruído, mas muito afastado do judaísmo. O rabino bateu à porta e, quando o mordomo abriu, ele entrou em silêncio.
 
O dono da casa, que era educado e cortês, recebeu o rabino com grande respeito. Ofereceu-lhe uma cadeira e aguardou. O rabino sentou-se e permaneceu completamente em silêncio. Passaram-se alguns minutos sem que uma única palavra fosse dita. Por fim, o rabino levantou-se, despediu-se cordialmente e foi embora.
 
Por respeito, o anfitrião acompanhou o rabino até a casa dele. Quando chegaram, já não conseguindo conter a curiosidade, ele finalmente perguntou:
 
- Rabino, em minha casa não seria educado perguntar por que o senhor me honrou com sua visita. Mas agora peço que me diga: qual foi o motivo?
 
- Fui à sua casa para cumprir uma Mitsvá - respondeu serenamente o rabino - e consegui cumpri-la.
 
- Que Mitsvá? - perguntou o homem, ainda mais intrigado.
 
- Os nossos sábios ensinaram: “Assim como é Mitsvá dizer aquilo que será ouvido, também é Mitsvá não dizer aquilo que não será ouvido” - explicou o rabino - Se eu tivesse permanecido em casa, como poderia cumprir essa Mitsvá? Era preciso ir até a casa daquele que não ouviria e, estando lá, não lhe dizer nada.
 
O diretor do banco insistiu para que ele falasse, pois quem sabe o escutaria, mas o rabino se recusou, afirmando que tinha certeza de que ele não ouviria. Quanto mais o rabino se recusava a falar, maior se tornava a curiosidade do homem. Depois de muita insistência, o rabino finalmente revelou:
 
- Há uma viúva, extremamente pobre, que deve ao banco uma enorme quantia referente à hipoteca de sua casa. Ela não tem como pagar. Em breve, o banco leiloará a casa e ela será despejada. Eu queria pedir que o senhor cancelasse essa dívida. Porém, não o fiz por saber que o senhor não me escutaria.
 
- Como eu poderia fazer isso? - respondeu o homem, assustado - O dinheiro é do banco. Sou apenas o diretor!
 
- Eu sabia que era isso que o senhor diria - respondeu o rabino, com um sorriso - por isso não queria lhe dizer.
 
Com essas palavras, o rabino encerrou a conversa, se despediu e entrou em casa. Mas a conversa não terminou no coração daquele homem. As palavras do rabino penetraram em sua consciência e não lhe deram descanso. Dias depois, ele retirou do próprio bolso toda a quantia da dívida e permitiu que a viúva ficasse com a casa.”
 

Muitas vezes, quando gritos e broncas duras não têm efeito, a delicadeza consegue resultados impressionantes.

 

Nesta semana lemos a Parashat Devarim (literalmente “Palavras”), começando o último livro da Torá, Devarim, que trata principalmente dos discursos finais de Moshé em suas últimas cinco semanas de vida. Ele relembrou os principais acontecimentos ocorridos nos quarenta anos em que o povo judeu permaneceu no deserto, aproveitando para repreender o povo pelos erros graves cometidos.
 
E assim diz o versículo que introduz as palavras de Moshé: “Moshé falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que Hashem lhe havia ordenado a dizer-lhes” (Devarim 1:3). Porém, o Rav Zalman Sorotzkin zt”l (Império Russo, 1881 - Israel, 1966) pergunta: no início da Parashá já havia sido dito: “Estas são as palavras que Moshé falou” (Devarim 1:1). Por que a Torá voltou a enfatizar que “Moshé falou”? E por que da segunda vez a Torá acrescentou que as palavras foram “conforme tudo o que Hashem lhe havia ordenado a dizer”?
 
A resposta começa com o entendimento de um interessante ensinamento do Talmud (Ketubot 105b): “Se um Talmid Chacham é amado pelos habitantes da cidade, não é necessariamente porque ele seja mais virtuoso, mas porque ele não os repreende em assuntos do Céu”. Mas por que o Talmud acrescenta a expressão “em assuntos do Céu”? Bastaria dizer: “porque não os repreende”!
 
Na realidade existem duas formas de repreensão. Há uma forma de repreensão que é feita “na linguagem dos homens”, de forma mais delicada, apenas com alusões e parábolas, mas não de maneira direta. Há, entretanto, a forma de repreensão “em assuntos do Céu”, quando a pessoa diz a verdade de forma direta e contundente, como fez o profeta Yeshayahu ao declarar: “Ai da nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores...” (Yeshayahu 1:4), trecho que é lido justamente na Haftará desta semana.
 
Qual é a diferença entre os dois tipos de repreensão? A repreensão “em assuntos do Céu” frequentemente desperta oposição da pessoa que escuta e até mesmo coloca em risco quem repreende. Não por acaso, o profeta Yeshayahu acabou sendo morto pelo rei Menashé. Já a repreensão “na linguagem dos homens” normalmente faz com que as palavras possam ser aceitas e recebidas.
 
Isso significa que a repreensão “na linguagem dos homens” é sempre melhor do que a repreensão “em assuntos do Céu”? Não necessariamente, e é justamente isso o que um interessante Midrash vem nos ensinar: “Quando D’us pediu a Moshé que repetisse a Torá, ele não quis repreender Israel pelo que haviam feito de errado. A que isso se assemelha? A um aluno que caminhava com seu professor e viu uma pedra jogada no chão. Pensando que era uma pedra preciosa, ele a pegou e queimou-se, pois na verdade era uma brasa. Dias depois, caminhando novamente com seu professor, o aluno viu outra pedra preciosa, mas pensando que novamente tratava-se de uma brasa, teve medo de tocá-la. Seu professor lhe disse: ‘Pegue-a, é uma pedra preciosa’. Assim disse Moshé: ‘Por causa do que eu lhes disse: “Escutem agora, seus rebeldes”, sofri o castigo por causa deles, e agora voltarei a repreendê-los?’. D’us então respondeu-lhe: ‘Moshé, não tenha medo’”.
 
Desta maneira podemos entender a aparente repetição no início da Parashá. Normalmente Moshé repreendia o povo “em assuntos do Céu”, de forma bem direta e rígida. Porém, quando ele fez isso após a reclamação do povo por água, dizendo: “Escutem agora, seus rebeldes” (Bamidbar 20:10), ele foi punido por D’us e perdeu o mérito de entrar na Terra de Israel. Foi justamente por isso que Moshé iniciou sua última repreensão apenas por meio de alusões. No primeiro versículo da Parashá está escrito: “Estas são as palavras que Moshé falou a todo Israel, do outro lado do Yarden, no deserto, na planície, diante de Suf, entre Paran, Tofel, Lavan, Chatzerot e Di Zahav” (Devarim 1:1). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que esses locais não são mencionados para indicar uma localização geográfica, já que lugares como “Tofel” e “Lavan” não existiam. Na verdade, são alusões às falhas que o povo cometeu no deserto. Por exemplo, “Na planície” refere-se ao pecado de Baal Peor, nas planícies de Moav. “Tofel e Lavan” é uma alusão às reclamações sobre o Man. “Di Zahav” é uma alusão ao Bezerro de Ouro.
 
Entretanto, D’us ordenou a Moshé que, antes de sua morte, advertisse o povo de maneira clara e explícita, garantindo que nenhum mal lhe aconteceria. A partir desse momento, Moshé passou a falar “conforme tudo o que D’us lhe havia ordenado”, dizendo abertamente: “Vocês se rebelaram contra a palavra de Hashem, seu D’us” (Devarim 1:26) e “Rebeldes vocês foram contra Hashem desde o dia em que eu os conheci” (Devarim 9:24).
 
As duas maneiras usadas por Moshé para repreender o povo nos ensinam uma lição muito preciosa: não há forma padrão para repreender alguém que cometeu um erro. Mesmo a repreensão dura é retratada pelo Midrash como uma “pedra preciosa”. Porém, devemos ter sensibilidade para perceber o que a pessoa realmente precisa para escutar. A repreensão deve ser, antes de tudo, um ato de amor, motivado pelo desejo de ajudar o próximo a corrigir seus erros e a melhorar. Algumas vezes é suficiente uma leve indicação do erro cometido, mas outras vezes isso não é suficiente para a pessoa se arrepender. A história do Rav Israel MiVizhnitz mostra que a verdadeira sabedoria da repreensão não está apenas no que se diz, mas principalmente em como se diz. Há momentos em que a verdade deve ser dita sem rodeios; em outros, uma atitude delicada, uma insinuação ou até mesmo o silêncio têm muito mais força do que um discurso inteiro. O desafio é discernir qual maneira é a vontade de D’us para cada pessoa e em cada situação.
 
Na próxima quarta-feira de noite (22/jul/26) começa Tishá Be Av, o dia mais triste do ano. Neste dia nos sentamos no chão e choramos pela destruição dos nossos dois Templos, que ocorreram justamente neste dia, o nono dia do mês de Av. Além disso, várias outras tragédias aconteceram neste dia. Sabemos que tudo o que D’us faz é para o bem, pois Ele tem misericórdia infinita. Então por que Ele permitiu que todas estas tragédias acontecessem?
 
D’us nos ama e quer sempre o nosso bem. Mas, da mesma forma que é Mitzvá um pai educar seu filho, às vezes com palavras suaves e outras vezes com palavras mais duras, assim também D’us se comporta conosco. Quando D’us percebe que estamos adormecidos espiritualmente, nos afastando Dele, Ele nos dá uma sacudida, querendo nos despertar e nos trazer de volta. As Suas broncas duras são atos de amor, de preocupação. Estas Três Semanas são uma oportunidade de reflexão: D’us, um Pai amoroso, nos quer de volta. Que possamos dar o primeiro passo. 

SHABAT SHALOM E TSOM KAL

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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