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quinta-feira, 20 de março de 2025

SABEDORIA DO CORAÇÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYAKEL 5785

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SABEDORIA DO CORAÇÃO - PARASHÁ VAYAKEL 5785 (21/mar/25) 

"O Rav Israel Salanter zt"l (Lituânia, 1810 - Prússia, 1883), um dos maiores rabinos de sua geração, estava certa vez em um lugar distante, onde as pessoas não o conheciam. Um judeu muito simples, ao ver o distinto rabino, pensou tratar-se de um Shochet e pediu para que ele fizesse a Shechitá de sua galinha. O Rav Salanter educadamente recusou, explicando que gostaria muito de ajudar, mas que não era Shochet. O Rav Salanter então virou-se ao judeu simples e disse: 

- Será que você poderia me emprestar a quantia de $1.000,00 por uma semana?
 
O judeu simples se espantou com o pedido. Ele respondeu com firmeza:
 
- Escute aqui, eu nem te conheço! Acabamos de nos encontrar agora pela primeira vez! Como você ousa me pedir emprestado uma quantia tão alta? Como posso confiar que você vai realmente me devolver o dinheiro?
 
O Rav Salanter abriu um sorriso e disse:
 
- Se você realmente não me conhece, e não sabe se eu sou alguém confiável para devolver seu dinheiro, então como é que você confiou em mim para realizar a Shechitá da sua galinha, algo que é muito mais complexo? Você tem medo de perder dinheiro, mas não tem medo de perder Mitzvót?"
 
O temor a D'us de uma pessoa é medido nos pequenos atos do cotidiano, nas pequenas demonstrações de que a pessoa realmente se importa com as Mitzvót e com a Vontade de D'us.

 

Nesta semana lemos a Parashá Vayakel (literalmente "E reuniu"), que começa a descrever a construção do Mishkan na prática, já que nas Parashiot anteriores a Torá havia trazido apenas os comandos de D'us. Os materiais foram doados de forma voluntária e aqueles que se ofereceram de coração para os trabalhos foram escolhidos.
 
É interessante perceber que na Parashá, em relação aos construtores do Mishkan, há uma repetição da expressão "sábio de coração". Por exemplo, está escrito "E todo homem sábio de coração dentre vocês virá e fará" (Shemot 35:10). Também em relação ao trabalho das mulheres a mesma expressão é utilizada: "E toda mulher sábia de coração fiava com as mãos" (Shemot 35:25). E em outros lugares da Parashá isso se repete, como em "Encheu-os de sabedoria de coração" (Shemot 35:35), "E todo homem sábio de coração" (Shemot 36:1) e "E fizeram todos os sábios de coração" (Shemot 36:8).
 
Mas o que significa esta expressão? Não é algo equivocado associar a sabedoria com o coração? Afinal, o lugar da sabedoria não é o cérebro? Explica o Rav Yehuda Leib Chasman zt"l (Lituânia,1869 - Israel, 1935) que essa associação da sabedoria com o cérebro, tida como certa por muitas pessoas, é completamente equivocada. Costumamos chamar de "sábio" todo aquele que possui intelecto, mesmo que seu coração não esteja com ele, isto é, mesmo que sua conduta de vida e seu comportamento cotidiano não estejam de acordo com sua sabedoria. Consideramos uma pessoa como sendo sábia apenas por ela falar palavras inteligentes. É comum inclusive ouvir as pessoas dizendo: "O que importa são as ideias dele, não suas ações. O principal é podermos usufruir de sua grande sabedoria e compreensão". Mas esse pensamento é profundamente equivocado, pois não distingue entre alguém que apenas carrega sabedoria e alguém que vive com entendimento e discernimento verdadeiros, que é o verdadeiro sábio.
 
Mas por que a sabedoria precisa estar presente também nos atos? Para entendermos este conceito, vamos trazer um exemplo prático. Como reagiríamos se nos deparássemos com um grande especialista em botânica, que sabe identificar cada planta e discernir quais são comestíveis e saudáveis e quais são venenosas e perigosas? Em um primeiro momento o trataríamos com a máxima reverência, em respeito aos seus muitos conhecimentos. Nos aconselharíamos com ele e respeitaríamos muito suas opiniões. Porém, o que aconteceria se ele publicamente escolhesse comer justamente as plantas que contêm veneno? Há alguma dúvida que tal pessoa seria imediatamente desqualificada para ser médica ou conselheira? Não duvidaríamos da validade de sua sabedoria? Certamente que sim, pois seus atos não estão de acordo com sua sabedoria intelectual. De que adianta toda a sua sabedoria se ele não a aplica na prática, nem mesmo em prol de seu próprio bem estar?
 
O mesmo se aplica a nós. Aquele cujas ações contradizem seu conhecimento se comporta como um jumento carregando livros de sabedoria nas costas. O peso dos livros não lhe acrescenta nenhuma sabedoria. Portanto, podemos definir que sábio não é aquele que "carrega" sabedoria intelectual, e sim aquele que a aplica para o bem, como diz o versículo: "O sábio teme e se afasta do mal" (Mishlei 14:16). E onde está o temor? No coração, que sente e coloca na prática a força do intelecto. Por isso, a Torá vincula a sabedoria ao coração.
 
O Talmud (Shabat 31b) explica que temor e sabedoria são uma coisa só. Assim como a sabedoria só nasce do temor, o temor só pode surgir da sabedoria, pois eles são uma só entidade, como ensinam nossos sábios: "O temor a D'us é sabedoria" (Yov 28:28) e "O início da sabedoria é o temor a D'us" (Mishlei 1:7). E como o lugar do temor é o coração, não faz sentido dizer que o cérebro é sábio. É por isso que a Torá repete tantas vezes na Parashá a expressão "sábio de coração".
 
Mas qual é a conexão na prática entre o temor e a sabedoria? Por exemplo, aquele que tem temor não interrompe seu estudo com assuntos vãos. Também o seu medo de cometer transgressões vai levá-lo a estudar mais, para garantir que não cometerá erros na Halachá. Também, por temer a D'us, esta pessoa nunca desprezará a sabedoria infinita do Criador. E, finalmente, a pessoa com temor a D'us também respeita os sábios de Torá, pois sabe que precisa deles para aprender os ensinamentos de Torá que o conectarão a D'us.
 
Shlomo Hamelech vai mais longe e ensina: "No final, tudo tendo sido ouvido, tema a D'us e guarde Seus mandamentos, pois isso é todo o homem" (Kohelet 12:13). Shlomo Hamelech está nos ensinando que somente aquele que teme a D'us é digno de ser chamado de "homem". É evidente que uma pessoa cujo coração está vazio de sabedoria, mesmo que ela esteja toda concentrada em sua mente, não tem vantagem sobre um animal.
 
Mas será que não é um exagero comparar uma pessoa sem sabedoria no coração a um animal? Infelizmente, não. Tomemos como exemplo o famoso profeta Bilaam. Por um lado, ele possuía tanta sabedoria que, de acordo com o Talmud (Brachot 7a), era comparável com a de Moshé. Por outro, ele era extremamente perverso, dominado pelos desejos e prazeres do mundo material, e por isso se comportava pior do que um animal. Onde estava, portanto, sua sabedoria? Era apenas sabedoria da mente, mas não do coração.
 
O problema é que o ser humano, por natureza, distorce e corrompe a verdade. Ele diz a si mesmo: "É óbvio que sou um grande sábio, portanto, certamente também sou temente a D'us". Esse raciocínio por si só já é prova da falta de sabedoria, pois se a base da sabedoria é o temor a D'us, o verdadeiro temor se expressa em um temor real e uma reverência profunda, e quem de fato teme a D'us não confia em sua própria sabedoria. É justamente esse medo que leva o temente a alcançar a sabedoria, como está escrito: "O princípio da sabedoria é o temor a D'us; bom entendimento para todos os que a praticam" (Tehilim 111:10).
 
O Rav Meir Rubman zt"l (Israel, século 20) explica que, portanto, para cumprir tudo o que D'us ordenou, não basta ter sabedoria intelectual, é necessário ser "sábio de coração". Isso significa que ele deve ser sábio em sua essência interior, em seus sentimentos. Isso se assemelha a alguém que possui um depósito cheio de remédios. Essa posse, por si só, não garante sua cura. Para se curar, ele precisa ingerir os remédios, e só então eles terão efeito. O mesmo ocorre com a Torá, que é o remédio contra o Yetzer Hará, como afirma o Talmud (Kidushin 30b): "Eu Criei o Yetzer Hará, e Eu criei a Torá como antídoto para ele". Mas apesar de a Torá ser uma cura, ela é como um medicamento, isto é, apenas cura a alma quando o homem a "ingere", isto é, a internaliza profundamente, em seus sentimentos e em seu coração.
 
Portanto, quem deseja avaliar seu próprio nível de sabedoria deve primeiro medir seu nível de temor a D'us. Se uma pessoa quiser saber se a sabedoria da Torá penetrou de fato em seu coração ou se ainda permanece apenas na sua mente, ela deve observar o quanto teme cometer transgressões. Por exemplo, um verdadeiro temente a D'us evita alimentos com possível proibição de Kashrut com a mesma força que teria evitado uma comida potencialmente contaminada com veneno. O medo do veneno nos faz tremer. Se esse mesmo temor não estiver presente diante de uma transgressão, então é sinal de que o temor ainda não está enraizado em nosso coração, está apenas em nossa mente. Este teste é ainda mais real quando a pessoa está sozinha, apenas ela e D'us. Neste momento ela demonstrará se realmente tem temor a D'us, ou apenas medo de manchar publicamente sua honra.
 
O estudo de Mussar é o meio mais adequado para incutir o temor no nosso coração. Pedimos diariamente na nossa Tefilá: "Coloca em nosso coração o entendimento, a sabedoria, para ouvir, aprender, ensinar, guardar, cumprir e realizar todas as palavras da Sua Torá". Pedimos a D'us que coloque sabedoria em nosso coração, não apenas em nossa mente, para que um dia possamos ser sábios de verdade.                        
                           

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

RESPEITANDO O PRÓXIMO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BESHALACH 5777





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RESPEITANDO O PRÓXIMO - PARASHÁ BESHALACH 5777 (10 de fevereiro de 2017)
"Depois de alguns meses se conhecendo, Joel e Miriam ficaram noivos. Eles não cabiam em si de contentamento, pois sentiam que finalmente haviam encontrado suas metades. Como ainda estavam se conhecendo, combinaram de fazer um passeio em um parque no alto da cidade, um lugar com uma vista maravilhosa. Após passearem e conversarem muito, ao perceberem que estava anoitecendo, decidiram voltar. Foi então que Miriam comentou com Joel que a lua havia sumido. Muito romântico, Joel respondeu:

- A lua deve ter ficado envergonhada diante da sua beleza e por isso se escondeu.

Miriam se sentiu lisonjeada com a resposta tão galanteadora do seu noivo. Que homem educado e delicado. Havia ganhado um prêmio de loteria ao ter conhecido alguém assim tão especial. Alguns meses depois eles se casaram e, com o tempo, começaram a se conhecer cada vez mais e a ganhar intimidade. Após alguns anos de casamento, Miriam quis resgatar um pouquinho do romantismo da época de noivado. Ela convidou Joel para passear naquele mesmo parque. No final do passeio, quando já estava anoitecendo, novamente Miriam virou-se para Joel e comentou que a lua havia desaparecido. Ele então virou-se para ela e disse:

- Sua tonta, você não percebeu que hoje está nublado???"

Apesar de ser uma piada, muitas vezes a convivência com as pessoas faz com que deixemos de tratá-las com o devido respeito. Temos que nos cuidar muito, principalmente com as pessoas mais próximas, para nunca ofender ou destratar ninguém, em especial as pessoas mais queridas. 
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Na Parashá desta semana, Beshalach (literalmente "Quando enviou"), finalmente o povo judeu saiu em liberdade, acabando com 210 anos de uma brutal escravidão. Mas a alegria do povo judeu durou pouco, pois logo o Faraó se arrependeu de ter libertado seus escravos e saiu em sua perseguição. Os judeus se viram presos no meio do deserto, com o Mar Vermelho diante deles e os egípcios fortemente armados se aproximando ameaçadoramente. D'us então fez o grande milagre da abertura do mar, para que os judeus pudessem passar com segurança em terra firme, e depois fechou-o sobre os egípcios, matando-os e deixando seus corpos expostos na praia, para que os judeus pudessem se sentir livres de verdade ao ver seus opressores mortos.

Quando os judeus viram o grande milagre e salvação que D'us havia feito, se sentiram tão felizes que de seus corações saiu um cântico de agradecimento, o "Shirat Haiam" (Cântico do Mar). A abertura do mar foi um incrível momento de revelação e proximidade de D'us. Dentro deste Cântico estão as seguintes palavras de louvor: "Este é o meu D'us e eu O exaltarei" (Shemot 15:2). A explicação mais simples é que as pessoas puderam ter uma visão mais clara de D'us durante aquele milagre e puderam reconhecer toda a Sua bondade.

O Talmud (Shabat 133b) aprende outro ensinamento deste versículo. A palavra "Anvehu", que significa "Eu O exaltarei", vem da mesma raiz da palavra "Noi", que significa "Beleza". O Talmud nos ensina que este versículo é uma exigência de nos esforçarmos para cumprir as Mitzvót de D'us da maneira mais agradável esteticamente. Por exemplo, quando cumprimos a Mitzvá de "Arbaat HaMinim" (4 espécies), devemos procurar um Lulav de aparência bonita. Também quando construímos uma Sucá e adquirimos um Talit, devemos nos esforçar para que eles sejam visualmente bonitos. De acordo com o Rabeinu Bechaya zt"l (Espanha, 1255 - 1340), este embelezamento das Mitzvót é uma maneira através da qual nós podemos demonstrar o nosso amor por D'us.

Porém, esta explicação parece ser contraditória com um conceito ensinado pelo Rav Moshe Chaim Luzzato zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746), mais conhecido como Ramchal, em seu livro "Messilat Yesharim" (Caminho dos Justos). Ele divide o Serviço Divino em duas categorias: "Ahavat Hashem" (Amor a D'us) e "Irat Hashem" (Temor a D'us). Dentro do amor a D'us ele incluiu a alegria no cumprimento das Mitzvót. Sob a categoria de temor a D'us ele incluiu a submissão perante D'us e honrar as Mitzvót. Ao explicar o conceito de honrar as Mitzvót, o Ramchal traz justamente o mesmo ensinamento do Talmud que nos incentiva a embelezarmos as Mitzvót. Portanto, de acordo com o Ramchal, o embelezamento das Mitzvót estaria incluído dentro da categoria de "temor a D'us". Porém, não seria muito mais lógico enquadrar o embelezamento das Mitzvót como uma demonstração de amor a D'us, como fez o Rabeinu Bechaya? Como entender esta opinião do Ramchal?

Além disso, por que a primeira reação do povo judeu após a incrível salvação através da milagrosa abertura do mar foi o compromisso de embelezar as Mitzvót? Não seria mais apropriado em primeiro lugar eles se comprometerem a simplesmente cumprir as Mitzvót? Qual a conexão entre embelezar as Mitzvót e a incrível revelação de D'us que ocorreu na abertura do mar?

Finalmente, o Talmud (Shabat 133b) aprende outro ensinamento da palavra "Anvehu", que pode ser dividida em duas palavras: "Ani" "Vehu", que significa "Eu e Ele". Isto nos ensina que, para nos assemelharmos a D'us, devemos imitar Seus caminhos. Por exemplo, da mesma forma que Ele é misericordioso, também devemos ser misericordiosos. Mas por que aprendemos o conceito de como devemos nos relacionar com D'us da mesma palavra que aprendemos o conceito de embelezar as Mitzvót? Qual é a conexão entre os dois conceitos?

Explica o Rav Yohanan Zweig que no começo de qualquer relacionamento interpessoal há uma certa distância natural entre as duas partes. Esta distância faz com que cada uma das partes respeite a outra e esteja disposta a se relacionar de acordo com os termos da outra parte. Porém, com o tempo e a convivência, as pessoas começam a ganhar confiança e a distância natural se dissipa. Neste momento, normalmente o respeito mútuo também vai diminuindo e cada uma das partes começa a exigir que o outro se ajuste ao seu comportamento. É este "choque de vontades" que acaba alimentando o sentimento de desprezo após algum tempo de convivência.    

Os nossos relacionamentos interpessoais são um modelo do nosso relacionamento com D'us. Portanto, da mesma forma que isto ocorre entre as pessoas, esta perda de respeito também pode ocorrer no nosso relacionamento com D'us. De acordo com o Talmud (Sotá 30b), o relacionamento do povo judeu com D'us durante a abertura do mar se tornou algo tão próximo, tão tangível, que até mesmo os bebês foram capazes de perceber a presença de D'us. A percepção de D'us transcendeu, de algo apenas intelectual para algo muito mais tangível e concreto. Automaticamente a distância entre o povo judeu e D'us diminuiu. Nestas circunstâncias, esta proximidade poderia ter causado com que as sementes do desprezo tivessem sido espalhadas. O povo judeu entendeu que a única solução para este problema era imediatamente receber sobre si o compromisso de embelezar as Mitzvót.

Mas como isto resolveria o problema da falta de respeito por causa da maior proximidade? Quando vemos algo muito bonito, nosso instinto faz com que consideremos como sendo algo inacessível. A beleza eleva um objeto e cria naturalmente uma distância. Nosso objetivo na vida é construir com D'us um relacionamento de amor. Ao embelezar as Mitzvót, nós inserimos respeito no relacionamento, e é o respeito que preserva o amor. De acordo com o Ramchal, como o propósito do embelezamento das Mitzvót é inserir respeito no relacionamento entre nós e D'us, então ele considera como sendo parte do "temor a D'us". Ao embelezá-las, nós inserimos nas Mitzvót uma dignidade que cria reverência e admiração aos olhos de quem as realiza.

A fundação do amor verdadeiro em qualquer relacionamento é o respeito. O respeito garante que não haverá nenhum tipo de desprezo. Desenvolver nossa religiosidade através de emular os atos de D'us nos permite desenvolver o respeito que preservará o nosso relacionamento. É por isso que o mesmo versículo que ensina sobre o nosso relacionamento com D'us é também uma fonte da exigência de embelezar as Mitzvót, pois este ato de embelezar as Mitzvót cria o respeito necessário para manter um relacionamento saudável.

Esta Parashá traz um ensinamento extremamente importante para nossas vidas. É muito comum sermos desrespeitosos justamente com as pessoas mais próximas, pois é justamente a proximidade que acaba causando com que nos acostumemos e deixemos de respeitar os outros da maneira correta. Isto ocorre dentro das nossas casas e nos ambientes de trabalho. A Parashá nos ensina que esta é uma característica natural do ser humano e, justamente por isso, se não tomarmos nenhuma atitude, acabaremos desrespeitando e ofendendo pessoas queridas. Da mesma forma que o povo judeu procurou uma forma de manter o respeito com D'us apesar da proximidade, precisamos pensar em maneiras de como sempre manter o respeito com as pessoas que são mais próximas, pois são elas que justamente mais merecem o nosso respeito e consideração.
SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm
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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHÁ BÔ 5777:

                   São Paulo: 19h29  Rio de Janeiro: 19h15                     Belo Horizonte: 19h13  Jerusalém: 16h46
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue.
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