sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

MILAGRES COM UM PROPÓSITO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ITRÓ 5779

BS"D
Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
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MILAGRES COM UM PROPÓSITO - PARASHAT ITRÓ 5779 (04 de janeiro de 2019)

"Há alguns anos o Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém, inaugurou uma nova ala, que custou milhões de dólares. Este valor foi totalmente doado por uma família judia rica, chamada Spiegel, que vivia no sul da Califórnia. A ala foi dedicada a um milhão e meio de crianças menores de 12 anos que foram mortas pelos nazistas no Holocausto. A lista de inocentes incluía o filho do doador.

O rabino Berel Wein, um sobrevivente do Holocausto, quando foi visitar o Yad Vashem pela primeira vez, visitou também esta ala nova. E assim ele descreveu aos seus alunos a sua visita:

- Eu já tinha visto memoriais do Holocausto em todo o mundo e, por isso, estava esperando ver uma exposição padrão, cheia de fotos chocantes, tristes relatos pessoais e estatísticas terríveis. Porém, eu não estava preparado para entrar na nova ala erguida pela família Spiegel. Era uma única sala subterrânea, enorme. Estava tão escuro que eu não conseguia ver nem mesmo a minha mão na frente do meu rosto. No meio da sala, uma única vela acesa fornecia um pequeno ponto de luz. Espelhos habilidosamente colocados ao redor da sala refletiam a luz daquela vela em todos os lugares, transformando um ponto de luz em centenas de minúsculas chamas. Era uma congregação de pequenas almas em busca de corpos.

- Quando eu entrei naquela sala - continuou o rabino Wein - eu estava envolvido pela escuridão. Meus olhos focaram nos pequenos pontos de luz suspensos no ar. Então eu ouvi uma voz gravada de um homem. Esta voz não dizia nada profundo, mas suas palavras penetraram profundamente no meu coração. Eu estava no local mais escuro da sala e olhei para as luzes. Eu comecei a imaginar que estava cercado por um milhão e meio de crianças. A voz então começou a falar: "Chaim Smolovitz, Vilna, 8 anos. Sara Kleiner, Vilna, 11 anos. Rosa Klepper, Berlim, 7 anos...". A voz seguiu pronunciando uma infinidade de nomes. Moishe, Ferencz Alexandre, Shaindy, Tsipora, David, Joel, Zoltan. Centenas de milhares de nomes, tirados das listas das vítimas do Holocausto, que os nazistas registraram tão meticulosamente. Nomes de judeus que teriam entre 40 e 50 anos atualmente, com filhos e netos. Nomes, nomes, nomes, até o momento em que eu não aguentei mais.

- Eu nunca chorei tanto na minha vida - contou o rabino Wein - Eu fugi para o sol ofuscante de Jerusalém. Então me ocorreu que eles não tinham chamado meu nome. Eu tinha aquela mesma idade na época, meu nome poderia estar naquela lista. A diferença foi que eu simplesmente vivi em Chicago, não na Europa. Se meu avô tivesse se mudado para o leste, ao invés de ir para o oeste, meu nome poderia estar naquela lista.

- E, se eu escapei, há uma razão para isso - concluiu o rabino Wein - D'us me salvou porque eu tenho um propósito especial. Portanto, eu tenho que aumentar meus esforços para fazer algo positivo pelo povo judeu. Eu não sei o que eu devo fazer, se devo construir mais Yeshivót, falar com mais judeus, escrever mais artigos de Torá. Mas o que eu sei é que não posso descansar até contribuir para a causa da redenção judaica. Se eu fui poupado, foi por alguma razão".
 
Devemos viver com esta claridade, de que nossa existência tem um propósito. Se estamos vivos, é porque a nossa existência faz alguma diferença para o mundo. Por isso, devemos acordar todos os dias com a vontade de cumprir o nosso papel no mundo e preencher o nosso potencial.

Na Parashat desta semana, Itró, Moshé se reencontrou com sua esposa, seus filhos e seu sogro Itró. Moshé havia se separado de sua família quando D'us se revelou a ele em um arbusto ardente, ordenando que fosse ao Egito salvar seu povo. Como enfrentar o Faraó era uma missão extremamente perigosa, Moshé foi sozinho, deixando a família segura em Midian. Após a saída do Egito, quando o perigo já havia passado, eles se reencontraram no deserto.

Na Parashat Shemot, a Torá já havia nos ensinado o nome do primeiro filho de Moshé, Guershom, e o motivo pelo qual Moshé havia dado este nome, que era em lembrança da sua situação naquele momento, em que ele era um "Guer", um estrangeiro em uma terra estranha, quando precisou fugir do Egito e se exilar em Midian. Porém, esta Parashat é a primeira vez em que a Torá nos ensina o nome do segundo filho, Eliezer, que literalmente significa "meu D'us veio em minha salvação", em agradecimento por uma milagrosa salvação que ocorreu no Egito, como está escrito: "E o nome do outro era Eliezer, porque 'o D'us de meu pai veio em meu socorro e me salvou da espada do Faraó'" (Shemot 18:4). A que salvação o versículo se refere?
 
Desde pequeno, Moshé havia sido criado por Batia, a filha do Faraó, no palácio real. Porém, Moshé não se esqueceu de seu povo. Quando ele cresceu, saiu para ver o sofrimento de seus irmãos e presenciou uma cena terrível. Um egípcio, sem nenhuma piedade, golpeava um judeu com fúria, com intenção de matá-lo. Inconformado com aquele ato de covardia e injustiça, Moshé se levantou para proteger o judeu que estava sendo golpeado e matou o egípcio, sem temer as consequências. Segundo a lei egípcia, o assassinato era punido com pena de morte. Moshé, apesar de ter sido criado dentro do palácio, foi preso e condenado à morte por decapitação. Porém, no momento da execução da pena, D'us fez um grande milagre e o pescoço de Moshé ficou rígido como uma pedra, de forma que a espada não conseguiu cortá-lo. Os egípcios ficaram tão assustados com aquele fenômeno que acabaram se descuidando do prisioneiro. Desta maneira, através de um grande milagre, Moshé conseguiu fugir para Midian e salvar sua vida.

Porém, este ensinamento dos nomes dos filhos de Moshé, que parece um mero detalhe mencionado na nossa Parashat, desperta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, os dois filhos de Moshé haviam nascido em Midian, antes de sua volta ao Egito para libertar o povo judeu. Então por que a Torá esperou até o povo judeu sair do Egito para revelar o nome do segundo filho de Moshé, Eliezer? Além disso, a salvação de Moshé das mãos do carrasco egípcio aconteceu antes do exílio em Midian. Então por que o nome Guershom, que reflete a época de exílio, veio antes do nome Eliezer, que reflete a salvação milagrosa?

Explica o Rav Yohanan Zweig que quando uma pessoa é milagrosamente salva, sua reação imediata deve ser entender que D'us salvou sua vida por um propósito maior. Porém, até que este propósito seja descoberto, a extensão completa do milagre não pode ser entendida. Foi exatamente isto que ocorreu com Moshé. Ele entendeu que sua salvação milagrosa era certamente parte de um plano maior de D'us, mas até o nascimento do primeiro filho ele ainda não havia entendido a magnitude e os detalhes deste plano Divino. Por isso, Moshé ainda não queria que o milagre, ainda não completamente compreendido, se refletisse no nome do primeiro filho. Ele então preferiu dar o nome de Guershom, refletindo desta maneira seu sentimento de afastamento do seu povo enquanto ele estava no exílio.

Foi somente depois disto, quando D'us se revelou a Moshé em um arbusto que queimava e não se consumia, que ele compreendeu a magnitude do milagre de D'us. Naquele instante ele ficou sabendo que sua salvação das mãos do Faraó tinha como objetivo proteger o futuro líder, responsável pela libertação do povo judeu. Foi justamente neste momento que seu segundo filho nasceu. Desta vez o nome dado foi Eliezer, que refletia o milagre ocorrido, já que neste momento o propósito completo de sua milagrosa salvação havia sido revelado.
 
Desta maneira também podemos entender porque que a Torá ainda não havia revelado o nome do segundo filho de Moshé, Eliezer, até que o povo judeu estivesse no deserto, caminhando em direção ao Monte Sinai. A libertação do povo judeu da escravidão egípcia foi apenas o início de um objetivo maior na missão de Moshé, que era conduzir o povo judeu ao recebimento da Torá no Monte Sinai. Foi somente neste momento que o impacto verdadeiro da missão de Moshé foi compreendido e, portanto, que o milagre atingiu o auge do seu entendimento.

A Torá está nos transmitindo, portanto, que quando D'us se revela a um indivíduo através de um milagre, isto ocorre para que este indivíduo se transforme em um instrumento para trazer uma revelação maior de D'us no mundo e para santificar o Seu nome. Foi o que ocorreu com Moshé, e que se repetiu diversas vezes durante a nossa história, quando muitas vezes D'us precisou interferir, de forma milagrosa, para salvar a vida de pessoas que futuramente mudariam a história da humanidade.
 
Porém, certamente o ensinamento é ainda maior do que este. O simples fato de estarmos vivos já indica que D'us tem um importante objetivo para cada um de nós. Nossos sábios ensinam que a pessoa, no dia do seu aniversário, deve ficar muito feliz, pois foi exatamente naquele dia que D'us decidiu que o mundo não poderia mais existir sem a participação dela. Todos nós temos um propósito que deve ser buscado. Todos nós temos uma missão única e especial que justifica a nossa criação. Não é fácil descobrir exatamente o que viemos fazer. Mesmo Moshé não tinha inicialmente a consciência do impacto que causaria na humanidade. Mas devemos nos esforçar, com as ferramentas que D'us deu a cada um de nós, para fazermos o melhor que pudermos, em todas as áreas em que tivermos competência, para preenchermos o nosso potencial único e especial.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHAT ITRÓ 5779:

São Paulo: 19h36  Rio de Janeiro: 19h22  Belo Horizonte: 19h19  Jerusalém: 16h31
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Chana Mirel bat Feigue, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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