sexta-feira, 13 de julho de 2018

ELOGIAR SOMENTE A QUEM MERECE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT MATÓT E MASSEI 5778

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ELOGIAR SOMENTE A QUEM MERECE - PARASHIÓT MATÓT E MASSEI 5778 (13 de julho de 2018)

"Um corvo voava tranquilamente, em uma manhã ensolarada, quando seus olhos viram um belo pedaço de queijo. Há muito tempo ele não saboreava algo tão delicioso. Pegou o queijo com seu bico e voou até o galho de uma árvore, onde poderia saborear seu banquete sem ser incomodado. Porém, naquele exato momento, passou pelo local uma esperta raposa e sentiu o delicioso aroma daquele queijo. Ao levantar os olhos, viu o corvo com o queijo no bico. Então a raposa, tomada pelo desejo de saborear aquele queijo, disse ao corvo:
 
- Sabe, meu querido corvo, nunca havia percebido como você é bonito. Que penas maravilhosas você tem, com um brilho extraordinário. Combinam com seus olhos maravilhosos. Como eu nunca tinha reparado nisso?
 
O corvo se alegrou ao escutar aqueles elogios e se encheu de orgulho. A raposa então continuou:
 
- Você é o mais sábio de todos os animais da floresta. E você tem uma qualidade inigualável: sua voz é doce, mais doce do que a voz de qualquer cantor profissional. Acho que ninguém no mundo canta com uma voz tão bela. Por favor, cante para mim uma canção, para que eu possa sentir o prazer de escutar a sua doce voz.
 
O corvo, ao escutar aquelas palavras, se sentiu lisonjeado e quis demonstrar suas aptidões musicais. Encheu o peito e começou a cantar. Porém, ao invés de um canto doce, saiu um canto grave e desafinado. O pior de tudo foi que, em sua empolgação, o corvo esqueceu completamente que o queijo estava em seu bico. Ao abri-lo para sua demonstração de canto, o queijo caiu no chão. Ligeira, a raposa correu, pegou o queijo em sua boca e correu para longe, onde pôde saborear tranquilamente seu queijo delicioso."
 
A Torá proíbe um comportarmos como o da raposa, de elogiar os outros com o único intuito de trazer algum benefício para nós mesmos. Isto se chama bajulação.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Matót (literalmente "Tribos") e Massei (literalmente "Viagens"). A Parashat Matót traz leis sobre promessas e juramentos, descreve a guerra de vingança contra o povo de Midian e o pedido das tribos de Reuven e Gad de se estabelecerem fora de Eretz Israel. Já a Parashat Massei descreve as viagens do povo judeu durante os 40 anos no deserto, detalhando cada ponto de parada, e as "Cidades de Refúgio", para onde deveriam ir as pessoas que haviam assassinado de forma acidental.
 
Após descrever sobre as "Cidades de Refúgio", a Parashat Massei ensina a proibição de recebermos suborno de um assassino não intencional para liberá-lo da sua punição. Logo em seguida a Parashat traz outra proibição, que é um pouco enigmática: "E vocês não devem corromper a terra onde vocês vivem, pois o sangue corrompe a terra..." (Bamidbar 35:33). A linguagem utilizada para "corromper" é "Tachanifu", que vem da mesma raiz de "Lehachnif", que significa "bajular". Qual é a conexão entre assassinatos não intencionais, a corrupção da terra e o ato de bajular?
 
Explica o Ramban zt"l (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) que, da mesma forma que inicialmente a Torá veio nos advertir a não recebermos suborno para inocentar um assassino, a Torá também veio nos advertir sobre a grave transgressão de bajular um transgressor. Caso haja bajulação dos transgressores, a Torá nos ensina que isto corromperá toda a terra. Portanto, aquele que bajula um transgressor é considerado como se estivesse impurificando a terra e está transgredindo a proibição de "E vocês não devem corromper a terra".
 
Há muitas fontes da Torá que nos ajudam a entender o quanto é grave a transgressão da bajulação. O Talmud (Sotá 42a) nos ensina que: "Toda a congregação onde há bajulação, no final será exilada". O Talmud continua e afirma que: "Quatro grupos de transgressores não receberão a "face da Presença Divina": os palhaços (que zombam dos outros), os bajuladores, os mentirosos e aqueles que falam Lashon Hará (maledicência)". Outra passagem do Talmud (Sotá 41a) traz uma história do Rei Agripas que ocorreu durante a comemoração do "Hakel", uma festividade que ocorria a cada 7 anos, quando todo o povo judeu se reunia no Beit Hamikdash (Templo Sagrado) para escutar o rei de Israel lendo trechos do Sefer Devarim. Quando o Rei Agripas estava lendo publicamente a Torá e chegou ao trecho "Vocês colocarão um rei sobre vocês, aquele a quem D'us escolher. Dentre seus irmãos você deve estabelecer um rei sobre vocês. Não designarão um estrangeiro sobre vocês, alguém que não seja seu irmão" (Devarim 17:15), ele começou a chorar, pois tinha problemas em sua ascendência e, portanto, não poderia ser o rei de Israel. Ao verem o rei chorando, os sábios que estavam presentes, ao invés de ficarem em silêncio, o consolaram dizendo: "Você é nosso irmão. Você é nosso irmão". Isto foi considerado por D'us um terrível ato de bajulação, pois os sábios tinham a consciência de que ele realmente não poderia ser o rei, mas o consolaram apenas para ganhar favor aos olhos dele. O Talmud afirma que naquele momento D'us decretou um duro castigo ao povo judeu.
 
Portanto, todas estas fontes demonstram o quanto a bajulação é algo abominável aos olhos de D'us. Mas por que a bajulação é tão grave? E será que nós também cometemos esta terrível transgressão? De acordo com o Chafetz Chaim zt"l (Bieloríssia, 1838 - Polônia, 1933) infelizmente esta transgressão está muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Por exemplo, é comum estarmos conversando com um grupo de amigos quando alguém começa a falar mal de outra pessoa, normalmente alguém que não está presente. O correto seria imediatamente nos levantarmos para advertir o transgressor pelo seu mau ato, como nos ensina a Torá "Advirta o seu companheiro" (Vayikrá 19:17). Porém, muitas pessoas, para não se indisporem com o transgressor e com as outras pessoas presentes, balançam a cabeça de forma afirmativa. Apesar de parecer que a pessoa não fez nada de grave com este ato, pois ela nem mesmo abriu a boca, a Torá nos ensina que isto é uma enorme transgressão, causando inclusive um tropeço ao transgressor. Balançar a cabeça para concordar com um transgressor é um ato de bajulação e causa com que o transgressor não se arrependa de seus maus atos e não peça desculpas a quem ele fez mal. Portanto, em última instância, o bajulador causa sofrimentos e contribui para que injustiças se perpetuem.
 
Até que ponto devemos nos cuidar da bajulação? Um exemplo incrível nos foi dado pelo Rav Yossef Dov Soloveitchik (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beit HaLevi. Ele foi o rabino da cidade de Slutzk, na Bielorrúsia, por quase 10 anos. Certa vez, um dos governantes da cidade, um homem muito afastado da Torá, convidou o Beit Halevi para o Bar Mitzvá de seu filho. Ele queria fazer uma festa suntuosa, para muitos convidados, e a presença do rabino seria fundamental para mostrar a todos o seu poder. Para se promover ainda mais, o governante foi pessoalmente no dia da festa buscar o rabino em sua casa, em uma luxuosa carruagem contratada especialmente para aquele dia. Quando eles estavam saindo da casa do rabino, o Beit HaLevi, para iniciar uma conversa, perguntou ao governante sobre qual assunto seu filho falaria na sua tradicional "Drashá" (discurso com ensinamentos de Torá) de Bar Mitzvá. O governante disse: "Rabino, os tempos mudaram. Hoje em dia os jovens não discursam mais no dia do seu Bar Mitzvá. Isto é coisa do passado". Imediatamente o Beit HaLevi anunciou que não participaria mais da festa, pois uma festa luxuosa, com comida e bebida fartas, mas sem palavras de Torá, não era algo desejado por D'us. O governante, que era muito poderoso, ainda insistiu, dizendo que a recusa do rabino seria para ele uma grande humilhação pública. Após nova recusa, o governante ameaçou prejudicar a vida do rabino, mas mesmo assim ele não cedeu à pressão. Poucos minutos depois, um homem muito pobre veio convidar o Beit HaLevi para a festa de Bar Mitzvá de seu filho. Apesar de ser uma festa muito simples, para poucos convidados, quando o Beit HaLevi escutou que o jovem falaria uma "Drashá" durante a festa, ele aceitou participar. Isto deixou o governante ainda mais enfurecido. Depois da festa, em um ato de vingança, o governante conseguiu com que o Beit HaLevi fosse mandado embora da cidade. Porém, o Beit HaLevi saiu de cabeça erguida, cumprindo o que os nossos sábios ensinam: "A pessoa está obrigada a até mesmo colocar sua vida em risco para não transgredir em bajulação".
 
A transgressão de bajulação é algo fácil de tropeçarmos no dia a dia. Quando estamos com um grupo de amigos, não queremos parecer os "caretas" da turma. Não queremos passar a vergonha de sermos os "estraga prazeres". Porém, justamente sobre isto ensina o Talmud (Ediót 5:6): "É melhor que a pessoa seja chamada de tonto todos os dias da sua vida do que seja chamada de Rashá (maldoso) por D'us por apenas um instante".
 
É interessante notar que os bajuladores estão agrupados junto com os palhaços, os mentirosos e os que falam Lashon Hará. Qual é o ponto em comum entre estes tipos de transgressores? Todos eles se especializam em distorcer a verdade para o seu benefício pessoal. O bajulador é aquele que quer agradar os outros em troca de algum benefício ou para evitar problemas. O bajulador chega até mesmo a "passar a mão na cabeça" do transgressor, elogiando-o e defendendo-o mesmo quando sabe que ele está errado. Bajular um transgressor é como receber um suborno para inocentá-lo. É por isso que a bajulação pode trazer corrupção para toda a terra, pois os bajuladores causam com que os transgressores sejam louvados e a justiça perca sua força.
 
Elogiar os outros é muito importante. Um elogio pode incentivar, pode dar forças, pode reanimar. Da mesma forma que gostamos de ser elogiados, também devemos sempre elogiar os outros. Porém, a regra é somente elogiar uma pessoa quando ela realmente merece o elogio, quando fez algo bom e positivo. E, para que não seja um ato de bajulação, o elogio deve sempre ser feito pelo bem do próximo, não para o nosso próprio benefício.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 5 de julho de 2018

ESQUECENDO-SE DA HUMILDADE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT PINCHÁS 5778

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Vídeo da Parashat Pinchás

ESQUECENDO-SE DA HUMILDADE - PARASHAT PINCHÁS 5778 (06 de julho de 2018)

"Era uma tarde tranquila na floresta. O leão, rei dos animais, estava descansando à sombra de uma árvore quando, de repente, foi acordado por um rato que passou correndo sobre o seu rosto. O leão acordou assustado e, furioso, deu um salto ágil e capturou o rato. O pequeno animal ficou preso pelo rabo, entre as suas afiadas garras. O leão estava pronto para matar aquele insignificante animal quando o rato suplicou:

- Perdão, Sr. leão. Por favor, poupe minha vida. Tenho certeza que um dia poderei retribuir sua bondade.

O leão deu uma gargalhada. Aquele ser desprezível e insignificante achava que algum dia poderia fazer algo por ele, o rei dos animais? Mas como estava bem alimentado, deixou o rato ir. Alguns dias depois, o leão estava passeando na floresta quando, por descuido, caiu em uma armadilha preparada por caçadores e acabou pendurado em uma árvore, preso em uma rede. Por mais que urrasse e se debatesse, não conseguia se livrar das cordas. Naquele momento, perto dali, passava o rato. Reconhecendo o rugido do leão, se aproximou, subiu na árvore, roeu a corda da armadilha e libertou-o. Quando os dois já estavam a salvo dos caçadores, o rato humildemente falou:

- Sr. leão, rei dos animais, você achou ridícula a ideia de que eu poderia retribuir seu ato de misericórdia. Mas agora você sabe que é possível mesmo um pequeno rato conceder um favor a um poderoso leão.

O leão, envergonhado, recebeu no coração as palavras do pequeno rato. A partir daquele dia ele deixou de ser tão arrogante e passou a dar mais valor aos outros animais."
 
Nunca seja prepotente. Pratique a humildade, um dos traços de caráter mais desejáveis em um ser humano.

Nesta semana lemos a Parashat Pinchás, que começa descrevendo as consequências positivas do ato heroico de Pinchás, o neto de Aharon HaCohen, que arriscou sua vida para matar o príncipe da tribo de Shimon, Zimri, que estava cometendo publicamente um ato de imoralidade com uma princesa de Midian, chamada Kosbi. O ato de Pinchás fez com que uma terrível praga, que já havia dizimado 24 mil pessoas, terminasse. Depois disso a Parashat traz uma nova contagem do povo judeu.

Na sequência, a Parashat também traz outro acontecimento importante. As 5 filhas de Tzlofechad, um homem que havia morrido no deserto, foram exigir de Moshé um pedaço de terra em Israel. Mas por que justamente naquele momento elas se levantaram para reclamar? Pois a entrada na Terra de Israel estava iminente e Moshé havia feito uma nova contagem do povo judeu. As filhas de Tzlofechad entenderam que o propósito daquela contagem era preparar a divisão da Terra de Israel de acordo com o número de pessoas em cada tribo e em cada família. Porém, como elas perceberam que apenas os homens haviam sido contados, imaginaram que elas não teriam direito a receber nenhuma terra, já que Tzlofechad havia falecido no deserto e não havia deixado nenhum filho homem. Estas 5 mulheres foram então questionar Moshé se elas também não teriam direito a uma terra em Israel. Moshé escutou atentamente as palavras delas e levou a questão até D'us, que ensinou que a reclamação delas era justa e que elas tinham direito de herdar a porção da Terra de Israel que pertenceria ao seu finado pai. Logo depois, a Parashat ensina as leis de herança.

Porém, há algo que nos chama a atenção na atitude de Moshé. Se toda a Torá já havia sido entregue no Monte Sinai, certamente as leis de herança também já haviam sido ensinadas. Então por que Moshé teve que recorrer a D'us para responder a questão das filhas de Tzlofechad? A pergunta não era simples para alguém que sabia toda a Torá?

Rashi, citando o Talmud (Sanhedrin 8a), explica que aquele ensinamento sobre as leis de herança, que já havia sido transmitido por D'us no Monte Sinai, "se apagou" da cabeça de Moshé. Foi por isso Moshé não soube responder a pergunta das filhas de Tzlofechad, que era aparentemente uma questão simples, e D'us precisou ensinar novamente as leis de herança. Mas qual foi o motivo deste esquecimento de Moshé? Segundo o Talmud, isto ocorreu por Moshé ter pego para si a "coroa da Torá", quando ele disse: "E os assuntos que forem difíceis para vocês, tragam para mim" (Devarim 1:17).

De acordo com a explicação do Talmud, Moshé cometeu uma pequena falha na área de humildade. Ele foi castigado por sua frase, que demonstrou um sentimento de orgulho e superioridade. Quando o Talmud disse que ele "pegou para si a coroa da Torá", isto significa que ele utilizou a Torá para elevar a sua própria honra. De todas as boas características de Moshé, a Torá ressalta principalmente a sua humildade exemplar. E, apesar disso, vemos que até Moshé acabou tropeçando na transgressão de orgulho, mesmo que, em seu caso, certamente se tratou apenas de uma pequena "fagulha de transgressão". Portanto, de acordo com o Talmud, o erro de Moshé foi uma falha de Midót (traços de caráter), e foi isto que causou o esquecimento da Torá que ele tinha aprendido.

Porém, é difícil entender esta explicação do Talmud, pois qual é a conexão entre as duas coisas? Por que uma falha nos traços de caráter, em especial um sentimento de orgulho, fez Moshé esquecer os conhecimentos da Torá, que ele havia adquirido com tanta dedicação e esforço?

Explica o Rav Meir Rubman zt"l (Israel, século 20) que, diferente de qualquer outro tipo de conhecimento, lembrar e manter na cabeça os ensinamentos de Torá exige uma "Siata Dishmaia" (ajuda Celestial) constante. Portanto, quando alguém faz um ato que o faz perder a "Siata Dishmaia", a consequência pode ser a perda da Torá que a pessoa estudou. Este conceito está explícito em uma famosa afirmação dos sábios do Talmud (Meguilá 6b): "Se uma pessoa disser: "Me esforcei, mas não encontrei (o entendimento da Torá)", não acredite. Se ela disser "Não me esforcei e encontrei", também não acredite. Mas se ela disser "Me esforcei e encontrei", então acredite. Isto se aplica em relação às palavras de Torá... E mesmo em relação às palavras de Torá, isto não se aplica a não ser em relação à pessoa ficar "afiada" no estudo, mas para manter o que foi estudado, isto depende apenas de 'Siata Dishmaia'". De acordo com o Talmud, em termos de se lembrar do estudo, pode existir a possibilidade de uma pessoa se esforçar e não encontrar. A capacidade de lembrarmos o que estudamos de Torá não está conectada com o esforço que fizemos para adquirir o estudo, e sim da "Siata Dishmaia" que recebemos.

Outra passagem do Talmud (Ketubót 60b) traz uma história que também reforça o mesmo conceito. Certa vez o funcionário de um grande sábio chamado Abai foi questionar se ele poderia se casar com uma certa mulher (que estava em uma situação bem específica, na qual havia várias opiniões sobre o momento em que poderia se casar). Abai escutou a pergunta, ponderou e permitiu ao seu funcionário se casar. Porém, mais tarde, Abai fez a mesma pergunta ao seu rabino, o Rav Yossef, que lhe respondeu que certamente era proibido se casar naquele momento, seria necessário esperar mais alguns meses. Rav Yossef questionou o erro de seu aluno, já que era uma Halachá (lei judaica) muito conhecida e difundida. Abai fez uma profunda reflexão de seus atos para entender por que havia se esquecido de uma Halachá tão clara. Ele chegou à conclusão de que havia passado por cima de seu rabino ao tomar uma decisão sem consultá-lo, o que foi considerado uma conduta orgulhosa. Por isto lhe faltou a "Siata Dishmaia" necessária e ele acabou errando em sua resposta, mesmo se tratando de uma Halachá que ele já conhecia.

Portanto, qualquer falha em nossas Midót, e em especial na Midá de orgulho, que é algo abominável aos olhos de D'us, pode causar danos ao nosso estudo de Torá, pois as falhas de Midót causam a perda do mérito de termos "Siata Dishmaia" e pode causar até o esquecimento de coisas básicas que já sabíamos. Isto pode levar a danos ainda maiores quando ensinamos Halachót aos outros, pois sem "Siata Dishmaia" podemos ensinar de maneira equivocada e levar outras pessoas a tropeçarem na Halachá. Uma pequena fagulha de orgulho causou com que Moshé, que sabia toda a Torá, com todos os seus detalhes e segredos, esquecesse uma simples Halachá. Isto significa que, se prezamos pela nossa Torá, que adquirimos com tanto esforço, também precisamos cuidar das nossas Midót, em especial a Midá de humildade.

Talvez o castigo do orgulhoso seja "Midá Kenegued Midá" (Medida por medida), pois o orgulhoso se considera melhor que seus companheiros. O orgulhoso considera que sabe mais que os outros e, por isso, está acima das outras pessoas. Então D'us castiga esta pessoa fazendo com que ela esqueça o seu estudo. Assim, a pessoa é obrigada a assumir para si mesma que não é melhor do que ninguém.

Este ensinamento da Parashá é fundamental para nossas vidas. Tão importante quanto o esforço no estudo da Torá e no cumprimento das Mitzvót é o nosso trabalho de aprimoramento espiritual, através do refinamento das nossas Midót. Se comportar com humildade é um sinal de grandeza, enquanto o orgulho nos transforma em pessoas pequenas. Através do esforço podemos estudar e conhecer a Torá, mas é somente através das boas Midót que estes conhecimentos adquiridos ficarão conosco para sempre.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

DE GRÃO EM GRÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BALAK 5778

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Parashat Balak 5778 - R' Efraim Birbojm
Vídeo da Parashat Balak

DE GRÃO EM GRÃO - PARASHAT BALAK 5778 (29 de junho de 2018)

"Havia na cidade um ladrão muito astuto, que entrava nas casas, roubava tudo o que as pessoas tinham e sempre conseguia escapar. Os habitantes estavam muito irritados, pois ninguém conseguia prendê-lo. Certa madrugada o ladrão estava saindo de mais um roubo. Levava uma sacola cheia de dinheiro após ter esvaziado o cofre da casa. Porém, quando saia pela janela, feliz da vida, sentiu algo em suas costas. Era o dono da casa que o esperava do lado de fora, apontando para ele uma arma. Finalmente o ladrão havia sido pego. Mas antes que o dono da casa pudesse dizer qualquer coisa, o ladrão olhou para ele e disse:
 
- Senhor, sei que serei preso. Mas posso pedir algo antes que você me leve para a polícia? Meus comparsas vão pensar que eu escondi o dinheiro do roubo e fingi ter sido preso apenas para não dividir o dinheiro com eles. Certamente eles irão me matar na prisão. Por favor, você poderia me ajudar? Quero demonstrar de alguma maneira que fui preso após muita luta. Você poderia dar um tiro no meu chapéu?
 
O dono da casa, que era um homem bondoso, concordou. Afinal, ele queria prender o ladrão, mas não queria que ele fosse morto. Então ele tirou o chapéu do ladrão e deu um tiro nele, deixando a marca da bala. Mas o ladrão não se contentou e explicou que somente aquela marca não seria suficiente para convencer seus comparsas de que ele havia lutado antes de ser preso. Pediu para que o homem desse também alguns tiros em seu casaco. O homem novamente concordou. O ladrão tirou seu casaco e o dono da casa deu vários tiros, até que as balas acabaram. O ladrão, ao ver que o revolver estava descarregado, aproveitou para fugir. Saiu correndo, dando gargalhadas, levando todo o dinheiro do seu roubo. Enquanto isso, o dono da casa não acreditou como tinha sido estúpido, a ponto de cair na conversa daquele ladrão astuto."

Assim também faz o nosso Yetser Hará (má inclinação). Se não tomarmos cuidado ele nos engana e, aos pouquinhos, vai roubando nossos méritos. Quando percebemos, ele já levou tudo o que temos.

Nesta semana lemos a Parashat Balak, que descreve um dos personagens mais contraditórios da Torá: o profeta Bilaam. Por um lado, ele era um profeta de elevado nível espiritual, que conhecia os segredos de D'us e conversava diretamente com Ele. Por outro lado, ele preferia utilizar seu potencial espiritual para ganhar dinheiro e honra, vendendo seus "serviços espirituais" e amaldiçoando pessoas e povos inteiros. Balak, o rei do povo de Moav, ao ver o avanço esmagador do povo judeu, sentiu muito medo e contratou Bilaam para amaldiçoar os judeus, para assim ter alguma chance de vitória militar. Porém, Bilaam não conseguiu amaldiçoar o povo judeu, pois as maldições, ao saírem de sua boca, se transformavam em Brachót (bênçãos). Mas Bilaam não desistiu e bolou um plano para derrubar espiritualmente o povo judeu, causando com que eles perdessem a proteção Divina. Mas que plano foi este?
 
Explica o Talmud (Sanhedrin 106a) que Bilaam deu um conselho a Balak: "O D'us deles odeia promiscuidade, e os judeus gostam de roupas de linho. Faça um mercado e coloque mulheres, velhas do lado de fora e moças jovens do lado de dentro, vendendo roupas de linho. No momento em que os judeus estiverem comendo e bebendo alegremente e passeando, as mulheres velhas devem dizer a eles: 'Vocês não querem roupas de linho?'. Enquanto as mulheres velhas oferecerão as roupas por um valor mais caro, as moças jovens surgirão e oferecerão duas ou três vezes mais barato. As moças jovens então dirão: 'Venham, sintam-se em casa, sentem-se tranquilos'. Elas então servirão a eles vinho (pois naquela época o vinho feito por não-judeus ainda não era proibido aos judeus). Após beberem, tropeçarão em imoralidades e idolatria". Infelizmente o plano de Bilaam funcionou, os judeus cometeram graves transgressões e uma epidemia matou 24 mil homens do povo.
 
Porém, este ensinamento do Talmud levanta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, por que a Torá nos ensina, com tantos detalhes, o plano de Bilaam? O que estes detalhes nos acrescentam? Além disso, o Talmud ressalta que "naquela época o vinho feito por não-judeus ainda não era proibido ao povo judeu", como se este decreto pudesse ter salvado o povo judeu das transgressões. Porém, se o povo judeu cometeu transgressões tão graves da Torá, como imoralidade e relações ilícitas, como um decreto rabínico teria salvado os judeus destas graves transgressões?
 
Explica o livro Lekach Tov que as pessoas normalmente se sentem protegidas do seu Yetser Hará, em especial quando se trata de transgressões graves, como imoralidade e idolatria. É por isso que o Talmud se alongou tanto nos detalhes do plano de Bilaam, pois contém informações muito importantes sobre como funciona o nosso Yetser Hará e como ele atua para que até mesmo pessoas espiritualmente muito elevadas tropecem e caiam em transgressões graves. Ao revelar os métodos, as estratégias e as forças do Yetser Hará, a Torá nos ensina a como tomarmos cuidado para não sermos pegos em suas enganações e armadilhas.
 
A forma de ataque do Yetser Hará é nunca começar pela essência da transgressão com a qual ele quer nos derrubar. Ele não costuma nos atacar de forma direta, tentando nos convencer a fazermos transgressões, pois ele sabe que desta maneira não o escutaremos. O método de ataque do Yetser Hará é se alojar em nosso coração e aguardar algum sinal de fraqueza, na qual haja alguma falta de claridade. O Yetser Hará não tem força para nos desviar nos pontos onde temos total claridade, por isso ele aguarda por algum tipo de dúvida ou tropeço. O Yetser Hará não despreza nenhum tipo de conquista, nem a mais leve, pois a partir desta vitória inicial ele cria um "ponto de apoio" a partir do qual pode continuar avançando, como ensinam nossos sábios: "Uma transgressão traz outra transgressão" (Pirkei Avót 4:2). Mesmo a vitória mais simples do Yetser Hará permite que ele inicie sua dominação sobre a pessoa, tanto sobre os seus pensamentos quanto sobre os seus atos.
 
Portanto, a Torá está nos revelando que o Yetser Hará vai nos derrubando aos pouquinhos, se infiltrando e nos causando derrota atrás de derrota. Porém, são derrotas tão pequenas que muitas vezes não conseguimos nem mesmo perceber. Quando nos damos conta, o Yetser Hará já nos levou para onde ele queria. Então o que devemos fazer para fugir deste inimigo tão astuto?
 
Os detalhes do plano de Bilaam, tais como as mulheres falando "sintam-se em casa" e "duas ou três vezes mais barato", são formas do Yetser Hará se aproximar da pessoa e ir retirando as divisórias que nos separam das transgressões. "Comer, beber, ficar feliz e sair para passear" não contém nenhuma transgressão. Também comprar roupas de linho por valores bem mais baratos não envolve nenhum erro. Porém, já são o começo de uma aproximação perigosa, que fazem a pessoa já se "sentir em casa" e baixar a guarda.
 
É isto o que nos ensina o Talmud através da afirmação "pois naquela época o vinho feito por não-judeus ainda não era proibido ao povo judeu". Qual foi o motivo que nossos sábios decretaram a proibição de bebermos o vinho feito por não-judeus? Este decreto foi feito durante o primeiro exílio do povo judeu, quando os babilônios nos expulsaram de nossa casa e, pela primeira vez desde a saída do Egito, fomos morar no meio dos outros povos. Os nossos sábios perceberam que o perigo da assimilação começava a rondar o povo judeu e, com ele, o perigo da perda de toda a nossa espiritualidade. O decreto de proibição do vinho era uma medida que visava evitar a assimilação. Era como se os nossos sábios tivessem fincado uma nova divisória, na qual a pessoa que estava sendo atraída pelo seu Yetser Hará pudesse dizer: "Vou até aqui. Daqui para frente eu já não posso mais prosseguir". Esta divisória não deixa o Yetser Hará avançar com suas pequenas vitórias.
 
Se a divisória da proibição do vinho já tivesse sido fixada naquela época, o povo judeu não teria chegado ao ponto de se aproximar das transgressões de imoralidade e idolatria. Quando as moças jovens oferecessem a eles vinho, o decreto não nos permitiria aceitar, e mesmo esta proibição mais leve já teria sido suficiente para nos afastar das transgressões mais graves. Porém, como os homens aceitaram beber o vinho, abriram a brecha para uma aproximação completa. Quando o Yetser Hará já tinha o controle completo, eles já não conseguiram mais evitar nem mesmo as transgressões mais graves.
 
Nossos sábios ensinam que o nosso Yetser Hará se fortalece e se renova a cada dia. Como podemos ter força para vencer um inimigo assim tão poderoso? O plano de Bilaam é um importante ensinamento de como vencer o Yetser Hará. A principal força do Yetser Hará é tirar o foco do nosso intelecto e turvar a nossa claridade. Tudo o que o Yetser Hará nos pede é uma pequena derrota, para que ele possa encontrar um ponto de conquista a partir do qual ele pode iniciar seu avanço.
 
Há algumas "armas" que, se utilizadas da forma correta, podem nos levar a vencer o Yetser Hará. Em primeiro lugar, devemos estar sempre alertas. A constante reflexão nos ajuda a termos claridade e a verificarmos se não estamos, sem perceber, sob o comando do Yetser Hará. O estudo da Torá também nos ajuda a sabermos o que é permitido e o que é proibido. O aconselhamento com pessoas sábias nos ajuda a mantermos o nosso foco e a escaparmos da autoenganação. Mas, principalmente, devemos ter "Emunat Chachamim" (confiar nos nossos sábios). Como não suspeitamos de atos que aparentam ser bons, mas que se transformam no final em pontes para coisas proibidas, então nossos sábios fizeram decretos que nos afastam das transgressões. Devemos confiar na sabedoria deles, pois são justamente estes decretos que nos afastam das transgressões mais graves. Vencer o Yetser Hará é difícil, mas utilizando as armas certas, podemos alcançar o nosso objetivo.

Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm

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