quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

NÃO ESQUEÇA DE OLHAR PARA BAIXO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT ITRÓ 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT ITRÓ 5780:

São Paulo: 18h27                   Rio de Janeiro: 18h13 
Belo Horizonte: 18h11                  Jerusalém: 16h49
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DA PARASHAT ITRÓ
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT ITRÓ
 
- Yitró escuta e vem se juntar ao povo judeu.
- Nome dos filhos de Moshé.
- Moshé conta a Ytró os detalhes do que ocorreu no Egito.
- O conselho de Yitró.
- Requerimento para a liderança.
- Chegada ao Monte Sinai.
- Preparação para receber a Torá.
- A revelação de D'us.
- Os Dez Mandamentos:

1º Mandamento: Eu sou D'us;
2º Mandamento: Não terá outros deuses;              
3º Mandamento: Não falar o nome de D'us em vão;
4º Mandamento: Guardar o Shabat;               
5º Mandamento: Honrar pai e mãe;
6º Mandamento: Não matarás;
7º Mandamento: Não cometer adultério;
8º Mandamento: Não roubar (não sequestrar);
9º Mandamento: Não dar falso testemunho;
10º Mandamento: Não cobiçar.

- Leis sobre a construção de um Altar.

NÃO ESQUEÇA DE OLHAR PARA BAIXO - PARASHAT ITRÓ 5780 (14 de fevereiro de 2020)

 
O Sr. Alberto era um homem orgulhoso e prepotente. Ele era muito rico e tinha uma linda esposa e três filhos. Mas apesar de tudo de bom que tinha na vida, ele possuía um coração egoísta e voltado apenas para si mesmo. Ele vivia em uma mansão luxuosa e possuía muitos empregados, mas os tratava muito mal. Também em sua enorme fábrica ele desrespeitava os funcionários, constantemente atrasando o salário deles e humilhando-os publicamente. Resumindo, o Sr. Alberto achava que era melhor do que os outros seres humanos.
 
Certo dia, ele e sua linda família foram a um grande supermercado próximo de sua residência. Em um momento de descuido, enquanto ele verificava com a esposa a lista de compras, sua filha mais nova, uma bebezinha, saiu do carrinho e, engatinhando, foi em direção ao banheiro do supermercado. Uma mulher encontrou aquela bebezinha linda e, com más intenções, raptou a criança e levou-a para sua casa.
 
Os pais procuraram desesperados pela filha por todo o supermercado. Pediram para anunciar no alto-falante, mas não adiantou nada. Foram na polícia, espalharam cartazes por toda a cidade e ofereceram uma enorme recompensa para quem trouxesse pistas sobre o paradeiro da filha, mas parecia que ela tinha evaporado.
 
Longe dali, a mulher que havia roubado a bebê estava radiante, pois agora ela tinha uma linda criança em seus braços. Com o passar dos anos, a criança cresceu e acreditou que aquela era sua verdadeira mãe. Na verdade, o Sr. Alberto e sua esposa já tinham perdido as esperanças de reencontrar a filha.
 
Porém, certo dia, tudo mudou. A mulher que tinha encontrado a menina ficou muito doente e precisou parar de trabalhar. Elas passaram a viver de forma bem precária e a pequena menina precisou ir para as ruas pedir esmolas para ajudar a alimentar a mulher e a comprar os remédios para que ela pudesse melhorar. Porém, apesar dos esforços, a mulher faleceu. A menina estava agora sozinha no mundo. Continuava sua vida miserável, a mendigar pelas ruas da cidade. Certo dia ela se deparou com o Sr. Alberto saindo da fábrica. Teve a impressão de que conhecia aquele homem de algum lugar. Foi até ele pedir alguns trocados, já que a fome estava apertando. Ele ignorou aquela menina suja, que ousava se dirigir a ele. A menina insistiu, mas como o Sr. Alberto continuou ignorando-a, ela segurou no braço dele. O Sr. Alberto, em um ato impensado, empurrou a menina ao chão de forma brutal. Com o golpe, ela caiu, bateu a cabeça e desmaiou. O Sr. Alberto não teve a dignidade nem mesmo de socorrer aquela criança que, na verdade, era sua própria filha. Os empregados da fábrica, ao verem aquela cena, correram para socorrer a menina. Levaram-na para o hospital e avisaram a esposa do Sr. Alberto sobre o ocorrido. A esposa, envergonhada com a atitude do marido, imediatamente comprou um buquê de flores e foi pessoalmente ao hospital entregar para a menina agredida. Qual não foi a sua surpresa ao se deparar com a menina dormindo e perceber que ela tinha um rosto conhecido. Olhando com atenção, percebeu a marca de nascença no lado direito do rosto, próximo à orelha. Foi quando constatou a realidade: aquela era sua filha desaparecida! Que enorme alegria. Abraçou a menina e levou-a de volta para casa. Porém, para o Sr. Alberto, aquele não foi um momento feliz. Para ele, foi uma enorme vergonha, que precisou carregar pelo resto da vida, a cada vez que olhava para a filha e se lembrava de como a havia tratado.
 
Aquela situação foi uma tapa na cara do Sr. Alberto, por toda a sua prepotência e arrogância. Finalmente a vida havia lhe dado uma tremenda lição. Que bom seria se as pessoas soubessem que ninguém é melhor do que ninguém. Somos todos iguais e precisamos respeitar nosso semelhante acima de tudo.

Nesta semana lemos a Parashat Itró, que traz três temas principais: a vinda de Itró, o sogro de Moshé, para se juntar ao povo judeu; a entrega da Torá no Monte Sinai; e as leis sobre a construção de um Mizbeach (Altar de sacrifícios). Porém, qual é a conexão entre estes três assuntos?
 
A Parashat se inicia com Itró vindo ao encontro de Moshé. Quando ele chegou ao acampamento, mandou a seguinte mensagem para Moshé: "Eu, seu sogro Itró, estou vindo ao seu encontro; com sua esposa e seus dois filhos com ela" (Shemot 18:6). Por que Itró fez esta "introdução", dizendo que além dele também estavam vindo a esposa e os filhos de Moshé? Não era suficiente avisar que ele tinha chegado?
 
Rashi (França, 1040 - 1105) explica que Itró, com estas palavras, estava enviando a seguinte mensagem a Moshé: "Se você não quiser vir me cumprimentar, venha pela honra de sua esposa. E se você não quiser vir pela sua esposa, venha pelos seus dois filhos". Mas o que significam estas palavras de Rashi? Por que Itró considerou que Moshé não viria recebê-lo, e talvez nem para receber sua própria esposa?

Responde o Rav Simcha Zissel Ziv zt"l (Lituânia, 1824 - 1898), mais conhecido como Alter MiKelem, que Itró era um grande filósofo, um buscador sincero e honesto da verdade. Ele havia experimentado todas as formas de idolatria e, através do uso do seu intelecto, havia alcançado a consciência de que todas elas eram vazias e sem sentido. Finalmente, ele decidiu abraçar o monoteísmo ao constatar o poder de D'us. Porém, ele havia entendido D'us e a espiritualidade apenas em um nível intelectual. Antes de começar a estudar Torá, ele não sabia que era possível uma pessoa atingir um alto nível espiritual e, ainda assim, se manter conectado com as outras pessoas. Ele pensava que o material e o espiritual são dois objetivos opostos e, por isso, enviou a Moshé uma mensagem lembrando que ele deveria cumprimentar seu sogro. Caso ele não fosse suficientemente importante diante de alguém tão elevado espiritualmente, que viesse por sua esposa. Finalmente, se nem sua esposa fosse importante diante da grandeza de Moshé, que viesse pelos seus filhos. Ou seja, Itró estava sugerindo a Moshé: "Você pode ter atingido o ápice da espiritualidade, mas não esqueça de cumprir suas obrigações sociais".
 
O erro de Itró foi que ele ainda não havia entendido a verdadeira essência da Torá, que nos encoraja a alcançarmos altos níveis em ambas as esferas: nosso relacionamento com D'us e nosso relacionamento com o próximo. Não é uma tarefa fácil se destacar em ambas. É preciso muito esforço, mas esta é a nossa obrigação. D'us quis ressaltar isto ao nos entregar os 10 Mandamentos em duas Tábuas separadas, uma contendo Mitzvót "Bein Adam LaMakom" (entre a pessoa e D'us) e outra contendo Mitzvót "Bein Adam Lehaveiró" (entre a pessoa e seu semelhante). As duas Tábuas ficavam lado a lado, demonstrando que não é possível alcançar espiritualidade verdadeira deixando de lado os relacionamentos humanos. Mesmo que uma pessoa atinja um nível espiritual elevado, ainda assim ela deve lembrar-se de suas obrigações com o próximo.
 
De acordo com o Rav Zelig Pliskin, este ensinamento é novamente ressaltado no final da Parashá, quando a Torá nos ensina algumas leis referentes à construção de um Mizbeach (altar de sacrifícios). Assim está escrito: "E quando você fizer um altar de pedras para Mim, não o edificará com pedras cortada, pois se você erguer sua espada sobre ela, será desonrada" (Shemot 20:22). Isto significa que as pedras tornariam o altar impróprio para o uso nas oferendas dos Korbanót (sacrifícios) caso fossem cortadas com objetos de ferro. Rashi explica que, como o altar serve para estabelecer a paz entre o povo judeu e D'us, era proibido usar em sua construção instrumentos de ferro, que normalmente estão associados à violência, como as espadas, que causam a guerra e encurtam a vida das pessoas. Se até mesmo em relação às pedras, que não veem, não escutam e não falam, mas estabelecem a paz, a Torá disse que não devemos erguer uma espada sobre elas, muito maior é aquele que consegue trazer a paz entre um homem e seu semelhante.
 
Além disso, a Parashá também nos ensina que o acesso ao topo do Mizbeach não deveria ser feito através de degraus, e sim através de uma rampa, com uma inclinação gradual. Rashi explica que se houvessem degraus, os Cohanim precisariam alargar seus passos, revelando diante dos degraus a sua nudez. Embora não era uma revelação real das partes íntimas do Cohen, já que uma das vestimentas dos Cohanim era um calção de linho que ele usava sob a túnica, mesmo assim o alargamento de seus passos se assemelhava à revelação da sua nudez, e isto seria considerado um desrespeito com o altar. Se em relação às pedras do altar, que não têm entendimento nem sensibilidade, a Torá diz que não podemos agir em relação a elas de maneira desrespeitosa, muito maior deve ser o nosso cuidado com a honra das pessoas. Não podemos agir com desrespeito com nenhum ser humano, que foi criado à imagem e semelhança de D'us.
 
O Talmud (Shabat 31a) conta que, certa vez, um homem que queria se converter ao judaísmo aproximou-se do grande sábio Hilel e pediu para que ele falasse toda a Torá enquanto ele aguardava em um pé só. Sem precisar pensar muito, Hilel proferiu as famosas palavras: "O que te incomoda, não faça aos outros. Esta é toda a Torá, o resto são comentários". O respeito ao próximo é a essência da Torá, é a atitude que a Torá espera de cada ser humano. Devemos tratar nosso semelhante com mais respeito do que trataríamos o Mizbeach no Beit Hamikdash. Quem visita o Kotel (Muro das Lamentações), que tem menos santidade do que o Altar, sente imediatamente a noção de respeito. Se alguém viesse jogar lama no Kotel, certamente todos os presentes correriam para detê-lo. Muito maior é a nossa obrigação de impedir que alguém jogue "lama verbal", que pode "sujar" a honra de outra pessoa. Pois é muito importante crescermos espiritualmente e nos conectarmos cada vez mais a D'us. Porém, ao mesmo tempo, não devemos nos desconectar das outras pessoas. Por mais alto que você possa chegar na vida, nunca se esqueça de se olhar para baixo, para nunca pisar em ninguém.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

COLETIVO VERSUS INDIVIDUAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT BESHALACH 5780:

São Paulo: 18h31                   Rio de Janeiro: 18h15 
Belo Horizonte: 18h17                  Jerusalém: 16h42
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DA PARASHAT BESHALACH
VÍDEO DA PARASHAT BÔ
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT BESHALACH

- Desvio da terra dos Plishtim.
- O Faraó se arrepende e persegue os judeus.
- A abertura do Mar.
- A morte dos egípcios.
- O Cântico do mar.
- O Cântico das mulheres.
- As águas amargas.
- Reclamação por comida.
- Man.
- Shabat.
- Água da Rocha.
- Amalek e a batalha eterna.

COLETIVO VERSUS INDIVIDUAL - PARASHAT BESHALACH 5780 (07 de fevereiro de 2020)

 
"Yossef, um jovem executivo que trabalhava em um banco, estava com esgotamento nervoso e sinais de depressão. Não sabendo como lidar com a situação, ele foi ao médico. Na busca por um diagnóstico, o médico começou a fazer algumas perguntas a Yossef. Em um primeiro momento, as perguntas eram sobre o estado de saúde dele. Porém, de repente, o médico começou a fazer perguntas estranhas:
 
- Como se chama o rapaz que trabalha ao seu lado no banco?
 
- Marcos - respondeu Yossef, sem entender o motivo daquela pergunta.
 
- E qual é o sobrenome dele? - continuou o médico.
 
- Eu não sei - respondeu Yossef, um pouco envergonhado.
 
- Sabe onde ele mora? - insistiu o médico.
 
- Não tenho ideia - respondeu Yossef, ainda mais confuso.
 
- O que ele faz quando não está na empresa? Ele estuda? Tem outros empregos?
 
- Também não sei - respondeu Yossef, já um pouco incomodado com aquelas perguntas.
 
- Yossef, acho que eu posso tentar ajudá-lo a superar este momento difícil, mas você tem que fazer o que eu lhe pedir, mesmo que não entenda. Em primeiro lugar, faça amizade com Marcos. Descubra quem ele é, o que gosta e o que almeja na vida, e faça alguma coisa para ajudá-lo. Além disso, faça amizade com o zelador do seu prédio. Descubra qual é o sonho da vida dele e tente ajudá-lo a realizar. Quero que você volte para novos exames dentro de dois meses.
 
Yossef saiu do consultório confuso. Realmente não havia entendido o que o médico queria dele. Achou que sairia dali com uma receita médica, mas saiu com tarefas que não pareciam ter nada a ver com os seus problemas. Porém, mesmo cético, resolveu seguir as orientações do médico. Afinal, não tinha nada a perder.
 
Ao final de dois meses, Yossef não voltou ao consultório médico. Porém, enviou ao médico um e-mail, transbordando de alegria e sem nenhum sinal de melancolia ou tristeza. Descrevia, em sua mensagem, a alegria de ter ajudado Marcos a passar no vestibular e de ter ensinado o zelador do seu prédio a ler e escrever, após mais de 50 anos sendo um completo analfabeto. No final da mensagem, Yossef escreveu: "Percebi que a verdadeira cura para os nossos problemas é pararmos de pensar somente em nós mesmos e nos transformarmos em remédios na vida dos outros".
 

"A alegria que levamos aos outros volta, em uma felicidade silenciosa, aos nossos próprios corações"

Nesta semana lemos a Parashat Beshalach (literalmente "E enviou"), que descreve a saída triunfal do povo judeu do Egito. Aquele Faraó, que havia questionado "Quem é D'us" quando Moshé veio pedir a libertação do povo judeu, estava completamente arrasado. Ele havia perdido seus escravos, havia sido duramente castigado com as 10 pragas e havia ficado sem suas riquezas, que foram levadas pelos judeus quando eles partiram.
 
Durante a descrição da saída do Egito, quando o povo judeu experimentava uma sensação única de êxtase, há um versículo que nos chama a atenção: "Moshé levou os ossos de Yossef com ele" (Shemot 13:19). Sabemos que a Torá não é apenas um livro de histórias, é um manual de como devemos nos comportar. O que esta atitude de Moshé nos ensina?
 
Ao pegar os ossos de Yossef, Moshé, o grande líder do povo judeu, estava cumprindo o juramento que os irmãos de Yossef havia feito para ele no seu leito de morte, de que levariam seu corpo para ser enterrado em Israel. Yossef sabia que seus irmãos não teriam força para enterrá-lo em Israel logo após o seu falecimento, como ele havia feito com seu pai, Yaacov, então ele os fez jurar que levariam seu corpo quando o momento da redenção chegasse. Mesmo que já haviam se passado mais de 200 anos da morte de Yossef, Moshé fez questão de cumprir o juramento. Os Midrashim explicam que não foi uma tarefa fácil encontrar o local onde os egípcios haviam ocultado o caixão de Yossef, mas mesmo isto não impediu Moshé de se esforçar no limite, mostrando o quanto ele estava determinado.
 
O Midrash acrescenta um detalhe ainda mais impressionante à atitude de Moshé. A preocupação dele em buscar o caixão de Yossef ocorreu no mesmo momento em que o resto do povo judeu estava preocupado em pedir riquezas aos egípcios, no momento da saída do Egito. O Midrash nos ensina que D'us, ao ver esta atitude de Moshé, de ter ido atrás do caixão de Yossef ao invés de ter ido atrás da riqueza dos egípcios, proclamou "O Chacham (sábio) toma para si as Mitzvót".
 
Se pararmos para refletir, perceberemos que este Midrash traz uma aparente contradição. A implicação destas palavras é que Moshé era um grande Tzadik, pois estava preocupado com o cumprimento das Mitzvót, enquanto o resto do povo estava apenas satisfazendo seus desejos materiais, movidos pela ganância. Parece que D'us estava dando um grande louvor a Moshé, mas, ao mesmo tempo, estava fazendo uma dura crítica à atitude do povo, de se conectar ao materialismo e desprezar a espiritualidade.
 
Porém, na Parashat da semana passada, D'us pediu a Moshé que falasse com os judeus e os instruíssem a pedir aos vizinhos egípcios objetos de valor antes de partirem do Egito. Por que era necessário pedir os objetos de valor? Explica o Talmud (Brachót 9a) que D'us havia profetizado para Avraham Avinu que seus descendentes sofreriam de forma muito dura durante uma época de escravidão, mas que sairiam de lá com uma grande riqueza. D'us não queria que Avraham reclamasse com Ele por ter cumprido a parte da profecia da escravidão, mas não ter cumprido a parte da profecia da grande riqueza. Portanto, o povo judeu não foi pedir os objetos de valor dos egípcios por causa de sua ganância, e sim para cumprir um comando explícito de D'us, isto é, uma Mitzvá. Então por que parece, através das palavras do Midrash, que o povo fez algo de errado enquanto Moshé fez algo louvável, se ambos estavam cumprindo a vontade de D'us? Além disso, por que o Midrash diz que Moshé foi considerado por D'us um "Chacham" por ter realizado a Mitzvá de cuidar dos ossos de Yossef, e não um "Tzadik" (Justo)?
 
Responde o Rav Yochanan Zweig que o povo judeu, ao recolher o dinheiro dos egípcios, realmente estava cumprindo uma Mitzvá. Porém, a diferença entre a Mitzvá feita pelo povo judeu e a Mitzvá feita por Moshé é que, enquanto Moshé estava preocupado com a sua responsabilidade comunitária, uma Mitzvá que envolvia todo o povo judeu e que não trazia nenhum benefício pessoal a ele, o resto do povo estava preocupado apenas com suas responsabilidades individuais, em fazer um ato que, no final de contas, traria um enorme benefício pessoal a cada um deles.
 
Isto quer dizer que a Torá está nos ensinando a importância de investirmos mais no coletivo e menos no individual. Obviamente que temos as nossas obrigações e responsabilidades individuais, mas nunca podemos nos esquecer também das nossas responsabilidades coletivas. Não fomos criados sozinhos em mundos individuais e, portanto, temos responsabilidades com as outras pessoas. D'us não entregou a Torá a um indivíduo que tinha méritos, mas para um povo inteiro, demonstrando que somos parte de um grupo e devemos também nos sentir responsáveis uns pelos outros.
 
Nem sempre esta escolha é fácil. É necessária uma grande objetividade para que uma pessoa consiga realizar uma Mitzvá que não a beneficia diretamente. Foi esta a grandeza que D'us percebeu em Moshé. Nos ensinam os nossos sábios: "Quem é o Chacham? Aquele que aprende de todas as pessoas" (Pirkei Avót 4:1). Portanto, Chacham é aquele que tem a objetividade de deixar de lado sua própria perspectiva e a predisposição para enxergar a situação na perspectiva dos outros. Por isto Moshé é descrito como sendo "Chacham" por seu comportamento, pois ele demonstrou conseguir pensar em prol dos outros, mesmo às custas de seu benefício pessoal.
 
Ao longo de nossas vidas, somos confrontados com escolhas que muitas vezes envolvem um difícil dilema:  devemos fazer atos que nos trazem benefícios pessoais ou atos que trazem benefícios aos outros? Algumas vezes as duas situações podem até mesmo envolver Mitzvót, tornando a decisão ainda mais difícil. A Parashat nos ensina que, se queremos um dia alcançar a grandeza de Moshé, precisamos aprender a pensar mais nos outros e menos em nós mesmos. A escolha somente será correta se for feita de maneira objetiva, isto é, não baseada apenas em nossos próprios interesses e agendas pessoais, mas levando em consideração o povo judeu como um todo.
 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

ENXERGANDO O POTENCIAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BÔ 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT BÔ 5780:

São Paulo: 18h34                   Rio de Janeiro: 18h20 
Belo Horizonte: 18h17                  Jerusalém: 16h36
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DA PARASHAT BÔ
VÍDEO DA PARASHAT BÔ
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT BÔ

- Gafanhotos: A 8ª Praga.
- Escuridão: A 9ª Praga.
- Preparativos para a Praga Final.
- Rosh Chodesh.
- Preparação do Cordeiro.
- A Festa de Pessach.
- Korban Pessach.
- Morte dos Primogênitos: A Praga Final.
- O Êxodo.
- As Leis do Korban Pessach.
- Deixando o Egito.
- Relembrando o Êxodo.
- A Consagração do Primogênito.

ENXERGANDO O POTENCIAL - PARASHAT BÔ 5780 (31 de janeiro de 2020)

 
"Rivka acordou cedinho e, ao olhar pela janela, viu que seu vizinho, o rabino da comunidade, estava atravessando a rua carregando um saco de lixo cheio. Ela percebeu que o rabino parou por alguns instantes, olhou para os lados e, ao constatar que não ninguém estava olhando, abriu a lata de lixo do vizinho da casa em frente e rapidamente jogou lá o seu lixo. Rivka achou estranha aquela atitude, mas não fez muito caso.
 
Porém, na manhã seguinte, a mesma cena se repetiu. Desta vez Rivka começou a ficar incomodada. Não era um absurdo o rabino, que estava sempre pregando na sinagoga a importância de sermos honestos em todos os nossos atos, enfatizando que não devemos roubar e nem nos aproveitarmos dos outros, estar jogando o seu próprio lixo na lata do vizinho da frente? Parecia uma enorme hipocrisia!

Quando Rivka viu pelo terceiro dia consecutivo a mesma cena, ela não aguentou. Saiu de casa e resolveu abordar o rabino, dando um flagrante nele. O rabino, ao ver a vizinha se aproximando justamente no momento em que colocava o seu lixo na lata do vizinho, se mostrou bastante desconcertado. Rivka então falou:

- Rabino, me desculpe, mas eu queria entender como pode o senhor sempre falar nos seus discursos na sinagoga sobre a importância da honestidade e, no final das contas, o senhor estar vindo toda manhã, enquanto todos ainda estão dormindo, para jogar o seu lixo na lata do vizinho? Isto não é ser hipócrita?

O rabino então deu um sorriso e começou a explicar sua atitude:
 
- Não se preocupe, não estou fazendo nada de errado. Nesta região há muitos ladrões que se aproveitam do momento em que as pessoas viajam para entrar em suas casas e furtar dinheiro, joias e equipamentos eletrônicos. O vizinho da frente viajou há duas semanas e eu estava muito preocupado que pessoas mal intencionadas pudessem perceber a ausência dele. Tive então uma incrível ideia. Todas as manhãs eu saio bem cedinho com duas sacolas de lixo. Uma delas eu jogo na minha lata de lixo, enquanto a outra eu jogo na lata de lixo dele. Sempre faço isso bem cedinho e me certifico que ninguém está vendo que sou eu que estou jogando. Desta maneira, quando as pessoas passam e veem a lata de lixo cheia, acham que nosso vizinho está em casa. Assim, eles vão procurar outra casa vazia para assaltar".

Na vida acabamos sendo precipitados ao julgarmos as pessoas apenas através de atos isolados. Precisamos nos esforçar para enxergar o potencial que existe dentro de cada um.

Nesta semana lemos a Parashat Bô (literalmente "Venha"), que descreve as últimas três pragas que atingiram o Egito e destruíram toda a infraestrutura do maior império da época, preparando o momento da saída do povo judeu rumo ao recebimento da Torá no Monte Sinai, após 210 anos de uma escravidão muito sofrida. Em resposta ao comportamento perverso dos egípcios, D'us os golpeou duramente com as pragas, fazendo-os sentir na pele a dor e o sofrimento que eles haviam causado aos judeus por tanto tempo.
 
Porém, não apenas os egípcios foram atingidos pelas pragas. Assim a Torá descreve a nona praga, a Praga da Escuridão: "Então Moshé estendeu a mão para o céu e houve uma escuridão densa sobre toda a terra do Egito por três dias" (Shemot 10:22). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a escuridão, além de castigar os egípcios, também foi necessária para ocultar a morte de alguns judeus daquela geração, que eram pessoas más e não queriam sair do Egito. Estes judeus morreram durante os três dias de escuridão para que os egípcios não vissem sua morte e dissessem: "Os judeus também estão sendo golpeados com as pragas, como nós".
 
Entretanto, esta explicação de Rashi desperta um questionamento. Na verdade, toda aquela geração havia se desviado do caminho. A prova disto é que, de acordo com o Midrash, quando os judeus se aproximaram do Mar Vermelho, o Anjo do Mar não quis permitir que eles atravessassem, argumentando que os judeus não tinham méritos para serem salvos, já que eram adoradores de ídolos como os egípcios. Então, se todos eles haviam feito idolatria e se desviado dos caminhos corretos, por que apenas uma parte do povo judeu morreu na praga da escuridão, e não todo o povo? E se era para matá-los, por que D'us esperou até a nona praga?
 
Explica o Rav Yaacov Kamenetzky zt"l (Lituânia, 1891 - EUA, 1986) que, influenciados pelas duras condições da escravidão e pela confusão mental a qual eles estavam submetidos, realmente o povo judeu inteiro havia caído espiritualmente, a ponto de se envolverem até com idolatria. Porém, não foi este o motivo pelo qual D'us matou alguns judeus na Praga da Escuridão. Na abertura do Mar Vermelho, foi D'us que pessoalmente argumentou com o Anjo do Mar e afirmou que os judeus haviam transgredido de forma involuntária, e não por querer rebelar-se contra a vontade de Dele.
 
De acordo com o Rav Yaacov Kamenetzky, os judeus que morreram foram aqueles que não apenas não queriam mais ir embora do Egito, mas que também queriam impedir que o resto do povo saísse. Mas por que eles não queriam permitir que os outros judeus saíssem? Alguns comentaristas explicam que eles achavam que a escravidão deveria durar 400 anos, conforme havia sido profetizado para Avraham. Por isso, acreditavam que o momento de partir ainda não havia chegado. Eles não confiaram em D'us e temiam que, se fossem embora antes do momento certo, seriam mortos. A verdade é que o temor deles era embasado em um fundamento verdadeiro. Muitos membros da Tribo de Efraim, cerca de 300 mil pessoas, haviam tentado sair do Egito antes do momento certo, "forçando" a salvação, por terem feito um erro nos cálculos de quando seria o momento correto da redenção, e haviam morrido. Baseados na tragédia que se abateu sobre a Tribo de Efraim, estes judeus não acreditaram nas palavras de Moshé, de que D'us havia determinado que a hora da redenção havia chegado pelo mérito dos patriarcas. Eles começaram a influenciar outras pessoas, tentando dissuadi-las da ideia de sair. Foi por isso que D'us matou estas pessoas na Praga da Escuridão, para que eles não "contaminassem" o resto do povo com seu negativismo e não convencessem as outras pessoas a não saírem.
 
Porém, a morte de tantos judeus também teve um impacto sobre o resto do povo. A escuridão ocultou dos egípcios a morte dos judeus, mas não escondeu a tragédia do resto do povo, que certamente ficou chocado ao ver a morte de seus irmãos. Eles testemunharam os judeus sendo atingidos pela Praga da Escuridão com mais força do que os egípcios foram atingidos. Foi por isto que D'us "adiou" a morte destas pessoas, para que esta tragédia ocorresse apenas perto do momento da redenção e não houvesse tempo para desestimular os judeus.
 
Daqui aprendemos o cuidado que devemos ter com as influências que recebemos das pessoas em volta. Precisamos ser muito seletivos em relação a quem serão os nossos amigos e até mesmo os nossos vizinhos, pois recebemos influências o tempo inteiro, positivas ou negativas. Mesmo quando temos muita convicção de algo, influências externas podem fazer recair sobre nós dúvidas e questionamentos. Ao enxergarmos constantemente maus comportamentos, podemos acabar nos acostumando e considerando-os como sendo normais e aceitáveis.
 
Porém, há outro ensinamento incrível que aprendemos deste episódio da acusação do Anjo do Mar contra o povo judeu. Se realmente os judeus haviam se tornado idólatras, por que D'us os salvou? Pois embora o anjo só tenha conseguido enxergar a realidade atual do povo judeu, isto é, o quanto eles haviam despencado em seu nível espiritual, D'us conseguiu enxergar o enorme potencial deles. D'us sabia que aquela nação, mesmo estando em um nível espiritual tão baixo, no nível 49 de impureza, em sete semanas seria capaz de dizer "Naassê Ve Nishmá" (Nós faremos e entenderemos) durante a entrega da Torá.
 
Este potencial do povo judeu era algo interno, que o anjo não foi capaz de discernir. Rashi explica que o Mar Vermelho somente se abriu quando Moshé aproximou-se trazendo o caixão de Yossef. Qual é a conexão entre o caixão de Yossef e a abertura do mar? Ao mostrar ao anjo o caixão de Yossef, D'us queria provar que aquela nação merecia ser salva, pois a origem deles não estava enraizada em adoradores de ídolos, ao contrário, estava enraizada em grandes Tzadikim, que haviam superado imensas dificuldades para se manterem fieis às palavras de D'us. Yossef era rico, bonito e poderoso, e estava imerso dentro de uma sociedade completamente corrompida, porém ele não se corrompeu. D'us quis mostrar ao Anjo do Mar que assim seriam os seus descendentes, pessoas que conseguiriam vencer seus desafios e que estariam dispostos a dar a própria vida para cumprir a vontade de D'us.
 
Precisamos nos espelhar em D'us para que nosso comportamento em relação aos outros possa mudar. Infelizmente somos muito rápidos em julgar e rotular as pessoas, baseados apenas em falhas pontuais delas. Precisamos nos esforçar para julgarmos as pessoas de forma positiva, dando a elas o benefício da dúvida. Além disso, mesmo quando é certeza que uma pessoa cometeu um erro, ao invés de enxergá-la como um transgressor, devemos olhar para ela como alguém que tem um enorme potencial a ser desenvolvido. Desta maneira, não apenas estaremos sendo justos com a outra pessoa, mas estaremos chegando ao nível de nos comportarmos como D'us.
 

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp