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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

É SÓ PEDIR PARA VOLTAR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYELECH E YOM KIPUR 5786

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É SÓ PEDIR PARA VOLTAR - PARASHÁ VAYELECH E YOM KIPUR 5786 (26/ago/25)

"Ronaldo havia terminado o ensino médio. Como é típico dos jovens, disse aos pais que queria viajar e descobrir o mundo. Seu pai, com toda a sua experiência de vida, lhe disse que não era hora de gastar tempo com viagens inúteis, que não iriam acrescentar nada em sua vida. Era hora de começar uma faculdade, pensar no futuro. Ronaldo, porém, não aceitou o conselho do pai. Em seu desejo de conhecer um mundo novo, disse com desprezo:
 
- Não quero me prender a uma faculdade agora. Preciso abrir minhas asas e voar, para ver como é o mundo.
 
O pai, porém, não gostou do desrespeito do filho. Muito irritado, ele disse:
 
- Não seja irresponsável! Se você sair, não precisa mais voltar! Ou você toma juízo e começa imediatamente uma faculdade, ou nunca mais será bem-vindo aqui nesta casa.
 
Infelizmente, Ronaldo já estava com a cabeça decidida. Mesmo com as ameaças do pai, decidiu viajar. Ele deixou sua casa em Maryland e começou a viajar de carona pelos Estados Unidos. Colheu uvas na Califórnia e fez trabalhos temporários em vários lugares, apenas para ter o que comer. Os primeiros momentos foram incríveis, com muitas descobertas e experiências novas. Porém, como era esperado, depois de algum tempo vivendo sozinho e sem conforto, Ronaldo ficou com saudades de casa. Sentia falta dos pais, de um teto, de saber de onde viria a próxima refeição. Decidiu então voltar para casa. Mas, quando chegou em Iowa, lembrou-se da ameaça do pai. Sentou-se então em uma calçada e escreveu uma carta:

"Querida mãe, estou cansado, com fome e me sentindo sozinho. Quero voltar para casa, mas não sei se o papai vai me receber de volta. Você sabe que a linha do trem passa ao lado da nossa fazenda, bem onde fica uma enorme macieira. Se o papai me deixar voltar, quero que você amarre uma toalha branca em um galho dessa árvore. Quando eu estiver no trem, olharei para a macieira para verificar se há uma toalha branca pendurada. Se não houver nenhuma toalha branca lá, será um sinal de que o papai ainda sente o mesmo que sentia no dia em que saí de casa, quando me disse para nunca mais voltar. Então saberei que não sou mais bem-vindo".
 
Ronaldo continuou com as caronas até chegar perto de Maryland, onde embarcou no trem em direção à sua casa. À medida que o trem se aproximava, ele começou a ficar nervoso. Será que haveria uma toalha na macieira? Quando o trem já estava bem próximo, ele se virou para um homem que estava sentado ao lado dele e disse:
 
- Poderia me fazer um favor? Vamos passar ao lado de uma fazenda onde tem uma macieira bem grande. Vou fechar meus olhos. Apenas me diga se há uma toalha branca amarrada em um dos galhos dessa árvore. Estou nervoso demais para olhar eu mesmo.
 
Ele estava tão preocupado com a possibilidade de que a toalha não estaria lá que tinha medo de olhar para a árvore. Ele ficou com os olhos bem fechados enquanto o trem passava pela fazenda. Tomando coragem, Ronaldo abriu os olhos e perguntou ao homem se ele havia visto uma toalha branca. O homem respondeu:
 
- Rapaz, há uma toalha branca em cada galho daquela árvore. Devem ter centenas de toalhas brancas penduradas"
 
Em essência, o pai mal podia esperar para que o filho voltasse para casa, pois a misericórdia de um pai pelo seu filho nunca acaba. Assim também ocorre com D'us. O que Ele mais quer é que possamos "voltar para casa".

Nesta semana lemos a Parashá Vayelech (literalmente "E foi"), na qual Moshé avisou ao povo que naquele dia estava completando 120 anos. Apesar da idade avançada, ele não tinha perdido suas forças, mas ele relembrou ao povo que não poderia cruzar o Rio Jordão, pois D'us havia decretado que Ele não entraria na Terra de Israel.
 
Este conceito se conecta com os Asseret Yemei Teshuvá, os 10 dias de arrependimento, que vão desde Rosh Hashaná, quando D'us escreve os decretos para o nosso ano, até Yom Kipur, quando D'us os sela. Talvez seja possível dizer que esta é a semana mais importante do ano. Temos diante de nós uma tarefa tremenda, que é o trabalho da Teshuvá, o arrependimento, o conserto dos nossos atos e tomar para si a responsabilidade de melhorar.
 
Mas há um pensamento que sempre nos incomoda nesta época: será que D'us me quer de volta? Será que não errei demais e me afastei demais Dele durante o ano que passou? Esse é um veneno do Yetser Hará, que nos faz desistir e não nos deixa melhorar. E qual é o antídoto deste veneno? Ter em mente um fato importante: D'us deseja desesperadamente que voltemos.
 
Explica o Rav Yssocher Frand que dizemos todos os dias na Tefilá uma Brachá sobre Teshuvá: "Traga-nos de volta, nosso Pai, à Sua Torá... e nos influencie a retornar em arrependimento perfeito diante de Você". A Brachá termina com as palavras: "Você, D'us, a Fonte de toda Brachá, quer o arrependimento (HaRotse BiTeshuvá)". Recitamos essas palavras tantas vezes durante o ano que talvez elas percam um pouco o impacto. "HaRotse BiTeshuvá" não significa apenas que D'us aceita nosso arrependimento. Significa que Ele deseja nosso arrependimento. E o desejo Dele de que voltemos é tão grande que, até mesmo se fizermos um esforço mínimo, Ele estará lá, esperando para nos receber de volta. Se um pai que brigou com seu filho tem misericórdia dele, muito mais D'us, nosso Pai Celestial, cuja misericórdia é infinita. Ele certamente nos quer de volta, tanto quanto qualquer pai poderia querer seu filho rebelde de volta.
 
E se queremos voltar, o momento é agora! Nós acreditamos, com Emuná completa, que tudo o que acontecerá durante o próximo ano, tanto em nível pessoal quanto em nível coletivo, será determinado durante os Asseret Yemei Teshuvá. Todos nós estamos familiarizados com o conceito de "Busque a D'us quando Ele pode ser encontrado, chame-O quando Ele está próximo" (Yeshayahu 55:6). Este é o momento do ano em que D'us está próximo e, portanto, os obstáculos que impedem que nossas Tefilót sejam eficazes são removidos, de modo que nossas Tefilót sinceras certamente serão ouvidas e nos conectarão a Ele.
 
Devemos aproveitar este período do ano e pedir tudo o que necessitamos. Não importa o que normalmente fazemos durante o resto do ano, em termos de frequência ao Minian, da Kavaná durante a reza ou de quão rápido rezamos. Tudo isso deve ser deixado de lado neste período do ano, em que cada Shacharit, Minchá e Maariv são uma oportunidade única de comunicação com D'us, de uma forma singular que ocorre apenas nesta época do ano. Não podemos desperdiçar essas oportunidades de ouro de nos conectarmos a Ele.
 
Nos ensina David HaMelech: "Espera em D'us, seja forte, e Ele fortalecerá o seu coração; espera em D'us" (Tehilim 27:14). Por que esta repetição? O Talmud (Brachot 32b) explica que se uma pessoa reza e vê que suas Tefilót não são atendidas, deve rezar de novo. Pensamos que rezamos por tantos doentes que não melhoraram, por tantas situações miseráveis que não evoluíram, por tantas coisas que aparentemente nossas Tefilót não foram atendidas, e achamos que não valeu. O Talmud (Brachot 6b) afirma que a Tefilá é uma das coisas que estão no topo do mundo, mas que as pessoas tratam de forma leviana. O Baal Shem Tov explica que a razão pela qual as pessoas tratam a Tefilá levianamente é justamente porque seus efeitos acontecem "no topo do mundo" e, portanto, pode levar muito tempo até que seus efeitos sejam percebidos aqui embaixo. Podemos rezar por nós mesmos, mas talvez a Tefilá tenha efeito apenas sobre nossos tataranetos. Vivemos na era da inteligência artificial, quando podemos digitar nossa pergunta e obter uma resposta instantânea. Não conseguimos nos relacionar com o conceito de uma Tefilá que levará muito tempo para ser respondida. E como não estamos acostumados com isso, acabamos a tratando levianamente. Isso é um erro. Nenhuma Tefilá jamais é "em vão". Pode ser que não ajude em determinado tempo ou lugar, mas todas as Tefilót sobem ao céu e, em algum momento e lugar, terão efeito.
 
Além das necessidades particulares, não podemos esquecer de pedir nestes dias também pelo povo judeu. Quando vemos o mundo contra o povo judeu, enquanto países árabes falam abertamente em aniquilar Israel, precisamos implorar pela Misericórdia de D'us para que nossos inimigos não atinjam seus objetivos. Não é preciso muita imaginação para se perguntar "o que pode dar errado?", basta ver os jornais e escutar as notícias.
 
Mas o principal pedido deve ser para que possamos "voltar para casa", o que somente ocorrerá após a vinda do Mashiach. Mas por que ele está demorando tanto? A resposta está em um versículo interessante. Certa vez, David não compareceu a uma refeição de Rosh Chodesh na casa de Shaul HaMelech. O rei então perguntou a Yonatan, seu filho: "Por que o filho de Yishai (David) não veio, nem ontem e nem hoje, ao pão (El HaLachem)?" (Shmuel I 20:27). Este versículo pode ser entendido de uma forma mais profunda: "Por que o filho de Yishai, isto é, o Mashiach, ainda não veio, nem ontem e nem hoje?". Se continuamos pedindo pela vinda do Mashiach, ano após ano, então por que ele não vem? A resposta é "El HaLechem", isto é, pois continuamos pedindo principalmente pão em nossos pedidos, isto é, nossas necessidades pessoais, ao invés de pedir pelo Mashiach. Não rezamos suficientemente pela vinda do Mashiach. Se o fizéssemos, nossas Tefilót já teriam sido atendidas também.
 
Devemos pedir tudo o que precisamos, mas sem nunca esquecer de pedir o principal: que possamos voltar para casa, para perto de D'us, para os Seus caminhos. Queremos voltar, e podemos ter a certeza de que Ele quer muito mais que voltemos. Ele está há quase dois mil anos esperando por isso. Só precisamos pedir de verdade. 

SHABAT SHALOM E GMAR CHATIMÁ TOVÁ 

R' Efraim Birbojm

 

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quinta-feira, 10 de outubro de 2024

O DIA ÚNICO, O DIA DA PAZ - SHABAT SHALOM M@IL - YOM KIPUR 5785

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O DIA ÚNICO, O DIA DA PAZ - YOM KIPUR 5785 (11/out/24)
 
"Certa vez, na véspera de Yom Kipur, dois homens estavam tendo uma acalorada discussão:
 
- Eu sei que lhe fiz mal - um deles disse ao outro - mas estou pedindo desculpas. Por favor, me perdoe!
 
- De jeito nenhum - disse o outro - Mesmo sendo véspera de Yom Kipur, eu não lhe perdoarei. Você mentiu a meu respeito, arruinou minha reputação. A Torá não me obriga a lhe perdoar, e não irei fazê-lo!
 
Um rabino estava por perto e escutou a discussão. Ele foi até o homem ofendido e disse:
 
- Deixe-me fazer uma pergunta. O Talmud diz que Jerusalém foi destruída porque as pessoas insistiam em seguir a lei à risca, recusando-se a ceder um centímetro. Elas insistiam em ter seus direitos plenos. Mas não está escrito que o Beit Hamikdash foi destruído devido à idolatria, derramamento de sangue e adultério?
 
- Eu vou lhe dizer o que isto significa - continuou o rabino - Se as pessoas em Jerusalém tivessem passado por cima dos seus direitos, perdoando uns aos outros, então D'us os teria perdoado, apesar de terem cometido terríveis transgressões. Portanto, o que causou a queda de Jerusalém? A recusa do povo em perdoar.
 
- Dois judeus com transgressões idênticas podem chegar ao Tribunal Celestial em Yom Kipur e receber sentenças completamente diferentes - concluiu o rabino - D'us pode perdoar um, proporcionando a ele um bom ano, enquanto pode punir o outro severamente. Como pode ser isso? Aquele que está disposto a perdoar vai ser perdoado. Se a pessoa é grande e perdoa os outros, D'us a trata da mesma forma. É assim que funciona.
 
Ao escutar estas palavras, o homem se arrependeu e finalmente perdoou seu companheiro"
 
Pedir perdão e saber perdoar é a chave para um bom Julgamento Celestial. Não palavras da boca para fora. O verdadeiro perdão surge de uma generosidade espiritual, uma atitude de grandeza. É isso que D'us espera de nós.

Nesta semana o Shabat coincide com Yom Kipur, o Dia do Perdão, um dos dias mais sagrados do ano, uma data solene que marca a gigantesca oportunidade do povo judeu de confessar suas transgressões diante de D'us, com remorso pelos erros cometidos e com o compromisso de mudar, para conseguirmos limpar nossas almas.
 
Há um Tratado, chamado Yomá, que fala justamente dos detalhes de Yom Kipur. A Mishná (1:5) diz que, em preparação para o Serviço de Yom Kipur, os anciãos do Beit Din deixavam o Cohen Gadol sob os cuidados dos anciãos dos Cohanim, que o levavam a uma Câmara especial do Beit Hamikdash e o faziam prestar um juramento. Eles o faziam jurar, em Nome de D'us, que ele não mudaria nada no Serviço de Yom Kipur, e faria tudo conforme lhe havia sido ensinado pelos anciãos do Beit Din. A Mishná conclui que, após o juramento, o Cohen Gadol desviava o rosto e chorava, por ter sido considerado suspeito de ser um Tzeduki, membro de uma seita que rejeitava a Torá Oral e não seguia as instruções dos anciãos do Beit Din. Os anciãos dos Cohanim também desviavam o rosto e choravam, por terem que suspeitar que o Cohen Gadol faria tal violação. O Talmud (Shabat 97a) ensina que alguém que suspeita injustamente de uma pessoa digna merece receber uma punição corporal.
 
Mas qual era o motivo deste juramento? Na época do Segundo Beit HaMikdash, os Tzedukim promoveram mudanças impróprias nas práticas judaicas, incluindo variações no Serviço de Yom Kipur. Infelizmente, nesta época muitos Cohanim eram adeptos desta filosofia. Portanto, o Beit Din precisava estar de olho para que o Cohen Gadol não fizesse mudanças. Porém, um dos Serviços principais, a queima do incenso, era feito dentro do Kodesh Kodoshim, local onde ninguém poderia observar, e talvez o Tzeduki mudaria o Serviço de acordo com a sua interpretação equivocada. Como até mesmo os Tzedukim tinham medo de fazer um juramento falso, já que isto está explícito na Torá Escrita, isso o impedia de fazer desvios no Serviço de Yom Kipur.
 
O Rambam (Espanha, 1135 - Egito, 1204) explica, em seu livro "Mishnê Torá", que os Tzedukim seguiam a interpretação literal dos versículos que descrevem os Serviços de Yom Kipur. Ele menciona que os Tzedukim tentavam de todas as maneiras impor sua forma de fazer os Serviços, e por isso havia a necessidade do juramento. Ele também menciona a reação de choro dos envolvidos. Porém, o "Mishne Torá" é um Código de Leis, não um livro de histórias! Por que o Rambam achou necessário trazer na Halachá um evento que ocorreu apenas na época do Segundo Beit Hamikdash, um problema localizado? Não haverá nenhum Tzeduki no Terceiro Beit Hamikdash. A Mishná precisava contar o que aconteceu, pois estava descrevendo todo Serviço de Yom Kipur conforme aconteceu durante o Primeiro Beit Hamikdash e o Segundo Beit Hamikdash. Mas por que o Rambam precisa mencionar o juramento? E por que ele precisa nos dizer que eles choraram? Por que precisamos saber desses detalhes, que não tem aparentemente nenhuma aplicação prática?
 
Além disso, há uma Mishná muito interessante no Tratado Derech Eretz Raba (5:3) que diz que devemos ver cada pessoa desconhecida como se fosse um ladrão, e ainda assim honrá-la como se fosse um grande líder e sábio. Devemos dar a ele um tratamento real e uma hospitalidade cinco estrelas, e ainda assim considerar a possibilidade de que ele possa ser um ladrão. Isto quer dizer que, se uma pessoa não sabe sobre o caráter de outra pessoa, ela pode suspeitar dela e tratá-la com cautela e desconfiança. Os anciãos do Beit Din tinham todo o direito, e até o dever, de administrar o juramento e suspeitar do Cohen Gadol durante a época do Segundo Beit Hamikdash, quando a heresia dos Tzedukim era generalizada e, em especial, muito presente entre os Cohanim. O Beit Din, portanto, tinha a obrigação de suspeitar de qualquer Cohen Gadol. Então por que eles choravam?
 
A pergunta fica ainda mais forte de acordo com o Talmud (Yomá 87a), que relata que Rav, um dos maiores rabinos de sua geração, estava dando um Shiur. Então o Rabi Chiya entrou atrasado e Rav reiniciou seu Shiur. Algum tempo depois Bar Kapara chegou, também atrasado, e Rav reiniciou seu Shiur pela segunda vez. Rabi Shimon também entrou atrasado e Rav reiniciou seu Shiur pela terceira vez. Finalmente, quando Rabi Chanina entrou, Rav se recusou a iniciar seu Shiur pela quarta vez e seguiu de onde estava. Rabi Chanina ficou chateado por Rav não ter demonstrado a mesma consideração que demonstrou com os outros que chegaram atrasados. O Talmud então relata que pelos próximos treze anos Rav se dirigiu ao Rabi Chanina a cada véspera de Yom Kipur para pedir perdão. Mas por que Rav precisava pedir perdão? Ele estava certo! Ele poderia dizer ao Rabi Chanina: "Quantas vezes eu preciso reiniciar meu Shiur por causa de alunos atrasados? Recomeçar o Shiur não é uma obrigação, é uma bondade. Além disso, recomeçar tantas vezes certamente incomoda os que chegam na hora!". Se alguém está chateado conosco, mas estamos 100% certos, de acordo inclusive com os rabinos, precisamos pedir perdão? Certamente que não! Então como entender este repetido pedido de perdão de Rav?
 
O Rav Yehuda Arie Leib Alter zt"l (Polônia, 1847 - Alemanha, 1905), mais conhecido como Sfat Emet, responde com um princípio muito importante: durante o ano inteiro, se estivermos 100% certos, não somos obrigados a pedir perdão. Mas em Yom Kipur é diferente. Em Yom Kipur, somos obrigados a pedir perdão mesmo se estivermos certos e a outra pessoa estiver errada. Ele aprende isso das palavras de David Hamelech: "Os dias foram criados, e um deles é Dele" (Tehilim 139:16). O versículo é lido com a palavra "Ló" com "Vav" (לו), que significa "Dele", mas está escrito "Ló" com "Alef" (לא), que significa "não". Conforme o que está escrito, o versículo deve ser lido como "os dias foram criados, e um deles não". Rashi (França, 1040 - 1105) explica que isso se refere a Yom Kipur. Foram criados 364 dias no ano, e mais um. Yom Kipur é um dia próprio, não é um dia normal. O Yetser Hará não tem efeito sobre nós neste dia, somos como anjos.
 
Ensina o Rav Yssocher Frand que Yom Kipur precisa ser um dia de união. Nos conectamos com D'us como um povo, e precisamos estar unidos. Normalmente, quando você está certo e o outro está errado, não precisamos nos preocupar. No entanto, no Yom Kipur precisamos tentar unir o povo. Portanto, mesmo que estejamos certos, precisamos tentar apaziguar a outra pessoa para criar união. Por isso Rav procurava o Rabi Chanina sempre na véspera de Yom Kipur. Ele não precisava pedir perdão durante o resto do ano, pois ele estava certo e Rabi Chanina estava errado. Mas na véspera de Yom Kipur, quando o objetivo é remover tudo o que separa as pessoas, a missão não é ganhar perdão, e sim criar a paz. Isso também explica por que os anciãos do Beit Din choravam. Eles estavam cientes de que sua ação causou desunião no povo judeu. Suas ações, mesmo 100% corretas, causariam ressentimento no Cohen Gadol. Eles choravam por causa da separação inevitável que estavam causando no povo judeu na véspera de Yom Kipur. É por isso também que o Rambam escreveu todos os detalhes deste acontecimento da época dos Tzedukim, para ensinar que na véspera de Yom Kipur qualquer desunião não é boa.
 
A lição para todos nós é que, embora ao longo do ano possamos ter tido problemas nos nossos relacionamentos, seja com familiares, amigos, vizinhos ou qualquer outra pessoa, mesmo que estejamos 100% certos, precisamos tentar fazer as pazes para criar esta união. Em Yom Kipur somos como anjos. Entre os anjos não há inveja nem competição. Esse é o tipo de espírito que precisamos tentar promover. Deixe o passado para trás. Muitas vezes as pessoas pensam: "Estou certo, não preciso pedir perdão, é ele que precisa pedir perdão!". Isso é verdade em termos das leis de perdão e das leis de comportamento adequado entre o homem e seu semelhante. Porém, Yom Kipur não é um dia como os outros. É um dia especial, um dia que unifica o povo judeu diante de D'us. Portanto, neste dia devemos nos unir como um só povo, sem inveja, competição e nem divisões. Faça sua parte. 

SHABAT SHALOM, GMAR CHATIMÁ TOVÁ E TSOM KAL

 R' Efraim Birbojm

 

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