Mostrando postagens com marcador Parashá Vayelech. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parashá Vayelech. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

É SÓ PEDIR PARA VOLTAR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYELECH E YOM KIPUR 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 
Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ VAYELECH 5786



         São Paulo: 17h44                 Rio de Janeiro: 17h30 

Belo Horizonte: 17h33                  Jerusalém: 17h51
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ASSUNTOS DA PARASHAT VAYELECH
  • Preparação para nova liderança.
  • Yehoshua.
  • Hakel e a leitura do Sefer Devarim pelo Rei de Israel.
  • Preparativos finais de Moshé.
  • A Torá é colocada como testemunha.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

É SÓ PEDIR PARA VOLTAR - PARASHÁ VAYELECH E YOM KIPUR 5786 (26/ago/25)

"Ronaldo havia terminado o ensino médio. Como é típico dos jovens, disse aos pais que queria viajar e descobrir o mundo. Seu pai, com toda a sua experiência de vida, lhe disse que não era hora de gastar tempo com viagens inúteis, que não iriam acrescentar nada em sua vida. Era hora de começar uma faculdade, pensar no futuro. Ronaldo, porém, não aceitou o conselho do pai. Em seu desejo de conhecer um mundo novo, disse com desprezo:
 
- Não quero me prender a uma faculdade agora. Preciso abrir minhas asas e voar, para ver como é o mundo.
 
O pai, porém, não gostou do desrespeito do filho. Muito irritado, ele disse:
 
- Não seja irresponsável! Se você sair, não precisa mais voltar! Ou você toma juízo e começa imediatamente uma faculdade, ou nunca mais será bem-vindo aqui nesta casa.
 
Infelizmente, Ronaldo já estava com a cabeça decidida. Mesmo com as ameaças do pai, decidiu viajar. Ele deixou sua casa em Maryland e começou a viajar de carona pelos Estados Unidos. Colheu uvas na Califórnia e fez trabalhos temporários em vários lugares, apenas para ter o que comer. Os primeiros momentos foram incríveis, com muitas descobertas e experiências novas. Porém, como era esperado, depois de algum tempo vivendo sozinho e sem conforto, Ronaldo ficou com saudades de casa. Sentia falta dos pais, de um teto, de saber de onde viria a próxima refeição. Decidiu então voltar para casa. Mas, quando chegou em Iowa, lembrou-se da ameaça do pai. Sentou-se então em uma calçada e escreveu uma carta:

"Querida mãe, estou cansado, com fome e me sentindo sozinho. Quero voltar para casa, mas não sei se o papai vai me receber de volta. Você sabe que a linha do trem passa ao lado da nossa fazenda, bem onde fica uma enorme macieira. Se o papai me deixar voltar, quero que você amarre uma toalha branca em um galho dessa árvore. Quando eu estiver no trem, olharei para a macieira para verificar se há uma toalha branca pendurada. Se não houver nenhuma toalha branca lá, será um sinal de que o papai ainda sente o mesmo que sentia no dia em que saí de casa, quando me disse para nunca mais voltar. Então saberei que não sou mais bem-vindo".
 
Ronaldo continuou com as caronas até chegar perto de Maryland, onde embarcou no trem em direção à sua casa. À medida que o trem se aproximava, ele começou a ficar nervoso. Será que haveria uma toalha na macieira? Quando o trem já estava bem próximo, ele se virou para um homem que estava sentado ao lado dele e disse:
 
- Poderia me fazer um favor? Vamos passar ao lado de uma fazenda onde tem uma macieira bem grande. Vou fechar meus olhos. Apenas me diga se há uma toalha branca amarrada em um dos galhos dessa árvore. Estou nervoso demais para olhar eu mesmo.
 
Ele estava tão preocupado com a possibilidade de que a toalha não estaria lá que tinha medo de olhar para a árvore. Ele ficou com os olhos bem fechados enquanto o trem passava pela fazenda. Tomando coragem, Ronaldo abriu os olhos e perguntou ao homem se ele havia visto uma toalha branca. O homem respondeu:
 
- Rapaz, há uma toalha branca em cada galho daquela árvore. Devem ter centenas de toalhas brancas penduradas"
 
Em essência, o pai mal podia esperar para que o filho voltasse para casa, pois a misericórdia de um pai pelo seu filho nunca acaba. Assim também ocorre com D'us. O que Ele mais quer é que possamos "voltar para casa".

Nesta semana lemos a Parashá Vayelech (literalmente "E foi"), na qual Moshé avisou ao povo que naquele dia estava completando 120 anos. Apesar da idade avançada, ele não tinha perdido suas forças, mas ele relembrou ao povo que não poderia cruzar o Rio Jordão, pois D'us havia decretado que Ele não entraria na Terra de Israel.
 
Este conceito se conecta com os Asseret Yemei Teshuvá, os 10 dias de arrependimento, que vão desde Rosh Hashaná, quando D'us escreve os decretos para o nosso ano, até Yom Kipur, quando D'us os sela. Talvez seja possível dizer que esta é a semana mais importante do ano. Temos diante de nós uma tarefa tremenda, que é o trabalho da Teshuvá, o arrependimento, o conserto dos nossos atos e tomar para si a responsabilidade de melhorar.
 
Mas há um pensamento que sempre nos incomoda nesta época: será que D'us me quer de volta? Será que não errei demais e me afastei demais Dele durante o ano que passou? Esse é um veneno do Yetser Hará, que nos faz desistir e não nos deixa melhorar. E qual é o antídoto deste veneno? Ter em mente um fato importante: D'us deseja desesperadamente que voltemos.
 
Explica o Rav Yssocher Frand que dizemos todos os dias na Tefilá uma Brachá sobre Teshuvá: "Traga-nos de volta, nosso Pai, à Sua Torá... e nos influencie a retornar em arrependimento perfeito diante de Você". A Brachá termina com as palavras: "Você, D'us, a Fonte de toda Brachá, quer o arrependimento (HaRotse BiTeshuvá)". Recitamos essas palavras tantas vezes durante o ano que talvez elas percam um pouco o impacto. "HaRotse BiTeshuvá" não significa apenas que D'us aceita nosso arrependimento. Significa que Ele deseja nosso arrependimento. E o desejo Dele de que voltemos é tão grande que, até mesmo se fizermos um esforço mínimo, Ele estará lá, esperando para nos receber de volta. Se um pai que brigou com seu filho tem misericórdia dele, muito mais D'us, nosso Pai Celestial, cuja misericórdia é infinita. Ele certamente nos quer de volta, tanto quanto qualquer pai poderia querer seu filho rebelde de volta.
 
E se queremos voltar, o momento é agora! Nós acreditamos, com Emuná completa, que tudo o que acontecerá durante o próximo ano, tanto em nível pessoal quanto em nível coletivo, será determinado durante os Asseret Yemei Teshuvá. Todos nós estamos familiarizados com o conceito de "Busque a D'us quando Ele pode ser encontrado, chame-O quando Ele está próximo" (Yeshayahu 55:6). Este é o momento do ano em que D'us está próximo e, portanto, os obstáculos que impedem que nossas Tefilót sejam eficazes são removidos, de modo que nossas Tefilót sinceras certamente serão ouvidas e nos conectarão a Ele.
 
Devemos aproveitar este período do ano e pedir tudo o que necessitamos. Não importa o que normalmente fazemos durante o resto do ano, em termos de frequência ao Minian, da Kavaná durante a reza ou de quão rápido rezamos. Tudo isso deve ser deixado de lado neste período do ano, em que cada Shacharit, Minchá e Maariv são uma oportunidade única de comunicação com D'us, de uma forma singular que ocorre apenas nesta época do ano. Não podemos desperdiçar essas oportunidades de ouro de nos conectarmos a Ele.
 
Nos ensina David HaMelech: "Espera em D'us, seja forte, e Ele fortalecerá o seu coração; espera em D'us" (Tehilim 27:14). Por que esta repetição? O Talmud (Brachot 32b) explica que se uma pessoa reza e vê que suas Tefilót não são atendidas, deve rezar de novo. Pensamos que rezamos por tantos doentes que não melhoraram, por tantas situações miseráveis que não evoluíram, por tantas coisas que aparentemente nossas Tefilót não foram atendidas, e achamos que não valeu. O Talmud (Brachot 6b) afirma que a Tefilá é uma das coisas que estão no topo do mundo, mas que as pessoas tratam de forma leviana. O Baal Shem Tov explica que a razão pela qual as pessoas tratam a Tefilá levianamente é justamente porque seus efeitos acontecem "no topo do mundo" e, portanto, pode levar muito tempo até que seus efeitos sejam percebidos aqui embaixo. Podemos rezar por nós mesmos, mas talvez a Tefilá tenha efeito apenas sobre nossos tataranetos. Vivemos na era da inteligência artificial, quando podemos digitar nossa pergunta e obter uma resposta instantânea. Não conseguimos nos relacionar com o conceito de uma Tefilá que levará muito tempo para ser respondida. E como não estamos acostumados com isso, acabamos a tratando levianamente. Isso é um erro. Nenhuma Tefilá jamais é "em vão". Pode ser que não ajude em determinado tempo ou lugar, mas todas as Tefilót sobem ao céu e, em algum momento e lugar, terão efeito.
 
Além das necessidades particulares, não podemos esquecer de pedir nestes dias também pelo povo judeu. Quando vemos o mundo contra o povo judeu, enquanto países árabes falam abertamente em aniquilar Israel, precisamos implorar pela Misericórdia de D'us para que nossos inimigos não atinjam seus objetivos. Não é preciso muita imaginação para se perguntar "o que pode dar errado?", basta ver os jornais e escutar as notícias.
 
Mas o principal pedido deve ser para que possamos "voltar para casa", o que somente ocorrerá após a vinda do Mashiach. Mas por que ele está demorando tanto? A resposta está em um versículo interessante. Certa vez, David não compareceu a uma refeição de Rosh Chodesh na casa de Shaul HaMelech. O rei então perguntou a Yonatan, seu filho: "Por que o filho de Yishai (David) não veio, nem ontem e nem hoje, ao pão (El HaLachem)?" (Shmuel I 20:27). Este versículo pode ser entendido de uma forma mais profunda: "Por que o filho de Yishai, isto é, o Mashiach, ainda não veio, nem ontem e nem hoje?". Se continuamos pedindo pela vinda do Mashiach, ano após ano, então por que ele não vem? A resposta é "El HaLechem", isto é, pois continuamos pedindo principalmente pão em nossos pedidos, isto é, nossas necessidades pessoais, ao invés de pedir pelo Mashiach. Não rezamos suficientemente pela vinda do Mashiach. Se o fizéssemos, nossas Tefilót já teriam sido atendidas também.
 
Devemos pedir tudo o que precisamos, mas sem nunca esquecer de pedir o principal: que possamos voltar para casa, para perto de D'us, para os Seus caminhos. Queremos voltar, e podemos ter a certeza de que Ele quer muito mais que voltemos. Ele está há quase dois mil anos esperando por isso. Só precisamos pedir de verdade. 

SHABAT SHALOM E GMAR CHATIMÁ TOVÁ 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

DESESPERO NÃO LEVA AO ARREPENDIMENTO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT NITZAVIM, VAYELECH 5784 E ROSH HASHANÁ 5785

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de
Camille bat Renée z"l    
Sr. Gabriel David ben Rachel zt"l 
Sr. Avraham ben Rivka Goldberg z"l  
  

--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHIÓT NITZAVIM E VAYELECH 5784



         São Paulo: 17h45                  Rio de Janeiro: 17h31 

Belo Horizonte: 17h32                  Jerusalém: 17h52
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
Ayn Tová
Ayn Tová

MENSAGEM DAS PARASHIÓT NITZAVIM E VAYELECH

ASSUNTOS DAS PARASHIÓT NIZAVIM E VAYELECH
NITZAVIM
  • Renovação do Pacto.
  • Advertência contra idolatria.
  • Arrependimento e Redenção.
  • A Torá é acessível a todos.
  • Livre-Arbítrio.

 
VAYELECH
  • Preparação para nova liderança.
  • Yehoshua.
  • Hakel e a leitura do Sefer Devarim pelo Rei de Israel.
  • Preparativos finais de Moshé.
  • A Torá é colocada como testemunha.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
PARASHIÓT NITZAVIM, VAYELECH 5784 E ROSH HASHANÁ 5785
DESESPERO NÃO LEVA AO ARREPENDIMENTO
 
Um judeu americano, chamado Shlomo Mordechai z"l, falecido há alguns anos, nasceu e foi criado na Rússia. Ele teve uma história de vida muito difícil. Apesar de ter sido criado em um lar religioso, infelizmente ele ficou órfão aos 7 anos. Além disso, quando Shlomo ainda era muito jovem, ele foi convocado para o exército russo, o que causou com que se afastasse completamente da Torá e das Mitzvót.
 
Quando começou a Primeira Guerra Mundial, houve uma grande escassez de comida. Porém, para Shlomo, conseguir comida não era algo tão difícil, pois quando os soldados russos invadiam uma cidade, pegavam o que queriam de comida e provisões nas casas e lojas.
 
Certa vez, a tropa à qual Shlomo pertencia conquistou uma pequena cidade. Shlomo entrou em uma padaria e pegou vários pães. Um pouco depois, enquanto caminhava pelas ruas da cidade, percebeu que havia uma Mezuzá na porta de uma pequena casa. Ele bateu na porta, mas a dona da casa, vendo que era um soldado russo, ficou com medo e não quis abrir. Ele continuou batendo, cada vez mais forte. Finalmente a dona da casa abriu, tremendo. Shlomo ofereceu a ela alguns de seus pães, mas ela se recusou a pegá-los. Ele insistiu que ela pegasse para alimentar sua família, mas a mulher recusou novamente. Finalmente, Shlomo disse a ela em ídiche:
 
- Me chamo Shlomo. Eu sou judeu. Eu quero fazer uma Mitzvá. Por favor, pegue estes pães.
 
- Como eu posso aceitar estes pães? - disse a mulher para Shlomo - Hoje é Pessach!
 
Shlomo ficou surpreso. "Hoje é Pessach? Eu não sabia. Que vergonha!". Naquele dia, Shlomo percebeu o quanto havia se desviado dos caminhos da Torá. Ele então fez uma promessa do fundo do coração: "D'us, se Você me tirar desta guerra vivo, eu prometo a Você que retornarei aos caminhos dos meus pais. Me tornarei novamente religioso, criarei minha família com Torá e serei um judeu religioso até o último dia da minha vida".
 
E assim foi. Shlomo sobreviveu à guerra, viajou para os Estados Unidos e viveu em West Hartford, Connecticut. Ele construiu uma linda família, viveu e morreu como um judeu religioso, cumpridor da Torá e das Mitzvót".
 
Quão incrível é a força de uma pessoa que, quando percebe o quanto afundou espiritualmente, decide se levantar e recomeçar ao invés de desistir. Esta é a força da Teshuvá.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Nitzavim (literalmente "De pé") e Vayelech (literalmente "E foi"). Estas duas Parashiót trazem os discursos do último dia de vida de Moshé Rabeinu, no qual ele completava 120 anos. A Parashá Nitzavim fala sobre a Mitzvá de Teshuvá e sobre o livre arbítrio, enquanto a Parashá Vayelech fala sobre alguns dos preparativos finais de Moshé antes do seu falecimento.
 
A Parashá Vayelech traz uma profecia sobre o que aconteceria ao povo judeu após a entrada deles na Terra de Israel: "E esta nação se levantará e se desviará atrás de deuses das nações da terra... e eles Me abandonarão e anularão Meu pacto... e Minha fúria queimará sobre eles... e Eu os abandonarei e ocultarei Minha face... e uma enorme quantidade de coisas ruins e sofrimentos cairá sobre eles" (Devarim 31:16-17). A previsão continua: "Não é porque D'us não está no meu meio que essses eventos terríveis aconteceram?".

 
Explica o Rav Yssocher Frand que o entendimento mais simples deste questionamento do povo judeu no final do versículo é uma aparente reação de Teshuvá do povo, o arrependimento pelas transgressões cometidas. Parece que eles entenderam que os sofrimentos recaíram sobre eles por terem se afastado de D'us. No entanto, o próximo versículo diz: "E Eu esconderei Meu rosto naquele dia por causa de todo o mal que eles fizeram, pois se voltaram para outros deuses" (Devarim 31:18). Se a reação do povo judeu tivesse sido apropriada, D'us não teria se ocultado. Portanto, neste questionamento do povo judeu há algum erro que desagradou a D'us. Que erro foi este?
 
A resposta está nas palavras de David HaMelech: "Com Você está o poder do perdão, para que Você seja temido" (Tehilim 130:4). Mas parece haver um problema lógico com este versículo. David HaMelech está associando o fato de D'us perdoar com o aumento do nosso temor a Ele. Porém, a lógica diz exatamente o contrário. Talvez o fato de D'us ter o poder do perdão é menos motivo para temê-Lo. Faz mais sentido temer um D'us implacável do que um D'us que perdoa! Então como entender o versículo?
 
O Rav Eliyahu Dessler zt"l (Império Russo, 1892 - Israel, 1953) explica que quando as pessoas se desesperam, elas perdem a esperança e o medo. Por exemplo, soldados antes de uma batalha sentem medo, pois eles não sabem o que os espera no campo de batalha. Entretanto, soldados no meio da batalha já não sentem mais medo. A situação é desesperadora e deixa a pessoa sem esperanças, pois não há nada que possa ser feito. O medo só é relevante quando há esperança de escapar e evitar uma situação, mas não quando uma situação é inevitável.
 
Portanto, se D'us não perdoasse, isto é, se não houvesse a possibilidade da Teshuvá, do conserto dos nossos erros, não haveria nada a temer durante os "Asseret Yemei Teshuvá", os 10 dias de arrependimento, que vão desde Rosh Hashaná até Yom Kipur, pois simplesmente não haveria mais o que fazer. Se a pessoa pensasse: "Eu transgredi e serei duramente punido, e não há nada que eu possa fazer sobre isso", ela automaticamente desistiria de tudo. Porém, como na prática "com Você está o poder do perdão", quando nos aproximamos de D'us da maneira correta podemos ser perdoados. É por isso que D'us deve ser temido.
 
O Rav Yehuda Arie Leib Alter zt"l (Polônia, 1847 - Alemanha, 1905), mais conhecido como Sfat Emet, diz que esse é o significado dos versículos da nossa Parashá. Quando problemas atingem uma pessoa e ela diz "porque D'us não está no meu meio esses eventos terríveis aconteceram", pode parecer uma atitude bonita, mas não é. Isso não é Teshuvá, é uma atitude de desespero que beira a desistência. Quando uma pessoa sente que caiu tanto que não tem mais volta, isso não é arrependimento, é o oposto da Teshuvá, pois é uma demonstração de desespero. A transgressão que desencadeou a resposta negativa adicional de D'us foi terem se declarado pessoas sem valor, desprovidos de espiritualidade ou sensibilidade religiosa através da expressão "D'us não está mais no meu meio". Nunca podemos perder a esperança. Mesmo alguém que caiu deve ter a vontade de se levantar, não de desistir.
 
Encontramos uma ideia semelhante no início da Parashá Nitzavim: "Vocês estão hoje de pé, todos vocês" (Devarim 29:9). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que o povo judeu havia acabado de ouvir 98 Maldições (na Parashá da semana passada, Ki Tavô) e eles ficaram "pálidos", pensando: "Como seremos capazes de sobreviver a estas Maldições?". Moshé então disse a eles: "Não se preocupem. Vocês deixaram D'us irritado antes e Ele os perdoou. Vocês estão aqui hoje, vivos. Vocês não serão destruídos. D'us os perdoará quando vocês cometerem transgressões no futuro, assim como Ele os perdoou pelas transgressões que vocês cometeram no passado".
 
Mas estas palavras de Moshé ao povo são difíceis de serem entendidas. Moshé estava se comportando de uma maneira contraditória. Um bom líder precisa às vezes colocar temor no seu povo. O temor é uma ferramenta importante para servirmos a D'us, e sem o temor não conseguimos vencer as nossas tentações para fazer o que é correto. Porém, Moshé parece ter estragado todo o temor que ele tinha conseguido colocar no coração do povo. Depois de os ter ameaçado com 98 maldições assustadoras, por que ele agora estava destruindo todo este efeito ao dizer que eles não precisavam se preocupar com isso?
 
A resposta é que Moshé estava nos ensinando que causar no povo um "despertar através do temor", algo necessário de tempos em tempos, não é fazer com que as pessoas se sintam angustiadas e sem esperança. Se Moshé tivesse causado este tipo de sentimentos negativos no povo, teria destruído todo o propósito. O objetivo de Moshé era trazer o povo de volta em Teshuvá, colocando neles o medo das consequências dos seus maus atos, mas também colocando no coração deles a esperança. Ele colocou no coração do povo o entendimento de que "embora eu tenha feito algo de errado no passado, minha situação pode ser corrigida". Ficar pálido, achando que "não há D'us no meu meio", é uma reação negativa, que não levará à Teshuvá, somente levará à desistência. Mas quando há esperança, consequentemente há o medo de perder a oportunidade.
 
Este conceito nos ajuda a nos prepararmos para a próxima parada do Calendário Judaico: Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, no qual todos os nossos atos passarão diante de D'us para serem analisados e julgados. Muitas pessoas se desesperam, pensando que fizeram tantos erros durante o ano que não há esperança de terem um bom julgamento. Mas isso não é temor a D'us, isso é o nosso Yetser Hará tentando nos fazer desistir de sermos pessoas melhores. Rosh Hashaná é um dia solene, um dia de temor a D'us, mas também um dia de esperança. De acordo com a Halachá, em Rosh Hashaná devemos vestir roupas de festa. Apesar de ser o dia do julgamento, temos a esperança de que D'us será misericordioso. Este é o sentimento com o qual devemos entrar em Rosh Hashaná. Por um lado, com o peso de sabermos que erramos muito durante o ano. Porém, por outro lado, com a esperança de que podemos melhorar, podemos consertar nossos erros. Esta visão positiva nos ajudará a termos um bom julgamento, para que todos possamos ser inscritos e selados em um ano de muita Brachá, saúde, sustento, crescimento espiritual e paz. 

SHABAT SHALOM E SHANÁ TOVÁ - QUE SEJAMOS INCRITOS E SELADOS NO LIVRO DA VIDA

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp