sexta-feira, 18 de outubro de 2019

AMOR E CONEXÃO - SHABAT SHALOM M@IL - SHEMINI ATSERET E SIMCHÁ TORÁ 5780

BS"D
Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

SHABAT CHOL HAMOED SUCÓT:

São Paulo: 17h52                  Rio de Janeiro: 17h39 
Belo Horizonte: 17h38                  Jerusalém: 17h28
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE

AMOR E CONEXÃO - SHEMINI ATSÉRET E SIMCHÁ TORÁ 5780 (18 de outubro de 2019)


Enquanto Michel esperava para pegar um amigo no aeroporto de Portland, ele teve uma experiência de vida incrível. Esforçando-se para localizar o seu amigo entre os passageiros que desembarcavam, ele observou um homem que vinha carregando duas malas. O homem correu para cumprimentar sua família. Primeiro ele apontou para seu filho do meio, de seis anos de idade, e deu um abraço longo e carinhoso. O pai então disse: "É tão bom ver você, meu filho. Eu estava tão longe. Quantas saudades eu senti!". Seu filho sorriu timidamente, desviou os olhos e respondeu baixinho: "Eu também, papai!". Então o homem se levantou, olhou nos olhos do seu filho mais velho, de nove anos e, enquanto acariciava o rosto dele, disse: "Você está cada vez maior. Eu te amo muito". Eles também se abraçaram carinhosamente.

Enquanto isso, uma menininha de pouco mais de um ano estava se agitando nos braços da mãe. O homem, com um largo sorriso, disse: "Olá, menininha!". Ele gentilmente pegou a criança no colo e deu um grande beijo em sua bochechinha rosada. A menina, muito feliz, deitou a cabeça no ombro dele, aconchegada. Após alguns momentos, ele olhou para sua esposa com um olhar apaixonado e disse baixinho: "Eu te amo tanto!" Era possível ver o rosto dos dois brilhando.

Pela idade dos filhos, Michel entendeu que eles não eram recém-casados. Sem conseguir conter a curiosidade, Michel perguntou há quanto tempo estavam casados. O homem respondeu que já eram 14 anos de casamento. Michel então perguntou por quanto tempo ele havia ficado ausente. A resposta o deixou espantado:

- Dois dias inteiros! - respondeu o homem.

- Dois dias? - perguntou Michel, espantado - Pela intensidade do reencontro, eu imaginei que você estivesse fora por semanas ou meses. Que lição de vida! Espero que meu casamento seja assim depois de 14 anos!

O homem então olhou diretamente nos olhos de Michel e disse algo que mudou sua vida:
 
- Não espere, amigo. Faça acontecer!"

Isto ocorre nos relacionamentos de amor com nossas famílias, mas também ocorre no nosso relacionamento com D'us. Não devemos esperar o amor acontecer, devemos fazer o amor acontecer.

Neste Shabat não lemos a Parashat Hashavua, pois ele coincide com a Festa de Sucót, a "Época da alegria". E no domingo de noite (20 de outubro) começaremos a comemorar uma nova Festa Judaica: Shemini Atseret, que literalmente significa "O oitavo, o dia da parada". Este nome incomum marca uma das principais características desta Festa. Após sete dias de Sucót, uma "Festa Universal", na qual oferecemos Korbanót (sacrifícios) por todos os povos do mundo, D'us nos comandou ficarmos perto Dele por mais um dia. Shemini Atseret é uma Festa independente, e a prova disso é que recitamos a Brachá de "Shehecheianu". Porém, não se pode negar que Shemini Atseret, como seu próprio nome indica, está conectado com os sete dias de Sucót. Isto significa que as obrigações de  alegria de Sucót também se aplicam a Shemini Atseret, já que ela também é chamada de "Zman Simchatenu" (A época da nossa alegria).

Shemini Atseret também se mescla com uma comemoração estabelecida pelos nossos sábios para o término do ciclo anual de leitura da Torá: a Festa de Simchá Torá. É um dia de muita alegria, no qual dançamos com o Sefer Torá. Fora de Israel, onde comemoramos dois dias de Shemini Atseret, Simchá Torá é comemorado no segundo dia. Mas por que nossos sábios juntaram a Festa de Shemini Atseret com a Festa de Simchá Torá?

Apesar de todos já terem escutado da Festa de Simchá Torá, poucos conhecem a Festa de Shemini Atseret. Por que? Talvez pelo fato dela não envolver nenhum ritual, como tocar Shofar, comer Matzá, acender 8 velas ou balançar os Arbat Haminim (4 espécies). Mas, na verdade, Shemini Atseret deveria ser uma das Festas mais celebradas do calendário judaico. Apesar de não ter nenhum dos famosos rituais que marcam outras datas judaicas, esta Festa é caracterizada por dois temas que são fundamentais para o judaísmo: o nosso relacionamento com D'us e o sentimento de alegria que esta proximidade deve despertar em nós.

Um dos princípios básicos da Torá é que devemos servir a D'us com alegria. O entendimento de que a Torá e seus mandamentos servem de interface entre o Infinito e o mundo finito que D'us criou dá ao nosso Serviço Divino propósito e entusiasmo. Quando a pessoa percebe que ao realizar qualquer Mitzvá ela se conecta com o Infinito, ela deixará de ver a Torá como um peso e passará a vê-la como um privilégio. A Mitzvá que nos ordena servir a D'us com alegria não é uma imposição sobre nossas emoções, mas uma consequência da percepção do propósito supremo da Torá.

Infelizmente, muitas vezes nós só vamos ao "palácio do Rei" quando precisamos algo Dele ou em momentos críticos do ano, quando Ele nos "convoca". Mas, após receber aquilo que queríamos ou depois de terminada a "convocação", deixamos o Palácio Real e não nos sentimos tristes por fazê-lo. Mas para o Rei, que também é Pai, cada dia que Seus filhos vêm visitá-Lo é motivo de grande alegria. Assim sendo, quando estamos prestes a deixá-Lo, Ele nos pede para ficarmos ao Seu lado mais um dia. Neste dia adicional, não temos que realizar nenhuma Mitzvá específica. Tudo o que temos que fazer é nos alegrarmos com o nosso Pai, falando com Ele através das nossas Tefilót, ouvindo-O através do nosso estudo da Torá e participando de Seudót que sirvam para aumentar nossa alegria, fortalecendo nossa ligação com D'us.

No judaísmo, o número sete representa um ciclo natural. D'us criou o mundo em sete dias. A semana, que é um ciclo básico e fixo de tempo, é composta de sete dias. Muitas Mitzvót estão associadas ao número sete: o Shabat, a Shmitá (Ano Sabático), as Sheva Berachót (sete Brachót do casamento), entre outros. E o que representa o número oito? Aquilo que está acima do natural, o sobrenatural. Chanucá, por exemplo, é celebrado durante oito dias, por causa do milagre sobrenatural do azeite. De modo similar, o Brit Milá ocorre no oitavo dia do nascimento, pois simboliza a conexão sobrenatural entre os judeus e D'us. Shemini Atseret é a única Festa da Torá associada ao número oito, já que Pessach  e Sucót duram apenas 7 dias. Shemini Atseret nos ensina, assim como o Brit Milá, que nossa conexão com D'us transcende todas as limitações.

Os dois temas ligados a Shemini Atseret, a alegria e a conexão sobrenatural do povo judeu com D'us, caminham juntas. A alegria rompe todas as fronteiras e permite que a pessoa transcenda todos os obstáculos do mundo natural e atinja objetivos sublimes, nos âmbitos material e espiritual. Quando surge um obstáculo em nossas vidas, não devemos nos rastejar por baixo dele, e sim saltar por cima dele. Este conceito, de pular por cima dos obstáculos, é o que Shemini Atseret nos transmite. Por força da nossa alma e da nossa conexão com D'us, temos o poder de transcender o mundo natural e todos os seus limites. Quando servimos a D'us com alegria, conseguimos saltar os obstáculos. Foi por isso que nossos sábios decidiram que Shemini Atseret seria o dia propício para comemorarmos o fim do ciclo de leitura anual da Torá.

O número oito também simboliza a perfeição. O Brit Milá é o ato de "completar" e embutir o potencial de perfeição no ser humano. Outro significado de "Atseret" é "reter", isto é, reter algo para levá-lo ao seu estado de perfeição. Shemini Atseret significa, portanto, o oitavo dia, o dia adicional que leva os sete dias de Sucót ao seu estado de perfeição.

Shemini Atseret, diferentemente de outras Festas, não possui um ritual especial, exceto a alegria. Em Sucót está escrito: "E estará somente alegre" (Devarim 16:15). Este versículo não é apenas uma Mitzvá, mas também uma promessa Divina: se cumprirmos as Mitzvót com alegria, teremos a garantia de uma alegria eterna. Se isto vale para Sucót, mais ainda para Shemini Atseret.

Outro significado do termo Atseret é "encerramento". Shemini Atseret é a conclusão do ciclo de Festas da Torá, iniciado em Pessach. As Festas da Torá revivem eventos do passado do povo judeu: Pessach revive nossa libertação da escravidão egípcia, Shavuot revive a entrega da Torá no Monte Sinai e Sucót revive os 40 anos em que os judeus vagaram pelo deserto sob a proteção da sombra de D'us. Shemini Atseret celebra um evento futuro, o mais esperado pela humanidade: o "Yom Shekulo Tov", o dia em que tudo será bom, para toda a eternidade.
 
A alegria é essencial para todas as Mitzvót e Festividades, mas ela deve acompanhar em especial as Festas de Sucót e Shemini Atseret. A alegria de Shemini Atseret é alcançada quando refletimos sobre o significado desta Festa. Passamos muitos dias perto do Rei em Seu palácio. Desde o mês de Elul, passando pelos dias de santidade de Rosh Hashaná e Yom Kipur e atingindo seu auge na semana de Sucót, na qual passamos um tempo com o Rei na Sucá, Seu palácio. Depois de tudo isso, é difícil ir embora e voltar para a "vida normal". Por isso, D'us nos deu um dia a mais, Shemini Atseret, para que possamos ficar um pouquinho mais em Sua Presença. Que a alegria e a inspiração de Shemini Atseret e Simchá Torá inspirem o povo judeu a servir a D'us com alegria ao longo de todo o ano, fortalecendo, assim, nossa conexão com D'us e Sua Torá.
 

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

A FONTE DA NOSSA ALEGRIA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT HAAZINU E SUCÓT 5780

BS"D
Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT HAAZINU 5779:

São Paulo: 17h450                 Rio de Janeiro: 17h36 
Belo Horizonte: 17h36                  Jerusalém: 17h36
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DE SUCÓT

Pedro era um garoto esperto. Gostava de fazer perguntas difíceis, que davam um nó na cabeça dos adultos. Certa vez, ele fez uma pergunta realmente difícil:
 
- Pai, qual é o tamanho de D'us?

O pai ficou confuso. Era algo profundo para alguém da idade de Pedro perguntar. Como ele responderia de forma que o menino entendesse? Ao olhar para o céu, viu que naquele momento passava um avião. Ele então teve uma ideia genial. Apontando para o avião no céu, ele perguntou ao filho:

- Que tamanho tem aquele avião?

Pedro respondeu que o avião era muito pequeno, quase não dava para vê-lo. Então o pai levou Pedro a um aeroporto e, ao chegar perto de um avião, perguntou:

- E qual é o tamanho deste avião?

- Uau, pai, esse é enorme! - disse Pedro, com os olhos arregalados - Não parece com aquele avião pequeno que vimos voando há algum tempo!
 
- Esta é a resposta para a sua pergunta, meu querido - disse o pai - Assim também é D'us: o tamanho vai depender da distância que você estiver Dele. Quanto mais perto você estiver Dele, maior Ele será na sua vida.

Nesta semana lemos a Parashat Haazinu (literalmente "Que escute"), que traz um cântico de Moshé expressando o reconhecimento da total harmonia da Criação Divina. E este reconhecimento se conecta com a nossa próxima parada no Calendário Judaico. No próximo domingo de noite (13 de outubro) começaremos a reviver a Festa de Sucót, também conhecida como "Zman Simchateinu" (A época da nossa alegria). Mas por que justamente esta festa é associada com a alegria? Além disso, saímos de Rosh Hashaná, uma época de Din (Julgamento), passamos por Yom Kipur, uma época de Kapará (expiação dos nossos erros) e Tahará (purificação) e, finalmente, chegamos a Sucót, a época de Simchá (alegria). A proximidade entre as três festas nos traz um ensinamento muito importante e profundo: não pode haver Simchá verdadeira sem passar pelo Din, pela Kapará e pela Tahará. Como o julgamento e a limpeza espiritual se conectam com a alegria?

A resposta está na primeira Festa do Calendário Judaico, Pessach, a data que marca a saída do Egito. O Egito era uma manifestação de uma sociedade idólatra, odiada por D'us e apenas esperando para ser julgada e destruída. Mas por que este tinha que ser o berço para o surgimento do povo judeu? E por que o primeiro destino depois de deixarmos o Egito, a caminho do Monte Sinai, foi um local chamado Sucót?

A palavra Mitzraim, "Egito", também significa "limites", isto é, aquilo que restringe. A explicação mais simples é que Mitzraim foi o lugar da escravidão física e espiritual do povo judeu. Porém, há um entendimento mais profundo. Talvez o que mais limitava o Egito era sua visão distorcida da realidade. Muitas vezes as vontades humanas entram em conflito com a "vontade Divina". A obediência parece uma submissão que causa perda de liberdade. Não acreditar em D'us pode representar a liberdade, a fuga do peso das regras. Assim se comportavam os egípcios, e assim se comportam as sociedades que querem se afastar de D'us.

Mas o que pode não ser tão óbvio é que essa filosofia da "libertar-se de D'us" também é uma forma de limitação. Ironicamente, esta noção da "liberdade", portanto, não é uma liberdade verdadeira, é um aprisionamento. Por exemplo, se você pegar uma peça de roupa e remover os fios que prendem suas diversas partes, a peça se desfaz. A roupa, que com suas partes unificadas proporcionava cobertura e calor, torna-se uma massa de pedaços individuais com pouco ou nenhum significado. Isto representa a negação da realização do potencial da roupa. O mesmo vale para o "tecido da Criação". Se removermos a existência de D'us, removeremos o "fio" que une os aparentemente infinitos fragmentos individuais da história e que os transformam em um tecido coerente e significativo. A consciência de que D'us existe é o entendimento de que toda pessoa, todo ato, toda célula, tudo faz parte do mesmo universo e tudo se conecta. É o entendimento de que não podemos fazer absolutamente nenhum ato sem impactar na Criação e sem afetar o destino do mundo.
 
Além disso, a consciência da existência de D'us é o entendimento de que tudo é possível, é o conhecimento da extensão do nosso próprio potencial, que está muito além do que percebemos. Aquele que não acredita em D'us é livre para vagar pela terra, mas aquele que tem a consciência de D'us é livre para alcançar além das estrelas, como Avraham, conforme está escrito "[D'us] então levou [Avraham] para fora e disse: "Olhe para o céu e conte as estrelas. Veja se você pode contá-las" (Bereshit 15: 5). D'us estava dizendo: "Avraham, Eu fiz este universo, que está além da sua compreensão. Se Eu o mantenho a cada instante, se sou Eu quem cria cada potencial e permite sua realização, será que Eu não posso te dar um filho em sua velhice? Eu não posso fazer o que Eu quiser, sem limites?". Avraham, na época, acreditava apenas no que sua experiência de vida e seus cinco sentidos podiam experimentar. Por isso, ele questionava: "Poderia um homem de 99 anos ter um filho? Isso já aconteceu antes?" A resposta de D'us foi: "Olhe além da realidade física, veja o infinito, veja que existe um potencial além do que você percebe com seus sentidos. Saiba que seu potencial está lá fora, esperando para ser cumprido de acordo com a Minha vontade, pois eu sou D'us, ilimitado em possibilidades".

Aquele que acredita que a vida e o sucesso são frutos do acaso é muito limitado no que pode realizar. Como resultado, a pessoa se torna egoísta, porque acha que tudo depende apenas dela mesma. Ela acaba escolhendo a rota mais segura e com menos riscos. E, normalmente, a realização é algo arriscado, enquanto o conforto é seguro. Desta maneira, a limitação acaba se tornando uma escolha de vida. Assim, pouco a pouco, o mundo se transforma em um lugar desprovido de alegria. A miséria infligida pela sociedade egípcia representa muito mais do que apenas a dor física, representa a ausência de alegria. Os egípcios não acreditavam em D'us, nem em possibilidades ilimitadas, apenas acreditavam em conforto. Eles não acreditavam em milagres, e aprenderam que eles existiam da maneira mais dolorosa. Os egípcios viam qualquer realização ambiciosa como um risco e, por isso, em busca de segurança, afundaram cada vez mais, até morrerem espiritualmente.

Muitos judeus que acreditavam no mesmo modo de vida morreram na nona praga. O restante precisou ser levado para fora do Egito, para olhar as estrelas, contá-las e receber a mesma lição de Avraham, de que a consciência de D'us nos faz acreditar em todas as possibilidades, pois D'us pode fazer o que quiser. E a realização do nosso potencial, o entendimento de que tudo é possível, é o que cria alegria. Após D'us avisar a Avraham que ele seria pai aos 99 anos, está escrito: "Avraham atirou-se sobre sua face e riu" (Bereshit 17:15,17). Esta é a alegria criada pelo entendimento de que não somos limitados.

O lugar mais lógico para a primeira parada depois de deixar o Egito era um local que os ajudaria a acreditar em um potencial que estava além dos cinco sentidos. Sucót deveria ensinar-lhes a realidade dessa verdade, libertá-los da verdadeira escravidão imposta pelo Egito: o pensamento restrito, tendo como consequência o comodismo. Rosh Hashaná e Yom Kipur precedem Sucót. O Din nos reconecta com a Fonte de todo o potencial. Ao nos esforçarmos para atingir a Kapará, solidificamos nosso compromisso de usá-lo, enquanto a Tahará garante sua realização. Sucót comemora tudo isso. Chegamos a Sucót repletos de uma sensação de liberdade, uma sensação de que podemos atingir o nosso potencial. Esta é a alegria real e duradoura.

Um aspecto da Sucá, a cabana que habitamos durante os sete dias de Sucót, é que ela representa as "Nuvens da Glória" com as quais D'us envolveu o povo judeu e o protegeu dos perigosos do deserto. As Nuvens eram mérito de Aharon HaCohen, alguém que amava e perseguia a paz. Há, portanto, uma conexão entre a paz, as Nuvens e a Sucá. E assim dizemos na reza de Arvit: "E espalhe sobre nós a Sucá da Sua paz". A qualidade principal de Aharon, crucial para seu papel de Cohen Gadol, era sua falta de egoísmo. Ele era um homem completo, sentindo como se não tivesse necessidades pessoais, concentrando-se nas necessidades dos outros. Ele era um homem espiritual, desapegado do mundo físico, "feliz com a sua parte". Como Aharon construiu esta característica? Ele acreditava que o que ele tinha na vida era o que D'us queria que ele tivesse. Se D'us desejasse que ele tivesse mais ou menos, assim Ele o ordenaria. Portanto, como podemos nos preocupar conosco quando outros têm necessidades que parecem não ser satisfeitas? Isso faz parte de estarmos felizes com o que temos.

Além disso, quando reconhecemos e acreditamos totalmente na justiça de D'us, isto é, sabemos que Ele controla tudo e todos, isto cria a paz. A paz dentro de nós mesmos e a paz com os outros. O que alguém nos dá ou tira de nós acontece como uma expressão da vontade Divina. Esta é a lição que Aharon ensinou ao povo: D'us está aqui, cuidando de você. Ele conhece suas necessidades e dá a você o que você precisa o tempo todo. A "Sucá da paz" vem todos os anos fortalecer este ensinamento. Não se preocupe demais, confie em D'us e veja a possibilidade ilimitada que está à sua frente.

O Din ensina sobre nosso potencial ilimitado, pois lembramos que D'us, o Criador e Juiz do nosso potencial, é ilimitado. A Kapará nos desperta para a urgência de cumpri-lo e nos esforçarmos o máximo que pudermos. A Tahara nos transforma e nos ajuda a chegarmos ao sucesso. E a Simchá vem como o combustível, para alimentar nossa vontade de crescer e nos colocar no nosso caminho para a grandeza espiritual.

 
SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp