Mostrando postagens com marcador Inveja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inveja. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

DESPERTANDO NOSSOS IRMÃOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAIESHEV E CHANUKA 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 
Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHAT VAIESHEV 5786



         São Paulo: 18h27                 Rio de Janeiro: 18h13

Belo Horizonte: 18h09                  Jerusalém: 15h56
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ASSUNTOS DA PARASHAT VAIESHEV
  • Yaacov se assentou em Eretz Knaan.
  • Yossef fala mal dos irmãos.
  • 2 sonhos de Yossef: trigos e estrelas.
  • Yossef sai para procurar seus irmãos, a pedido de Yaacov, e encontra homem no caminho.
  • Irmãos de Yossef querem matá-lo.
  • Por sugestão de Reuven, Yossef é jogado no poço.
  • Reuven se ausenta.
  • Por sugestão de Yehudá, Yossef é vendido como escravo e levado ao Egito em caravana de especiarias.
  • Yehudá e Tamar.
  • Yossef é vendido ao Potifar.
  • A esposa do Potifar e a tentação de Yossef.
  • Yossef é enviado para a prisão.
  • Yossef interpreta os sonhos dos dois prisioneiros.
  • A interpretação de Yossef se cumpre.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

DESPERTANDO NOSSOS IRMÃOS - PARASHAT VAIESHEV E CHANUKA 5786 (12/dez/25)

O Rav Yitzchak Fanger shlita, famoso palestrante israelense, nasceu em uma família muito afastada da Torá. Ao acabar o serviço militar em Israel, decidiu estudar Reiki, uma técnica japonesa de cura. Viajou para a Índia, teve muito sucesso, ganhou muito dinheiro, mas um vazio existencial o fez voltar a Israel. Começou a estudar Torá até fazer Teshuvá completa, mas ficou desorientado quando descobriu que sua especialidade estava associada à idolatria. Foi se aconselhar com o Rav Yitzchak Zilberstein shlita, que lhe contou uma história triste, sobre um sobrevivente do Holocausto que o visitava todo ano em um dia específico, para chorar a perda de seus parentes. Quando perguntado sobre o motivo pelo qual ele sempre escolhia aquele dia específico, o homem contou:
 
- Perdi minha família no começo da guerra e só havia me restado meu irmão mais velho. Eu e ele fazíamos trabalhos forçados diariamente em um Campo de Concentração. Certa noite, tivemos que trabalhar até às 4h00. Estávamos exaustos, mas sabíamos que precisávamos estar de pé às 5h00 para a chamada ou seria o nosso fim. Achei muito arriscado ir dormir, mas meu irmão já não tinha mais forças e pediu que eu o acordasse em 45 minutos. Pouco depois, um nazista me forçou a fazer um trabalho. Fiquei tão concentrado que esqueci de acordar o meu irmão. Depois da chamada, fui para o barracão onde dormíamos e descobri que ele havia sido assassinado. Gritei angustiado: "Por que não acordei meu irmão?". Todo ano, no Yortzeit dele, essa lembrança me assombra.
 
- D'us te despertou e salvou sua vida - concluiu o Rav Zilberstein, olhando nos olhos do Rav Fanger - mas ainda há muitos irmãos adormecidos, que não sabem nada sobre o judaísmo. Você tem talento e carisma. Você quer que, depois de 120 anos, seus irmãos lhe perguntem por que você não os despertou? Você deve dedicar sua vida para disseminar a Torá e acordar seus irmãos adormecidos.
 
O Rav Fanger aceitou o conselho e, há anos, dedica-se a ensinar Torá pelo mundo. Dezenas de milhares de pessoas escutam suas aulas. Este foi o segundo despertar do Rav Fanger.

 
Nesta semana lemos a Parashat Vaieshev (literalmente "E se estabeleceu"), que começa a descrever com detalhes a descendência de Yaacov, em especial a história de seu filho preferido, Yossef. Justamente por ser o filho preferido, Yossef despertou a inveja de seus irmãos, que começaram a odiá-lo. Certa vez Yaacov pediu para que Yossef procurasse seus irmãos, que estavam pastoreando. Ao ver Yossef vindo, os irmãos tramaram matá-lo, por enxergá-lo como uma ameaça à estabilidade da família. Por sugestão de Reuven, eles mudaram de ideia e decidiram jogá-lo em um poço. Finalmente, o venderam como escravo para uma caravana que se dirigia ao Egito.

Na continuação, o versículo diz algo surpreendente: "E Reuven voltou ao poço, e eis que Yossef não estava no poço! Então ele rasgou suas roupas" (Bereshit 37:29). Mas se durante todo o episódio Reuven estava junto com seus irmãos, e inclusive foi dele a ideia de jogar Yossef no poço, com intenção de salvá-lo mais tarde, como ele não sabia que Yossef não estava mais no poço? Onde ele estava quando Yossef foi vendido aos comerciantes?
 
Rashi explica que realmente Reuven não estava presente naquele momento, e traz dois motivos. O primeiro é que os irmãos se revezavam para cuidar do pai. Naquele dia era a vez de Reuven e, por isso, ele havia voltado para casa. Já de acordo com a segunda explicação, Reuven não estava presente pois estava isolado dos irmãos, vestindo roupas de saco e jejuando, em arrependimento pelo episódio de ter mudado a cama de seu pai de tenda, que foi descrito na Parashá Vaishlach (Bereshit 35:22). A cama de Yaacov ficava fixa na tenda de Rachel. Quando Rachel faleceu, Reuven tinha certeza que Yaacov moveria sua cama para a tenda de sua mãe, Lea. Porém, Yaacov tinha outros planos e mudou sua cama para a tenda de Bilá, a serva de Rachel. Reuven considerou aquela atitude do pai humilhante demais para sua mãe suportar. Em um momento de zelo e ímpeto, ele moveu por conta própria a cama do pai para a tenda de Lea, algo grave, uma interferência nos assuntos íntimos dele.
 
Entretanto, se fizermos as contas, descobriremos que o erro de Reuven havia acontecido há muitos anos, pouco depois da morte de Rachel. Ela faleceu quando Yossef tinha aproximadamente oito anos. Se Yossef agora tinha dezessete anos, o erro de Reuven havia acontecido há quase dez anos! Por que Reuven decidiu que precisava fazer Teshuvá naquele momento, tanto tempo depois? O que o motivou?
 
Explica o Rav Yssocher Frand shlita que todos nós estamos sujeitos aos interesses pessoais, chamados "Neguiót". Não enxergamos as situações de forma reta e objetiva, pois estamos sempre influenciados pelos desejos e vontades. Os irmãos odiavam Yossef pensando que tinham motivos justificáveis, mas na prática o odiavam pois sentiam inveja. A inveja distorce a perspectiva de uma pessoa, como ensinam os nossos sábios "Rabi Elazar HaKapar dizia: a inveja, o desejo e a honra tiram a pessoa do mundo" (Avót 4:22). A pessoa deixa de enxergar a realidade, pois está tão obcecada com seu ciúme que perde a capacidade de ver os fatos claramente.
 
Porém, diferente dos seus irmãos, Reuven ficou com "um pé atrás" em relação à trama de matar Yossef. Justamente por ser o primogênito, ele pensou: "Se algo acontecer a Yossef, meu pai me responsabilizará". Esse medo acabou despertando-o e freando sua inveja. Assim, ele foi capaz de enxergar os fatos como realmente eram. Ele reconheceu que Yossef não era um perverso que estava tramando roubar a primogenitura. Yossef era um Tzadik, uma pessoa pura. Reuven percebeu como as Neguiót de seus irmãos, por causa da inveja, distorceram completamente a visão deles, impedindo-os de enxergar a verdade.
 
De repente, Reuven teve uma claridade súbita e pensou: "Assim como a inveja afeta a perspectiva deles e não os deixa ver a situação da forma correta, também quando eu protestei contra meu pai, aquilo veio de um sentimento de ciúme pela minha mãe. Agora percebo que meu ciúme e minha preocupação com a honra da minha mãe distorceram minha perspectiva e me levaram a agir de forma imprópria e a fazer algo que não era correto". Naquele momento, Reuven compreendeu profundamente o quanto a inveja e as emoções associadas afetam a visão que a pessoa tem da realidade. Assim como seus irmãos estavam completamente errados em relação à Yossef, ele entendeu que também estava completamente errado em relação à atitude do pai. Essa percepção levou Reuven à Teshuvá completa naquele momento, pois foi quando ele realmente percebeu que havia errado.
 
Esse despertar, que nos permite enxergar nossos erros e corrigi-los, se conecta com a nossa próxima parada no Calendário judaico: a Festa de Chanuka, que começaremos a reviver na noite do próximo domingo (14/dez/25). Em Chanuka revivemos dois grandes milagres que aconteceram aos nossos antepassados. Um milagre foi a improvável vitória militar contra os gregos, o maior império da época. O outro milagre foi o único pote de azeite puro encontrado no Beit Hamikdash, suficiente para manter a Menorá acesa por apenas um único dia, ter durado milagrosamente oito dias.
 
Porém, se havia azeite para um dia, e ele durou oito dias, significa que foram apenas sete dias de milagre. Então por que comemoramos oito dias? Explicam os nossos sábios que após tantos anos de dominação dos gregos e decretos cada vez mais pesados, proibindo o estudo de Torá e a prática das Mitzvót, foi um grande milagre os judeus não terem desistido. Este é o milagre que comemoramos no primeiro dia de Chanuka.
 
O que os fez os judeus despertarem e se rebelarem contra os gregos, não aceitando mais suas imposições e decretos? Tudo começou em Modiin, a cidade onde vivia Matityahu, o Cohen Gadol. O rei dos gregos, Antiochos, decretou que todas as cidades judaicas deveriam montar altares gregos para que os judeus sacrificassem porcos. Um oficial do rei percorria cidade por cidade, exigindo o cumprimento da lei. Quando chegou a Modiin, Matityahu, o líder espiritual da cidade, foi intimado, por ser um homem respeitado. Foi prometido a ele ouro, uma posição de autoridade e o título de "amigo do rei" caso obedecesse. Matityahu respondeu com firmeza: "Eu e meus filhos jamais abandonaremos a Torá nem ofereceremos sacrifícios aos seus ídolos!".
 
Na cidade havia um judeu helenista, rico, influente e ambicioso, que queria ganhar o favor dos gregos. Ele correu para o altar montado pelos gregos e, diante de toda a cidade, agarrou o porco para oferecê-lo como sacrifício. Ele disse: "Se Matityahu não quer cumprir a ordem do rei, eu o farei". Para os que estavam presentes foi um grande choque ver um judeu subir ao altar com um porco. Matityahu foi tomado por um zelo ardente. Ele gritou: "Assim, não!  Não em nossa cidade!". Ele correu para o altar e ali mesmo matou o judeu helenista e o oficial grego. Além disso, ele também destruiu o altar idólatra. Matityahu então se voltou para o povo e proclamou: "Quem for zeloso por D'us e quer proteger a sagrada Torá, venho comigo!". Foi um chamado que ecoou por toda a Terra de Israel. Ele fugiu imediatamente para as montanhas, levando consigo seus cinco filhos: Yehuda, Shimon, Yonatan, Elazar e Yochanan. Eles formaram o primeiro grupo de guerrilha, que iniciaria a revolta dos Macabim.
 
Por que tudo começou? Não foi o decreto dos gregos, nem a proibição das Mitzvót e nem o ataque ao Templo Sagrado. Foi o momento em que um judeu se dispôs a sacrificar um porco para agradar os inimigos. Foi a sensação de responsabilidade, a obrigação de despertar seus irmãos, que os fez levantar e lutar.
 
Aquela batalha contra os gregos foi vencida, mas a guerra contra o comodismo, a assimilação e o abandono da Torá continua. Devemos fazer como Reuven, isto é, despertar através da reflexão, para que D'us não tenha que nos despertar através dos sofrimentos, como aconteceu através da dominação grega. Que Chanuka possa nos ajudar a despertar, primeiro a nós mesmos, e nos inspire a despertarmos também os nossos irmãos. 

SHABAT SHALOM E CHANUKA SAMEACH

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 22 de março de 2024

A INVEJA E A MÃO DE D’US - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ E PURIM 5784

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Sr. Gabriel David ben Rachel zt"l 

--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ VAYIKRÁ 5784



         São Paulo: 17h53                  Rio de Janeiro: 17h40 

Belo Horizonte: 17h42                  Jerusalém: 17h16
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify

MENSAGEM DE PURIM

ASSUNTOS DA PARASHÁ VAYIKRÁ
  • D'us chama Moshé
  • D'us ensina a Moshé as regras gerais dos Korbanót
  • Korban de gado, rebanho e pássaros (Olá)
  • Oferenda de farinha - Oblação (Minchá).
  • Oferenda cozida, da frigideira, frita na panela.
  • Pacto de sal
  • Oferendas de Pazes de gado, rebanho e cabras (Shelamim).
  • Oferendas de Pecado para o Cohen Gadol, Comunidade, Rei, Indivíduos comuns (Chatat).
  • Cordeiros como Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Oferenda de Culpa Ajustável (Ole VeIored).
  • Oblação por Culpa (Chatat).
  • Sacrifício da Malversação.
  • Oferenda por Culpa Questionável (Asham Talui).
  • Oferendas por Desonestidade.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
A INVEJA E A MÃO DE D'US - PARASHÁ VAYIKRÁ E PURIM 5784 (15/mar/24)
 
O Rav Menachem Nachum Twersky zt"l (Ucrânia, 1730, Polônia, 1787), mais conhecido como "Rebe de Chernobyl", teve uma infância traumática e continuou passando por muitas dificuldades ao longo de sua vida. Quando criança, ele ficou órfão de pai e mãe, e acabou sendo criado por seus tios, que também não tinham muitas condições financeiras. Ser órfão já era uma tragédia, mas para piorar a situação, ele foi muito maltratado na casa dos seus tios.
 
Por exemplo, certa vez sua tia serviu torradas com uma pasta de queijo para os filhos, mas para o pequeno Menachem ela deu apenas torradas secas. O pequeno Menachem reclamou que ele também queria queijo, e por isso sua tia o trancou de castigo em um quarto. O pequeno Menachem estava inconformado. De repente, ele viu no canto do quarto um balde que estava cheio de uma pasta branca. Ele achou que era queijo, e mesmo sem pedir permissão, colocou um pouco na sua torrada. Mas, ao provar, ele não conseguiu mais comer a torrada e acabou jogando tudo fora, pois o gosto era muito ruim. Mais tarde ele acabou descobrindo que a pasta branca era cimento.
 
Essa experiência ensinou ao Rav Menachem algo muito valioso, que ele guardou por toda a sua vida: quando alguém tenta pegar o que não é seu, acaba também perdendo o que por direito seria seu.

Nesta semana lemos a Parashá Vayikrá, iniciando o terceiro Livro da Torá. Neste Livro, Torá começa a ensinar muitos conceitos sobre santidade, pureza e impureza espiritual. A Parashá Vayikrá fala principalmente dos Korbanót, a principal forma de servirmos e nos aproximarmos de D'us. Neste Shabat também lemos a Parashá Zachor, para cumprirmos a Mitzvá da Torá de lembrarmos o que Amalek nos fez, quando nos atacou de forma covarde no deserto, para tentar nos "esfriar" espiritualmente. Com a Parashá Zachor lembramos da Mitzvá de exterminar a lembrança de Amalek do mundo, pois Amalek representa todo o mal e a escuridão.
 
E no Motsei Shabat (23/mar/24) começaremos a reviver a próxima Festa do Calendário Judaico: Purim, uma festa muito alegre, na qual comemos, bebemos e dançamos com muita alegria, revivendo a milagrosa salvação do povo judeu na época de Mordechai e Esther, pouco antes da reconstrução do Segundo Templo Sagrado, durante o exílio Persa. D'us nos salvou do decreto de um homem do povo de Amalek, Haman, o primeiro ministro do rei Achashverosh, que queria exterminar todo o povo judeu, homens, mulheres e crianças, em um único dia.
 
A Meguilat Esther, livro no qual toda a história de Purim foi registrada, é extremamente profunda. Inclusive, se prestarmos atenção nos detalhes, perceberemos que surgem muitos questionamentos. Por exemplo, a Meguilá começa contando sobre um banquete oferecido pelo rei Achashverosh, governante da Pérsia, como está escrito: "No terceiro ano do seu reinado, ele fez um banquete para todos os seus oficiais..." (Esther 1:3). Qual era o motivo deste banquete? Havia uma profecia de Yirmiahu HaNavi, de que o exílio do povo judeu duraria 70 anos e que depois o Templo Sagrado seria reconstruído e o povo judeu voltaria para a Terra de Israel. De acordo com os cálculos de Achashverosh, o septuagésimo ano do exílio judeu passou sem consequências, acabando assim com o medo de uma libertação judaica. Achashverosh celebrou essa ocasião com um banquete luxuoso, exibindo os utensílios sagrados saqueados do Templo Sagrado pelo exército de Nevuchadnetzach.
 
O versículo que descreve a ostentação apresentada no banquete (Esther 1:6) contém uma letra escrita em um tamanho maior do que as outras, um "Chet", que tem o valor numérico de oito. Isso alude ao fato de que Achashverosh celebrou a derrota do povo judeu vestindo os oito trajes do Cohen Gadol. Porém, o Talmud (Meguila 11b) ensina que quase uma década antes, Belshatzar, neto de Navuchadnetzach, deu uma festa aos seus lordes e, animado pelo vinho, mandou trazer os utensílios sagrados que o seu avô havia roubado do Templo Sagrado de Jerusalém e bebeu neles. Ele também estava celebrando o que erroneamente calculou como o término do septuagésimo ano do exílio judaico. Porém, embora tenha exibido os utensílios sagrados, não há menção dele vestindo os oito trajes do Cohen Gadol. Qual foi a motivação de Achashverosh em vestir os trajes sacerdotais?
 
Além disso, logo após o plano fracassado de Bigtan e Teresh, em sua tentativa de assassinar o rei, Achashverosh elevou a posição de Haman para primeiro ministro, a segunda pessoa mais poderosa em seu reino. Por que essa foi a reação de Achashverosh ao atentado malsucedido?
 
Outro ponto que chama a atenção é que Haman, em sua nova posição, desfilava pela cidade exigindo que todas as pessoas se curvassem diante dele. Essa ação poderia ter sido vista como uma tentativa de usurpar o poder do rei. Por que Achashveirosh permitiu que Haman se comportasse como se fosse um deus?
 
Finalmente, o ponto de virada da narrativa da Meguilá ocorre no início do sexto capítulo. Achashverosh, sofrendo de insônia, pediu que as Crônicas do reinado fossem lidas diante dele. Ele descobriu que Mordechai nunca havia sido recompensado por ter salvado sua vida. Achashverosh perguntou a Haman o que deveria ser feito com o homem que o rei deseja especialmente honrar, e Haman, pensando que era ele o objeto da benevolência do rei, sugeriu que essa pessoa deveria usar a coroa e a roupa do rei, montar no cavalo do rei e ser conduzida por um dos mais nobres oficiais do rei. Achashverosh conferiu essa honra a Mordechai e exigiu que Haman o conduzisse pessoalmente no desfile pela cidade. De acordo com o Talmud (Meguila 16a), Haman também foi obrigado a cuidar da higiene de Mordechai. Por que Achashverosh submeteu Haman a esta completa e total humilhação, justamente diante de Mordechai, seu inimigo jurado? Ele não deveria honrar seus ministros importantes?
 
A resposta de todas estas perguntas pode ser encontrada ao nos aprofundarmos em outra importante história da Torá. O Talmud (Shabat 10b) afirma que um pai não deve favorecer um filho em relação ao outro. Como resultado de Yaakov ter dado a Yossef uma túnica, o povo judeu foi obrigado a descer ao Egito. Como Yaakov, que foi capaz de enganar Essav e Lavan, não percebeu que dar ao seu filho essa peça adicional de roupa alimentaria as chamas da inveja e do ressentimento entre Yossef e seus irmãos? Por outro lado, há uma aparente contradição. Yaakov ensinou a Yossef toda a Torá que aprendeu durante os quatorze anos em que estudou na Yeshivá de Shem e Ever. Por que isso não incitou os irmãos contra Yossef e não causou inveja?
 
Outro ponto interessante é que depois que Yossef se revelou aos seus irmãos, deu a eles presentes, oferecendo a cada um uma nova roupa. Porém, para Binyamin ele deu cinco conjuntos de roupas e trezentas peças de prata. O Talmud (Meguilá 16a) questiona: como Yossef, que foi vítima da inveja causada pelo favoritismo, pôde cair na mesma falha? O Talmud responde que as ações de Yossef aludiam a um evento futuro na história judaica, quando Mordechai, descendente de Binyamin, seria vestido com cinco trajes reais. Mas isto realmente consegue responder o questionamento do Talmud? Como um evento futuro tiraria a inveja dos irmãos naquele momento?
 
Explica o Rav Yochanan Zweig que, na maioria das sociedades, há uma posição que representa o poder político do estado e outra que representa a liderança religiosa. No caso do povo judeu, essas seriam as posições do rei e do Cohen Gadol. O uso por Achashverosh dos trajes do Cohen Gadol reflete sua tentativa de consolidar em si mesmo as posições política e religiosa. Porém, após um atentado contra sua vida, Achashverosh procurou um aliado que lhe oferecesse segurança. Ele conseguiu isso dando a Haman a posição de líder religioso. Portanto, Achashverosh não se sentiu ameaçado por Haman se comportar como um deus e forçar os outros a se curvarem diante dele. Por outro lado, Haman queria mais do que isso. Quando ele pensou que Achashverosh queria lhe conceder uma honra adicional, pediu para ser rei por um dia, pois isso lhe daria também prestígio político.
 
O estabelecimento de uma posição política geralmente é realizado por um oficial religioso. Por exemplo, o profeta ungia o rei e a o governante era estabelecido pelo clero. Achashverosh solicitou que Haman preparasse Mordechai para seu dia como rei pois o líder religioso tem esta obrigação. Aos olhos de Achashverosh, isso não era uma vergonha para Haman, mas sim uma demonstração de respeito por sua posição. Assim como Aharon banhou e vestiu os Leviim quando eles iniciaram os Serviços, Haman deveria fazer o mesmo por Mordechai.
 
Quando Yaakov transmitiu a Yossef a Torá que recebeu na Yeshivá de Shem e Ever, os irmãos não se sentiram ameaçados, porque isso representava apenas o favoritismo de Yossef em questões religiosas, mas não a usurpação da soberania de Yehuda, que os irmãos entendiam que seria o rei. No entanto, quando Yaakov deu a Yossef uma vestimenta adicional, que simbolizava aspirações de liderança, isso foi vista como uma ameaça à soberania política do povo judeu e, portanto, encontrou a resistência dos outros filhos.
 
Quando Yossef deu a Binyamin vestimentas adicionais, ele explicou aos irmãos que isso se referia às vestimentas que seriam usadas por Mordechai. Mordechai recebeu de Achashverosh a riqueza e a posição de Haman. Isso significava que era uma nomeação religiosa, não política. Portanto, isso tranquilizou os irmãos de Yossef. O presente a mais para Binyamin não representava uma ameaça à estabilidade política do povo judeu.
 
Destas explicações interessantes, que conectam duas histórias do povo judeu, podemos aprender algo muito importante: D'us está no comando. A falta de Emuná nos faz tomarmos atitudes equivocadas. A busca por honra de Achashverosh quase o matou, ao querer reunir em si todos os poderes. O povo judeu passou por muitos sofrimentos no Egito por causa da inveja dos irmãos de Yossef, que acharam equivocadamente que Yossef queria roubar o poder. Quando confiamos na Mão de D'us, vivemos mais tranquilos, sem medo e sem inveja de ninguém. 

SHABAT SHALOM E PURIM SAMEACH 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp