Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de julho de 2026

BRONCAS COM AMOR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT DEVARIM E TISHÁ BE AV 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Esther Chava bat Sarah

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
ASSUNTOS DA PARASHAT DEVARIM
  • Moshé começa a relembrar os principais acontecimentos.
  • Bronca “encoberta” de Moshé.
  • Apontando juízes sobre o povo.
  • Episódio dos espiões.
  • Encontro com Essav (Terra de Seir).
  • Encontro com Moav.
  • Encontro com Amon.
  • A conquista de Og.
  • A herança de Reuven, Gad e metade de Menashe.
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV


PARASHAT DEVARIM 5786


         São Paulo: 17h18                 Rio de Janeiro: 17h05 

Belo Horizonte: 17h14                  Jerusalém: 19h05
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

BRONCAS COM AMOR - PARASHAT DEVARIM E TISHÁ BE AV 5786 (17/jul/26)

“O Rav Israel MiVizhnitz zt”l (Império Austríaco, 1860 - Romênia, 1936) costumava sair todas as tardes para caminhar. Certa vez, durante esse passeio, ele foi à casa do diretor do banco local, um homem instruído, mas muito afastado do judaísmo. O rabino bateu à porta e, quando o mordomo abriu, ele entrou em silêncio.
 
O dono da casa, que era educado e cortês, recebeu o rabino com grande respeito. Ofereceu-lhe uma cadeira e aguardou. O rabino sentou-se e permaneceu completamente em silêncio. Passaram-se alguns minutos sem que uma única palavra fosse dita. Por fim, o rabino levantou-se, despediu-se cordialmente e foi embora.
 
Por respeito, o anfitrião acompanhou o rabino até a casa dele. Quando chegaram, já não conseguindo conter a curiosidade, ele finalmente perguntou:
 
- Rabino, em minha casa não seria educado perguntar por que o senhor me honrou com sua visita. Mas agora peço que me diga: qual foi o motivo?
 
- Fui à sua casa para cumprir uma Mitsvá - respondeu serenamente o rabino - e consegui cumpri-la.
 
- Que Mitsvá? - perguntou o homem, ainda mais intrigado.
 
- Os nossos sábios ensinaram: “Assim como é Mitsvá dizer aquilo que será ouvido, também é Mitsvá não dizer aquilo que não será ouvido” - explicou o rabino - Se eu tivesse permanecido em casa, como poderia cumprir essa Mitsvá? Era preciso ir até a casa daquele que não ouviria e, estando lá, não lhe dizer nada.
 
O diretor do banco insistiu para que ele falasse, pois quem sabe o escutaria, mas o rabino se recusou, afirmando que tinha certeza de que ele não ouviria. Quanto mais o rabino se recusava a falar, maior se tornava a curiosidade do homem. Depois de muita insistência, o rabino finalmente revelou:
 
- Há uma viúva, extremamente pobre, que deve ao banco uma enorme quantia referente à hipoteca de sua casa. Ela não tem como pagar. Em breve, o banco leiloará a casa e ela será despejada. Eu queria pedir que o senhor cancelasse essa dívida. Porém, não o fiz por saber que o senhor não me escutaria.
 
- Como eu poderia fazer isso? - respondeu o homem, assustado - O dinheiro é do banco. Sou apenas o diretor!
 
- Eu sabia que era isso que o senhor diria - respondeu o rabino, com um sorriso - por isso não queria lhe dizer.
 
Com essas palavras, o rabino encerrou a conversa, se despediu e entrou em casa. Mas a conversa não terminou no coração daquele homem. As palavras do rabino penetraram em sua consciência e não lhe deram descanso. Dias depois, ele retirou do próprio bolso toda a quantia da dívida e permitiu que a viúva ficasse com a casa.”
 

Muitas vezes, quando gritos e broncas duras não têm efeito, a delicadeza consegue resultados impressionantes.

 

Nesta semana lemos a Parashat Devarim (literalmente “Palavras”), começando o último livro da Torá, Devarim, que trata principalmente dos discursos finais de Moshé em suas últimas cinco semanas de vida. Ele relembrou os principais acontecimentos ocorridos nos quarenta anos em que o povo judeu permaneceu no deserto, aproveitando para repreender o povo pelos erros graves cometidos.
 
E assim diz o versículo que introduz as palavras de Moshé: “Moshé falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que Hashem lhe havia ordenado a dizer-lhes” (Devarim 1:3). Porém, o Rav Zalman Sorotzkin zt”l (Império Russo, 1881 - Israel, 1966) pergunta: no início da Parashá já havia sido dito: “Estas são as palavras que Moshé falou” (Devarim 1:1). Por que a Torá voltou a enfatizar que “Moshé falou”? E por que da segunda vez a Torá acrescentou que as palavras foram “conforme tudo o que Hashem lhe havia ordenado a dizer”?
 
A resposta começa com o entendimento de um interessante ensinamento do Talmud (Ketubot 105b): “Se um Talmid Chacham é amado pelos habitantes da cidade, não é necessariamente porque ele seja mais virtuoso, mas porque ele não os repreende em assuntos do Céu”. Mas por que o Talmud acrescenta a expressão “em assuntos do Céu”? Bastaria dizer: “porque não os repreende”!
 
Na realidade existem duas formas de repreensão. Há uma forma de repreensão que é feita “na linguagem dos homens”, de forma mais delicada, apenas com alusões e parábolas, mas não de maneira direta. Há, entretanto, a forma de repreensão “em assuntos do Céu”, quando a pessoa diz a verdade de forma direta e contundente, como fez o profeta Yeshayahu ao declarar: “Ai da nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores...” (Yeshayahu 1:4), trecho que é lido justamente na Haftará desta semana.
 
Qual é a diferença entre os dois tipos de repreensão? A repreensão “em assuntos do Céu” frequentemente desperta oposição da pessoa que escuta e até mesmo coloca em risco quem repreende. Não por acaso, o profeta Yeshayahu acabou sendo morto pelo rei Menashé. Já a repreensão “na linguagem dos homens” normalmente faz com que as palavras possam ser aceitas e recebidas.
 
Isso significa que a repreensão “na linguagem dos homens” é sempre melhor do que a repreensão “em assuntos do Céu”? Não necessariamente, e é justamente isso o que um interessante Midrash vem nos ensinar: “Quando D’us pediu a Moshé que repetisse a Torá, ele não quis repreender Israel pelo que haviam feito de errado. A que isso se assemelha? A um aluno que caminhava com seu professor e viu uma pedra jogada no chão. Pensando que era uma pedra preciosa, ele a pegou e queimou-se, pois na verdade era uma brasa. Dias depois, caminhando novamente com seu professor, o aluno viu outra pedra preciosa, mas pensando que novamente tratava-se de uma brasa, teve medo de tocá-la. Seu professor lhe disse: ‘Pegue-a, é uma pedra preciosa’. Assim disse Moshé: ‘Por causa do que eu lhes disse: “Escutem agora, seus rebeldes”, sofri o castigo por causa deles, e agora voltarei a repreendê-los?’. D’us então respondeu-lhe: ‘Moshé, não tenha medo’”.
 
Desta maneira podemos entender a aparente repetição no início da Parashá. Normalmente Moshé repreendia o povo “em assuntos do Céu”, de forma bem direta e rígida. Porém, quando ele fez isso após a reclamação do povo por água, dizendo: “Escutem agora, seus rebeldes” (Bamidbar 20:10), ele foi punido por D’us e perdeu o mérito de entrar na Terra de Israel. Foi justamente por isso que Moshé iniciou sua última repreensão apenas por meio de alusões. No primeiro versículo da Parashá está escrito: “Estas são as palavras que Moshé falou a todo Israel, do outro lado do Yarden, no deserto, na planície, diante de Suf, entre Paran, Tofel, Lavan, Chatzerot e Di Zahav” (Devarim 1:1). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que esses locais não são mencionados para indicar uma localização geográfica, já que lugares como “Tofel” e “Lavan” não existiam. Na verdade, são alusões às falhas que o povo cometeu no deserto. Por exemplo, “Na planície” refere-se ao pecado de Baal Peor, nas planícies de Moav. “Tofel e Lavan” é uma alusão às reclamações sobre o Man. “Di Zahav” é uma alusão ao Bezerro de Ouro.
 
Entretanto, D’us ordenou a Moshé que, antes de sua morte, advertisse o povo de maneira clara e explícita, garantindo que nenhum mal lhe aconteceria. A partir desse momento, Moshé passou a falar “conforme tudo o que D’us lhe havia ordenado”, dizendo abertamente: “Vocês se rebelaram contra a palavra de Hashem, seu D’us” (Devarim 1:26) e “Rebeldes vocês foram contra Hashem desde o dia em que eu os conheci” (Devarim 9:24).
 
As duas maneiras usadas por Moshé para repreender o povo nos ensinam uma lição muito preciosa: não há forma padrão para repreender alguém que cometeu um erro. Mesmo a repreensão dura é retratada pelo Midrash como uma “pedra preciosa”. Porém, devemos ter sensibilidade para perceber o que a pessoa realmente precisa para escutar. A repreensão deve ser, antes de tudo, um ato de amor, motivado pelo desejo de ajudar o próximo a corrigir seus erros e a melhorar. Algumas vezes é suficiente uma leve indicação do erro cometido, mas outras vezes isso não é suficiente para a pessoa se arrepender. A história do Rav Israel MiVizhnitz mostra que a verdadeira sabedoria da repreensão não está apenas no que se diz, mas principalmente em como se diz. Há momentos em que a verdade deve ser dita sem rodeios; em outros, uma atitude delicada, uma insinuação ou até mesmo o silêncio têm muito mais força do que um discurso inteiro. O desafio é discernir qual maneira é a vontade de D’us para cada pessoa e em cada situação.
 
Na próxima quarta-feira de noite (22/jul/26) começa Tishá Be Av, o dia mais triste do ano. Neste dia nos sentamos no chão e choramos pela destruição dos nossos dois Templos, que ocorreram justamente neste dia, o nono dia do mês de Av. Além disso, várias outras tragédias aconteceram neste dia. Sabemos que tudo o que D’us faz é para o bem, pois Ele tem misericórdia infinita. Então por que Ele permitiu que todas estas tragédias acontecessem?
 
D’us nos ama e quer sempre o nosso bem. Mas, da mesma forma que é Mitzvá um pai educar seu filho, às vezes com palavras suaves e outras vezes com palavras mais duras, assim também D’us se comporta conosco. Quando D’us percebe que estamos adormecidos espiritualmente, nos afastando Dele, Ele nos dá uma sacudida, querendo nos despertar e nos trazer de volta. As Suas broncas duras são atos de amor, de preocupação. Estas Três Semanas são uma oportunidade de reflexão: D’us, um Pai amoroso, nos quer de volta. Que possamos dar o primeiro passo. 

SHABAT SHALOM E TSOM KAL

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

FAZENDO ALÉM DO NECESSÁRIO - SHABAT SHALOM M@IL - SUCÓT 5784

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Sr. Gabriel David ben Rachel

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de 
Haviva Bina bat Moshe z"l  
Aharon Yitzhack ben David Calman z"l 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


SUCÓT



         São Paulo: 17h45                  Rio de Janeiro: 17h31 

Belo Horizonte: 17h32                  Jerusalém: 17h51
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify

SHIUR DE SUCÓT

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
FAZENDO ALÉM DO NECESSÁRIO - SUCÓT 5784 (29/set/23)

"Alberto levou seu pai a um restaurante para comerem juntos um delicioso jantar. Porém, como seu pai já era bastante idoso, ele estava muito fraco e com as mãos trêmulas. Enquanto comia, a comida às vezes caía na sua camisa, nas suas calças e no chão. Os outros frequentadores do restaurante começaram a se sentir incomodados e assistiam aquela cena com desaprovação, balançando negativamente a cabeça, mas o filho permanecia tranquilo e compreensivo.
 
Depois que ambos terminaram de comer, Alberto tranquilamente se levantou, ajudou seu pai a se levantar e levou-o até a pia. Limpou com cuidado os restos de comida do rosto do pai e tentou limpar as manchas de comida nas roupas dele. Finalmente ele penteou graciosamente os cabelos brancos do pai e ajeitou os óculos dele. Enquanto eles voltavam para a mesa, um silêncio profundo reinou no restaurante. Alberto pagou a conta e, quando se levantaram para sair, um dos frequentadores dirigiu-se até eles e disse a Alberto:

- Você deixou uma coisa aqui!

Alberto ficou confuso, pois olhou para a mesa onde haviam comido e não havia nada.

- Acho que você está enganado - disse Alberto - Eu não deixei nada, não.

Então o homem lhe disse:

- Sim, você deixou, e deixou muito! Você deixou uma lição para cada filho e uma esperança para cada pai...

Todos os frequentadores do restaurante se levantaram e aplaudiram longamente a linda atitude daquele filho que demonstrou, com pequenos atos, o grande amor que sentia pelo pai."

O verdadeiro amor é demonstrado justamente nas atitudes mais simples. São nos detalhes que mostramos nosso carinho e estima por alguém. Isso vale em nosso relacionamento com as pessoas, mas também vale em nosso relacionamento com D'us.

Nesta semana o Shabat coincide com a próxima Festa do Calendário Judaico: Sucót, também conhecida como "Zman Simchateinu" (A época da nossa alegria). É uma festa com Mitzvót que quebram o nosso cotidiano. Por exemplo, nós abandonamos as nossas casas e habitamos em Sucót, cabanas, trocando o conforto dos nossos tetos de concreto por tetos composto de galhos, folhas e bambus, completamente expostos às intempéries. Também cumprimos a Mitzvá dos "Arbaat HaMinim", as quatro espécies agrícolas sobre as quais fazemos diariamente uma Berachá e as balançamos durante a Tefilá.
 
Em relação à Festa de Sucót, assim está escrito na Torá: "Durante um período de sete dias vocês viverão em Sucót. Cada residente entre os judeus viverá em Sucót, para que as próximas gerações saibam que Eu fiz com que os Filhos de Israel vivessem em Sucót quando os tirei da terra do Egito" (Vayikrá 23:42,43). O Talmud (Sucá 11b) traz uma discussão sobre qual é a motivação de habitarmos por uma semana na Sucá. Segundo Rabi Eliezer, as "Sucót" do versículo se referem às "Ananei Hakavod", as "Nuvens de Glória", enquanto Rabi Akiva diz que se referem literalmente às cabanas que eles fizeram durante a estadia no deserto.

O que eram exatamente as Ananei Hakavod, mencionadas na opinião de Rabi Eliezer? Eram nuvens milagrosas com várias funções, como proteger o povo do frio e do calor, formando um ambiente com temperatura ideal. Além disso, alisavam o caminho no deserto, tornando-o uma planície para que não tivessem que subir nos montes ou descer em vales. Também limpavam o terreno de répteis indesejáveis e animais peçonhentos. Para completar, ainda lavavam e passavam as roupas dos judeus, sem causar desgaste ao pano. Porém, a associação entre Sucót e as Ananei Hakavod desperta uma grande pergunta. Por que não temos nenhuma Festa associada aos milagres do Man e ao poço de Miriam, que alimentaram e saciaram a sede de todo o povo judeu, mais de três milhões de pessoas, durante 40 anos? Em que aspecto o milagre das Ananei Hakavod era maior?

Explicam nossos sábios que há uma diferença básica entre o milagre das Ananei Hakavod e todos os demais milagres que ocorreram com o povo judeu. Os outros milagres eram "indispensáveis", como o Man, para que o povo não morresse de fome, o poço de Miriam, para que não morressem de sede, e as dez pragas, para que o Faraó aceitasse mandá-los embora do Egito. Já os milagres das Ananei Hakavod não tinham, à priori, uma necessidade absoluta. Não aconteceria nada se o povo tivesse que subir montanhas, matar cobras que aparecessem, se agasalhar contra o frio ou lavar e passar suas roupas. Então por que D'us fez este milagre?
 
Explica o Rav Eli Bahbut que os milagres das Ananei Hakavod realmente eram "desnecessários". Porém, justamente por isso eram um sinal de amor e carinho de D'us pelo Seu povo. Ao dar a eles mais do que era necessário, mais do que era "obrigatório", D'us estava demonstrando o quanto Ele apreciava Seu povo.

Mesmo de acordo com a opinião de Rabi Akiva, também o fato de os judeus morarem em cabanas demonstra a bondade Divina além do necessário, pois durante os 40 anos no deserto o povo nunca precisou se esforçar para construir casas fixas no deserto a cada vez que acampavam. Rabi Akiva também concorda que havia nuvens milagrosas para proteger o povo, pois isto está explícito no versículo "E D'us ia adiante deles durante o dia em uma coluna de nuvem para guiá-los no caminho" (Shemot 13:21). Por isso, bastava construir cabanas com galhos de árvore como teto, mesmo que no deserto o dia é muito quente e a noite é muito fria, já que as Ananei Hakavod os protegiam do frio e do calor.

Por isso, a essência da Festa de Sucót é o amor e a afeição de D'us por nós. É a "Época de nossa alegria", quando cumprimos as Mitzvót por vontade, não por obrigação. É o momento de fazermos Teshuvá por amor, e não por temor, como fizemos em Rosh Hashaná e em Yom Kipur. Assim como D'us nos deu as Ananei Hakavod por amor, e não por ser algo obrigatório, devolvemos agora este amor para Ele. É por isso que na Mitzvá dos Arbaat HaMinim encontramos uma lei diferente: as quatro espécies devem ser "Hadar", isto é, bonitas. Em todas as demais Mitzvót da Torá, o "Hidur", o embelezamento, vem somente como um acréscimo, mas não faz parte da própria Mitzvá. Porém, na Mitzvá dos Arbaat HaMinim, fazer "além da obrigação" é parte intrínseca da Mitzvá. Na Festa de Sucót, a essência é cumprir as Mitzvót com amor, e não só pela obrigação. É por isso que vemos nas vendas de Arbaat Haminim pessoas olhando com todo o cuidado e escolhendo de forma meticulosa. A Mitzvá de Sucá também é diferente de todas as demais Mitzvót, uma vez que o judeu a cumpre com todo o seu corpo e o tempo todo. É a nossa expressão de amor a D'us de forma recíproca. Trata-se de estar totalmente imerso na vontade Divina. Embora a obrigação seja somente ficar na Sucá para comer pão e dormir, nós fazemos mais do que isso e transformamos a Sucá em nossa moradia fixa.

No fim dos tempos, quando os povos do mundo perceberem a verdade, pedirão a D'us para também cumprir as Mitzvót. O Talmud (Avodá Zara 3a) ensina que D'us então oferecerá a eles a Mitzvá de Sucá. Mas D'us mandará um clima tão quente que eles não aguentarão e sairão de lá chutando a porta. O que isto nos ensina? Que a Mitzvá de Sucá é uma expressão de amor a D'us, uma vontade de fazer além do obrigatório, por amor a Ele. Só quem está ligado a D'us na raiz de sua alma é capaz de fazer isso. Os povos do mundo são capazes de cumprir sua obrigação de forma técnica, mas amar D'us, fazer de boa vontade o que não é obrigatório, já é um nível que eles não podem alcançar. Quando eles ficarem isentos da Mitzvá devido ao calor, não ficarão tristes por terem perdido o mérito de cumprir a Mitzvá, conforme faz o povo judeu. Eles chutarão a Sucá, exatamente o contrário do amor esperado. O povo judeu está ligado a D'us através do cumprimento das Mitzvót, não apenas pela obrigação, mas principalmente pelo amor e afeição, como um filho que serve a seu pai.
 
Ensina o mais sábio de todos os homens, Shlomo Hamelech: "Assim como a água reflete a face de uma pessoa, também o coração do homem reflete o coração do seu semelhante" (Mishlei 29:19). Se estamos alegres, vemos nossa face alegre refletida, mas se estamos tristes, vemos a nossa face triste refletida. Isto pode parecer óbvio, mas a grande sabedoria de Shlomo Hamelech é nos ensinar que isto também pode ser aplicado ao nosso relacionamento com o próximo. Se sentirmos amor pelo próximo, receberemos de volta este amor, mas se o odiarmos, será ódio que receberemos de volta.

Porém, o Rav Avraham Twerski zt"l (EUA, 1930 - Israel, 2021) faz uma pergunta interessante. Se é assim, por que muitas vezes não percebemos a reciprocidade? Quando Shlomo HaMelech utilizou o reflexo da água, e não o reflexo de um espelho, transmitiu um profundo ensinamento. O espelho reflete um objeto posicionado mesmo à distância, mas a água só reflete ao aproximarmos o objeto dela. A proximidade e a distância têm um impacto profundo em um relacionamento. Portanto, para que possamos obter a reciprocidade, temos que nos aproximar, diminuir a distância em relação ao próximo, e então veremos com claridade a concretização deste ensinamento. Isso se aplica tanto em nossos relacionamentos pessoais quanto no nosso relacionamento com D'us. Se queremos sentir D'us mais próximo e "sorrindo" pra nós, devemos nos aproximar Dele e sorrir. Isto é Sucót. 

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp