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sexta-feira, 13 de outubro de 2023

O QUE HÁ EM UM NOME? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BERESHIT 5784

BS"D
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SHIUR DA PARASHÁ BERESHIT

ASSUNTOS DA PARASHÁ BERESHIT
  • Primeira Criação: o tempo.
  • Dia um: Luz e Escuridão.
  • Segundo dia: Separação das águas de baixo e as águas de cima. 
  • Terceiro dia: Terra firme e Vegetais.
  • Quarto dia: Sol, Lua e Estrelas.
  • Quinto dia: Animais aquáticos.
  • Sexto dia: Animais da terra e Adam Harishon.
  • Shabat.
  • Adam e Chavá no Gan Éden.
  • A cobra engana Chavá.
  • A transgressão de Adam e Chavá.
  • D'us aparece no Gan Éden.
  • A maldição da cobra.
  • A maldição de Chavá.
  • A maldição de Adam.
  • A expulsão do Gan Éden.
  • Cain e Hevel: Oferendas e assassinato.
  • Julgamento e castigo de Cain.
  • 10 gerações de Adam a Noach.
  • Os filhos de Noach: Shem, Ham e Yefet.
  • Os gigantes e as transgressões.
  • O Decreto de destruição do mundo.
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O QUE HÁ EM UM NOME? - PARASHÁ BERESHIT 5784 (13/out/23)
 
"Rabi Meir, Rabi Yehuda e Rabi Yossi estavam viajando juntos. Rabi Meir costumava prestar atenção no nome do dono dos lugares onde se hospedava, para saber se era um nome agradável ou não, enquanto Rabi Yehuda e Rabi Yossi não se importavam com isso. Certa vez, ao chegarem em um determinado local para passar o Shabat, perguntaram ao dono da hospedaria como ele se chamava e ele respondeu que seu nome era Kidór. Rabi Meir percebeu através do nome que se tratava de uma pessoa perversa.
 
Antes do início do Shabat, Rabi Yehuda e Rabi Yossi depositaram suas bolsas de dinheiro com Kidór, para que ele as guardasse até o término do Shabat. Rabi Meir, que estava desconfiado, não quis deixar sua bolsa de dinheiro com ele. Ao invés disso, ele foi até o cemitério local e a enterrou a bolsa ao lado do túmulo do pai de Kidór.
 
Durante a noite, o falecido pai de Kidór veio até seu filho em um sonho, dizendo para ele ir até o cemitério pegar uma bolsa de dinheiro que haviam colocado lá. De manhã, Kidór contou aos rabinos seu sonho, e Rabi Meir, para tirar a ideia da cabeça de Kidór, disse que os sonhos de Shabat não tem significado, eram vãos e vazios. Então, Rabi Meir foi até o túmulo e ficou de vigília o Shabat inteiro. Assim que terminou o Shabat, pegou seu dinheiro.
 
No dia seguinte, Rabi Yehuda e Rabi Yossi pediram a Kidór para que devolvesse as bolsas de dinheiro que haviam sido depositadas com ele antes do Shabat. Porém, para a surpresa deles, Kidór disse que eles não haviam deixado nenhuma bolsa de dinheiro com ele. Eles ficaram desesperados, pois não tinham nenhuma prova do depósito. Rabi Meir então perguntou por que eles não haviam desconfiado do nome do dono. Eles, por outro lado, questionaram o motivo pelo qual Rabi Meir não os tinha avisado, para que se protegessem. Rabi Meir respondeu que quando analisou o nome dele, viu que não era bom, levantando suspeitas, mas tudo o que ele podia era desconfiar, não considerá-lo um perverso. Ele não poderia adverti-los enquanto era apenas uma suspeita.
 
O que fizeram então Rabi Yehuda e Rabi Yossi? Convenceram Kidór a acompanhá-los a uma taverna e o embebedaram, com a esperança que ele revelaria onde havia escondido o dinheiro. Kidór ficou bêbado e começou a mexer no seu vasto bigode. Rabi Yehuda e Rabi Yossi perceberam que de lá saiu um grão de lentilha. Eles então dirigiram-se à esposa de Kidór e disseram a ela que seu marido havia pedido para que devolvesse as bolsas de dinheiro deles, e como prova que foi ele quem os enviou, disseram que ele havia almoçado lentilhas com ela. A esposa de Kidór acreditou e lhes entregou as bolsas de dinheiro" (Talmud Yoma 83b)
 
O nome contém a essência da pessoa. Em Lashon Hakodesh, nome é "Shem", as mesmas letras da palavra "Sham", que significa "lá". Em cada nome, lá está a sua verdadeira essência. Quando os pais dão um nome ao seu filho, na realidade há uma inspiração Divina. Isso vale para toda a criação, tanto as coisas materiais quanto espirituais. Desta maneira, podemos aprender sobre a essência de tudo através do seu nome.

Nesta semana lemos a Parashá Bereshit (literalmente "No início"), recomeçando o ciclo anual de leitura da Torá. O Sefer Bereshit também é conhecido como "Sefer HaYetsirá" (O livro da Criação), pois trata tanto da criação física do mundo quanto da sua construção espiritual.
 
A Parashá Bereshit descreve as primeiras gerações da humanidade, com foco no primeiro casal, Adam e Chavá. Eles foram criados no Gan Éden, um lugar paradisíaco, onde não havia morte, sofrimentos ou dificuldades. Porém, Adam e Chavá tropeçaram e descumpriram a vontade de D'us. Este erro causou uma tremenda queda espiritual, impactando também as futuras gerações. De acordo com o Rav Moshe Chaim Luzzatto zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746), ocorreu uma grande mudança como resultado da transgressão de Adam, transformando radicalmente tanto o homem quanto seu mundo, tendo inúmeros efeitos. Quando falamos do homem e de seu ambiente, portanto, devemos separar entre seu estado antes e depois da transgressão.
 
Qual era o estado de Adam antes da transgressão? Ele estava em um alto nível de compreensão espiritual. Vemos isso, por exemplo, quando D'us pediu para que Adam demonstrasse seu profundo entendimento do mundo dando nome a cada um dos animais. D'us fez cada animal passar diante dele e os nomes foram dados de acordo com o que Adam entendeu ser a essência de cada animal.
 
Em qualquer língua, o nome que damos a um objeto é só uma convenção, para que as pessoas possam se entender. A palavra "leão" poderia ser utilizada para se referir a um cachorro, enquanto a palavra "cachorro" poderia ser utilizada para se referir a um leão. Isto acontece pois não há nenhum significado intrínseco nas palavras "leão" e "cachorro". Porém, em Lashon Hakodesh, a língua que D'us utilizou para escrever a Torá e criar o mundo, não é assim. Cada palavra descreve o objeto ao qual ela se refere, há um significado intrínseco em cada palavra. Por exemplo, a palavra "Chamor", que significa "Burro", contém as mesmas letras da palavra "Chomer", que significa "Peso, Carga", demonstrando a característica principal do burro, que é o animal que suporta mesmo cargas muito pesadas. Já a palavra "Kelev" descreve a natureza do cachorro, pois ela pode ser dividia em duas palavras, "Ke Lev", que significa literalmente "como um coração", descrevendo a natureza dócil do cachorro, o fiel companheiro do ser humano. Portanto, quando Adam deu nome aos animais, ele não estava inventando nomes, e sim percebendo a natureza de cada animal e dando-lhe o nome que a expressava. Para fazer isso, ele precisava ter um profundo nível de compreensão dos segredos da criação de D'us.
 
Além disso, ao dar nomes aos animais de acordo com suas características, Adam também nos transmitiu mensagens profundas. Por exemplo, Adam nomeou o camelo de "Gamal". Sabemos que a principal característica do camelo é a sua capacidade de passar vários dias no deserto sem necessitar de uma única gota de água. Ele tem um reservatório interno, um "tanque de armazenamento", que ele enche antes de iniciar a viagem. Desta maneira, ele vai consumindo a água acumulada dentro dele, sem precisar receber nada dos outros durante a viagem inteira.
 
Este ensinamento torna-se ainda mais interessante ao observarmos que a palavra "Gamal" tem as mesmas letras da raiz do verbo "Lehigamel", que significa tanto "desmamar uma criança" quanto "fazer um ato de bondade", que chamamos de "Guemilut Chassadim". Qual é a conexão entre a característica única do "Gamal" e os atos de desmamar uma criança e fazer bondade ao próximo?
 
Quando uma criança nasce, precisa ser amamentada pela mãe. Este é o único alimento que, por um ou dois anos, a criança vai receber. O momento do desmame é quando esta criança muda de "status", pois a partir de agora já não é mais dependente de sua mãe e pode se alimentar de outras coisas. Como o camelo, o bebê pode agora seguir sua "viagem" da vida sem precisar mais receber o leite que o nutriu durante os primeiros anos. E esta também é a essência da bondade verdadeira. Quando um pobre vem pedir ajuda, o que acontecerá se apenas dermos a ele uma pequena quantia de dinheiro? Ele continuará para sempre dependente da ajuda dos outros, pois amanhã, quando novamente sentir fome, precisará mais uma vez pedir ajuda a alguém. Então qual é a melhor forma de ajudá-lo? Não dando ao pobre o alimento pronto, e sim a possibilidade de ele conseguir sozinho o seu próprio alimento. Por exemplo, dando a ele um emprego ou ensinando-lhe algum trabalho. Desta maneira, ele conquistará também a sua independência, como diz o ditado: "Não dê ao pobre o peixe, ensine-o a pescar". De acordo com o Rambam (Espanha, 1135 - Egito, 1204), este é o maior nível de bondade que podemos fazer a alguém.
 
No relato da criação, a Torá nos diz que o homem foi criado no sexto dia e recebeu o mundo todo, como está escrito: "E D'us lhes disse: "Sejam fecundos, multipliquem, encham a terra e a subjugue, e governe sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todas as feras que pisam sobre a terra" (Bereshit 1:28). Adam estava recebendo um mundo que seria seu, para usar e desfrutar. D'us o colocou em uma ótima situação, no Gan Éden. A palavra "Éden" em hebraico significa "prazer". O mundo foi criado para o nosso prazer. O que é Gan? Um jardim. O jardim é um arranjo de árvores e plantas especialmente organizadas para ser atraente e ordenada. Da mesma forma, todos os prazeres do mundo estão facilmente acessíveis.
 
Mas o que Adam deveria fazer no Gan Éden? "Cultivá-lo e guardá-lo" (Bereshit 2:15). Poderíamos pensar que D'us queria que Adam fosse o jardineiro do Gan Éden. Porém, se era um jardim de árvores frutíferas, elas não precisavam de cuidados nem de cultivo! Portanto, "cultivá-lo" significa usá-lo para crescer, para entender mais sobre a vida. E o que significa "guardá-lo"? De quem Adam precisava proteger o Gan Éden? De si mesmo. O mundo foi criado para o nosso crescimento. Quando "cultivamos" nosso mundo, não apenas crescemos, mas tornamos o mundo melhor. Quando falhamos em "guardá-lo", não apenas nos prejudicamos, mas afetamos o mundo todo. Segundo o Midrash, D'us disse para Adam: "Veja como são belas e louváveis as Minhas obras. Tudo o que Eu criei foi para o seu bem. Mas cuide para que você não destrua o Meu mundo".
 
D'us disse a Adam: "De todas as árvores do Jardim você poderá comer" (Bereshit 7:16). É assim que se "cultiva" o Jardim, fazendo o que é permitindo. "E da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal você não comerá". É assim que devemos guardar, evitando o que é proibido. Essas duas instruções são a base de nossa compreensão do propósito das 613 Mitzvót, 248 positivas e 365 negativas. Os mandamentos positivos são o "cultivo" do ser humano, que nos ajudam a crescer. Os mandamentos negativos nos "guardam" de atos que nos prejudicam como seres humanos. Que possamos cultivar nossos "jardins", nos tornando, a cada dia, pessoas melhores. 

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5773


BS"D


O QUE ESTÁ POR TRÁS DE UM NOME? - PARASHÁ SHEMOT 5773 (04 de janeiro de 2013)

"Ronaldo foi contratado para trabalhar no censo demográfico de sua cidade. Quando chegou a uma das últimas casas que teria que visitar naquele dia cansativo, percebeu que os moradores eram judeus, por causa da mezuzá na porta. Tocou a campainha e foi recebido por uma mulher que estava rodeada por várias crianças. Ele se apresentou como funcionário do censo e perguntou se a mulher estava disposta a colaborar, respondendo algumas perguntas simples. Como ela concordou, ele começou a perguntar:

- Minha senhora, quantos filhos você tem?

- Bom, deixe-me ver. Tem a Miriam, o David, o Jonathan...

O funcionário do censo interrompeu-a, visivelmente irritado, e disse:

- Minha senhora, eu não estou interessado em seus nomes. Eu quero apenas saber os números!

A mulher olhou-o nos olhos e respondeu, com indignação:

- Senhor, meus filhos não são objetos. Eles não são números, eles têm nomes..."

Quando um judeu era mandado a um Campo de Concentração, em seu braço era tatuado um número. O que os nazistas queriam não era manter o controle do número de prisioneiros. Eles queriam desumanizar os judeus, atribuindo a eles um número e transformando-os em objetos. Pois o nome não é apenas uma forma de sermos reconhecidos, ele carrega muito do nosso potencial espiritual.

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Nesta semana começamos o segundo livro da Torá, Shemot, também conhecido como "Sefer HaGalut Ve HaGueulá" (O livro do Exílio e da Redenção), pois descreve todas as dificuldades e sofrimentos do povo judeu no exílio egípcio e a posterior salvação, culminando com o recebimento da Torá no Monte Sinai e a transmissão das primeiras Mitzvót ao povo judeu. Mas há algo um pouco estranho no nome deste livro, pois a palavra "Shemot" significa "Nomes". Por que o segundo livro da Torá se chama "Nomes"? E qual a conexão com o exílio e a redenção do povo judeu?

Quando nasce uma criança e os pais escolhem para ela um nome, achamos que este nome é fruto da criatividade dos pais. Mas, na realidade, o nome vem através de inspiração Divina, pois o nome não é algo "decorativo" na vida de uma pessoa, ele traz profundas implicações espirituais. Por exemplo, o Talmud (parte da Torá Oral) afirma que o Mazal (influência dos mundos espirituais) pode ser modificado através da mudança no nome da pessoa. Por que isto acontece?

No mundo material, quando combinamos diferentes elementos químicos, formamos um composto. Por exemplo, combinando dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio forma-se a água. Se os elementos forem alterados, a composição final também muda. Explica o Rav Simcha Barnett que cada letra em hebraico representa um "elemento" espiritual.  A combinação destes "elementos" forma um componente espiritual único. Portanto, o nome de uma pessoa revela suas características espirituais e seu potencial espiritual único.

Mais do que isso, a palavra "Shem", que em hebraico significa "nome", vem da mesma raiz da palavra "Sham", que significa "lá". Mesmo que não conseguimos enxergar os átomos de oxigênio e hidrogênio do composto H2O, sabemos que a água que bebemos contém estes dois elementos químicos. Da mesma maneira, a realidade espiritual de uma pessoa está lá, em sua alma. A sua essência está escondida dentro dela, por trás de seu exterior físico. Todos os seres humanos são impulsionados para transcender suas limitações físicas, emocionais e espirituais. O destino está lá, no espiritual, em algo mais real e duradouro do que o mundo material. O nome de uma pessoa representa esta busca do seu potencial.

Cada um de nós é enviado para este mundo para buscar algo. Buscamos em muitos lugares, durante muitos anos, sob uma grande variedade de condições. Mas nem sempre encontramos o que estamos buscando, pois a missão de nossas vidas é encontrar o verdadeiro "eu", não apenas quem somos, mas quem deveríamos ser. A viagem da vida nos leva a lugares e situações estranhas e difíceis, mas o itinerário é apenas um meio para o crescimento e o autoconhecimento. Somente aquele que segue a viagem com sucesso, sem desistir ou parar nas paradas intermediárias do caminho, encontrará seu verdadeiro nome, isto é, o seu verdadeiro "eu".

A jornada de cada um é uma viagem solitária. Por mais que as pessoas à nossa volta possam nos ajudar, ninguém pode fazer a busca por nós. Algumas vezes sentimos dor, frustração e dificuldades. É como entrar em um túnel escuro carregando apenas uma pequena lanterna. Esta viagem é muito instável, nunca nos sentimos em casa. Por que? Pois esta é a sensação da nossa alma enquanto está no mundo material, dentro de um corpo, longe de sua morada espiritual. Isto é comparado a um exílio.

É por isso que o segundo livro da Torá, que descreve o exílio e a redenção do povo judeu, chama-se "Shemot" (Nomes), pois D'us está nos lembrando da nossa própria jornada pessoal no mundo material, que se inicia em uma situação de exílio, o exílio espiritual de nossas almas, mas que terminará com a nossa redenção, quando nossa alma voltará para casa após atingir o potencial contido em seu nome.

Este conceito pode ser observado na luta entre Yaacov e o anjo da guarda de Essav. Após ver que não conseguiria derrotar Yaacov, o anjo perguntou a ele seu nome. Mas se os anjos são seres espirituais, conectados diretamente com D'us, como pode ser que este anjo não sabia o nome de Yaacov? A resposta é que o anjo sim sabia, mas a pergunta tinha outro contexto. O anjo queria saber se, depois de tanta luta e dificuldades, Yaacov ainda lembrava-se de sua missão, que estava "embutida" em seu próprio nome. Então o anjo anunciou que o nome de Yaacov mudaria para Israel. Por que? Pois ao vencer o anjo, Yaacov terminou sua missão neste mundo. Ao receber um novo nome, ele estava recebendo uma nova missão.

Mas a grande pergunta é: como chegar "lá", ao nosso objetivo, mesmo imersos em tanta escuridão? Como não esquecer o nosso "nome" depois de tanta luta e dificuldade aqui no mundo material? A resposta está na nossa Parashá. D'us tem vários Nomes, pois cada um deles descreve alguma característica de Sua essência. Quando D'us escolheu Moshé como líder, pediu para que ele avisasse ao povo judeu que havia chegado o momento da salvação. Moshé então questionou: como o povo saberia que ele estava dizendo a verdade, isto é, que D'us realmente havia se revelado para ele? E se o povo perguntasse qual era o nome deste D'us que havia se revelado, o que ele deveria responder? D'us então ensinou que Seu nome era "Eu serei o que Eu serei", revelando para Moshé que Ele é a única realidade verdadeira, todo o resto é enganação. Mesmo o nome mais conhecido de D'us, de 4 letras, carrega esta mensagem. As letras que compõe este nome (Iud, Hei, Vav e a letra Hei), quando combinadas entre si, formam as conjugações do verbo "ser" no passado, no presente e no futuro, isto é, "Haia" (Eu fui), "Hovê" (Eu sou) e "Ihie" (Eu serei), nos ensinando que D'us é a única realidade, a única verdade, eterno e acima do tempo e do espaço.

A luta para se conectar com a realidade é a única maneira de alcançar a verdadeira felicidade. Mecânicos precisam entender a realidade sobre motores para poder consertar os carros. Médicos precisam saber a realidade do corpo humano para tratar os doentes. Precisamos saber a realidade da vida para podermos alcançar a felicidade. Será que é com nosso dinheiro, atrás do qual gastamos tanto tempo e esforços, que chegaremos à felicidade verdadeira? A experiência nos ensina que não. Pois no fundo, nossa busca pela realidade e pela felicidade é uma busca por D'us, e não será preenchida por nenhum prazer deste mundo.

"Geralmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens, respondo que sei muito bem do que estou fugindo, mas não o que estou procurando" Michel de Montaigne, filósofo francês.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:
São Paulo: 19h39  Rio de Janeiro: 19h21  Belo Horizonte: 19h21  Jerusalém: 16h08
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