quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIGASH 5772

BS"D

 

CRESCENDO SEMPRE - PARASHÁ VAYIGASH 5772 (30 de dezembro de 2011)

 

O rio seguia, confiante, seu caminho. Olhou para trás, para toda a sua jornada, orgulhoso por ter vencido todas as dificuldades: as altas montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas e as difíceis curvas através dos povoados.

 

De repente, o rio viu à sua frente o oceano se aproximando. Era tão vasto, imenso, parecia que entrar nele seria desaparecer para sempre.

 

Mas o rio entendeu que não havia outra opção. O rio não podia voltar, apenas podia seguir em frente. O rio tomou coragem, se arriscou e foi, confiante, em direção ao oceano.

 

E foi somente quando o rio entrou no oceano que o medo realmente desapareceu, pois ele entendeu que não se tratava de desaparecer no oceano, mas sim de tornar-se parte do oceano. Por um lado era uma anulação, mas por outro lado era um renascimento.

 

Assim somos nós. Voltar é impossível na nossa limitada existência neste mundo. Precisamos seguir em frente sempre, arriscar e ter a coragem de tornar-se, um dia, parte do oceano.

 

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A Parashá desta semana, Vayigash, traz dois dos momentos mais emocionantes da Torá: a revelação de Yossef para seus irmãos e o reencontro de Yossef com seu querido pai, depois de 22 anos de tristeza e luto pela dura separação.

 

É difícil até mesmo imaginar o tremendo impacto emocional que Yaacov sentiu ao receber a notícia que Yossef, seu filho preferido, que ele acreditava ter sido devorado por um animal feroz, ainda estava vivo. Temendo as consequências de um impacto tão grande, os irmãos de Yossef decidiram enviar uma das netas de Yaacov, Serach, para prepará-lo para a notícia. Ela começou a tocar harpa e a contar, através de uma música, que Yossef ainda estava vivo. Mas aparentemente os esforços não foram suficientes, pois Yaacov não conseguiu assimilar a notícia quando a recebeu, como está dito: "E eles subiram do Egito e vieram para a terra de Knaan, para Yaacov, seu pai. E eles disseram para ele: "Yossef ainda está vivo", e que ele era o governante de toda a terra do Egito. Mas seu coração rejeitou, pois ele não conseguia acreditar neles" (Bereshit 45:25,26).

 

Destes versículos ficam algumas perguntas. O que significa que Yaacov não acreditou na notícia dada pelos seus filhos? Por acaso eles eram mentirosos, estariam brincando com algo assim tão sério ou não teriam verificado se a informação era realmente verdadeira antes de transmiti-la ao pai? Além disso, no próximo versículo a Torá diz que logo depois Yaacov acreditou que Yossef estava vivo. O que mudou para que ele passasse a acreditar?

 

Antes de responder estas perguntas precisamos entender, segundo a Torá, qual é a definição de vida. Será que é suficiente uma pessoa estar andando, respirando ou falando para estar viva? A pergunta fica mais difícil ao analisar um versículo de Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Os vivos sabem que vão morrer e os mortos não sabem de nada" (Kohelet 9:5). O que significa este versículo? Não é óbvio que os vivos sabem que vão morrer e que os mortos, que já não estão mais neste mundo, não sabem de nada?


Explicam os nossos sábios que "vivos" são os Tzadikim, pois seus bons atos são eternos e permanecem mesmo depois de suas mortes. O que significa que eles sabem que vão morrer? Eles colocam no coração que a vida é limitada e, portanto, querem aproveitar cada oportunidade para adquirir eternidade. E ao aproveitar as oportunidades, eles crescem em todas as áreas da vida. Já "mortos" são aqueles que vivem sem se importar com o futuro, como se sempre tivessem tempo sobrando e, por isso, não aproveitam as oportunidades da vida, caindo espiritualmente e comprometendo sua eternidade.

 

Foi neste sentido que Yaacov não acreditou que Yossef estava vivo. Ele não teve nenhuma dúvida de que, fisicamente, Yossef estava vivo, pois seus filhos eram Tzadikim, nunca brincariam com algo assim ou dariam esta notícia sem verificar bem a veracidade. Mas depois de escutar que ele havia passado os últimos 22 anos na terra do Egito, um lugar de promiscuidades e idolatrias, imaginou que ele não havia resistido às más influências e havia se perdido espiritualmente. Ainda havia o agravante de ele ter se tornado o governante do maior império do mundo, completamente cercado pela luxúria e poder, que corrompem o ser humano. Portanto, Yaacov escutou que Yossef estava fisicamente vivo, mas seu coração acreditou que, espiritualmente, ele havia morrido.

 

O que fez Yaacov mudar de opinião? A resposta está no próximo versículo: "E eles contaram todas as palavras que Yossef disse para eles, e ele viu as carroças que Yossef havia mandado para transportá-lo, então o espírito de seu pai Yaacov reviveu" (Bereshit 45:27). Que palavras foram estas que os irmãos de Yossef contaram para Yaacov?

 

No dia em que Yossef foi vendido, 22 anos antes, ele havia ido, a pedido do pai, verificar se estava tudo bem com seus irmãos, que estavam no campo pastoreando. Como Yaacov sabia que seria uma missão perigosa para Yossef, já que estava ciente do ódio que os irmãos sentiam por ele, acompanhou-o parte do caminho e foi lhe explicando sobre a importância de acompanhar alguém, em uma despedida, para ajudá-lo a achar o caminho correto e não se perder. Este foi o último ensinamento de Torá que Yaacov transmitiu a Yossef antes dele ser vendido como escravo ao Egito.

 

Yossef, quando mandou seus irmãos avisarem ao pai que ele estava vivo, sabia que Yaacov pensaria que ele tinha se corrompido após viver tantos anos no Egito. Por isso repetiu para os irmãos os últimos ensinamentos de Torá que havia recebido de seu pai e pediu que eles repetissem a Yaacov estas palavras, para que ele tivesse certeza de que, apesar dos 22 anos no Egito, mesmo sendo tão poderoso, ele não havia esquecido sua espiritualidade e havia se mantido correto e íntegro.

 

Aprendemos, portanto, que não é suficiente apenas falar, andar e respirar para ser considerado vivo aos olhos de D'us. Vivo é aquele que aproveita seu potencial, que a cada dia cresce um pouco mais, que não se acomoda na vida. Vivo é aquele que, apesar de viver em um mundo material, não deixa de lado sua espiritualidade.

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ MIKETZ E CHÁNUKA 5772

BS"D

 

ENTENDENDO D'US - PARASHÁ MIKETZ E CHÁNUKA 5772 (23 de dezembro de 2011)

 

Alemanha, início do século XX. Durante uma aula com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim, ateu convicto, desafiou seus alunos. Perguntou se eles realmente acreditavam que D'us havia criado tudo o que existia no mundo. Um dos estudantes, apesar de conhecer o fervor anti-religioso daquele professor, respondeu corajosamente que sim. Mas o professor não desistiu. Ele continuou argumentando:

 

- Se realmente D'us criou tudo, e o mal existe, então D'us criou o mal. E se as ações são um reflexo da essência de quem as faz, então D'us é mau!

 

O estudante calou-se diante de tal argumento. O professor abriu um sorriso, contente por ter provado mais uma vez que a fé é apenas um mito. Mas seu sorriso não durou muito. Após alguns instantes, outro estudante, que até aquele momento estava quieto, levantou sua mão e disse:

 

- Professor, o frio existe?

 

- Mas que pergunta tola é esta, rapaz? Claro que o frio existe! Você por acaso nunca sentiu frio?

 

- Perdão discordar do senhor, professor, mas na verdade o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, sendo o zero absoluto a ausência total de calor. Portanto, o frio não existe, apenas criamos este termo para descrever a falta de calor.

 

- E a escuridão, professor, o senhor acha que existe? - continuou provocando o aluno.

 

- Mas é claro que sim – respondeu o professor, mas desta vez já bem menos confiante - Rapaz, você nunca apagou a luz do seu quarto?

 

- Novamente o senhor se engana - corrigiu o aluno. A escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas não a escuridão. Determinamos quão escuro está um determinado local medindo a quantidade de luz presente. Escuridão não existe, é um termo que o homem criou para descrever a ausência de luz.

 

- Rapaz, onde você pretende chegar com esta filosofia barata? – perguntou o professor, visivelmente irritado por causa da humilhação pública que estava passando.

 

- Caro professor, o senhor começou a aula afirmando que o mal existe. Provavelmente baseado nos crimes e violência que vemos diariamente. Mas a verdade é que, como o frio e a escuridão, o mal não existe de verdade. O mal é simplesmente a ausência de D'us. É apenas um termo que o homem criou para descrever esta ausência de D'us.

 

- D'us não criou o mal - concluiu o aluno - Não é como a luz e o calor, coisas que existem. O mal é resultado dos atos daqueles que não querem D'us presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que resulta da falta de luz.

 

O professor sentou-se, completamente derrotado e humilhado. Era o começo de um futuro promissor para aquele jovem estudante, chamado Albert Einstein.

 

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A Parashá desta semana, Miketz, começa com a descrição de um dos sonhos do faraó. Ele viu em seu sonho sete vacas magras que engoliam sete vacas gordas e, sem entender o significado, acordou angustiado. Para seu desespero, não havia ninguém em todo o Egito que conseguia decifrar seu estranho sonho. O copeiro do faraó lembrou-se então que, quando esteve na prisão dois anos antes, teve um sonho estranho cujo significado ele não entendia. O copeiro contou ao faraó que na prisão também estava um jovem rapaz hebreu, chamado Yossef, que conseguiu interpretar seu sonho de forma exata. Yossef foi imediatamente retirado da prisão para tentar interpretar o sonho do faraó e, após ter sucesso, transformou-se na segunda pessoa mais poderosa do Egito.

 

E assim começa a Parashá, descrevendo o sonho do faraó: "E aconteceu que, depois de dois anos, o faraó sonhou, e eis que ele estava parado sobre o Nilo" (Bereshit 41:1). Mas deste versículo ficam algumas perguntas. Por que a Torá achou importante dizer o local onde o faraó estava quando viu as vacas gordas e as vacas magras? E, além disso, por que o versículo diz que o faraó estava "sobre o Nilo" e não "ao lado do Nilo"?

 

A explicação mais simples é que o sonho significava uma grande fome que viria ao Egito após anos de muita abundância. Como o Nilo era a fonte de toda a fartura egípcia, o sonho ocorreu justamente no Nilo.

 

Mas as palavras do versículo têm um significado muito mais profundo e demonstram a visão equivocada que os egípcios tinham do serviço a D'us. Para os egípcios, o rio Nilo era mais do que apenas a sua maior fonte de sustento. O Nilo era uma divindade, idolatrado por todos. Mas quando a Torá diz que o faraó estava parado "sobre o Nilo", e não "ao lado do Nilo", nos ensina que, apesar do Nilo ser uma divindade, o faraó sentia-se superior a ele. É um comportamento estranho, longe de demonstrar o respeito e a submissão esperados em relação a um deus. Este desvio de comportamento é ainda mais ressaltado nas atitudes do faraó que viveu na época de Moshé Rabeinu. Todas as manhãs ele ia ao Nilo para fazer as suas necessidades. Isto é o comportamento esperado de respeito em relação a um deus? Além disso, sem nenhuma demonstração de humildade, o faraó afirmava que ele mesmo havia criado o Nilo.

 

Já o comportamento de Yossef era exatamente o oposto, o que é ressaltado na forma como ele respondeu ao faraó quando questionado sobre sua habilidade de interpretar sonhos. Yossef estava doze anos preso injustamente e tinha nas mãos a possibilidade de conseguir sua libertação. Tudo o que ele precisava fazer era engrandecer seu nome aos olhos dos egípcios e do faraó, atribuindo a si mesmo todos os méritos da interpretação de sonhos. Mas Yossef não se comportou assim, ele fez o contrário. Ele respondeu que não tinha poder ou mérito nenhum, pois a interpretação dos sonhos pertencia somente a D'us. Ele mostrou uma grande humildade e submissão perante D'us.

 

Como podemos explicar esta diferença tão acentuada de comportamento entre o faraó e Yossef? E por que Chánuka sempre coincide com a Parashá Miketz? Qual a conexão espiritual entre as duas?

 

A grande diferença entre o faraó e Yossef estava na motivação do que eles faziam. Quando o faraó endeusava e servia o Nilo, não o fazia pelo respeito ou benefício do seu deus, fazia pelo seu próprio benefício. Como ele precisava do Nilo, buscava servi-lo para apaziguá-lo, mas na verdade era o Nilo que o estava servindo. Todo serviço aos deuses feito pelos egípcios emanava do desejo de receber e preencher suas próprias necessidades. Os deuses estavam ali, em última instância, apenas para servi-los. Por isso o faraó estava "sobre o Nilo".

 

Já Yossef servia a D'us sem nenhum interesse pessoal. Ele havia herdado de seu bisavô, Avraham Avinu, a característica de se auto-anular perante D'us. Avraham aprendeu a servir a D'us sem estar movido pelo desejo egoísta de obter tudo o que necessitava, ao contrário, ele anulou seus próprios desejos para cumprir a vontade de D'us. Foi assim que ele conseguiu cumprir mesmo ordens de D'us que ele não entendia, como quando foi ordenado a sacrificar seu próprio filho.

 

Explica o Rav Yonathan Guefen que esta diferença entre Yossef e o faraó representa também o choque filosófico que houve entre o povo judeu e os gregos. Apesar dos gregos terem muitos deuses, esta não era a verdadeira idolatria deles. Eles idolatravam o ser humano, acreditavam em um mundo onde o homem é o centro do universo e o propósito dos deuses é servir os desejos humanos. Eles ressaltavam a beleza e a perfeição do corpo humano e a supremacia da inteligência humana sobre qualquer outra forma de sabedoria.

 

Por ressaltar a submissão à D'us e o fato do ser humano ser imperfeito e necessitar constantemente se elevar, o judaísmo foi visto como uma ameaça aos ideais gregos. Por que os gregos proibiram o Brit-Milá e o estudo da Torá? Pois a mensagem do Brit-Milá é que o ser humano não nasce fisicamente perfeito e precisa ser melhorado, enquanto os gregos acreditavam que o corpo continha todos os níveis de perfeição possíveis. O estudo da Torá representa a tentativa do ser humano de entender como D'us olha o mundo, para tentar olhá-lo da mesma maneira, atitude que contrastava com a visão grega de que o intelecto humano é capaz de atingir sozinho o seu máximo potencial, sem estar subjugado a mais nada.

 

A filosofia grega era tão envolvente e tão enganadora que muitos judeus se helenizaram, isto é, abandonaram o judaísmo e adotaram para suas vidas a filosofia grega. O mesmo ocorreu muito tempo depois, no "Século das Luzes", durante o Iluminismo. Nesta época, o mundo redescobriu e glorificou os valores gregos: a superioridade do ser humano e a sua capacidade de entender tudo. Um dos legados do Iluminismo é a arrogância humana, a prepotência, a ilusão de que o ser humano pode sozinho resolver todos os problemas do mundo, curar todas as doenças e alcançar a paz. Outro legado, bastante encontrado nos nossos dias, principalmente no meio acadêmico, é a completa rejeição de qualquer coisa que não pode ser vista ou entendida, incluindo qualquer Ser metafísico. Qual é a consequência prática das idéias gregas, sentida até os nossos dias? O ser humano vive sob uma intensa pressão social, que o obriga a rotular qualquer coisa religiosa como sendo primitiva e desatualizada.

 

Por isso Chánuka não revive apenas a guerra física entre os judeus e os gregos, mas principalmente o choque entre duas filosofias: uma onde D'us está no centro e outra onde o ser humano está no centro. A luta física terminou, mas a luta filosófica continua até hoje.

 

Podemos achar que estamos livres das influências gregas em nossas vidas. Mas será que isto é verdade? Chánuka é a época de nos questionarmos, de avaliarmos se estamos realmente livres de qualquer tipo de influência espiritual negativa. Por exemplo, quando acontece algo que não entendemos, dizemos "isto é para o bem" ou muitas vezes questionamos a vontade de D'us? Nas nossas necessidades cotidianas, sentimos que realmente precisamos de D'us ou achamos que sempre podemos resolver sozinhos? Quando vemos o mal aparentemente triunfando, com pessoas ruins tendo sucesso e pessoas boas sofrendo, entendemos que há um plano superior ou chegamos a duvidar da perfeição e da bondade de D'us?

 

São perguntas que exigem sinceridade. Pois podemos enganar aos outros, podemos enganar até a nós mesmos, mas não podemos enganar D'us.

 

SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ VAIESHEV E CHÁNUKA 5772

BS"D

 

ORGULHO DE SER JUDEU - PARASHÁ VAIESHEV E CHÁNUKA 5772 (16 de dezembro de 2011)

 

"Nos Estados Unidos, há cerca de 60 anos, um grupo de rapazes judeus com idade de Bar-Mitzvá deixou de frequentar o colégio judaico da cidade. Um dos diretores da escola, preocupado com o futuro judaico daqueles rapazes, levou-os para conversar com um dos grandes rabinos da cidade. O rabino perguntou aos garotos por que eles haviam decidido abandonar os estudos em um colégio judaico, onde poderiam aprender muitos ensinamentos de Torá e aprimorar o cumprimento das Mitzvót. O primeiro garoto respondeu:

 

- Sabe, rabino, todos os garotos do meu bairro deixaram de frequentar a escola judaica. Por isso resolvi deixar de frequentar também.

 

O segundo rapaz, quando questionado, deu exatamente a mesma resposta. Como todos os seus amigos e conhecidos haviam deixado de frequentar a escola judaica, ele também decidiu parar.

 

O rabino, vendo que este era o argumento utilizado por todos os rapazes, fez outra pergunta:

 

- Gostaria de saber quem são os heróis judeus favoritos de vocês.

 

Um deles respondeu que era Avraham Avinu. Outro respondeu que era Noach (Noé). Então, olhando de forma carinhosa para os garotos, o rabino explicou:

 

- Vocês sabem que se Noach também tivesse seguido os meninos do seu bairro, provavelmente o mundo não existiria. E se Avraham tivesse seguido os meninos do seu bairro, o povo judeu não existiria. Portanto, não tomem uma decisão por causa dos meninos do bairro. Pode fazer muita diferença no futuro"

 

Às vezes, para seguir a maioria e nos sentir parte de um grupo, nos afastamos do judaísmo. Isto se chama assimilação, uma ameaça muito maior do que os nossos inimigos. Pois um inimigo pode nos tirar a vida neste mundo, mas a assimilação pode nos tirar a vida no Mundo Vindouro.

 

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Na próxima terça feira de noite, no dia 25 do mês de Kislev, acenderemos a primeira vela de Chánuka, revivendo o período de grandes milagres que salvaram os judeus, um povo pequeno e destreinado, das mãos dos gregos, o maior império da época. Não apenas relembramos a vitória na batalha, mas principalmente o grande amor de D'us pelo povo judeu, demonstrado através do milagre do óleo, que deveria durar apenas um dia mas durou oito. É interessante observar que a festa de Chánuka sempre coincide com a Parashá desta semana, Vaieshev. Qual a conexão entre as duas?


A Parashá Vaieshev nos conta a história de Yossef, filho de Yaacov, com seus vários altos e baixos. Ele foi vendido pelos próprios irmãos como escravo e foi comprado por Potifar, um dos ministros do faraó, mas virou a mesa e acabou tornando-se o chefe da casa de Potifar. Quando achou que tudo estava bem, foi falsamente acusado de ter atacado a esposa de Potifar e passou 12 anos na prisão. E quando tudo parecia perdido, foi repentinamente libertado e tornou-se, do dia para a noite, o vice-rei do Egito, o segundo homem mais poderoso do império egípcio.


Mas há algo difícil de ser entendido na história de Yossef. Diferentemente de Avraham e Ytzchak, que tiveram Ishmael e Essav, filhos Reshaim (malvados), Yaacov teve todos os filhos Tzadikim (Justos). Então como podemos entender a venda de Yossef? Como pessoas em um elevado nível espiritual puderam fazer algo tão grave contra seu próprio irmão?


Explicam os nossos sábios que todos os filhos de Yaacov eram realmente Tzadikim. Eles fizeram um julgamento para decidir qual castigo aplicar a Yossef. Mas por que um julgamento, qual havia sido o crime de Yossef? Ele começou a contar aos irmãos seus sonhos, nos quais ele estava no centro e todos se curvavam para ele. Os irmãos entenderam que Yossef estava planejando usurpar a posição de primogenitura de Reuven e se tornar, à força, o líder dos irmãos. O julgamento foi, portanto, por motivos válidos. Porém, o que eles não perceberam foi que a inveja que sentiam de Yossef fez com que fossem tendenciosos no julgamento. Este erro levou os irmãos a decidirem que Yossef merecia a pena de morte.


Reuven, o irmão mais velho, sugeriu jogá-lo em um poço, com o argumento de que não valia a pena derramar o sangue do próprio irmão. Na verdade sua intenção era salvá-lo mais tarde, quando todos tivessem ido embora. Os irmãos concordaram e Yossef foi atirado em um poço. Mas a idéia de Reuven não funcionou, pois ele teve que se ausentar por algum tempo e, enquanto estava fora, uma caravana de Ishmaelim passou por ali. Yehuda teve a idéia de tirar Yossef do poço e vendê-lo como escravo aos Ishmaelim, e assim foi feito. Quando Reuven voltou, Yossef já havia sido vendido.


O versículo que descreve o momento em que Yossef foi atirado no poço é muito interessante, pois assim está escrito: "E o poço estava vazio, não tinha água nele" (Bereshit 37:24). A Torá foi escrita de maneira muito concisa, até mesmo uma letra a mais contém muitos ensinamentos. Portanto, se já estava escrito que o poço estava vazio, era necessário dizer que não tinha água nele? Não era óbvio?


Explica Rashi, comentarista da Torá, que realmente água não havia no poço, mas ele não estava completamente vazio, pois estava repleto de cobras e escorpiões. O que este versículo está nos ensinando? Que, diferentemente do que os irmãos imaginavam, Yossef não era um Rashá (malvado) que queria roubar a primogenitura. A prova disso é que, apesar de ter sido atirado em um poço cheio de cobras e escorpiões, nada de mal aconteceu com ele, pois D'us o protegeu. Se os irmãos tivessem visto o milagre aberto que D'us havia feito, certamente entenderiam que haviam se equivocado em seu julgamento.


Mas existe um ensinamento mais profundo neste versículo. Em muitas fontes judaicas a Torá se assemelha à água. Por exemplo, da mesma forma que a água se acumula apenas nos lugares mais baixos, assim também a Torá se acumula apenas nas pessoas que são realmente humildes. Da mesma maneira que sem água não há vida no mundo material, sem a Torá não há vida no mundo espiritual. Portanto, quando o versículo diz que o poço estava vazio e não tinha água, está profetizando algo que se repetiu durante toda nossa história, em todas as épocas e lugares: no momento em que o povo judeu abandonou os ensinamentos e os caminhos da Torá, escolhendo o caminho da assimilação, não ficamos apenas vazios. Nestes momentos surgiram cobras e escorpiões, isto é, tragédias ocorreram ao povo judeu. Em todas as épocas em que abandonamos nossa identidade e quisemos seguir os costumes dos outros povos, o anti-semitismo despertou com força assustadora. Não por coincidência, as piores perseguições ocorreram nas épocas em que o povo judeu perdeu sua identidade e abandonou sua individualidade.


Foi exatamente isto que ocorreu durante o exílio grego. Apesar dos judeus estarem cumprindo as Mitzvót da Torá naquele momento, eles faziam apenas de maneira mecânica, sem alegria e sem intenção. A prova disso é que muitos judeus aceitaram facilmente as idéias "inovadoras" dos gregos, como o culto ao materialismo, onde se dava mais importância ao corpo do que à alma, conceito eternizado através da expressão "Carpe Diem" (aproveite o dia), isto é, aproveite ao máximo o mundo material, sem nenhum questionamento ou culpa. Pelo fato dos judeus terem enfraquecido sua espiritualidade, então D'us permitiu a invasão dos gregos, seguida de decretos proibindo as Mitzvót e as primeiras ameaças de extermínio.

O povo judeu entendeu a mensagem espiritual e se arrependeu. Com a energia renovada, eles se levantaram contra o exército grego. Apesar de saber que seria uma luta humanamente impossível de ser vencida, por causa da esmagadora superioridade grega, eles acreditaram na proteção Divina e venceram, expulsando os gregos e retomando o serviço espiritual do Beit-Hamikdash (Templo Sagrado). A luz havia vencido a escuridão.

 

A assimilação não terminou com o fim dos gregos, ao contrário, a vitória foi apenas uma batalha vencida, mas a guerra continua. Muitas vezes esquecemos o tesouro que temos nas mãos e nos assimilamos, procurando respostas fora do judaísmo. Abandonamos ensinamentos milenares, que trouxeram luz para o mundo, apenas para não nos sentirmos diferentes. Por isto Chánuka é uma festa tão importante, pois a luta contra a assimilação continua em cada geração. A cada vela de Chánuka que acendemos, contribuímos para transformar a escuridão em luz. Os ensinamentos da Torá são eternos, temos que sentir orgulho da oportunidade de trazer um pouco mais de luz ao mundo. O problema, portanto, não são nossos inimigos anti-semitas, é a nossa apatia.

 

Que as luzes de Chánuka possam iluminar nossos corações e nos ajudar a voltar aos caminhos corretos, que nos levam ao nosso crescimento espiritual verdadeiro.


SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
São Paulo: 19h31  Rio de Janeiro: 19h14  Belo Horizonte: 19h13  Jerusalém: 15h57

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAISHLACH 5772

BS"D

 

PREOCUPAÇÕES DESNECESSÁRIAS - PARASHÁ VAISHLACH 5772 (09 de dezembro de 2011)

 

"Um rei Saudita conseguiu três prisioneiros de guerra: um americano, um inglês e um judeu israelense. Eles foram chamados diante do rei e informados de que receberiam uma difícil missão. Se eles conseguissem cumpri-la com sucesso seriam imediatamente libertados, mas se não conseguissem, seriam mortos. E qual era a difícil missão? O rei Saudita tinha um cachorro muito esperto, que entendia tudo o que seu dono falava. Mas o cachorro não sabia falar. E esta era a missão proposta pelo rei Saudita: fazer o seu querido cão falar.

 

O americano, ao escutar o estranho pedido do rei Saudita, deu risada e disse:

 

- Mas que tolice, todos sabem que cachorros não falam, isto é impossível!

 

Mal terminou de falar e os guardas reais atiraram, matando o prisioneiro.

 

O inglês, assustado, não foi tão direto. Hesitou um pouco e finalmente disse:

 

- Eu já vivi muito, já escutei de tudo. É possível fazer um papagaio falar, uma arara também pode aprender a falar, mas na minha vida inteira eu nunca escutei que é possível fazer um cachorro falar!

 

Também mal terminou de falar e recebeu tiros dos guardas reais, caindo morto.

 

Então o judeu israelense, o único prisioneiro restante, aproximou-se do rei Saudita e disse:

 

- Sem problemas, majestade, eu posso fazer seu cachorro falar. Porém, para isso eu preciso de um ano inteiro de intensos treinamentos.

 

O rei Saudita concordou e, juntando seus guardas, partiu dali com a promessa de voltar dentro de um ano para cobrar os resultados prometidos.

 

O treinador do cachorro, que havia escutado toda a conversa, balançou a cabeça e disse ao judeu:

 

- Escute, amigo, eu treino cachorros de todas as raças há mais de 40 anos e nunca escutei falar que é possível fazer um cachorro falar. O que você pretende fazer?

 

O judeu israelense calmamente respondeu:

 

- Por que você está tão preocupado agora? Eu tenho um ano inteiro pela frente. Neste ano o rei pode morrer, o cachorro pode morrer, até mesmo eu posso morrer. Então por que se preocupar?"

 

Em nossas vidas nos preocupamos e sofremos por antecipação. Muitos dos nossos problemas existem apenas na nossa cabeça. Se confiarmos mais em D'us e nos dedicarmos aos problemas que realmente existem, podemos evitar muita dor de cabeça desnecessária.

 

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Um dos assuntos mais delicados para o ser humano é o equilíbrio entre a necessidade de se esforçar para obter resultados na vida e a "Bitachon", a segurança e a certeza de que é D'us que faz tudo acontecer. Por um lado não podemos ficar sentados esperando um milagre acontecer, temos que fazer a nossa parte. Por outro lado não podemos nos esforçar mais do que o necessário ou nos desesperar com o que acontecerá no futuro, pois isto é uma demonstração de falta de Bitachon. Em cada situação precisamos encontrar o equilíbrio perfeito, e isto é algo difícil de ser conseguido.

 

Um exemplo da dificuldade de alcançar este equilíbrio está na Parashá desta semana, Vaishlach, na qual Yaacov iniciou a viagem de volta para casa, depois de 36 anos ausente. Ele havia fugido para a cidade de Haran, onde vivia seu tio Lavan, para escapar da fúria de seu irmão Essav, que queria matá-lo por causa da Brachá (Benção) de primogenitura. Para saber como estava a situação depois de tanto tempo, Yaacov enviou anjos com a seguinte mensagem de reconciliação para Essav: "Eu estou completo com você e desejo seu amor". Mas os anjos voltaram com más notícias, informando que Essav vinha em sua direção, com um exército de 400 homens. Yaacov se estressou com as notícias e preparou-se para o iminente confronto. No final não houve guerra e os irmãos se abraçaram no reencontro.

 

Mas uma grande pergunta surge sobre este episódio. Será que Yaacov agiu corretamente ao enviar os anjos? À primeira vista parece que sim. Yaacov conhecia a índole de seu irmão, sabia que ainda era grande o perigo de um confronto e a possibilidade de Essav querer matá-lo. Portanto, nada mais natural do que, ao voltar para casa, enviar emissários para buscar a paz com seu irmão.

 

Mas há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que mostra o quanto este assunto é difícil. O Midrash afirma que o ato de Yaacov ter mandado os anjos foi um erro. O Midrash ilustra com um provérbio de Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Como aquele que agarra pelas orelhas um cachorro que passa, assim é aquele que se intromete em uma briga que não é sua" (Mishlei 26:17). O Midrash ainda compara o ato de Yaacov a um homem que, ao passar por uma região perigosa, vê um ladrão dormindo e o desperta para que ele tome cuidado com os malfeitores da região. O ladrão então acorda, começa a bater nele e diz "Não apenas o mal foi despertado, mas foi você quem o despertou".

 

Deste Midrash ficam duas perguntas. Havia uma briga real entre Yaacov e Essav, a ponto de Yaacov ter que fugir para salvar sua vida. Então por que o Midrash diz que Yaacov se intrometeu em uma briga que não era dele? Além disso, Essav era um Rashá (malvado), pronto para fazer mal a qualquer momento. Por que a comparação de Essav com um ladrão dormindo?

 

Explica o Rav Chaim Shmulevitz zt"l que daqui aprendemos um dos mais importantes fundamentos espirituais. Todo momento que um sofrimento ou uma dificuldade ainda não atingiram efetivamente uma pessoa, ainda devem ser considerados como "uma briga que não é sua". Mesmo que exista uma chance de alguma dificuldade acontecer, mesmo uma chance considerável, ainda assim está no nível de "um ladrão que está dormindo". Portanto, qualquer ato para afastar esta dificuldade que ainda não chegou pode ser uma demonstração de falta de Bitachon e, portanto, pode se transformar em uma complicação.

 

Qual é a prova que Yaacov, em seu gigantesco nível espiritual, cometeu um pequeno erro em seus cálculos? Explica o Midrash que Yaacov, com seu esforço onde não era necessário, acabou trazendo para si um perigo que não existia. O Midrash diz que Essav originalmente não vinha ao encontro de Essav. Ele estava apenas andando em seu caminho, cuidando de seus negócios. Mas ao enviar os anjos, Yaacov segurou pelas orelhas o cachorro que estava adormecido, despertando Essav e fazendo-o decidir ir ao seu encontro, acompanhado de 400 homens. A pequena falha de Bitachon de Yaacov causou o verdadeiro perigo. A preocupação desnecessária não apenas foi algo negativo, mas também transformou em real um perigo que era apenas teórico.

 

Muitas vezes vemos ensinamentos interessantes na Torá e não percebemos o quanto eles podem influenciar nossas vidas. O que devemos aprender deste episódio para o nosso cotidiano? Que muitos dos sofrimentos e preocupações que temos na vida são completamente desnecessários, sofremos por antecipação sem nenhuma necessidade. Por exemplo, no nascimento dos nossos filhos já começamos a nos preocupar. Com quem eles vão casar? Como conseguiremos o dinheiro para pagar o casamento? Como eles terão seu sustento? Nos torturamos com muitas dúvidas que, na verdade, estão muito distantes e são completamente desnecessárias neste momento. O que acontecerá em 1 ano? E em 10 anos? Por que nos preocupamos tanto com dúvidas sobre o futuro, se sabemos que D'us pode mudar tudo de um instante para o outro? Por causa de nossa falta de Bitachon.

 

A falta de Bitachon não acontece apenas em grandes decisões na vida, mas também nos pequenos detalhes do cotidiano. Temos que prestar atenção o quanto a falta de Bitachon nos atrapalha e nos causa problemas desnecessários. Por exemplo, quando temos que ir a um lugar que não conhecemos, já começamos a nos preocupar antes mesmo de sair de casa. E se eu não encontrar lugar para estacionar? E se eu não encontrar a rua? E se eu não souber voltar? Dúvidas que nos trazem angústia e sofrimentos desnecessários.

 

Viver com Bitachon não significa viver de maneira irresponsável, sem planejamento. Temos que fazer planos e plantar para poder colher no futuro. Mas não devemos sofrer com a ansiedade de como será o futuro, pois isto é falta de Bitachon. Temos que tratar dos problemas reais, não daqueles imaginários, que nos assombram. Se você vai a um lugar novo, leve um mapa ou um GPS. Se informe se há estacionamentos na redondeza. Faça sua parte. Mas sem nunca esquecer que D'us pode facilmente fazer aparecer uma vaga para o nosso carro quando necessitamos. Não precisamos sofrer por causa disso. É melhor guardar nossa energia para tratar dos problemas reais, não dos imaginários.

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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