Mostrando postagens com marcador Relacionamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relacionamentos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

ENXERGUE A PARTE POSITIVA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ REÊ 5782

BS"D
Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ REÊ



         São Paulo: 17h34                  Rio de Janeiro: 17h22 

Belo Horizonte: 17h26                  Jerusalém: 18h35
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter

MENSAGEM DA PARASHÁ REÊ

ASSUNTOS DA PARASHÁ REÊ
  • A Brachá e a Klalá.
  • Santidade da Terra de Israel / Destruição das idolatrias.
  • Altares particulares.
  • Permissão de comer oferendas redimidas.
  • Comidas sagradas consumidas apenas em Jerusalém.
  • Permissão de comer comidas não consagradas.
  • Princípios gerais.
  • Proibição de copiar os rituais dos Knaanim.
  • O falso Profeta.
  • "Missionários"idólatras.
  • A Cidade Apóstata.
  • Responsabilidade do"Povo Escolhido".
  • Animais proibidos para o consumo: Criaturas aquáticas e Pássaros.
  • O Segundo Dízimo.
  • Dízimos para o pobre.
  • O Ano de Shmitá.
  • Emprestando dinheiro.
  • O Escravo judeu.
  • Animais primogênitos.
  • Shalosh Regalim: Pessach, Shavuót e Sucót.
BS"D

ENXERGUE A PARTE POSITIVA - PARASHÁ REÊ 5782 (26/ago/22)

Era o primeiro dia de aula e Alberto, o dedicado professor, gostava de começar o ano em grande estilo. Assim que entrou na classe, ele estendeu um grande lençol branco em uma das paredes da sala de aula e ficou aguardando a chegada dos alunos.

Pouco tempo depois, os alunos começaram a chegar. À medida que entravam, ficavam curiosos com aquele lençol estendido na frente deles. Será que havia algo escondido atrás? O que significava? As crianças olhavam umas para outras em busca de respostas, mas sempre encontravam as mesmas expressões de perplexidade.

Alberto iniciou a aula se apresentando aos alunos e perguntando o nome de cada um deles. Logo depois, apontado para a parede onde estava o lençol, perguntou:

- O que vocês estão vendo?

Um dos alunos percebeu que naquele imenso lençol estendido havia uma pequena mancha preta. Imediatamente ele disse ao professor que estava vendo uma mancha. Os demais colegas, um após o outro, concordavam com ele. Todos conseguiram ver a manchinha que estava no centro do lençol branco. Só não sabiam que aquela mancha estava lá de forma proposital.

Após confirmar com cada um dos alunos se a manchinha preta era a única coisa que eles viam, Alberto fez outra pergunta:

- Ninguém aqui está vendo o lençol?
 
Os alunos ficaram envergonhados. Realmente nenhum deles havia nem mesmo mencionado o lençol, de tão focados que estavam na manchinha. Alberto então ensinou aos seus alunos algo extremamente importante, que eles deveriam levar para o resto de suas vidas:

- Queridos alunos, percebam que, apesar do tamanho do lençol, todos conseguiram enxergar apenas a pequena manchinha preta que tem nele. Isso acontece por estarmos acostumados a procurar sempre os defeitos e as falhas. Mas, durante o ano, vamos aprender a focar no lado positivo, a enxergar o que cada um tem de bom, ao invés de procurar sempre os defeitos e a parte negativa de cada pessoa ou de cada situação.

Nesta semana lemos a Parashá Reê (literalmente "Veja"), que traz diversos assuntos importantes mencionados por Moshé em seus últimos discursos de despedida. Ele ressaltou a santidade da Terra de Israel e a necessidade de arrancar pela raiz todas as idolatrias e costumes imorais dos habitantes da terra. Justamente pelo fato de a Terra de Israel ser tão sagrada, qualquer comportamento inadequado poderia levar à expulsão do povo judeu, como estava por acontecer com os sete povos que viviam lá, que seriam expulsos justamente por seu comportamento inadequado. Moshé também advertiu o povo judeu para que eles não acrescentassem ou diminuíssem nenhum dos ensinamentos da Torá, em uma tentativa de adequá-la às suas próprias necessidades. Não é a Torá que deve se adequar a nós, e sim nós que devemos nos adequar aos ensinamentos e estilo de vida da Torá. Moshé nos garantiu que todo aquele que andar nos caminhos da Torá terá uma vida de Brachót, enquanto aquele que se desvia terá uma vida de Klalót e dificuldades.

Um dos assuntos importantes trazidos na nossa Parashá é a Kashrut. Este é um assunto de extremo impacto em nossas vidas, pois tudo o que consumimos tem uma parte material e uma parte espiritual. Quando consumimos alimentos que não são Kasher, impurificamos nosso corpo e nosso coração, dificultando nossa conexão com D'us e a compreensão dos assuntos espirituais. Não é fácil se adaptar a uma "dieta espiritual" com tantas restrições, mas a Torá nos garante que a alimentação adequada nos torna pessoas com mais santidade.
 
A Parashá traz os sinais para identificarmos os animais que são Kasher e os que não são Kasher, em relação aos animais que caminham sobre a terra e os aquáticos. Já em relação aos pássaros não há sinais de identificação, e sim uma lista de todos aqueles que são impuros e, portanto, inadequados ao nosso consumo. Apesar de esta descrição parecer ser apenas algo técnico, a Kashrut é um assunto que contém muitas lições preciosas, que vão além dos meros detalhes do que podemos ou não comer.
 
Algo que nos chama a atenção é o fato de, logo após ter mencionado os requisitos para que um animal seja Kasher, que são o casco completamente fendido e a característica de ser ruminante, a Torá traz uma lista de animais que não são Kasher por apresentarem apenas um dos sinais de Kashrut, como está escrito: "Mas vocês não devem comer daqueles que ruminam, nem dos que têm cascos fendidos: o camelo, o "shafan" e a "arnevet", porque ruminam, mas não têm casco fendido, eles são impuros para você. E o porco, porque tem casco fendido, mas não rumina, é impuro para você" (Devarim 14:7,8). Porém, se a Torá já havia nos ensinado que são necessários os dois sinais de Kashrut para que o animal seja considerado puro, então qual é a necessidade de "gastar" dois versículos descrevendo que os animais com apenas um sinal não são Kasher? Não é óbvio?

Muitos "negacionistas" argumentam que a Torá não é um documento Divino, e sim um livro escrito por mãos humanas. Porém, ressalta o Rav Noach Weinberg zt"l (EUA, 1930 - Israel, 2009) que este ensinamento sobre Kashrut é uma das muitas provas de que a Torá não pode ter sido escrita por um ser humano, ela necessariamente foi escrita por um Ser ilimitado, que tem conhecimento pleno de tudo o que existe no universo. O Talmud (Chulin 60b), escrito há mais de dois mil anos, afirma que a Torá "gastou" versículos para escrever estes quatro animais para nos ensinar que estes são os únicos quatro animais na face da Terra que apresentam apenas um sinal de Kashrut. Se a Torá fosse realmente um documento humano, que escritor colocaria sua credibilidade em jogo desta maneira? O que ocorreria se um quinto animal fosse encontrado? Toda a credibilidade da Torá teria sido destruída. Porém, três milênios após a Torá ter sido entregue ao povo judeu, e com todos os modernos equipamentos e conhecimentos científicos, nunca foi encontrado nenhum animal que pudesse contradizer o que foi afirmado pela Torá. Que ser humano poderia prever que mais nenhum animal apresentando apenas um dos sinais de Kashrut seria encontrado no mundo todo?

Somente este ensinamento já seria suficiente para nos encher de alegria, por percebermos o quão profunda e incrível é a nossa Torá, que traz muitas informações que seriam impossíveis de serem conhecidas por qualquer ser humano, em especial há mais de três mil anos. Porém, além de fortalecer nossa Emuná, estes versículos sobre os animais Kasher também nos ensinam uma importante lição em relação ao nosso relacionamento interpessoal. Qual é um dos maiores problemas que temos atualmente nos nossos relacionamentos? Estamos sempre reclamando de tudo, procurando sempre os defeitos, o lado negativo de cada pessoa. Isso acontece nas amizades, mas infelizmente também tem sido cada vez mais frequentes nos casamentos, o que é perceptível nas terríveis estáticas de divórcios, extremamente elevadas e que cada vez aumentam mais. Qual é a solução?
 
A resposta está em um detalhe surpreendente das leis de Kashrut. Se prestarmos atenção nos quatro animais que a Torá classifica como impuros, em primeiro lugar são mencionados os sinais que são Kasher. Por exemplo, o fato de ser ruminante no caso do camelo, "shafan" e "arnevet", e o fato de ter a pata fendida no caso do porco, e somente depois a Torá menciona o sinal que o desqualifica de ser Kasher. Por que a Torá não foi direto ao ponto, mostrando qual é o sinal que caracteriza o animal como impuro? Afinal, mencionar o sinal Kasher é completamente irrelevante nestes casos, devido à outra característica que os desqualifica!
 
Explica o Midrash que a Torá está nos transmitindo uma mensagem maravilhosa. Mesmo quando a Torá nos diz que um porco ou um camelo não são Kasher, inicialmente nos mostra suas características louváveis. Mesmo quando a Torá diz que algo é proibido para o nosso consumo, ainda assim se esforça para apresentar primeiro uma característica positiva. Isso nos transmite um incrível ensinamento de vida: ao olhar para as outras pessoas, ou até mesmo para as situações que surgem em nossa vida, devemos começar buscando as características positivas, as qualidades. Isso nos ajudará a ver as pessoas e situações com outros olhos.

Ensina o Rav Yssocher Frand que precisamos sempre nos assemelhar a D'us em Sua bondade e misericórdia. Mesmo ao descrever um animal impuro, D'us tenta encontrar algo bom para dizer a respeito desse animal. Muito mais devemos, ao olhar para outro ser humano, apesar dos seus defeitos e erros, nos esforçar para encontrar coisas positivas para falar, antes de fazer qualquer análise negativa.
 
Infelizmente acabamos acostumando, desde crianças, a procurar as falhas, os defeitos e a parte negativa nos outros. É por isso que a mensagem da Torá é tão atual e importante. Ao olharmos para alguém ou para uma situação, devemos tentar ressaltar o positivo, os bons valores, antes de procurar os defeitos. Perceberemos que as pessoas têm muito mais qualidades que defeitos, e isso afetará positivamente nossos relacionamentos. A pessoa perceberá, por exemplo, que não está casada com um "defeito ambulante", e sim com uma pessoa maravilhosa que, como todos nós, tem alguns pequenos defeitos a serem consertados. Então o mundo parecerá um mundo melhor. Não porque o mundo terá mudado, mas porque teremos mudado os nossos olhos. 

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

A VERDADEIRA DEMONSTRAÇÃO DE AMOR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT NITZAVIM E VAYELECH 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHIÓT NITZAVIM E VAYELECH 5780:

São Paulo: 17h37                   Rio de Janeiro: 17h24 
Belo Horizonte: 17h29                  Jerusalém: 18h14
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DAS PARASHIÓT NITZAVIM E VAYELECH
BS"D
ASSUNTOS DA PARASHAT
NITZAVIM
 
- Renovação do Pacto.
- Advertência contra idolatria.
- Arrependimento e Redenção.
- A Torá é acessível a todos.
- Livre-Arbítrio.



 
VAYELECH
 
- Preparação para nova liderança.
- Yehoshua.
- Hakel e a leitura do Sefer Devarim pelo Rei de Israel.
- Preparativos finais de Moshé.
- A Torá é colocada como testemunha.

A VERDADEIRA DEMONSTRAÇÃO DE AMOR - PARASHIÓT NITZAVIM E VAYELECH 5780 (11/SET/2020)


"Na época em que o Rambam (Maimônides) (Espanha, 1135 - Egito, 1204) era médico particular do Sultão egípcio, ele ficou muito amigo do Rav Avraham ben Meir zt"l (Espanha, 1092 - 1167), mais conhecido como Ibn Ezra. Apesar de ser um grande erudito, o Ibn Ezra sofreu com tragédias pessoais e extrema pobreza na vida.

Em certa ocasião, o Ibn Ezra teve uma terrível infecção nos olhos, que o impedia de continuar estudando Torá. Sem dinheiro e sem outra alternativa, somente lhe restava pedir ajuda ao seu amigo Rambam. Normalmente o Rambam o recebia de forma calorosa, com um enorme sorriso. Porém, daquela vez foi diferente, pois o Rambam se comportou de maneira muito estranha. Assim que o Ibn Ezra entrou, o Rambam virou o rosto e nem mesmo lhe deu boas vindas. O Ibn Ezra começou a explicar as dores que sentia no olho, mas o Rambam continuava ignorando-o. E, ao invés de ajudar seu amigo, o Rambam chamou seu servente e disse:
 
- Leve este homem e o prenda no estábulo, junto com os animais, pois é isto que ele merece!
 
O Ibn Ezra não conseguia acreditar nos seus ouvidos. Por que seu amigo estava se comportando daquela maneira, tão cruel e hostil? Ele não tinha feito nada de errado! Sem demora, o servente do Rambam o levou ao estábulo e trancou a porta. Muito decepcionado com a reação do amigo, ele suspirou profundamente. Logo, as lágrimas começaram a rolar no seu rosto. A tristeza e a sensação de abandono eram tão grandes que ele chorou amargamente durante toda a noite.

Quão grande foi a surpresa do Ibn Ezra quando, ao amanhecer, o Rambam veio pessoalmente cumprimentá-lo, pedindo perdão por tê-lo tratado daquela maneira tão rude. Sob o olhar de espanto do Ibn Ezra, o Rambam explicou que, no dia anterior, ao olhar para os olhos do amigo, havia diagnosticado que ele tinha uma doença muito grave, que poderia fazê-lo perder a visão para sempre. A única forma de tratar aquela doença era limpar os olhos repetidamente com lágrimas. Por isso ele havia prendido seu amigo de forma tão cruel, para causar-lhe angústia e levá-lo ao choro. O Rambam finalizou dizendo que seu amigo já estava visivelmente curado."

D'us nos manda às vezes coisas que parecem não ser boas. Porém, não podemos esquecer que Ele quer somente o nosso bem, e que tudo o que acontece em nossas vidas é para o bem, mesmo que não entendamos... ainda.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Nitzavim (literalmente "De pé") e Vayelech (literalmente "E foi"). Na Parashat Nitzavim, Moshé nos alerta novamente sobre os perigos do contato com as nações idólatras que viviam na Terra de Israel, nos ensina sobre a força da Teshuvá (arrependimento) e ressalta nossa obrigação de estudarmos Torá. Já a Parashat Vayelech fala sobre a transmissão da liderança do povo para Yehoshua, a comemoração do "Hakel" (a cada sete anos, no final do ano de Shemitá, todo o povo judeu ia para Jerusalém, escutar a leitura do Sefer Devarim pelo rei de Israel) e os preparativos finais de Moshé antes do seu falecimento.
 
No final da Parashat da semana passada, Ki Tavô, Moshé advertiu duramente o povo judeu e listou 98 Klalót (maldições) que recairiam sobre nós caso nos afastássemos dos caminhos da Torá. Mas por que esta advertência com tantas Klalót, e tão severas? Em outras Parashiót da Torá, D'us simplesmente nos deu advertências e avisou qual seria a punição aplicada caso transgredíssemos Seus mandamentos. Então por que neste momento, quando estavam prestes a entrar na Terra de Israel, D'us foi tão duro com o povo judeu? E qual é a conexão destas Klalót tão duras com o início da Parashat Nitzavim, na qual Moshé renova o pacto de D'us com o povo judeu e os adverte sobre a idolatria?
 
A Parashat começa com as seguintes palavras: "Vocês estão de pé, neste dia, todos vocês, diante de Hashem, seu D'us" (Devarim 29:9). O que Moshé quis dizer com estas palavras? Rashi (França, 1040 - 1105) explica que, após ter escutado as terríveis Klalót, o povo judeu empalideceu e disse a Moshé: "Não conseguiremos suportar este peso sobre nossas costas!". Imediatamente Moshé os acalmou, dizendo: "Vocês estão de pé, neste dia, todos vocês, diante de Hashem". Qual é o consolo contido nestas palavras de Moshé? Rashi explica que é como se Moshé estivesse dizendo ao povo: "Vocês viram que, durante os 40 anos em que permanecemos no deserto, muitas vezes o povo provocou a fúria de D'us como seus maus atos. Porém, apesar disso, estamos todos aqui, vivos". Moshé quis transmitir ao povo que, apesar dos erros, D'us não havia destruído o povo.
 
Entretanto, ainda não está claro qual foi o consolo de Moshé ao povo. Poderíamos pensar que ele estava dizendo: "Não se preocupem. As advertências parecem pesadas, mas vocês podem ver que, na prática, não são tão terríveis assim". Porém, é impossível imaginar que esta era a mensagem que Moshé estava querendo transmitir ao povo, pois desta forma ele estaria destruindo o objetivo das Klalót, que era justamente impedir que o povo se desviasse dos caminhos corretos. Então, qual é o verdadeiro significado das palavras de Moshé?
 
Há outro questionamento interessante, relacionado com os castigos que recebemos de D'us. O Midrash afirma que quando D'us pune os Reshaim (perversos), eles não se recuperam mais, mas os Tzadikim (justos) sempre se recuperam de suas punições. O entendimento mais simples deste Midrash é que os Reshaim recebem punições mais severas do que os Tzadikim e, por isso, não conseguem mais se levantar. Porém, o Midrash continua e diz que apenas uma série de flechas é suficiente para derrubar os Reshaim, enquanto um lote inteiro de flechas não é suficiente para superar a resiliência dos Tzadikim. O Midrash está enfatizando que a diferença entre os Reshaim e os Tzadikim não é a severidade do golpe, mas sim a sua capacidade de resistir ao castigo. Então, qual é o segredo dos Tzadikim, que conseguem se levantar mesmo após receberem duros castigos de D'us, enquanto os Reshaim não se levantam mais, mesmo sem terem sido castigados de forma tão dura?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que a resposta está no entendimento do verdadeiro valor das Mitzvót em nossas vidas. Normalmente associamos o cumprimento das Mitzvót com a construção do nosso Mundo Vindouro, pois nossos sábios ensinam que cada Mitzvá é como um tijolo na construção da nossa eternidade. Porém, além de ajudar a garantir para nós um lugar no Mundo Vindouro, cumprir as Mitzvót tem outro importante propósito, relacionado com a nossa vida neste mundo. As Mitzvót dão à pessoa um senso de realidade. Quando uma pessoa cumpre Mitzvót, sua força vital e sua própria vontade de viver são fortalecidas, pois a pessoa vive com mais foco e objetivo. A consequência é que uma pessoa com grande vontade de viver é mais capaz de superar as adversidades da vida. E, ao contrário, as transgressões criam na pessoa um desânimo na vida, um sentimento de que a vida é apenas passageira, de que não vale a pena grandes investimentos. Os Reshaim, portanto, não têm determinação para viver, não aprendem a lidar com as falhas que cometem na vida e acabam desabando, completamente desanimados, diante dos desafios.
 
O mesmo se aplica aos nossos relacionamentos. A capacidade de uma pessoa de superar as dificuldades que podem surgir em um relacionamento é proporcional ao valor que a pessoa atribui a ele e, portanto, ao esforço que faz para manter esse relacionamento. Infelizmente percebemos isto de forma muito clara na nossa sociedade, onde a falta de compromisso nos casamentos faz com que eles sejam dissolvidos ao primeiro sinal de adversidade.
 
Com estes conceitos, podemos entender o consolo de Moshé. O povo judeu havia se aproximado dele, apavorado com o imenso fardo que sentia por causa das terríveis Klalót que havia acabado de ouvir. Moshé os tranquilizou, dizendo que eles tinham uma perspectiva errada sobre a natureza de uma Klalá. Recompensa e punição representam até que ponto um relacionamento ainda existe ou já foi dissolvido. Uma Klalá reflete o desejo de D'us de um relacionamento duradouro com o povo judeu. A Klalá é a ferramenta que D'us usa para persuadir o povo judeu a apreciar seu relacionamento com Ele. A própria existência de Klalót prova que D'us fará de tudo para assegurar que o povo judeu continue no relacionamento, pois conforme Ele jurou aos nossos antepassados, Ele nunca nos abandonará. Portanto, o fato de o povo judeu estar em pé diante de Moshé, vivo e bem, indica que seu relacionamento com D'us está em boa situação. Mesmo que surgirão momentos em que eles serão submetidos às Klalót, o consolo é que as próprias Klalót indicam que D'us deseja que o relacionamento perdure.
 
Foi por isto que Moshé utilizou a expressão "neste dia". Embora em todos os dias há um período em que fica tudo escuro, temos a certeza de que o sol voltará a brilhar. Da mesma forma que D'us trouxe luz para nós, Ele nos trará luz novamente no futuro. As Klalót e sofrimentos nos preservam e permitem que estejamos diante de D'us. As Klalót evitam que nos desviemos do caminho, enquanto os sofrimentos nos purificam das nossas transgressões. Isto significa que Moshé estava dizendo ao povo judeu: "Vocês não estão vivos apesar das Klalót. Vocês estão vivos, em uma vida verdadeira, uma vida com sentido, justamente por causa das Klalót".
 
Estamos chegando a Rosh Hashaná, o "Dia do Julgamento". Este dia também traz uma mensagem incrível do amor de D'us pelo povo judeu. Por que Ele nos julga neste dia? Para nos ensinar que Ele se importa com os nossos atos. Na verdade, Ele se importa até mesmo com os pensamentos do nosso coração. Em Rosh Hashaná Ele quer ver o quanto nós estamos comprometidos no nosso relacionamento com Ele. D'us não quer nos perder, e vai fazer de tudo para isso. Pois, além de ser "Melech", ele também é Pai. E um pai nunca desiste de um filho.
 

SHABAT SHALOM
 
QUE SEJAMOS INSCRITOS E SELADOS NO LIVRO DA VIDA
  

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp