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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

DÊ VALOR À SUA VIDA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHEMOT 5785

BS"D
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R' Moishe Eliezer ben Dvora Chana

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Camille bat Renée z"l    
Sr. Avraham ben Rivka Goldberg z"l    

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PARASHÁ SHEMOT 5785



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ASSUNTOS DA PARASHÁ SHEMOT
  • O Crescimento do povo judeu.
  • O "novo" Faraó e a opressão.
  • Bebês jogados no Nilo.
  • Nascimento de Moshé.
  • Moshé sai para ver seus irmãos.
  • Moshé foge para Midian.
  • O arbusto ardente.
  • Moshé é apontado como salvador do povo judeu.
  • Moshé "discute" com D'us.
  • Moshé volta ao Egito.
  • Brit Milá do filho de Moshé.
  • Moshé e Aharon pedem ao Faraó a liberação do povo judeu.
  • O Faraó aumenta o trabalho do povo.
  • Os judeus reclamam com Moshé.
  • Moshé reclama com D'us.
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DÊ VALOR À SUA VIDA - PARASHÁ SHEMOT 5785 (17/jan/25)
 
"Lilian é uma enfermeira que vive em Israel. Sábado, às 06h30 da manhã, Lilian estava pronta para sair para o seu trabalho em um hospital. Ela pegou um copo de café e, como é o costume de muitos israelenses, saiu na rua com o café na mão. Foi diretamente para o ponto de ônibus, onde passaria a Van especial com o motorista não judeu que levava os médicos e enfermeiras para seu trabalho no hospital no Shabat.
 
Enquanto Lilian esperava a Van, sentiu que sua mão estava molhada. Ela olhou e, para seu desespero, percebeu que o copo descartável estava furado e o café estava vazando, sujando também sua roupa. Ela ficou extremamente irritada. Com tantos copos no pacote, por que havia pegado justamente o que estava furado? Agora teria que trocar de roupa e preparar outro café! Voltou correndo para casa, com a sensação de que havia acordado naquela manhã com o pé esquerdo. Enquanto preparava outro café, Lilian ouviu fortes estrondos na rua. Ela correu até a janela e viu que, bem na frente da sua casa, no ponto de ônibus onde ela estava poucos minutos atrás, haviam terroristas árabes atirando para todos os lados. Era o fatídico dia 7 de outubro de 2023.
 
Assustada, sem entender o que estava acontecendo, Lilian rapidamente fechou todas as janelas, trancou as portas e toda a família entrou no quarto protegido da casa, e lá ficaram por longas horas, até serem salvos pelo exército.
 
Vamos fazer uma pequena reflexão. Aquele copo, um copo dentre milhares de copos descartáveis produzidos na fábrica de copos, saiu com defeito. Imagine que, hipoteticamente, ele foi guardado em um dos milhares de pacotes, na nona posição. Aquele pacote, dentre muitos outros, foi levado para uma loja específica, onde a família de Lilian o comprou. Eles abriram aquele pacote justamente para aquele Sucót. Oito pessoas usaram copos do pacote, até que chegou o nono copo que estava ali, furado, esperando para que Lilian o pegasse, às 06h30 da manhã, naquele Shabat, que também era Simcha Torá, para salvar a vida dela e de toda a sua família.
 
Isso é incrível! Se qualquer detalhe da história fosse um pouquinho diferente, este copo furado não estaria nas mãos dela naquela manhã e o final da história seria trágico. Enquanto Lilian reclamava da sua má sorte, ela não percebia que D'us estava salvando a vida dela e de sua família. Por isso, da próxima vez que alguma coisa der errado na sua vida, saiba que há uma orquestração gigantesca por trás, diretamente lá de cima. Tudo tem o seu motivo, o seu lugar e o seu momento. Aprenda a agradecer mais e a reclamar menos da vida.
 

Nesta semana começamos o segundo Livro da Torá, Shemot, que descreve desde o processo de escravização do povo judeu no Egito até a sua posterior salvação, física e espiritual, feita por D'us através de Moshé Rabeinu, nosso maior líder, com muitos sinais e milagres. D'us demonstrou Sua força e Seu controle sobre toda a natureza.
 
Na Parashá desta semana, Shemot (literalmente "Nomes"), a Torá começa a contar sobre o Faraó que decidiu escravizar os judeus, ignorando o fato de Yossef ter salvado todo o Egito da morte por fome, demonstrando um sentimento extremo de ingratidão, como está escrito "Um novo rei se levantou sobre o Egito, que não conhecia Yossef" (Shemot 1:8). "Não conhecia" significa que ele negou todas as bondades recebidas. O Faraó então começou a convencer seu povo a escravizar os judeus, utilizando falsos argumentos que amedrontaram os egípcios, como está escrito: "Ele disse ao seu povo: "Eis que o povo dos Bnei Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Preparem-se, vamos lidar com eles com astúcia, para que não aumentem, e uma guerra aconteça, e eles se juntem aos nossos inimigos e façam guerra contra nós, e partiremos da terra" (Shemot 1:9,10).
 
O Midrash ensina que a linguagem "vamos lidar com eles com astúcia" (Shemot 1:10) se refere ao plano que o Faraó estava desenvolvendo junto com seus três conselheiros: Bilaam, Yov e Ytró. Bilaam, que apoiou a escravização do povo judeu, foi morto. Yov, que permaneceu em silêncio, foi condenado a terríveis sofrimentos, como a perda de todo o seu dinheiro, de todos os seus filhos e da sua saúde. Ytró, que fugiu, foi recompensado com descendentes que trabalharam no Beit Hamikdash.
 
Mas há algo neste ensinamento do Midrash que desperta um óbvio questionamento. O castigo de Bilaam, que deu um mau conselho contra o povo judeu, deveria ter sido incomparavelmente maior que o de Yov, que apenas ficou em silêncio. Então por que Bilaam apenas foi morto, enquanto Yov foi submetido a sofrimentos amargos e terríveis, que estão além da capacidade humana de suportar?
 
Explica o Rav Chaim Shmulevitz zt"l 
(Lituânia, 1902 - Israel, 1979) que, na realidade, há uma falha filosófica neste questionamento. A pergunta somente surge por nossa falta de reconhecimento do verdadeiro valor da vida. O profeta Yirmiahu nos ensina: "Por que se queixa o homem enquanto vive?" (Eichá 3:39). Rashi, em seu comentário sobre este versículo trazido no Talmud (Kidushin 80b), diz que quando alguém reclama dos problemas da vida, é como se D'us falasse: "Por que ele se queixa das adversidades que lhe acontecem, após o grande ato de bondade que Eu fiz com ele ao lhe dar a vida?".
 
As palavras de Rashi podem ser explicadas através de uma parábola: um homem ganhou sozinho o maior prêmio da loteria. No momento em que foi informado sobre a grande fortuna que receberia, ficou tão feliz que acabou esbarrando em um copo de vidro, que caiu e se quebrou. Será que esse homem sentiria tristeza por uma perda tão insignificante em meio a tamanha alegria? Certamente a felicidade que ele experimenta anula qualquer sensação de pesar por eventos triviais da vida cotidiana. Da mesma forma, uma pessoa deve sentir uma imensa gratidão pela bondade de D'us ao lhe conceder a vida. Sua alegria e felicidade devem ser tão grandes que ela não sinta ou perceba as dificuldades e sofrimentos, por maiores que sejam. Assim disse David HaMelech: "D'us me castigou severamente, mas não me entregou à morte" (Tehilim 118:18). Em outras palavras, David HaMelech está nos ensinando que, embora D'us tenha lhe afligido com grandes sofrimentos, Ele não o entregou à morte, e por isso ele não sentia as dores e sofrimentos da vida.
 
Concluímos, portanto, que uma pessoa que se queixa e lamenta das suas dificuldades está no nível de "Mas o homem que não descansa na sua honra é comparado ao um animal silenciado" (Tehilim 49:13). A linguagem "que não descansa na sua honra" se refere a uma pessoa que não percebe que o mais precioso dos presentes, a vida, foi concedido a ele. Neste caso, ele é comparado a um animal, criatura irracional que não sabe valorizar as coisas, e sua vida perde o valor. Tudo isso ocorre porque ele não reconhece a grande Brachá que é a vida.
 
Por esse motivo, uma pessoa que não aprecia devidamente a alegria e a preciosidade da vida pode acabar perdendo-a completamente. Sabemos que Yaacov deveria ter vivido 180 anos, mas viveu apenas 147 anos. Por que ele perdeu 33 anos de vida? Por ter dito ao Faraó, após ter sido questionado quantos anos ele tinha: "Poucos e ruins foram os dias dos anos da minha vida" (Bereshit 47:9). D'us então disse: "Eu o salvei de Essav e Lavan, devolvi Diná e Yossef para você, e ainda assim você se queixa de que sua vida foi curta e ruim? Garanto a você que, conforme o número de palavras ditas nesta conversa com o Faraó (incluindo a pergunta do Faraó, totalizando 33 palavras), assim será reduzida a sua vida, para que você não alcance a idade de seu pai, Ytzchak". Apesar de Yaacov realmente ter enfrentado muitas adversidades, e certamente ter intenções elevadas no que disse ao Faraó, ainda assim, por seu elevado nível espiritual, ele foi imediatamente punido por se queixar da vida.
 
Mas por que até mesmo a pergunta do Faraó foi incluída no número de palavras pelas quais Yaacov foi responsabilizado? Os comentaristas explicam que a pergunta do Faraó surgiu apenas porque ele percebeu que Yaacov estava muito envelhecido, com os cabelos e a barba completamente brancos, o que chamou a sua atenção. Yaacov respondeu que parecia assim tão velho devido às muitas dificuldades que havia passado na vida, que lhe trouxeram um envelhecimento precoce. As palavras do Faraó foram incluídas no castigo pois, se Yaacov não tivesse sentido tanto pesar por suas dificuldades, a velhice não teria se manifestado de forma tão intensa e o Faraó não teria perguntado sua idade.
 
Agora, compreendemos que o castigo de Bilaam foi incomparavelmente mais severo que o de Yov. Yov, apesar de todos os sofrimentos, permaneceu vivo. A vida, a maior alegria possível, foi mantida para ele. Por outro lado, o castigo de Bilaam foi terrível, pois ele perdeu completamente essa grande alegria.
 
Por que a vida é tão alegre? Pois é a nossa única forma de alcançarmos o Mundo Vindouro, eterno, como ensinam os nossos sábios: "Rabi Yaacov disse: 'O Olam Hazé (este mundo) é como um corredor diante do Olam Habá (Mundo vindouro); prepare-se no corredor para poder entrar no salão de banquetes'" (Pirkei Avot 4:16). Como nos preparamos neste mundo? Através do cumprimento das Mitzvót, do estudo da Torá e bons atos.
 
Todos temos problemas e dificuldades. Porém, eles são parte da vida, da nossa "lapidação" e amadurecimento. Precisamos saber o valor da vida, quanto vale cada segundo de oportunidades para o nosso crescimento. Cada Mitzvá, cada ato de bondade, cada Tefilá, valem eternidade, como ensina o Zohar Hakadosh: "Vale a pena uma pessoa vir ao mundo e passar 70 anos de sofrimentos de Yov apenas para responder uma única vez 'Amen Yechei Sheme Rabá' na Tefilá". Não somos anjos, é difícil ignorarmos os sofrimentos pelos quais passamos na vida, como fizeram gigantes espirituais como David HaMelech. Mas que possamos ao menos agradecer mais e reclamar menos, lembrando sempre o maravilhoso presente e oportunidade que é a vida.

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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sexta-feira, 30 de junho de 2023

VALORIZANDO O QUE NÓS TEMOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT CHUKAT E BALAK 5783

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Sr. Gabriel David ben Rachel
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Haviva Bina bat Moshe z"l  

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PARASHIÓT CHUKAT E BALAK



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MENSAGEM DAS PARASHIÓT CHUKAT E BALAK

ASSUNTOS DA PARASHÁ
PARASHÁ CHUKAT
  • A Vaca vermelha
  • A morte de Miriam e reclamação por falta de água.
  • Água da Rocha - Erro e castigo de Moshé e Aharon.
  • Encontro com Edom.
  • A morte de Aharon.
  • Confrontação com Canaan (Amalek).
  • A reclamação, as Serpentes e o Mastro de cobre.
  • Jornadas Posteriores.
  • Cântico do Poço.
  • Confrontações com Sichon e Og.
PARASHÁ BALAK
  • Balak, rei de Moav, contrata Bilaam.
  • Bilaam pede permissão a D'us.
  • Mula de Bilaam e o anjo no caminho.
  • 3 tentativas de amaldiçoar o povo judeu convertidas em 3 Brachót.
  • A transgressão do povo judeu com as mulheres de Midian.
  • A transgressão pública de Zimri (Shimon) e Kosbi (Midian)
  • O zelo de Pinchás (Levi).
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VALORIZANDO O QUE NÓS TEMOS - PARASHIÓT CHUKAT E BALAK 5783 (30/jun/23)
 
"Avraham, um comerciante do Brooklin, nos Estados Unidos, era um exemplo de vida para todos. Tanto se chovesse quanto se fizesse sol, ele estava sempre feliz. Passava o dia sorrindo e cantando. Certa vez, alguém perguntou a ele qual era o motivo de tanta felicidade, e ele respondeu: "Porque eu estou vivo". Ao ver a cara de espanto da pessoa que havia questionado, Avraham riu e disse:
 
- Eu vou explicar. Certa vez, tive que viajar para Londres a trabalho. Tudo correu muito bem, e chegou a hora de voltar para casa. Fui me informar na recepção do hotel como poderia fazer para chegar até o aeroporto. O recepcionista me informou que haviam duas companhias de taxi, uma que sempre chegava atrasada e outra que era sempre extremamente pontual. Obviamente escolhi a companhia que era pontual, pois não queria correr riscos e nem ficar estressado. Pedi então ao recepcionista que me fizesse o favor de chamar o taxi da companhia pontual, mas ele se confundiu e chamou um taxi da companhia que sempre atrasava. O motorista realmente atrasou muito e, para o meu desespero, acabei perdendo o voo.
 
- Parece ruim a história, não? - perguntou Avraham, e continuou - Em um primeiro momento, fiquei muito irritado com a confusão feita pelo recepcionista. Porém, logo descobri que foi uma enorme Providência Divina. Eu deveria ter embarcado no voo 103 da Pan Am, que acabou explodindo sobre Lockerbie, na Escócia, no dia 21 de dezembro de 1988, matando todos à bordo.
 
- Uma pessoa que sabe que deveria estar dentro de um avião que explodiu tem uma nova perspectiva da vida - concluiu Avraham - Daquele dia em diante, o sorriso nunca mais desapareceu do meu rosto."
 
Precisamos dar valor para o que temos de mais valioso: a nossa vida. Não podemos desperdiçar o nosso tempo com atividades que não agregam nenhum valor, nem perder tempo reclamando das dificuldades da vida. Devemos viver e aproveitar cada momento, com alegria e agradecimento.

Nesta semana lemos duas Parashiót, Chukat (literalmente "Estatutos") e Balak. Na Parashá Chukat, a Torá dá um salto de quase trinta e oito anos e começa a descrever acontecimentos importantes do último ano do povo judeu no deserto. Já a Parashá Balak fala da tentativa de amaldiçoar o povo judeu, após Balak, rei de Moav, ter se apavorado com a aproximação do povo judeu. Ele contratou um grande profeta, chamado Bilaam, que por três vezes tentou amaldiçoar o povo judeu, mas D'us nos protegeu e transformou as maldições em Berachót.
 
A Parashá Chukat traz um acontecimento especial, um milagre gigantesco que poderia nem ter sido percebido pelo povo judeu. Quando o povo estava viajando, teriam que passar entre duas montanhas muito altas, que formavam entre elas um desfiladeiro profundo e estreito. As montanhas eram tão próximas uma da outra que um homem parado na montanha de um lado do desfiladeiro poderia falar com seu companheiro parado na montanha do outro lado. Os Emoritas, habitantes da região, então pensaram: "Vamos fazer uma emboscada. Quando os judeus passarem pelo desfiladeiro, sairemos das cavernas da montanha e os atacaremos por cima, atirando flechas e grandes pedras". Haviam fendas na rocha no lado do desfiladeiro que ficava em Moav, e diretamente oposto a essas fendas, na montanha do lado dos Emoritas, havia saliências. Quando os judeus se preparavam para passar, a montanha do lado dos Emoritas tremeu e se moveu em direção à montanha do lado de Moab. Então as saliências entraram nas fendas, esmagando e matando os Emoritas, e salvando o povo judeu.
 
Está ensinado no Talmud (Shabat 10b) que se damos pão a uma criança, devemos informar isso à mãe dela, para que ela possa reconhecer a bondade recebida e isso possa aumentar o amor entre as pessoas. Após D'us ter feito este milagre, Ele pensou: "Quem informará aos Meus filhos sobre esse milagre?". Então o que Ele fez? Depois que os judeus passaram, as montanhas voltaram ao seu devido lugar e o poço de água que acompanhava o povo judeu desceu para o desfiladeiro e carregou o sangue dos mortos, com suas armas e os membros dos seus corpos, e os trouxe para os arredores do acampamento do povo judeu. Quando os judeus viram aquele rio de sangue, entenderam o grande milagre que havia ocorrido e imediatamente fizeram um Cântico de agradecimento e reconhecimento. Este Cântico ficou conhecido como "Shirat Habeer", o "Cântico do poço". O "poço" era, na realidade, era uma rocha de onde saía água de forma milagrosa. Por que foi chamado de "Cântico do poço"? Pois o povo judeu aproveitou para agradecer por D'us ter dado a eles este poço, com um suprimento constante de água, que os acompanhou durante os quarenta anos no deserto, um lugar inóspito, onde seria impossível viver sem este e outros milagres que acompanhavam diariamente o povo judeu.
 
Há outro famoso Cântico na Torá. Após o Mar Vermelho se abrir e o povo judeu atravessar em terra firme, todo o povo agradeceu a D'us através de um Cântico, o "Shirat Haiam" (Cântico do mar). Porém, observamos duas diferenças significativas entre o Shirat Haiam e o Shirat Habeer. A primeira diferença é que o Shirat Haiam começa com as seguintes palavras: "Então Moshé e os Filhos de Israel fizeram este Cântico" (Shemot 15:1), enquanto o Shirat Habeer começa com as palavras: "Então os Filhos de Israel fizeram este Cântico" (Bamidbar 21:17). O que chama a atenção é que no Shirat Haiam o nome de Moshé é mencionado, enquanto no Shirat Habeer o nome de Moshé não aparece. Por que Moshé não é mencionado no Shirat Habeer?
 
A segunda diferença é que o Shirat Haiam foi cantado "ao vivo", imediatamente após ter acontecido o milagre da abertura do mar. Porém, o Shirat Habeer, o agradecimento pelo poço, foi feito já no último ano do deserto, depois que eles já estavam sendo acompanhados pelo poço há quase quarenta anos. Por que o Shirat Haiam foi feito imediatamente, enquanto eles levaram décadas para fazer o Cântico de agradecimento pelo poço?
 
A Parashá desta semana também relata a morte de Miriam. Nossos sábios dizem que o poço milagroso era mérito de Miriam. Quando ela faleceu, o poço parou de fornecer água e foi necessário outro milagre para que Moshé restaurasse o fornecimento. Até aquele momento, o povo não havia entendido que o poço era mérito de Miriam. Eles só perceberam o que Miriam havia feito por eles após o poço ter secado.
 
Essa é uma tendência natural do ser humano, de se acostumar com o que vê, sem refletir sobre o que está por trás das coisas. Por exemplo, vamos até a torneira, giramos e a água sai. Sabemos que sempre que abrirmos a torneira, a água estará lá. Não paramos para pensar que temos água devido a uma infraestrutura de engenharia, que permite que a água esteja disponível. Não pensamos no "milagre" envolvido para o fornecimento de água. Se fossemos até uma rocha no meio do deserto e conseguíssemos tirar água de lá sempre que desejássemos, acabaríamos ficando acostumados com isso também. Certamente nossos filhos achariam que esse é o modo "natural" de usar água. Quando Miriam faleceu e eles viram que o poço havia secado, eles então perceberam pela primeira vez o que Miriam havia feito por eles todos aqueles anos. Portanto, o Shirat Habeer não é somente um agradecimento e um reconhecimento pelo poço de água, é também um tributo a Miriam. Infelizmente o momento em que realmente apreciamos as pessoas é durante sua ausência. Somente com a ausência de Miriam eles perceberam que era devido a ela que tinham água. Esta é a natureza do ser humano.
 
Por que o nome de Moshé não aparece? Na sua integridade e sabedoria, Moshé já havia apreciado durante todos aqueles anos a importância de Miriam. Ele não precisou da ausência de água para perceber isso. Ele não precisou de quarenta anos para apreciar Miriam. Ele não ficou repentinamente inspirado para fazer um Cântico quarenta anos depois. Foi somente o resto do povo que percebeu tardiamente a importância de Miriam e cantou. É muito triste não apreciarmos as pessoas enquanto ainda as temos.
 
Além disso, explica o Rav Issocher Frand que, às vezes, especialmente quando ainda somos jovens, tendemos a esquecer também a preciosidade da vida e pensamos que ela não tem fim. Isso é o que Rabi Shimon bar Iochai tinha em mente quando explicou as palavras de D'us na Criação: "E eis que foi bom" se refere ao Anjo da Vida, enquanto "E eis que foi muito bom" se refere ao Anjo da Morte. Sem a percepção e o entendimento de que a nossa vida é limitada, que ela tem um fim, nós nunca apreciaríamos a grandiosidade do presente da vida. Somente a consciência da existência do Anjo da Morte torna a vida "muito boa".

O Talmud (Guitin 64b) nos ensina alguns testes através dos quais podemos avaliar o desenvolvimento do entendimento de uma criança. O primeiro nível é verificar, ao ser dada uma noz e uma pedra, se a criança vai jogar fora a pedra e ficar com a noz. O próximo nível é verificar se a criança reconhece que tem que devolver algo que lhe foi emprestado por um determinado período de tempo. Uma criança que pode brincar com o brinquedo de um amigo e devolvê-lo ao voltar para casa alcançou um novo nível de maturidade. Este último teste se aplica a nós também. Reconhecemos que a vida é algo passageiro, que nos foi "emprestada" por um determinado período de tempo, e que teremos que devolvê-la ao Criador? Se reconhecemos, somos adultos, mas se não reconhecemos, então ainda somos crianças, não importa a idade que temos.

A vida e as pessoas à nossa volta são preciosas. Não espere perder nada para dar valor. Observe em volta, perceba todas as bondades que recebemos, das pessoas e de D'us, e seja agradecido. Todos nós temos problemas e dificuldades. Devemos saber olhar tudo de uma ótica positiva, saber agradecer e reconhecer o presente da vida. Esteja sempre feliz, pelo único motivo de estarmos vivos.  

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
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ASSUNTOS DA PARASHÁ TSAV
  • Cinzas do Altar.
  • 3 fogos do Altar.
  • Leis da Oferenda de Minchá (Farinha).
  • Oferenda do Cohen Gadol e seus filhos.
  • Leis das Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Leis das Oferendas de Culpa (Asham).
  • Presentes dos Cohanim.
  • Leis das Oferendas de Agradecimento (Todá)
  • Pigul e Notar - Oferendas que não são mais aceitas.
  • Proibição de consumir as Oferendas em um estado de impureza.
  • Proibição de comer gordura (Chelev) e sangue.
  • A Porção das oferendas dada ao Cohen.
  • Consagração dos Cohanim.
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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