sexta-feira, 8 de maio de 2026

LEMBRE-SE QUE NÃO É SEU - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:

Sra. Libi bat Hersch HaCohen z"l 
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara

Esther Luna bat Rachel


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O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza z"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna z"l


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Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI



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ASSUNTOS DAS PARASHIÓT
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PARASHAT BECHUKOTAI
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LEMBRE-SE QUE NÃO É SEU - PARASHIÓT BEHAR E BECHUKOTAI 5786 (08/mai/26)

Certa vez, um homem procurou o Rav Moshe Feinstein zt”l (Império Russo, 1895 - EUA, 1986) com uma pergunta Haláchica. Porém, o rabino logo percebeu que a pergunta escondia uma questão muito mais profunda. Tratava-se de um homem de negócios muito bem-sucedido, que havia acumulado durante sua vida uma fortuna significativa. Ele queria fazer uma grande doação para uma instituição de Torá, mas havia um detalhe que o incomodava. Sentado diante do rabino, ele explicou seu dilema:
 
- Rav, eu estou disposto a doar uma quantia muito grande para certa instituição, mas gostaria de ter certeza que o dinheiro será usado exatamente da forma que eu considero correta. Pois, no final das contas, o dinheiro é meu e eu faço com ele o que eu bem entender. Como devo proceder?
 
O Rav Moshe Feinstein não respondeu imediatamente. Ele olhou para o homem com atenção, como alguém que não escuta apenas as palavras pronunciadas, mas também o sentimento que estava por trás delas. Após alguns instantes, o rabino disse calmamente:
 
- Se é realmente o seu dinheiro, então você tem razão. Você pode decidir exatamente o que fazer com ele e como ele deve ser utilizado.
 
O homem balançou a cabeça positivamente, sentindo-se compreendido e validado. Entretanto, o Rav Moshe Feinstein continuou:
 
- Mas precisamos esclarecer uma coisa antes. Esse dinheiro é realmente seu? Como ele chegou até você? Você criou as oportunidades? Você controlou as circunstâncias? Você garantiu o sucesso?
 
O homem ficou em silêncio. Já havia entendido onde o Rav Moshe Feinstein queria chegar. O rabino então concluiu:
 
- Se você reconhece que tudo isso veio de D’us, então o dinheiro não é propriamente seu. Ele foi colocado em suas mãos. E, nesse caso, a pergunta muda completamente. A pergunta não é: “O que eu quero fazer com o meu dinheiro”, e sim “Para que uso D’us me confiou esse dinheiro?” ”
 
O ser humano muitas vezes acredita que tudo o que ele tem é fruto exclusivo de suas próprias forças. Vem a Torá e nos ensina que nada é nosso de verdade e, portanto, somos responsáveis por fazer bom uso do que D'us nos deu.

Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Behar (literalmente “No monte”) e Bechukotai (literalmente “Nos Meus estatutos”). A Parashat Behar trata principalmente da Mitzvá de Shmitá, o Ano Sabático, no qual os judeus deixam seus campos descansarem por um ano inteiro após seis anos de trabalho. É uma Mitzvá que envolve muita Emuná, a confiança plena em D’us de que, mesmo parando de trabalhar no campo por um ano inteiro, nada nos faltaria. Em gerações passadas, nas quais a base da economia era a agricultura, o teste era ainda mais difícil. Já a Parashat Bechukotai traz as Brachót destinadas ao povo judeu no caso de eles cumprirem as Mitzvót da Torá, e as maldições que nos atingiriam caso nos desviássemos dos caminhos corretos.
 
Sobre a Mitzvá de Shmitá, a Torá nos diz: “Quando você vier à terra que Eu dou a vocês, a terra descansará um Shabat para D’us” (Vayikrá 25:2). Esta foi uma das Mitzvót que foram iniciadas apenas após a entrada do povo judeu na Terra de Israel, sua conquista e a divisão da terra entre todas as Tribos.
 
Porém, o que significa a linguagem “um Shabat para D’us”? Explica Rashi
(França, 1040 - 1105) que é em honra de D’us, assim como foi dito em relação ao Shabat, como está escrito “Shabat para Hashem, teu D’us” (Devarim 5:14). Mas o que há de especial no Shabat e no ano de Shemitá, que neles é utilizada a expressão “para D’us”? E qual é a conexão entre a Shemitá e o Shabat?
 
O Rav Yerucham Leibovitz zt”l (Bielorússia, 1873 - 1936) estabelece um princípio fundamental: o objetivo das Mitsvót é que o ser humano reconheça que tem um Criador que governa sobre ele. Por exemplo, depois que D’us deu terras a uma pessoa, ela pode facilmente pensar que a terra é sua, que ele é o proprietário absoluto, e acabar esquecendo de D’us. Para evitar esse esquecimento, D’us cercou todas as ações e movimentos do ser humano com Mitsvót.
 
O Rav Avraham ben David zt”l (França, 1125 - 1198), mais conhecido como Raeved, traz diversos exemplos: quando D’us concede ao homem um campo, Ele o vincula a várias leis, em todas as fases de trabalho da terra, desde a aragem até a colheita. É proibido arar com um boi e um jumento juntos e é proibido semear misturas (Kilaim). Na colheita, devemos cuidar das leis de Orlá e Neta Revai, isto é, alguns anos após o plantio nos quais ainda não podemos ter benefício das frutas. Devemos deixar a Peá, os cantos do campo intactos, para que os pobres possam vir recolher. As espigas que caem tornam-se Léket, também deixados para alimentar os pobres. Ao recolher os feixes, caso se esqueça de um deles, não pode voltar para pegá-lo (Shichechá), ele deve ser deixado aos pobres. Depois da colheita, já no celeiro, há as obrigações de Terumot e Maassrot, separar partes da produção para os Cohanim e Leviim. Em seguida, temos a Mitsvá de Chalá, que é separar para o Cohen uma parte da massa. Além disso, antes e depois de comer devemos fazer Brachót, pedindo permissão a D’us para usufruirmos do que pertence a Ele e agradecendo pelo proveito recebido. Estes são apenas alguns exemplos dentre as dezenas de Mitsvót relacionadas com o campo.
 
Também nas nossas vestimentas temos muitas leis. Fomos ordenados a não misturar lã com linho (Shaatnez), e uma roupa com quatro cantos exige que os cantos recebam fios de Tsitsit. Em relação aos nossos animais, há leis como não cruzar espécies, o resgate do primogênito do jumento e a doação do primogênito dos animais puros ao Cohen. Temos também Mitzvót que se aplicam diretamente ao nosso corpo, como a Mitsvá de Brit Milá. Isso nos ensina que não somos donos nem mesmo do nosso corpo, já que não fomos nós que o criamos. Há também leis específicas que regulamentam o nosso tempo, como o Shabat, as Festas, o Rosh Chodesh, e assim por diante.
 
Cada Mitzvá tem um efeito único e especial sobre o nosso corpo e a nossa alma. Porém, um ponto em comum entre todas as Mitsvót é que elas nos transmitem uma importante mensagem. A Shemitá nos ensina que a terra não é verdadeiramente nossa. Peá, Léket e Shichechá nos ensinam que nem toda a produção é nossa, e que o verdadeiro Dono da produção nos ordena a dar parte dela aos necessitados. O Brit Milá nos ensina que o corpo não é nosso, isto é, não posso fazer com meu corpo o que eu bem entender, o que nos afasta do pensamento equivocado de “meu corpo, minhas leis”. E o Shabat nos ensina que nem mesmo o tempo é realmente nosso. A Torá vem desfazer a nossa ilusão de “A minha força e o poder da minha mão fizeram para mim esta riqueza” (Devarim 8:17).
 
Esse é, na verdade, o fundamento da Parashat Behar: “Quando você vier à terra que Eu dou a vocês”. A Torá enfatiza “que Eu dou a vocês”, para nos ensinar que, embora D’us nos conceda a terra como presente, podemos cair no erro de pensar que somos seus donos desde sempre e esquecer de D’us, Aquele a Quem tudo pertence. Por isso Ele ordenou: “a terra descansará um Shabat para D’us”. A terra pertence a D’us, que foi Quem criou os céus e a terra, o Criador de todo o universo. Somos apenas trabalhadores temporários, com permissão para usufruirmos do que Ele nos concedeu, mas com a responsabilidade de utilizar nossos presentes da forma correta. Por isso, no ano de Shemitá, a terra torna-se livre: não podemos arar nem semear. Nesta situação de vulnerabilidade, lembramos que não somos verdadeiramente donos de nada.
 
Esse também é o sentido de “um Shabat para Hashem” dito sobre o Shabat semanal. Não se trata apenas de agir “em honra de D’us”, mas de reconhecer uma realidade: o homem, nesse dia, se desprende de sua sensação de domínio. Durante seis dias ele trabalha e pode pensar que “sua força e o poder de sua mão” produziram sua riqueza. O Shabat vem para interromper isso. É um dia totalmente separado, sem trabalhos criativos, dedicado a D’us e à nossa espiritualidade. E, mesmo parados, sem criar nada, percebemos que o mundo continua, que ele não depende de nós para existir. Isso diminui nossa arrogância e nos aproxima de D’us.
 
Assim se entende o ensinamento citado por Rashi: o ponto comum entre o Shabat e a Shemitá é a anulação da sensação de propriedade que o homem normalmente desenvolve. Ambas conduzem o ser humano ao objetivo geral das Mitsvót, conforme explicou o Raeved: “Para que o homem saiba que tem um Criador que governa sobre ele”, e que a terra e tudo o que nela existe pertencem, em última instância, a D’us.
 
Isso obviamente não se aplica apenas ao Shabat ou ao trabalho na terra, mas a tudo o que nós temos. Isso nos ensina uma nova forma de como viver a vida. Muitos traços de caráter e comportamentos negativos são consequência de olharmos as nossas posses de forma equivocada. Aquele que se acha o verdadeiro dono de tudo o que tem acaba se tornando orgulhoso, egoísta e materialista. A solução é sabermos quem é o verdadeiro Dono, e lembrar que somos apenas Seus intermediários. Assim, usaremos o que Ele nos presenteou apenas para fazer o bem, cumprindo as Mitzvót, sendo pessoas corretas e ajudando os necessitados, sempre com responsabilidade.

SHABAT SHALOM 

R’ Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, 
R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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