| | | | | ASSUNTOS DA PARASHAT VAYAKEL - O Shabat.
- Contribuição de Materiais para o Mishkan.
- Os construtores do Mishkan.
- Indicação dos "Arquitetos".
- Construindo o Mishkan.
- Construindo as cortinas do Ohel Moed.
- Construindo as Tábuas (estrutura do Ohel Moed).
- Construindo a Parochet e a Tela de entrada
- Construindo o Aron (Arca Sagrada) e a Kaporet.
- Construindo a Shulchan (Mesa).
- Construindo a Menorá.
- Construindo a Altar de Incenso.
- Construindo o Mizbeach (Altar de Sacrifícios).
- Construindo o Kior (Lavatório).
- Construindo o Pátio e a Tela de entrada.
| | | ASSUNTOS DA PARASHAT PEKUDEI - A Contabilidade das doações.
- Os Materiais doados.
- Fazendo as roupas do Cohen Gadol.
- Fazendo o Éfod (Avental).
- Fazendo o Choshen Mishpat (Peitoral).
- Fazendo o Meil (Manto).
- Fazendo o Tsits (Placa para a cabeça).
- O Mishkan é completado.
- Moshé aprova o Mishkan e seus utensílios.
- Ordens para erguer o Mishkan.
- O Mishkan é erguido e os utensílios são posicionados.
- A Presença de D'us preenche o Mishkan.
| | | O PODER DA RENOVAÇÃO - PARASHIÓT VAYAKEL E PEKUDEI 5786 (13/mar/26) "Durante os anos do Holocausto, quando os nazistas estavam tentando exterminar o povo judeu, muitas famílias viviam com muito medo. Em várias comunidades da Europa, parecia não haver mais futuro. Mas a mãe do Rav Ezriel Tauber zt"l (Hungria, 1938 - Israel, 2019) tinha uma visão completamente diferente. Mesmo naquele período terrível, ela confiava em D'us e acreditava que o povo judeu iria sobreviver. Por isso, enquanto muitos tinham receio de trazer crianças ao mundo naquela situação, ela continuou tendo filhos. Muitas mulheres a criticavam, mas para ela, cada nascimento era uma declaração de Emuná: o povo judeu não iria desaparecer. Durante a guerra, a família do Rav Tauber foi capturada e deportada. Em determinado momento, a mãe do Rav Tauber foi enviada para o Campo de Concentração de Auschwitz. Ela estava grávida, e mulheres grávidas não eram consideradas aptas para trabalhos forçados e, por isso, eram enviadas imediatamente para a morte. Porém, naquele momento os nazistas estavam conduzindo diferentes tipos de experimentos médicos no campo. Por causa da gravidez, ela foi selecionada para permanecer em uma unidade ligada aos experimentos médicos. As condições eram extremamente perigosas e desumanas, mas isso significou que ela não seria enviada diretamente para a câmara de gás, como aconteceu com muitas outras mulheres. Certo dia, os nazistas fizeram experiências cruéis com ela. Deixaram-na deitada na maca com dores terríveis, mas esqueceram de amarrá-la. De noite, ela conseguiu fugir. Assim, de maneira paradoxal, justamente a gravidez acabou sendo a fonte da sua salvação. No final, infelizmente o bebê faleceu, mas ela conseguiu sobreviver. Depois da libertação, ela se reencontrou com sua família e descobriu que um milagre ainda maior havia acontecido: enquanto a maioria das famílias havia sido rasgada para sempre, todos os seus filhos estavam vivos." O Rav Tauber contava repetidamente a história de sua mãe. Ele não enfatizava apenas o fato de ela ter sobrevivido. O ponto central para ele era a atitude dela durante aqueles anos. Enquanto o mundo em volta estava mergulhado em destruição e escuridão, ela continuava acreditando que o povo judeu teria futuro. Mesmo quando tudo parecia perdido, ela continuou acreditando na vida. Ele resumia a atitude de sua mãe com uma ideia muito forte: "Hitler tentou destruir o povo judeu. Minha mãe respondeu trazendo mais judeus ao mundo". | | | Nesta semana lemos duas Parashiót juntas, Vayakel (literalmente "E reuniu") e Pekudei (literalmente "Contas"), e com elas encerramos o segundo Livro da Torá, Shemót. As duas Parashiót falam sobre a construção de todas as partes do Mishkan e da confecção das roupas do Cohen Gadol. Tudo ficou exatamente como D'us havia ordenado. Finalmente, todas as partes construídas foram levadas para Moshé e ele montou o Mishkan. Tanto a doação de materiais quanto a participação na mão-de-obra foram voluntários, como está escrito: "E todo homem cujo coração o inspirou veio, e todo aquele cujo espírito era generoso trouxe sua oferta" (Shemot 35:21). Depois que Moshé reuniu o povo e os incentivou a doar para o Mishkan, o povo começou a trazer os materiais. O versículo diz: "E vieram os homens sobre as mulheres" (35:22). Rashi interpreta essa frase, com uma linguagem incomum, como significando que os homens vieram junto com as mulheres. Já um comentário sobre a Torá conhecido como "Daat Zkeinim miBaalei HaTossafot" oferece uma interpretação diferente. Entre os itens doados estavam incluídos vários tipos de joias. Mesmo precisando de desfazer de suas joias, algo muito querido para as mulheres, ainda assim elas participaram com alegria e entusiasmo, e contribuíram fartamente para a construção do Mishkan. O versículo diz "homens sobre as mulheres" pois os homens pensaram que as mulheres hesitariam em doar, por isso as forçaram. No entanto, na realidade, as mulheres doaram voluntariamente e com muita vontade. Por isso, o Daat Zkeinim acrescenta que elas receberam uma recompensa: foram dispensadas de realizar trabalhos em Rosh Chodesh. Esse costume é citado no Shulchan Aruch, que afirma que as mulheres não realizam trabalhos em Rosh Chodesh (Orach Chaim 417:1). Este foi um presente por sua disposição em doar suas joias para o Serviço Divino. O Daat Zkeinim explica ainda o motivo pelo qual os homens suspeitaram que as mulheres não doariam suas joias. No episódio do Bezerro de Ouro, os homens tomaram à força as joias de suas esposas, pois as mulheres haviam se recusado a contribuir. Em contraste, na construção do Mishkan, as mulheres queriam doar suas joias. Segundo o Midrash, a diferença é ainda mais marcante: em relação ao Mishkan, houve muitos homens que relutaram em dar seu dinheiro, enquanto as mulheres estavam muito entusiasmadas. Como explicar esta diferença? Além disso, por que justamente o Rosh Chodesh foi dado para as mulheres como um prêmio por sua doação ao Mishkan? Explica o Daat Zkeinim que, como o Mishkan foi erguido em Rosh Chodesh Nissan, originalmente foi especificamente esse Rosh Chodesh que foi dado às mulheres como um dia festivo sem trabalho. O costume de abster-se de trabalho em todos os Rosh Chodesh deriva desse "feriado" original. Mas qual é o significado especial de Rosh Chodesh, para que fosse considerado uma data apropriada para ser dada às mulheres? Explica o Rav Yssocher Frand que a resposta está na continuação da nossa Parashá, no versículo: "E ele fez o Kiór de cobre, e sua base de cobre, a partir dos espelhos das mulheres" (Shemot 38:8). O Kiór era um utensílio que continha água, e era utilizado para purificar as mãos e os pés dos Cohanim que faziam os Serviços no Mishkan. Rashi traz uma linda explicação sobre este utensílio. As mulheres judias usavam seus espelhos para se embelezar. Por isso, Moshé inicialmente se recusou a aceitar os espelhos para uso no Mishkan, um lugar sagrado, argumentando que eram instrumentos do Yetzer Hará. D'us, porém, contrariou Moshé e ordenou que ele os aceitasse: "Eles são mais preciosos para Mim do que qualquer outra coisa". Mas por que realmente eles eram tão preciosos aos olhos de D'us? Rashi explica que quando os judeus estavam escravizados no Egito, os homens perderam as esperanças. Eles já não queriam mais viver com suas esposas, pois não queriam mais ter filhos. A ideia de gerar crianças que nasceriam, viveriam e morreriam na escravidão era profundamente deprimente. O Midrash descreve que, diante desta situação de desânimo dos homens, as mulheres iam aos campos, se embelezavam diante de seus espelhos e persuadiam seus maridos a voltar a viver com elas e ter filhos. Esses espelhos, portanto, representavam a continuidade do povo judeu. Se não fosse por aqueles espelhos, pelos esforços das mulheres em se embelezar, não haveria mais povo judeu. Por isso, D'us insistiu que aqueles espelhos preciosos fossem incluídos no Mishkan. Vemos, portanto, que aquelas mulheres demonstraram Emuná na redenção. Quando tudo parecia sombrio e cheio de desespero, quando parecia não haver futuro, quando parecia não haver sentido em ter filhos, as mulheres mantiveram a esperança. As mulheres mantiveram vivo o sonho de um renascimento. Quando os homens estavam abatidos e prontos para desistir, foram as mulheres que insistiram: "Precisamos continuar". Quando chegou o momento de construir o Mishkan, que ocorreu, de acordo com muitas opiniões, após o pecado do Bezerro de Ouro, os homens disseram: "Não queremos um Mishkan". O Mishkan representava uma grande queda espiritual. Se não tivesse havido o pecado do Bezerro de Ouro, não haveria a necessidade de um Mishkan. A Presença Divina teria permeado todo o acampamento e não haveria divisões, como "Machané Shechiná" (Acampamento da Presença Divina), "Machané Leviá" (Acampamento dos Leviim) e "Machaná Israel" (Acampamento de Israel). Todo o acampamento teria sido um único "Machané Shechiná". Estaríamos em um nível espiritual tão elevado que D'us não precisaria "limitar-Se" a um único Mishkan. Porém, depois do pecado do Bezerro de Ouro, D'us disse que já não poderia habitar em todo o acampamento. Era necessário um lugar específico, o Mishkan. Por isso, para os homens, o Mishkan não representava um auge espiritual, mas sim uma queda espiritual. Eles perderam o entusiasmo em contribuir para o Mishkan e relutaram em doar suas joias. As mulheres, no entanto, mais uma vez prevaleceram. Elas vieram com entusiasmo e disseram: "Precisamos continuar. Não se desesperem. Não se detenham no negativo. Deve haver um futuro. Deve haver renascimento. Deve haver renovação". As mulheres simbolizam, portanto, o poder da renovação Esse é um atributo único das mulheres. Elas demonstraram essa qualidade no Egito. Demonstraram no episódio do Bezerro de Ouro. E demonstraram novamente na construção do Mishkan. Esse espírito é apropriadamente recompensado através da festividade de Rosh Chodesh, pois Rosh Chodesh também representa o renascimento, a renovação, o recomeço. No versículo que ensina sobre a Mitzvá de santificação do novo mês está escrito: "Este mês será para vocês o início dos meses" (Shemot 12:2). A palavra "HaChodesh", que significa "Este mês", está relacionada à palavra "Chidush", que significa "Renovação". Quando a lua entra em sua fase minguante, ela se afasta cada vez mais do sol, tornando-se menor a cada dia, até que parece ter desaparecido. E, ainda assim, ela retorna, renovada e revigorada. Nossas mulheres Tzadikot simbolizam esse poder de renovação dentro do povo judeu. Por isso era apropriado que as mulheres recebessem Rosh Chodesh como seu próprio feriado especial. O mundo comemorou nesta semana o "Dia da mulher". Dentro do judaísmo elas não precisam de um único dia. Todos os dias do ano são apropriados para valorizarmos e agradecermos às mulheres que fazem parte da nossa vida. Que possamos nos inspirar nelas para melhorar a nossa Emuná. SHABAT SHALOM R' Efraim Birbojm | | Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima. --------------------------------------------  Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno. Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l -------------------------------------------  Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l. -------------------------------------------- Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com (Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai). | | | | | | | |