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sexta-feira, 27 de março de 2026

O PODER DO AGRADECIMENTO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT TSAV E PESSACH 5786

BS"D
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O PODER DO AGRADECIMENTO - PARASHAT TSAV E PESSACH 5786 (27/mar/26)

Durante o Holocausto, dois judeus foram enviados ao mesmo Campo de Concentração, sob as mesmas condições brutais: frio intenso, fome e trabalhos forçados. Certo dia, eles encontraram dois casacos jogados e não sabiam a quem pertenciam. Porém, eram casacos finos, rasgados e mal serviam para manter o calor.
 
O primeiro prisioneiro, ao invés de ficar feliz, reclamou: "Isso é uma piada cruel! Acham que vou sobreviver com isso? É uma maldição!". Ele resmungava constantemente e, mesmo quando vestia o casaco, dizia: "D'us nos abandonou". O segundo prisioneiro, porém, disse: "Baruch Hashem, pelo menos temos alguma coisa para nos proteger do frio. Sabe quantos estão aqui sem nada? Eu nem sei quem deixou esses casacos aqui. Talvez alguém que nunca mais voltou do trabalho. Que eu possa usar esse casaco em mérito da elevação de sua alma". Esse homem também dividia o casaco com outros. Certa vez, chegou a tirá-lo para cobrir um menino doente e disse: "Esse casaco foi um presente de D'us, e eu quero que ele também aqueça outras pessoas".
 
O primeiro prisioneiro morreu poucas semanas depois, envenenado pelo próprio desespero, enfraquecido e desiludido. O segundo sobreviveu, foi libertado, construiu uma nova família e anos mais tarde fundou uma Yeshivá em Israel. Ao ser entrevistado décadas depois, ele disse:
 
- Eu não sobrevivi porque era forte. Sobrevivi porque vi sentido onde outros viam caos, porque agradeci onde outros reclamavam, porque vi Brachá onde outros viam maldição.

Nesta semana lemos a Parashat Tsav (literalmente "Ordene"), que continua nos ensinando sobre os vários tipos de Korbanót, entre eles o "Korban Todá", oferecido quando a pessoa havia passado por algum risco de vida e se salvado. Era o reconhecimento de que a salvação não havia ocorrido por acaso, e sim através da Mão de D'us.
 
O Korban Todá se encaixava na categoria de "Korban Shelamim". Porém, havia duas diferenças fundamentais entre o Korban Todá e o Korban Shelamim tradicional. O Korban Shelamim poderia ser consumido por dois dias e uma noite, enquanto o Korban Todá poderia ser consumido por apenas um dia e uma noite. Além disso, o Korban Shelamim não exigia que fossem trazidos pães para acompanhá-lo, mas o Korban Todá deveria ser oferecido junto com quarenta pães. Por que estas diferenças?
 
O Korban Todá era oferecido após situações de salvação, como na recuperação de doenças graves ou sucesso em viagens que envolviam perigo de vida. Existe a Mitzvá de "Notar", que nos proíbe deixar sobrar carne dos Korbanót além do prazo máximo de consumo. No caso do Korban Todá, como o tempo de consumo era menor e havia muitos pães, a pessoa que o oferecia era obrigada a convidar parentes e amigos para compartilhar a refeição. O milagre acabava sendo divulgado e o agradecimento a D'us era feito em público.
 
O agradecimento a D'us se conecta com a próxima parada do Calendário Judaico: a Festa de Pessach, também conhecida como "A época da nossa liberdade", que começaremos a reviver na próxima 4ª feira de noite (01/abril/26). É uma festa na qual agradecemos pela libertação da terrível escravidão egípcia.
 
Na Parashat Vaerá, D'us mandou Moshé e Aharon falarem com o Faraó para pedirem a libertação do povo judeu. D'us avisou que o Faraó iria pedir um sinal, um milagre, para comprovar que eles estavam realmente vindo como emissários de D'us. Então D'us instruiu que Aharon deveria jogar seu cajado no chão para que ele virasse uma cobra. E assim realmente aconteceu.
 
Se víssemos um cajado se transformando em cobra, ficaríamos assombrados. No entanto, o Faraó não se espantou. Ele imediatamente chamou seus magos e eles fizeram o mesmo com seus cajados. O Midrash diz que o Faraó deu gargalhada e, para humilhar Moshé e Aharon, chamou crianças egípcias, que fizeram o mesmo "milagre" com seus cajados. Os dois maiores magos do Egito disseram a Moshé e Aharon: "O que vocês querem provar com esta demonstração barata? Aqui é o país da feitiçaria!". Foi um momento difícil para Moshé e Aharon.
A grande pergunta é: por que D'us fez desta maneira? Por que Ele realmente começou com uma demonstração de poder tão "fraca", ao invés de fazer algo grandioso, que convenceria o Faraó e seus magos de que era realmente um poder Divino, e não o uso de feitiçaria barata?
 
Para responder, precisamos voltar no tempo. O povo judeu estava escravizado no Egito havia mais de duzentos anos. Gerações inteiras haviam nascido, vivido e morrido em uma escravidão brutal. Quando o povo finalmente gritou para D'us, colocando sua Emuná na salvação Divina, então D'us escutou e pediu para que Moshé e Aharon falassem com o Faraó, o que foi descrito no final da Parashat Shemót. Porém, o Faraó disse: "Está sobrando tempo para os judeus ficarem reclamando? Então vou dar mais trabalho para eles!". Ele ordenou que não fosse mais dada aos escravos a matéria-prima para a fabricação de tijolos, e ainda assim eles precisavam manter a mesma produção. Isso significa que, após Moshé atender a ordem de D'us e falar com o Faraó, a situação piorou. Moshé então foi questionar D'us: "Por que Você fez mal a este povo? Por que me enviou?" (Shemot 5:22).
 
Depois disso, D'us mandou Moshé falar uma segunda vez com o Faraó e, desta vez, fazer o sinal da cobra. Realmente este não foi um grande milagre, pois a intenção não foi assombrar o Faraó, e sim transmitir uma importante mensagem para Moshé e para o povo judeu. Qual era a lição que D'us estava ensinando?
 
A história não terminou depois que Aharon e os magos egípcios transformaram seus cajados em cobras. Na continuação aconteceu um milagre realmente impressionante: o cajado de Aharon engoliu as cobras dos egípcios. Uma cobra engolindo as outras teria sido algo natural, mas um objeto inanimado engolindo seres vivos foi algo acima da natureza. O Faraó teve medo que, após engolir as cobras, Aharon ordenasse que a vara o engolisse. Isso significa que no início o Faraó estava zombando, mas depois desabou. E para Moshé, a história dos cajados virarem cobras, que no início parecia algo ruim, se transformou em algo bom, o início da salvação.
 
Isso foi, portanto, a resposta ao questionamento de Moshé. A lição foi que não podemos questionar os caminhos de D'us. Mesmo quando a situação parece difícil, não podemos duvidar da misericórdia Dele. Por bondade, quando Moshé foi a primeira vez falar com o Faraó, D'us aumentou os sofrimentos do povo. Eles precisavam passar por 400 anos de escravidão, como havia sido profetizado para Avraham, mas não suportariam ficar mais tempo, pois já tinham chegado nos 49 níveis de impureza, o máximo que alguém pode chegar. D'us então aumentou a força dos sofrimentos, para que o decreto de escravidão fosse completado em apenas 210 anos.
 
No início da Parashat Vaerá, a Torá compara Moshé com os patriarcas. Eles nunca haviam questionado D'us, mesmo quando tinham "motivos". Por exemplo, D'us prometeu a Avraham que sua herança espiritual seria transmitida através de seu filho Ytzchak, mas depois pediu para que ele o sacrificasse. Apesar da aparente contradição, Avraham não questionou e nem se queixou com D'us, ele simplesmente madrugou para cumprir a ordem. Nossos sábios comparam os patriarcas com um cavalo que foi levado para dentro de um pântano. O cavalo até poderia questionar o dono: "por que ele escolheu este caminho mais difícil, se poderíamos ter ido por um caminho seco, mais fácil?". Porém, quando o cavalo confia no cavaleiro, ele pensa: "Se ele me trouxe por este caminho, certamente há um bom motivo. Talvez por aqui deve ser mais curto ou mais seguro". Questionar D'us é uma das coisas que mais nos afasta Dele. Portanto, confiar Nele é uma das coisas que mais nos aproxima Dele.
 
Ensina Shlomo HaMelech: "Não seja precipitado com a sua boca, nem o seu coração se apresse a proferir palavra alguma diante de D'us, pois D'us está nos céus e você está na terra" (Kohelet 5:1). Explica o Rav Yeshayahu HaLevi Horowitz zt"l (Boêmia, 1555 - Israel, 1630), mais conhecido como Shla Hakadosh, que a pessoa não deve se espantar com os acontecimentos do mundo, pois D'us está no céu, isto é, Ele vê do alto, enquanto nós estamos na terra, com a nossa visão reduzida. Por isso, não seja precipitado em julgar as situações. Saiba que D'us tem visão ilimitada, enquanto nós somos limitados.
 
Moshé era um líder preocupado com seu povo. Mas D'us ficou bravo pela linguagem que ele usou: "Por que Você fez mal". Precisamos tomar cuidado com o que falamos. Nunca devemos perguntar, em nenhuma situação, "Como D'us permite algo assim?". É muito grave! É uma forma de questionarmos a bondade e a retidão de D'us.
 
Na Hagadá há um ensinamento interessante: "Disse o Rabi Elazar ben Azariá: 'Sou como um homem de setenta anos e não consegui provar que a Saída do Egito deve ser mencionado às noites, até que Ben Zomá interpretou: 'Para que você se lembre do dia da sua saída da terra do Egito todos os dias de sua vida'. "Os dias de sua vida" referem-se aos dias, "todos os dias de sua vida" inclui as noites". A palavra "Dia" representa dias bons, tranquilos, enquanto a palavra "Noite" representa os dias difíceis, escuros. Não houve época tão escura quanto Mitzraim. Mesmo assim eles não desistiram. Eles fizeram Tefilá, mesmo que não houvesse uma luz no fim do túnel. Por isso, em vez de reclamar, peça forças a D'us para os dias escuros.
 
Também diz a Hagadá: "Todo aquele que se alonga em contar sobre a Yetsiat Mitsraim é louvável". Por que? Explica o Rav Galinsky zt"l (Bielorrússia, 1920 – Israel, 2014) que negar D'us vem da ingratidão. Mais fácil do que agradecer pelas bondades é fingir que Ele não existe. Quanto mais a pessoa é grata, mais se aproxima, mais dá "existência" a Ele. Por isso no Seder agradecemos a noite toda, para nos conectarmos a D'us com doçura.

SHABAT SHALOM E PESSACH KASHER VESAMEACH

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, 
R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
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quinta-feira, 17 de abril de 2025

UMA LUZ NO MEIO DA ESCURIDÃO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TZAV E PESSACH 5785

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PARASHÁ TZAV 5785



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UMA LUZ NO MEIO DA ESCURIDÃO - PARASHÁ TZAV E PESSACH 5785 (11/abr/25)

 "Varsóvia, 1942. O gueto já estava tomado pelo desespero. Fome, frio, doenças e o medo das deportações dominavam as ruas. Mas no número 3 da rua Nowolipki, em um porão escuro, alguns jovens se reuniam ao redor de um homem de rosto sereno e voz firme: o Rav Shimon Huberband zt"l .
 
O Rav Shimon também era um historiador amador. Mas, acima de tudo, ele era um homem de Emuná. Mesmo em meio à destruição, ele continuava a ensinar Torá. Naquela tarde, ele abriu um pequeno livro do Rambam, enquanto os jovens alunos se aproximaram.
 
- Rav - disse um deles - os nazistas queimaram a biblioteca inteira da Yeshivá. Que sentido há em estudar agora?
 
O Rav Shimon fechou os olhos por um instante. Depois, com um sorriso, disse:
 
- Vocês acham que estudar Torá é apenas para tempos de paz? A Torá é a nossa respiração. Da mesma forma que o corpo precisa de oxigênio, a alma também precisa de oxigênio. O estudo da Torá é o nosso oxigênio.
 
Ele então começou a aula. Falou sobre as leis de Kedushá, sobre manter a dignidade do corpo e da alma. Sobre como, mesmo no sofrimento, um judeu é mensageiro da Luz de D'us.
 
O Rav Shimon também escrevia. À noite, ele escondia páginas e páginas de anotações: costumes dentro do gueto, respostas haláchicas para situações extremas, tais como recitar o Shemá antes de entrar em um trem de deportação, e relatos sobre atos corajosos de Messirut Nefesh, pessoas que davam a vida pela Torá e pelas Mitzvót. Ele fazia parte do "Oneg Shabat", o grupo que enterrou arquivos em latas e caixas de metal para que um dia as pessoas soubessem que havia vida judaica mesmo no meio da destruição.
 
Em 1942, o Rav Shimon foi deportado para Treblinka, onde foi assassinado junto com milhares de outros judeus. Mas sua voz não foi silenciada. Em 1950, operários que cavavam nos escombros de Varsóvia encontraram caixas metálicas contendo seus escritos. Hoje, eles fazem parte dos "Arquivos do Gueto de Varsóvia", um dos registros mais profundos da espiritualidade judaica sob a opressão nazista."
 
Mesmo o antissemitismo mais cruel e violento da história moderna não conseguiu apagar a voz da Torá e a coragem de um rabino que escolheu ensinar Torá até o último instante de vida. O Rav Shimon Huberband enfrentou o ódio com palavras de Torá, com muita Emuná e com o poder silencioso de milhares de memórias.

 

Nesta semana lemos a Parashá Tzav (literalente "Ordene"), que continua falando sobre os Korbanót e seus detalhes. Os Korbanót eram a maior forma de Serviço a D'us, pois era uma incrível demonstração de que estávamos dispostos a abrir mão do nosso tempo e dos nossos bens para servi-Lo. Um dos Korbanót trazidos na Parashá é o Korban Todá, oferecido em agradecimento por uma salvação milagrosa. Em especial, este Korban era oferecido para agradecer por quatro situações nas quais a Mão de D'us esteve evidente na proteção da vida de uma pessoa: alguém que estava preso injustamente e foi libertado, alguém que estava doente e se curou, alguém que atravessou o deserto e alguém que atravessou o mar, situações que envolviam muitos perigos.
 
E, no Motsei Shabat (12/abr/25), começaremos a reviver a Festa de Pessach, que se conecta com o conceito de reconhecimento e agradecimento a D'us por nossa salvação. Na verdade, as quatro situações pelas quais estamos obrigados a oferecer um Korban Todá aconteceram na saída do Egito. Estávamos na prisão e fomos libertados. D'us nos poupou de todas as doenças e sofrimentos que afligiram o Egito. Atravessamos o mar e o deserto em direção à liberdade. Por isso, durante Pessach, devemos reconhecer e agradecer a D'us pelas bondades que Ele nos fez, pois se Ele não tivesse nos salvado, estaríamos até hoje presos na escravidão, física e espiritual, do Egito.
 
Durante o Seder lemos a Hagadá, cujo ponto central é o Maguid, parte na qual recontamos os detalhes da saída do Egito, com todos os milagres envolvidos em nossa salvação, e agradecemos a D'us. Um dos agradecimentos que fazemos é: "Pois não apenas um se levantou contra nós para nos aniquilar, mas em cada geração eles se levantam contra nós para nos aniquilar. Porém, D'us nos salva de suas mãos".
 
Mas esta não é uma declaração nova. O antissemitismo era óbvio quando a Hagadá foi composta, e certamente é ainda muito óbvio atualmente. O antissemitismo está de novo "na moda" no mundo inteiro. Então qual é a novidade da Hagadá em nos dizer que "não apenas um se levantou contra nós"? Qual é a mensagem?
 
Além disso, após falar sobre este antissemitismo constante e ininterrupto, a Hagadá continua: "Vá e aprenda o que Lavan, o arameu, tentou fazer com nosso patriarca Yaakov. Pois o Faraó decretou apenas contra os homens, mas Lavan tentou arrancar tudo". Por que justamente Lavan e o Faraó são trazidos como demonstração de que "Não apenas um se levantou contra nós"?
 
Explica o Rav Yssocher Frand que a expressão "Pois não apenas um se levantou contra nós para nos aniquilar" significa algo diferente. Se olharmos para o mundo e as ideologias que surgiram na história, perceberemos que muitas começaram com apenas uma única pessoa que conseguiu reunir seguidores. A partir desta única pessoa uma nova ideia se consolidou. Por exemplo, Martinho Lutero iniciou um movimento, o luteranismo. Karl Marx teve uma ideia e criou o marxismo. Milhões de pessoas seguem ideias que vieram de um único homem. Uma pessoa surge com uma ideia, as pessoas a adotam e a propagam. Mesmo que após algum tempo ela já é compartilhada por milhões, se originou de um único homem com uma ideia.
 
Isso parece se aplicar a todas as ideologias que mudaram o cenário mundial. Porém, há uma exceção a essa regra: o antissemitismo. O antissemitismo é um movimento pelo qual várias pessoas ao longo dos tempos apresentaram diferentes razões para odiar os judeus. As razões, no entanto, raramente são as mesmas. "Pois não apenas um se levantou contra nós para nos aniquilar" significa que há algo único sobre o antissemitismo. Diferente de outras ideologias, esta não foi a ideia de apenas uma única pessoa. Um é antissemita pois os judeus dominam a economia. Outro é antissemita pois os judeus são diferentes. Há ainda outro que é antissemita pois os judeus são um povo que gosta de guerras. Todos eles se igualam no mesmo ponto, que é o ódio contra os judeus, mas justificam seu ódio utilizando diversas razões e ideias que são muitas vezes contraditórias.
 
O que isso nos ensina? Que não apenas um se levantou contra nós. O antissemitismo, em suas várias formas, foi promovido por muitas pessoas. No entanto, cada um tem sua própria reclamação, encontra uma nova falha, surge com um novo motivo pelo qual nos odiar. O ponto principal, no entanto, é o mesmo: todos nos odeiam.
 
"Venha e ouça", isto é, preste atenção na conduta do Faraó, o antissemita que veio depois de Lavan. Se ele estivesse apenas reavivado a ideologia de Lavan, ele também tentaria arrancar tudo e se livrar de todos os judeus, exatamente como Lavan tentou fazer. Porém, não é isso o que vemos. O Faraó tinha uma nova forma de antissemitismo: matar apenas os homens e poupar as mulheres. Isso era algo novo.
 
É assim que tem sido ao longo das gerações. O "milagre" do antissemitismo é uma das maiores provas da existência de D'us. A maioria dos "ismos" vêm e vão, seja humanismo, socialismo ou comunismo. Mas há um "ismo" que está conosco desde tempos imemoriais: o antissemitismo. Começou com Lavan, há milhares de anos. Continuou com o Faraó, e depois com outros inimigos. Seguiu com Nevuchadnetzach, com os gregos e com os romanos. Prosseguiu com os muçulmanos, os espanhóis e os portugueses. E a lista ainda seguiu com os ucranianos, os russos e os nazistas. Isso vem acontecendo há milhares de anos.
 
O que isso nos ensina? Que o problema não é porque controlamos a economia, porque somos diferentes, porque somos ricos ou porque fazemos guerras. O motivo verdadeiro é que nossos inimigos entendem, em algum nível, que somos a nação designada por D'us e colocada aqui neste mundo para espalhar Sua Palavra. Isso inclui todos os valores de moralidade, a obrigação de fazermos bondade, a aceitação da existência de um Criador que está acima de tudo. Esse fato é o que eles não querem aceitar. É por isso que eles nos odeiam.
 
Aqui estamos, após séculos de perseguição. Muitos pensaram que poderíamos escapar do antissemitismo das mais variadas formas. Em alguns momentos da história nós pensamos: "se agirmos como todo mundo, isso curará o antissemitismo". Não funcionou. A última tentativa foi: "se tivermos um Estado, se vivermos na nossa terra, isso acabará com o antissemitismo". Mas também não funcionou. Se milhares de pessoas são massacradas na Síria, não há nenhuma reação internacional. Porém, as Nações Unidas ficam furiosas quando uma escavadeira israelense atropela uma mulher árabe por acidente. Então, qual é a solução?
 
O antissemitismo vem de diferentes formas e por diferentes razões. O que a Hagadá quis dizer é "Não foi por uma única razão que eles se levantaram contra nós". O milagre é que, em cada situação, em cada geração, "D'us nos salva de suas mãos". É sempre D'us, e somente D'us, que nos salva das mãos dos nossos inimigos. Não a força de um exército, nem a assimilação, e nem a normalização. O Seder é um bom momento para entendermos esta mensagem e transmiti-la aos nossos filhos. Pois somente com essa consciência, e vivendo como judeus, com Torá e Mitzvót, poderemos sonhar com um mundo onde não exista mais o antissemitismo.

SHABAT SHALOM E CHAG SAMEACH

 R' Efraim Birbojm

 

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