Mostrando postagens com marcador Escutar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escutar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de março de 2021

SINTONIZANDO NA FREQUÊNCIA CORRETA - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5781

Este E-mail é dedicado à elevação da alma de

ELCHANAN BEN ELIEZER Z"L



Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 

efraimbirbojm@gmail.com.
  
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHÁ VAYIKRÁ



São Paulo: 17h57                  Rio de Janeiro: 17h44 
Belo Horizonte: 17h46                  Jerusalém: 17h14
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
VÍDEO DA PARASHÁ VAYIKRÁ
ASSUNTOS DA PARASHAT VAYIKRÁ
  • D'us chama Moshé
  • D'us ensina a Moshé as regras gerais dos Korbanót
  • Korban de gado, rebanho e pássaros (Olá)
  • Oferenda de farinha - Oblação (Minchá).
  • Oferenda cozida, da frigideira, frita na panela.
  • Pacto de sal
  • Oferenda dos primeiros grãos (Bikurim).
  • Oferendas de Pazes de gado, rebanho e cabras (Shelamim).
  • Oferendas de Pecado para o Cohen Gadol, Comunidade, Rei, Indivíduos comuns (Chatat).
  • Cordeiros como Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Oferenda de Culpa Ajustável (Ole VeIored).
  • Oblação por Culpa (Chatat).
  • Sacrifício da Malversação.
  • Oferenda por Culpa Questionável (Asham Talui).
  • Oferendas por Desonestidade.
BS"D

SINTONIZANDO NA FREQUÊNCIA CORRETA - PARASHÁ VAYIKRÁ 5781 (17 de março 2021)

                                                                       
Havia um rei que buscava a paz. Para colocar este conceito no coração das pessoas, ele ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que, motivados pelo magnífico prêmio oferecido, fizeram suas tentativas. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas foram apenas duas que ele realmente gostou. Como escolher entre elas a que mais representava a paz verdadeira? Ele convocou seus ministros para ajudarem na escolha.
                                                                             
A primeira pintura era um lago tranquilo. Este lago era um espelho perfeito, onde se refletiam as plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul, com tênues nuvens brancas. Todos os ministros concordaram que ela refletia a paz perfeita.
 
A segunda pintura também tinha montanhas. Porém, eram montanhas escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso, do qual se precipitava um forte aguaceiro, com raios e trovões. Montanha abaixo jorrava uma espumosa torrente de água. Para os ministros, tudo isto revelava uma situação perturbadora, nada pacífica. O que o rei havia visto naquela pintura? Onde ela transmitia a paz?
 
O rei, vendo a expressão de perplexidade no rosto dos ministros, pediu para que eles observassem o quadro mais de perto e com mais atenção. Ao se aproximar, eles perceberam que atrás da torrente de água havia um arbusto crescendo em uma fenda da rocha. Naquele arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho, tranquilamente sentado em seu ninho.
 
Após uma longa discussão, o rei acabou escolhendo a segunda pintura e explicou:
 
- Paz não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa, apesar de se estar no meio de um turbilhão, permanecer calmo e tranquilo. Esse é o verdadeiro significado da paz perfeita.

 

Nesta semana começamos o terceiro Livro da Torá, Vayikrá, que quebra um pouco a narrativa dos acontecimentos do povo judeu no deserto para ensinar conceitos espirituais, tais como pureza e santidade. No final da Parashá da semana passada, Pekudei, a Torá descreveu a finalização da construção do Mishkan, o Templo Móvel, com todas as suas partes e utensílios. Moshé então ergueu o Mishkan e a Presença Divina pairou sobre o Templo, mostrando que tudo havia sido feito exatamente como D'us havia ordenado. E na Parashá desta semana, Vayikrá (literalmente "E chamou"), D'us começou a ensinar a Moshé muitas leis referentes aos Korbanót, os sacrifícios que seriam oferecidos no Mishkan como uma forma de aproximar o povo judeu de D'us. A oferenda de Korbanót era o nosso principal Serviço espiritual.
 
A Parashá Vayikrá começa justamente com a convocação de Moshé, para que ele viesse aprender as leis dos Korbanót, como está escrito: "E chamou Moshé, e D'us falou para ele, desde a Tenda do Encontro, dizendo: 'Fale com os Filhos de Israel e diga a eles: Quando um homem dentre vocês trouxer um Korban para D'us..." (Vayikrá 1:1,2). D'us queria que Moshé instruísse o povo, para que eles conhecessem as leis e pudessem começar a fazer este Serviço espiritual tão importante.
 
Porém, prestando atenção neste versículo, há alguns detalhes que chamam a atenção. Em primeiro lugar, se D'us havia convocado Moshé, por que foi necessário dizer que "D'us falou com Moshé"? Não é óbvio que foi com Moshé que D'us falou? Além disso, por que foi importante a Torá mencionar que D'us falou com Moshé "desde a Tenda do Encontro"?
 
Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a expressão "D'us falou com Moshé" significa que foi apenas com Moshé, mas não com as outras pessoas. Isto quer dizer que a voz de D'us alcançava apenas os ouvidos de Moshé, mas o resto do povo judeu não a escutava. Além disso, a expressão "desde a Tenda do Encontro" nos ensina que a voz de D'us "parava" nas paredes da Tenda. Isto seria fácil de entender se a voz de D'us fosse baixa, suave ou fraca. No entanto, Rashi explica que era uma voz poderosa, como está escrito: "A voz de D'us é forte, a voz de D'us é bela. A voz de D'us quebra cedros" (Tehilim 29:4,5). E, mesmo assim, essa voz não era escutada fora da Tenda. Mesmo que alguém encostasse seu ouvido na parede da Tenda, não escutaria a voz Divina. O mesmo fenômeno ocorreria futuramente no Beit Hamikdash, quando D'us falava, mas Sua voz não era escutada do lado de fora. Será que era um grande milagre que acontecia?
 
Explicam os nossos sábios que tudo o que existe no mundo material é, na realidade, um ensinamento para entendermos conceitos espirituais. Talvez uma das ferramentas mais presentes em nossas vidas é o rádio, um aparelho que podemos utilizar para escutar músicas, esportes, entrevistas e notícias. Mas como o rádio funciona? Quem quer transmitir algo o faz através de uma certa frequência, e quem deseja escutar deve ajustar seu receptor para a mesma frequência que foi emitida. Se o ajuste do aparelho receptor não for adequado, mesmo que a frequência seja próxima da que foi emitida, ainda assim não conseguimos escutar absolutamente nada.
 
Sabemos que há várias frequências de som diferentes, e que sons escutados por algumas espécies de animais nem sempre são escutados por outras, como é o caso do infrassom e do ultrassom. Da mesma forma, para escutar a voz de D'us, os ouvidos da pessoa têm que estar sintonizados em uma frequência espiritual elevada, pois caso contrário a pessoa não vai escutar nada.
 
Portanto, de acordo com o Rav Yaacov Naiman zt"l (Bielorússia, 1909 - EUA, 2009), o fato de somente Moshé escutar a voz de D'us não necessariamente era um milagre que acontecia. Talvez somente Moshé escutou a voz de D'us pois somente ele estava sintonizado de forma correta. Quanto aos outros, a voz passou por eles sem que eles dessem conta. Moshé estava sintonizado na frequência certa e, portanto, escutou a voz de D'us. Já o resto do povo, que não conseguiu sintonizar nesta frequência, não escutou nada, como se fosse um ultrassom, acima de sua capacidade de audição.
 
Outro ensinamento semelhante é transmitido pelo Rabi Yehoshua ben Levi, conforme está escrito: "Todo dia uma voz Divina sai do Monte Chorev e proclama, "Pobre da humanidade por causa da humilhação da Torá'" (Pirkei Avót 6:2). Porém, o que o Pirkei Avót está nos ensinando? Por acaso algum de nós já escutou essa voz Divina? Será que o Rabi Yehoshua ben Levi estava falando de algo não literal?
 
A resposta é que o fato de não conseguirmos escutar esta voz Divina não contradiz a afirmação do Rabi Yehoshua ben Levi. Ele certamente escutou essa voz, assim como várias outras pessoas de nível spiritual elevado, em diferentes épocas, também escutaram, pois eram pessoas que estavam sintonizadas na frequência espiritual na qual a voz Divina foi emitida. Nós, entretanto, que não estamos sintonizados nessa frequência, não conseguimos escutar essa voz Divina.
 
Portanto, a Parashá nos ensina que o fato de possuirmos o sentido da audição não é garantia de que vamos realmente escutar as coisas. Da mesma forma, possuir o sentido da visão também não é garantia de que vamos realmente enxergar as coisas. Os sons e imagens podem nos alcançar, porém, não há nenhuma garantia de que deixarão uma marca em nossas cabeças e corações. Muitos presenciam milagres, algumas vezes encobertos, como aquela "coincidência incrível" que aconteceu em nossas vidas, e outras vezes milagres abertos, nos quais não há explicações de acordo com a ciência. Porém, todas as pessoas que presenciam milagres mudam de vida? Ter visto ou vivido um milagre penetra fundo em nossos corações, a ponto de levar a uma mudança de comportamento? De alguma forma modificou a forma como pensavam ou na própria percepção da essência do que somos? Se a resposta for não, isto quer dizer que, infelizmente, você viu o que aconteceu, mas, ao mesmo tempo, não enxergou o milagre. Quantas vezes passamos por situações incríveis, como salvações milagrosas, e não nos demos conta?
 
O Rav Elyahu Lopian zt"l (Polônia, 1876 - Israel, 1970) ensinava que Emuná não se demonstra na intensidade das rezas que fazemos em tempos de crise, e sim, na intensidade das rezas que oferecemos para D'us após a crise ter passado. Rezar em uma situação de perigo é uma reação natural, como diz o ditado: "na toca do lobo não há ateus". Porém, a Emuná é mais do que isso, é algo mais intenso, que reflete a profundidade da relação da pessoa com D'us. Quando as dificuldades surgem, a tendência é o fortalecimento do relacionamento. Porém, quando acabam essas dificuldades, esta relação continua intensa?
 
Este é o teste da verdadeira Emuná. Podemos ter presenciado milagres, mas será que eles tiveram um impacto mais profundo em nós e modificaram nossa essência? Essa é a pergunta que temos que nos fazer, se nós realmente "vemos" os milagres que acontecem nas nossas vidas, ou se estamos na sintonia errada.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

MENSAGENS DO CÉU - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ ITRÓ 5781

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
  
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHÁ ITRÓ



São Paulo: 18h34                  Rio de Janeiro: 18h19 
Belo Horizonte: 18h18                  Jerusalém: 16h35
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
VÍDEO DA PARASHÁ ITRÓ
ASSUNTOS DA PARASHÁ ITRÓ
  • A chegada de Yitró
  • O Conselho de Yitró
  • Requerimento para a liderança
  • Chegada ao Monte Sinai
  • Preparação para receber a Torá
  • A revelação de D'us
  • Os Dez Mandamentos: 1º Mandamento: Eu sou D'us; 2º Mandamento: Não terá outros deuses; 3º Mandamento: Não falar o nome de D'us em vão; 4º Mandamento: Guardar o Shabat; 5º Mandamento: Honrar pai e mãe; 6º Mandamento: Não matarás; 7º Mandamento: Não cometer adultério; 8º Mandamento: Não roubar (não sequestrar); 9º Mandamento: Não dar falso testemunho; 10º Mandamento: Não cobiçar.
  • Leis sobre a construção de um Altar.
BS"D

MENSAGENS DO CÉU - PARASHÁ ITRÓ 5781 (05 de fevereiro de 2021)

 
Um rapaz judeu americano foi estudar em Israel. Apaixonado pelo país, ele decidiu se matricular em uma "Hesder Yeshivá", instituição que combina o estudo de Torá com o serviço militar. Ele tornou-se um membro do exército israelense, alcançando uma posição de destaque. No ano de 2005, o governo israelense decidiu devolver o território de Gush Katif para Gaza. O exército teve que retirar à força os colonos judeus que se recusavam a abandonar o local. O estudante americano ficou perturbado com a situação, mas precisou seguiu as ordens dos superiores e também participou no processo de evacuação.
 
Sua unidade foi designada para um determinado local de Gush Katif e seu serviço era coordenar o transporte dos colonos que haviam sido evacuados, colocando-os nos ônibus. Naquele dia houve um momento emocionante. Todos os colonos se reuniram na sinagoga. O rabino discursou, um soldado também discursou, todos cantaram abraçados, choraram e finalmente saíram e embarcaram nos ônibus. Após todos terem partido, o soldado pegou o Sidur que trazia consigo em sua mochila e, ajoelhando no chão, cavou um buraco e lá o enterrou. Um amigo perguntou por que ele havia feito aquilo. O soldado respondeu:
 
- Talvez daqui a um ano, ou cinco anos, ou cinquenta anos, nós iremos voltar a este lugar. As pessoas irão reconstruir esta cidade e talvez encontrem este Sidur enterrado. Então eles perceberão que nós deixamos nossos corações e rezas neste lugar.
 
Onze meses depois, no verão de 2006, o soldado israelense Gilad Shalit foi capturado pelos militantes do Hamas, em Gaza. Israel decidiu invadir Gaza, em uma tentativa de encontrá-lo. O soldado americano foi novamente enviado para lá junto com sua unidade, para estabelecerem uma base operacional. Eles entraram em Gaza na escuridão da noite. Eles não sabiam exatamente onde estavam, mas pararam em um determinado local para montar o acampamento. Na manhã seguinte, o soldado olhou à sua volta. Ele estava totalmente desorientado, não reconhecia nada. Tudo que ele via era destroços, ruínas de casas, de estufas e construções que haviam sido destruídas. Ele não fazia a mínima ideia de onde estava, mas sentiu que, por algum motivo, deveria procurar o Sidur que havia enterrado. Ele então começou a cavar ali mesmo no local onde estava, e eis que, após alguns instantes, encontrou seu Sidur! Ele ficou assombrado, tremendo com o que havia acabado de acontecer. Uma chance em um milhão de ocorrer algo assim! Sem perceber, ele estava em Gush Katif, exatamente no mesmo lugar onde havia enterrado seu Sidur meses atrás! O soldado, muito emocionado, começou a questionar vários rabinos para entender o que havia acontecido, mas ninguém sabia explicar. Ele decidiu então conversar com o Rav Chaim Kanievsky shlita. O rabino, quando escutou o que havia ocorrido, ficou muito curioso para entender o que estava por trás daquele incrível milagre.
 
- O que você fez quando soube que teria que evacuar os colonos de Gush Katif? - perguntou o rabino.
 
- Eu falei para o meu comandante, e para todos os outros que consegui contatar, que era um erro o que estavam prestes a fazer e que não deveríamos seguir adiante com a operação - respondeu o soldado.
 
- E o que mais você fez? - voltou a perguntar o rabino.
 
- Eu rezei para que aquilo não viesse a acontecer e para que D'us tivesse misericórdia do povo judeu.
 
- E quando veio a ordem de que você teria que tirar os moradores, o que você fez então? - insistiu o rabino.
 
- A partir daquele momento eu parei de rezar, pois percebi que a minha reza não tinha adiantado nada - respondeu o soldado, com tristeza.
 
- Entendi por que D'us fez acontecer este grande milagre - disse o rabino, com um enorme sorriso no rosto - Ele está dizendo para você: "Nunca deixe de rezar por algo". Você havia enterrado o Sidur por ter achado inútil continuar rezando. D'us fez você encontrá-lo novamente, para que você percebesse que nunca é tarde para rezar por alguma coisa.

Nesta semana lemos a Parashá Itró, que descreve o reencontro de Itró com seu genro Moshé, após um longo tempo de separação, desde que Moshé havia voltado ao Egito com a missão de ser o intermediário de D'us na libertação do povo judeu. Porém, Itró não vinha apenas fazer uma visita. Ele havia dedicado a sua vida na busca da verdade. Ele havia procurado em todos os tipos de idolatria, buscando respostas para os seus questionamentos. Após ter escutado sobre os incríveis milagres que haviam acontecido durante a abertura do mar e a guerra do povo judeu contra Amalek, ele finalmente entendeu que sua busca estava terminada. Imediatamente ele veio procurar Moshé, para se unir ao povo judeu.
 
É interessante perceber que Itró escutou a mesma coisa que o mundo inteiro havia escutado, mas somente ele tomou uma atitude. Qual foi a diferença? Ele soube ouvir, na hora certa e da maneira correta, a mensagem do Criador do mundo. Ele não apenas escutou sobre o que havia acontecido, mas ele refletiu, quis entender os impactos daqueles acontecimentos em sua vida. Inspirado por aqueles milagres, ele conseguiu chegar às conclusões corretas. O resto do mundo também havia escutado o que ocorreu, mas todos continuaram suas vidas, sem nenhum tipo de reflexão. Em pouco tempo, as marcas daqueles milagres já haviam desaparecido dos seus corações. A inspiração havia ido embora, e ninguém mais tomou nenhuma atitude.
 
Nossos sábios do Talmud questionam: "Quem é considerado sábio?" (Tamid 32a:7). A resposta mais óbvia seria que sábio é aquele que estuda bastante, que acumula conhecimento. Porém, a resposta do Talmud é um pouco diferente: "Sábio é aquele que vê as consequências futuras". Daqui aprendemos que o verdadeiro sábio é aquele que consegue enxergar além do que está à sua frente. Porém, em outra fonte da Torá, a resposta é diferente: "Quem é considerado sábio? Aquele que aprende de todas as pessoas" (Pirkei Avót 2:9). É interessante que uma das fontes ressalta a característica do sábio de ver além, enquanto a outra fonte ressalta a característica do sábio de escutar. Qual é a relação entre ver e escutar?
 
Além disso, na Parashá da semana passada, Beshalach, D'us se revelou para o povo judeu de forma completa durante o evento da abertura do mar. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que a revelação Divina foi algo tão especial que até mesmo uma simples escrava atingiu um nível de profecia maior que o do profeta Yechezkel, um dos maiores profetas da história do povo judeu, que conseguiu ter visões da "Merkavá", a "carruagem de D'us". O que significa que até as pessoas mais simples conseguiram ter experiências espirituais tão elevadas?
 
Para encontrarmos a resposta, antes de tudo precisamos entender para que servem os milagres. Explica o Rav Yerucham Leibovitz zt"l (Bielorússia, 1873 - 1936) que todo milagre tem um único objetivo: mostrar a "face" de D'us. O milagre por si só não é a parte mais importante, pois ele somente tem sentido se a pessoa consegue enxergar D'us por trás do milagre e entender a mensagem que está sendo transmitida. Essa é a explicação de que até mesmo uma simples escrava teve uma revelação profética na abertura do Mar maior que a do profeta Yechezkel. Aquele foi um momento de entendimento da revelação Divina que estava por trás do enorme milagre. Foi um momento em que todos do povo judeu puderam entender a mensagem Divina.
 
Qual é o ensinamento que podemos pegar para as nossas vidas desta Parashá, já que, atualmente, não vivenciamos mais este tipo de revelação Divina que ocorre através de milagres abertos? A verdade é que esta comunicação de D'us com os seres humanos, que ocorria através das profecias e milagres abertos, também ocorre nos pequenos acontecimentos do nosso dia a dia, pois até mesmo nos detalhes mais simples e corriqueiros, D'us está falando conosco. Mas como fazemos para escutar?
 
Explica o Rav Moshe Chaim Luzzato zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746), em sua famosa obra "Messilat Yesharim", que todo o nosso crescimento espiritual depende de um único comportamento: o hábito de fazer "Cheshbon HaNefesh", isto é, refletir sobre os acontecimentos em nossas vidas. Infelizmente vivemos sempre com pressa, não temos tempo para refletir, para questionar nossos atos, para diariamente fazer uma retrospectiva do nosso dia e enxergar quais foram as nossas vitórias e as nossas derrotas, onde devemos ser mais cuidadosos e o que devemos evitar. É por isso que o nosso crescimento acaba sendo tão difícil e não conseguimos nos aprofundar nas lições diárias que D'us nos manda. Não questionamos mais nada, vivemos de forma superficial, e assim acabamos perdendo mensagens incríveis.
 
O contrário também é válido. Quando paramos e observamos tudo o que ocorre, quando refletimos, conseguimos escutar as mensagens de D'us. Pequenas "coincidências" no nosso dia demonstram o quanto D'us está presente em nossas vidas. Na entrega da Torá está escrito "E todo o povo viu os sons e as chamas e a montanha fumegando; a nação viu e estremeceu, e ficou distante" (Shemot 20:15). Por que D'us fez mais este milagre, de misturar a visão e a audição? Para nos ensinar que, quando ouvimos as mensagens Divinas e refletimos, neste momento podemos "enxergar" o Criador.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma, Mordechai Ben Sara, Simcha bat Shengle.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l, Reuven ben Alexander z"l, Mechel ben Haim z"l, Yaacov ben Israel z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp