quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

QUANTO VALE UM BOM ATO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BESHALACH 5779

BS"D
A Parashat desta semana é carinhosamente dedicada à elevação da alma de meus queridos avós:

Shandla bat Hersh Mendel Z"L


Ben Tzion ben Shie Z"L

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
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QUANTO VALE UM BOM ATO? - PARASHAT BESHALACH 5779 (18 de janeiro de 2019)

O Sr. Herschel Weber z"l vivia no Brooklin, em Nova York. Ele era uma boa pessoa, preocupado com o próximo, mas nunca tinha feito grandes atos. Porém, um incidente mudaria completamente sua vida e a vida de milhares de pessoas.
 
Certo dia, o Sr. Weber estava na sinagoga, rezando, quando um dos frequentadores teve um ataque cardíaco. A ambulância foi chamada, mas levou 40 minutos para chegar. Quando os médicos chegaram, infelizmente já não havia mais nada a se fazer. O Sr. Weber, que viu o homem morrer diante dos seus olhos, se sentiu impotente diante daquela situação. Ele se remoía o dia inteiro, perguntando se poderia ter feito algo para salvar a vida daquele homem. Com o coração apertado, ele e mais dois amigos resolveram fazer um curso de primeiros socorros e compraram cilindros de oxigênio para situações de emergência.
 
Não passou muito tempo até que, certa manhã, uma senhora idosa pediu ajuda ao Sr. Weber. Seu marido não se mexia na cama e ela não sabia o que fazer. O Sr. Weber correu até a casa dela, levando um cilindro de oxigênio, mas quando chegou, infelizmente o velhinho já havia falecido. O Sr. Weber saiu de lá triste por não ter conseguido ajudar e começou a descer lentamente pelas escadas. Escutou então a conversa de dois vizinhos, que questionavam as habilidades do socorrista, dizendo que provavelmente o senhor havia morrido porque ele não soube fazer direito seu trabalho. Escutar aquela conversa foi uma facada no coração do Sr. Weber. Ele ficou deprimido e, por dois dias, chorou em casa. Não queria sair, não queria ver ninguém e ficou em dúvida se deveria continuar com seu trabalho voluntário de tentar salvar vidas. Decidiu então se aconselhar com o Rav Yoel Taitelbaum zt"l (Romênia, 1887 - EUA, 1979), mais conhecido como Satmer Rebe. Ele perguntou se era algo importante criar um grupo de voluntários para prestar primeiros socorros. O Satmer Rebe leu para o Sr. Weber uma passagem do livro Shaarei Teshuvá, de autoria do Rabeinu Yoná (Espanha, século 12), que ensina que é bom e correto que exista, em cada cidade, voluntários do povo que estejam prontos para qualquer situação de "Hatzalá" (salvamento). O Rebe de Satmer incentivou-o a seguir em frente com o seu projeto e lhe deu uma Brachá calorosa para que tivesse muito sucesso.
 
Naquele momento nascia a instituição "Hatzalá", atualmente presente em dezenas de países, com milhares de voluntários, responsável pelo salvamento de dezenas de milhares de vidas. E tudo começou com a atitude de um único homem, que não sabia até onde seus esforços chegariam, mas que resolveu fazer a sua parte.

Nesta semana lemos a Parashat Beshalach (literalmente "Quando enviou"), que descreve o momento em que o povo judeu finalmente saiu do Egito, se libertando de mais de 200 anos de escravidão. Porém, ainda faltava um último teste de Emuná para o povo judeu. Mais uma vez D'us endureceu o coração do Faraó e ele decidiu perseguir os judeus no deserto. O povo judeu se viu preso entre o intransponível Mar Vermelho e os egípcios que os perseguiam e, desesperados, levantaram seus olhos para o Céu e gritaram. D'us então abriu o Mar Vermelho e, após a passagem dos judeus em terra firme, fechou as águas sobre os egípcios, matando todos eles.
 
Antes da descrição da abertura do Mar Vermelho há um versículo que chama a atenção: "Moshé levou os ossos de Yossef com ele" (Shemot 13:19). Por que D'us considerou esta informação tão importante, a ponto de registrá-la para sempre na Torá? E por que este versículo é trazido pouco antes do episódio da abertura do Mar?
 
Existem algumas respostas para estes questionamentos. Em primeiro lugar, D'us fez questão de gravar esta informação na Torá para nos ensinar que o povo judeu cumpriu a promessa que havia feito a Yossef antes de sua morte. Yossef fez o povo prometer que seus restos mortais seriam levados para Israel no momento em que a redenção do povo judeu chegasse, e assim eles cumpriram.
 
Em segundo lugar, a Torá quer dar um imenso louvor à incrível atitude de Moshé. Durante a saída do Egito, D'us ordenou ao povo que pedissem aos seus vizinhos egípcios ouro, prata e roupas. Enquanto a maioria do povo estava preocupada em pedir o ouro e a prata de seus vizinhos, para saírem do Egito com riquezas materiais, Moshé estava preocupado com as riquezas espirituais e, por isso, se ocupou pessoalmente em cumprir a promessa feita a Yossef.
 
Porém, há um terceiro motivo, que nos ajuda a responder um importante questionamento em relação ao valor das Mitzvót que cumprimos no nosso dia a dia. Algumas vezes temos oportunidade de cumprir Mitzvót, mas acabamos tendo preguiça. Perdemos oportunidades e deixamos importantes Mitzvót para depois, sendo que algumas acabamos nunca mais cumprindo. Será que sabemos qual é o valor de uma Mitzvá e qual é o impacto dela no mundo inteiro? Outras vezes nós cumprimos uma Mitzvá, mas a consequência é algo aparentemente negativo. Quando o resultado de uma Mitzvá é negativo, não teria sido melhor não ter cumprido a Mitzvá? Por que às vezes nos esforçamos para fazer o que é correto e as consequências são contrárias ao que esperávamos?
 
Um exemplo deste efeito aparentemente negativo das Mitzvót ocorreu justamente com Yossef, quando ele estava no Egito. Enquanto ele trabalhava na casa de Potifar, um dos ministros do Faraó, Yossef foi muitas vezes tentado pela esposa de seu chefe, mas manteve-se íntegro. Em uma das investidas, em um dia em que não havia mais ninguém em casa, a esposa do Potifar literalmente segurou Yossef pelas roupas. Ela era uma mulher muito bonita e atraente, e não havia mais ninguém olhando. Yossef, juntando todas as suas forças, conseguiu vencer seus instintos e quebrou sua natureza, fugindo e deixando seu casaco nas mãos dela. Qual foi a recompensa deste incrível ato de bravura e autocontrole de Yossef? Ele foi falsamente acusado de ter atacado a esposa do Potifar e foi jogado na prisão por 12 anos. Esta é a recompensa por um ato tão grande? Será que teria sido melhor Yossef ter cometido a transgressão?
 
Um dos grandes problemas do ser humano é que somos muito imediatistas, apesar de estarmos sempre vendo a vida de forma extremamente limitada. Ainda mais atualmente, que fazemos parte de uma geração "Drive Thru", na qual exigimos sempre ver imediatamente os resultados dos nossos esforços. Porém, não é assim que D'us trabalha. Ele tem cálculos muitos mais profundos, que levam em consideração muitos fatores que estão acima do nosso entendimento. E uma das consequências dos cálculos profundos de D'us é que as coisas não acontecem de forma imediata. Muitas vezes esta demora é justamente para nos dar livre arbítrio e a possibilidade de desenvolvermos a nossa Emuná.
 
Precisamos olhar para o caso de Yossef com outros olhos. Na realidade, o fato dele ter ido para a prisão não estava conectado com seu comportamento correto diante do difícil teste. Apesar de ser um gigante espiritual, Yossef havia cometido alguns erros em relação aos seus irmãos e em uma pequena falha de Emuná, cuja "limpeza espiritual" seria através dos anos em que ele ficou preso. Após o tempo que D'us havia decretado como suficiente para que ele expiasse seus erros, o Faraó teve um sonho e Yossef foi imediatamente libertado da prisão para interpretá-lo. Assim começava a subida de Yossef, após sua limpeza espiritual.
 
Porém, onde estava a recompensa pelo incrível ato de Yossef? Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que o versículo descreve que Moshé trouxe os ossos de Yossef antes da abertura do Mar Vermelho justamente para nos ensinar que a abertura do Mar Vermelho somente foi possível pelos méritos de Yossef. D'us utiliza sempre a característica de "Midá Kenegued Midá" (medida por medida). A natureza do mar é seguir seu fluxo, enquanto a natureza animal do ser humano é seguir seus instintos e desejos. Da mesma maneira que Yossef conseguiu quebrar sua natureza humana, então D'us também quebrou a Sua natureza e abriu o mar. Somente quando os ossos de Yossef chegaram, o Mar Vermelho abriu as suas águas, salvando o povo judeu.
 
Isto quer dizer que a recompensa de Yossef não foi dada imediatamente, ela demorou mais de 200 anos, mas veio de uma forma que mudou a história da humanidade. Aproximadamente 3 milhões de judeus saíram do Egito, entre homens, mulheres e crianças, além de milhares de animais. Todos eles estavam presos diante do Mar Vermelho, com o exército egípcio em sua perseguição. Seria o fim do povo judeu, um verdadeiro holocausto. Pelo mérito de um único ato de Yossef, o Mar Vermelho se abriu e 3 milhões de pessoas foram salvos do extermínio.
 
Esta Parashat nos ensina, portanto, duas lições extremamente importantes. Em primeiro lugar, não devemos ser imediatistas. Devemos fazer o que é correto, independentemente se as consequências dos nossos bons atos aparentam ser negativas. D'us não deixa nenhum bom ato sem recompensa e nenhum mau ato sem uma cobrança. Não precisamos ensinar a D'us como trabalhar, pois Seus cálculos e Seu entendimento são infinitamente superiores aos nossos. Cada bom ato fica guardado para sempre e suas consequências são certamente muito positivas, beneficiando não só a nós mesmos, mas ao mundo como um todo.
 
Além disso, outro importante ensinamento é que pequenos atos podem mudar a história da humanidade. Grandes mudanças começaram com pequenas atitudes de pessoas que queriam fazer algo por um mundo melhor. Um único ato de Yossef salvou 3 milhões de pessoas. Uma atitude do Sr. Herschel Weber salva, até hoje, milhares de vidas. Simples atitudes, como manter o autocontrole diante dos nossos desejos, podem parecer pequenas, mas podem estar mudando o mundo.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHAT BESHALACH 5779:

São Paulo: 19h38  Rio de Janeiro: 19h23  Belo Horizonte: 19h20  Jerusalém: 16h25
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Chana Mirel bat Feigue, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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