sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

UNIÃO QUE SALVA VIDAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KI TISSÁ 5779

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à elevação da alma da minha querida e saudosa avó

Frade bat Efraim z"l


Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
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UNIÃO QUE SALVA VIDAS - PARASHAT KI TISSÁ 5779 (22 de fevereiro de 2019)


"Um homem foi à floresta e, de forma ríspida e desrespeitosa, ordenou às árvores que lhe dessem um pedaço de madeira. As árvores, ao invés de se unirem contra aquela ameaça, aceitaram as exigências do homem. O mais grave foi que, sem pedir autorização, de forma orgulhosa e desrespeitosa, ofereceram o tronco de uma jovem árvore, como se ela não tivesse nenhum valor, para que a vontade daquele homem fosse cumprida.


O que as árvores não sabiam era que aquele homem era um experiente lenhador e exigia um pedaço de madeira para substituir o cabo quebrado do seu machado. Tão logo o homem colocou o novo cabo no seu machado, ele começou a usá-lo furiosamente, derrubando todas as árvores que encontrava na frente. Em pouco tempo já havia derrubado, com seus potentes e certeiros golpes, as maiores, mais antigas e mais nobres árvores daquele bosque.


Um velho pinheiro, observando a destruição à sua volta e lamentando a perda de tantos colegas, comentou, desolado, com um cedro que era seu vizinho:


- O primeiro passo significou a destruição de todos nós. Se tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, se tivéssemos mantido a nossa união diante das adversidades, também teríamos preservado a nós mesmos e poderíamos ter ficado de pé ainda por muitos anos..."

 

Este é o segredo da eternidade do povo judeu: a união. Enquanto estamos unidos, nada pode nos destruir. Mas quando o povo judeu se divide e se separa, infelizmente perdemos a força diante dos nossos inimigos.

A Parashat desta semana, Ki Tissá (literalmente "Quando você contar"), começa falando sobre a contagem do povo judeu. Logo depois a Parashat entra em um dos assuntos mais tristes da Torá: a construção do Bezerro de Ouro, um grave erro do povo judeu que quase causou a sua total destruição e que tem consequências negativas até os nossos dias. Qual é a conexão entre estes dois assuntos, aparentemente tão diferentes?


No início da Parashat, a Torá nos ensina que as contagens do povo judeu devem ser feitas de maneira indireta. No deserto ela era feita através da doação do "Machatzit HaShekel", uma moeda de prata de meio Shekel para cada pessoa acima de 20 anos. Mas há um detalhe muito interessante descrito na Parashat em relação à doação do Machatzit HaShekel. Assim está escrito no versículo inicial da Parashat: "Quando você fizer um recenseamento do povo de Israel, de acordo com sua contagem, cada um pagará a D'us um resgate por sua alma ao ser contado, para que nenhuma praga possa vir sobre eles através de sua contagem" (Shemot 30:12). Além de servir como uma forma de contagem indireta do povo judeu, o versículo está explicando que o Machatzit HaShekel também servia como um "resgate", uma expiação pela vida da pessoa, evitando que uma praga ou desgraça a atingisse. O que isto significa?


Explica o Rav Shlomo Ephraim zt"l (Polônia, 1550 - Praga, 1619), mais conhecido como Kli Yakar, que a doação do Machatzit HaShekel de cada pessoa trazia expiação por uma terrível transgressão cometida pelo povo judeu. Desesperados pela demora de Moshé em descer do Monte Sinai, após uma falha de entendimento de quando ele deveria descer, o povo judeu construiu um Bezerro de Ouro, ato que foi considerado por D'us uma transgressão gravíssima, a ponto Dele querer destruir imediatamente todo o povo judeu. Somente após a intervenção de Moshé, com muitas Tefilót (rezas) e súplicas, implorando pela misericórdia de D'us, o povo finalmente foi perdoado. A doação do Machatzit HaShekel era, portanto, uma expiação de cada indivíduo do povo por ter participado na transgressão do Bezerro de Ouro.


Porém, desta explicação do Kli Yakar surgem alguns questionamentos. Em primeiro lugar, por que a Torá conectou a expiação da transgressão do Bezerro de Ouro com o momento da contagem do povo judeu? Além disso, todo o povo judeu, tanto os velhos quanto os jovens, foi considerado culpado pela transgressão. Então por que apenas as pessoas acima de 20 anos eram contadas através do Machatzit HaShekel? As pessoas abaixo de 20 anos, que também participaram da transgressão do Bezerro de Ouro, não precisavam de expiação pela sua grave transgressão?

 

A resposta está no entendimento de outro versículo: "No dia da contagem de vocês Eu lembrarei suas transgressões" (Shemot 32:34). Segundo o Kli Yakar, D'us estava informando ao povo judeu que eles não tinham sido completamente perdoados pela transgressão do Bezerro de Ouro, somente haviam sido poupados por causa da abundante misericórdia Divina. Porém, esta misericórdia foi dedicada ao povo judeu como um todo. D'us tem uma medida extra de misericórdia e paciência quando está lidando com comunidades ou com o povo judeu como um todo, o que não ocorre quando se trata de indivíduos. Isto nos ensina sobre a incrível força da união do povo judeu. Cada indivíduo foi perdoado, pela força do povo, até mesmo por algo tão grave quanto a transgressão do Bezerro de Ouro.


Portanto, a Torá está nos revelando que esta expiação somente funcionava quando cada pessoa vivia como parte da comunidade. Porém, no momento em que a pessoa fosse contada individualmente, seus atos seriam examinados no Céu e checados de uma maneira muito mais rigorosa, sendo dada uma atenção especial aos seus méritos e deméritos, o que não garantia que todos poderiam passar pelo julgamento. A transgressão do Bezerro de Ouro foi perdoada para o povo como um todo, mas ele ainda ficou pendente para os indivíduos caso eles se afastassem da comunidade. Por isso, foi necessária uma expiação justamente no momento da contagem do povo judeu, quando cada indivíduo era destacado. Este era o efeito de "expiação" presente na doação do Machatzit HaShekel de cada indivíduo, justamente no momento da sua contagem.


A Parashat está nos ensinando, portanto, que quando os judeus eram contados individualmente, isto fazia com que os indivíduos fossem destacados da comunidade e tivessem seus atos examinados de maneira minuciosa. Como membros do povo judeu eles estavam protegidos, mas através de uma contagem individual o julgamento era muito menos leniente e misericordioso. É justamente isto que nos ensina o grande sábio Hilel: "Não se separe da comunidade" (Pirkei Avót 2:4). Isto se aplica também aos nossos dias. Se a comunidade tem desafios e dificuldades, nós devemos participar junto, nos atos comunais de arrependimento e jejuns. Se há alguma alegria, também devemos participar junto com a comunidade. Tudo isto volta, fisicamente e espiritualmente, para o nosso próprio benefício.


Mas se a doação do Machatzit HaShekel era uma expiação pela transgressão do Bezerro de Ouro no momento em que a pessoa era contada, então por que apenas as pessoas acima de 20 anos doavam o Machatzit HaShekel? Pois a partir desta idade era comum que as pessoas se separassem de suas comunidades e, por isso, precisavam da expiação do Machatzit HaShekel. Porém, os mais jovens, que ainda viviam completamente dentro da comunidade, não necessitavam da expiação do Machatzit HaShekel, pois eles ainda se beneficiavam da misericórdia que era destinada à comunidade como um todo.


Além disso, o Kli Yakar traz outra opinião sobre qual era a necessidade de expiação do Machatzit HaShekel. A contagem individual causava "Ain Hará" (mau olhado). Quando um indivíduo é apontado de forma particular, a pessoa fica "sob os holofotes" e há uma ênfase nas forças e Brachót que ela recebeu na vida. "Ain Hará" significa que a inveja das pessoas poderia recair sobre este indivíduo quando ele fosse ressaltado. Outras pessoas poderiam se sentir mal por não terem as mesmas forças e Brachót que a pessoa individualmente contada tinha. Era sob estas circunstâncias que a pessoal era julgada e examinada nos Céus, para verificar se ela realmente tinha méritos para receber todas estas Brachót em sua vida. Por isto era necessário que neste momento da contagem o Machatzit HaShekel trouxesse expiação, evitando que o "Ain  Hará" causasse danos.


Esta outra explicação do Kli Yakar nos ensina uma atitude muito importante que devemos ter na vida. Sempre que somos abençoados com todos os tipos de Brachót, como saúde, filhos e trabalho, devemos apreciar o que recebemos de D'us, e não recebermos como se não fosse nada de especial ou que as Brachót vieram pelos nossos méritos. Além disso, precisamos ser especialmente sensíveis para não ostentar nossas Brachót à custa de causar dor aos outros, pois isso faria com que D'us nos examinasse de forma particular e minuciosa. Certamente ninguém fica tranquilo e confiante de saber que precisamos prestar contas diante de D'us de forma particular e detalhada.

 

A contagem do povo judeu era feita com uma moeda de meio Shekel, e não com um Shekel inteiro, para nos ensinar uma importante lição de união do povo judeu: ninguém é completo sozinho. Somente quando estamos juntos com o resto do povo judeu, em suas tristezas e alegrias, é que nos tornamos verdadeiramente completos. Somente somos completos quando somos sensíveis com os outros, quando não causamos inveja e dor. Desta maneira, a Brachá de D'us virá de verdade para as nossas vidas.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHAT KI TISSÁ 5779:

São Paulo: 18h21  Rio de Janeiro: 18h07  Belo Horizonte: 18h06  Jerusalém: 16h55
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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Chana Mirel bat Feigue, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania.
 
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
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