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quinta-feira, 14 de julho de 2022

ENXERGANDO O QUE SE QUER ENXERGAR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BALAK 5782

BS"D
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MENSAGENS DA PARASHÁ BALAK

"Privacidade é uma brachá" - Parashat Balak - R. Efraim Birbojm - Hidabroot Brasil (2022)
ASSUNTOS DA PARASHÁ BALAK
  • Balak, rei de Moav, contrata Bilaam.
  • Bilaam pede permissão a D'us.
  • Mula de Bilaam e o anjo no caminho.
  • 3 tentativas de amaldiçoar o povo judeu convertidas em 3 Brachót.
  • A transgressão do povo judeu com as mulheres de Midian.
  • A transgressão pública de Zimri (Shimon) e Kosbi (Midian)
  • O zelo de Pinchás
BS"D

ENXERGANDO O QUE SE QUER ENXERGAR - PARASHÁ BALAK 5782 (15/jul/22)

Um homem estava em Paris. De repente, ele viu um pitbull atacando uma criança. Ele agiu rápido, conseguiu matar o pitbull e salvar a vida da garota. Um repórter, ao ver a cena, correu para entrevistar aquele herói. Seria uma incrível história para escrever em seu jornal.
 
- Diga-me, qual é o seu nome? Toda Paris vai amar você! A manchete de amanhã será: "Herói de Paris salva garota de um cão raivoso!"

- Mas eu não sou de Paris - disse o homem.

- Tudo bem - continuou o repórter - Então toda a França amará você e a manchete de amanhã será: "Herói francês salva menina de ataque de cachorro cruel!"

- Eu também não sou da França - corrigiu o homem.

- Não tem problema - continuou o repórter - Toda a Europa vai amar você. As manchetes de amanhã gritarão: "Herói europeu salva garota de um cão cruel!"

- Eu também não sou da Europa - corrigiu mais uma vez o homem - Eu sou de Israel.

- Ah, Ok, entendi - disse secamente o repórter.
 
Na manhã seguinte, saiu a manchete: "Judeu cruel mata cachorrinho de menina francesa!"

Pode ser uma piada, mas é um reflexo de como infelizmente a mídia distorce os fatos. Na realidade, não é apenas a mídia. Em nosso cotidiano, costumamos enxergar as situações da maneira como queremos. Distorcemos a realidade para que tudo se encaixe na forma como nós queremos ver cada situação.

Nessa semana lemos a Parashá Balak, que se conecta com o assunto final da Parashá da semana passada. O povo judeu se aproximava de sua entrada na Terra de Israel, depois de quase 40 anos vagando pelo deserto. Quando foram passar pela terra de Sichon, rei dos Emorim, os judeus pediram permissão para atravessar em paz, sem nenhum tipo de dano ou ameaça à soberania deles. Porém, os Emorim se levantaram contra o povo judeu e os atacaram, mas foram derrotados. Logo depois foi a vez de Og, o rei de Bashan, que também tentou se levantar contra o povo judeu e foi derrotado.

Nossa Parashá começa justamente com a descrição de como Balak, o rei de Moav, se sentiu ao ver o que havia acontecido com Sichon e Og, dois reis extremamente poderosos. Ele sentiu muito medo do povo judeu, imaginando que seu povo seria a próxima vítima deles. Após ver que os judeus haviam passado como um trator sobre seus inimigos, Balak entendeu que tentar guerrear contra um povo tão poderoso, com tamanha proteção espiritual, seria tolice. Ele então resolveu mudar de tática e, ao invés de uma guerra material, ele quis atacar o povo judeu espiritualmente. Balak contratou um dos maiores profetas da época, Bilaam, cujo potencial espiritual era do nível de Moshé Rabeinu.

Bilaam possuía um incrível poder na fala. Quem ele amaldiçoava era efetivamente amaldiçoado e sofria as consequências de sua energia negativa. De onde Balak conhecia Bilaam? Ele havia sentido na pele a força de suas maldições. Quando Moav estava em guerra contra os Emorim, o rei Sichon não conseguia derrotá-lo. Então ele contratou Bilaam para amaldiçoar Moav, e foi somente depois da maldição que o rei Sichon saiu vitorioso. Portanto, Balak tinha visto que o poder da fala de Bilaam era algo real e extremamente poderoso, e se apoiou na força de sua maldição para tentar vencer o povo judeu.
 
Como Balak sabia que Bilaam gostava de honra e dinheiro, mandou pessoas importantes para contratá-lo, oferecendo uma quantia enorme de moedas de ouro. Apesar de Bilaam saber que D'us não queria que ele fosse, mesmo assim decidiu ir com os emissários de Balak. E, quando estava no caminho, algo incrível aconteceu. O jumento no qual ele montava se recusou a continuar andando e, de repente, abriu a boca e começa a conversar com Bilaam. Desde o início da história da humanidade tal evento nunca havia ocorrido, de um animal conversar com um ser humano.

Mas qual é o grande ensinamento que este acontecimento traz para as nossas vidas? Infelizmente acabamos lendo a Torá sem refletir sobre os detalhes e, por isso, acabamos perdendo incríveis lições. Para entendermos o que ocorreu, precisamos tentar trazer as histórias da Torá para a nossa realidade. Imagine se estivéssemos, em um dia qualquer, dirigindo tranquilamente nosso carro pela estrada e, de repente, nos deparássemos com uma bifurcação. Sem o waze para nos auxiliar, ficaríamos na dúvida de qual dos dois caminhos é o correto, isto é, qual é aquele que nos levaria à cidade onde queremos chegar. Neste momento de dúvida, escolhemos aleatoriamente o caminho da esquerda. O que aconteceria se, neste exato momento, o nosso carro parasse e falasse conosco: "Ei, pare! Você está indo no caminho errado! O caminho correto era o da direita!". O que faríamos? Ao menos não pararíamos para refletir se realmente estamos indo no caminho correto?

Será que alguém poderia ignorar este acontecimento e continuar no caminho da esquerda como se nada tivesse acontecido? Dificilmente isso aconteceria, até mesmo se fosse uma pessoa comum, meio avoada, não muito inteligente e perspicaz. Portanto, esperaríamos que Bilaam, uma pessoa inteligente e perspicaz, dono de incríveis dons espirituais, parasse para questionar suas atitudes. Como uma pessoa como ele deveria ter reagido ao fato de o seu jumento estar falando que ele estava errado? Certamente deveria ter parado para refletir sobre aquele incrível acontecimento, completamente fora das leis da natureza. Ele deveria ter concluído que não estava utilizando seu poder da fala corretamente e que deveria retornar imediatamente para casa, arrependido por ter ido, sem a autorização de D'us, acompanhar pessoas ruins para fazer o mal. Isso não é claro como o dia? Isso não deveria ter deixado uma marca, uma impressão forte em Bilaam?

Mas, por incrível que pareça, este incrível evento não deixou absolutamente nenhuma marca em Bilaam. Ao final desse episódio, a Torá nos conta que "Bilaam levantou-se e retornou ao seu lugar" (Bamidbar 24:25). Isso não significa que ele retornou ao seu lugar apenas em termos físicos, mas também em termos espirituais. Mesmo após aquele milagre aberto, tudo voltou a ser o que era antes, não houve absolutamente nenhuma mudança. Bilaam, mesmo com todo o seu potencial, não conseguiu enxergar a incrível mensagem Divina.

De acordo com o Rav Yssocher Frand, essa é a importante lição a ser aprendida da nossa Parashá: o quão cego uma pessoa pode ser. Quando a pessoa tem algum motivo pessoal, que pode ser dinheiro, poder ou qualquer outro desejo, verdadeiros subornos ao nosso julgamento, ela pode ficar cega. D'us pode enviar uma mensagem claríssima, mas ela não conseguirá enxergar. Isso é assustador. Queremos sempre fazer o que é o correto. Ninguém quer intencionalmente fazer o mal e prejudicar os outros. Porém, uma situação pode estar clara como o dia para um observador atento, porém a própria pessoa que está indo no caminho da transgressão não consegue enxergar o que está diante dos seus próprios olhos. E o mais assustador é o fato de que, se isso pôde acontecer com Bilaam, alguém com um potencial espiritual tão elevado, que podia falar diretamente com D'us, pode acontecer a qualquer um de nós. Se até mesmo Bilaam ficou completamente "cego" por causa de seus subornos, qualquer um de nós também pode ficar.
 
Explica o livro "Messilat Yesharim", de autoria do Rav Moshe Chaim Luzzato zt"l (Itália, 1707 - Israel, 1746), que o mundo material se assemelha a uma noite escura. A escuridão pode trazer dois problemas para o ser humano. O primeiro problema é a pessoa não conseguir enxergar nada, mesmo o que está diante dela. Por isso, quando aparecem obstáculos no caminho, a pessoa simplesmente cai, sem nem mesmo ter percebido o perigo que estava diante dela. Porém, o segundo problema é certamente muito mais grave. A escuridão pode causar na pessoa uma ilusão de ótica, de forma que ela pensa que um pilar é uma pessoa e uma pessoa é um pilar. Isso quer dizer que uma pessoa pode passar uma vida inteira achando que o mal é algo bom e que o bem é algo ruim. Desta maneira, a pessoa vai fortalecer seus maus atos, pois não apenas a pessoa não enxerga a verdade, mas também inverte os valores e procura evidências para apoiar suas teorias e ideias falsas. O grande problema desta "cegueira espiritual" é que a pessoa não engana os outros, ela engana a si mesma.
 
Como fugir desta "cegueira espiritual"? Explica o Rav Moshe Chaim Luzzato que há duas maneiras. A primeira é se aconselhar com os sábios de Torá, pois além de terem o conhecimento das leis espirituais, eles estão livres dos nossos subornos e podem nos orientar sem estarem sob influência dos nossos desejos. Outro conselho dos nossos sábios é fazer "Cheshbon Hanefesh", isto é, refletir sobre nossos atos, principalmente nos momentos em que não estamos com o desejo fervendo dentro de nós.

Este é o principal ensinamento que pode ser extraído do incidente com Bilaam: não há maior cego do que aquele que não quer ver. Sabemos o final medíocre da vida de Bilaam, alguém com potencial de Moshé Rabeinu, mas que escolheu um caminho de prazeres e honra. Que possamos abrir os nossos olhos.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 
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sexta-feira, 13 de junho de 2014

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ SHELACH 5774

BS"D

CONSCIÊNCIA DOS NOSSOS ERROS - PARASHÁ SHELACH 5774 (13 de junho de 2014)

"Rogério contratou um jardineiro para a manutenção do seu jardim. Era um rapaz muito jovem, aparentando ter pouca experiência, mas se mostrou muito esforçado. Quando terminou o serviço, o jardineiro pediu para utilizar o telefone. Rogério, que ficou na sala ao lado, não pôde deixar de ouvir a conversa. O rapaz ligou para uma mulher e perguntou se ela precisava de um jardineiro. Ela agradeceu, mas respondeu que já tinha um. O jovem não desistiu e explicou que além de aparar a grama também tirava o lixo, mas novamente a mulher recusou, argumentando que seu jardineiro também fazia isso. O jovem insistiu mais uma vez, garantindo que limpava bem as ferramentas no fim do trabalho e que nunca deixava um cliente sem um pronto atendimento, porém novamente a mulher recusou, afirmando que tudo isso ela já tinha com seu jardineiro atual. Em uma última tentativa, o jovem falou que o seu preço era muito bom, mas a mulher respondeu firmemente que não estava interessada, pois seu jardineiro também tinha um preço muito bom. Quando o jovem jardineiro desligou o telefone, Rogério sentiu muita pena dele e tentou consolá-lo:

- Não se preocupe, rapaz. Você é esforçado, certamente conseguirá outros clientes.

- Não estou preocupado - respondeu o jovem, abrindo um enorme sorriso - pois eu já sou o jardineiro dela.

- Então por que você ligou para ela oferecendo seus serviços? - perguntou Rogério, confuso.

- Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo - respondeu o jardineiro - Assim eu posso saber onde preciso melhorar, para fazer sempre meu trabalho da melhor maneira possível."

Teríamos a coragem de fazer a mesma pesquisa feita por este jardineiro? Nos questionamos constantemente para saber se realmente nossos atos estão sempre corretos, ou acabamos nos acomodando e acreditando que nós sempre estamos certos e são sempre os outros que fazem coisas erradas?

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Na Parashá desta semana, Shelach, o povo judeu estava prestes a entrar na Terra de Israel, mas ao invés dos judeus confiarem em D'us, eles preferiram enviar espiões para ver como era a terra. Infelizmente aquela falta de Emuná (fé) teve consequências trágicas. Dos 12 espiões enviados, 10 voltaram falando mal da terra, causando um enorme desespero no povo e um consequente choro. D'us decretou que aquela geração inteira não teria mais o mérito de entrar na Terra de Israel. Apenas 2 espiões conseguiram escapar da transgressão: Yoshua e Kalev. Como eles conseguiram resistir à tentação de se juntar aos outros espiões?

Antes dos espiões partirem, a Torá diz que Moshé acrescentou uma letra ao nome de Yoshua, que até aquele momento se chamava "Hoshea". Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, explica que Moshé rezou por Yoshua, para que ele fosse salvo do teste de querer se unir aos outros espiões, e a manifestação desta Tefilá (reza) foi o acréscimo da letra "Iud" no nome dele. Poucos versículos depois, quando a Torá descreve os primeiros passos dos espiões já na Terra de Israel, Rashi explica que Kalev se separou do grupo e foi até Chevron, para rezar no túmulo dos patriarcas e pedir para ser protegido das más influências dos outros espiões. Portanto, a Torá nos ensina que o que salvou Yoshua e Kalev da transgressão foi a força da Tefilá.

Porém, aparentemente este ensinamento vai diretamente contra um princípio citado pelos nossos sábios no Talmud (Brachót 33b): "Tudo depende dos Céus, menos o temor aos Céus". Isto quer dizer que D'us controla todos os detalhes do que ocorre nas nossas vidas, mas ao mesmo tempo Ele nos deu o livre arbítrio, isto é, a habilidade de escolher entre o certo e o errado, deixando isto completamente nas mãos do ser humano. Quando rezamos para que D'us nos ajude com coisas que não estão sob nosso controle, como a saúde e o sustento, que dependem única e exclusivamente da Supervisão Divina, certamente esta Tefilá pode ser muito benéfica e nos ajudar. Porém, rezar para não cometer uma transgressão parece ser algo inútil, já que a decisão de cometer ou não uma transgressão não está nas mãos de D'us, é algo que está completamente sob nosso controle. Portanto, como pode ser que o que salvou Yoshua e Kalev de cometerem uma transgressão foi a Tefilá, se a decisão de transgredir ou não estava apenas nas mãos deles mesmos?

Responde o Rabino Yossef Chaim (Iraque, 1832 - 1909), mais conhecido como Ben Ish Chai, que há duas formas de uma pessoa transgredir. Uma forma é quando a pessoa tem total claridade que um ato é proibido, mas apesar disso, movida pelos seus desejos, ela decide fazê-lo, com total consciência de que está cometendo um erro. Outra forma é quando o Yetser Hará (má inclinação) da pessoa consegue obscurecer sua capacidade de discernimento e a convence que aquela transgressão é, na verdade, um ato permitido, possibilitando-a de racionalizar que ela não está cometendo absolutamente nenhum erro.

O princípio de "tudo depende dos Céus, menos o temor aos Céus" somente se aplica à primeira forma de transgressão, quando é completamente claro para a pessoa que ela está cometendo um erro. Neste caso, realmente não há nenhum benefício em rezar para que D'us nos proteja da transgressão, pois isto está sob nosso controle, e D'us não interfere no nosso livre arbítrio. Porém, em relação ao segundo tipo de teste, quando a pessoa sinceramente acredita que não é uma transgressão, e o que causa o problema é a falta de claridade sobre o que é correto fazer, então a situação já não está mais completamente nas mãos da pessoa. Neste caso, quando a pessoa quer fazer o que é correto mas sabe que tem risco de ser enganada pelo Yetser Hará, então ela pode direcionar seu coração para D'us e pedir ajuda para que a verdade não seja obscurecida através de racionalizações. Portanto, nesta situação certamente a Tefilá é benéfica e pode ajudar a evitar as transgressões.

O Ben Ish Chai ressalta que Yoshua e Kalev enfrentaram o segundo tipo de teste. Os espiões eram gigantes espirituais, certamente não iriam deliberadamente denegrir a terra prometida por D'us sem nenhuma justificativa para seu comportamento. Ele explica que quando os espiões viram a enorme prosperidade da Terra de Israel, eles tiveram medo que caso descrevessem a verdadeira situação, o povo entraria em Israel com motivações incorretas, apenas focando nos ganhos materiais que poderiam ter, e não na possibilidade de poder cumprir todas as Mitzvót. Por isso eles decidiram falar mal da terra, na esperança de que o povo judeu, mesmo escutando as más notícias, decidiria entrar em Israel com motivações completamente espirituais e, com isso, receberiam uma recompensa muito maior. Porém, esta racionalização era apenas uma tentativa do Yetser Hará de impedir que o povo judeu entrasse na Terra de Israel, o que de fato aconteceu. Foi por isso que Moshé rezou, com sucesso, para que Yoshua, seu aluno mais próximo, fosse protegido de racionalizações deste tipo, que o faria acreditar que falar mal de Israel era uma grande Mitzvá. De forma similar, Kalev rezou para que pudesse manter a sua claridade e assim se proteger das armadilhas do Yetser Hará.

Aprendemos do Ben Ish Chai que há duas maneiras de uma pessoa transgredir: ou a pessoa transgride de forma intencional, ou a pessoa é enganada pelo seu Yetser Hará de forma que ela pensa que não está cometendo nenhuma transgressão. O mais grave dos dois desafios é certamente o segundo, pois quando a pessoa tem claridade dos seus atos, por mais que faça algo deliberadamente errado, ela tem grandes chances de futuramente se arrepender e não voltar a errar mais. Porém, quando o erro é fruto da falta de claridade, é muito provável que a pessoa repetirá o mesmo erro até o fim da vida, pois não entende que está fazendo algo errado, ao contrário, muitas vezes pensa que está até mesmo fazendo uma Mitzvá.

Segundo o Rav Chaim Vologziner (Lituânia, 1749 - 1821), esta falta de claridade surgiu após o erro de Adam Harishon (Adão). Antes de cometer a transgressão de comer o fruto do conhecimento do bem e do mal, ele tinha total claridade do que era bom e o que era mal. As coisas eram tão claras que fazer uma transgressão era tão palpável quando colocar a mão no fogo. Não havia racionalização, o prejuízo causado por uma transgressão era óbvio. Mas quando ele transgrediu, trouxe para dentro de si a mistura do bem e do mal, a confusão. A consequência foi que perdemos a nossa claridade sobre a natureza do mal, a ponto de muitas vezes não termos mais discernimento sobre o que é bom e o que é ruim.

Se alguém nos oferecesse dinheiro para que falássemos mal publicamente de uma pessoa, nunca aceitaríamos, mesmo se o valor fosse alto, pois intelectualmente entendemos o dano espiritual causado pelo Lashon Hará (maledicência), e sabemos que o prejuízo espiritual eterno é muito maior do que o ganho material passageiro. Mas então por que falamos tanto Lashon Hará, e de graça? Pois deixamos que nosso Yetser Hará nos engane. Procuramos permissões onde elas não existem, nos apoiamos em exceções que não se aplicam ao caso, e transgredimos com a sensação de que acabamos de cumprir uma grande Mitzvá. Isto somente dificulta nosso arrependimento e o conserto dos nossos maus atos.

Como buscamos justificativas para a maioria dos nossos erros, devemos sempre fazer Tefilá para que D'us nos salve do desafio de sermos enganados pelo Yetser Hará. Pelo fato do nosso Yetser Hará estar constantemente buscando formas de nos fazer transgredir, precisamos estar sempre atentos para não sermos pegos na armadilha das racionalizações. Além disso, é importante a reflexão sincera e constante dos nossos atos, pois ela é a principal ferramenta para termos claridade, e nos permite andar nos caminhos corretos e cumprir nosso objetivo de vida.

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ SHELACH 5770

BS"D
FAÇA SUA PARTE - PARASHÁ SHELACH 5770 (04 de junho de 2010)
"O Sr. Cohen era um homem muito rico, mas de um dia para o outro começou a perder tudo. Seus negócios começaram a falir e suas aplicações terminavam sempre em prejuízos. Desesperado, ele começou a rezar: "D'us, eu preciso de dinheiro. Por favor, me ajude a ganhar na loteria".
Um mês se passou e o Sr. Cohen ainda não tinha ganhado na loteria. A situação estava ficando cada vez mais difícil. O Sr. Cohen decidiu também jejuar e aumentar a intensidade de suas rezas. E assim ele pedia todos os dias: "D'us, por favor, escute meu pedido e me ajude. Eu preciso resolver meus problemas financeiros. É urgente, D'us. Deixe-me ganhar na loteria uma vez na vida".
A reza intensa atingia os mundos espirituais mais elevados. Mas mais um mês se passou e nada aconteceu. Os anjos começaram a ficar agitados. Por que D'us não escutava as súplicas do Sr. Cohen e não o deixava ganhar na loteria? Então foi escutado um forte trovão e uma voz celestial pronunciou:
- Sr. Cohen. Se você quer tanto ganhar na loteria, por que você não compra pelo menos um bilhete?"
D'us é misericordioso. Ele nos ajuda e nos protege. Mas para Ele nos ajudar, antes precisamos fazer a nossa parte.
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Na Parashá desta semana, Shelach, a Torá nos conta sobre um dos maiores erros cometidos pela geração do deserto. Depois do recebimento da Torá, 50 dias após a saída do Egito, o povo judeu se dirigiu para Israel, a terra que D'us já havia prometido aos nossos patriarcas Avraham, Yitzchak e Yaacov, a terra de onde fluía leite e mel. Mas o povo judeu não confiou em D'us e quis enviar espiões para saber como era a terra. O resultado deste evento foi catastrófico: dos 12 espiões enviados, 10 voltaram falando mal da terra de Israel. O povo preferiu acreditar nos espiões que denegriram a Terra Prometida e chorou, sem motivo, como se uma grande tragédia tivesse acontecido. Toda aquela geração perdeu o mérito de entrar na terra de Israel e o povo judeu teve que permanecer 40 anos vagando pelo deserto, até que toda aquela geração morresse.
Mas este acontecimento é difícil de ser entendido. Os espiões enviados não eram pessoas simples, eram os líderes de cada tribo. Como pessoas tão grandes caíram neste erro tão tolo de falar mal da terra de Israel? Por que eles não conseguiram fazer como os 2 espiões que conseguiram ver o lado bom de tudo e falaram bem da terra? Explicam nossos sábios que eles caíram justamente por serem pessoas grandes e importantes. Eles achavam que seus cargos de líderes não continuariam depois da entrada em Israel e por isso olharam as coisas com uma visão seletiva, isto é, tiveram interesse em ver apenas as coisas de maneira negativa.
Porém, mesmo com esta explicação ainda há pontos de difícil entendimento. Mesmo que os espiões achassem que perderiam seus cargos, o que eles ganhariam impedindo a entrada do povo judeu em Israel? Qual era o plano deles, permanecer para sempre vagando pelo deserto ou voltar novamente para a escravidão do Egito? Eram idéias completamente sem sentido! E mais do que isso, como o povo judeu inteiro pôde ser tão facilmente enganado? Como eles puderam acreditar, sem pensar duas vezes, no relato dos espiões? O argumento que os espiões utilizaram foi que a terra era habitada por gigantes e por isso seria impossível vencê-los na guerra. Mas o povo judeu havia presenciado, havia pouco tempo, as 10 pragas milagrosas que esmagaram o maior império do mundo. Eles não haviam visto D'us "engolindo" o exército egípcio inteiro, de uma só vez, dentro do Mar Vermelho. Então por que eles caíram tão facilmente no discurso dos espiões, de uma maneira tão irracional?
Explica o Rav Yechezkel Levinshtein que a essência da criação do mundo material é que o homem possa ter livre-arbítrio. Para isso D'us construiu o ser humano de maneira que ele tivesse uma boa inclinação (Yetzer Hatov) e uma má-inclinação (Yetzer Hará), ambas influenciando-o durante todo o tempo, dando-lhe a possibilidade de, segundo suas próprias escolhas, fazer o bem ou o mal. Explica o livro Messilat Yesharim (Caminho dos Justos) que estamos em guerra com o Yetzer Hará 24 horas por dia, todo o tempo ele tenta nos derrubar, em tudo o que fazemos. Mas se enganam aqueles que pensam que podemos vencer sozinhos o nosso Yetzer Hará, pois ele tem uma força tão grande que somente com a ajuda de D'us conseguimos vencê-lo. Se por alguns instantes D'us deixasse de nos apoiar nesta luta, seriamos facilmente derrotados pelo Yetzer Hará.
A Parashá traz um forte exemplo do que acontece quando D'us deixa de nos ajudar. A queda dos líderes e, posteriormente, do povo inteiro, ocorreu por motivos tolos e sem nenhum embasamento racional, um sinal de que D'us havia deixado de ajudá-los na luta contra o Yetzer Hará. Por que isto aconteceu? A resposta está nas primeiras palavras da Parashá, quando D'us, questionado por Moshé Rabeinu sobre o envio dos espiões, falou: "Shelach Lechá" (Envie para você). Por que "para você"? Explica Rashi, comentarista da Torá, que é como se D'us estivesse dizendo: "Eu não concordo com o envio dos espiões, pois Eu prometi para vocês que a terra é muito boa. Mas se vocês não confiam em Mim, então enviem espiões por conta de vocês. Mas Eu garanto que será através deles que vocês todos cairão". Como o povo judeu não fez a sua parte, isto é, eles não confiaram na promessa de D'us, então D'us deixou-os sozinhos na luta contra o Yetzer Hará, e por isso eles foram derrotados tão facilmente.
O que aprendemos deste terrível episódio? Que se queremos a ajuda de D'us para o nosso sucesso espiritual, antes temos que fazer a nossa parte. Temos que mostrar para Ele que queremos ser ajudados. Temos que fazer o nosso esforço para nosso crescimento espiritual, pois somente depois que fazemos nossa parte, D'us faz a parte Dele e nos ajuda. Como ensinam os nossos sábios: "O homem é levado pelos caminhos que ele deseja seguir". D'us se comporta conosco como um espelho: se nos aproximamos Dele, Ele se aproxima de nós. Mas se nos afastamos Dele, Ele se afasta de nós.
O grande problema é que queremos crescer espiritualmente sem muitas dificuldades. Nas áreas espirituais estamos sempre buscando os caminhos mais fáceis. Porém, não há crescimento sem esforço. Ninguém espera ser um bom profissional sem muito estudo e dedicação. Mas ao contrário, esperamos ser bons maridos, boas esposas, bons filhos e bons pais sem nenhum estudo e sem nenhuma dedicação. Queremos ser pessoas mais calmas, mas não fazemos nada para controlar nossos acessos de raiva. Para assistir uma aula de Torá depois do trabalho estamos sempre muito cansados, mas para passar 2 horas assistindo uma partida de futebol sempre temos pique. Acordamos, vivemos o dia e vamos dormir sem ter mudado nada em nossas vidas, não durante um dia ou durante uma semana, mas durante uma vida inteira. Se não quebrarmos este círculo vicioso, se não partir de nós mesmos, de quem partirá a iniciativa?
D'us pode fazer, e na prática muitas vezes Ele faz, milagres. Mas somente quando fazemos, antes, a nossa parte.
"Se eu não for por mim, quem será por mim? E se não agora, quando?" (Pirkei Avót - Ética dos Patriarcas)
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