Mostrando postagens com marcador Kavaná. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kavaná. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de abril de 2025

SERVIÇO DO CORAÇÃO – SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYIKRÁ 5785

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de
Sr. Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 
Camille bat Renée z"l    
Sr. Avraham ben Rivka Goldberg z"l    

--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ VAYIKRÁ 5785



         São Paulo: 17h44                  Rio de Janeiro: 17h31 

Belo Horizonte: 17h34                  Jerusalém: 18h24
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
Ayn Tová
Ayn Tová
VÍDEO DA PARASHÁ VAYIKRÁ 5785
ASSUNTOS DA PARASHÁ VAYIKRÁ
  • D'us chama Moshé
  • D'us ensina a Moshé as regras gerais dos Korbanót
  • Korban de gado, rebanho e pássaros (Olá)
  • Oferenda de farinha - Oblação (Minchá).
  • Oferenda cozida, da frigideira, frita na panela.
  • Pacto de sal
  • Oferenda dos primeiros grãos (Bikurim).
  • Oferendas de Pazes de gado, rebanho e cabras (Shelamim).
  • Oferendas de Pecado para o Cohen Gadol, Comunidade, Rei, Indivíduos comuns (Chatat).
  • Cordeiros como Oferendas de Pecado (Chatat).
  • Oferenda de Culpa Ajustável (Ole VeIored).
  • Oblação por Culpa (Chatat).
  • Sacrifício da Malversação.
  • Oferenda por Culpa Questionável (Asham Talui).
  • Oferendas por Desonestidade.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

SERVIÇO DO CORAÇÃO - PARASHÁ VAYIKRÁ 5785 (04/abr/25)

Em Jerusalém viveu um grande e notável sábio da Torá, que tinha muito alunos e influenciava positivamente todas as pessoas à sua volta. Seu nome era Rav Baruch Heiman zt"l e ele era um Baal Teshuvá, isto é, alguém que originalmente veio de uma família não religiosa e havia se aproximado dos caminhos da Torá e das Mitzvót. Com muito esforço e anos de estudo, ele havia se tornado um Talmid Chacham. Ele contava a todos uma incrível história. No início do estabelecimento do Estado de Israel, um judeu chamado Zalman Aran era o Ministro da Educação no governo do Primeiro-Ministro David Ben-Gurion. Aran era um dos ministros mais próximos de Ben-Gurion e, além de considera-lo um grande amigo, estava entre seus fervorosos admiradores. 
 
Apesar de não ser religioso e, portanto, não cumprir as Mitzvót da Torá, esse Ministro da Educação tinha uma esposa que veio de uma família tradicional. Ela era muito cuidadosa de acender as velas de Shabat toda sexta-feira ao entardecer, algo que havia herdado de sua avó. Durante aquele momento sagrado, ela rezava por seus filhos, pedindo que fossem pessoas bem-sucedidas como David Ben-Gurion. Afinal, ele era a figura mais admirada por seu marido, que sempre exaltava sua força e grandeza.
 
Certo dia, após um encontro entre Ben-Gurion e o Rav Avraham Yeshayahu Karelitz zt"l (Bielorússia, 1878 - Israel, 1953), mais conhecido como "Chazon Ish", sobre a controversa questão do recrutamento dos estudantes de Yeshivá para o exército, Ben-Gurion voltou profundamente impressionado. Ele contou ao seu amigo próximo, o Ministro da Educação, sobre a experiência marcante que teve ao conhecer o Chazon Ish. Disse que encontrou um verdadeiro homem de espírito, que mais parecia um anjo, um líder de grande estatura e sabedoria extraordinária. Empolgado com a marca daquele encontro que, segundo suas próprias palavras, havia sido uma experiência inesquecível, Bem-Gurion afirmou aos amigos mais próximo que em toda a sua vida nunca havia encontrado uma pessoa tão sagaz, e que nem imaginava que uma pessoa com tal inteligência pudesse existir.
 
Ao chegar em casa, o Ministro da Educação compartilhou com a esposa a empolgação e o entusiasmo de Ben-Gurion que ele nunca havia presenciado antes. Quando ela soube do impacto que o Chazon Ish havia causado no Primeiro-Ministro, pensou consigo mesma: "Se até Ben-Gurion está tão maravilhado com este rabino e o vê como uma pessoa superior, isso significa que ele é ainda maior do que Ben-Gurion. Sendo assim, por que rezar para que meus filhos tenham sucesso como como Ben-Gurion? De agora em diante, rezarei para que sejam como o Chazon Ish!". E assim ela fez. A partir daquele Shabat, passou a rezar com todo o seu coração para que seus filhos seguissem os passos do grande sábio da Torá Chazon Ish.
 
- Eu sou neto de Zalman Aran - concluiu o Rav Heiman - e as Tefilót da minha avó produziram frutos, mesmo muitos anos depois. Elas me aproximaram da Torá e das Mitzvót e me deram forças para alcançar o sucesso".
 
Dessa história aprendemos o imenso poder da Tefilá sincera vinda do coração de qualquer pessoa, como dizemos na Amida: "Pois Você escuta a Tefilá de toda boca".

 

Nesta semana começamos o terceiro Livro da Torá, Vayikrá, que trata de assuntos relacionados com os Serviços do Mishkan, pureza e impureza, e sagrado e mundano. E a Parashá desta semana, Vayikrá (literalmente "E chamou"), descreve os diferentes tipos de Korbanót e a forma como cada um deles era oferecido no Mishkan. Por exemplo, um dos Korbanót detalhados nesta Parashá é o "Korban Olá", literalmente "Sacrifício de elevação", que era completamente queimado sobre o Mizbeach, como está escrito: "Então o Cohen queimará todo o animal sobre o altar, como um Korban de elevação, uma oferenda queimada, um aroma agradável a D'us" (Vayikrá 1:9).
 
O Talmud (Menachót 110a) chama a atenção de um detalhe interessante. Este versículo, que descreve a oferenda de um animal, conclui com as palavras "um aroma agradável a D'us". Um pouco depois, em relação à oferenda de um pássaro, o versículo também conclui com as palavras "um aroma agradável a D'us" (Vayikrá 1:17). Poderíamos pensar que a oferenda de um animal grande, que envolve investimentos maiores, seria mais agradável para D'us do que a oferenda de um pequeno pássaro, que envolve investimentos pequenos. Porém, como a Torá utiliza a mesma linguagem nos dois, o Talmud entende que isso carrega um importante ensinamento: "Tanto aquele que oferece mais quanto aquele que oferece menos, desde que a pessoa direcione seu coração aos Céus". Em outras palavras, aprendemos que o principal no serviço a D'us é a intenção do coração.
 
O Rav Yehuda Leib Chassman zt"l (Lituânia,1869 - Israel, 1935) explica que o Korban representa a conexão com D'us, seguir Seus caminhos. O pensamento correto e a conexão do coração no momento da oferenda do Korban é o "aroma agradável" que sobe às alturas. Portanto, tanto aquele que oferece mais quanto aquele que oferece menos são igualmente recebidos por D'us, desde que direcionem seus corações aos Céus!
 
Desde que fomos exilados da nossa terra por causa das nossas muitas transgressões, já não temos mais os Korbanót. Como podemos ficar sem o pilar do Serviço Divino, um dos três pilares sobre as quais o mundo se sustenta? A resposta é que a Tefilá foi instituída em substituição aos Korbanót. Por isso, da mesma forma que o essencial no Serviço dos Korbanót era a intenção do coração, o mesmo também ocorre com a Tefilá.
 
Este conceito apresenta um grande desafio para as nossas Tefilót diárias. A pronúncia das palavras da Tefilá sem a intenção do coração certamente não pode ser chamada de "Serviço Divino". Com Kavaná durante a Tefilá podemos nos elevar e elevar o mundo todo, como se fosse um Korban oferecido sobre o Mizbeach. Mas que desperdício quando voltamos nossos corações a pensamentos fúteis e vãos. Essa é a artimanha do Yetzer Hará, que conhece a grandeza da Tefilá com Kavaná e, por isso, tenta desviar nosso coração com distrações. Qual é o resultado? O coração fica preso nas ilusões, enquanto as palavras da Tefilá saem apressadamente pelos lábios que se movem sem atenção e sem concentração. Com isso, joias preciosas são diariamente desperdiçadas.
 
Quando uma pessoa faz sua Tefilá, os anjos vêm até ele e lhe dão uma Brachá. E até mesmo D'us, a partir de Seu lugar, lhe dá uma Brachá no momento de sua Tefilá. Se pudéssemos imaginar a movimentação na Corte Celestial em torno da nossa Tefilá, certamente nossas Tefilót tomariam outra forma. Por outro lado, aquele que vai até a Casa de D'us para rezar, mas seu coração não está com ele, traz para si uma grande vergonha. Todos no Céu aguardam o "Korban" que será oferecido, o "aroma agradável", mas ao invés disso a pessoa desvia sua atenção para coisas vãs e preocupações mundanas. Uma Tefilá assim não tem sabor e nem aroma. Não há Serviço Divino, apenas palavras soltas e desconexas, um murmúrio de alguém que fala dormindo em pé.
 
O Midrash afirma que, após os transgressores passarem doze meses de julgamento no Mundo Vindouro, os Tzadikim vêm para defendê-los e salvá-los do Guehinom. E qual é o principal mérito que apresentam em suas defesas? "Eles madrugavam nas sinagogas, recitavam o Shemá e faziam a Tefilá". Descobrimos, então, que através da Tefilá a pessoa pode alcançar uma salvação eterna. Portanto, é necessário ter muito cuidado para que a Tefilá não se torne um fardo e não caia em um ato mecânico, sem qualquer emoção e empolgação. 
 
O Talmud (Rosh Hashaná 18a) traz a fórmula para garantir que nossas Tefilót façam a diferença. O Rabi Meir descreve dois cenários. O primeiro cenário é o de dois homens gravemente doentes com a mesma doença, no qual um foi curado e o outro não. O segundo cenário envolve dois homens condenados à morte por enforcamento pelo mesmo crime. Enquanto um recebe um indulto e é salvo, o outro é morto. Em ambos os casos, os homens rezaram a D'us para serem salvos. Então por que, em cada situação, apenas uma das Tefilót foi aceita? Responde o Rabi Meir que apenas um dos indivíduos rezou uma "Tefilá Shleima (completa)" e foi atendido, enquanto o outro, que fez uma Tefilá incompleta, não foi atendido.
 
O que é uma "Tefilá Sheleimá"? Rashi
(França, 1040 - 1105) explica que quem reza uma Tefilá completa é aquele que faz a Tefilá com Kavaná. Mas a explicação de Rashi apenas aumenta o questionamento. É concebível que uma pessoa que está de pé ao lado da forca, com uma corda em volta do pescoço, ou alguém em seu leito de morte, atingido por uma doença terrível, não tenha a Kavaná adequada ao rezar? O que mais ele poderia estar pensando em um momento tão terrível, se não em sua própria Tefilá por recuperação e salvação?
 
O Rav Elyahu Lopian zt"l (Polônia, 1876 - Israel, 1970) oferece uma explicação incrível. Quando Rashi define que "Tefilá Shleimá" é rezar com Kavaná, não está se referindo à mera concentração nas palavras da Tefilá, mas à Emuná da pessoa, o quanto ela realmente acredita na eficácia de sua Tefilá e em seu poder de salvar sua vida. Os homens cujas vidas foram poupadas nos casos citados pelo Talmud realmente acreditavam que suas Tefilót poderiam, e iriam, efetuar mudanças. Foi por isso que suas Tefilót os salvaram. Os outros homens certamente se concentraram no conteúdo de suas Tefilót, mas não acreditavam de todo o coração que suas Tefilót seriam capazes de salvá-los. É por isso que suas Tefilót não foram eficazes.
 
Para que nossas Tefilót funcionem, devemos estar atentos às palavras que pronunciamos. Porém, somente isso não é suficiente. Devemos também internalizar a ideia de que as palavras que recitamos podem realmente fazer a diferença em nossas vidas e alterar decretos. Nossas lágrimas e Tefilót nunca são em vão. Se não forem usados ​​naquele momento, serão usados ​​em outro momento ou para outro propósito. D'us escuta todas as nossas Tefilót, com a única condição de que elas não venham da boca, e sim do coração.

SHABAT SHALOM

 R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

ATOS VALIOSOS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ LECH LECHÁ 5785

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

R' Moishe Eliezer ben Dvora Chana

Avraham Yaacov ben Miriam Chava


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de
Camille bat Renée z"l    
Sr. Gabriel David ben Rachel zt"l 
Sr. Avraham ben Rivka Goldberg z"l  
  

--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ LECH LECHÁ 5785



         São Paulo: 18h06                  Rio de Janeiro: 17h52 

Belo Horizonte: 17h49                  Jerusalém: 16h08
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
Ayn Tová
Ayn Tová

MENSAGEM DA PARASHÁ LECH LECHÁ

Parashá Lech Lechá 5785 - R' Efraim Birbojm (AULA VIA ZOOM)
ASSUNTOS DA PARASHÁ LECH LECHÁ
  • 3º teste de Avraham: Abandonar tudo e ir para uma terra estranha (Lech Lechá).
  • 4º teste de Avraham: Fome em Eretz Knaan.
  • Avraham vai para o Egito.
  • 5º teste de Avraham: Sara é sequestrada pelo Faraó.
  • Avraham e Lot voltam com grandes riquezas.
  • Separação de Avraham e Lot.
  • A Guerra dos 5 reis contra os 4 reis.
  • Lot é sequestrado e Avraham é avisado.
  • 6º teste de Avraham: Luta contra os 4 reis.
  • O "Pacto entre as partes".
  • A promessa da Terra de Israel.
  • 7º teste de Avraham: D'us anuncia a Avraham o exílio dos seus descendentes.
  • Casamento com Hagar.
  • O nascimento de Ishmael.
  • 8º teste de Avraham: Brit-Milá.
 
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D
ATOS VALIOSOS - PARASHÁ LECH LECHÁ 5785 (08/nov/24)
 
"Quando Rabi Yossi ben Kisma ficou doente, Rabi Chanina ben Taradion foi visitá-lo. Rabi Yossi deu uma bronca no Rabi Chanina: "Você perdeu o juízo? Ensinar Torá publicamente vai contra o decreto romano e é passível de pena de morte!". Rabi Chanina não se abalou e disse: "Do Céu terão Misericórdia". O Rabi Yossi respondeu furioso: "Eu estou trazendo fatos e um argumento razoável, e você diz 'Do Céu terão Misericórdia'? Não ficarei surpreso se os romanos queimarem você e seu Sefer Torá no fogo!".
 
Infelizmente foi exatamente isso que aconteceu. O Talmud continua contando a famosa história de como os romanos queimaram o Rabi Chanina, enrolando-o com um Sefer Torá e envolvendo-o em tufos de lã molhada para retardar sua morte, aumentando a dor e prolongando sua angústia.
 
No entanto, antes de descrever o final trágico do Rabi Chanina, o Talmud continua o diálogo entre eles. Rabi Chanina perguntou ao Rabi Yossi: "Qual será meu destino no Mundo Vindouro?". Rabi Yossi então lhe perguntou: "Você já fez algo digno em sua vida?". Rabi Chanina respondeu que, de fato, havia um incidente do qual ele podia se orgulhar: "Uma vez, coletei dinheiro em Purim para distribuir aos pobres. No entanto, coloquei esse dinheiro no bolso errado e ele se misturou com o meu dinheiro particular. Como eu não sabia quanto daquele dinheiro era meu e quanto era dos pobres, dei tudo aos necessitados". Rabi Yossi ficou muito impressionado com aquela atitude nobre e disse: "Se for esse o caso, então certamente você está destinado a entrar no Mundo Vindouro. Não apenas isso, mas que seja a Vontade de D'us que minha porção no Gan Eden seja equivalente à sua porção lá". (História descrita pelo Talmud Avodá Zará 18a)"
 
Há algo difícil de entender nesta história. Por que Rabi Chanina ben Taradion, morrendo "Al Kidush Hashem", se questiona se merece entrar no Mundo Vindouro? Além disso, o incidente que ele mencionou, seu "bilhete para o Gan Eden", parece insignificante em comparação ao seu martírio! O que o Talmud está nos ensinando?
 
Há pessoas que amam o prazer intelectual de estudar Torá. Para eles, o maior prazer na vida não é comer ou beber, e sim adquirir conhecimento e sabedoria. Rabi Chanina ben Taradion tinha medo que talvez seu estudo de Torá era pelo prazer, não por D'us ter ordenado. Foi por isso que ele procurou outra fonte de mérito. A pergunta era: "Será que já tive que quebrar minha natureza para fazer algo bom?". Rabi Chanina encontrou algo. As pessoas naturalmente não gostam de se separar do seu dinheiro. Rabi Chanina conseguiu ir contra sua inclinação e deu seu dinheiro para a Tzedaká, um sinal de que seu Serviço a D'us era realmente pelo amor aos Céus e, portanto, merecedor de entrar no Mundo Vindouro.

Nesta semana lemos a Parashá Lech Lechá, que começa a descrever os difíceis testes com os quais Avraham teve que lidar durante sua vida, e que foram moldando seu caráter. Avraham passou por todos os seus testes com sucesso, e nos deixou de herança a força para superarmos as dificuldades que enfrentamos no nosso cotidiano.
 
Entre outros assuntos, a Parashá nos conta sobre a primeira grande guerra da humanidade, a guerra entre os cinco reis contra os quatro reis, que terminou com a derrota de Sdom, o lugar onde Lót, sobrinho de Avraham, havia decidido ir morar. Lót, que tinha muitas riquezas, foi sequestrado e seus bens foram levados como despojos de guerra. Porém, o curso dos eventos teve uma mudança drástica quando Avraham foi avisado sobre o que havia ocorrido com Lót, como está escrito: "E eles tomaram Lót, filho do irmão de Avram, e seus bens, e partiram, e ele estava morando em Sdom. E o refugiado veio e contou a Avram HaIvri" (Bereshit 14:13).
 
O Midrash explica que "refugiado" se refere ao gigante Og. Quando os quatro reis começaram a avançar em sua ofensiva triunfal, Og conseguiu se salvar da morte. Ele escapou do campo de batalha e foi até Avraham para contar o que havia acontecido. Porém, apesar de parecer um ato meritório, o Midrash afirma que ele não fez isto com boas intenções, ao contrário, seu plano era causar com que Avraham fosse morto para que ele pudesse se casar com Sara. Og conhecia a índole de Avraham e sabia que ele arriscaria a vida para salvar seu sobrinho, não se importando com os perigos envolvidos, o que seria uma missão suicida. E, realmente, se não fossem grandes milagres de D'us, Avraham nunca sobreviveria a uma guerra tão desequilibrada, pois seu exército contava apenas com 318 soldados.
 
O Midrash descreve, portanto, que as intenções de Og eram mesquinhas e egoístas. Porém, há uma aparente contradição com um ensinamento do Talmud (Nidá 61a), que afirma que este ato de Og foi considerado um grande mérito, graças ao qual ele viveu por mais de quatrocentos anos, além de ter se tornado um poderoso rei. Futuramente, Moshé e seiscentos mil homens do povo judeu temeram lutar contra Og no deserto, justamente por causa deste mérito. Como este ensinamento do Talmud se encaixa com as palavras do Midrash? Afinal, se ele teve intenções tão ruins, como pode ser que mereceu recompensas tão grandes?
 
Além disso, de onde o Midrash afirma, de forma tão contundente, que as verdadeiras intenções de Og eram cometer assassinato e adultério? É permitido suspeitar de uma pessoa, que está se ocupando de uma Mitzvá, de estar tramando coisas tão baixas?
 
Responde o Rav Yehuda Leib Chassman zt"l (Lituânia,1869 - Israel, 1935) que se refletirmos sobre esta aparente contradição, encontraremos uma resposta simples. Vimos na Parashá Bereshit que o ser humano foi criado do pó da terra, ou seja, com uma força material grosseira e obscura, que o arrasta para todos os tipos de desejos e perversões. Esta força foi internalizada no ser humano desde o seu nascimento, como está escrito: "O homem nasce como um burro selvagem" (Yov 11:12). À medida que uma pessoa cresce, esta força se enraíza nela e não há nada que ela pense, fale ou aja sem que esta força esteja envolvida. É isso que nós chamamos de "interesses".
 
Toda pessoa tem muito amor próprio, isto é, sempre busca atividades que deem prazer a ela, e quando encontra, imediatamente desejos surgem nela para alcançar este prazer. Se a pessoa não se esforça no sentido contrário, o natural é ela se afundar no materialismo e na busca de preenchimento dos seus desejos. Somente aquele que se esforça para chegar à raiz dos seus maus hábitos conseguirá fazer com que sua alma domine o materialismo do seu corpo. Somente a pessoa sábia, temente e que se afasta do mal é capaz de se elevar acima dos seus interesses.
 
Devemos saber que a palavra "Torá" vem de "Horaá", que significa "ensinamento". A Torá ensina o homem a direcionar seus caminhos. Entre outras coisas, a Torá nos ensina a como descobrir dentro de nós os traços de caráter negativos e os desejos, para que possamos arrancá-los. Aqui também, no ato de Og, nossos sábios ensinam a não nos enganarmos pensando que somos completamente puros. A pessoa deve aprender daqui que mesmo que na prática pense que não é um assassino nem um ladrão, ainda assim isso não é prova de retidão e integridade. A razão pela qual não cometemos más ações está, na maioria das vezes, no medo do castigo que um juiz ou que a sociedade podem aplicar. E a prova disso é o fato de que na mente e no coração de uma pessoa, que estão ocultos aos olhos do mundo, aparecem todos os tipos de pensamentos estranhos e ruins.
 
Pode parecer uma ideia extrema, mas vamos pegar um exemplo para entender o quanto isso é real. Imagine uma pessoa que tem um parente rico, que deixará de herança uma grande fortuna para seus herdeiros após a sua morte. Exteriormente, a pessoa certamente respeita seu parente e busca sua segurança e seu bem-estar. Porém, em seu coração, às vezes ela é assombrada por pensamentos sobre o que futuramente herdará. Em sua imaginação, às vezes ela se vê voltando do funeral do parente rico com uma enorme riqueza nas mãos. Se examinarmos cuidadosamente, parece que há algo de assassinato e roubo neste pensamento. Afinal, todo assassino e ladrão não age exceto para o seu próprio prazer e benefício. De certa maneira, esta pessoa está interessada na morte de seu parente para alcançar seus desejos. Ninguém revelaria este tipo de pensamento, pelo medo do julgamento da sociedade. Porém, ela não tira isso do coração, onde ninguém pode ver. Por isso, o ser humano está muito mais próximo das transgressões do que imagina. E foi isso o que o Midrash percebeu na atitude de Og.
 
O único remédio para esta deficiência é o uso da sabedoria e da moralidade. Devemos chegar ao nível de termos o controle, não apenas sobre os nossos atos, mas também sobre o nosso pensamento, as nossas vontades e os desejos do nosso coração. Somente o temor de D'us leva a pessoa a dominar seus instintos, como ensina Shlomo Hamelech: "O sábio teme e se afasta do mal, mas o tolo passa com confiança e escorrega" (Mishlei 14:16).
 
Aprendemos, portanto, dois ensinamentos importantes nesta Parashá. Em primeiro lugar, é assustador perceber até onde chega a força da corrupção moral do ser humano. E, se formos mais a fundo na reflexão, perceberemos que mesmo ações que parecem superficialmente boas e puras, às vezes estão enraizadas no mal e na corrupção moral. Portanto, se não nos livrarmos dos maus hábitos e dos maus pensamentos, eles atuarão em nós.
 
Mas podemos aprender também algo bom, no que diz respeito à magnitude da força dos nossos bons atos. Apesar de toda a intenção de Og ser apenas ruim, para que Avraham morresse e ele pudesse ficar com Sara, como no final acabaram saindo apenas coisas boas para Avraham, Og recebeu uma enorme recompensa por isso. E se isso vale para atos com más intenções, quão maravilhosa será a recompensa guardada para aqueles cujos atos e intenções são boas e puras? Portanto, vale a pena se esforçar, não apenas que nossos atos sejam bons, mas também para que as intenções sejam sempre as mais puras possíveis. 

SHABAT SHALOM 

 R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp