Mostrando postagens com marcador Parashá Ki Tavô. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parashá Ki Tavô. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

QUAL É O LIMITE DA GRATIDÃO? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KI TAVÔ 5786

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Eliezer Baruch ben Sheindel
Yehudit bat Chaia Beila
Yeshayahu Eliezer ben Chaia
Esther Chava bat Sarah
Avraham Yaacov ben Miriam Chava

Luna Rachel bat Sara
Esther Luna bat Rachel


--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de:


Sr. Nelson ben Luiza zt"l (Nissim ben Luna) 

Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

Sra. Rachel bat Luna 


--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHAT KI TAVÔ 5786


         São Paulo: 17h35                 Rio de Janeiro: 17h21 

Belo Horizonte: 17h27                  Jerusalém: 18h28
ASSUNTOS DA PARASHAT KI TAVÔ
  • Primeiros Frutos (Bikurim).
  • Declaração pela separação dos Dízimos.
  • Relacionamento de D’us e o povo judeu.
  • O novo pacto: as pedras escritas.
  • Tornando-se uma Nação.
  • A Brachá e a Klalá.
  • A Brachá pela obediência.
  • A Klalá pela desobediência.
  • O Pacto.
  • O discurso final de Moshé.
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

QUAL É O LIMITE DA GRATIDÃO? - PARASHAT KI TAVÔ 5786 (28/AGO/26)

Era um dia chuvoso de inverno, e o Rav Elazar Menachem Man Shach zt”l (Lituânia, 1899 - Israel, 2001), famoso Rosh Yeshivá de Ponevezh, ligou para o seu neto e pediu que ele chamasse um táxi para levá-lo a um enterro em Haifa. O neto decidiu acompanhá-lo, pois pensou: “Se meu avô vai a um enterro em Haifa, deve ter falecido algum grande rabino de lá”. Porém, quando eles chegaram, o neto descobriu, para sua enorme surpresa, que se tratava do enterro de uma pessoa simples, uma senhora idosa. Mal havia Minian, e o neto do Rav Shach não conseguia entender por que seu avô quis ir ao enterro daquela senhora.
 
Entretanto, o mais surpreendente aconteceu após o velório. O Rav Shach quis ir ao cemitério, mesmo sob uma chuva torrencial. Ele esperou até que o corpo fosse enterrado e então recitou Kadish por aquela mulher. Depois, ficou ali, por alguns minutos, sob a chuva intensa, junto ao túmulo. O neto estava surpreso com o que estava testemunhando. Não conseguia entender. Quando voltaram ao táxi, o Rav Shach não disse nada. Finalmente, o neto perguntou quem era aquela senhora. O Rav Shach então explicou:
 
- Quando eu fui estudar em uma Yeshivá na Europa, as coisas não eram como hoje, quando as Yeshivot têm confortáveis dormitórios. Os rapazes estudavam o dia inteiro na sinagoga. Aquela era a Yeshivá. O “dormitório” eram os bancos da sinagoga, e havia um sistema de prioridades. Os alunos mais velhos, que estavam na Yeshivá há mais tempo, tinham maior probabilidade de conseguir um banco para dormir. Eu era o aluno mais jovem de lá e, portanto, não consegui um banco para dormir. Eu dormia diretamente no chão. Na Europa, nas noites frias do inverno lituano, fazia um frio congelante.
 
- Em um determinado momento, decidi: “Não aguento mais!” – continuou o Rav Shach - Eis que, naqueles dias, recebi uma carta de um dos meus tios, um homem que não tinha filhos. Meu tio escreveu: “Escute, estou ficando mais velho e não tenho filhos. Tenho um negócio, quero que você venha aprender, pois será tudo seu depois que eu morrer”. Eu havia decidido em minha mente que aceitaria esse trabalho. Eu simplesmente não conseguia mais suportar o frio congelante.
 
- Naquela noite, uma mulher, cujo marido havia acabado de falecer, levantou-se da Shivá – contou o Rav Shach, emocionado - O marido possuía uma fábrica de cobertores. Ela entrou na sinagoga e perguntou: “Alguém aqui precisa de cobertores?”. Eu disse: “Sim. Eu preciso”. Com alguns cobertores no chão e outros sobre mim, minhas condições para dormir se tornaram “suportáveis”. Eu decidi ficar e tornei-me o Rav Shach.
 
- Esta mulher de Haifa foi a mulher que me deu os cobertores na Lituânia, tantos anos atrás – concluiu o Rav Shach – Sem essa mulher, não existiria Rav Shach, não existiria o meu livro Avi Ezri, não existiria o Rosh Yeshivá de
Ponevezh, não existiria nada disso! Eu acompanhei o que acontecia com essa mulher, mesmo décadas depois. Então, quando soube que ela havia falecido, senti que precisava ir ao seu enterro.
 
- Tudo bem - disse o neto - Entendo que você foi ao velório, entendo que você ficou para o enterro e que disse Kadish por ela. Mas por que você permaneceu lá fora, de pé, junto ao túmulo, sob a chuva, mesmo depois que o enterro já havia terminado?
 
- É porque eu queria me lembrar de como era sentir frio – respondeu o Rav Shach - Eu queria apreciar plenamente o que ela fez por mim há tantos anos. É por isso que permaneci lá fora”.
 
Para os grandes sábios do povo judeu, que entendiam a importância do Hakarat HaTov, expressar a gratidão por uma bondade recebida praticamente não tinha limites.

Nesta semana lemos a Parashat Ki Tavô (literalmente, “Quando vocês vierem”), na qual Moshé ensinou algumas Mitsvót que seriam cumpridas apenas após a entrada em Israel. O primeiro assunto da nossa Parashá é a Mitsvá de Bikurim, as primícias das sete espécies que representam a fartura de Erets Israel, que deveriam ser levadas ao Beit Hamikdash e entregues ao Cohen, acompanhadas por uma longa declaração de agradecimento a D’us, como está escrito: “E tomará dos primeiros de todos os frutos da terra” (Devarim 26:2).
 
Há um Midrash que faz um “jogo de palavras” com “Bereshit” (no início), afirmando que o mundo foi criado em função daquilo que é chamado de “Reishit”, literalmente “primeiro”. O mundo foi criado em função do povo judeu, chamado de “Reishit”. Da mesma forma, o mundo foi criado em função da Torá, chamada de “Reishit”. Finalmente, o mundo foi criado em função da Mitsvá de Bikurim, chamada de “Reishit”. Mas o que este Midrash está nos transmitindo? A Mitsvá de Bikurim provavelmente não apareceria na lista das “10 Mitzvót mais importantes da Torá” de ninguém e, apesar disso, este Midrash afirma que o mundo foi criado em função dessa Mitzvá! Qual é o significado deste Midrash?
 
O Rav Moshe Alshich zt”l (Império Otomano, 1508 - Israel, 1593) responde que a Mitzvá de Bikurim contém em si algo que é fundamental para alguém ser verdadeiramente humano: a obrigação de as pessoas expressarem sua gratidão. Isso é algo tão básico e primordial que toda a criação do mundo foi concretizada especificamente por causa desta Mitzvá, que nos ensina e nos treina na característica da gratidão.
 
Há outro Midrash que nos ensina que não há nada mais difícil para D’us suportar do que uma pessoa ingrata. O Midrash cita, como exemplo, que a razão pela qual Adam foi expulso do Gan Eden foi sua ingratidão. Seu pecado não foi apenas ter comido da “Árvore do conhecimento do bem e do mal”. Somente por esse pecado, talvez ele pudesse ter permanecido no Gan Eden. O que acabou por determinar sua expulsão foi o fato de que, em resposta à pergunta de D’us sobre por que ele havia comido o fruto da árvore proibida, Adam disse: “A mulher que Você me deu, ela me deu da árvore, e comi dela” (Bereshit 3:12). Rashi aponta que, com aquela resposta, Adam estava sendo extremamente ingrato. D’us havia criado Chavá como um presente para ele, mas Adam foi ingrato e reclamou que ela havia feito com que ele pecasse.
 
O Midrash continua dizendo que nossos antepassados no deserto também provocaram a fúria de D’us por não reconhecerem Sua bondade. Eles lamentaram a perda dos “bons e velhos tempos” no Egito, quando tinham melões, pepinos e alho, e reclamaram do Man, esquecendo as bondades que D’us havia feito ao salvá-los das torturas da escravidão egípcia com muitos milagres abertos.
 
Finalmente, o Midrash equipara o pecado da ingratidão à gravíssima transgressão da “Kfirá”, a negação de D’us. Aquele que é ingrato com seu semelhante acaba sendo, em última instância, ingrato também com o Criador. Aquele que é ingrato com seus amigos, sua esposa, seus pais e seu vizinho acabará, com o tempo, também negando as bondades recebidas de D’us.
 
Segundo o Rav Yssocher Frand, nós consideramos o Hakarat HaTov uma característica humana fundamental. Se alguém não a possui, existe uma falha básica em sua humanidade. Já o Gaon MiVilna zt”l (Lituânia, 1720 - 1797) entende a gratidão como algo além de um simples traço de caráter humano. Para ele, Hakarat HaTov é uma obrigação da Torá. No Sefer Yehoshua, uma mulher chamada Rachav escondeu em sua casa os espiões enviados por Yehoshua. Rachav pediu aos espiões que jurassem a ela, em Nome de D’us, que retribuiriam o favor a ela e à sua família, poupando-os da morte quando os judeus conquistassem a terra, como está escrito: “E agora, por favor, jurem para mim por D’us, pois eu fiz Chessed com vocês, e vocês também farão Chessed com a casa de meu pai, e a mim darão um sinal de verdade” (Yehoshua 2:12). O Gaon MiVilna aponta que, quando Rachav fala sobre salvar sua família, ela pede um “Chessed”. Porém, quando pede que sua própria vida seja poupada, ela se refere a um “sinal de verdade”. Para a própria Rachav, que arriscou sua vida para salvar os espiões, a retribuição deles estava no âmbito de “Emet”. Retribuir um favor não é apenas um “Chessed”. Lembrar-se de uma dívida de gratidão por uma bondade recebida e retribuir no momento apropriado não é uma gentileza, é algo que a pessoa está obrigada a fazer, é uma verdade absoluta.
 
Ser ingrato é uma das piores falhas de caráter que uma pessoa pode ter. Há um versículo interessante na Parashat Haazinu: “É assim que vocês retribuem a D’us, povo vil e insensato? Ele não é seu Pai, seu Criador? Ele os fez e os estabeleceu” (Devarim 32:6). A expressão usada para “vil” é “Naval”. O Rav Yitzchak Zeev Soloveitchik zt”l (Bielorrússia, 1886 – Israel, 1959), mais conhecido como Brisker Rav, observa que, quando um animal morre sem Shechitá, é chamado de “Nevelá”. Por que uma pessoa que não demonstra gratidão é chamada de “Naval”? Pois deixou de ser humano.
 
Quanto maior é uma pessoa, maior é o seu sentimento de gratidão. Existem inúmeros exemplos de grandes sábios do povo judeu que fizeram esforços extraordinários para serem pessoas gratas. Eles passavam a vida reconhecendo tudo aquilo que era feito por eles. Isso é fundamental para aquilo que significa ser verdadeiramente humano. É por isso que o mundo foi criado em função da Mitsvá de Bikurim, a Mitsvá do Hakarat HaTov, que nos ensina a superar a ingratidão e a alcançar a verdadeira grandeza humana.

SHABAT SHALOM – QUE SEJAMOS INSCRITOS E SELADOS NO LIVRO DA VIDA 

R’ Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z”L e Frade (Fany) bat Efraim Z”L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso consogro, R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 

 
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

RAÍZES ESPIRITUAIS QUE NOS MANTÊM DE PÉ - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT KI TAVÔ 5785

BS"D
O e-mail desta semana é dedicado à Refua Shleima (pronta recuperação) de 

Avraham Yaacov ben Miriam Chava

--------------------------------------------------------

O e-mail desta semana é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de

R' Moishe Eliezer ben David Mordechai zt"l 
Sr. Avraham Favel ben Arieh z"l 

--------------------------------------------------------

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
NEWSLETTER R' EFRAIM BIRBOJM
NEWSLETTER EM PDF
NEWSLETTER EM PDF
 
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT


PARASHÁ KI TAVÔ 5785



         São Paulo: 17h40                 Rio de Janeiro: 17h26 

Belo Horizonte: 17h30                  Jerusalém: 18h09
Facebook
Facebook
Instagram
Instagram
YouTube
YouTube
Twitter
Twitter
Spotify
Spotify
Guemará Academy - Suporte aos filhos
Guemará Academy - Suporte aos filhos
VÍDEO DA PARASHÁ KI TAVÔ 5785
PREPARAÇÃO PARA ROSH HASHANÁ
ASSUNTOS DA PARASHAT KI TAVÔ
  • Primeiros Frutos (Bikurim).
  • Declaração pela separação dos Dízimos.
  • Relacionamento de D'us e o povo judeu.
  • O novo pacto: as pedras escritas.
  • Tornando-se uma Nação.
  • A Brachá e a Klalá.
  • A Brachá pela obediência.
  • A Klalá pela desobediência.
  • O Pacto.
  • O discurso final de Moshé.
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

RAÍZES ESPIRITUAIS QUE NOS MANTÉM DE PÉ - PARASHÁ KI TAVÔ 5785 (12/ago/25)

"Após a liberação dos Campos de Concentração, em 1945, milhares de judeus vagavam sem saber para onde ir e o que fazer. Seus corpos estavam quebrados pelos anos de fome, frio e trabalhos forçados, além de todos os tipos de torturas. Muitos haviam perdido suas famílias, seus amigos e tudo o que tinham na vida.
 
De repente, soldados aliados que haviam libertado os Campos de Concentração viram que os judeus começaram a se reunir nos barracos abandonados. Ficaram curiosos e foram ver o que eles estavam fazendo. Os soldados não acreditaram no que seus olhos viram. Formaram-se pequenos círculos de sobreviventes. Não havia livros, não havia bancos, mal havia pão. Mas alguns judeus começaram a repetir de memória trechos do Talmud que ainda recordavam. Outros se juntavam para ouvir, discutir e comentar.
 
Os soldados aliados não conseguiam entender. Como pessoas tão quebradas, fisicamente e psicologicamente, conseguiam se manter de pé, com tanta Emuná? Um senhor judeu então explicou a eles:
 
- Isso se compara a duas árvores. Uma é grande e possui muitas folhas, mas suas raízes são superficiais. Outra é pequena, com poucas folhas, mas tem raízes profundas. Quando vem um vento forte, a primeira cai, enquanto a segunda permanece de pé. Assim são os judeus: mesmo quando exteriormente não nos resta quase nada, nem folhas, nem força, nem aparência, mas nossas raízes estão profundas na Torá, permanecemos de pé, mesmo após uma tempestade tão violenta. Essas raízes podem nos sustentar em qualquer tempo de crise e dificuldade.
 
- Nossos corpos podem estar destruídos - finalizou o senhor, esboçando um sorriso - mas o estudo da Torá nos lembra que ainda somos um povo vivo."
 
Aqueles "Shiurim" improvisados eram um verdadeiro milagre. Do lado de fora, os ventos da destruição ainda sopravam, tentando arrancar os últimos vestígios de identidade judaica na Europa. Mas, dentro daqueles barracos, a chama da Torá reacendia os corações com uma força inesperada.

Nesta semana lemos a Parashá Ki Tavô (literalmente "Quando vocês vierem"), na qual Moshé trata, em seus discursos finais, principalmente de Mitzvót que seriam cumpridas apenas quando o povo entrasse na Terra de Israel, tais como levar os Bikurim (primícias) ao Beit Hamikdash, junto com um belo agradecimento a D'us, e a cerimônia das Brachót e Klalót nos Montes Eival e Guerizin.
 
No final da nossa Parashá, Moshé começou seu discurso final. E com estas palavras a Parashá termina: "Cumpram as palavras deste pacto e coloquem-nas em prática, para que tenham sucesso em tudo o que fizerem" (Devarim 29:8). A linguagem "Taskilu", traduzida como "tenham sucesso", vem da raiz "Lehaskil", que significa "ter sabedoria". A que tipo de sabedoria o versículo se refere, que está associado ao nosso sucesso?
 
Explica o Rav Yehuda Leib Chassman zt"l (Lituânia,1869 - Israel, 1935) que podemos perceber um fenômeno muito interessante, que demonstra nossa total falta de entendimento sobre o propósito da vida e onde devemos investir nossas energias. De acordo com o que estamos acostumados, quando uma pessoa investe seu dinheiro e esforços nos negócios e tem sucesso, ela recebe um grande reconhecimento do público. Todos dizem sobre ela: "Vejam como esta pessoa é hábil em prosperar em seus negócios". E esse reconhecimento acontece mesmo que qualquer pessoa sensata sabe claramente que o sucesso nos negócios não depende das mãos do ser humano, e sim das mãos de D'us, pois nós fazemos apenas a Shtadlut (esforço), mas os resultados são apenas de acordo com a vontade de D'us. A prova disso é que muitas pessoas sem grandes sabedorias, que muitas vezes nem mesmo cursaram uma faculdade, têm um enorme sucesso em seus negócios, enquanto outros, cheios de conhecimentos e títulos, mal conseguem sustentar suas famílias. E assim o mais sábio de todos os homens, Shlomo HaMelech, escreveu: "A corrida não é vencida pelos mais rápidos, nem a guerra pelos mais fortes. Nem sempre os sábios têm pão, nem os inteligentes riqueza, nem os instruídos reconhecimento" (Kohelet 9:11).
 
Porém, as coisas são diferentes quando se trata de Torá, Mitzvót e Temor a D'us. Mesmo que o sucesso nessas áreas está completamente nas mãos da pessoa, como ensina o Talmud (Meguilá 6b): "Se alguém disser para você: 'Não me esforcei e consegui', não acredite nele", justamente nesses assuntos não damos valor para aqueles que se esforçaram e não reconhecemos o sucesso que alcançaram. E quando alguém deseja se esforçar mais do que os outros nestas áreas, olhamos com desdém e questionamos: "Por que ele se esforça tanto assim? Parece um tolo desperdiçando seu tempo". Mas a Torá afirmou justamente o contrário: "para que tenham sucesso em tudo o que fizerem", isto é, nestas áreas devemos dar valor para as pessoas que se esforçam, pois o resultado é diretamente proporcional aos esforços feitos.
 
Por que esta inversão de valores acontece? Principalmente pois vemos imediatamente os frutos do sucesso nos negócios, quando a pessoa passa a ter muito mais prazeres materiais. Seu carro é importado, sua casa fica em um condomínio de luxo, suas viagens são extravagantes. Já o sucesso espiritual não tem ganhos aparentes, já que o Talmud (Kidushin 39b) afirma: "Não há pagamento de Mitzvót neste mundo". Portanto, devemos ser sábios para refletir e internalizar quão grande é o fruto que virá dos nossos esforços nas áreas espirituais. Antes de tudo, devemos saber que é uma recompensa infinita, como ensinam nossos sábios: "Uma hora de satisfação no Mundo Vindouro é melhor do que toda a vida deste mundo" (Pirkei Avót 4:17). Para termos noção do que significa "toda a vida deste mundo", imaginemos uma pessoa que viva os seis mil anos de existência do mundo e desfrute de todos os prazeres que os homens de todas as gerações experimentaram, desde a criação até o fim dos tempos, sem qualquer tipo de sofrimento. Mesmo um pequeno prazer no Mundo Vindouro é melhor do que toda vida de prazeres deste mundo, pois os prazeres mundanos, mesmo que sejam muito grandes, no fim terminam, mas mesmo um instante no Mundo Vindouro carrega uma satisfação eterna e é, portanto, incomparavelmente superior.
 
Se isso vale para apenas um instante de prazer, quanto mais para uma eternidade de prazeres no Mundo Vindouro, que uma pessoa merecerá ao cumprir uma Mitzvá. E se isso é o que mereceremos por uma única Mitzvá, quanto maior será nossa recompensa pela Mitzvá do estudo da Torá, que é equivalente a todas as Mitzvót da Torá juntas. E se tudo isso é a recompensa por uma única palavra de Torá, quanto mais por muitas palavras do seu estudo.
 
E tudo isso se refere aos méritos em tempos favoráveis, quando muitos se dedicam ao estudo da Torá. Mas o que podemos dizer sobre a recompensa que receberá aquele que estuda em tempos de enfraquecimento no estudo da Torá? Não há como mensurar a grandeza dessa recompensa, como ensina o Talmud (Yerushalmi Brachót 9:5): "Se você vê pessoas que desistiram da Torá, permaneça firme e se fortaleça nela, e você receberá toda a recompensa". Será enorme a recompensa concedida àquele que se esforça enquanto muitos se afastam da Torá. As pessoas que estão estudando recebem a recompensa de todos os que não estão estudando naquele momento.
 
Isso tudo se aplica ao indivíduo que estuda para si mesmo, mas pode ser aumentado caso o estudo traga também méritos aos outros. Ensinam os nossos sábios: "Todo aquele que bate no rosto de um judeu é como se tivesse batido no rosto da Presença Divina" (Sanhedrin 58b). Como a bondade de D'us é quinhentas vezes superior à Sua punição, então muito mais aquele que honra um judeu está honrando D'us. E se isso vale para honrar o próximo, muito mais para quem faz o bem ao próximo na prática. E se esta é a conta para bondades materiais, quanto maior será a recompensa daquele que dá ao próximo méritos espirituais e lhe proporciona vida eterna!
 
Há mais um fator multiplicador de méritos: o estudo da Torá dentro de um grupo de estudos. A Torá ensina que, se andarmos no caminho correto, receberemos a seguinte Brachá de D'us: "Cinco perseguirão cem (inimigos), e cem perseguirão dez mil (inimigos)" (Vayikrá 26:8). Porém, a proporção não está correta! Se cinco perseguem cem, isto é, vinte vezes mais, então cem deveriam perseguir dois mil, e não dez mil! Explica Rashi que daqui aprendemos a força do grupo. Portanto, muitos que estudam Torá não se compara a poucos que estudam.
 
Portanto, quanta vida eterna perde aquele que se torna negligente e não se ocupa do estudo da Torá. Ele acaba caindo espiritualmente, enfraquecendo a si mesmo e aos demais em volta. Mas, ao contrário, cada um que se esforça para manter seu estudo diário de Torá traz mérito para si mesmo e para todos ao seu redor. Em uma geração como a nossa, tão carente em relação ao estudo da Torá, a pessoa pode multiplicar sua recompensa milhares de vezes, sem limites. E, ao merecer uma luz tão maravilhosa da Torá, ele se eleva e eleva os demais junto com ele. Essa luz que ele cria no final retorna a ele, uma luz que jamais vai cessar.
 
Estamos chegando em Rosh Hashaná, e precisamos aumentar os nossos méritos. Como vimos, não há nada tão poderoso quanto investir no nosso estudo de Torá. Em primeiro lugar, pelo mérito do próprio estudo, que tem força para iluminar o mundo. Em segundo lugar, pela purificação espiritual que a Torá traz para cada um que a estuda. Em terceiro lugar, pois quanto mais estudamos, melhor podemos cumprir a vontade de D'us. E, finalmente, pois as leis da Torá nos tornam pessoas melhores, mais calmas e compreensivas. Em todas as áreas materiais, o sucesso está nas mãos de D'us. Porém, o sucesso no nosso estudo está nas nossas mãos, no nosso esforço, na nossa decisão de crescimento espiritual. É uma área na qual podemos iluminar todo o povo judeu, e esta luz voltará, nos ajudando no nosso julgamento de Rosh Hashaná e em todas as outras áreas da vida. 

SHABAT SHALOM

R' Efraim Birbojm

 

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima.
 
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp