quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - SHMINI ATSÉRET, SIMCHÁ TORÁ E PARASHÁ BERESHIT 5772

BS"D

 

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO VOCÊ CRESCER?  - SHMINI ATSÉRET, SIMCHÁ TORÁ E PARASHÁ BERESHIT 5772 (19 de outubro de 2011)

 

"O movimento dos escoteiros busca desenvolver nos jovens a vontade de trabalhar em equipe pelo bem da sociedade. Seu lema é "sempre alerta", pois procuram constantemente oportunidades de ajudar a alguém necessitado.

 

Certo dia um grupo de escoteiros voltou ao quartel-general. Todos os dias eles se reuniam com o general, no final do dia, para descrever quais as bondades cada um havia praticado. Naquele dia os 12 rapazes do grupo informaram que haviam feito um trabalho em equipe: ajudaram uma velhinha a atravessar a rua. O general comentou:

 

- Acho muito bonita a atitude de ajudar uma senhora velhinha a atravessar a rua. Mas para isso eram necessários 12 escoteiros?

 

Então os rapazes responderam:

 

- É que ela não queria atravessar..."

 

Muitas vezes fazemos uma pequena bondade no nosso dia e achamos que já cumprimos nossa obrigação. Mas será que com o pouco que fazemos realmente preenchemos nosso potencial de fazer bondades? E são realmente bondades verdadeiras?

 

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Na próxima quarta-feira de noite começaremos a reviver a festa de Shmini Atséret. Apesar de vir imediatamente após a festa de Sucót, elas são independentes, cada uma com seus próprios significados e costumes. E junto com a festa de Shmini Atséret nossos sábios fixaram a comemoração da festa de Simchá Torá (em Israel, onde é feito apenas um dia de Yom Tov, as duas festas são juntas. Fora de Israel, que são dois dias de Yom Tov, no primeiro dia é Shmini Atséret e no segundo dia é Simchá Torá). O que fazemos de especial em Simchá Torá? Terminamos o ciclo de leitura anual da Torá, concluindo com a Parashá Vezót Habrachá, e imediatamente recomeçamos o ciclo com a leitura dos versículos iniciais do primeiro livro da Torá, Bereshit. Com isso demonstramos o quanto a Torá é querida para nós, pois não a tratamos como um livro que, ao terminar sua leitura, guardamos na gaveta e nunca mais abrimos. Ao contrário, no mesmo dia em que terminamos o ciclo de leitura da Torá imediatamente recomeçamos sua leitura, demonstrando nosso amor por todos os seus ensinamentos.

 

Também demonstramos o nosso amor em Simchá Torá dançando com o Sefer Torá. O costume é que todos as pessoas presentes tem o mérito de segurar por alguns instantes o Sefer Torá e dançar com ele, dando voltas pela sinagoga. Mas afinal, por que nos alegrar tanto por termos recebido a Torá? Será que algo que foi entregue há 3 mil anos continua atual até hoje? Os livros de ciência, após 20 ou 30 anos, perdem sua validade, pois novas descobertas substituem o que pensávamos ser correto. Será que a Torá também não está desatualizada?

 

Uma das respostas está na Parashá Bereshit, a primeira do novo ciclo de leitura semanal, que será lida no Shabat desta semana. A Parashá começa com a criação do mundo e em cada dia é descrito o que foi criado por D'us. No quarto dia a Torá descreve a criação do sol, da lua e das estrelas, como está escrito: "E disse D'us: Que haja luminárias no firmamento do céu, para separar entre o dia e a noite, e servirão como sinais, e para as festas, e para os dias e anos... E D'us fez as duas grandes luminárias, a grande luminária para dominar o dia e a pequena luminária para dominar a noite, e as estrelas" (Bereshit 1:14,16).

 

Mas deste versículo fica uma dúvida. Por que a Torá descreve o sol como "grande luminária" e a lua como "pequena luminária"? Que diferença faz para nós o tamanho dos astros celestiais? Além disso, existem muitas outras diferenças entre o sol e a lua, então por que ressaltar apenas o ponto de "grande" e "pequena"?

 

Uma pergunta similar fazemos quando escutamos a Brachá (benção) que é dita para a criança durante o seu Brit-Milá: "Este pequeno será grande". Que tipo de Brachá é esta? Estamos desejando apenas que a criança, que agora é pequena e frágil, se torne forte e grande? Não existe nenhuma Brachá mais importante para dar ao bebê neste momento tão especial, no qual ele entra no pacto com D'us?

 

Ensina o Rav Eliahu Dessler que existem duas forças no mundo: a força de Netiná (doar aos outros) e a força de Netilá (tomar dos outros). Todas as boas características são apenas derivações da força de Netiná, enquanto todas as más características são apenas derivações da força da Netilá. Quando uma pessoa dirige sua vida orientada pela força de Netiná, ela se torna um ser humano altruísta e solidário, que busca o bem dos outros mesmo à custa de perdas próprias. Já quando a pessoa dirige sua vida orientada pela força da Netilá, ela se torna um ser humano egoísta e insensível, que não hesita em passa por cima dos outros para alcançar seus próprios benefícios.

 

Dizem os nossos sábios que é justamente este ensinamento que a Torá está transmitindo nos versículos da criação dos astros celestiais. Quando a Torá diz que um astro é "Gadol" (grande) e um astro é "Katan" (pequeno), não está falando apenas do tamanho físico. Qual a diferença principal entre o sol e a lua? O sol tem luz própria, ele ilumina os outros, ele aquece, ele "doa". Já a lua não tem luz própria, ela apenas recebe, apenas toma. Portanto a Torá está definindo que "grande" é aquele que doa, que se importa com os outros, enquanto "pequeno" é aquele que apenas se preocupa em receber e satisfazer suas próprias necessidades.

 

Podemos ver este conceito em Moshé Rabeinu. Quando ele era um bebê, foi colocado em uma cesta no Rio Nilo e foi encontrado por Batia, a filha do Faraó. Como Batia não podia amamentar, ela entregou Moshé para que Yocheved o amamentasse, sem saber que ela era a verdadeira mãe. Quando Moshé passou da idade de amamentação, ele foi devolvido a Batia, como está escrito "E o garoto cresceu, e ela o trouxe para a filha do Faraó" (Shemot 2:10). Estranhamente o próximo versículo repete: "E aconteceu nestes dias que Moshé cresceu e saiu para ver seus irmãos e viu o sofrimento deles" (Shemot 2:11). Por que a Torá menciona duas vezes em seguida que Moshé cresceu ("Vaigdal", de "Gadol")?

 

A explicação é que o primeiro versículo se refere ao seu crescimento físico, Moshé cresceu e deixou de ser um bebê. Já o segundo versículo se refere ao seu crescimento espiritual. Quando a Torá considera que Moshé cresceu espiritualmente? Quando ele saiu para ver seus irmãos e o sofrimento deles. Quando deixou de ser egoísta, de se preocupar apenas com seus próprios problemas e passou a se importar com as dificuldades dos outros. Moshé, apesar de viver no luxo e comodidade do palácio do Faraó, se tornou um "Gadol", importando-se e sentindo a dor das outras pessoas.

 

Não é fácil se importar com os outros. Um bebê nasce com a mão fechada, isto é, ele só sabe receber. Chora por sua comida sem se importar se são 2 ou 3 da manhã, se seus pais estão cansados ou não. Quando a criança cresce, é mandada para a escola e entra em um mundo de competição, ficando cada vez mais centrada em si mesma. Sem nenhum esforço contrário, este egocentrismo tende a crescer cada vez mais. Em uma sociedade competitiva como a que vivemos atualmente, onde somos cobrados constantemente por resultados cada vez melhores, o egoísmo se fortalece ainda mais. Para subir na vida, nos tornamos pessoas frias, aprendemos a passar por cima dos outros sem sentir remorso. Se preocupar com o próximo chega a ir contra a natureza humana de auto-preservação. Justamente por ser algo tão "natural", muitos não se preocupam em mudar. Então, para nós que queremos mudar, como fazer para anular este lado egoísta intrínseco do ser humano?

 

A resposta está em um dos ensinamentos do Talmud (parte da Torá Oral): "Assim D'us disse ao povo judeu: Meus filhos, Eu criei o Yetzer Hará (má inclinação), e Eu criei a Torá como antídoto contra ele. E se vocês se ocuparem com a Torá, vocês não serão entregues na mão dele" (Kidushin 30b). A má inclinação é parte intrínseca do ser humano. D'us criou esta força que nos puxa para baixo justamente para nos dar méritos por cada vitória. E como vencer? Estudando a Torá e aplicando seus ensinamentos na prática.

 

A Torá é um modelo de bondade. Podemos aprender a bondade diretamente de D'us. Se Ele é perfeito e completo, por que criou o mundo? Apenas por bondade, apenas para fazer bem às Suas criaturas. Desde Adam e Chava, quando D'us se preocupou em criar para eles roupas mesmo após terem transgredido Seu mandamento, até a morte de Moshé, quando D'us pessoalmente se ocupou com seu enterro, a Torá está repleta de demonstrações da bondade de D'us. Também na Torá podemos aprender a fazer bondades com aqueles que seguiram os caminhos de D'us. Com Avraham Avinu, cuja casa era aberta nas 4 direções, para receber todos os viajantes que passassem pelo caminho. Com Rachel, que foi enterrada no meio da estrada, sozinha, apenas para poder rezar e chorar por seus filhos quando estivessem sendo levados ao exílio, séculos depois. Com Moshé, que abdicou de ter uma vida pessoal e dedicou sua vida a ajudar aos outros. Em que nível devemos nos cobrar? Ensinam os nossos sábios que todos os dias devemos nos perguntar: "Quando meus atos chegarão ao mesmo nível dos atos dos meus antepassados?". Devemos ter o desejo de ser como Avraham, como Rachel e como Moshé. Devemos querer ser verdadeiros campeões de bondade.

 

Quando vemos um atleta vencendo a prova dos 100 metros, não devemos ter a ilusão de que a vitória veio de maneira simples, em menos de 10 segundos. A vitória não foi apenas na corrida. Foi nos duros treinamentos diários, que muitas vezes começaram de madrugada e se estenderam até o anoitecer. Foi na alimentação balanceada, onde doces e gorduras, apesar de serem deliciosos, ficaram de fora. Foi no equilíbrio, na qualidade de vida, nas noites de sono bem dormidas, mesmo que para isso tivesse sido necessário abrir mão das festas e baladas. E quando vemos o campeão olímpico no pódio, recebendo sua medalha de campeão, sabemos que ele não se arrepende por seu esforço e por tudo o que ele precisou abrir mão. Valeu a pena, valeu o esforço.

 

Também não podemos ser "campeões de bondade" sem esforço. Temos que nadar o tempo inteiro contra a correnteza. Não importa que o mundo é desonesto, queremos ter uma vida honesta. Não importa que o mundo decidiu ser egoísta, queremos fazer a diferença, queremos nos importar com os outros. Não queremos ser apenas mais um tijolo na parede, queremos ser parte das fundações de um mundo melhor. Apesar de ter mais de 3.000 anos, a Torá não está antiquada. Ao contrário, em uma sociedade tão egoísta como a que vivemos, a Torá se torna fundamental para podermos fugir desta natureza tão negativa. É uma verdadeira bóia no meio de um mar de más influências.

 

Se um atleta pudesse escolher seu próprio treinamento, o que ele iria preferir? Treinos leves, com pouco esforço. Começar tarde e acabar cedo. Por isso ele precisa de um treinador, que constantemente exige que ele chegue ao limite, que vai obrigá-lo a trabalhar duro. A Torá é o nosso "treinador". Se o ser humano pudesse escolher seus próprios caminhos espirituais, escolheríamos sempre os caminhos mais cômodos. E o caminho mais fácil é o do egoísmo. Assim observamos os animais que, sem um manual de bondades, se preocupam apenas com suas próprias necessidades. Através das Mitsvót, as nossas obrigações, a Torá nos molda, nos "força" a nos tornarmos boas pessoas. Quando damos Tzedaká (caridade), mesmo que no começo seja por obrigação, com o tempo vamos sentindo gosto pelo ato de doar. Quando devolvemos um objeto encontrado, mesmo que com sofrimento, sentimos o gosto de fazer o que é justo e correto. Assim acontece com todas as Mitsvót, elas nos direcionam ao caminho correto. Elas nos ajudam a sermos grandes de verdade.

 

Portanto, esta é a Brachá que damos para um bebê no dia do seu Brit-Milá. Que este bebê, que agora ainda é um "Katan", que apenas recebe, que apenas se importa com suas necessidades, possa um dia se tornar um "Gadol", um doador, que se importa com as necessidades dos outros.

 

Sem a Torá estaríamos perdidos, dominados por nossas vontades. A Torá é a chave para nos libertar das algemas que nos prendem às nossas más inclinações. Por isso, em Simchá Torá devemos nos alegrar de verdade, dançar com a Torá nos nossos braços, agradecer a D'us pelo presente que Ele nos mandou. E se esta alegria vier do fundo do nosso coração, certamente ela nos acompanhará durante o ano todo. A alegria verdadeira, de saber que estamos fazendo a coisa certa.

 

"Felicidade verdadeira é a que se experimenta ao fazer o que deve ser feito" (Rav Akiva Tatz)

 

CHAG SAMEACH e SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV (SHMINI ATSÉRET)
São Paulo: 18h54  Rio de Janeiro: 18h39  Belo Horizonte: 18h41  Jerusalém: 16h24

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV (SIMCHÁ TORÁ)
acender depois de São Paulo: 19h47  Rio de Janeiro: 19h31  Belo Horizonte: 19h33 

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT (PARASHÁ BERESHIT)
São Paulo: 18h55  Rio de Janeiro: 18h39  Belo Horizonte: 18h42  Jerusalém: 16h21

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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Frida bat Fany,
Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michal bat Eny, Avraham ben Chana.

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

 

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - SUCÓT 5772

BS"D

 

EQUILÍBRIO NA VIDA - SUCÓT 5772 (12 de outubro de 2011)

 

"Na primeira vez em que o pequeno Zelig visitou Israel, em 1992, uma das paradas obrigatórias foi uma sorveteria de Jerusalém. Naquela época não era fácil encontrar sorvete de iogurte Kasher em Nova York e ele, ao entrar na loja, não podia acreditar nos seus olhos. Eram mais de 30 sabores diferentes, com infinitas possibilidades de acompanhamento: balas, granulados, wafers, frutas, chocolates. Imaginou que havia chegado ao paraíso.

 

Zelig não sabia quando ele teria outra oportunidade daquelas, então resolveu aproveitar de verdade. Após pensar um pouco, pediu sorvete de morango, abacaxi e menta, com crocante, wafers, calda de chocolate, nozes, chocolate branco e balinhas. Tudo o que parecia gostoso ele pedia que fosse acrescentado ao seu sorvete de iogurte. A atendente não se importou e foi colocando tudo o que Zelig pedia. Deveria ser mais um daqueles americanos mimados...

 

Quando o sorvete ficou pronto, Zelig mal podia esperar. Olhava para o sorvete, que mais parecia uma escultura, e sonhava com a primeira colherada. Mas, quando chegou o esperado momento de experimentar, Zelig ficou profundamente decepcionado. Aquela massa não tinha gosto de nada do que ele tinha escolhido. Eram tantos sabores juntos que, no final, já não podia mais distinguí-los..."

 

O maior segredo da vida é o equilíbrio. Pode ser em coisas simples, como um sorvete de iogurte, mas também pode ser aplicado a prazeres maiores que temos na vida. Quando queremos apenas "curtir" a vida sem limites e sem harmonia, no final sentimos que não aproveitamos nada.

 

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Nesta quarta-feira de noite reviveremos uma das festas mais alegres do calendário judaico: Sucót. Inclusive nossos sábios "apelidaram" a festa de Sucót como "Zman Simchateinu" (a época da nossa alegria) justamente pelo fato da alegria ser o ponto marcante. Por uma semana inteira saímos do conforto das nossas casas e passamos parte do nosso dia comendo, descansando e relaxando dentro da Sucá, uma cabana provisória feita, em geral, com madeiras e uma cobertura de folhas.

 

Quando observamos a maioria das religiões do mundo, percebemos que os prazeres do mundo material são vistos como algo negativo. A única maneira de atingir a espiritualidade é afastando-se completamente dos prazeres materiais, com jejuns, votos de silêncio e castidade e abrindo mão de todo o conforto. Mas sabemos que o judaísmo ensina justamente o contrário, que os prazeres do mundo material foram criados justamente para que possamos utilizá-los. A diferença entre o judaísmo e a filosofia ocidental do "Carpe Diem" (aproveite a vida) é que o foco dos prazeres materiais deve ser o crescimento espiritual. Portanto, se o judaísmo não incentiva o ser humano a viver uma vida de pobreza e abstinência, o que tem de tão alegre em abandonar o conforto de nossas casas durante os dias de Sucót?

 

Além disso, cada um dos Shalosh Regalim (Três Festivais: Pessach, Shavuót e Sucót, nos quais fazíamos a peregrinação para o Templo Sagrado) está relacionado diretamente com um dos três patriarcas. Ensinam os nossos sábios que Sucót está associado ao patriarca Yaacov. Qual a conexão entre Yaacov e a festa de Sucót?

 

Para entender a alegria de Sucót precisamos voltar no tempo, para mais de 3.300 anos atrás, quando saímos do Egito. Os judeus acabavam de sair de dois séculos de escravidão e opressão. Eles ainda se sentiam desprotegidos e vulneráveis, ainda mais com aquele deserto gigantesco diante deles, cheio de perigos e incertezas. Como eles sobreviveriam sem comida e sem água? Como aguentariam os dias escaldantes e as noites congelantes do deserto? Como suportariam, com animais e crianças, uma caminhada tão longa? Foi então que todos os medos do povo judeu foram aliviados com o aparecimento das nuvens de D'us, que o envolveram e trouxeram um sentimento de amor e conexão com o Infinito. As nuvens os protegiam, por todos os lados, de todos os perigos.

 

E para relembrar a proteção das nuvens e sentir novamente esta conexão espiritual é que moramos por uma semana em Sucót, as cabanas provisórias. Esta é a essência da festa de Sucót: a Emuná (fé), sentir novamente a proximidade e o amor de D'us. Voltar a refletir sobre todas as bondades que Ele faz conosco, todas as Brachót que recebemos, como Ele nos salva nos momentos de dificuldade e aperto.

 

Emuná é uma das Mitzvót mais importantes da Torá. Por outro lado, ter uma Emuná verdadeira é algo muito difícil. Todas as vezes que D'us não nos manda o que estávamos esperando, como reagimos? Reclamamos ou entendemos que é parte de Sua sabedoria superior e que devemos aprender alguma lição? Quando não temos sucesso em algo pensamos que este era o decreto Celestial ou que deveríamos ter nos esforçado um pouco mais?

 

Por que é tão difícil ter Emuná completa? Pois vivemos em uma verdadeira corda bamba. Por um lado temos uma obrigação de nos esforçar e fazer a nossa parte para obter os resultados desejados. Alguns sábios dizem que se esforçar é inclusive uma Mitzvá. Por outro lado, como saber até onde o esforço é válido e quando ele passa a ser demasiado, resultando em uma falta de Emuná? Qual é o limite?

 

A resposta é que não existe uma medida padrão a ser seguida. O esforço que cada um precisa fazer deve ser de acordo com o seu nível de conexão espiritual, quanto a pessoa sente que D'us participa de sua vida. Mas há uma regra que pode nos ajudar a chegar ao nosso nível correto de Shtadlut (esforço). E esta é a conexão com o nosso patriarca Yaacov.

 

A Torá nos descreve Avraham como alguém que desenvolveu ao máximo o potencial de Chessed (bondade). Porém, mesmo a característica de Chessed precisa ser dosada, e como Avraham foi ao extremo, dele saiu um filho tzadik (justo), Yitzchak, e um filho rashá (malvado), Ishmael. Yitzchak desenvolveu ao máximo o potencial da justiça estrita. Mas também a característica de justiça estrita precisa ser dosada, e como Yitzchak foi ao extremo, dele saiu um filho tzadik, Yaacov, e um filho rashá, Essav. Yaacov desenvolveu o potencial do equilíbrio, saber dosar entre o Chessed e a Justiça estrita, em que momento utilizar cada um deles. Yaacov representa, portanto, a ponderação e o equilíbrio, e por isso dele saíram apenas filhos tzadikim.

 

Precisamos aplicar este conceito em nossas vidas. Por exemplo, se tudo o que recebemos de dinheiro no ano já foi decretado em Rosh Hashaná e selado em Yom Kipur, quanto precisamos trabalhar para garantir nosso sustento? A resposta é: equilíbrio. Precisamos ser bons profissionais, dedicar tempo e esforço para fazer as atividades diárias de uma maneira bem feita. Mas se a condição para ser um bom profissional é não sobrar tempo para acompanhar o jogo de futebol do filho no domingo, não ter forças para frequentar as rezas e o estudo de Torá diariamente na sinagoga ou sempre estar atrasado quando vai levar a esposa para jantar, este são sinais de que não se trata de um esforço construtivo e é, portanto, falta de Emuná. O esforço ideal pelo sustento, de acordo com o judaísmo, é aquele que nos permite cuidar também de todas as outras áreas importantes da vida, como família, saúde e espiritualidade.

 

Mas infelizmente temos a tendência de nos apoiar demais no mundo material, isto é, fazer muito mais esforços do que precisaríamos, causando problemas na nossa Emuná. Associamos nossa segurança às nossas sólidas paredes de casa. Associamos nossa felicidade unicamente aos bens materiais, principalmente aqueles que ainda não temos. Associamos o nosso sucesso profissional a abrir mão de qualquer outra área da vida. Por isso a festa de Sucót está associada com Yaacov e com a alegria. Quando abandonamos o conforto e a segurança de nossas casas, estamos dando um passo ativo para alcançar o equilíbrio e a harmonia. Pendemos momentaneamente para o lado do espiritual, da Emuná, do entendimento de que na verdade, apesar das máscaras que encobrem a verdade, tudo vem de D'us. Voltamos a perceber que para ser feliz precisamos de muito menos do que imaginamos.

 

Portanto, a alegria de Sucót não é uma alegria passageira. É uma alegria que, se alcançada de forma verdadeira, tem o potencial de iluminar nosso ano inteiro. A alegria de saber que não estamos sozinhos. A tranqüilidade de sentir que estamos dentro de um plano maior e que o que temos na vida é exatamente o que precisamos para dar a nossa contribuição verdadeira ao mundo.

 

CHAG SAMEACH e SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV (1º dia de Sucót)
São Paulo: 17h51  Rio de Janeiro: 17h36  Belo Horizonte: 17h39  Jerusalém: 16h32

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV (2º dia de Sucót)
acender depois de São Paulo: 18h44  Rio de Janeiro: 18h28  Belo Horizonte: 18h30 

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
São Paulo: 17h52  Rio de Janeiro: 17h36  Belo Horizonte: 17h39  Jerusalém: 16h29

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Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michal bat Eny, Avraham ben Chana.

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov.

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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

 

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - YOM KIPUR 5772


BS"D

 

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Yom Kipur normalmente é associado a um dia cansativo e sofrido, com um longo jejum e rezas que parecem não ter fim. Mas nos ensina o Rav Israel Salanter que não há dia mais feliz para o povo judeu do que Yom Kipur. Se nos arrependemos de maneira sincera, decidimos não errar mais daqui para frente e confessamos para D'us nossos erros, nossos muitos pecados cometidos durante o ano são apagados ou até mesmo transformados em méritos. É um dia de misericórdia pura, uma das maiores demonstrações do amor de D'us pelo povo judeu.

 

Durante o ano fizemos dois tipos de erro: contra D'us e contra o próximo. Apesar da enorme força de expiação dos pecados que existe em Yom Kipur, ela somente funciona para limpar os erros que cometemos contra D'us. E o que acontece com os erros que cometemos contra o próximo? Eles não são perdoados por D'us até que sejamos perdoados pela pessoa com quem erramos. Por isso é necessário apaziguar a quem ofendemos ou transgredimos através de um sincero pedido de desculpas.

 

Portanto, gostaria de aproveitar a oportunidade para sinceramente pedir perdão a todos com quem eu possa ter cometido qualquer erro, tanto algo que eu tenha feito de errado quanto por não ter correspondido às expectativas. Tanto os erros intencionais quanto os erros não intencionais, de todos eles eu me arrependo e espero que vocês possam me perdoar.

 

Podemos colocar a culpa na falta de tempo, na correria ou no stress diário. Mas Yom Kipur é o momento de assumir nossos erros sem procurar desculpas. Errei, e por isso peço perdão. Se alguém tiver alguma mágoa específica, me escreva para que eu possa pedir perdão pessoalmente.

 

Ensinam os nossos sábios que aquele que passa por cima da sua honra e perdoa a alguém que lhe fez algum mal, D'us passa por cima de todas as transgressões desta pessoa e a perdoa. Portanto eu perdôo, de todo o coração, a qualquer um que possa ter me feito algum mal, intencionalmente ou não intencionalmente.

 

Que possamos ter um ano muito bom, com saúde e crescimento espiritual, e que possamos neste ano aprender a conviver com o próximo com harmonia e respeito.

 

R' Efraim Birbojm

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DEVEMOS PARAR DE PROCURAR DESCULPAS – YOM KIPUR 5772 (07 de outubro de 2011)

 

"Há alguns anos eu (R' Efraim) morei em Israel e lá conheci muitas pessoas interessantes, entre elas um brasileiro não observante. O encontro foi durante um jantar de Sucót, pois ele havia sido convidado para jantar na mesma família que eu. Este brasileiro tinha um filho de nove anos de idade, e percebi que o garoto estava muito quieto e tímido. Resolvi puxar conversa e perguntei ao garoto se ele sabia o motivo de estarmos jantando dentro de uma Sucá. O garoto ficou mudo e assustado, como se a pergunta tivesse sido muito difícil.

 

O pai do garoto, um pouco envergonhado, explicou que infelizmente em alguns lugares não religiosos de Israel a educação judaica era um pouco fraca. Para exemplificar ele contou que antes de Rosh Hashaná o filho chegou da escola com alguns desenhos sobre as festas do mês de Tishrei. Havia um Shofar, os Arba Minim (4 espécies de Sucót), a Sucá e uma bicicleta. O pai ficou surpreso. Entendia o significado do Shofar, da Sucá e dos Arba Minim, mas a bicicleta representava que festa? O filho respondeu:

 

- Ué, pai. É o símbolo de Yom Kipur, o "Dia da bicicleta".

 

Como o garoto chegou a esta conclusão? Por respeito ao dia de Yom Kipur, as pessoas em Israel não utilizam seus carros. Como as estradas ficam completamente vazias, as famílias se vestem de branco, montam em suas bicicletas e saem para pedalar nas estradas e avenidas de Israel. Infelizmente Yom Kipur é o "Dia da bicicleta" para muitos judeus que moram em Israel (História Real)"

 

Yom Kipur é muito sagrado, mas nós não sentimos mais isso. Lentamente perdemos nossa sensibilidade e percepção espiritual. Nossos E-mails ficam abarrotados de convites para baladas "Open Bar" de Yom Kipur, mas não recebemos nenhum E-mail mobilizando os jovens da comunidade a participar das rezas e da santidade do dia de Yom Kipur. As "Baladas de Yom Kipur" estão cada vez mais cheias e sofisticadas, nos endereços mais chiques da cidade, enquanto as sinagogas estão cada vez mais vazias, mesmo nas Grandes Festas.  Da mesma forma que em Israel Yom Kipur se transformou no "Dia da bicicleta", no Brasil o Yom Kipur está se transformando no "Dia da balada". Está em nossas mãos o futuro do judaísmo.

 

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O próximo Shabat coincide com a festa de Yom Kipur, um dos momentos mais sagrados do ano. É o "Dia do Perdão", no qual podemos, através do arrependimento sincero, da decisão de não voltar a cometer os mesmos erros e da confissão das nossas transgressões, meritar que D'us nos perdoe pelos nossos pecados e nos dê a chance de começar o ano novo limpos como uma folha em branco. Apesar de ser possível se arrepender durante todo o ano, no dia de Yom Kipur os portões da Tefilá (reza) estão todos abertos e D'us fica esperando, como um Pai, o arrependimento dos Seus filhos.

 

Em Yom Kipur, além das Tefilót, há duas leituras da Torá: a primeira na reza de Shacharit (manhã) e a segunda na reza de Minchá (tarde). Após as leituras da Torá são lidas as Haftarót, trechos do "Nach" (Profetas e Escrituras). Em Minchá de Yom Kipur a Haftará é o "Sefer Yoná", livro que conta a história do profeta Yoná. Qual a conexão entre o Sefer Yoná e Yom Kipur?

 

Para responder esta pergunta precisamos entender exatamente o que o Sefer Yoná nos ensina. O livro descreve a história de Yoná, um homem sagrado que chegou ao nível de profecia e recebeu de D'us a missão de ir advertir os cidadãos de Níneve, uma gigantesca cidade de idólatras que havia passado dos limites da imoralidade e corrupção. Yoná deveria anunciar à população de Níneve que, por causa de suas graves transgressões, a cidade seria completamente destruída por D'us. Mas Yoná não quis cumprir a ordem de D'us e tentou fugir em um barco, viajando na direção oposta a Níneve. D'us então mandou uma forte tempestade e, após ser revelado aos marinheiros do barco de Yoná que ele era espiritualmente o culpado pelo iminente naufrágio, ele foi atirado ao mar e engolido por um grande peixe. Yoná rezou, implorando pela misericórdia de D'us e foi escutado. O peixe cuspiu-o em terra firme e ele recebeu uma nova chance de cumprir sua missão. E desta vez ele não decepcionou, foi até a cidade de Nínive e advertiu de forma dura seus cidadãos. O povo, em um arrependimento sincero, jejuou e vestiu-se com sacos, em sinal de luto e tristeza pelo mau decreto. D'us teve misericórdia e perdoou o povo de Nínive, cancelando o decreto de destruição.

 

À primeira vista parece óbvia a conexão do Sefer Yoná comYom Kipur. O livro nos ensina até onde chega a misericórdia de D'us, que aceita um arrependimento sincero e cancela até mesmo os maus decretos de uma nação inteira de idólatras imorais. Mas será que não há nenhum nível mais profundo de conexão entre o Sefer Yoná e Yom Kipur? Na verdade precisamos nos aprofundar na própria história do profeta Yoná, pois ela desperta muitos questionamentos. Se Yoná era um homem tão sagrado e elevado, por que ele não quis cumprir uma simples ordem de D'us, de advertir os moradores de Nínive que haviam se pervertido? Além disso, o profeta achou que poderia fugir de D'us entrando em um barco? Ele não sabia que D'us tem controle sobre todo o universo e não há como escapar do Seu julgamento?

 

Explicam os nossos sábios que Yoná se sentiu profundamente incomodado com a missão que recebeu de D'us. Em sua época os judeus também haviam se desviado dos caminhos corretos e não escutavam as insistentes advertências dos profetas. Yoná amava tanto o povo judeu que teve medo de cumprir sua missão. Ele sabia que se o povo de Nínive escutasse suas palavras e se arrependesse dos seus maus atos, isto poderia causar um castigo ainda maior ao povo judeu, que era repreendido mas não se arrependia. Por isso ele tentou fugir.

 

Porém ainda fica uma dúvida. Yoná achou que fugindo de barco iria frustrar os planos do Criador do universo? Certamente que não. Yoná sabia que muitos são os mensageiros de D'us para cumprir Sua vontade, isto é, Ele tem o mundo inteiro sob Seu controle. Yoná sabia que a vontade de D'us se cumpriria de qualquer maneira, mas achou que, ao fugir de barco, faria com que D'us escolhesse outra pessoa para ir a Nínive. Ele sabia que sofreria por sua desobediência, mas preferia o castigo que receberia a ser o causador de sofrimentos ao povo judeu.

 

Mas ao contrário do que imaginava Yoná, D'us não escolheu outro mensageiro. Manipulando as forças da natureza, Ele forçou Yoná a cumprir sua missão. Por que D'us não quis utilizar outro mensageiro para cumprir Sua vontade? Por que Ele insistiu que Yoná pessoalmente cumprisse a missão? Pois D'us queria ensinar para Yoná e para nós uma valiosa lição: nós não temos o direito de fazer cálculos se vamos cumprir ou não o que D'us nos comandou. Não há nenhum motivo, por mais lógico que pareça, que nos isente de nossas obrigações. Se D'us sabia do amor de Yoná pelo povo judeu, e também sabia das implicações negativas ao povo judeu de um possível arrependimento das pessoas de Nínive, e mesmo assim ordenou que Yoná fosse cumprir sua missão, é porque existia uma sabedoria superior, que estava acima do entendimento de Yoná. D'us quis ensinar que Yoná deveria ter cumprido sua missão sem questionamentos, sem cálculos, sem procurar desculpas.

 

E esta é a mensagem que conecta o Sefer Yoná com o dia sagrado de Yom Kipur. Por que cometemos tantos erros durante o ano? Pois às vezes quebramos as regras para que elas se adequem às nossas conveniências. Procuramos um meio termo entre nossos desejos e as regras do Criador. Racionalizamos nossos atos para, como Yoná, fugir da nossa própria consciência. Mas devemos aprender de Yoná as consequências negativas de nos acharmos no direito de "escolher" o que queremos e o que não queremos cumprir dentre os decretos de D'us. Por isso, o principal arrependimento de Yom Kipur é assumir os nossos erros que, durante o ano inteiro, encobrimos com desculpas e justificativas infundadas.

 

Seguir regras nem sempre é o que gostamos de fazer. A curto prazo realmente pode parecer difícil, pois muitas vezes vai contra o que desejamos. Mas a longo prazo é o único caminho que nos leva à tranqüilidade e ao preenchimento espiritual, o verdadeiro prazer da vida.

 

SHABAT SHALOM, GMAR CHATIMÁ TOVÁ e TZOM KAL (que seja um jejum leve)

 

R' Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT E YOM KIPUR
São Paulo: 17h49  Rio de Janeiro: 17h34  Belo Horizonte: 17h37  Jerusalém: 16h38

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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Frida bat Fany,
Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michal bat Eny, Avraham ben Chana.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - ROSH HASHANÁ 5772

BS"D

 

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MENSAGEM DE ROSH HASHANÁ 5772

 

"Havia uma floresta que estava sendo implacavelmente consumida pelas chamas. O vento soprava forte, fazendo com que o fogo se espalhasse rapidamente entre as árvores secas. Os animais fugiam assustados, tentando desesperadamente salvar suas próprias vidas. Quando olharam para trás, tiveram uma surpresa: a abelha, ao contrário de todos os outros animais, não tinha fugido. Com muito esforço, voava até um lago próximo, enchia sua boca de água e atirava sobre as enormes labaredas. Embora não fizesse muita diferença, ela persistia, e ia de novo ao lago, e jogava mais um pouquinho de água, e mais um pouquinho, e mais um pouquinho. Vendo esta cena, o leão não se conteve e falou:

 
- Abelha, aprecio o seu esforço, mas será que você não percebe que a água que você joga não está adiantando para nada?

 
A abelha respondeu, enquanto voava em direção ao lago para pegar mais um pouco de água:

 
- Pelo menos eu estou fazendo a minha parte para salvar a floresta.

 
Os outros animais, envergonhados pelo egoísmo de terem pensado apenas em si mesmos, voltaram e, todos juntos, conseguiram apagar o fogo"

 

Esta história representa um pouco da triste realidade do judaísmo, que está sendo consumido pelo fogo do reformismo e, pior ainda, do comodismo. Segundo levantamentos recentes, mesmo nas Grandes Festas (Rosh Hashaná e Yom Kipur), a presença de judeus nas sinagogas do Brasil não passa de 10%. O que podemos fazer para reverter esta terrível situação? Dar o nosso exemplo pessoal. Cada judeu que mantém seu judaísmo, cumprindo as Mitzvót, frequentando a sinagoga durante as rezas ou participando de aulas de Torá está fazendo a sua parte.

 

Neste ano que passou, durante todas as semanas eu tentei, como uma pequena abelha, jogar um pouco de água para apagar este fogo que consome o judaísmo. Com a ajuda de Hashem, que me deu força e inspiração, eu espero ter dado uma pequena contribuição para iluminar os lares de todos os leitores do Shabat Shalom M@il. Espero também ter servido de inspiração para todos aqueles que não estão dispostos a permanecer sentados enquanto o fogo da apatia destrói os conhecimentos milenares da nossa Torá.

 

Agradeço de coração a todos os que leram os E-mails, que fizeram comentários, elogios e que me incentivaram a continuar o trabalho.

 

Agradeço também a minha família, que abriu mão do tempo de convívio para que eu pudesse me dedicar ao E-mail semanal.

 

E finalmente um agradecimento especial a D'us, pela vida e todas as milhares de coisas boas que Ele me manda a cada instante.

 

Aproveito a oportunidade para pedir perdão a qualquer um que possa ter se sentido ofendido por qualquer mensagem que eu tenha enviado ou atitude que eu tenha tomado. Certamente não tive nenhuma intenção de magoar ou ofender ninguém. Mas mesmo assim, se alguém tiver alguma mágoa ou reclamação, por favor me avise para que eu possa pedir desculpas pessoalmente.

 

Que todos possam ter um ano muito especial, apenas com Brachót (bênçãos). Que terminem todas as más notícias junto com o ano que termina e que todos tenham um ano novo com muita saúde, Parnassá Tová (bom sustento), alegrias e muita Torá. E que finalmente seja o ano da vinda do Mashiach.

 

Com muito carinho e agradecimento,

 

R' Efraim Birbojm

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PARA ONDE VOCÊ ESTÁ INDO? - ROSH HASHANÁ 5772 (28 de setembro de 2011)

 

"Paulo entrou no avião já se preparando para a longa viagem com destino a Israel. Seriam quase 15 horas de vôo até o destino final. Apertou o cinto de segurança e, para relaxar um pouco, abriu seu guia de turismo sobre Israel, que havia comprado para aproveitar ao máximo a estadia.

 

No meio da viagem ele olhou com curiosidade para o senhor que estava sentado ao seu lado, que parecia muito à vontade no avião. Ele demonstrava já conhecer todas as diversões a bordo. Jogava jogos, assistia filmes, cochilava, passeava para conversar com outros passageiros, almoçava, comia salgadinhos na cozinha, estava bastante enturmado com os outros passageiros e com os comissários de bordo.

 

Paulo não quis parecer antipático e, apesar de estar cansado, tentou puxar conversa com ele. Descobriu que o senhor se chamava Gabriel e era um grande empresário de São Paulo. Paulo perguntou, curioso:

 

- Para onde você está indo?

 

Gabriel pareceu confuso com a pergunta. Ele simplesmente não sabia para onde estava indo. Na verdade, até aquele momento não havia parado para pensar naquilo. Paulo ficou irritado com a falta de claridade daquele sujeito e falou, indignado:

 

- Mas como o senhor está em um avião e não sabe nem mesmo para onde está indo? O senhor é louco?

 

- Não fique irritado, mas eu não estou preocupado com isso. Eu estou preocupado em aproveitar a viagem. Assisti dois filmes excelentes, ganhei três vezes jogando contra o computador e conheci muita gente interessante. Sem falar na comida, que estava uma delícia..."

 

Podemos achar que Gabriel é um louco, um lunático. Mas será que não fazemos o mesmo com nossas vidas? Assistimos bons filmes, comemos uma boa comida, conhecemos muita gente interessante. E depois, o que acontecerá? Para onde estamos indo? E o que estamos fazendo para chegar ao nosso destino verdadeiro?

 

Antes de pedir em Rosh Hashaná mais um ano de vida, antes de pedir a D'us para continuar nesta "viagem" chamada vida, precisamos saber para onde esta viagem nos levará.

 

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Rosh Hashaná está chegando. Para muitos, vem junto com uma sensação ruim. A primeira idéia que nos vem à cabeça é que seremos julgados por D'us, o Rei do Universo, e se não tivermos nos comportado bem, seremos duramente castigados. Infelizmente esta é uma visão incompleta de Rosh Hashaná, influenciada por muitos conceitos não judaicos. Por exemplo, nosso conceito de castigo é de um D'us bravo, descontando Sua raiva nas pessoas. É um conceito completamente equivocado, que nos afasta do verdadeiro significado espiritual de Rosh Hashaná, uma das festas mais bonitas e significativas do ano.

 

Há um versículo no final da Torá, sempre lido perto da festa de Rosh Hashaná, que nos intriga: "Eu chamo os Céus e a terra hoje para servirem de testemunhas contra vocês: Eu coloco diante de vocês a vida e a morte, a Brachá (benção) e a Klalá (maldição); escolha a vida, para que viva você e sua descendência" (Devarim 30:19). Qualquer ser humano em condições psicológicas normais sabe que devemos escolher a vida. Então por que a Torá precisa escrever "escolha a vida", como se D'us estivesse fazendo um pedido para nós? Não é Ele Quem decide tudo?

 

Em Rosh Hashaná comemoramos e revivemos a criação do ser humano, o ápice de toda a Criação. Portanto, para entender Rosh Hashaná, precisamos ter muito claro o propósito da vida. Segundo o livro Messilat Yesharim (Caminho dos Justos), de autoria do Rav Moshe Chaim Luzzato z"l, o ser humano foi criado com o único propósito de sentir prazer, sendo que o único e verdadeiro prazer é a proximidade com D'us. Mas se Ele nos desse este prazer de maneira gratuita, sem nenhum mérito, sentiríamos uma vergonha eterna por termos recebido algo que não conquistamos. Por isso Ele nos criou com livre arbítrio, para poder nos dar mérito por nossas escolhas corretas. O livre arbítrio é a habilidade de escolher entre viver na realidade ou em uma ilusão. Explica o Rav Noach Weinberg z"l que surge então um aparente dilema: D'us criou o mundo com o único propósito de nos fazer o bem. Por outro lado, Ele não pode nos dar esta bondade a não ser que a meritemos.

 

No dia 1º do mês judaico de Tishrei o ser humano foi criado. Todo ano este processo se repete e D'us nos permite ganhar o mérito de sermos recriados. Em Rosh Hashaná D'us nos julga se estamos escolhendo a realidade ou não. Se nós fazemos as escolhas corretas, Ele nos recria dentro de um ano de vida, isto é, viver dentro da realidade. Mas se escolhemos ficar dormindo, Ele nos recria dentro de um ano de morte, isto é, de desconexão, de sono espiritual, de ilusão, um ano sem sentido para a vida e sem verdade. D'us não faz isto para nos castigar, e sim por amor. Ele quer que tenhamos sucesso, mas a escolha final precisa ser nossa. 

 

Rosh Hashaná é, portanto, o aniversário do livre arbítrio, quando devemos novamente reafirmar a nossa escolha: estar entre os vivos, que vivem uma vida com sentido, ou entre os mortos, que vagam todo o tempo dormindo acordados. Pelo fato da escolha estar totalmente em nossas mãos, em Rosh Hashaná D'us nos pede: "Eu criei o mundo para te dar prazer e felicidade. Por favor, Me deixe fazer esta bondade. Escolha a vida".

 

Outro ponto central de Rosh Hashaná é fazer de D'us o nosso Rei. Isto também nos traz um sentimento negativo, pois os reis que conhecemos são tiranos, egoístas e gananciosos, sedentos por poder, que subjugam as massas com ameaças e violência. Mas o conceito judaico de rei é justamente o contrário. O rei é alguém que ama e se importa com seu povo. Sua preocupação é apenas com a felicidade e harmonia das pessoas. A única razão pela qual ele cria leis e faz decretos é pelo bem estar dos seus súditos, e não para o seu próprio benefício. Por isso Rosh Hashaná é o dia de coroarmos D'us como o nosso Rei, dirigente e diretor das nossas vidas. Não fazemos isto por Ele, e sim por nós mesmos, para que Ele possa nos mandar todas as bondades e a Criação possa atingir seu propósito.

 

Rosh Hashaná é, portanto, o dia em que D'us quer praticar sua característica de fazer bondades. É o dia em que Ele nos implora para que possamos nos transformar, através do mérito de fazermos as escolhas corretas, em utensílios para receber todas as Brachót abundantes que Ele quer nos enviar.

 

Pelo fato de sermos recriados em Rosh Hashaná, temos a oportunidade de atingir níveis espirituais muito elevados, que não conseguiríamos atingir durante o resto do ano. Podemos nos recriar em um nível muito mais alto, que não éramos capazes nem de sonhar. Por isso, o nível que atingirmos em Rosh Hashaná será o nível que levaremos para todo nosso ano.

 

Na noite da próxima 4ª feira (28/09) começa Rosh Hashaná, o dia de escolher grandeza para nossas vidas. O dia de acordar para a realidade, de alcançar níveis ilimitados de espiritualidade. Nosso ano e nossa vida dependem disso. Que possamos aproveitar bem este dia tão especial.

 

Shaná Tová Umetuká – Um ano muito doce para todos.

 

"Sheticatev Vetechatem Bessefer Chaim Tovim" (Que sejamos inscritos e selados no Livro da Vida).

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE ROSH HASHANÁ 1º DIA:
São Paulo: 17h46  Rio de Janeiro: 17h31  Belo Horizonte: 17h35  Jerusalém: 17h49

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE ROSH HASHANÁ 2º DIA:
Acender depois de São Paulo: 18h38  Rio de Janeiro: 18h22  Belo Horizonte: 18h23  Jerusalém: 19h04

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT (PARASHÁ HAAZINU):
São Paulo: 17h47  Rio de Janeiro: 17h31  Belo Horizonte: 17h35  Jerusalém: 17h47

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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Ester bat Libi, Frade (Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Léa bat Chana; Pessach ben Sima, Eliashiv ben Tzivia; Israel Itzchak ben Sima; Eliahu ben Sara Chava; Avraham David ben Reizel; Yechezkel ben Sarit Sara Chaya; Sara Beila bat Tzvia; Estela bat Arlete; Ester bat Feige; Moshe Yehuda ben Sheva Ruchel; Esther Damaris bat Sara Maria; Yair Chaim ben Chana; Dalia bat Ester; Ghita Leia Bat Miriam; Chaim David ben Messodi; David ben Beila; Dobe Elke bat Rivka Lie; Avraham ben Linda; Tzvi ben Liba; Chaim Verahamin ben Margarete; Rivka bat Brucha; Esther bat Miriam, Sara Adel bat Miriam, Mordechai Ghershon Ben Malia Rachel, Pinchas Ben Chaia, Yitzchak Yoel Hacohen Ben Rivka, Yitzchak Yaacov Ben Chaia Devora, Avraham Ben Dinah, Avraham David Hacohen Ben Rivka, Bracha Chaya Ides Bat Sarah Rivka, Tzipora Bat Shoshana, Levona Bat Yona e Havivah Bat Basia, Daniel Chaim ben Tzofia Bracha, Chana Miriam bat Chana, Yael Melilla bat Ginete, Bela bat Sima; Israel ben Zahava; Nissim ben Elis Shoshana; Avraham ben Margarita; Sharon Bat Chana; Rachel bat Nechama, Yehuda ben Ita, Latife bat Renee, Avraham bem Sime, Clarisse Chaia bat Nasha Blima, Tzvi Mendel ben Ester, Marcos Mordechai Itschak ben Habibe, Yacov Eliezer ben Sara Masha, Yossef Gershon ben Taube, Manha Milma bat Ita Prinzac, Rachel bat Luna, Chaim Shmuel ben Sara, Moshe Avraham Tzvi ben Ahuva, Avraham ben Ahuva, Miriam bat Yehudit, Alexander Baruch  ben Guita, Shmuel ben Nechama Diná, Avracham Moshe ben Miriam Tobá, Guershon Arie ben Dvora, Mazal bat Miriam, Yadah ben Zarife, Shmuel Ben Chava, Mordechai ben Malka, Chaim Dov Rafael ben Esther, Menachem ben Feigue, Shmuel ben Liva, Hechiel Hershl ben Esther, Shlomo ben Chana Rivka, Natan ben Sheina Dina, Mordechai Ghershon ben Malia Rochel, Benyomin ben Perl, Ytzchok Yoel haCohen ben Rivka, Sarah Malka ben Rivka, Malka bat Toibe, Chana Miriam bat Sarah, Feigue bat Guitel, Gutel bat Slodk, Esther bat Chaia Sara, Michael ben Tzivia, Ester bat Lhuba, Brane bat Reize, Chaya Rivka Bat Miriam Reizl, Frida bat Fany,
Eliahu ben Haia Dobe Elke, Michal bat Eny, Avraham ben Chana.

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso eterno.

 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.

 

Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov.

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Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com

 

(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).