quinta-feira, 21 de novembro de 2024

LEMBRAR DO FIM AJUDA NO FOCO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ CHAIE SARA 5785

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PARASHÁ CHAIE SARA 5785



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ASSUNTOS DA PARASHÁ CHAIE SARA
  • Falecimento de Sara.
  • Compra de um local para o enterro.
  • A busca de uma esposa para Itzchak.
  • Critérios de Eliezer.
  • Rivka atende os requisitos.
  • Eliezer reconta toda a história para a família de Rivka.
  • Ytzchak se casa com Rivka.
  • Avraham se casa com Keturá e tem filhos.
  • Falecimento de Avraham.
  • Descendentes de Ishmael.
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LEMBRAR DO FIM AJUDA NO FOCO - PARASHÁ CHAIE SARA 5785 (22/nov/24)
 
Dvir Aminolav z"l foi o primeiro soldado israelense morto em Gaza durante a Operação "Oferet Yetsuka", em janeiro de 2009. Seu pai havia morrido de câncer dois anos antes e Dvir, o único filho homem, havia assumido várias responsabilidades em casa. Por isso, sua perda foi particularmente traumática. Sua mãe, Dalya, compartilhou com seus familiares uma comovente história.
 
Mesmo passados alguns meses da morte de Dvir, a dor da perda ainda estava insuportável. Certa noite, antes de ir dormir, como o coração angustiado, Dalya pediu em voz alta: "D'us, me dê um sinal, me dê um abraço de Dvir, para que eu saiba que sua morte teve um sentido". Então ela foi dormir, com o coração supreendentemente um pouco mais leve. Naquela mesma semana, sua filha a convidou para um concerto. Dalya estava triste, não tinha nenhuma vontade de ir, mas como não queria desapontar sua filha, acabou aceitando.
 
Enquanto os músicos se preparavam e afinavam seus instrumentos, um menino de aproximadamente dois anos, com belas mechas loiras, aproximou-se dela e apoiou-se no seu braço. Como ela era professora de primário, estava acostumada a lidar com crianças. Com um enorme sorriso, Dalya começou a conversar com o pequeno menino. Perguntou o nome dele e ele respondeu que era Eshel. Ela então perguntou se ele queria ser amigo dela e se sentar ao seu lado. Eshel abriu um sorriso e balançou a cabeça afirmativamente. Mas os pais de Eshel, que estavam sentados duas fileiras acima, vendo seu "anjinho" incomodando Dalya, mandaram-no voltar ao seu lugar. Dalya fez um sinal com a mão, indicando que estava tudo bem, e continuou conversando com Eshel.
 
- Eu tenho um irmão bebê que se chama Dvir - Eshel disse a ela.
 
Dalya ficou chocada ao ouvir este nome. Ela foi imediatamente falar com os pais de Eshel. Quando viu o bebê no carrinho, perguntou a idade dele. Os pais responderam que ele tinha seis meses. Dalya fez as contas e concluiu que o bebê havia nascido depois dos combates de Gaza. Não querendo incomodar, mas com uma enorme curiosidade, ela perguntou por que haviam escolhido aquele nome. A mãe do bebê disse então algo emocionante:
 
- Sou oficial do exército e cuido de soldados feridos. Quando eu estava no final da gravidez, os médicos suspeitaram de uma grave má-formação do feto, mas naquele estágio nada mais poderia ser feito, seria necessário esperar o bebê nascer e ver o que aconteceria. Voltei para casa arrasada. Quando ouvi a notícia que Dvir, um soldado de Israel, tinha sido morto em Gaza, isso me cortou o coração. Eu decidi fazer um combinado com D'us. Eu levantei meus olhos para o céu e disse: "D'us, se você me der um filho saudável, eu prometo dar a ele o nome Dvir, em memória do soldado morto na guerra". E, Baruch Hashem, milagrosamente meu filho nasceu perfeito. 
 
Dalya, a mãe do soldado morto, ficou boquiaberta. Muito emocionada, ela disse:
 
- Eu sou a mãe do Dvir!
 
Os jovens pais não podiam acreditar. Então a mãe do bebê Dvir estendeu-lhe o bebê nas mãos e disse:
 
- O Dvir quer te abraçar..."
 
Segundo o judaísmo, a morte não é o fim, é só o início da nossa existência verdadeira. Nos momentos de dor, é esta Emuná que nos dá a força para continuar. Tudo o que D'us faz é para o bem.
 

Nesta semana lemos a Parashá Chaie Sara (literalmente "A vida de Sara"), que começa falando sobre o falecimento da nossa primeira matriarca, Sara, aos 127 anos, como está escrito: "Sara morreu em Kiryat Arba, que é Chevron, na terra de Knaan. E Avraham veio para elogiar Sara e lamentá-la" (Bereshit 23:2). Na continuação, a Parashá fala sobre os esforços de Avraham para encontrar uma esposa adequada para Yitzchak.
 
É interessante perceber que o relato do falecimento de Sara foi colocado entre dois assuntos alegres, que são o nascimento de Rivka, no final da Parashá da semana passada, e o casamento de Yitzhak. Por que? Explica o Rav Yitzchak Karo zt"l (Espanha,1458 - Israel, 1535) que isso é para nos lembrar que mesmo em ocasiões muito alegres, como o nascimento de um bebê ou um casamento, ainda assim é preciso lembrar do dia da morte. Mas o que essa lembrança acrescenta em nossas vidas? Não é depressivo lembrar da nossa condição mortal?
 
Explicam os nossos sábios que lembrar o dia da morte é o que coloca a nossa vida em uma perspectiva adequada. O Talmud (Brachot 31a) traz um exemplo disso. Rav Ashi fez um banquete de casamento para seu filho e viu que os sábios estavam excessivamente alegres. Ele então trouxe um copo de vidro branco, um material extremamente caro, e o quebrou diante deles, e assim todos ficaram tristes. O Tossafot explica que Rav Ashi quis conter o transbordamento de felicidade. A partir daquele evento tornou-se costume quebrar um copo em um casamento, que tempera a nossa alegria com um lembrete da fragilidade da vida e do nosso caráter mortal.
 
O Talmud continua e ensina algo ainda mais impressionante. Os sábios disseram a Rav Amnuna Zuti, durante a festa de casamento de Mar, filho de Ravina: "Cante algo para nós". Como ele acreditava que a alegria dos convidados havia se tornado excessiva, ele cantou uma música com as seguintes palavras: "Ai de nós, pois morreremos. Ai de nós, pois morreremos". O Rav Amnuna estava nos ensinando que, mesmo no auge da nossa alegria, precisamos lembrar do nosso caráter mortal, nos ajudando a focar no que importa de verdade, e não nos prazeres materiais passageiros e efêmeros.
 
É isso que ensina o Midrash quando traz uma impressionante interpretação do versículo "E D'us viu tudo o que Ele havia criado, e eis que era muito bom" (Bereshit 1:31). Segundo o Midrash, "bom" se refere à vida, enquanto "muito bom" se refere à morte. É importante lembrar do nosso caráter mortal para não nos conectarmos demais a este mundo e esquecermos do nosso propósito final.
 
Também sobre o assunto de lembrar do dia da morte há outro interessante ensinamento do Talmud (Brachot 5a), que ensina que quando alguém é confrontado com o desejo de transgredir, ele deve incitar seu Yetzer Hatov contra seu Yetzer Hara. Se ele for bem-sucedido, ótimo; mas se não, ele deve estudar Torá. Se estudar Torá for suficiente, ótimo; mas se não, ele deve recitar o Shemá. Se isso for bem-sucedido, ótimo; mas se não, ele deve se lembrar do dia da morte. Com este ensinamento do Talmud, percebemos que focar em nossa própria mortalidade é a solução final para não transgredirmos. Porém, por outro lado, parece que pensar na morte não está isento de perigos, pois se fosse tão bom, algo que resolve quando tudo mais falhou, por que já não confrontamos o Yetzer Hara inicialmente com pensamentos do dia da nossa morte? Parece ser algo muito poderoso, mas que deve ser usado com cuidado. Qual é o perigo de lembrar do dia da morte?
 
Explica o Rav Zev Leff que há pelo menos três maneiras através das quais a preocupação excessiva com a morte pode ter resultados negativos. Em primeiro lugar, quando uma pessoa é repentinamente confrontada com sua própria morte, pode ocorrer uma reação de negação, que se manifesta em sentimentos irracionais de poder e capacidade de superar qualquer ameaça, colocando a pessoa em risco real de vida e impedindo-a de tomar decisões racionais. Além disso, a consciência da morte pode levar ao desespero, à desistência ou à sentimentos de que nada neste mundo tem sentido. Finalmente, pensamentos sobre a morte podem levar ao desequilíbrio em relação aos desejos físicos, como diz o profeta: "Coma e beba, porque amanhã morreremos" (Yeshayahu 22:13).
 
Cada um dos estágios mencionados pelo Talmud é projetado para neutralizar essas consequências negativas de lembrar do dia da morte. O incentivo para exercer o livre arbítrio como forma de dominar o Yetzer Hará nos lembra do controle limitado que temos neste mundo, como ensina o Talmud (Brachot 33b): "Tudo está nas mãos de D'us, exceto o temor do Céu". O reconhecimento desse fato previne falsas sensações de controle e poder. Já estudar a Torá e as Mitzvót de D'us, o segundo estágio recomendado pelo Talmud para combater o Yetzer Hará, nos lembra do valor deste mundo como local propício para cumprir a vontade de D'us e ganhar recompensas eternas. Assim, neutralizamos sentimentos de desespero gerados pela lembrança do dia da morte. E, finalmente, ler o Shemá e aceitar o jugo do Céu nos impede de afundarmos em prazeres materiais.
 
Uma vez que tenhamos antecipado a cura de todas as consequências negativas, podemos então usar o conhecimento da nossa mortalidade de forma positiva, isto é, para nos lembrar que o tempo é limitado, o que está em jogo é a eternidade e, "se não for agora, quando?" (Pirkei Avot 1:14). Nossos sábios nos aconselham: "Arrependa-se um dia antes de sua morte" (Pirkei Avót 2:11). Eles estão nos ensinando a tratar cada dia como se fosse o último, vivendo-o com um senso de urgência e oportunidade de garantir nossa recompensa eterna.
 
O Talmud (Brachot 28b) ensina uma Brachá que devemos fazer todos os dias quando saímos do Beit Midrash depois de estudar Torá: "Nós corremos e eles correm. Nós corremos para a vida eterna, e eles correm para a destruição final". Devemos refletir o dia inteiro sobre estas palavras. A pessoa deve estar constantemente ciente se ela está correndo em direção ao seu objetivo e fazendo tudo o que está ao seu alcance agora para adquirir a recompensa eterna. Considerada dessa forma, a consciência da morte pode ser um incentivo estimulante para realizar o nosso potencial espiritual a cada momento. A Parashá que relata a morte de Sara é chamada de "A vida de Sara", para nos ensinar que a consciência da morte deve dar significado e inspiração à vida.

SHABAT SHALOM 

 R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

O QUE D’US PENSA DE NÓS? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAYERÁ 5785

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MENSAGEM DA PARASHÁ VAYERÁ

ASSUNTOS DA PARASHÁ VAYERÁ
  • D'us visita Avraham após o Brit-Milá, aos 99 anos.
  • Os 3 Beduínos visitantes.
  • Promessa de um filho para Sara.
  • Anjos vão para Sdom.
  • Destruição de Sdom.
  • Nascimento de Amon e Moav.
  • Sequestro de Sara porAvimelech.
  • Nascimento de Itzchak.
  • 9º teste de Avraham: Expulsão de Hagar e Ishmael.
  • O Tratado de Beer Sheva.
  • 10º teste de Avraham: Akeidat Ytzchak.
  • Nascimento de Rivka.
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O QUE D'US PENSA DE NÓS? - PARASHÁ VAYERÁ 5785 (15/nov/24)
 
O telefone tocou no escritório do Rav Abouhab, experiente Mohel de Tel Aviv. Uma mulher, que se apresentou como Sra. Golan, perguntou se ele estava disponível para fazer um Brit Milá no dia seguinte, na cidade de Holon, às 7h30. Ele aceitou imediatamente. Anotou o endereço, o horário e o nome da família. No dia seguinte, o Mohel partiu imediatamente após o Shacharit para chegar pontualmente ao seu destino. Para sua surpresa, não era um salão de festas nem uma sinagoga, e sim uma residência em um bairro nobre. Na porta da casa estava escrito "Família Golan". Ele bateu de leve, e logo um homem abriu a porta. Era o Sr. Golan que, com uma maleta na mão, apenas disse: "Desculpe, estou atrasado. Tenho que ir", e saiu. Veio então a Sra. Golan, se apresentou e disse: "Também preciso sair, mas não se preocupe, o Yuval está no berço e a babá logo chegará para cuidar dele". Como o Mohel estranhou que o bebê já tinha nome antes do Brit Milá, a mãe explicou:
 
- A verdade é que nem eu e nem o meu marido queríamos fazer o Brit, pois não somos ligados de forma alguma aos costumes judaicos. Mas decidimos fazer, para que Yuval não sinta vergonha dos amigos quando crescer.
 
Dizendo isso, a mãe se despediu e foi embora. O Mohel estava confuso. Como fazer um Brit Milá assim? Quem seria o Sandak? Onde estava o pai do bebê? E o Minian? Ele entrou no quarto do bebê, preparou os instrumentos necessários em cima do trocador e olhou para o bebê adormecido. Lágrimas correram dos seus olhos. Ele não podia acreditar que era daquela maneira que um menino judeu entraria no Brit de Avraham Avinu! Ele acordou Yuval delicadamente e acomodou-o no seu colo, enquanto servia como Sandak, Mohel e pai. Disse as Brachót do Mohel e do pai. Ainda confirmou o nome "Yuval", que acabava de iniciar sua participação no povo judeu. Deu-lhe uma Brachá para que crescesse com saúde e alegria. Foi assim que aconteceu o Brit Milá daquele bebê.
 
O Mohel sentou-se com Yuval em seus braços e começou a chorar feito um bebê. Chorou pelo bebê, pela dor do exílio, pelo fato de existirem, até mesmo em Israel, judeus tão distantes de suas raízes. Chorou pelo futuro daquele menino. Que tipo de educação judaica receberia? Chorou por entender quão distantes estavam seus irmãos judeus.
 
Alguns minutos depois, a babá apareceu. Ofegante, se desculpou pelo atraso enquanto corria ao encontro de Yuval. Se surpreendeu ao ver aquele senhor religioso sentado, escondendo as lágrimas que insistiam em cair. O Mohel se levantou, entregou o bebê, deixou algumas orientações e foi embora. Naquele dia, o Mohel contou à sua família sobre aquele estranho Brit Milá. Depois de algum tempo, já havia se esquecido daquele episódio.
 
Passados treze anos, certa manhã uma mulher e seu filho entraram no escritório do Mohel. Era a Sra. Golan, de Holon. Ela perguntou se ele se lembrava dela. Em instantes, ele se lembrou de toda a história. Como um Brit Milá daqueles poderia ser esquecido? Yuval já era um menino alto e bonito. A Sra Golan disse que ele estava insistindo que queria conhecer seu Mohel. Yuval pediu para falar com o Mohel a sós. Quando a mãe saiu da sala, ele começou a chorar e disse: "Eu quero colocar Tefilin, quero cumprir Shabat e, acima de tudo, quero estudar Torá, mas tenho medo que meus pais não me permitirão". O Mohel deu um forte abraço nele e o encorajou. Ao conversar com a mãe, para a sua surpresa, ela concordou que ele ensinasse Torá a Yuval. Haviam consultado muitos psicólogos e profissionais, e todos disseram que eles deviam fazer o que era bom para a criança.
 
Naquele dia novamente o Mohel chorou como um bebê. Mas desta vez era um choro de alegria. De repente, ele entendeu que naquele Brit Milá especial ele não havia chorado sozinho. Certamente Eliahu Hanavi também estava chorando junto com ele, e seus pedidos alcançaram o Céu.

A Parashá desta semana, Vayerá (literalmente "E apareceu") começa com as seguintes palavras: "E D'us apareceu para ele (Avraham) nas planícies de Mamre, enquanto ele estava sentado na entrada da tenda, no calor do dia" (Bereshit 18:1). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que era o terceiro dia após o Brit Milá de Avraham, aos 99 anos, e D'us veio visitá-lo para saber sobre o seu bem-estar.
 
A Parashá da semana passada, Lech Lechá, terminou justamente com a Mitzvá de Brit Milá de Avraham. A Parashá descreveu diversos testes pelos quais Avraham passou na vida, e venceu todos com sucesso. De acordo com Rashi, o oitavo teste de Avraham foi justamente o Brit-Milá. Mas por que o Brit Milá foi considerado um teste? A ideia de teste implica em algum nível de dificuldade. Avraham havia saído de sua casa, passado por uma época de fome e pelo sequestro de sua esposa, entre outras adversidades. Avraham cumpria a vontade de D'us sem questionar, e certamente a dor ou o risco de vida de um Brit Milá aos 99 anos não eram motivos para impedi-lo de cumprir a ordem de D'us. Então qual era a dificuldade deste teste?
 
Além disso, há um interessante comentário de Rashi sobre este primeiro versículo da nossa Parashá. Por que a Torá precisou explicitar o local onde D'us apareceu para Avraham após o Brit Milá? Pois Avraham tinha três amigos: Aner, Eshkol e Mamre. Segundo Rashi, quando D'us apareceu para Avraham no território de Mamre, era para dar a Mamre uma homenagem eterna, por ele ter incentivado e apoiado o Brit Milá de Avraham.
 
Porém, se apenas Mamre foi homenageado, significa que os outros amigos de Avraham aconselharam-no contra fazer o Brit Milá naquela idade avançada. Mas, afinal, por que Avraham precisou se aconselhar com seus amigos? Ele estava em dúvida se deveria ou não ouvir a ordem Divina? Avraham estava buscando uma "segunda opinião" sobre o que D'us lhe havia ordenado? E se Mamre também não tivesse concordado, o que teria acontecido?
 
O Rav Yehuda Loew zt"l (Polônia, 1525 - República Checa, 1609), mais conhecido como Maharal de Praga, traz duas respostas. Em primeiro lugar, ele diz que Avraham fez isso para evitar críticas das pessoas de sua geração. Não havia dúvida que ele faria o Brit Milá, independentemente do que seus amigos aconselhassem. No entanto, ele queria evitar a percepção equivocada da sociedade de que ele havia se precipitado em uma ação imprudente. Avraham publicamente procurou pessoas de prestígio com quem se aconselhar, para que ninguém pudesse acusá-lo de tomar essa ação significativa sem passar por um processo racional e ponderado. O Maharal diz que essa é a mesma razão pela qual levou três dias para Avraham chegar ao Har Hamoriá no episódio do sacrifício de Ytzchak. Se ele tivesse respondido ao comando de D'us de sacrificar seu filho imediatamente, fazendo isso no quintal de casa, as pessoas teriam dito: "Ele tomou uma decisão precipitada, em um estado mental perturbado, sem pensar nas implicações e consequências de longo prazo". Como Avraham empreendeu uma jornada de três dias antes de cumprir o comando Divino, ficou claro que ele havia se envolvido em um processo racional.
 
Em segundo lugar, o Maharal diz que Aner, Eshkol e Mamre não eram apenas amigos de Avraham. Eles são chamados de "Baalei Brit", significando que tinham uma aliança com Avraham, e é inapropriado para qualquer membro de uma aliança iniciar uma ação ou atividade importante de forma independente, sem antes consultar os outros membros. Isso não significa que Avraham considerou fazer algo diferente do que D'us havia lhe ordenado. Ele estava apenas cumprindo um protocolo apropriado para uma pessoa que está dentro de uma aliança. Ele entendeu que era correto informar os outros antes de iniciar um ato de grande importância.
 
Já o Rav Yaakov Kamenetsky zt"l (Lituânia, 1891 - EUA, 1986) oferece uma explicação diferente. Quando Avraham estava a caminho de sacrificar seu filho, o Satan apareceu e tentou dissuadi-lo. O Satan sabia que seria inútil dizer a Avraham "Não faça isso". Ao invés disso, o Satan disse: "Avraham, você perdeu o juízo? Aquele que promove o monoteísmo e o Chessed no mundo vai matar seu próprio filho? Você perderá seus seguidores! Todos pensarão: 'Este homem é cruel'". Mas o Talmud (Sanhedrin 89b) diz que Avraham respondeu ao Satan: "Eu andarei em minha inocência" (Tehilim 26:11), isto é, Avraham lhe disse: "Você tem uma boa pergunta, mas estou obedecendo o Criador do Universo. Quando D'us me diz algo, eu não faço perguntas". O mesmo questionamento surgiu no Brit Milá. Avraham não tinha dúvida de que faria o Brit Milá. Sua dúvida, no entanto, era: "Que tipo de impressão isso causará nas pessoas? Pode parecer que D'us é cruel ao pedir a um homem de 99 anos para fazer Brit Milá". Portanto, a questão que Avraham colocou perante seus amigos era: devo fazer este ato publicamente ou em particular? Avraham queria ouvir a opinião deles sobre qual seria a reação esperada da sociedade. Mamre lhe disse: "Se D'us lhe disse para fazer isso, certamente é bom para você. As pessoas sabem como D'us ama você. Elas vão entender. Faça isso publicamente!". Avraham seguiu o conselho de Mamre. Não sobre o Brit Mila em si, pois sobre isso ele não tinha dúvidas, mas sobre fazer isso publicamente.
 
O Rav Yssocher Frand acrescenta ainda outra explicação. Por que Avraham quis ir ao mundo "não-judaico" para solicitar conselhos? Para deixar registrado o fato de que mesmo os não-judeus acreditam que Brit Milá é uma boa ideia. Infelizmente muito judeus afastados procuram a opinião dos não-judeus sobre todos os assuntos, e respeitam as suas opiniões mais do que as opiniões dos rabinos. Se preocupam com "o que as pessoas dirão?", e isso é uma excelente desculpa para o não cumprimento de muitas Mitzvót. No entanto, o Brit Milá é amplamente cumprido, mesmo entre os judeus mais afastados. Por que isso acontece? Talvez Avraham alcançou este impacto duradouro consultando Mamre. Até os não-judeus acreditam que o Brit Milá é uma boa ideia! Como resultado, o argumento "o que dirão os outros povos?" nunca se aplicou a esta Mitzvá.
 
Devemos sempre ser honestos nos nossos relacionamentos para fazer Kidush Hashem. Devemos levar em consideração o que os outros pensam. Porém, não podemos cair na enganação do Satan. O que D'us nos comanda certamente é o melhor para nós. Por isso, o mais importante é sempre pensar: o que D'us pensa de nós?

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