quinta-feira, 21 de novembro de 2019

LENDO NAS ENTRELINHAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT CHAIEI SARÁ 5780


Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT CHAIEI SARÁ 5780:

São Paulo: 18h15                   Rio de Janeiro: 18h00 
Belo Horizonte: 17h57                  Jerusalém: 16h01
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DA PARASHAT CHAIEI SARÁ
BS"D

LENDO NAS ENTRELINHAS - PARASHAT CHAIEI SARÁ 5780 (22 de novembro de 2019)


"O Rabino Goldstein estava no meio de uma aula de Talmud com um grupo de jovens. Eles discutiam um caso interessante, sobre falsas testemunhas que foram desmascaradas pelo Tribunal Rabínico. No meio da discussão sobre uma das opiniões do Talmud, Roberto, um dos frequentadores da sinagoga, fez uma pergunta:
 
- Rabino, é verdade que os suicidas são enterrados de forma desonrosa, perto da parede do cemitério?
 
O rabino explicou a gravidade do ato de suicídio e alguns detalhes das leis envolvidas, mas algo o incomodou muito. A pergunta estava completamente fora de contexto! Ele entenderia a pergunta se o estudo fosse sobre morte ou sobre o valor da vida, mas qual era a conexão entre o suicídio e o assunto das falsas testemunhas?
 
Apesar de incomodado, o rabino continuou a aula normalmente. No final da aula, ele aproximou-se de Roberto e, de forma carinhosa, começou a perguntar qual era o motivo daquele questionamento totalmente fora de contexto. Roberto quis desconversar em um primeiro momento, dizendo que era apenas uma curiosidade sua, já que havia escutado sobre as duras leis que se aplicavam a um suicida e queria saber se era verdade. Porém, o rabino não se convenceu com a resposta e continuou insistindo. Após alguns minutos de conversa, tudo se esclareceu. Roberto estava passando por tantas dificuldades e sofrimentos que, infelizmente, estava determinado a terminar com a sua própria vida. Felizmente, aquele rabino, com sua sensibilidade especial, havia percebido a tempo que havia algo de errado. Com muitos conselhos importantes e a ajuda de outros membros da comunidade, Roberto se convenceu de que nenhum dos seus problemas era maior do que o valor da vida." (História real)
 
Precisamos desenvolver a sensibilidade necessária para "ler nas entrelinhas" e entender que as pessoas nos transmitem muito mais do que apenas as palavras que elas pronunciam. Somente com esta sensibilidade poderemos ajudar os outros no máximo nível de bondade.

 

A Parashat da semana passada, Vaierá, descreveu a "Akeidat Ytzchak", o último teste de Avraham, no qual ele demonstrou estar disposto a sacrificar seu próprio filho para cumprir a vontade de D'us. No último instante, um anjo impediu Avraham de sacrificá-lo, pois já havia sido suficiente a sua demonstração de lealdade. Naquele momento, Avraham começou a refletir. Se ele realmente tivesse sacrificado Yitzchak, que na época já tinha 37 anos, ele teria morrido sem deixar descendentes, o que quebraria toda a transmissão dos valores espirituais para as futuras gerações. Avraham decidiu então que era hora de Ytzchak se casar. D'us profeticamente informou a ele que seu irmão Nahor teve muitos descendentes e entre eles havia uma potencial esposa para Ytzchak.
 
É por isso que na Parashat desta semana, Chaiei Sara (literalmente "A vida de Sara"), Avraham enviou seu fiel servo, Eliezer, para procurar uma esposa adequada para seu filho. Avraham orientou Eliezer a procurar uma moça no local onde vivia sua família. Quando Eliezer chegou ao seu destino, ele rezou para que D'us o ajudasse a determinar quem deveria ser a esposa de Yitzchak. Eliezer pediu a D'us um "sinal", definindo os critérios de escolha da moça que seria encaminhada por D'us: "Será a moça a quem eu direi: 'Por favor, verta seu jarro para que eu beba', e ela responder: 'Beba, e eu também darei de beber aos seus camelos', esta será a moça designada para seu servo, para Yitzchak, e poderei saber, através dela, que Você fez bondade com meu senhor" (Bereshit 24:14). Porém, por que Eliezer fez a escolha através de "sinais Divinos"? Por que não fez a escolha de uma maneira mais objetiva, procurando uma moça que tivesse bons traços de caráter?
 
Os comentaristas da Torá explicam que Eliezer não sugeriu a D'us um sinal aleatório. Ele não pediu, por exemplo, uma mulher que estivesse com um vestido rosa de bolinhas verdes. Os sinais que ele pediu a D'us eram, ao mesmo tempo, uma forma de verificar se a futura matriarca do povo judeu tinha um senso de bondade altamente desenvolvido. Isto é possível perceber nos detalhes do pedido de Eliezer. Ele planejava pedir água apenas para si mesmo, mas esperava que a moça escolhida reagisse de uma maneira proativa e, por sua própria iniciativa, também oferecesse água aos seus numerosos camelos. O Rav Ovadia Sforno zt"l (Itália, 1475-1550) ressalta que Eliezer queria testar se ela iria além do que ele verbalmente havia expressado em seu pedido. Isto demonstraria que ela tinha a sensibilidade necessária para perceber que as suas verdadeiras necessidades eram muito maiores do que a água para beber que ele havia pedido. O sinal era, portanto, um teste de bondade em um nível mais elevado.

De maneira semelhante, o Rav Meir Leibush zt"l (Rússia, 1809 - 1879), mais conhecido como Malbim, ressalta que não bastava que Rivka fosse bondosa. Eliezer também queria que ela demonstrasse um profundo nível de sabedoria, que lhe permitisse atender melhor as necessidades dele. Ele foi muito preciso em seu pedido a Rivka. Ele pediu que ela lhe vertesse a água, ao invés de ele mesmo pegar o pote para beber. Mas o que isto demonstrava? Que traço de caráter Eliezer estava testando em Rivka?
 
Normalmente as pessoas se irritam quando alguém é "folgado", isto é, quando uma pessoa se acomoda e se aproveita da bondade dos outros, ao invés de se esforçar para conseguir o que precisa. Infelizmente muitas pessoas se recusam a ajudar mendigos na rua e os rechaçam com a expressão "Vai trabalhar, seu encostado". Por que é tão comum este tipo de reação? Pois não julgamos as pessoas de forma positiva. Não paramos para refletir que provavelmente aquela pessoa "encostada" nunca teve as mesmas condições que nós, nunca foi ensinada e estimulada a se esforçar e a vencer suas dificuldades. Provavelmente esta pessoa nunca teve estudo e nem recebeu condições de ter um trabalho digno. É justamente este sentimento de egoísmo, de julgar os outros de forma negativa, que impede tantas pessoas de fazerem bondade com aqueles menos favorecidos.
 
Era justamente este traço de caráter que Eliezer queria testar em Rivka. Ele esperava checar, ao pedir para uma moça frágil que ela o servisse, ao invés de ele mesmo se esforçar e se servir, se ela se irritaria com a sua suposta preguiça, ou se ela tentaria julgá-lo favoravelmente. Por exemplo, ela poderia imaginar que ele estava pedindo para que ela vertesse a água pois estava com alguma dor nas mãos, que o impedia de verter sozinho o jarro de água. Deste modo, se ela tivesse sensibilidade e sabedoria, ela perceberia que, se ele não tinha forças nem mesmo para segurar o jarro para si mesmo, certamente também seria incapaz de tirar água para todos os seus numerosos camelos. Se ela fosse uma moça que buscava fazer bondades completas, ela executaria a árdua tarefa de servir pessoalmente água aos camelos de Eliezer. Somente quando Rivka passou com sucesso nestes testes foi que Eliezer percebeu que havia encontrado uma esposa apropriada para Yitzchak. Alguém com um coração bondoso, que julgava as pessoas de forma positiva.
 
Não era suficiente Rivka ser apenas gentil. Eliezer buscava alguém que demonstrasse também sabedoria e sensibilidade, de forma que pudesse perceber as verdadeiras necessidades dos outros sem que fosse necessário pedir diretamente. Aprendemos daqui que, para fazermos bondade de maneira ideal, precisamos também de sabedoria. Isto não significa que a pessoa precisa ter um grau de inteligência extremamente alto, mas que ela precisa desenvolver uma sensibilidade com as pessoas ao seu redor, para que possa, desta maneira, perceber as necessidades dos outros e provê-las sem precisar ser abordado.
 
O Rav Yossef Dov Soloveitchik zt"l (Bielorrússia, 1820 - 1892), mais conhecido como Beis HaLevi, aprende um ensinamento semelhante de um versículo no final da Meguilat Ester. Ao exaltar os louvores de Mordechai como líder do povo judeu, a Meguilá nos diz que ele "procurava o bem para o seu povo" (Ester 10:3). Porém, o que há de especial em um líder fazer bondades, a ponto de a Meguilá querer ressaltar isto como algo especial em Mordechai? Não era óbvio? O Beis Halevi explica que Mordechai não apenas fazia bondades. Ele não esperava até as pessoas o procurarem e pedirem ajuda. Ao invés disso, ele se antecipava, procurava as pessoas e tentava perceber quais eram as suas reais necessidades e como ele poderia ajudar a cada uma delas.
 
Ao longo da vida, nos deparamos com muitas pessoas que precisam de ajuda, de todos os tipos. No entanto, muitas vezes elas têm vergonha de pedir ajuda explicitamente. Por isso, é muito importante nos esforçarmos para adquirir um comportamento semelhante ao de Rivka, isto é, a sensibilidade de perceber as necessidades dos outros antes deles precisarem pedir ajuda. Precisamos sempre olhar nas entrelinhas do que uma pessoa está nos pedindo ou nos contando. Por exemplo, uma pessoa certa vez estava vivendo em um nível de pobreza desesperador, porém, tinha vergonha de contar aos amigos e pedir ajuda. Como esta situação foi descoberta e a pessoa foi ajudada? Um amigo certa vez lhe emprestou 25 Shekalim, um valor muito baixo. Algumas semanas depois, eles casualmente se encontraram e a pessoa perguntou se ele poderia pagar a dívida. O rosto do devedor ficou branco, ele baixou os olhos e, com muita vergonha, disse que não tinha condições de pagar o empréstimo. Tal reação fez com que seu amigo percebesse que havia algo errado. Imediatamente ele começou a investigar e descobriu que seu amigo não tinha dinheiro suficiente nem para as necessidades mais básicas.
 
Às vezes, a expressão facial de uma pessoa ou um comentário casual podem indicar alguma necessidade. Está ao nosso alcance desenvolver uma sensibilidade maior, para "ler nas entrelinhas" e, assim, aumentar muito a nossa capacidade de fazer bondade ao próximo.
 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm@gmail.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

HUMILDADE E RESPEITO - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAIERÁ 5780

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT VAIERÁ 5780:

São Paulo: 18h10                   Rio de Janeiro: 17h56 
Belo Horizonte: 17h52                  Jerusalém: 16h04
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DA PARASHAT VAIERÁ
SHIUR COMPLETO DA PARASHAT VAIERÁ
BS"D

HUMILDADE E RESPEITO - PARASHAT VAIERÁ 5780 (13 de novembro de 2019)


Uma senhora simples, usando um vestido de algodão desbotado, e seu marido, trajando um terno velho, desceram do trem em Boston e dirigiram-se ao escritório do presidente da Universidade de Harvard. Eles vinham de Palo Alto, Califórnia, e não tinham marcado entrevista. A secretária achou que aqueles dois, com aparência de caipiras do interior, nada tinham a fazer em Harvard. Eles pediram para falar com o presidente.

- Ele vai estar ocupado o dia todo - respondeu rispidamente a secretária.

- Não tem problema, nós vamos esperar - responderam timidamente os dois.

A secretária os ignorou por horas, esperando que eles desistissem. Mas eles ficaram ali, e a secretária, um pouco frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazer isso.

- Se o senhor falar com eles alguns minutos, talvez resolvam ir embora - disse ela.

O presidente suspirou, mas concordou. Alguém da sua importância não tinha tempo para atender gente deste tipo. Ele detestava vestidos desbotados e ternos velhos em seu escritório. Com o rosto fechado, foi até o casal.

- Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano - começou a mulher, com humildade - Ele amava Harvard e foi muito feliz aqui. Porém, há um ano ele morreu em um acidente. Gostaríamos de fazer um monumento em honra dele em algum lugar do campus.

- Minha senhora - disse rudemente o presidente - não podemos construir uma estátua para cada pessoa que estudou em Harvard e morreu. Se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério!

- Oh, não - respondeu rapidamente a senhora - Não queremos fazer uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício a Harvard.

O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o terno velho do marido, e exclamou:

- Um edifício? Os senhores têm ideia quanto custa um edifício? Temos mais de sete milhões de dólares em prédios aqui em Harvard!

A senhora ficou em silêncio por um momento, e então disse ao marido:

- Se é só isso que custa para fundar uma universidade, por que não abrimos a nossa própria?

O marido concordou. O casal Stanford agradeceu, levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso. De volta a Palo Alto, eles criaram ali a Universidade de Stanford, em homenagem ao seu filho, ex-aluno da Harvard.

A Parashat desta semana, Vaierá (literalmente "E viu"), começa com a história do encontro de Avraham com três anjos disfarçados de simples beduínos. Avraham estava com muita dor, no terceiro dia após seu Brit Milá, mas não poupou esforços para receber bem os beduínos e tratá-los como se fossem reis. Esta história é imediatamente seguida da ida dos anjos para a cidade de Sdom e a posterior destruição da cidade.

Explica o Rav Yaakov Kamenetsky zt"l que a Torá juntou estes dois incidentes pois ambos trazem uma grande ênfase na Mitzvá de "Hachnassat Orchim" (receber convidados). A história de Avraham beira a perfeição no cumprimento da Mitzvá de Hachnassat Orchim, em todos os detalhes. Avraham colocou em risco sua saúde e não poupou esforços para fazer com que seus convidados se sentissem completamente à vontade. Sdom representa justamente o contrário, a aversão completa pela Mitzvá de Hachnassat Orchim. Em Sdom, as pessoas eram torturadas caso ajudassem os pobres e necessitados. A vida de Lót, sobrinho de Avraham, foi ameaçada pelo povo de Sdom porque ele se atreveu a fornecer alimento e abrigo para visitantes.

Há outra lição neste contraste entre os atos de Avraham e os atos dos habitantes de Sdom. Após os anjos terem visitado Avraham, D'us revelou a ele Seus planos de destruir Sdom. Avraham reagiu com misericórdia em relação àqueles habitantes, apesar deles serem totalmente Reshaim (malvados). Avraham falou com D'us em um tom tão forte que, inicialmente, implorou para que Ele não ficasse bravo. Avraham insistiu várias vezes com D'us, tentando salvar a cidade inteira. Já Sdom cultuava o descaso pelo próximo e o total desinteresse pelas necessidades dos outros.

Mas há um aspecto ainda mais incrível no comportamento "Bein Adam Lechaveiro" (entre a pessoa e seu companheiro) de Avraham. Normalmente, quando uma pessoa se destaca em uma área ou em um traço de caráter, ela fica particularmente sensível e, portanto, mais rigorosa com o comportamento das outras pessoas nesta mesma área. Consequentemente, ela tende a julgar os outros com severidade por suas falhas nesta área. Por exemplo, alguém que é extremamente rigoroso em não conversar na Tefilá dificilmente tolera as conversas das pessoas que não se importam. Porém, apesar da grandeza de Avraham em Hachnassat Orchim e o comportamento oposto de Sdom nesta área, Avraham implorou para que D'us tratasse Sdom com misericórdia. Isso mostra que Avraham não foi vencido pelo Yetser Hará de ser mais rigoroso no julgamento dos outros nas áreas nas quais nos sobressaímos. Apesar do enorme abismo que havia entre seus atos de bondade e os detestáveis atos de Sdom, Avraham demonstrou uma grande preocupação pelo bem-estar deles.

Não é fácil olhar favoravelmente as fraquezas dos outros nas áreas nas quais nos destacamos. Quando uma pessoa se destaca em uma área, é difícil para ela entender como outras pessoas podem ser menos cuidadosas. Por exemplo, se uma pessoa é pontual, ela acha difícil compreender como as pessoas podem chegar atrasadas constantemente em seus compromissos. É muito claro para ela que se atrasar demonstra falta de consideração com o tempo dos outros. Como desenvolver um comportamento compreensivo como o de Avraham?

A solução está em outra característica na qual Avraham se destacou: a humildade. Em sua discussão com D'us, ele afirmou: "Eu sou apenas pó e cinzas" (Bereshit 18:27). Quando a pessoa tem humildade, ela aprende a reconhecer que todos têm forças diferentes e que pode haver áreas nas quais ela é mais fraca do que os outros. Além disso, a pessoa deve sempre se lembrar do incrível ensinamento do nosso sábio Hilel: "Não julgue seu companheiro até que você esteja no lugar dele" (Pirkei Avót 2:4). Os traços de caráter de cada pessoa são baseados em suas circunstâncias únicas de vida. Nunca podemos julgar com precisão outras pessoas, pois não sabemos como nos comportaríamos se estivéssemos na situação delas. Ao internalizar este ensinamento, reconheceremos que cada um tem seu próprio conjunto de forças e fraquezas, com base em vários fatores e, portanto, é errado ficar irritado com as fraquezas dos outros nas áreas em que somos fortes.

Encontramos outro exemplo da grandeza de Avraham na interação com pessoas que estavam em um nível mais baixo do que ele. A Torá se alonga muito ao descrever a refeição suntuosa que Avraham preparou aos seus visitantes, mesmo tratando-se de simples beduínos. O Rav Yissachar Frand ressalta que Avraham, em seu nível espiritual gigantesco, não era mais dependente dos prazeres materiais. Ele certamente tinha pouco interesse em se entregar aos prazeres da comida. No entanto, ele não impôs seu próprio nível de "separação do mundo físico" aos seus convidados. Por isso, não poupou esforços para oferecer a eles uma refeição luxuosa.

Não precisamos voltar aos tempos de Avraham para encontrar gigantes espirituais que estavam em níveis elevados e, ao mesmo tempo, sabiam respeitar cada pessoa em seu próprio nível espiritual. Na geladeira do Rav Moshe Feinstein zt"l (Lituânia, 1895 - EUA, 1986) havia vários temperos e molhos. Embora o Rav Moshé Feinstein não dava grande importância aos prazeres gastronômicos, por viver em um nível espiritual mais elevado, no qual tais prazeres eram insignificantes, ele não exigia isto das outras pessoas.

Muitas vezes as pessoas acabam impondo aos outros seus próprios padrões de maneira negativa. Por exemplo, uma pessoa que é muito organizada, obviamente uma boa característica, provavelmente entrará em situações nas quais precisará compartilhar acomodações com outras pessoas, como um cônjuge, filhos ou um companheiro de quarto. Mas nem todas pessoas se esforçam para alcançar o mesmo nível de limpeza e organização do ambiente. Neste cenário, a pessoa organizada pode ficar frustrada e exigir que a outra organize a casa de acordo com seus próprios padrões elevados. Este é um exemplo de imposição da forma de fazer as coisas, e se torna uma maneira injusta de lidar com as pessoas. O correto é que a pessoa excessivamente arrumada aceite que outras pessoas não conseguem manter a casa organizada na mesma medida que ela. Se a pessoa organizada descobrir que não pode funcionar adequadamente em tal situação, deve encarregar-se de pessoalmente manter a organização do lar em seus altos padrões, e não exigir isto dos outros.

A Torá se alonga ao descrever a grande bondade de Avraham. Porém, uma de suas maiores qualidades foi justamente a humildade, que transparecia em seus incríveis atos "Bein Adam Lechaveiró". Apesar de ser um gigante, ele nunca impôs seus próprios altos padrões a outras pessoas e não os tratou de maneira rigorosa. Pois Avraham sabia que não é um objetivo correto nos tornarmos grandes aos olhos de D'us, mas desagradáveis aos olhos das pessoas.
 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

PRISIONEIROS DO MUNDO MATERIAL - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT LECH LECHÁ 5780

BS"D
O E-mail desta semana é dedicado à elevação da alma de:

DANIEL BEN HANA BITON Z"L
REINA BAT MESSODA Z"L

Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail 
efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT LECH LECHÁ 5780:

São Paulo: 18h04                   Rio de Janeiro: 17h50 
Belo Horizonte: 17h48                  Jerusalém: 16h09
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DA PARASHAT LECH LECHÁ

PRISIONEIROS DO MUNDO MATERIAL - PARASHAT LECH LECHÁ 5780 (08 de novembro de 2019)

 
"Alfredo era um mendigo que vivia dos trocados que recebia na rua. Certa vez, ele foi tentar pedir dinheiro para Eduardo, o homem mais rico da cidade, mas que era conhecido por ser muito pão duro. Eduardo estava sentado à mesa, fazendo anotações em seu livro de contabilidade, quando Alfredo chegou.
 
- Não posso lhe atender agora - disse rispidamente Eduardo - estou muito ocupado, contando a minha fortuna.
 
Alfredo gostou da ideia. Ele tirou do bolso tudo o que tinha e começou a contar seus trocados. Eduardo percebeu o que estava acontecendo e começou a rir. Ele não aguentou e, de forma sarcástica, comentou:
 
- Estou vendo que você está tentando me imitar. Porém, parece que há uma grande diferença entre nós. Enquanto eu conto milhões, você conta centavos. Por que você não calcula a diferença que há entre nós?
 
- Já fiz esta conta - disse corajosamente Alfredo - Consultei um especialista e cheguei à conclusão que não estamos tão distantes assim um do outro. A diferença são alguns poucos milhares de reais.
 
Ao perceber a expressão de espanto e curiosidade no rosto de Eduardo, o mendigo explicou:
 
- Verifiquei com o coveiro da cidade. Ele me disse que existem dois tipos de enterro. Existem cerimônias mais simples, para os pobres, e cerimônias mais chiques, para os ricos. A diferença verdadeira entre nós não passa de vinte mil reais. Pois, depois do enterro, nenhum dinheiro vai nos diferenciar..."
 
Não podemos deixar que nossas posses nos controlem e nos façam achar que somos melhores que os outros. Pois desta vida não se leva nada, a não ser as Mitzvót e as boas ações que realizamos.

Nesta semana lemos a Parashat Lech Lechá (Literalmente "Vá, por você"), que descreve alguns testes aos quais Avraham foi submetido. Ele tornou-se um dos pilares do mundo ao passar por cada teste, e foi o responsável por difundir o conceito de um D'us único. Avraham é o modelo de perseverança e luta, nos ensinando que, mesmo se o mundo inteiro vai contra a verdade, não devemos desistir de fazer o que é correto.
 
O primeiro teste pelo qual Avraham passou está apenas indicado no final da Parashat da semana passada, Noach. Avraham esteve disposto a entregar sua própria vida pela honra de D'us, enquanto ainda vivia em Ur Kassdim. O rei da época, Nimrod, tentou convencer Avraham a voltar para as idolatrias, inicialmente com argumentos "lógicos", que foram facilmente refutados por Avraham, e depois com ameaças. Avraham estava disposto a ser atirado em uma fornalha para não abrir mão de sua Emuná, e foi salvo de forma milagrosa. Este grande milagre espalhou-se pelo mundo inteiro, mas o impacto não foi tão grande, pois muitas pessoas duvidaram da veracidade daquela história, achando que tratava-se apenas de "Fake News", algo inventado.
 
A Parashat desta semana traz outro difícil teste de Avraham. Em sua época ocorreu a primeira "Guerra Mundial", a guerra da coligação dos 4 reis contra a coligação dos 5 reis. Os 4 reis eram extremamente poderosos e conseguiram vencer os 5 reis. Os derrotados tiveram seus bens saqueados e foram levados como cativos. Entre os 5 povos derrotados estavam Sdom e Amorá, e entre os cativos estava Lót, o sobrinho de Avraham. Quando Avraham foi avisado que Lót havia sido sequestrado, ele arriscou a vida para salvá-lo, lutando contra a coligação dos 4 reis e vencendo milagrosamente.
 
Outro grande milagre ocorreu após a vitória de Avraham. Os reis de Sdom e Amorá, ao serem derrotados pelos 4 reis, conseguiram fugir do campo de batalha. Porém, na região na qual a luta aconteceu, haviam vários poços de lama. Em sua fuga, os reis de Sdom e Amorá caíram em poços de lama e deveriam ter morrido, pois quanto mais a pessoa se debate, mais ela afunda, até morrer sufocada. Porém, um grande milagre aconteceu e eles foram salvos. Este milagre foi, na verdade, um reforço do milagre que havia acontecido com Avraham. Quando as pessoas souberam que os reis de Sdom e Amorá haviam milagrosamente se salvado dos poços de lama, então também acreditaram que Avraham havia sido milagrosamente salvo da fornalha. O Ramban (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) explica que o milagre aconteceu justamente no momento em que Avraham passou ao lado dos poços de lama, demonstrando a todos que o milagre havia ocorrido pelo seu mérito. O Midrash conta que houve um grande despertar na humanidade e todos os povos juraram que, a partir daquele momento, nunca mais voltariam para as idolatrias.
 
A própria guerra de Avraham contra os 4 reis trouxe um despertar para a humanidade, pois as pessoas viram com seus próprios olhos os enormes milagres que ocorreram. Avraham venceu a guerra com um pequeno exército de 318 homens, pessoas sem nenhum tipo de treinamento militar. A guerra era contra as maiores potências militares da época, com reis muito poderosos que, no caminho para a batalha, foram destruindo todos os povos que encontravam. Rashi (França, 1040 - 1105) explica que o coração de todos os que viam a força daqueles 4 reis se derretia de medo e o pânico tomava conta deles. Se nem mesmo a coligação dos 5 reis pôde derrotá-los, como Avraham conseguiu fazê-lo, acompanhado apenas de um pequeno exército? As pessoas entenderam o tamanho do milagre que havia ocorrido. O Talmud (Taanit 21a) descreve detalhes dos milagres daquela guerra. Por exemplo, quando Avraham atirava areia sobre seus inimigos, os grãos transformavam-se em espadas, e quando ele atirava palha, ela transformava-se em flechas.
 
Portanto, todos aqueles povos que foram salvos por Avraham, em especial os reis de Sdom e Amorá, que vivenciaram um milagre pessoal, certamente enxergaram a mão de D'us. O reconhecimento foi tão grande que eles enviaram Shem, o filho de Noach, que na época era chamado de Malkitzedek, para abencoá-lo. Além disso, o Midrash afirma que um enorme trono foi erguido para coroar Avraham como o rei da humanidade.
 
Porém, há algo que chama muito a nossa atenção. Na Parashat lida na próxima semana, Vaierá, a Torá descreve a destruição completa das cidades de Sdom e Amorá. A Torá explica que eles mereceram este decreto por terem se corrompido completamente e por terem feito atos de muita crueldade. Mas se os reis e os habitantes de Sdom e Amorá haviam presenciado tantos milagres abertos e haviam reconhecido a força e a bondade de D'us, como puderam fazer tantas transgressões, a ponto de perderem o mérito de existir sobre a face da terra? Eles haviam testemunhado que existe um Dono do mundo, que existe o conceito de recompensa pelos bons atos e castigo pelos mais atos, então o que não estava claro para eles?
 
Responde o Rav Eliahu Lopian zt"l (Polônia, 1876 - Israel, 1970) que o ser humano se acostuma a viver de acordo com seus traços de caráter e seus desejos. O natural é não lutarmos contra nossas vontades e instintos, nem tentarmos dominar nossas más inclinações. Mesmo quando uma pessoa tem claridade de algo, ou até mesmo quando uma pessoa presencia um milagre, quando surge um desejo em seu coração, ela corre atrás dele. Mesmo quando o intelecto diz que sua atitude a levará a um fim ruim e amargo, os desejos vencem e a pessoa segue seu instinto. Foi isto o que ocorreu com os habitantes de Sdom e Amorá, cujas transgressões causaram seu extermínio. Eles eram movidos pelos desejos e pela busca de preenchimentos materiais. E, por serem guiados pelos seus desejos, de nada adiantou o intelecto e o reconhecimento da verdade. Eles não esqueceram da verdade, somente não encontram forças para vencer seus instintos, a ponto de ser afundarem e cometerem as piores transgressões.
 
Já Avraham seguiu o caminho contrário. Ele reconheceu o Criador, não por profecia ou inspiração Divina, e sim através de uma análise intelectual profunda, que o levou a colocar sua Emuná em D'us. Avraham se compara a uma pessoa que, passando por um palácio com várias luzes acesas, diz: "Será que é possível este palácio funcionar sem alguém estar controlando?" O dono do palácio, ao escutar que alguém o procurava, sai e se apresenta, dizendo "eu sou o dono do palácio". Da mesma maneira, Avraham percebeu a harmonia e a perfeição do mundo, e por isso começou a questionar: "É possível que este mundo não tenha alguém que o conduza?". D'us, vendo que alguém O procurava, apresentou-se para Avraham e disse: "Eu sou o Dono deste mundo". Avraham chegou a este entendimento com esforço e reflexão. Foi com o máximo do seu potencial intelectual que Avraham entendeu que todos os atos de D'us são apenas por bondade. Por observar que D'us era bondoso e misericordioso, Avraham entendeu que ele deveria andar nos mesmos caminhos e também fazer bondade aos outros. E não há bondade maior do que mostrar aos outros o caminho da verdade.
 
Avraham andou por muito tempo neste caminho baseado apenas em seu intelecto, até que o rei Nimrod quis atirá-lo em uma fornalha. Avraham estava disposto a morrer pela honra de D'us. Foi neste momento que o "Dono do mundo" se revelou a ele, isto é, a partir do momento em que Avraham esteve disposto a dar a sua própria vida, a Presença de D'us repousou sobre ele e Avraham tornou-se um profeta.
 
Esta foi a diferença entre Avraham e a população de Sdom. Ele alcançou o sucesso espiritual pois não teve preguiça e não se satisfez com um simples entendimento de D'us, apenas para "sair da obrigação". Ao contrário, ele transformou seu intelecto e sua sabedoria em atitudes. Avraham conseguiu conectar seu intelecto ao seu coração. Seu entendimento conseguiu fazer com que ele anulasse suas más inclinações e se tornasse um dos pilares do mundo. Este é o nosso trabalho, fazer com que o intelecto vença os instintos. Podemos utilizar o mundo material, mas não como algo que nos escraviza e nos faz esquecer até mesmo milagres abertos, e sim como uma maneira de reconhecer e contemplar o Criador. Milagres são bons, mas nosso intelecto é melhor.
 

SHABAT SHALOM
 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp