sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM MAIL - PARASHÁ VAIESHEV E CHÁNUKA 5772

BS"D

 

ORGULHO DE SER JUDEU - PARASHÁ VAIESHEV E CHÁNUKA 5772 (16 de dezembro de 2011)

 

"Nos Estados Unidos, há cerca de 60 anos, um grupo de rapazes judeus com idade de Bar-Mitzvá deixou de frequentar o colégio judaico da cidade. Um dos diretores da escola, preocupado com o futuro judaico daqueles rapazes, levou-os para conversar com um dos grandes rabinos da cidade. O rabino perguntou aos garotos por que eles haviam decidido abandonar os estudos em um colégio judaico, onde poderiam aprender muitos ensinamentos de Torá e aprimorar o cumprimento das Mitzvót. O primeiro garoto respondeu:

 

- Sabe, rabino, todos os garotos do meu bairro deixaram de frequentar a escola judaica. Por isso resolvi deixar de frequentar também.

 

O segundo rapaz, quando questionado, deu exatamente a mesma resposta. Como todos os seus amigos e conhecidos haviam deixado de frequentar a escola judaica, ele também decidiu parar.

 

O rabino, vendo que este era o argumento utilizado por todos os rapazes, fez outra pergunta:

 

- Gostaria de saber quem são os heróis judeus favoritos de vocês.

 

Um deles respondeu que era Avraham Avinu. Outro respondeu que era Noach (Noé). Então, olhando de forma carinhosa para os garotos, o rabino explicou:

 

- Vocês sabem que se Noach também tivesse seguido os meninos do seu bairro, provavelmente o mundo não existiria. E se Avraham tivesse seguido os meninos do seu bairro, o povo judeu não existiria. Portanto, não tomem uma decisão por causa dos meninos do bairro. Pode fazer muita diferença no futuro"

 

Às vezes, para seguir a maioria e nos sentir parte de um grupo, nos afastamos do judaísmo. Isto se chama assimilação, uma ameaça muito maior do que os nossos inimigos. Pois um inimigo pode nos tirar a vida neste mundo, mas a assimilação pode nos tirar a vida no Mundo Vindouro.

 

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Na próxima terça feira de noite, no dia 25 do mês de Kislev, acenderemos a primeira vela de Chánuka, revivendo o período de grandes milagres que salvaram os judeus, um povo pequeno e destreinado, das mãos dos gregos, o maior império da época. Não apenas relembramos a vitória na batalha, mas principalmente o grande amor de D'us pelo povo judeu, demonstrado através do milagre do óleo, que deveria durar apenas um dia mas durou oito. É interessante observar que a festa de Chánuka sempre coincide com a Parashá desta semana, Vaieshev. Qual a conexão entre as duas?


A Parashá Vaieshev nos conta a história de Yossef, filho de Yaacov, com seus vários altos e baixos. Ele foi vendido pelos próprios irmãos como escravo e foi comprado por Potifar, um dos ministros do faraó, mas virou a mesa e acabou tornando-se o chefe da casa de Potifar. Quando achou que tudo estava bem, foi falsamente acusado de ter atacado a esposa de Potifar e passou 12 anos na prisão. E quando tudo parecia perdido, foi repentinamente libertado e tornou-se, do dia para a noite, o vice-rei do Egito, o segundo homem mais poderoso do império egípcio.


Mas há algo difícil de ser entendido na história de Yossef. Diferentemente de Avraham e Ytzchak, que tiveram Ishmael e Essav, filhos Reshaim (malvados), Yaacov teve todos os filhos Tzadikim (Justos). Então como podemos entender a venda de Yossef? Como pessoas em um elevado nível espiritual puderam fazer algo tão grave contra seu próprio irmão?


Explicam os nossos sábios que todos os filhos de Yaacov eram realmente Tzadikim. Eles fizeram um julgamento para decidir qual castigo aplicar a Yossef. Mas por que um julgamento, qual havia sido o crime de Yossef? Ele começou a contar aos irmãos seus sonhos, nos quais ele estava no centro e todos se curvavam para ele. Os irmãos entenderam que Yossef estava planejando usurpar a posição de primogenitura de Reuven e se tornar, à força, o líder dos irmãos. O julgamento foi, portanto, por motivos válidos. Porém, o que eles não perceberam foi que a inveja que sentiam de Yossef fez com que fossem tendenciosos no julgamento. Este erro levou os irmãos a decidirem que Yossef merecia a pena de morte.


Reuven, o irmão mais velho, sugeriu jogá-lo em um poço, com o argumento de que não valia a pena derramar o sangue do próprio irmão. Na verdade sua intenção era salvá-lo mais tarde, quando todos tivessem ido embora. Os irmãos concordaram e Yossef foi atirado em um poço. Mas a idéia de Reuven não funcionou, pois ele teve que se ausentar por algum tempo e, enquanto estava fora, uma caravana de Ishmaelim passou por ali. Yehuda teve a idéia de tirar Yossef do poço e vendê-lo como escravo aos Ishmaelim, e assim foi feito. Quando Reuven voltou, Yossef já havia sido vendido.


O versículo que descreve o momento em que Yossef foi atirado no poço é muito interessante, pois assim está escrito: "E o poço estava vazio, não tinha água nele" (Bereshit 37:24). A Torá foi escrita de maneira muito concisa, até mesmo uma letra a mais contém muitos ensinamentos. Portanto, se já estava escrito que o poço estava vazio, era necessário dizer que não tinha água nele? Não era óbvio?


Explica Rashi, comentarista da Torá, que realmente água não havia no poço, mas ele não estava completamente vazio, pois estava repleto de cobras e escorpiões. O que este versículo está nos ensinando? Que, diferentemente do que os irmãos imaginavam, Yossef não era um Rashá (malvado) que queria roubar a primogenitura. A prova disso é que, apesar de ter sido atirado em um poço cheio de cobras e escorpiões, nada de mal aconteceu com ele, pois D'us o protegeu. Se os irmãos tivessem visto o milagre aberto que D'us havia feito, certamente entenderiam que haviam se equivocado em seu julgamento.


Mas existe um ensinamento mais profundo neste versículo. Em muitas fontes judaicas a Torá se assemelha à água. Por exemplo, da mesma forma que a água se acumula apenas nos lugares mais baixos, assim também a Torá se acumula apenas nas pessoas que são realmente humildes. Da mesma maneira que sem água não há vida no mundo material, sem a Torá não há vida no mundo espiritual. Portanto, quando o versículo diz que o poço estava vazio e não tinha água, está profetizando algo que se repetiu durante toda nossa história, em todas as épocas e lugares: no momento em que o povo judeu abandonou os ensinamentos e os caminhos da Torá, escolhendo o caminho da assimilação, não ficamos apenas vazios. Nestes momentos surgiram cobras e escorpiões, isto é, tragédias ocorreram ao povo judeu. Em todas as épocas em que abandonamos nossa identidade e quisemos seguir os costumes dos outros povos, o anti-semitismo despertou com força assustadora. Não por coincidência, as piores perseguições ocorreram nas épocas em que o povo judeu perdeu sua identidade e abandonou sua individualidade.


Foi exatamente isto que ocorreu durante o exílio grego. Apesar dos judeus estarem cumprindo as Mitzvót da Torá naquele momento, eles faziam apenas de maneira mecânica, sem alegria e sem intenção. A prova disso é que muitos judeus aceitaram facilmente as idéias "inovadoras" dos gregos, como o culto ao materialismo, onde se dava mais importância ao corpo do que à alma, conceito eternizado através da expressão "Carpe Diem" (aproveite o dia), isto é, aproveite ao máximo o mundo material, sem nenhum questionamento ou culpa. Pelo fato dos judeus terem enfraquecido sua espiritualidade, então D'us permitiu a invasão dos gregos, seguida de decretos proibindo as Mitzvót e as primeiras ameaças de extermínio.

O povo judeu entendeu a mensagem espiritual e se arrependeu. Com a energia renovada, eles se levantaram contra o exército grego. Apesar de saber que seria uma luta humanamente impossível de ser vencida, por causa da esmagadora superioridade grega, eles acreditaram na proteção Divina e venceram, expulsando os gregos e retomando o serviço espiritual do Beit-Hamikdash (Templo Sagrado). A luz havia vencido a escuridão.

 

A assimilação não terminou com o fim dos gregos, ao contrário, a vitória foi apenas uma batalha vencida, mas a guerra continua. Muitas vezes esquecemos o tesouro que temos nas mãos e nos assimilamos, procurando respostas fora do judaísmo. Abandonamos ensinamentos milenares, que trouxeram luz para o mundo, apenas para não nos sentirmos diferentes. Por isto Chánuka é uma festa tão importante, pois a luta contra a assimilação continua em cada geração. A cada vela de Chánuka que acendemos, contribuímos para transformar a escuridão em luz. Os ensinamentos da Torá são eternos, temos que sentir orgulho da oportunidade de trazer um pouco mais de luz ao mundo. O problema, portanto, não são nossos inimigos anti-semitas, é a nossa apatia.

 

Que as luzes de Chánuka possam iluminar nossos corações e nos ajudar a voltar aos caminhos corretos, que nos levam ao nosso crescimento espiritual verdadeiro.


SHABAT SHALOM e CHÁNUKA SAMEACH

 

R' Efraim Birbojm

 

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HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
São Paulo: 19h31  Rio de Janeiro: 19h14  Belo Horizonte: 19h13  Jerusalém: 15h57

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAISHLACH 5772

BS"D

 

PREOCUPAÇÕES DESNECESSÁRIAS - PARASHÁ VAISHLACH 5772 (09 de dezembro de 2011)

 

"Um rei Saudita conseguiu três prisioneiros de guerra: um americano, um inglês e um judeu israelense. Eles foram chamados diante do rei e informados de que receberiam uma difícil missão. Se eles conseguissem cumpri-la com sucesso seriam imediatamente libertados, mas se não conseguissem, seriam mortos. E qual era a difícil missão? O rei Saudita tinha um cachorro muito esperto, que entendia tudo o que seu dono falava. Mas o cachorro não sabia falar. E esta era a missão proposta pelo rei Saudita: fazer o seu querido cão falar.

 

O americano, ao escutar o estranho pedido do rei Saudita, deu risada e disse:

 

- Mas que tolice, todos sabem que cachorros não falam, isto é impossível!

 

Mal terminou de falar e os guardas reais atiraram, matando o prisioneiro.

 

O inglês, assustado, não foi tão direto. Hesitou um pouco e finalmente disse:

 

- Eu já vivi muito, já escutei de tudo. É possível fazer um papagaio falar, uma arara também pode aprender a falar, mas na minha vida inteira eu nunca escutei que é possível fazer um cachorro falar!

 

Também mal terminou de falar e recebeu tiros dos guardas reais, caindo morto.

 

Então o judeu israelense, o único prisioneiro restante, aproximou-se do rei Saudita e disse:

 

- Sem problemas, majestade, eu posso fazer seu cachorro falar. Porém, para isso eu preciso de um ano inteiro de intensos treinamentos.

 

O rei Saudita concordou e, juntando seus guardas, partiu dali com a promessa de voltar dentro de um ano para cobrar os resultados prometidos.

 

O treinador do cachorro, que havia escutado toda a conversa, balançou a cabeça e disse ao judeu:

 

- Escute, amigo, eu treino cachorros de todas as raças há mais de 40 anos e nunca escutei falar que é possível fazer um cachorro falar. O que você pretende fazer?

 

O judeu israelense calmamente respondeu:

 

- Por que você está tão preocupado agora? Eu tenho um ano inteiro pela frente. Neste ano o rei pode morrer, o cachorro pode morrer, até mesmo eu posso morrer. Então por que se preocupar?"

 

Em nossas vidas nos preocupamos e sofremos por antecipação. Muitos dos nossos problemas existem apenas na nossa cabeça. Se confiarmos mais em D'us e nos dedicarmos aos problemas que realmente existem, podemos evitar muita dor de cabeça desnecessária.

 

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Um dos assuntos mais delicados para o ser humano é o equilíbrio entre a necessidade de se esforçar para obter resultados na vida e a "Bitachon", a segurança e a certeza de que é D'us que faz tudo acontecer. Por um lado não podemos ficar sentados esperando um milagre acontecer, temos que fazer a nossa parte. Por outro lado não podemos nos esforçar mais do que o necessário ou nos desesperar com o que acontecerá no futuro, pois isto é uma demonstração de falta de Bitachon. Em cada situação precisamos encontrar o equilíbrio perfeito, e isto é algo difícil de ser conseguido.

 

Um exemplo da dificuldade de alcançar este equilíbrio está na Parashá desta semana, Vaishlach, na qual Yaacov iniciou a viagem de volta para casa, depois de 36 anos ausente. Ele havia fugido para a cidade de Haran, onde vivia seu tio Lavan, para escapar da fúria de seu irmão Essav, que queria matá-lo por causa da Brachá (Benção) de primogenitura. Para saber como estava a situação depois de tanto tempo, Yaacov enviou anjos com a seguinte mensagem de reconciliação para Essav: "Eu estou completo com você e desejo seu amor". Mas os anjos voltaram com más notícias, informando que Essav vinha em sua direção, com um exército de 400 homens. Yaacov se estressou com as notícias e preparou-se para o iminente confronto. No final não houve guerra e os irmãos se abraçaram no reencontro.

 

Mas uma grande pergunta surge sobre este episódio. Será que Yaacov agiu corretamente ao enviar os anjos? À primeira vista parece que sim. Yaacov conhecia a índole de seu irmão, sabia que ainda era grande o perigo de um confronto e a possibilidade de Essav querer matá-lo. Portanto, nada mais natural do que, ao voltar para casa, enviar emissários para buscar a paz com seu irmão.

 

Mas há um interessante Midrash (parte da Torá Oral) que mostra o quanto este assunto é difícil. O Midrash afirma que o ato de Yaacov ter mandado os anjos foi um erro. O Midrash ilustra com um provérbio de Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Como aquele que agarra pelas orelhas um cachorro que passa, assim é aquele que se intromete em uma briga que não é sua" (Mishlei 26:17). O Midrash ainda compara o ato de Yaacov a um homem que, ao passar por uma região perigosa, vê um ladrão dormindo e o desperta para que ele tome cuidado com os malfeitores da região. O ladrão então acorda, começa a bater nele e diz "Não apenas o mal foi despertado, mas foi você quem o despertou".

 

Deste Midrash ficam duas perguntas. Havia uma briga real entre Yaacov e Essav, a ponto de Yaacov ter que fugir para salvar sua vida. Então por que o Midrash diz que Yaacov se intrometeu em uma briga que não era dele? Além disso, Essav era um Rashá (malvado), pronto para fazer mal a qualquer momento. Por que a comparação de Essav com um ladrão dormindo?

 

Explica o Rav Chaim Shmulevitz zt"l que daqui aprendemos um dos mais importantes fundamentos espirituais. Todo momento que um sofrimento ou uma dificuldade ainda não atingiram efetivamente uma pessoa, ainda devem ser considerados como "uma briga que não é sua". Mesmo que exista uma chance de alguma dificuldade acontecer, mesmo uma chance considerável, ainda assim está no nível de "um ladrão que está dormindo". Portanto, qualquer ato para afastar esta dificuldade que ainda não chegou pode ser uma demonstração de falta de Bitachon e, portanto, pode se transformar em uma complicação.

 

Qual é a prova que Yaacov, em seu gigantesco nível espiritual, cometeu um pequeno erro em seus cálculos? Explica o Midrash que Yaacov, com seu esforço onde não era necessário, acabou trazendo para si um perigo que não existia. O Midrash diz que Essav originalmente não vinha ao encontro de Essav. Ele estava apenas andando em seu caminho, cuidando de seus negócios. Mas ao enviar os anjos, Yaacov segurou pelas orelhas o cachorro que estava adormecido, despertando Essav e fazendo-o decidir ir ao seu encontro, acompanhado de 400 homens. A pequena falha de Bitachon de Yaacov causou o verdadeiro perigo. A preocupação desnecessária não apenas foi algo negativo, mas também transformou em real um perigo que era apenas teórico.

 

Muitas vezes vemos ensinamentos interessantes na Torá e não percebemos o quanto eles podem influenciar nossas vidas. O que devemos aprender deste episódio para o nosso cotidiano? Que muitos dos sofrimentos e preocupações que temos na vida são completamente desnecessários, sofremos por antecipação sem nenhuma necessidade. Por exemplo, no nascimento dos nossos filhos já começamos a nos preocupar. Com quem eles vão casar? Como conseguiremos o dinheiro para pagar o casamento? Como eles terão seu sustento? Nos torturamos com muitas dúvidas que, na verdade, estão muito distantes e são completamente desnecessárias neste momento. O que acontecerá em 1 ano? E em 10 anos? Por que nos preocupamos tanto com dúvidas sobre o futuro, se sabemos que D'us pode mudar tudo de um instante para o outro? Por causa de nossa falta de Bitachon.

 

A falta de Bitachon não acontece apenas em grandes decisões na vida, mas também nos pequenos detalhes do cotidiano. Temos que prestar atenção o quanto a falta de Bitachon nos atrapalha e nos causa problemas desnecessários. Por exemplo, quando temos que ir a um lugar que não conhecemos, já começamos a nos preocupar antes mesmo de sair de casa. E se eu não encontrar lugar para estacionar? E se eu não encontrar a rua? E se eu não souber voltar? Dúvidas que nos trazem angústia e sofrimentos desnecessários.

 

Viver com Bitachon não significa viver de maneira irresponsável, sem planejamento. Temos que fazer planos e plantar para poder colher no futuro. Mas não devemos sofrer com a ansiedade de como será o futuro, pois isto é falta de Bitachon. Temos que tratar dos problemas reais, não daqueles imaginários, que nos assombram. Se você vai a um lugar novo, leve um mapa ou um GPS. Se informe se há estacionamentos na redondeza. Faça sua parte. Mas sem nunca esquecer que D'us pode facilmente fazer aparecer uma vaga para o nosso carro quando necessitamos. Não precisamos sofrer por causa disso. É melhor guardar nossa energia para tratar dos problemas reais, não dos imaginários.

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ VAIETSE 5772

BS"D

 

COMENDO COM A CABEÇA E NÃO COM A BARRIGA - PARASHÁ VAIETSE 5772 (02 de dezembro de 2011)

 

"O Sr. Fridberg estava viajando para uma importante reunião de negócios e teve que passar o Shabat no meio do caminho, em uma pequena comunidade da Europa. Como chegou em cima da hora, não teve muito tempo de se preparar para o Shabat e acabou escolhendo um terno e uma gravata muito simples. Quando chegou à sinagoga, foi completamente ignorado. Ninguém lhe ofereceu um lugar para sentar, não foi chamado para a leitura da Torá e nem mesmo para comer o Tchulent que era servido na sinagoga depois da reza da manhã. Ficou sentando em um canto da sinagoga, completamente esquecido, durante todo o Shabat.

 

Na volta de sua viagem o Sr. Fridberg teve que novamente passar o Shabat na mesma comunidade. Mas desta vez teve tempo de se preparar. Escolheu seu melhor terno, colocou uma fina camisa de linho e uma bela gravata de seda. Para sua surpresa, quando chegou à sinagoga vestido tão elegantemente, foi imediatamente convidado a sentar-se em um lugar de honra. Na manhã seguinte foi chamado para a leitura da Torá e recebeu um convite para o Tchulent no final da reza.

 

No meio da refeição, as pessoas viram uma cena incrível, que deixou todos boquiabertos: o Sr. Fridberg começou a pegar enormes garfadas de Chulent e colocar em seus bolsos. As pessoas acharam que ele havia enlouquecido. Calmamente ele explicou:

 

- Quando eu vim aqui da primeira vez, ninguém me convidou para nada, eu fui completamente ignorado por vocês. Somente desta vez vocês me convidaram e me honraram. E qual foi a diferença? As minhas roupas. Isto quer dizer que a comida e a honra não são para mim, são para o meu terno. Por isso estou dando o Tchulent para ele!"

 

Infelizmente vivemos em uma sociedade onde o valor das pessoas depende da etiqueta de sua roupa. As roupas não servem para nos vestir, e sim para mostrar nosso status social e nosso poder.

 

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Nesta semana lemos a Parashá Vaietse, que começa com a viagem de Yaacov para a casa de seu tio Lavan, em Charan. Yaacov, fugindo da fúria de seu irmão Essav, aproveitou para procurar uma esposa dentro da família de sua mãe, pois sabia o quanto seus pais se incomodariam se ele, como fez Essav, se casasse com uma mulher de Knaan, que eram idólatras e de valores morais duvidosos. 

 

Yaacov, como os outros patriarcas, se esforçou muito para atingir um nível de Kedushá (santidade). A prova de que ele realmente atingiu um nível espiritual elevado foi a experiência transcendental pela qual passou no meio da sua viagem. Quando Yaacov deitou-se para dormir, exatamente no local onde futuramente seria construído o Beit Hamikdash (Templo Sagrado), ele teve um sonho no qual anjos subiam e desciam de uma escada que chegava até o céu. D'us então revelou-se para ele e prometeu protegê-lo.

 

Quando acordou, Yaacov preparou-se para continuar a viagem. Antes de sair, fez um juramento para D'us, como está escrito "Se D'us estiver comigo, e me guardar neste caminho que eu estou indo, e me der pão para comer e roupas para vestir... tudo o que Você me der, eu repetidamente darei o dízimo para Você" (Bereshit 28:20,22). Mas é difícil entender o pedido de Yaacov que estava incluído neste juramento. Se ele estava em um nível de Kedushá tão elevado e havia acabado de passar por uma grande experiência transcendental, por que ele estava tão preocupado com o mundo material, com coisas mundanas como roupa e comida? Além disso, por que ele pediu "pão para comer" e "roupa para vestir"? Não é óbvio que esta é a utilização normal para o pão e para a roupa?

 

Ensina o livro "Orchot Tzadikim" (Psicologia dos Justos) que quando D'us manda uma abundância de bens materiais para uma pessoa, pode ser por três motivos diferentes. Pode ser um presente, pode ser um teste ou pode ser um grande castigo. Toda vez que recebemos bens materiais estamos sendo testados: utilizaremos estes bens de uma maneira positiva ou negativa? Se a pessoa utiliza seus bens de maneira correta, isto é, não apenas pensando em si mesma, mas também ajudando outras pessoas necessitadas, então estes bens são um presente, pois com eles a pessoa acumula méritos. Porém, se aquele que recebe muitos bens se transforma em uma pessoa egoísta e se inclina a apenas buscar mais e mais prazeres, ela se desconecta da espiritualidade e, portanto, os bens se transformam em um castigo. A pessoa aproveita um mundo limitado, mas perde a vida eterna.

 

Porém, o teste não é apenas para grandes quantidades de dinheiro ou bens. Qualquer coisa que recebemos pode ser utilizada da maneira correta ou incorreta. Se utilizamos os bens materiais para nos conectar com mais espiritualidade, então transformamos o mundo material em uma Brachá (benção), mas se utilizamos os bens materiais para nos afundar no materialismo, então o mundo material converte-se em uma maldição.

 

Explica o Rav Yaacov Weinberg zt"l que, ao mencionar que queria pão para comer e roupa para se vestir, Yaacov estava demonstrando sua claridade na maneira de utilizar o mundo material. Ele estava dizendo que tudo o que ele precisava na vida era pão para comer, e não uma prateleira com 45 sabores diferentes de batata frita nem um jantar em um dos restaurantes do Guia Michelin dos melhores do mundo. Yaacov pediu para comer pão e, se fosse necessário, apenas pão. Também Yaacov não focou sua vida em comprar roupas elegantes, desenhadas por 4 ou 5 estilistas italianos que decidem o que o mundo vai vestir. Yaacov pediu apenas roupas para vestir, isto é, roupas para conseguir cumprir seu trabalho espiritual no mundo, sem luxo nem sofisticação.

 

Com este pedido, Yaacov estava mostrando para D'us que sabia suas prioridades na vida. Ele apreciava a comida por sua única função: nos alimentar e nos dar energia. Ele não vivia para comer. Ele não fez da comida uma prioridade em sua vida. Para alcançar a santidade, Yaacov não se absteve do mundo material. Ele casou, teve filhos, com seu trabalho honesto juntou muito dinheiro e bens. Mas ele sabia como utilizar o mundo material de acordo com o propósito da vida. Ele conseguia utilizar o mundo material sem se desconectar do mundo espiritual. Isto é Kedushá verdadeira.

 

Infelizmente fazemos exatamente o oposto de Yaacov. Rotulamos as pessoas pelas roupas que usam e somente damos valor para aqueles que utilizam as melhores roupas. Comemos comidas apenas pelo prazer, sem nos importar se fazem mal para nossa saúde. Chegamos a esquecer o fato de que a principal função da roupa é cobrir nosso corpo por recato e a principal função da comida é manter o corpo saudável para que possamos cumprir nosso trabalho espiritual. Ao invés de utilizar o mundo material como meio para atingir níveis espirituais mais altos, nos tornamos escravos das nossas vontades e desejos.

 

D'us criou o ser humano com sabedoria infinita. Mas se grande parte do sistema digestivo encontra-se no estômago, por que D'us criou a boca na cabeça e não na barriga? Para nos ensinar a comer com a cabeça e não com a barriga, com o racional e não com os nossos desejos. Não devemos nos acostumar a comer apenas porque temos vontade. Esta é a mensagem eterna de nosso patriarca Yaacov. Podemos e devemos utilizar o mundo material, mas com controle. Assim, aproveitamos mais a vida neste mundo e ainda acumulamos méritos para o Mundo Vindouro.

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome da mãe, mas para Leilui Nishmat deve ser enviado o nome do pai).


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ TOLDOT 5772

BS"D

 

VIVER PARA TRABALHAR? - PARASHÁ TOLDOT 5772 (25 de novembro de 2011)

 

"Um pequeno grupo de "Yiddishe Mames" se encontrou em um restaurante da cidade. A conversa seguia animada, cada uma se apresentando e contando sobre sua vida. Em certo momento elas resolveram falar sobre suas famílias. Então cada uma tirou de sua bolsa a foto do maior orgulho de suas vidas: seus filhos. A primeira apontou na foto um rapaz e disse:

 

- Esse é o meu Moishele. É o meu orgulho. Ele é o médico-chefe do maior hospital da cidade.

 

Outra mãe apontou uma moça em uma foto e disse, com os olhos brilhando:

 

- Esta é minha Sarale. Ela é a arquiteta-chefe do maior escritório de arquitetura da cidade.

 

E assim foram apresentados vários engenheiros, advogados e economistas, até que uma das mães apontou o filho em uma foto e disse:

 

- Esse é o meu Yossele. Veja que cara de bom menino. Ele é rabino.

 

Então todas as mulheres olharam horrorizadas para ela. Uma delas, tomando coragem, disse:

 

- Rabino? Isso lá é profissão decente para um bom rapaz judeu?"

 

Atualmente as profissões não são apenas uma forma de conseguir o sustento, elas se transformaram na essência da pessoa. Você pode ser respeitado se for um bom advogado, médico ou engenheiro, mesmo que seja um ser humano medíocre. Será que este é o nosso verdadeiro valor?

 

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A Parashá desta semana, Toldot, começa descrevendo o nascimento dos dois filhos gêmeos de Itzchak: Yaacov e Essav. Apesar de terem sido criados na mesma casa, desenvolveram características e aptidões completamente diferentes. Enquanto Yaacov dedicou seu tempo para trabalhar seu caráter e tornar-se, a cada dia, uma pessoa melhor, Essav deixou-se levar por seus instintos e desejos, comportando-se como um animal que buscava desesperadamente prazeres. Essav se entregou de corpo e alma ao trabalho, enquanto Yaacov decidiu dedicar-se à espiritualidade, como está escrito "E cresceram os jovens, e tornou-se Essav um homem que sabia caçar, um homem do campo, e Yaacov era um homem íntegro, que se sentava nas tendas" (Bereshit 25:27).

 

De todos os maus atos e erros de Essav, talvez o que mais representa seu desvio e sua perda de espiritualidade foi o famoso episódio da venda da primogenitura. Por ter nascido antes, Essav tinha direito de receber de seu pai uma Brachá (benção) de primogenitura. Mas Essav, voltando um dia do campo, completamente exausto por ter se dedicado no limite de suas forças ao seu trabalho, viu seu irmão Yaacov cozinhando e trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas.

 

Este episódio, ao ser analisado de uma maneira mais profunda, desperta muitos questionamentos. Como Essav concordou em vender sua primogenitura por um simples prato de comida? Poderíamos pensar que Essav não se importava com sua espiritualidade, mas isto não é verdade, pois nossos sábios ensinam que Essav se esforçava para cumprir com perfeição a Mitzvá de Kibud Av ve Em (Honrar os pais). Se ele não acreditava em espiritualidade, por que se esforçava tanto para cumprir esta Mitzvá? Além disso, quando Essav soube que seu irmão Yaacov já havia recebido a Brachá, ele se desesperou, como está escrito: "E Essav levantou sua voz e chorou" (Bereshit 27:38). Se ele não se importava com sua espiritualidade, então por que chorou de forma tão amarga por ter perdido uma Brachá?

 

Também a conduta de Yaacov desperta questionamentos. Por que ele não tentou oferecer algo mais tentador, para garantir que Essav aceitaria vender sua primogenitura? Como ele sabia que Essav aceitaria vendê-la por um simples prato de comida?

 

Quando Adam Harishon (Adão) pecou ao comer do fruto que D'us havia proibido, ele foi amaldiçoado, como está escrito: "Amaldiçoada é a terra por sua causa. Com sofrimento você comerá todos os dias da sua vida... com o suor do seu rosto você comerá pão" (Bereshit 3:17,19). O que isto significa? Que antes do seu grave erro, Adam estava em um nível muito elevado e conseguiria seu sustento sem dificuldades, podendo concentrar todas as suas energias no crescimento espiritual. Mas a partir do momento que Adam caiu espiritualmente, e junto com ele toda a humanidade, a busca pelo sustento transformou-se em um grande teste. O trabalho, algo que deveria ser secundário em relação à espiritualidade, tornou-se o centro da vida das pessoas.

 

É este o fundamento que está sendo ensinado na nossa Parashá. Por que a Torá ressalta que a venda da primogenitura ocorreu quando Essav estava voltando do campo? Para ensinar que Essav estava tão "viciado" em seu trabalho que havia transformado-o em seu único objetivo de vida. Ele colocava tanta energia nisto que não tinha mais forças nem mesmo para distinguir que tipo de comida estava na panela. E assim ele pediu para Yaacov: "Derrame sobre mim, agora, um pouco desta coisa vermelha, pois eu estou exausto" (Bereshit 25:30). Por ter investido tanto no material, com tanta energia, ele acabou se afastando completamente do espiritual.

 

Explica o Rav Eliahu Lopian, baseado em ensinamentos do Sforno, um famoso comentarista da Torá, que Essav se especializou em enganar as pessoas, em especial seu pai, fingindo ser um Tzadik. Ele demonstrava se importar com os detalhes das Mitzvót, enquanto na verdade sua única preocupação era com o mundo material. Mas a verdade é que Essav, o grande enganador, não enganou apenas ao seu pai. A sua maior "proeza" foi a forma como ele conseguiu enganar a si mesmo. Ele tinha um potencial espiritual gigantesco, no mesmo nível dos outros patriarcas. Mas ele conseguiu convencer a si mesmo de que não havia nenhuma contradição entre dedicar sua vida à busca de prazeres e ao mesmo tempo tentar ser uma pessoa com espiritualidade. Na sua cabeça havia realmente pensamentos de claridade e retidão, mas não em seu coração.

 

Todas vezes em que havia uma luta entre o intelectual e o emocional, Essav deixava que seu coração fosse vitorioso, como diz o Midrash (parte da Torá Oral): "Os Reshaim (malvados) são controlados por seus corações". E assim também confirma o versículo: "E disse Essav em seu coração: se aproximam os dias de luto pelo meu pai, e então eu matarei meu irmão Yaacov" (Bereshit 27:41). Em sua cabeça ele tinha claro qual era a gravidade de cometer um assassinato, mas em seu coração queimava o desejo de vingança. Por isso, apesar de dar valor ao espiritual, Essav escutou seu coração até chegar ao fundo do poço, quando vendeu a primogenitura por um prato de comida.

 

Yaacov conseguiu perceber que Essav havia despencado espiritualmente. Ao ver que Essav não se importava nem mesmo com o que havia de comida na panela, entendeu que ele estava em um nível tão baixo que faria um péssimo uso da Brachá de primogenitura, e por isso decidiu comprá-la. E vendo o estado decadente de Essav, percebeu que não seria necessário oferecer mais do que um prato de comida.

 

Ensina o mais sábio de todos os homens, Shlomo Hamelech (Rei Salomão): "Não há nada de novo sob o sol" (Kohelet 1:9). Em nossas vidas somos diariamente submetidos ao mesmo teste ao qual Essav foi submetido e derrotado: o teste da luta pelo sustento. Será que nós conseguimos vencer este teste?

 

Atualmente, ao invés de olhar nossa profissão apenas como uma necessidade, ao invés de entender que ela "compete" com nosso crescimento espiritual, optamos por investir nela todos os nossos esforços. Querendo garantir um bom sustento, querendo alcançar nossos prazeres desejados, deixamos que nosso trabalho se torne nossa vida. É interessante perceber que, sempre quando alguém se apresenta, menciona também sua profissão, pois é como se fosse parte da sua essência. E por causa de todo e esforço e pressão do trabalho no dia a dia, não sobra tempo para refletir sobre o propósito verdadeiro da vida. Mesmo quando alguém tenta despertar as pessoas que estão imersas no trabalho, a resposta é sempre a mesma: "Não tenho outra escolha". Será que realmente não temos escolha? Não poderíamos abrir mão de um pouquinho do nosso conforto por um pouco mais de espiritualidade em nossas casas? Não poderíamos nos esforçar um pouquinho mais para inserir mais conteúdo em nossas vidas?

 

Para garantir o sustento de nossas famílias, não precisamos estudar e trabalhar 24 horas por dia, sem sobrar nenhum segundo para investir em espiritualidade. Uma das bases da Emuná (fé) é que D'us pode nos mandar o sustento mesmo se tivermos uma vida equilibrada entre o material e o espiritual. Portanto, toda vez que dizemos "não tenho outra escolha", estamos apenas procurando desculpas. Temos que tomar muito cuidado para não cair no mesmo erro de Essav, que se tornou, acima de tudo, um especialista em enganar a si mesmo.

 

"Você trabalha para viver ou vive para trabalhar?"

 

SHABAT SHALOM

 

R' Efraim Birbojm

 

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