sexta-feira, 31 de maio de 2024

SAIBA O SEU VALOR - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BECHUKOTAI 5784

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PARASHÁ BECHUKOTAI 5784



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MENSAGEM DA PARASHÁ BECHUKOTAI

ASSUNTOS DA PARASHÁ BECHUKOTAI
  • Recompensas pela obediência.
  • Advertência e Passos de afastamento espiritual: Não estudar, Não cumprir, Desrespeitar quem cumpre, Odiar os sábios, Impedir outros de cumprir, Negar Divindade das Mitzvót, Negar D'us.
  • Punições por desobediência (5 séries de advertências).
  • Destruição e arrependimento.
  • Conclusão das advertências e consolo.
  • Avaliações de doações ao Kodesh.
  • Doações de animais e imóveis para o Mishkan e possível resgate.
  • Maasser de animais.
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SAIBA O SEU VALOR - PARASHÁ BECHUKOTAI 5784 (29/mai/24)
 
"Os nazistas tinham um hábito sinistro quando entravam em uma cidade. Eles não queriam apenas matar os judeus, eles também queriam quebrá-los psicologicamente e espiritualmente. Não bastava somente matá-los imediatamente, primeiro eles os humilhavam bastante antes de enviá-los à morte. Uma das coisas que os nazistas faziam era descobrir quem era o rabino principal da cidade. Então eles o prendiam, o levavam a uma praça pública da cidade e o humilhavam diante dos outros judeus.
 
Quando os nazistas chegaram à aldeia onde vivia o Rebe Yekutiel Yehuda Halberstam zt"l (Polônia, 1905 - Israel, 1994), mais conhecido como Rebe de Klausenberg, que felizmente sobreviveu à guerra, trouxeram-no à praça central da cidade e reuniram todos os judeus. Um guarda nazista então jogou o rabino no chão e chutou-o. Com um sorriso sarcástico no rosto, o nazista então disse com desdém:
 
- Então, você ainda acha que vocês são o "Povo Escolhido"?
 
O Rebe de Klausenberg respondeu que sim, o que deixou o guarda nazista furioso. Sem nenhuma piedade, ele bateu na cabeça do rabino com a coronha do seu rifle e repetiu mais uma vez:
 
- Você ainda acha que vocês são o "Povo Escolhido"?
 
O Rebe de Klausenberg novamente respondeu que sim. O nazista então perdeu completamente a compostura. Vermelho de raivam, ele começou a gritar:
 
- Seu judeu estúpido! Como você pode dizer isso? Como você pode achar que faz parte do Povo Escolhido? Veja o que eu estou fazendo com você!
 
O Rebe de Klausenberg, sem perder a calma e sem nenhum medo, disse ao guarda nazista:
 
- Enquanto não estivermos chutando e batendo em pessoas inocentes, seremos o Povo Escolhido. Você, não!"
 
Se uma pessoa, apesar de ser degradada física, emocional e psicologicamente, ainda consegue manter seu senso de humanidade e dignidade, então essa pessoa faz parte do Povo Escolhido. Este é o grande valor do povo judeu.

Nesta semana lemos a Parashá Bechukotai (literalmente "Nos Meus decretos"), na qual Moshé transmitiu ao povo judeu uma série de Brachót que eles receberiam caso andassem nos caminhos da Torá e das Mitzvót, mas logo em seguida ele enumerou uma enorme quantidade de Klalót (maldições) que atingiriam o povo judeu caso eles se desviassem dos caminhos espirituais. São Klalót assustadoras o suficiente para tirar o nosso sono.
 
As Brachót do início da Parashá são concluídas com o versículo: "Eu sou Hashem, o D'us de vocês, que tirei vocês da terra do Egito, de serem escravos deles, e Eu quebrei os bastões do jugo de vocês e conduzi vocês erguidos" (Vayikra 26:13). O jugo, uma peça de madeira que prende o boi ao arado, representa metaforicamente nossa condição de escravos no exílio do Egito. Os "bastões do jugo" deve se referir às cavilhas do jugo que, quando quebradas, permitem que o jugo seja retirado do pescoço do animal. Isso se refere à nossa libertação da escravidão egípcia.
 
Este versículo é a fonte de algo que dizemos quase todos os dias, um dos "HaRachaman" do Birkat Hamazon: "HaRachaman Hu ishbor uleinu meal tzavareinu, veHu yolicheinu komemiut leartzeinu" (Que o Misericordioso quebre o jugo dos nossos pescoços e nos conduza eretos à nossa terra). Este "HaRachaman" é muito semelhante ao versículo da nossa Parashá, mas com uma pequena diferença. No Birkar Hamazon dizemos que D'us quebrará o jugo dos nossos pescoços, enquanto o versículo da nossa Parashá apenas menciona quebrar os bastões do jugo, ao invés de falar sobre quebrar o próprio jugo. Por que esta diferença?
 
Quando um agricultor termina o arado anual, ele não quebra o jugo que estava sobre o animal, pois sabe que vai precisar dele novamente dentro de alguns meses para arar a terra novamente. Neste caso, o agricultor simplesmente remove o jugo dos bois, retirando os bastões que mantêm o jugo no lugar, mas não se desfaz do jugo em si. No entanto, quando um agricultor decide se aposentar, o que ele faz? Ele tira o jugo do seu animal e o quebra, como um símbolo de que aquela fase de vida terminou. Como o jugo já não serve para mais nada, então ele pode ser quebrado.
 
Quando D'us fez a promessa contida na nossa Parashá, metaforicamente se referindo à libertação do povo judeu como "quebrar os bastões do jugo", Ele sabia que a saída do Egito seria uma remoção temporária do jugo do povo judeu, pois, infelizmente, no decorrer da história, haveriam outros períodos de exílio, nos quais o jugo seria colocado novamente sobre nós. Portanto, é como se D'us estivesse dizendo: "Eu quebrarei os bastões do jugo de vocês, mas não descartarei o jugo, pois infelizmente ele será usado novamente em algum momento futuro".
 
No entanto, no HaRachaman do Birkat Hamazon, pedimos a D'us para que Ele, com Sua misericórdia infinita, no futuro quebre para sempre o jugo que está no nosso pescoço. Imploramos para que, de uma vez por todas, Ele destrua os jugos do cativeiro de nossos exílios, que sofremos repetidamente em nossa história, e que Ele nos conduza finalmente, de uma vez por todas, de cabeça erguida à nossa Terra.
 
Talvez um dos nossos maiores problemas atualmente é que perdemos a percepção de que estamos no exílio, por nos desconectarmos da Torá. Uma das provas disso é a forma como lemos a Parashá desta semana. Quando terminam as "boas notícias" da Parashá, então começam as terríveis Klalót, as maldições condicionais que recaem quando abandonamos a Torá e as Mitzvót, como está escrito: "Mas se não ouvirem a Mim e não cumprirem todas estas Mitzvót...", então D'us diz: "Eu quebrarei o orgulho da força de vocês" (Vayikrá 26:14,19). Infelizmente testemunhamos, ao longo da história, o cumprimento das previsões terríveis que estão descritas na nossa Parashá. Explica o Rav Yssocher Frand que atualmente o costume é que quem recebe esta Aliá, que contém todas as Klalót, é o próprio "Baal Korê", aquele que lê a Torá, sem que tenhamos que "convocar" alguém. Como o Baal Korê já está ao lado do Sefer Torá, ele mesmo já faz as Brachót e a leitura sem ser "formalmente" chamado à Torá. Porém, havia antigamente na Europa um costume diferente, um pouco questionável. O Gabay, responsável da sinagoga, procurava alguém muito pobre, que precisava desesperadamente de dinheiro, e pagava-lhe para que ele aceitasse receber esta Aliá. Como ninguém queria ser chamado para as Klalót, ofereciam para esta pessoa três rublos, que naquela época era muito dinheiro.
 
Embora isso talvez não seja algo socialmente bonito, pois envolvia se aproveitar da pobreza e do desespero de uma pessoa, ainda assim este costume carrega uma mensagem positiva: as profecias da Torá eram reais para as pessoas daquela época. Isso realmente significava algo para as pessoas, a ponto de elas sentirem medo de receber aquela Aliá. O conteúdo destes versículos era real para elas. A única maneira de encontrar alguém disposto a receber esta Aliá era contratar alguém desesperado. O Rav Yaakov Kamenetsky zt"l  (Lituânia, 1891 - EUA, 1986) também contava um incidente que ele se lembrava que ocorreu na Europa quando ainda era criança. Durante o recreio, as crianças jogavam um jogo de fichas. Uma criança perdeu todas as suas fichas e ficou muito chateada. Ela então disse para outra criança: "Vou trocar metade do meu Olam Habá por três fichas". Obviamente foi uma atitude tola e infantil, mas demonstra que, para as pessoas daquela geração, o Olam Habá era algo palpável, quase uma mercadoria real, com significado prático. Infelizmente, este nível de Emuná palpável não é tão sentido em nossos dias. Atualmente, infelizmente nos comportamos com indiferença em relação às Klalót da Torá. Se uma pessoa recebe esta Aliá, não reflete sobre isso e não se incomoda. Pouco tempo depois ela pode tranquilamente descer para o Kidush e fazer um "Lechaim".
 
É interessante perceber que, imediatamente após as Klalót, a Torá traz o assunto de "Erchin", que significa "Avaliações". Uma pessoa podia voluntariamente doar o "Erech" (valor) de si mesmo ou de outra pessoa ao Beit HaMikdash. Como o valor desta pessoa era medido, para saber o quanto era necessário doar em dinheiro? A Torá traz valores determinados com base na faixa etária e no gênero. Mas por que este assunto vem logo depois das Klalót? Por que terminar algo arrepiante com uma seção "técnica", que trata das leis de avaliações?
 
A perda da sensibilidade espiritual tem um efeito devastador: as pessoas perdem a noção do seu verdadeiro valor. O Rebe Menachem Mendel de Kotzk zt"l (Polônia, 1787- 1859) explica que a razão pela qual o assunto de Erchin segue o assunto das Klalót é que a Torá está tentando nos ensinar que, não importa o que aconteça a uma pessoa, ela deve sempre lembrar do seu valor. Um ser humano tem um "Erech" e, aconteça o que acontecer, mesmo após a degradação e as humilhações contidas nas Klalót, uma pessoa tem um valor único. A reação do Rebe de Klausenberg no Holocausto personificou esse conceito. Nosso valor não depende do comportamento dos outros. Enquanto nos comportarmos com ética e moral, enquanto formos honestos, enquanto nos importarmos com os outros, seremos parte do Povo Escolhido. Somos nós que escolhemos nosso valor, não os outros. Mesmo que nosso exílio atual seja tão longo, não perdemos as esperanças. Por isso, pedimos no Birkat Hamazon que desta vez, quando chegar o momento certo, seja a oportunidade de jogar o nosso jugo fora para sempre.

SHABAT SHALOM 

R' Efraim Birbojm

 

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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
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sexta-feira, 24 de maio de 2024

HONESTIDADE E EMUNÁ ANDAM JUNTAS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHÁ BEHAR 5784

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ASSUNTOS DA PARASHÁ BEHAR
  • Shmitá (O Ano Sabático).
  • Yovel (Jubileu) e o toque do Shofar em Yom Kipur.
  • Proibição de causar sofrimento (Onaát Mamon e Onaat Devarim).
  • Venda e Resgate da terra em Israel.
  • Casas em cidades muradas.
  • Casas nas Cidades dos Leviim.
  • Ajuda aos necessitados.
  • Leis dos escravos.
  • Resgate dos escravos que estão nas mãos de Goim.
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HONESTIDADE E EMUNÁ ANDAM JUNTAS - PARASHÁ BEHAR 5784 (24/mai/24)
 
O Rav Yaacov Kamenetzky zt"l  (Lituânia, 1891 - EUA, 1986) foi um dos maiores rabinos dos Estados Unidos, e contribui muito para que o judaísmo na América pudesse se desenvolver. Ele não era respeitado apenas pelo seu potencial no estudo da Torá, mas também pelos seus incríveis traços de caráter.
 
Um dos filhos do Rav Yaakov era o Rav Nosson Kamenetsky zt"l. Em certo momento da vida, o Rav Nosson queria traçar as raízes de sua família e foi visitar a pequena cidade lituana onde Rav Yaakov Kamenetsky havia sido rabino. Enquanto estava lá, ele descobriu um fato histórico muito interessante: embora grande parte do judaísmo lituano tenha sido dizimado durante o Holocausto, os judeus daquela cidade em particular sobreviveram e escaparam do extermínio nazista. O Rav Nosson Kamenetsky, muito curioso, foi ao prefeito da cidade e perguntou se ele poderia explicar como os judeus daquela cidade haviam conseguido salvar suas vidas. O prefeito disse:
 
- Posso explicar exatamente o motivo pelo qual os judeus escaparam. Antes da guerra, o chefe dos correios da nossa cidade, que futuramente se tornaria prefeito, decidiu fazer um teste com os membros do clero, tanto judeus quanto não judeus. Quando eles vinham comprar selos, ele dava intencionalmente mais troco do que o devido, com a intenção de testar se eles devolveriam o dinheiro a mais ou não. Ele considerava esse teste muito importante para saber com que tipo de pessoas estava lidando.
 
- Ele fez isso três vezes com o Rav Yaakov Kamenetsky - continuou o prefeito - E toda vez que ele dava mais troco do que o devido, o Rav Yaakov sempre devolvia o dinheiro a mais. Isso não acontecia com outros líderes religiosos. Esse chefe dos correios ficou tão impressionado com Rav Yaakov, o líder da comunidade judaica, que, anos mais tarde, quando se tornou prefeito da cidade, ainda guardava aquele sentimento. Por isso, sempre que tomava conhecimento de uma ação alemã que visava exterminar os judeus, ele notificava os judeus e eles conseguiam se esconder na floresta ou em qualquer outro lugar. Foi assim que os judeus da cidade foram salvos.
 
Quando o Rav Nosson Kamenetsky voltou para a América de sua viagem à Europa, ele perguntou ao seu pai se ele tinha alguma lembrança do chefe dos correios e se ele recordava desses incidentes. O Rav Yaakov disse que não se lembrava da história de ter sido testado. A única coisa que ele lembrava era que o chefe dos correios da cidade não sabia contar direito..."
 
A honestidade do Rav Yaacov salvou todos os judeus de sua cidade. Ele exemplificava e personificava o que significa ser uma pessoa honesta. Não é coincidência que ele tenha nomeado seu livro, com comentários sobre o Chumash, de "Emes LeYaakov" (Verdade para Yaacov). Isso era o que ele ensinava, e era isso o que ele praticava o tempo todo.

Nesta semana lemos a Parashá Behar (literalmente "Na montanha"). A Parashá começa falando sobre a Mitzvá de Shmitá, na qual damos um descanso aos campos na Terra de Israel a cada ciclo de sete anos. Não era uma Mitzvá fácil de ser cumprida, em especial há 3.300 anos, quando o povo judeu era completamente dependente do trabalho agrícola para conseguir o seu sustento. Além disso, a Parashá também fala sobre não causar sofrimentos ao próximo, a venda de terras em Eretz Israel, a ajuda que devemos dar a um irmão necessitado e algumas leis em relação a uma pessoa que se vendeu como escravo.
 
Um dos assuntos da Parashá quem vem logo depois da Mitzvá de Shmitá é a proibição da Torá de causar sofrimento ao próximo, como está escrito: "Quando você fizer uma venda ao seu companheiro, ou quando você comprar da mão do seu companheiro, não causem sofrimento um ao outro" (Vayikrá 25:14). Rashi explica que esta proibição se refere à enganação em assuntos monetários. D'us está nos ensinando que devemos ser rigorosos em relação à nossa honestidade nos negócios. É muito fácil a pessoa encontrar justificativas para ser desonesto, tais como "mas todos fazem assim", "negócios são negócios" ou "se fosse o contrário, ele também me enganaria". Porém, nenhum destes argumentos é verdadeiro, são apenas desculpas. Mesmo que a pessoa não descubra a enganação, D'us sabe quando alguém foi desonesto, pois Ele conhece até os pensamentos do nosso coração.
 
Sabemos que os assuntos na Torá não foram escritos de forma aleatória, e sempre há algo que podemos aprender em relação à proximidade entre dois assuntos. Por que a proibição de enganar o próximo nos assuntos monetários vem imediatamente após a Mitzvá de Shmitá?
 
A Mitzvá de Shmitá carrega muitos ensinamentos importantes, mas certamente uma das lições fundamentais é que D'us é o Dono do Universo e provê todas as nossas necessidades. No sétimo ano, os agricultores eram solicitados a parar de trabalhar por um ano inteiro e, de alguma forma, deveriam conseguir sobreviver mesmo assim. Como eles conseguiam fazer isso?
 
A resposta é que D'us prometeu que cuidaria deles, e realmente cuida. A lição a ser tirada da Mitzvá de Shmitá é que D'us provê o nosso sustento, mesmo de maneiras que parecem ilógicas. No sétimo ano uma pessoa pode de fato não trabalhar, não plantar, não colher, e ainda assim sobreviver. Na realidade ela fará até mais do que apenas sobreviver, pois a Torá promete uma grande Brachá para aqueles que tem Emuná. Qual é o tamanho do milagre que ocorre? A Torá promete que o sexto ano terá uma produção agrícola que será o triplo do normal, suficiente para sustentar o agricultor por três anos. Porém, normalmente a terra vai se enfraquecendo com o passar dos anos. Pelas leis da natureza, o sexto ano, o último ano antes do descanso, é o ano em que a produção deveria ser mais escassa. E, mesmo assim, a Torá promete que haverá milagrosamente uma produção tripla.
 
Parece algo teórico, mas agricultores de Israel mostram planilhas que demonstram como o milagre realmente ocorre na prática. Atualmente, com mais acesso a recursos eletrônicos, os dados das colheitas anuais podem ser registrados, possibilitando enxergar o milagre acontecendo diante dos nossos olhos. É um incrível reforço para a nossa Emuná ver algo tão ilógico, que vai tão contra as leis da natureza, acontecendo. Isso demonstra que na verdade não existe natureza, é D'us que define como tudo vai acontecer. Em condições normais, não nos apoiamos em milagres. A pessoa deve plantar, colher e vender seus produtos para ganhar seu sustento, e não ficar esperando um milagre acontecer. Porém, quando é D'us que nos ordena irmos contra a lógica e contra as leis da natureza, podemos fazer isso com tranquilidade e confiança.
 
Se acreditássemos nisso com todo o coração, nunca seríamos tentados a enganar ninguém nos negócios. Por que enganamos? Para ganharmos algum dinheiro a mais. No entanto, se internalizássemos plenamente a ideia de que a renda de uma pessoa é determinada por D'us em cada Rosh Hashaná, e que o que estamos destinados a receber virá até nós, e não um centavo a mais ou a menos, não teríamos motivo para enganar ou tentar ganhar dinheiro a mais de forma desonesta. É muito difícil colocarmos isso no coração, mas é essencial para que possamos mudar nossos hábitos e nos tornarmos pessoas honestas em tudo o que fazemos.
 
Nossos sábios ressaltam ainda mais a importância da honestidade aos olhos de D'us. Quando uma pessoa sai do mundo, ela é questionada sobre todas as suas atitudes durante a vida, e prestará contas de todos os seus atos. Por cada bom ato ela receberá uma recompensa, mas por cada mau ato ela precisará "pagar a conta". Quais são as três primeiras perguntas que são feitas? D'us nos questiona se fomos honestos nos negócios, se fixamos tempos para o estudo da Torá e se esperamos todos os dias da nossa vida pela salvação, isto é, pela vinda do Mashiach.
 
Há algo que chama a atenção neste ensinamento. Sabemos o quanto é importante estudarmos Torá, um dos principais pilares que mantém o mundo. Também sabemos o quanto é importante esperarmos todos os dias a vinda da nossa Redenção, a ponto de o Rambam zt"l (Espanha, 1135 - Egito, 1204) colocar esta espera entre os 13 princípios da Emuná e afirmar que aquele que não acredita na vinda do Mashiach não participará da Ressureição dos mortos. Então por que a pergunta "Você foi honesto nos negócios?" vem antes das outras duas perguntas, pilares tão importantes no judaísmo?
 
Em geral, com raras exceções, as Mitzvót que fazemos no nosso dia a dia envolvem o uso de objetos. Por exemplo, as Mitzvót de Tefilin, Tsitsit, Arbaat Haminim ou Mezuzá envolvem objetos que custam algum dinheiro. De onde vem o dinheiro para comprarmos estes objetos de Mitzvá? Do nosso trabalho, dos nossos negócios. Se uma pessoa é desonesta, então o dinheiro que foi utilizado para cumprir a Mitzvá também é desonesto. O Talmud, no Tratado de Sucá, nos ensina a gravidade de cumprirmos a Mitzvá dos Arbaat Haminim com um Etróg roubado. É como se estivéssemos zombando Dele, deixando-O irritado com nossa conduta.
 
Na nossa Parashá, quando a Torá descreve a ajuda que devemos dar a um companheiro necessitado, surge a proibição da cobrança de juros em um empréstimo. Este é mais um "recado" que D'us está nos dando. A Shmitá é uma Mitzvá que nos recorda que a terra que usamos diariamente não é nossa, é um presente de D'us. Da mesma maneira, a proibição de cobrar juros em um empréstimo é uma lembrança de que o dinheiro que usamos na verdade pertence a D'us. Se vivermos desta maneira, lembrando que tudo o que temos é de D'us, certamente seremos mais honestos e mais bondosos.

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R' Efraim Birbojm

 

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