segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Mensagem de Yom Kipur 5780

BS"D
TEXTO DO VIDUI PARA IMPRESSÃO
TEXTO DO VIDUI PARA IMPRESSÃO
MENSAGEM DE YOM KIPUR 5780
 
Diferente de Rosh Hashaná, que é um dia de Julgamento, Yom Kipur é um dia de Misericórdia Divina, uma das maiores demonstrações do amor de D'us pelo povo judeu. Somos insignificantes perante o Criador e deveríamos passar o dia inteiro agradecendo as Suas bondades, porém acabamos nos desviando e pagamos o bem com o mal. Durante o ano fomos rebeldes, não escutamos o que D'us nos comandou e acabamos tropeçando em várias transgressões, das mais leves às mais pesadas. É difícil continuar a caminhada carregando um pacote tão pesado de transgressões. Por isso, em Sua infinita Misericórdia, D'us nos deu um incrível presente: o dia de Yom Kipur. Neste dia podemos abrir nossos corações e implorar para que D'us nos perdoe pelos nossos erros. Se D'us vê que estamos sendo sinceros, que nos arrependemos, que queremos mudar e futuramente evitar os mesmos erros, então Ele nos perdoa e limpa nossa alma, para que possamos começar o ano mais leves. Isto nos dá a chance de, mesmo após termos "saído da estrada", podermos retomar o nosso caminho de crescimento com o coração completamente purificado.

Parte do processo de Teshuvá (retorno aos caminhos corretos) é o "Vidui", a confissão dos nossos erros. Por isso, deixo em anexo o texto do
Vidui, transliterado, traduzido e comentado, para que possamos entender melhor os erros que cometemos e suas consequências. É permitido fazer quantas cópias quiser, inclusive para distribuir a outras pessoas na sinagoga.

Mas não podemos nos esquecer de que não é apenas contra D'us que transgredimos durante o ano. Também erramos muito com as pessoas. Enganamos, roubamos a confiança dos outros, não nos importamos com as dificuldades e sofrimentos das pessoas quando elas mais precisavam, ofendemos, fizemos piadas de mau gosto. Nossos sábios ensinam que, apesar da enorme força de expiação das transgressões que existe em Yom Kipur, ela somente funciona para limpar os erros que cometemos contra D'us. Os erros que cometemos contra o próximo não são perdoados por D'us até que sejamos perdoados pela pessoa com quem erramos. Por isso, a Halachá (Lei Judaica) nos ensina que é necessário apaziguar a pessoa que machucamos, prejudicamos ou magoamos através de um sincero pedido de perdão.

Para entender o quão graves são os erros que cometemos contra as pessoas, é só perceber que D'us, quando nos entregou os 10 Mandamentos, utilizou duas Tábuas, justamente para que em uma Tábua estivessem os Mandamentos entre o homem e D'us, enquanto na outra Tábua estivessem os Mandamentos entre o homem e seu semelhante. Desta maneira, D'us estava nos transmitindo que, aos Seus olhos, as duas Tábuas têm o mesmo valor e transgredi-las é igualmente grave. 

Portanto, gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir perdão a qualquer um de vocês, leitores do "Shabat Shalom M@il", tanto aqueles que eu conheço pessoalmente quanto aqueles cujo meu único contato é através dos e-mails semanais, por qualquer atitude que possa ter ofendido ou magoado, ou por ter causado qualquer tipo de tristeza. Tanto os erros intencionais quanto os não intencionais, tanto os erros que eu me lembro quanto aqueles que eu já me esqueci, de todos eles eu me arrependo profundamente e espero que vocês me perdoem. De acordo com a Halachá, não é suficiente mandar uma mensagem para nossos conhecidos dizendo "Desculpe por qualquer coisa". Por isso, peço por favor que, caso alguém realmente tenha alguma mágoa, por favor me escreva para que eu possa pedir perdão pessoalmente.

Existe uma incrível fórmula para sermos perdoados em Yom Kipur: "Todo aquele que passa por cima da sua honra e perdoa a alguém que lhe fez mal, D'us passa por cima de todas as suas transgressões e o perdoa". Portanto, eu perdoo de todo o coração a qualquer um que possa ter feito algum mal para mim, intencionalmente ou não intencionalmente.

Que possamos ter um ano doce, com muita saúde, crescimento espiritual, paz e respeito ao próximo. Que possamos ter paz dentro do povo judeu, que possamos voltar a ser um povo unido, um povo que ama ao próximo como a si mesmo, para que tenhamos o mérito da vinda imediata do Mashiach, a reconstrução do nosso Beit Hamikdash e que possamos receber todas as Brachót que D'us, há mais de 2 mil anos, aguarda para nos mandar.

"A QUEM FIZ MAL, PEÇO PERDÃO
A QUEM EU AJUDEI, QUERIA TER FEITO MAIS
A QUEM ME AJUDOU, AGRADEÇO DE CORAÇÃO"

Shaná Tová e Gmar Chatimá Tová

Com carinho,

R' Efraim Birbojm
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

CALMA PARA CORRIGIR OS ERROS - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT VAYELECH E YOM KIPUR 5780

BS"D
Para dedicar uma edição do Shabat Shalom M@il, em comemoração de uma data festiva, no aniversário de falecimento de um parente, pela cura de um doente ou apenas por Chessed, favor entrar em contato através do e-mail efraimbirbojm@gmail.com.
   
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

PARASHAT VAYELECH 5779:

São Paulo: 17h46                  Rio de Janeiro: 17h33 
Belo Horizonte: 17h34                  Jerusalém: 17h45
ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
VÍDEO DE YOM KIPUR

CALMA PARA CORRIGIR OS ERROS - PARASHAT VAYELECH E YOM KIPUR 5780 (04/outubro/2019)


"A Sra. Blumenthal foi assistir à apresentação de uma importante ópera. Como era um espetáculo de gala, ela foi com suas melhores roupas e colocou suas melhores joias. A apresentação foi maravilhosa e ela voltou contente para a casa. Porém, ao se olhar no espelho, notou que havia perdido seu colar de pérolas. Ela ficou desesperada. O problema não era apenas o valor daquele colar, mas também por ser uma joia de estimação. A Sra. Blumenthal pensou que talvez tivesse deixado cair no carro. Sem paciência de esperar o elevador, desceu correndo pelas escadas e foi até a garagem. Examinou o veículo cuidadosamente, mas infelizmente não encontrou o seu colar.
 
A Sra. Blumenthal mal conseguiu dormir naquela noite. Na manhã seguinte, logo cedo, ela fez uma ligação para o teatro e foi gentilmente atendida pelo gerente. Ela explicou, desesperada, sobre o colar desaparecido e o seu imenso valor sentimental. O gerente, muito solícito, pediu a ela que aguardasse na linha enquanto ele verificava com o pessoal da manutenção se alguém havia encontrado o colar. Após alguns telefonemas, o gerente conseguiu falar com o chefe da manutenção, que informou que um dos faxineiros, após o espetáculo, havia encontrado o colar caído no chão e havia devolvido. O colar estava guardado em um lugar seguro.

Voltando ao telefone para transmitir a feliz notícia à senhora angustiada, o gerente constatou que ela já havia desligado. Ele não sabia quem era aquela senhora e nem o seu telefone. Infelizmente ela não teve paciência de esperar. O gerente ligou novamente para o chefe da manutenção e disse:

- Você vê como são as coisas? As pessoas pedem ajuda, mas infelizmente não "ficam na linha" aguardando a resposta. Quando querem resolver as coisas, são muito precipitadas e desanimam rápido demais".
 
Nos comportamos como a Sra. Blumenthal. Na ânsia de consertar nossos erros, acabamos agindo de maneira precipitada e impulsiva. A falta de paciência nos faz desistirmos rápido demais. A consequência é que sofremos de maneira desnecessária e carregamos problemas e dificuldades pelo resto das nossas vidas.

Nesta semana lemos a Parashat Vayelech (literalmente "E foi"), que continua descrevendo o último discurso de Moshé antes do seu falecimento. Moshé transmitiu aos judeus que D'us já havia previsto que eles futuramente se desviariam do caminho, despertando a fúria Divina, mas que se arrependeriam após perceber que haviam se afastado de D'us, como está escrito: "Esta nação se levantará e se desviará atrás das divindades das nações da terra... E eles me abandonarão e quebrarão o pacto que Eu fiz com eles. E a Minha fúria queimará contra eles naquele dia... e muitos males e angústias lhes acontecerão, e eles dirão naquele dia: 'Não é porque nosso D'us não está mais entre nós que todos estes males aconteceram?'" (Devarim 31:16,17).

Este assunto de erro e arrependimento se conecta com a próxima Festa do Calendário Judaico: Yom Kipur, o "Dia do Perdão", um dos dias mais solenes e sagrados para o povo judeu, que se inicia na próxima 3ª de noite (08 de outubro). Yom Kipur marca o dia no qual D'us perdoou o povo pela terrível transgressão do bezerro de ouro. Esta mesma influência espiritual, de perdão e misericórdia Divina, se repete anualmente em Yom Kipur, conforme está escrito na Torá: "Pois, neste dia (Yom Kipur), Ele perdoará você, e vai purificá-lo. Diante de D'us você será purificado de todas as suas transgressões" (Vayikrá 16:30). Mas como isto funciona? Como alcançamos o perdão Divino após cometermos tantos erros durante o ano?

O versículo termina com as palavras "Diante de D'us você será purificado". Nossos sábios explicam que esta é uma das fontes que nos ensina que a única maneira para obter o perdão Divino é através da Teshuvá, o arrependimento pelos nossos erros, a volta para perto de D'us. E uma das partes principais da Teshuvá é o Vidui, a confissão das nossas transgressões. Durante todo o ano nós sempre procuramos desculpas para justificar nossas atitudes equivocadas. Algumas vezes dizendo que não erramos, outras que fomos forçados a errar, ou até mesmo jogamos a culpa nos outros para nos livrarmos das responsabilidades por nossos atos. Porém, em Yom Kipur nós assumimos e confessamos nossos erros perante D'us.

No entanto, o processo de Teshuvá exige mais do que apenas fazer o Vidui. Sem a Charatá (arrependimento), a "Azivat HaChet" (abandonar a transgressão) e a "Kabalá Lehabah" (compromisso de se abster das transgressões no futuro), não há Teshuvá e o Yom Kipur não limpa os nossos erros.
 
Isto nos assusta um pouco e traz poucas perspectivas de termos um Yom Kipur significativo e bem-sucedido. Todos nós lembramos o Yom Kipur dos anos anteriores, quando ficamos horas de pé, batendo em nosso peito enquanto pronunciávamos as transgressões sem fim pelas quais éramos culpados, com o sincero desejo de nunca mais tropeçar novamente naqueles erros. Porém, ano após ano, nos encontramos rapidamente repetindo exatamente os mesmos erros! Assim foi com a nossa decisão de nunca mais falar Lashon Hará, de darmos mais Tedaká e de dedicarmos mais tempo ao estudo da Torá. Por que não funcionou? Será que não estávamos sendo honestos? Se a Teshuvá completa inclui o total abandono da transgressão, então por que, em todos os anos anteriores, quando nos arrependemos, nunca demoramos muito para voltar aos nossos maus hábitos anteriores? Sem esta resposta, corremos o enorme risco de abalarmos a nossa confiança e de nos resignarmos a sermos "transgressores sem cura". Como fazer para que neste ano seja diferente?

Explica o Rav Yehonasan Gefen que a solução está em enxergar que normalmente cometemos dois grandes erros em Yom Kipur. O primeiro erro é achar que vamos conseguir acordar no dia seguinte pessoas completamente diferentes, novas criaturas nas quais todos os maus hábitos anteriores já não existem mais. Isto é uma grande autoenganação. Precisamos aceitar a realidade de que a verdadeira realização no judaísmo não é composta por grandes mudanças pontuais, e sim pelo crescimento diário, passo a passo, constante e sólido. O crescimento não acontece do dia para a noite, ele é necessariamente um processo gradual e, portanto, algo que leva tempo. E, mesmo que ainda não vamos conseguir consertar de uma vez todos os nossos erros depois de Yom Kipur, está tudo bem. De fato, o crescimento é exatamente o motivo pelo qual viemos ao mundo. Viemos para crescer, para desenvolver nossas habilidades, para nos tornarmos pessoas melhores. E se nos comprometermos com um projeto construtivo de autodesenvolvimento, mesmo que seja um processo que leve meses ou até mesmo anos, estamos fazendo a vontade de D'us. Esta é a Teshuvá que Ele espera de nós.

Outro erro comum cometido em Yom Kipur é que passamos o dia expressando arrependimento e remorso por nossas ações, assumindo um compromisso verbal de que nunca mais praticaremos estes atos. Porém, desta maneira perdemos o foco, pois nos concentramos diretamente no ato, isto é, se fizemos ou não as Mitzvót ou as transgressões, mas ignoramos os aspectos do nosso caráter que são os verdadeiros causadores dos nossos erros. Por exemplo, o problema não está em perder a hora todos os dias e chegar atrasado na Tefilá. O problema está na preguiça que precisa ser vencida, pois o atraso é só uma consequência deste traço de caráter negativo. É por isso que normalmente fracassamos em evitar as futuras transgressões, pois focamos nas consequências, mas esquecemos de consertar as verdadeiras causas. Somente ter a vontade de não errar mais não se transforma automaticamente em uma verdadeira Teshuvá. Ter boas intenções é muito louvável, mas não é suficiente para nos levar a conquistas espirituais.

Aquele que realmente quer mudar e melhorar seus caminhos deve canalizar suas energias na introspecção e na busca sobre o que o inspira e o que o leva às transgressões. Para que a Teshuvá seja honesta, real e, acima de tudo, duradoura e eficaz, é preciso desenvolver uma profunda repulsa, não apenas pelas transgressões, mas também pelas fraquezas pessoais que nos levam por este caminho. Existem algumas perguntas que, apesar de serem dolorosas, não podemos fugir delas se queremos crescer e melhorar: "Este é o judeu que eu realmente quero ser? Esta é a vida que eu quero viver? Estas são as prioridades que eu devo ter na vida? Este é o tipo de cônjuges, pais e amigos que realmente queremos ser?". Todas estas perguntas, e outros questionamentos, devem ajudar a nos guiar para o único caminho que permitirá nos tornarmos pessoas realmente melhores: o longo, complexo e às vezes cansativo, mas extremamente recompensador, trabalho de autoaperfeiçoamento.

Teshuvá exige que comecemos a formular uma estratégia para lidar com nossos traços de caráter negativos, para superar de forma sistemática aqueles traços que pesam e minam nosso desejo mais profundo de termos sucesso espiritual. Não é através de uma única atitude, e sim de um processo. Não nos tornaremos seres humanos perfeitos do dia para a noite. Se no estado quase angelical que atingimos em Yom Kipur acharmos que podemos mudar tudo de uma vez, o choque de volta à realidade será inevitável e extremamente doloroso. Nossa Teshuvá não precisa garantir a conclusão instantânea, a mudança imediata. A Teshuvá deve ser, antes de tudo, sincera e real. A máxima expressão da Teshuvá verdadeira, que D'us espera de nós em Yom Kipur, é que possamos mostrar a Ele que estamos embarcando na longa e difícil, mas poderosa, jornada que nos permitirá futuramente evitar as transgressões pelas quais confessamos com arrependimento sincero.

Se durante Yom Kipur nós apresentarmos a D'us, não apenas sonhos, desejos e expectativas angelicais, mas planos concretos para um crescimento verdadeiro e sustentável, Ele certamente aceitará nossa Teshuvá. Pois mais do que nós queremos voltar, Ele, como um Pai misericordioso, quer Seus filhos de volta.
 

SHABAT SHALOM E TSOM KAL (UM JEJUM LEVE)
 
QUE SEJAMOS SELADOS NO LIVRO DA VIDA

 

R' Efraim Birbojm

Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Eliahu ben Esther, Moshe ben Feigue, Laila bat Sara, Eliezer ben Shoshana, Mache bat Beile Guice, Feiga Bassi Bat Ania, Mara bat Chana Mirel, Dina bat Celde, Celde bat Lea, Rivka Lea bat Nechuma.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Moussa HaCohen ben Gamilla z"l, Renée bat Pauline z"l, Eliezer ben Arieh z"l; Arieh ben Abraham Itzac z"l, Shmuel ben Moshe z"l, Chaia Mushka bat HaRav Avraham Meir z"l, Dvora Bacha bat Schmil Joseph Rycer z"l, Alberto ben Esther z"l, Malka Betito bat Allegra z"l, Shlomo ben Salha z"l, Yechiel Mendel ben David z"l, Faiga bat Mordechai HaLewy z"l.
--------------------------------------------

Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp

sábado, 28 de setembro de 2019

Mensagem Shaná Tová 5780

BS"D

BS"D


MENSAGEM SHANÁ TOVÁ 5780

 
Baruch Hashem, temos a incrível alegria de chegarmos ao fim de mais um ano. Mais um ciclo que se fecha em nossas vidas. Este foi um ano cheio de mudanças e aprendizados. A vida nos dá a incrível oportunidade de aprendermos sempre, com as boas notícias e com as dificuldades, com as alegrias e com as decepções, com as conquistas e com os fracassos. Chego ao fim de mais um ano orgulhoso com a bagagem acumulada. Chego de cabeça erguida, com a certeza de que, apesar de ter perdido algumas batalhas, sei que estou no caminho certo para vencer a guerra. Um ano de infinitas bondades de D'us, de maneira particular e coletiva.

Em especial, neste ano um dos meus maiores aprendizados foi o quanto precisamos confiar em D'us, e apenas Nele, como diz o profeta: "Maldito é aquele que confia nas pessoas... Bendito é aquele que confia em D'us" (Yirmiahu 17:5,7). Precisamos enxergar a mão de D'us em cada pequeno detalhe do que ocorre em nossas vidas, mesmo quando vai contra a lógica e quando não é da forma como gostaríamos, pois podemos ter a certeza de que tudo o que Ele faz é pura bondade. Nem sempre enxergamos imediatamente, mas se prestarmos atenção, ao menos podemos sentir que é Ele que está direcionando nossas vidas, e isto é suficiente para que possamos ficar tranquilos. A confiança em D'us espanta sentimentos negativos como o medo, a angústia, a preocupação e a tristeza.
 
Quando Yossef foi vendido como escravo ao Egito, a Torá ressalta que ele foi transportado em uma caravana de especiarias. Isto era um milagre, já que naquela região o comum era circularem caravanas com derivados de petróleo, materiais com cheiro muito ruim. Mas por que D'us precisou fazer este milagre? Apenas para dar um pouco mais de conforto a Yossef, enquanto ele era levado para o "inferno"? D'us fez questão de fazer o milagre pois, apesar de Yossef estar passando por um momento de grande dificuldade e incerteza, sem saber o que o aguardava no futuro, D'us quis dar a ele uma mensagem de esperança e tranquilidade: "Meu filho querido, sei que agora sua situação parece difícil. Você está indo ao Egito, um lugar que representa as limitações, os apertos. Mas não se preocupe, você não está indo sozinho. Eu estou indo junto com você".
 
Muitas vezes as bondades de D'us vêm escondidas, vêm de maneira que precisamos refletir para percebê-las. Por isso, desejamos "Shaná Tová Umetuká" (Um ano bom e doce), isto é, que o ano não seja apenas bom, mas que também possamos perceber as infinitas bondades de D'us em nossas vidas e que possamos sentir a doçura da Sua bondade. Isto não ocorre naturalmente. É necessário refletir, perceber, procurar.
 
Todos nós tivemos dificuldades e sofrimentos durante o ano. Mas sabemos que as dificuldades são fontes ocultas de bondades. E, apesar das dificuldades, apesar do que faltou em nossas vidas, precisamos enxergar as infinitas bondades que recebemos durante o ano, começando pelo simples ato de podermos acordar a cada manhã, por cada respiração, por cada batimento do nosso coração. Que presente maravilhoso é poder acordar todos os dias de manhã e enxergar as maravilhas do mundo, ou poder levantar da cama e caminhar com as nossas próprias pernas. Quanto vale ter saúde? Quanto vale ter família e amigos? Somos milionários! O simples fato de estarmos vivos por si só já vale o agradecimento e o reconhecimento a D'us.
 
Além de agradecer imensamente a D'us por todas as oportunidades que Ele mandou neste ano, tenho muito a agradecer a vocês, leitores do Shabat Shalom M@il. Sinto o quanto este e-mail já virou parte central da minha vida, uma fonte de aprendizado e satisfação. Uma incrível oportunidade de aprender e poder transmitir deliciosos ensinamentos de Torá. Alegra-me muito poder dividir com vocês a sabedoria da Torá, que nos preenche e ilumina nosso caminho em um mundo cada vez mais escuro espiritualmente.
 
Ao fecharmos o ciclo de mais um ano, aproveito a oportunidade para agradecer por todo o apoio, pelos elogios, incentivos e sugestões que recebi durante o ano. É gratificante escutar pessoas que compartilham os ensinamentos deste e-mail nas Seudót de Shabat. É uma grande alegria poder estar dando uma pequena contribuição para que os ensinamentos da Torá possam ser transmitidos para as futuras gerações, é o que me dá forças para continuar este trabalho, sempre tentando melhorar. Espero que os ensinamentos que eu compartilhei durante o ano possam ter ajudado no crescimento espiritual de cada leitor da mesma maneira que certamente ajudaram no meu próprio crescimento.
 
Agradeço a cada um dos leitores, por serem a minha fonte de inspiração e motivação para continuar este trabalho. Agradeço à minha esposa e filhos, pela alegria que me trazem e por abrirem mão do tempo que eu dedico para escrever o Shabat Shalom M@il. Agradeço aos meus pais, por toda a dedicação, pelo amor que recebi, pela excelente educação que me deram e pelos valores que me transmitiram. E, acima de tudo, agradeço a D'us, pela bondade infinita de ter me colocado em um caminho de Torá e Mitzvót e pela força que Ele me dá todos os instantes.
 
Que possamos aproveitar estes últimos dias do ano para aumentar ainda mais os nossos méritos. Como estamos todos de coração mais aberto, é hora de reconstruir relacionamentos abalados e pedir perdão àqueles que possamos ter magoado. Nestes últimos dias do ano abrem-se os portões da Misericórdia de D'us e recebemos uma ajuda especial para o nosso crescimento espiritual.
 
Aproveito a oportunidade para pedir perdão a qualquer um que possa ter se sentido ofendido pelas mensagens que eu enviei ou por alguma atitude que eu tenha tomado. Se alguém tiver alguma mágoa ou reclamação, por favor, me avise para que eu possa pedir perdão pessoalmente. Também perdoo de coração a qualquer um que possa ter me causado sofrimentos.
 
Que possamos ser inscritos no Livro da Vida, com muita saúde, sustento, alegrias, paz e espiritualidade. E que neste ano de 5780 possamos continuar nos encontrando, semanalmente, neste incrível mundo dos conhecimentos da Torá.
 
SHANÁ TOVÁ
 
Com muito carinho,
 
R' Efraim Birbojm – Shabat Shalom M@il

Copyright © 2016 All rights reserved.


E-mail para contato:

efraimbirbojm@gmail.com







This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by Mailchimp