quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O SUCESSO DEPENDE DE QUEM? - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT NOACH 5776 

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

O SUCESSO DEPENDE DE QUEM? - PARASHAT NOACH 5776 (16 de Outubro de 2015)

Avraham e Daniel viviam na cidade de Telz, na Lituânia. Eles eram muito amigos, vendiam o mesmo tipo de mercadoria e a situação financeira dos dois era muito parecida. Em certo momento da vida, após escutarem conselhos de pessoas mais experientes, eles decidiram que era hora de expandir os negócios e se mudar para uma cidade grande, vizinha de Telz. Lá eles poderiam desenvolver melhor seus negócios e aumentar seus lucros.
 
Para Avraham a mudança foi excelente. Sua mercadoria fez muito sucesso na cidade grande e em pouco tempo ele já havia aumentado seu negócio. Mas para Daniel as coisas não foram nada bem. Após algumas tentativas frustradas de se estabelecer na cidade grande, ele acabou desistindo e voltou para seu negócio em Telz. Daniel se entristeceu profundamente e sentiu muita inveja de Avraham, cujo negócio prosperava cada vez mais. Daniel não entendia por que D'us não o havia ajudado a prosperar na cidade grande.
 
Poucos meses depois estourou uma guerra e todos os moradores judeus daquela cidade grande foram expulsos. Entre eles estava Avraham, que foi obrigado a ir para a Rússia. Seu negócio colapsou, sua família passou por dificuldades e sofrimentos extremos e ele acabou perdendo sua esposa e seus filhos. No final, Avraham tornou-se um miserável.
 
Enquanto isso, em Telz, Daniel viu repentinamente sua sorte mudar. Sem nenhuma explicação lógica, seus negócios começaram a melhorar e ele lucrava cada vez mais. No final, sua tristeza se transformou em uma enorme alegria. O que parecia ser a sua desgraça acabou se tornando a sua salvação. (História Real)
 
Esta é apenas uma entre centenas de histórias nas quais é possível ver que o sucesso na vida não depende dos nossos esforços e investimentos, e sim da Mão de D'us. Como dizemos na nossa Tefilá (reza): "Muitos são os pensamentos no coração do homem, mas é a vontade de D'us que sempre se cumpre". 

**************************************************** 

Nesta semana lemos a Parashat Noach, que começa descrevendo o "Mabul", o terrível dilúvio com o qual D'us destruiu a humanidade, uma consequência direta das pessoas terem se desviado completamente dos caminhos corretos. E no final da Parashat a Torá descreve outro importante acontecimento: a construção da Torre de Babel, como está escrito: "E eles disseram: "Venham, vamos construir para nós uma cidade e uma torre cujo topo chegue até o céu, e faremos para nós um nome, para que não sejamos espalhados pela face da terra" (Bereshit 11:4).
 
Mas a construção da Torre de Babel desperta muitos questionamentos. Em primeiro lugar, o que significa que as pessoas construíram a cidade e a torre para não serem espalhadas pela terra? Além disso, a Torá descreve o que ocorreu após o início da construção: "E D'us desceu para ver a cidade e a torre... E disse D'us: 'Eles são um só povo, e todos eles têm uma só língua, e isto é o que eles começaram a fazer! E agora, eles não serão impedidos de fazer tudo o que tramaram? Venham, vamos descer e confundir sua língua, para que um não entenda a língua do seu companheiro' " (Bereshit 11:5-7). Destes versículos fica claro que algo incomodou D'us naquela construção, mas qual foi o erro que eles cometeram, já que os versículos não mencionam nenhuma transgressão? Também não se entende que tipo de castigo foi aplicado, pois a mistura das línguas pode ser entendida como uma punição? E finalmente, por que a Torá diz que D'us desceu para ver o que eles estavam fazendo?
 
Rashi (França, 1040 - 1105), comentarista da Torá, explica o motivo que levou as pessoas a construírem aquela torre gigantesca. Elas estavam insatisfeitas com o fato de D'us ter sozinho o controle dos Mundos Superiores, então elas quiseram construir uma torre para subir ao céu e lutar contra Ele. O Midrash (parte da Torá Oral) acrescenta que eles queriam subir com machados para lutar contra D'us. Além disso, Rashi traz também outro motivo. O dilúvio havia ocorrido 1.656 anos após a Criação do mundo, e aquela geração chegou à conclusão que havia um fenômeno natural de colapso do Céu que resultava em dilúvios cíclicos. Por isso eles quiseram construir uma torre, para que servisse como um suporte e impedisse um novo dilúvio quando se completasse o novo ciclo de 1.656 anos.
 
Porém, estas explicações trazidas por Rashi também apresentam algumas dificuldades. Como pode ser que a humanidade, poucas gerações depois de D'us ter destruído o mundo inteiro com o dilúvio, demonstrando Sua força e Seu controle sobre toda a natureza, achou que era possível desafiá-Lo, e ainda mais com machados? E se esta era a intenção deles, por que D'us mudou a natureza do mundo e confundiu a língua deles, ao invés de simplesmente esmagá-los, demonstrando a nulidade da força do ser humano perante a grandeza de D'us? E finalmente, se o erro foi algo tão grave, uma verdadeira rebelião contra D'us, por que isto não está escrito explicitamente na Torá?
 
Explica o Rav Yosef Leib Bloch zt"l (Lituânia 1860 - 1930) que a resposta de todos estes questionamentos está no entendimento do incrível poder criado através da união. As pessoas começaram a perceber que a população mundial estava crescendo muito, e que logo precisariam se separar e se espalhar pela terra. Mas eles entendiam a força da união, sabiam que poderia levá-los à grandeza, então por isso começaram a pensar em uma estratégia para manter esta união. Através da união eles achavam que conseguiriam superar qualquer dificuldade, como guerras, doença e outras tragédias. E eles realmente estavam certos no seu entendimento.
 
Nos últimos séculos presenciamos uma quantidade imensa de invenções revolucionárias, e mesmo assim sabemos que isto é apenas uma pequena gota d'água no mar diante dos segredos da natureza que ainda não foram revelados. Quem sabe quantas forças incríveis e ocultas na natureza poderiam ter sido reveladas caso houvesse união no mundo, caso as pessoas trabalhassem juntas, associando suas forças para criar, revelar e inventar? Achamos que estamos evoluindo, mas é sabido que no passado havia muito mais conhecimentos do que temos hoje, em várias áreas, inclusive na medicina e engenharia. Por exemplo, o Rei Chizkiahu ocultou um livro chamado "O Livro das Curas", que trazia conhecimentos de cura para qualquer doença. Outro exemplo é que até hoje ninguém entende como as pirâmides do Egito, com pedras gigantescas, foram construídas sem a ajuda de equipamentos pesados. Também nas sabedorias ocultas, como feitiçaria e controle do mundo espiritual, havia muito mais conhecimento do que temos hoje. Com medo de perder esta força, aquela geração decidiu se unir, e a torre serviria como um centro e um símbolo da união mundial.
 
Mas então qual foi o erro daquela geração, se tudo o que eles queriam era manter a união como um meio para evitar que tragédias e sofrimentos recaíssem sobre o mundo? D'us percebeu que no coração deles havia algo a mais do que isso. O que eles queriam no fundo era viver com suas próprias forças, desconectados de D'us. Talvez nem mesmo eles haviam percebido que em sua busca havia uma vontade de se libertar da Supervisão Divina. É por isso que a Torá escreveu apenas a parte revelada do erro, que era a vontade de se unir e simbolizar isto através da construção de uma cidade e uma torre, mas a rebeldia contra D'us não aparece de forma explícita, pois era apenas uma vontade oculta no coração deles.
 
É isto que quer dizer a expressão "D'us desceu", isto é, Ele desceu no fundo da intenção das pessoas e percebeu que a construção da cidade e da torre eram uma tentativa de negar a existência de D'us e de tirar de si o jugo da Supervisão Divina. Com a força de união de toda a humanidade realmente eles poderiam ter alcançado muito. Foi por isso que D'us precisou cancelar os planos daquela geração, misturando as línguas e quebrando sua união. E este foi um gigantesco castigo, causar desunião para uma geração que sabia dar tanto valor para a união.
 
Com estes conceitos entendemos um pouco melhor os ensinamentos dos nossos sábios. Quando o Midrash diz que eles queriam lutar contra D'us com machados, não se refere a uma luta física, e sim a uma demonstração de que eles queriam sair da Supervisão Divina e utilizar as incríveis forças da natureza de acordo com a sua própria vontade. Mesmo as tragédias e desgraças que ocorrem no mundo, como o dilúvio, são totalmente controladas por D'us e utilizadas apenas para benefício da humanidade, para que o ser humano chegue em seu propósito. Mas a geração da Torre de Babel quis assumir o comando e mudar as regras do jogo. Quando eles tentaram construir um apoio para evitar o dilúvio, demonstraram que queriam interferir na vontade de D'us, imaginando que mesmo o que foi decretado por Ele poderia ser evitado através do uso das forças da natureza. Em outras palavras, a geração da Torre de Babel tentou passar por cima de D'us e ignorar completamente que o mundo é regido por leis espirituais, não por leis físicas.
 
Este ensinamento da Parashat continua sendo muito atual. Há pessoas que acham que através de seus esforços físicos conseguirão mudar decretos espirituais. Quando passamos por dificuldades, nos esforçamos de todas as maneiras no mundo material para tentar mudar a nossa situação, mas nos esquecemos que a fonte de tudo é espiritual. Temos a obrigação de fazer o nosso esforço, mas sem exageros, e com a consciência de que nossos esforços servem apenas para despertar a Misericórdia Divina, pois tudo depende Dele. Portanto, qualquer exagero no nosso esforço demonstra uma falta de Emuná (fé). D'us quer que façamos o nosso esforço, a nossa parte, mas nunca esquecendo que o sucesso depende apenas Dele. Pois quando Ele decide algo, não há esforço físico que possa mudar os Seus decretos.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 17h51  Rio de Janeiro: 17h37                     Belo Horizonte: 17h37  Jerusalém: 17h31
***********************************************************************
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Nitzchia bat Yafa.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2014 All rights reserved.

Our mailing address is:
efraimbirbojm@gmail.com

unsubscribe from this list    update subscription preferences 






This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

PRIORIDADES CORRETAS NA VIDA E NA MORTE - SHABAT SHALOM M@IL - PARASHAT BERESHIT 5776

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

PRIORIDADES CORRETAS NA VIDA E NA MORTE - PARASHAT BERESHIT 5776 (09 de outubro de 2015) 

"Um homem muito sábio chegou aos arredores de certa aldeia e, como o sol já estava quase se pondo, deitou-se para dormir sob uma árvore. De repente, chegou correndo um habitante daquela aldeia e disse, quase sem fôlego:
 
- A pedra! Eu quero aquela pedra! 
 
- Mas de que pedra você está falando? - perguntou-lhe o sábio, um pouco assustado.
 
- Ontem à noite eu tive um sonho, e vi que nos arredores da minha aldeia, exatamente no pôr do sol, estava um homem deitado sob uma grande árvore, e ele me dava uma pedra preciosa muito grande, que me faria rico para o resto da vida. E agora eu me lembro que o homem do meu sonho tinha exatamente o seu rosto. Me dê a pedra já!

O sábio abriu o pacote que trazia e tirou de dentro dela uma pedra. Estendeu ao homem e disse: 
 
- É esta a pedra a qual você se refere? Encontrei-a numa trilha da floresta, alguns dias atrás. Parece ser realmente muito valiosa. Mas não vou brigar por ela, você pode levá-la.
 
O homem da aldeia olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante, o maior que já tinha visto na vida. Pegou o diamante e foi embora. Porém, de noite, ele virava de um lado para o outro na cama, sem conseguir dormir. Quando o dia clareou, foi novamente ver o sábio. Despertou-o e pediu:
 
- Por favor, eu não quero o diamante. Eu quero que você me dê desta riqueza verdadeira, que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão valioso assim com tanta facilidade..." 
 
Quem tem claridade sobre a vida, e sobre o que vem depois da vida, sabe o que deve priorizar: não os bens materiais, e sim as aquisições espirituais. 

**************************************************** 

Nesta semana recomeçamos a leitura da Torá com o primeiro livro, Bereshit, que descreve a criação do mundo e as primeiras gerações da humanidade. A Parashat desta semana, Bereshit, descreve a criação do primeiro ser humano, Adam Harishon, que logo após sua criação recebeu de D'us uma advertência: "Mas da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não coma dela, pois no dia em que você comer dela, certamente morrerá" (Bereshit 2:17). Explica o Ramban zt"l (Nachmânides) (Espanha, 1194 - Israel, 1270) que a morte mencionada no versículo não se refere à morte imediata de Adam, e sim à perda de seu status imortal. Não apenas ele virou um ser mortal após comer do fruto proibido, mas também todos os seus descendentes se tornaram mortais.
 
Porém, aparentemente o castigo recebido por Adam Harishon parece ser desproporcional ao seu erro. Quando pensamos na nossa morte ou na morte de um ente querido, normalmente ficamos tristes e depressivos. Frequentemente bloqueamos este tipo de pensamento por causa dos sentimentos negativos que ele nos causa. D'us ter infligido um castigo tão duro transmite o conceito de um Criador vingativo e punitivo, bem diferente do conceito judaico de um D'us misericordioso que criou o mundo por amor e bondade. Então como entender o castigo de Adam? Será que há alguma maneira de ver a morte de uma maneira mais positiva?
 
Além disso, os povos do mundo demonstram um grande respeito aos mortos no momento do sepultamento. Pessoas com mais possibilidades financeiras costumam comprar caixões chiques, de madeira nobre e alta durabilidade. Isto traz um pouco de consolo para os parentes e amigos enlutados, pois é uma tentativa de retardar a decomposição do corpo do falecido. Porém, é estranho observar que a Halachá (Lei Judaica) nos ordena fazer justamente o contrário, isto é, enterrar nossos mortos em caixões que se decomponham com facilidade. E é ainda mais difícil entender o costume praticado em Israel de não utilizar caixões, sendo o corpo colocado diretamente na terra, envolto apenas por uma mortalha. Isto não é uma desonra para o corpo? Será que a Halachá não é insensível com o sentimento dos enlutados?
 
Outro grande questionamento surge quando observamos as palavras de um Midrash (parte da Torá Oral), que afirma que D'us já havia criado o potencial de morte antes mesmo do erro de Adam Harishon. Quando D'us terminou a criação do mundo está escrito: "E viu D'us tudo o que Ele fez, e eis que era muito bom" (Bereshit 1:31). O Midrash explica que "bom" se refere ao potencial de vida, e "muito bom" se refere ao potencial de morte. Como pode ser que a Torá se refere à vida como sendo algo "bom", mas à morte como sendo algo "muito bom"?
Finalmente, quando a Parashá descreve a criação de Adam Harishon, está escrito: "D'us formou o homem do pó da terra" (Bereshit 2:7). Rashi (França, 1040 - 1105) explica que D'us reuniu o pó dos quatro cantos do mundo para garantir que, em qualquer lugar que o ser humano for enterrado, a terra de lá absorverá seus restos mortais. Mas o que significa esta explicação de Rashi? Aparentemente ele quis dizer que se o ser humano não tivesse sido criado a partir do pó dos quatro cantos do mundo, seu corpo poderia ser "rejeitado" pela terra após a sua morte. Mas sabemos que todas as criaturas vivas se decompõem no solo após a morte, por causa da interação do solo com a matéria orgânica, independente de terem sido criadas a partir do pó dos quatro cantos do mundo ou não. Então por que Rashi aparentemente associa o fato do ser humano ter sido criado com o pó dos quatro cantos do mundo com a sua decomposição depois da morte?
 
Explica o Rav Yohanan Zweig que a resposta está em um incrível ensinamento do Talmud (Sanhedrin 90b), que descreve uma conversa entre o Rabi Meir e Cleópatra, a rainha do Egito. Ela questionou o Rabi Meir se, quando chegar o momento da ressurreição dos mortos, o ser humano emergirá da terra nu ou vestido. O Rabi Meir respondeu que se até mesmo uma simples semente de trigo plantada "nua" na terra brota revestida por várias camadas de casca, assim também o ser humano certamente emergirá da terra bem vestido.
 
O que parece uma simples analogia do Rabi Meir na verdade nos ensina a visão judaica sobre o enterro de um falecido. O propósito do sepultamento não é descartar de forma desonrosa o corpo, ao contrário, o enterro é o início de um processo de recriação. Da mesma maneira que a semente floresce depois de ter sido enterrada, o sepultamento de um corpo reconecta o ser humano à sua fonte, permitindo que ele possa ser recriado e possa emergir da terra de uma forma aperfeiçoada, cada um de acordo com os atos praticados enquanto ele ainda estava vivo.
 
É sabido que nem toda semente pode ser plantada em qualquer solo, pois há solos mais e menos propícios para o desenvolvimento de uma planta. Foi por isso que D'us criou o ser humano com o pó dos quatro cantos do mundo, para garantir que o "plantio" deste corpo depois do seu enterro não seria inibido pelo solo do lugar de sepultamento. O enterro não é somente um processo de decomposição e desintegração do corpo. É um processo que permite que o corpo aperfeiçoado possa renascer e "brotar", pronto para receber de volta sua alma no momento da ressurreição. A palavra em hebraico para túmulo é "Kever", a mesma palavra utilizada pelo Talmud para se referir ao útero. Da mesma maneira que o útero é o local de desenvolvimento da vida, de preparação do feto para o momento de nascer, assim também o túmulo é o local de preparação e desenvolvimento do nosso corpo para a vida eterna.
 
Adam Harishon foi criado com seu corpo e alma perfeitos, permitindo a ele experimentar um inigualável nível de relacionamento com D'us. Mas sua transgressão o distanciou do Criador e introduziu imperfeição em seu corpo e em sua alma. Portanto, a morte não foi um ato punitivo de um D'us vingativo, ao contrário, foi um processo através do qual Adam Harishon e seus descendentes poderiam mais uma vez se reconectar ao seu Criador e remover todas as imperfeições que impediam um relacionamento completo com Ele. Permitir ao ser humano se reconectar, mesmo após o erro de Adam Harishon, foi uma bondade sem limites. Por isso D'us viu que o processo de morte era algo "muito bom", pois permite que nossa alma e nosso corpo se reconectem a Ele.
 
Como muitos veem a morte como o último estágio da vida, eles se esforçam na preservação do corpo, tentando deste modo manter os últimos vestígios da existência de seu ente querido. A Halachá nos ensina justamente o contrário, pois o sepultamento é o processo através do qual nós recriamos nosso corpo, livrando-o de suas impurezas. Preservar o corpo em seu estado atual nos privaria de um dos maiores atos de bondade de D'us. Longe de ser um desrespeito com o corpo e uma falta de sensibilidade com os familiares, a Halachá traz uma forte mensagem de consolo e esperança, através da certeza de que aquele momento doloroso não é o final de nada, é apenas o começo da preparação para a nossa vida verdadeira.
 
Entender a morte não nos traz apenas consolo. Entender a morte nos ajuda a aproveitar melhor a vida, nos ajuda a definir o que é o principal e o que é secundário, nos ajuda a planejar melhor onde devemos colocar nossos esforços e onde devemos saber abrir mão. Pessoas brigam ou se tornam desonestas por causa de dinheiro e bens materiais, coisas que não serão levadas conosco quando nossa existência neste mundo terminar. Somente os nossos bons atos, as nossas Mitzvót e o refinamento do nosso caráter nos acompanharão para sempre e ajudarão a reconstruir o nosso corpo, aperfeiçoado, para a nossa vida verdadeira, a vida eterna.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 17h48  Rio de Janeiro: 17h34                     Belo Horizonte: 17h35  Jerusalém: 17h39
***********************************************************************
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Nitzchia bat Yafa.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2014 All rights reserved.

Our mailing address is:
efraimbirbojm@gmail.com

unsubscribe from this list    update subscription preferences 






This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A ALEGRIA DA TORÁ - SHABAT SHALOM M@IL - SHEMINI ATSERET, VEZÓT HABRACHÁ E SIMCHÁ TORÁ 5776

ARQUIVO EM PDF
ARQUIVO EM PDF
BLOG
BLOG
INSCREVA-SE
INSCREVA-SE
BS"D

A ALEGRIA DA TORÁ - SHEMINI ATSERET, VEZÓT HABRACHÁ E SIMCHAT TORÁ 5776 (02 de outubro de 2015)

Você já se perguntou o que aconteceria se tratássemos a Torá como tratamos o nosso celular?

Se a carregássemos o dia inteiro em nossas bolsas ou bolsos?
Se abríssemos para dar uma olhada várias vezes ao dia, o dia inteiro?
Se fosse a última coisa que checamos antes de dormir?
Se voltássemos para buscá-la quando percebemos que a esquecemos em casa?
Se a usássemos para receber mensagens?
Se a tratássemos como se não pudéssemos mais viver nem um único dia sem ela?
Se a déssemos como um presente especial aos nossos filhos?
Se sempre a levássemos, e usássemos, quando viajamos?
Se sempre pensássemos em usa-la em caso de emergência?
 
Porém, diferente do nosso telefone celular, não precisaríamos nos preocupar com a Torá, pois ela nunca se desconecta, numa fica fora de serviço e nunca fica sem bateria. E o melhor de tudo é que com a Torá nunca há nenhuma chamada perdida...
 
Esta reflexão nos ajuda a pensar: onde estão as nossas prioridades? 

************************************************** 

Este Shabat coincide com a festa de Sucót, e por isso não é lida a Parashat semanal, e sim um trecho especial relacionado com Sucót. E no Domingo de noite (04 de outubro) começa a festa de Shemini Atseret, que apesar de vir logo após Sucót, é uma festa independente, que representa o imenso amor que D'us sente pelo povo judeu. Este amor pode ser percebido através de um detalhe interessante: durante os 7 dias de Sucót eram oferecidos 70 Korbanót (sacrifícios), enquanto em Shemini Atseret apenas um Korban era oferecido. Por que esta diferença tão gritante?
 
O Rav Yaacov Kranz zt"l (Bielorrúsia, 1740 - Polônia, 1804), mais conhecido como Maguid MiDuvno, responde utilizando um Mashal (parábola). Ele explica que a diferença entre os Korbanót se compara a um homem muito rico, com muitos enteados e filhos, que precisou fazer uma longa viagem. Durante o tempo em que esteve longe, ele fez questão de comprar muitos presentes. Mas quando voltou para casa, deu aos seus enteados muitos presentes, enquanto para seus próprios filhos ele deu apenas algumas lembrancinhas. Quando questionado sobre sua atitude, ele explicou que para deixar seus enteados felizes era necessário muitos presentes, mas seus filhos já estavam tão felizes com a sua volta que não era necessário mais do que algumas lembrancinhas para alegrá-los. O mesmo conceito de aplica em relação aos Korbanót. Durante Sucót, os Korbanót eram oferecidos em nome de todas as nações do mundo, não apenas em nome do povo judeu, como se fosse uma grande confraternização universal. Mas em Shemini Atseret é como se D'us pedisse mais um dia de festa, mas desta vez a sós com o povo judeu. Para o povo judeu a felicidade da proximidade de D'us já é algo tão grande e especial que não é mais necessário uma grande quantidade de Korbanót para nos alegrar.
 
E foi justamente por causa desta alegria de nos sentirmos próximos de D'us que nossos sábios fixaram a festa de Simchá Torá junto com Shemini Atseret (fora de Israel, que são dois dias de festa, Simchá Torá é comemorada apenas no 2º dia). Em Simchá Torá foi fixado o término do ciclo de leitura da Torá, sendo lida a última Parashat, Vezót HaBrachá, que traz as Brachót (Bençãos) dadas por Moshé para cada uma das tribos de Israel antes de sua morte. Imediatamente após o termino da Torá nós a recomeçamos, lendo os versículos iniciais da Parashat Bereshit, que descrevem a criação do mundo.
 
Em Simchá Torá comemoramos por termos completado um ciclo completo de leitura da Torá e pelo seu recomeço. Costumamos cantar e dançar abraçados com o Sefer Torá, expressando nossa alegria por termos recebido de D'us a Torá e pela oportunidade de podermos estudar e aprender seus incríveis ensinamentos. Damos sete voltas em torno da "Bimá", o lugar onde o Sefer Torá é lido, que normalmente fica bem no centro da sinagoga. Assim demonstramos que a Torá está no centro das nossas vidas.
Mas não é apenas de hoje que a Torá está no centro de nossas vidas. Desde quando estávamos no deserto, o povo viajava de maneira organizada, dividido em tribos, e o Mishkan (Templo Móvel) viajava no centro. No Mishkan havia o "Aron Hakodesh", a Arca Sagrada na qual estavam guardadas as Tábuas com os 10 Mandamentos entregues por D'us ao povo judeu no Monte Sinai. Além do Aron Hakodesh, no Mishkan havia alguns outros utensílios, como a "Menorá" de ouro, a "Shulchan" (mesa de ouro, onde eram colocadas 12 Chalót de oferenda para D'us) e o "Ktoret" (altar onde eram oferecidos incensos).
 
Porém, há diferenças interessantes entre o Aron Hakodesh e os outros utensílios, que nos ensinam importantes lições sobre o nosso relacionamento com a Torá. Por exemplo, na construção da Shulchan está escrito: "E você deve fazer uma mesa" (Shemot 25:23), e na construção da Menorá está escrito: "E você deve fazer a Menorá de ouro puro" (Shemot 25:31). Mas em relação ao Aron Hakodesh há uma mudança na linguagem: "E eles devem fazer a Arca" (Shemot 25:10). Enquanto o comando da construção dos outros utensílios foi dirigido diretamente a Moshé, aparentemente o comando da construção do Aron Hakodesh foi dirigido ao povo inteiro.
 
Havia também uma diferença no transporte dos utensílios. Durante as viagens no deserto, todas as partes do Mishkan precisavam ser carregadas. D'us ordenou que fossem feitas argolas nos utensílios, e por dentro das argolas eram passadas barras revestidas de ouro. Eram estas barras que sustentavam os utensílios do Mishkan durante seu transporte. Mas isto só ocorria quando o povo judeu viajava, pois quando o povo acampava e os utensílios repousavam, as barras eram retiradas das argolas. Porém, em relação ao Aron Hakodesh está escrito: "Nas argolas do Aron devem estar as barras, elas não devem ser removidas dali" (Shemot 25:15). Por que estas diferenças e o que elas nos ensinam?
 
Explica o Sefer HaChinuch (Mitzva 96) que o motivo desta proibição de retirar as barras do Aron Hakodesh está no fato do Aron, que continha as Tábuas com os 10 Mandamentos, representar a Torá. A Torá é o centro das nossas vidas, é o que temos de mais valioso. Nós temos a obrigação de tratar a Torá com todo o respeito e honra possíveis. Caso surgisse alguma necessidade de mover o Aron HaKodesh rapidamente, na pressa as pessoas poderiam esquecer de checar se as barras estavam bem encaixadas, causando o risco do Aron Hakodesh cair. Em uma demonstração de muito respeito, as barras do Aron Hakodesh deveriam ficar fixas o tempo inteiro nas argolas. Isto nos ensina o quanto devemos nos preocupar em respeitar e honrar a nossa Torá.
 
Além disso, ensina o Midrash (parte da Torá Oral) que quando D'us comandou ao povo inteiro a construção do Aron HaKodesh, é como se Ele estivesse dizendo para Moshé: "Os outros utensílios você construirá, mas o Aron Hakodesh deixe que o povo inteiro participe, para que todos possam ter parte no mérito da Torá". Como o Aron representa a Torá, sua construção foi dada para todo o povo, para que todos também tivessem uma parte na Torá e pudessem se dedicar ao seu estudo e aprofundamento.
 
Portanto, do Aron HaKodesh aprendemos duas lições importantes, para Simchá Torá e para nossas vidas: a primeira lição é que precisamos entender que a Torá é um presente incrível de D'us, algo de valor inestimável, mas que está ao alcance de todos. A segunda lição é que todos os nossos atos em relação à Tora devem ser de respeito e veneração. As viagens do Aron HaKodesh nos ensinam que devemos levar a Torá para todos os lugares para onde formos, porém sempre garantindo que ela será sempre querida e protegida, não importando onde estivermos e o que estivermos fazendo. A Torá não deve estar guardada apenas na sinagoga, ela deve fazer parte da nossa vida, do nosso cotidiano.
 
Em Simchá Tora temos a incrível oportunidade de dançar com o Sefer Torá. Mesmo aqueles que ainda não se dedicam ao estudo da Torá, neste dia podem ter a oportunidade de se ocupar com ela, da mesma maneira que todo o povo se ocupou com a construção do Aron Hakodesh. Abraçamos o Sefer Torá e o seguramos com carinho e respeito, demonstrando nossa alegria e nosso amor. Uma dança que durará por toda a eternidade.
 
Que Simchá Torá possa nos inspirar e nos ajudar a levar os ensinamentos da nossa sagrada Torá para o nosso cotidiano, para que possamos deixar a Torá nos transformar, a cada dia, em pessoas melhores.
 
SHABAT SHALOM e CHAG SAMEACH
 
Rav Efraim Birbojm 

************************************************************************
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT:

                   São Paulo: 17h45  Rio de Janeiro: 17h32                     Belo Horizonte: 17h33  Jerusalém: 17h48
***********************************************************************
Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Chana bat Rachel, Pessach ben Sima, Rachel bat Luna, Avraham ben Chana, Bentzion ben Chana, Ester bat Rivka, Rena bat Salk, Duvid ben Rachel, Chaia Lib bat Michle, Michle bat Enque, Miriam Tzura bat Ite, Fanny bat Vich, Zeev Shalom ben Sara Dvorah, Pece bat Geni, Salomão ben Sara, Tamara bat Shoshana, Yolanda bat Sophie, Chai Shlomo ben Sara, Eliezer ben Esther, Lea bat Sara, Debora Chaia bat Gueula, Felix ben Shoshana, Moises Ferez ben Sara, Zelda bat Sheva, Yaacov Zalman bat Tzivia, Yitzchak ben Dinah, Celde bat Lea, Geni bat Ester, Lea bat Simi, Ruth bat Messoda, Yaacov ben Ália, Chava bat Sara, Moshe David ben Chaia Rivka, Levi Itzchak ben Reizel, Lulu Chana bat Rachel, Haia Yona bat Sara, Shulem ben Chaia Sara, Daniel ben Yonit, Chai bat Rivka, Nitzchia bat Yafa.
--------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L e Frade (Fany) bat Efraim Z"L, que lutaram toda a vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na comunidade judaica de Santos. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) dos meus queridos e saudosos avós, Meir ben Eliezer Baruch Z"L e Shandla bat Hersh Mendel Z"L, que nos inspiraram a manter e a amar o judaísmo, não apenas como uma idéia bonita, mas como algo para ser vivido no dia-a-dia. Que possam ter um merecido descanso eterno.
 
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de minha querida e saudosa tia, Léa bat Meir Z"L. Que possa ter um merecido descanso eterno.
-------------------------------------------
Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo (Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi, Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam, Ytzhak ben Avraham, Mordechai ben Schmuel, Feigue bat Ida, Sara bat Rachel, Perla bat Chana, Moshé (Maurício) ben Leon, Reizel bat Chaya Sarah Breindl; Hylel ben Shmuel; David ben Bentzion Dov, Yacov ben Dvora; Moussa HaCohen ben Gamilla, Naum ben Tube (Tereza); Naum ben Usher Zelig; Laia bat Morkdka Nuchym; Rachel bat Lulu; Yaacov ben Zequie; Moshe Chaim ben Linda; Mordechai ben Avraham; Chaim ben Rachel; Beila bat Yacov; Itzchak ben Abe; Eliezer ben Arieh; Yaacov ben Sara, Mazal bat Dvóra, Pinchas Ben Chaia, Messoda (Mercedes) bat Orovida, Avraham ben Simchá, Bela bat Moshe, Moshe Leib ben Isser, Miriam bat Tzvi, Moises ben Victoria, Adela bat Estrella, Avraham Alberto ben Adela, Judith bat Miriam, Sara bat Efraim, Shirley bat Adolpho, Hunne ben Chaim, Zacharia ben Ytzchak, Aharon bem Chaim, Taube bat Avraham, Yaacok Yehuda ben Schepsl, Dvoire bat Moshé, Shalom ben Messod, Yossef Chaim ben Avraham, Tzvi ben Baruch, Gitl bat Abraham, Akiva ben Mordechai, Refael Mordechai ben Leon (Yehudá), Moshe ben Arie, Chaike bat Itzhak, Viki bat Moshe, Dvora bat Moshé, Chaya Perl bat Ethel, Beila Masha bat Moshe Ela, Sheitl bas Iudl, Boruch Zindel ben Herchel Tzvi, Moshe Ela ben Avraham, Chaia Sara bat Avraham, Ester bat Baruch, Baruch ben Tzvi, Renée bat Pauline, Menia bat Toube, Avraham ben Yossef, Zelda bat Mechel, Pinchas Elyahu ben Yaakov, Shoshana bat Chaskiel David, Ricardo ben Diana, Chasse bat Eliyahu Nissim, Reizel bat Eliyahu Nissim, Yossef Shalom ben Chaia Musha, Amelia bat Yacov, Chana bat Cheina, Shaul ben Yoshua, Milton ben Sami, Maria bat Srul, Yehoshua Reuven ben Moshe Eliezer, Chaia Michele bat Eni, Arie Leib ben Itschak, Chaia Ruchel bat Tsine, Malka bat Sara, Penina bat Moshe, Schmuel ben Beniamin, Chaim ben Moshe Leib, Avraham ben Meir, Shimshon ben Baruch, Yafa bat Salha, Baruch ben Yaacov, Sarita bat Miriam, Michael Ezra ben Esther, Clarice Chaia bat Israel, Moshe ben Yaacov, Dov ben Michel, Alberto ben Michel, Malaka bat Chalom, Ita bat Avraham, Meir ben Avraham, Miriam bat Iechiel, Avraham ben Meir, Shirley Mary bat Avraham Israel.
--------------------------------------------
Para inscrever ou retirar nomes da lista, para indicar nomes de pessoas doentes ou Leilui Nishmat (elevação da alma), e para comentar, dar sugestões, fazer críticas ou perguntas sobre o E-mail de Shabat,favor mandar um E-mail para ravefraimbirbojm@gmail.com
 
(Observação: para Refua Shlema deve ser enviado o nome do doente e o nome da mãe. Para Leilui Nishmat, os Sefaradim devem enviar o nome do falecido e o nome da mãe, enquanto os Ashkenazim devem enviar o nome do falecido e o nome do pai).
Copyright © 2014 All rights reserved.

Our mailing address is:
efraimbirbojm@gmail.com

unsubscribe from this list    update subscription preferences 






This email was sent to efraimbirbojm.birbojm@blogger.com
why did I get this?    unsubscribe from this list    update subscription preferences
Shabat Shalom M@il · Rua Dr. Veiga Filho, 404 · Sao Paulo, MA 01229090 · Brazil

Email Marketing Powered by MailChimp